Clarity

13 We Could Just Run Them Red Lights


Notas iniciais
OIEEEEEEEE! ZOIA EU AQUI DE NOVOOO! EU SEI QUE VOCÊS NÃO VIVEM SEM MIIIIM!!!!!!!! Esse cap eu postei pra comemorar os cinquenta (só cinquenta? tenho vinte e três acompanhamentos e doze caps = 23x12= 276. EU DEVIA TER 276 COMENTÁRIOS! ~~vô falar nada) Mas olha, esse cap tá curtinho só pra dar o gostinho! HEHE. Queria que vocês me informassem por MP sua avaliação do cap da minha co-autora, FlorScarlet. Sei que talvez ela leia isso, sem problemas, mas ela está em fase de testes e eu realmente quero a help! de vocês, ook? Eu fico meio insegura com isso, porque não tenho mais total controle sobre a minha fic, alguém tá dando rumos diferentes para ela... Mas queria que vocês ME AVALIASSEM também, porque eu não sou adivinha, então não vou saber se vocês estão gostando ou não. Leiam! VVV Ah, uma coisinha antes; se não tiver mais nenhum favorito ou recomendação, não sei se eu continuarei a fic. Não é chantagem, só estou #xatiada com vcs. -x-x-x-x- Queria deixar claro que esse cap TEM drogas, mas não é apologia, de jeito nenhum! Eu quero pelo contrário alertá-los sobre o uso disso. Já tiver parentes que morreram por causa deles e eu não passo nem perto: se você usa, eu já cortei relações contigo, ok? Kisses!

LEIAM AS NOTAS! É IMPORTANTE!!!!! AAAA

“You know that I'm a crazy bitch

I do what I want when I feel like it

All I wanna do is lose control

But you don't really give a shit

You go, if you go, if you go with it

'Cause you're fucking crazy Rock 'n' Roll”

–Smile, Avril Lavigne.

P.O.V Amy

Acordei ao som de meu alarme, anunciando o primeiro dia de aula do ano. Levantei e reparei que meu travesseiro estava todo molhado: resultado de se chorar até dormir. Balancei a cabeça querendo esquecer tudo o que havia acontecido até então, mas é impossível esquecer de uma vida toda.

Me dirigi ao banheiro, tirei minhas roupas e tomei uma boa chuveirada. Lavei meu rosto e coloquei uma roupa. Em seguida me dirigi ao refeitório do hotel, encontrando todos os meus familiares lá; estavam cochichando bem baixinho, mas quando eu entrei todos se calaram. Estava tão cansada de ser excluída de todos os assuntos importantes e de todos quererem esconder algo de mim, pois “não querem me machucar”.

Revirei os olhos, peguei um chocolate quente e voltei para o meu quarto. Eu dividia minha suíte no hotel com Mary e Nat, mas as duas chegaram mais tarde e saíram mais cedo do que eu. Sentei na cama e procurei alguma coisa na TV enquanto bebericava meu chocolate. Acabei o copo sem achar algo de útil, e continuava sentindo uma dor muito grande dentro de mim, por tudo o que havia acontecido.

Levantei e fui até a farmácia em frente ao hotel, procurando um remédio forte para dor. Nada me parecia ser certo, então acabei comprando um remédio em comprimidos para dor de cabeça. Paguei, voltei ao meu quarto, passando por meus primos, que tentaram levantar para falar comigo, mas só lancei um sorriso sarcástico e me tranquei no quarto.

Abri o remédio e peguei um comprimido; dois; três e acabei tomando cinco. Engoli sem água, pois não queria voltar ao refeitório e encontrar carinhas sorridentes. Sério, se mais alguém sorrir para mim hoje, acho que vou dar um soco; posso não ter bebido, mas estou com ressaca de tristeza.

Deitei na cama e esperei as pessoas virem para irmos para a escola, mas ninguém veio, então decidi ir sozinha. Escrevi um bilhetinho num pedaço de papel e saí do quarto. Os meninos haviam deixando o quarto deles aberto, o que realmente facilitou as coisas. Peguei as chaves do carro de Ian e corri até o estacionamento.

Deixei o bilhete em frente a onde o carro estava estacionado e saí para a escola. Liguei o rádio no máximo e corri com o carro. Verdade, eu não tinha tirado a carteira ainda, mas com minha cabeça tão cheia, nem liguei. Mas até que eu dirigia bem. O vento batia em meu rosto e eu me sentia livre.

