Notas iniciais
Olá pessoal desculpa a demora novamente T.T Estou trazendo agora 3 capitulos especiais: O confronto I O confronto II O confronto III Esses capítulos vão ser maiores do que o normal, espero que gostem!

POV STEVAN

Havia chegado, enfim, o grande dia. Meu corpo tremia dos pés à cabeça, e eu sabia que os Rivers estavam rindo da nossa cara...mas como eu já aprendi com Viserys, devemos ignorar os insultos e prestar atenção somente na guerra. Eram quatro horas da madrugada, e ele finalmente chegou ao quartel. Então todos nós fizemos uma roda para que ele entrasse no centro.

Viserys apareceu com a melhor armadura dele e a mais desejada pelos bárbaros. Era prata com detalhes em dourado, e com um capacete todo em ouro, além de estar usando a espada mais reluzente e mais afiada possível. Meus olhos brilhavam ao ver essa armadura, ele só usava em combates difíceis. Ele se dirigiu ao meio da roda. Era sempre um ritual que fazíamos antes das batalhas.

— Bárbaros! — ele gritou para todos ouvirem — Hoje todos sabem que esse ritual vai ser muito importante. O nosso inimigo não é um inimigo qualquer. São os Rivers! Há dez anos atrás, tivemos uma batalha sanguinária contra eles. Perdemos a batalha, assim como perdemos muitas vidas. Hoje, será diferente. Se, em último caso, não for possível derrota-los, é melhor perder a batalha de novo, mas queremos que a maioria saia vivo de lá. Entendido?!

— Sim, senhor! — todos nós bárbaros gritamos encostando as espadas no peito como símbolo de força e honra.

— Mesmo que haja possibilidade de não ganharmos, nunca podemos perder as esperanças, pois elas são as últimas que morrem. Treinamos duro, dia e noite, por mais de uma semana! Agora, quero ver todo esse treino sendo utilizado na batalha. Os treinos são chatos, sofridos e odiosos? Sim! Porém, quem não sofre não vive o resto da vida como um campeão. Querem ser campeões?! Querem sentir o gosto da vitória? Basta não desistir, nunca!

— Nunca, senhor! — nós gritamos guardando as espadas.

Eu fiquei pensando na Tainá. Estava me sentindo culpado, agora ela vai ficar vulnerável se entrar em primeiro, pode morrer, estragar o plano e tudo por minha causa. Ela era minha melhor amiga desde a infância, admito que morreria por ela! Porque nossa ligação é muito forte e mantê-la viva é o que me faz feliz. Eu tenho que pensar em um jeito de convencer ela a trocar de posição, e rápido. Quando eu voltei para a realidade vi que era a vez de fazermos nosso grito de guerra.

— A esperança é uma flecha de fogo, que faz arder meu coração! Eu canto e grito de novo, na Kethoria só há força e união! — nós gritamos e juntamos as mãos no centro — Ê, ô, Kethoria!

Todos aplaudiram e enfim Viserys pediu para que todos ajeitassem os detalhes finais e depois que nos juntemos com as outras tropas.

Eu sentei no banco e conferi se toda a minha armadura estava bem apertada e firme. Sem querer acabei ouvindo a conversa de dois bárbaros.

— O que a Katharina fez quando descobriu?

— Ah, ela queria me impedir de todas as formas. Ela sabe que vai ser perigoso, ela escondeu minha espada e disse que eu não poderia lutar contra os Rivers. Só que de algum jeito eu consegui passar confiança para Katharina, disse que voltaria vivo, dei todo o meu amor e carinho para ela naquele momento e ela aceitou calmamente.

— Acho que toda mulher gosta de se sentir amada, né? E também, nós vamos esculachar os Rivers, você vai ver!

Eu levantei rapidamente do banco pensando numa ideia que eu tive enquanto ouvia a conversa. As falas dos bárbaros rodeavam minha mente...“toda mulher gosta de se sentir amada”, “dei todo o meu amor e carinho para ela”, “consegui passar confiança para Katharina”. Eu respirei profundamente. Tinha pouco tempo e apenas uma ideia maluca na cabeça. Eu sentei na grama observando o céu estrelado, e a lua a ir embora. Rapidamente tive algumas lembranças.

Lá estávamos eu e Tainá deitados na areia vendo o céu estrelado e a lua cheia. Estrelas tão brilhosas, graciosas, mágicas...porque tudo que via parecia mágica. Pedaços de luz espalhados pelo céu negro e assombroso, em plena harmonia. E logo no centro, uma lua cheia também muito brilhosa refletia sobre o mar. O mar calmo e quentinho de noite, agitado e frio de dia.

