Notas iniciais
Olá pessoal, outro capitulo chegou, e dessa vez trazendo romances e amizades ( owwnt :3 )

POV TAINÁ (rainha arqueira)

Acordei sentindo vento bater em meus cabelos. O tempo lá fora estava nublado. Levantei da cama indo direto para o meu armário. Lá em baixo, encontrei uma caixa vermelha de papelão. Fiquei curiosa, desde a mudança ainda não tinha mexido nela. Eu abri e a primeira coisa que peguei foi um porta retrato, onde eu e Stevan estávamos sentados na frente de uma macieira gigante. Depois, vi um colar com uma folha rosada pendurada. Essa folha era muito rara de se encontrar, e Stevan fez questão de fazer um colar com ela pra mim. Coloquei o colar de volta, até porque, ele sempre me trazia sorte. Lá no fundo, tinha várias cartas que ele me mandava quando éramos crianças. Ainda nem sabíamos escrever, então a gente desenhava um para o outro. E não podia me esquecer dos outros dois itens que tinham na caixa: uma flauta de madeira, que o próprio Stevan moldou, e meu bichinho de pelúcia, que Stevan sonhava em ter um igual.

Foi um momento nostalgia. Lembrei de toda a minha infância com Stevan, os momentos felizes que passei. Peguei tudo que tinha na caixa e coloquei em uma prateleira um pouco escondida do meu armário. Meus pensamentos foram interrompidos quando alguém bateu na porta.

— Com licença, rainha Tainá. O rei George quer você na sala de reuniões agora. — o gigante avisa rapidamente.

— Pode confirmar minha presença. Daqui a pouco estarei lá. — eu falei fechando minha porta para trocar de roupa.

Vesti minha armadura dourada e coloquei minha besta nas costas, junto com a aljava. Desci as escadas e um dos gigantes me ofereceu uma maçã. Agradeci e comecei a mastigá-la rapidamente (vocês pensavam que eu ia ter todo o tempo do mundo para tomar meu café? vida de rainha arqueira não é mole não!). Entrei na sala e cumprimentei o rei George e o resto dos líderes. Viserys, o líder dos bárbaros, Aoki, a líder das arqueiras, Baltazar, líder dos magos, entre outros. Sentei na cadeira ao lado do rei.

— Vamos começar pelo plano de defesa. — George diz abrindo um mapa e colocando os bonequinhos de plástico imitando as tropas — Está previsto um ataque ao oeste da vila Fiore. Eles investem muito na evolução de magos, por isso tem vantagem sobre nós. Precisamos de ideias para combatê-los. Alguém?

— Por que não posicionamos nossos morteiros a oeste da vila? — o líder das valquírias diz, desenhando no papel o posicionamento dos morteiros.

— Não sei bem se isso vai funcionar. — George diz olhando o desenho fixamente — O que acha, Baltazar?

— Não sei se seria uma boa ideia. Os morteiros ficaram vulneráveis. Se eles colocarem gigantes além dos magos, vão acabar com nossa principal defesa. — ele diz preocupado.

— Podemos usar o sistema de defesa em cruz. — eu falo chamando a atenção de todos, e começando a desenhar no papel — Primeiramente, os dois morteiros devem ser posicionados no centro, evitando grandes danos a eles. A oeste dele, colocamos a torre do mago, que já está muito evoluída, junto a um canhão. A leste, pode ficar outra torre do mago com outro canhão. E a norte e sul, as duas torres da arqueira acompanhadas de um canhão também. Depois, é só cercar com nossos muros em forma de cruz, e o espaço que sobrar, usaremos para guardar nossas armazenagens.

— Pode ser que funcione. Gostei do seu pensamento, Tainá. — o rei bárbaro diz pegando a folha — O que acham?

Todos da mesa murmuram um “muito bom” ou um “gostei”. Ele faz uma cópia do desenho e entrega para os gigantes fazerem as mudanças na vila.

POV NATSUME (maga)

Estava no meu quarto à toa, pensando em fazer algo. Resolvi ligar para a Kori, chamar ela para sair.

— Alô? Kori?

— Oi. É a Natsume? — ela perguntou com uma voz rouca.

— Sim, sou eu. Que tal agente dar uma saidinha?

— Até queria, mas marquei uma revanche com Órion lá na praça.

— Já estou sentindo o clima entre vocês... — eu falo com uma leve risada.

— Nem amigos nós somos, tá! — ela responde friamente — Sabe o pior?

— O que?! — pergunto e o silêncio permanece — Fala!

— Aquele amigo dele galinha também vai. — ela responde rapidamente.

— Sério?! Então é o dia perfeito para conquistá-lo! — eu falo pulando de alegria.

— Você quer conquistar o bárbaro mesmo descobrindo que ele é um enorme galinha? — ela pergunta, confusa.

— Ah Kori, você ainda não conhece minhas técnicas. Rapidamente ele vai se transformar em um ex-galinha...e vai ser só meu. Quando eu quero, meu amor, eu posso! — eu falo com um olhar pervertido.