— Sabe...eu sempre fico me perguntando...será que as estrelas olham de volta para nós? — ela diz virando seu rosto para mim.

— Talvez sim, talvez não...essa é uma pergunta que nós ainda não podemos responder. — eu respondo pensativo.

— É... — ela fala voltando a olhar para as estrelas e fechando os olhos.

Eu só observava seu rosto calmo, seus lábios rosados e seus cabelos ondulados no tom violeta esparramados pela areia. Chegou uma leve ventania, deixando seus cabelos ao vento, mas ela não abriu o olho, continuou com a expressão leve e calma...talvez estava cochilando, ou apenas pensando em algo. Eu sentei na areia silenciosamente e olhei seu rosto por cima. A sua pele macia e branquinha contrastava com seus cabelos poderosos e longos. Ela não movia nenhum músculo, estava intacta como uma rocha. Deitei novamente e sussurrei seu nome perto de sua orelha, mas ela não abriu os olhos. Depois de duas vezes eu já tinha desistido, ela podia estar em um bom sono e eu não queria atrapalhá-la. Continuei a olhar para as estrelas pensando na vida, quando vi que o mar estava próximo aos nossos pés. As ondas quentinhas encostaram levemente meus pés e os pés da Tainá também. Ela acordou abrindo os olhos um pouco assustada.

— Calma. É apenas as ondas tocando nossos pés.

— Tudo bem. — ela falou com um sorriso.

— Você estava tão distante... — eu falei calmamente.

— Bem distante mesmo. Eu gosto de conversar com as estrelas. — ela falou e eu estranhei.

— Como assim, conversar com as estrelas?

— Eu entendo as estrelas...elas me entendem...é uma conexão plena, não falamos nada mas estamos conectadas pelo pensamento. — ela diz com um suspiro.

— Como vocês se conectam? — eu perguntei curioso.

— Você só precisa de amar. Só quem ama é capaz de entender as estrelas. — ela respondeu sorrindo.

— E você ama alguém? Está namorando e não me contou? — eu perguntei preocupado.

— Não, bobo. “Amar alguém” não significa só “namorar alguém”. Amor não é só amor de um casal, é amor de amigo, amor de irmão, amor de pai e mãe.

— Então eu consigo amar. Amo minha família, meus pais, meus amigos, e você... — eu disse corando um pouco.

— Sim, você consegue amar...e amar é tão bom! E ser amado também é. Agora é só você fechar os olhos e sentir tocar as estrelas como se não houvesse uma barreira entre você e elas.

— Suas leituras te deixam inspiradas, nossa.

— Eu não sei o que eu seria sem elas. Meus livros são parte de mim...e é de lá que eu aprendi o verdadeiro significado dos sentimentos. — ela falou com uma voz suave e feliz.”

Então eu lembrei rapidamente da fala dela: "Amar é tão bom! E ser amado também é."...era mais um motivo para eu fazer com que ela se sinta amada, e então que ela acorde para a vida e mude sua posição na guerra. Eu não sabia se essa minha ideia era a melhor a ser feita, mas também não poderia ser a pior. Era a melhor solução que eu tinha encontrado, e não havia mais tempo para pensar em outra.

POV NATSUME

Mesmo depois de ter comido em casa um pote cheio de morangos e uma barra de chocolate ao leite eu ainda suava de tanto medo. Meus poderes não eram suficientes e eu não estava feliz com isso. Sempre tive o melhor bastão, a melhor armadura, e o melhor treinamento. Mas não, as magas dos Rivers têm que importar do outro lado do mundo o bastão e a armadura de última geração, que raiva!

— Que cara é essa? — minha amiga Hino perguntou.

— Ah...eu...estou meio brava. É que eu invisto nas melhores coisas e ainda sim tem magas melhores nos Rivers.

— Você não tem que se lamentar por isso. Elas gostam de se achar, e querem te deixar para baixo. Mas se você mostrar que pode vencê-las sem o melhor equipamento, elas é que vão aprender a lição!

— Mas eu não posso vencê-las, Hino! — eu falei irritada, fincando meu bastão na terra com força.

— Natsume! Olhe nos meus olhos. — ela disse com um tom de voz frio, e eu olhei para ela — Você pode não ter batalhado com magas mais fortes, mas você perdeu para magas mais fracas. — ela completou e eu revirei os olhos.

— Eu sei...mas isso foi falta de treinamento minha. — eu disse tentando não lembrar dessa época.

— Isso prova que você pode ganhar! Sua mãe Laila contou para nós que já enfrentou magas mais fortes, e mesmo assim venceu! — ela falou e eu fiquei pensativa.