— Quer saber, faz o que você quiser, só não fica falando que eu gosto do Órion se não eu te esquartejo! — ela diz, nervosa.

— Ok. Eu vou me trocar, escolher a melhor roupa, comer meu morango diário e você passa aqui em casa. Pode ser?

— Tudo bem...só não demora, as gemas me esperam! — ela afirma com uma risada.

Desliguei o telefone e joguei na cama. Já fui abrindo o armário, algo de bom tinha que ter ali. Comi uns morangos já lavados, talvez isso me ajudasse a escolher a roupa. Achei meu vestido azul curto junto com o casaco branco que vinha, mas preferi usar só o vestido para aparecer meu decote e a saia curta (*cara maliciosa*). Coloquei um sapato de salto azul combinando com meu vestido e por fim resolvi levar meu bastão azul de maga só para mostrar que eu sou foda (o que não é mentira). Meti um rímel azul poderoso em meus olhos e um batom nude.

Ouvi uma buzina lá fora, com certeza era Kori. Terminei o look colocando meu colar de pérolas e peguei minha bolsa branca, que ficaria perfeita com essa roupa.

Ela foi guiando enquanto andávamos pelas ruas. Quando finalmente chegamos, vimos os dois sentados na mesa da praça, segurando sacos de dinheiro ou gema. Órion foi o primeiro a nos olhar, chamando a atenção do seu amigo, que olhou diretamente para mim (sabia que ele me olharia primeiro). Chegamos próximas a mesa e eu joguei meus cabelos negros contra o vento (táticas, aprendam comigo).

— Olá, Korina. — o gigante diz olhando para mim — Quem é ela?

— Sou Natsume, prazer. — eu falo estendendo minha mão e cumprimentando ele — E você? — olho para o bárbaro me abaixando para ele observar meu decote.

— Ei! — o gigante chama a atenção dando um tapa no braço do amigo — Ela perguntou seu nome!

— Ah, e-eu sou Viserys. — ele fala atrapalhado (sinal que funcionou hehe).

— Gente, eu e Órion vamos jogar, se vocês quiserem se conhecer melhor em outro lugar... — Kori diz e eu quase beijo ela por falar a coisa mais diva que ela poderia ter falado.

Fiquei em silêncio esperando a resposta dele.

— Vamos então, o que acha? Daqui a pouco nós voltamos. — ele fala encarando meus olhos.

— Claro, com certeza. — falo maliciosamente.

Fomos caminhando pela praça rodeando algumas árvores.

POV VISERYS (bárbaro)

Observava fixamente seu decote e sua bunda, e até tinha esquecido do meu cabelo. Passei a mão apavorado pensando em como ele devia estar.

— Você...gosta de apostar, também? — ela pergunta com uma voz sensual.

— Eu curto, bastante. — eu afirmo, observando sua altura — E você, quantos anos tem?

Ela ficou tensa por um minuto, mas depois resolveu falar.

— Dezesseis. — ela diz corando um pouco — E você?

— Vinte dois. — eu falo e ela faz uma cara de impressionada.

— Nossa, parece que você é mais novo. — ela diz olhando nos meus olhos — Mas eu é que sou nova demais...

Eu por um momento pensei que ela era mais velha. Tão gata assim e só tem dezesseis? Mas não importa a idade. Ela é gata.

— Eu adoro novinhas. Eu até pensei que você era da minha idade. Claro, é um elogio, tá. — eu falo e ela dá uma risada.

POV NATSUME (maga)

— Obrigada. — eu falo corando ainda mais — Se você estiver disponível, podemos conversar mais vezes...

— É que nem sempre estou disponível. Primeiro, porque sou líder dos bárbaros, sempre tenho que batalhar. E segundo, porque a minha vida de noite é muito agitada...sabe como é. — ele diz e eu reviro os olhos (está se fazendo de galinha, vamos ver o que acha dessa).

— É, minha noite anda extremamente agitada também. Muitos na minha cola. — eu falo dando um sorriso de lado e ele faz cara de impressionado.

— Eu posso ser um deles...não acha? — ele diz se aproximando de mim e parando de andar.

Eu senti o perfume irresistível dele, mas tentei me controlar.

— Ah, já vi de melhor qualidade. — minto passando a mão nos meus cabelos brilhosos (não, você é a melhor marca, Viserys!).

— Se faz de difícil né...sem problemas...minha fila de pretendentes também está grande. — ele fala enquanto me deu vontade de arrancar o genital dele.

— Eu posso não ser comestível ainda, mas arranco prazeres de quem eu quero. Basta ser paciente. Quem sabe em um dia distante? — afirmo rindo quanto sinto um empurrão.

Ele me empurra contra a árvore e segura na minha cintura.