— Mas essas magas treinam quase vinte e quatro horas por dia! Vai ser impossível. — eu falei desanimada.

— Não diga isso! Nada é impossível, Natsume! Você não está com vontade de dar uma lição nelas?

— A minha vontade é de torturá-las até a morte...então tudo bem, vou mostrar para elas o meu potencial, e quem rir por último vai rir melhor! Obrigada pelos conselhos, Hino.

— Não deixe que elas te magoem, você é forte o bastante para acabar com elas! — ela falou me abraçando.

Agora sim essas metidas vão provar do pior veneno que já viram! Nada vai me deixar para baixo, nada! E vou fritar cada uma delas para acabar com a boca suja dessas magas!

POV MIKAY

Tinha me esforçado muito nessas últimas semanas, mas confesso que estava bolada com aquele Clube das Arqueiras do FaceClash. No dia seguinte Aoki me garantiu que ela não tinha FaceClash e que nunca criou uma página de Clube das Arqueiras. Eu sabia que não podia ser ela. No final de todas as conversas, a pessoa me mandava beijos e abraços. Fala sério, a Aoki odeia redes sociais e nunca mandaria “um beijinho” para suas alunas. A pessoa que está conversando comigo é bem discreta, não se revela, mais você poder ter certeza que vou descobrir quem é, afinal marquei o meu dia de sessão de fotos com a “falsa Aoki”.

POV MIKAN

Estava um pouco nervosa por ser a única que combinaria meus chutes e socos com os poderes de um mago, talvez um só combo não resolveria nesta batalha, ou melhor, nesta grande guerra. Mas quanto aos treinos estava tudo certo. Quebramos uma rocha bem grande utilizando apenas meu soco e o poder do Kadmus. Ficamos muito felizes no fim, por conseguir essa parceria.

“Meu rosto suava e eu respirava ofegante. Kadmus ajeitou seus cabelos molhados de suor e abriu um livro antigo que carregava.

— Um livro de magia? — eu perguntei curiosa.

— Sim. É uma coisa hereditária na família. Era do meu avô, depois do meu pai e agora meu. — ela falou sorrindo.

— Que interessante. — eu falei respirando fundo.

— Nosso último combo, e o mais poderoso vai ser esse. — ele disse mostrando o poder no livro — Um poder de fogo azul e ardente combinado com seu soco frontal, gerando uma explosão catastrófica.

— Nossa...eu só tenho que me recuperar. — eu falei ainda ofegante.

— Vamos acertar aquela pedra gigante ali em frente, ok? — ela perguntou.

— Tudo bem. — eu concordei ouvindo ela dizer algumas palavras em uma língua estrangeira.

Depois de alguns minutos tínhamos nos recuperado e então ele se aproximou de mim e disse.

— Você deve socar frontalmente, se não poderá sofrer alguma fratura. — ele disse e eu me assustei.

— É tão poderoso assim? — eu perguntei.

— Sim. Ele deve ser usado em último caso, pois consome muita energia do nosso corpo e deve ser feito corretamente se não o efeito não ocorre.

— Então tá, estou pronta. — eu falei com um sorriso de lado.

Corremos em direção a pedra rapidamente e senti o poder dele se aglomerar no meu braço. Dei o soco mais forte que consegui e olhei para a pedra. Estava totalmente intacta. Eu arregalei os olhos pensando na fratura que poderia ter acontecido no meu punho. Já estava a lamentar...como assim, não era para ter dado errado! Eu olhei para Kadmus e vi seu olhar atento para a pedra. Ouvi um barulho e vi a pedra se rachar.

— Mikan, saia daí. — o Kadmus alertou ainda olhando apara a pedra.

Dei alguns passos para trás e rapidamente ocorreu uma explosão azul me derrubando no chão. Todos os pedaços da pedra se separam e foram jogados longe, derrubando algumas árvores.

No fim eu só via uma fumaça ao meu redor e a voz de Kadmus.

— Mikan! Você está bem? — ele perguntou entrando em meio a fumaça.

— Só um pouco arranhada. — eu falei tossindo algumas vezes.

Ele rapidamente me carregou e me tirou da zona de fumaça.

— Obrigado. — eu falei com um sorriso de leve — Conseguimos! O poder funcionou!

— Sim! Ele demorou para quebrar a rocha, mas deve ter sido a posição do soco, na guerra devemos socar no centro.

— Pode ser. — eu respondi feliz.”

Continua...

Notas finais
Espero que vcs tenham gostado XD sugestoes ou algo mais comentem aí!