— Paciente é uma coisa que não sou. — ele diz acariciando meu cabelo — E você não precisa de arrancar prazeres em um dia bem distante. Pode ser hoje mesmo. — ele termina e dá um selinho em mim.

Senti seus lábios nos meus, foi um selinho longo.

— Temos que aproveitar a vida enquanto é cedo. — ela fala tirando os lábios dos meus por um instante.

Eu fiquei paralisada e não sabia o que dizer, então ele resolveu continuar o que havia começado. Não demorou muito e ele já começou a me beijar, encostando sua língua na minha e vice-versa. Ele mordia meus lábios e eu encostava minha língua no céu da sua boca. Foi um beijo intenso, fazendo o bastão que estava em minhas mãos cair. Nem ligamos muito, coloquei minhas unhas grandes em suas costas e arranhei vagarosamente. Não aguentamos mais, e então nos soltamos, ofegantes. Tentei respirar direito, estava com falta de ar, e senti minhas costas marcadas por causa do tronco da árvore, mas nem liguei. Olhei para o bastão no chão, e soltei algumas palavras.

— Eu pego. — murmurei, abaixando junto com ele simultaneamente.

Viserys coloca a mão no bastão e estica para tentar usá-lo. Eu dei uma bela gargalhada.

— Você não vai saber usar. — retruco pegando o bastão.

— Mas você pode me ensinar. — ele diz com um sorriso.

— Os segredos dos magos não podem ser revelados. — eu falo colocando um dos meus dedos em seus lábios.

— Você pode não revelar os seus, mas sabe quais são os segredos dos bárbaros? — ele pergunta e eu, cansada de ficar abaixada, sento na grama, e ele faz o mesmo.

— O primeiro é esse...— ele diz tirando sua camiseta branca e mostrando seu bíceps (meu deus, isso é um sonho ou estou mesmo acordada?) — E o segundo é esse... — ele diz tirando da capa de couro uma espada de ouro e prata, muito reluzente.

— Que linda! — eu afirmo observando a espada atentamente.

— É...ela foi passada de geração em geração na minha família. Uma espada dessas é relíquia. Era do meu tataravô. — ele diz pensativo.

— Posso tocar? — eu pergunto admirando ela.

— Os meus músculos ou a espada?! — ele pergunta com um olhar pervertido.

— Safado! — eu falo brincando e ele ri junto, arrumando seu topete loiro (o topete mais lindo que eu já vi) — Pode ser os dois? A espada primeiro?

— Pode, claro. — ele fala me entregando a espada — Só toma cuidado com a lâmina.

— Eu sei. Já batalhei com alguns bárbaros. — eu falo sentindo a espessura fina da espada.

— Não tanto quanto eu. Os bárbaros que já derrubei eram até mais evoluídos que eu. — ele fala se achando o maioral, e eu fiz uma cara de bunda para ele.

— Obrigada. Ela é realmente linda. — eu murmuro e ele confirma com a cabeça, guardando a espada de volta — Agora deita aí.

Ele deu um sorriso e deitou na grama. Sentei perto dele e encostei meus dedos gelados no seu abdômen bem definido. Ele sentiu um calafrio e contraiu o abdômen. A cada toque eu me arrepiava mais que ele. Passei minhas unhas em todo seu peitoral e acariciei seus bíceps. Ele aproveitou que estava deitado e começou a fazer algumas abdominais (o que realmente me deixou de boca aberta). Depois de fazer algumas, ele deitou de novo todo ofegante e suado.

Olhou nos meus olhos e se sentou do meu lado, começando a beijar meu pescoço. Eu refletia sobre o que estava acontecendo.

— Ei...calma. — eu aviso me afastando um pouco dele.

— O que foi? — ele pergunta com uma cara de estranhamento.

— Se for só pra gente ficar...não estou afim. — eu protesto friamente — Eu não quero ser só mais uma.

— Você não vai ser mais uma. Só deixa rolar... — ele diz beijando meu pescoço novamente.

— Viserys. É sério. Eu não quero isso. — eu falo levantando junto a ele (esperando que ele venha correndo atrás de mim).

— Tudo bem então. — ele diz com um leve suspiro (FILHO DA MÃE! Quem ele pensa que é para dizer “tudo bem então”! Não vai nem correr atrás de mim? Vai lá gastar seu tempo com outra? Galinha! Ok, disso eu já sabia).

Virei de costas e tentei tirar a grama da minha roupa.

— Deixa eu te ajudar. — ele fala tirando a grama da minha bunda (tinha que arranjar uma desculpa para tocar na minha bunda? Com essa mão que já tocou infinitas outras bundas?)

Ele colocou a sua camisa e enfim nos direcionamos até a mesa onde Kori e Órion jogavam.

Notas finais
Obrigada por lerem ;^) Será que esse Viserys vai ser galinha pra sempre, gente?! Ou será que ele vai mudar?! E será que a Tainá e o Stevan são só amigos de infância ou mais que isso?! Talvez amanhã (terça) ou quarta eu coloque outro!