Cheguei na escola em pouco tempo; agradeci mentalmente a mim mesma por ter colocado os óculos: depois dos comprimidos extras no carro acho que não estou com uma cara muito boa. Estacionei e me dirigi à minha sala e todos olhavam para mim. Isso não acontecia normalmente, mas eles devem ter visto a notícia sobre o incêndio que (provavelmente) saiu nos jornais.

Quando entrei e tomei meu lugar. O professor começou a aula de histórica, que por sinal estava muito chata. Ele ficou tagarelando sobre a revolução industrial e blá blá blá. Eu sentia que a menina sentada atrás de mim me encarava, mas consegui resistir até o meio da aula para perguntar:

–O que é? – falei irritada. A menina engoliu em seco e puxou algo de baixo de sua carteira e sussurrou:

–Eu sinto muito... – Arranquei o papel da mão dela antes que a garota continuasse. A manchete dizia:

“Acidente proposital na casa dos Cahill deixa um morto e nenhum ferido”

O incêndio, que a polícia acabou provando ter sido proposital, tinha como alvos prováveis os irmãos Amy Cahill e Dan Cahill, que estavam fora com seus primos que estão de visita na cidade. A grama foi aparada em forma de um V depois do incêndio, mas aparentemente ninguém sabe explicar seu significado (a família não quis comentar o incidente).

O fogo fez uma vítima, Alistar Oh, que estava na cena do crime para, segundo as especulações da policia, fazer uma visita aos sobrinhos-netos. Testemunhas que preferiram não se identificar dizem que viram o homem entrando e pouco depois saindo, por não achar os garotos. “No momento em que ele saia pela porta a casa explodiu” diz testemunha “Foi realmente aterrorizante”. O caso foi...

Não consegui mais ler. Tio Alistar estava morto? E ninguém teve a decência de me contar? Que tipo de família é essa? Todos sabiam e eu estava sendo feito de boba; perfeito! Pensei. Não consegui segurar quando as lágrimas vieram, mas não queria que ninguém me visse chorar.

Saí correndo da sala, sem nem comunicar o professor e corri para o corredor. Ele tinha duas saídas: a porta da frente, que dava em um comércio lotado em dias de semana, e em uma porta para o jardim da escola onde havia alguns garotos, ao que me parecia, fumando.

Encostei ali mesmo, na parede, deslizei até o chão e deixei as lágrimas virem. Mais um para a coleção. Quando essa matança vai acabar? Senti alguém me cutucando, mas não queria abrir os olhos. Escutei a pessoa sentando ao meu lado e finalmente os abri. Era uma menina do grupo dos esquisitos, como muito chamavam: aqueles que fumavam e faziam tudo de errado. Ela me passava um cigarro e a essa altura a dor era tão grande que aceitei.

Na primeira tragada uma paz me invadiu, uma sensação ótima. Era como se não existissem mais problemas. Dei a segunda, terceira tragada.

–Vamos para lá. – a garota me chamou e me ofereceu a mão. Aceitei e deixei que ela me levasse até o grupinho reunido em alguns bancos próximos no jardim. Eu tirei meus óculos e sentei com eles.

A menina havia tomado o cigarro de minha mão para que eu levantasse, mas fiz questão de puxar e voltar e sentir mais uma vez aquela sensação. Escutei risinhos deles, mas não liguei.

–Então garota, qual o seu nome? – perguntou um garoto que estava sentado em frente a mim.

–Amy. Amy Cahill. – a resposta veio na minha cabeça e eu nem precisei pensar; Bom, pois não tinha certeza que conseguiria.

–Amy Cahill, esses são Josh – disse a menina que me ofereceu o cigarro apontando para o menino à minha frente. –Peter, mais conhecido como Pancada, Jude-Trovão, Charles, o Depravado -eles riam enquanto a menina me apresentava todos na ordem em que estavam sentados. – Eu sou Mary...

–MaryMacumba! – gritou Pancada, fazendo todos rirem.

–Esse apelido é muito injusto! – reclamou MaryMacumba, rindo também -E esse é Dudu Porrada – disse apresentando o ultimo menino. Ele chamou tanto minha atenção que voltei a raciocinar. Ele tinhas olhos castanho-esverdeados, um cabelo castanho com um mini topete com feições mais perfeitas que as de Ian.

Mary estalou os dedos na minha frente e eu levei um susto, no meio de outra tragada e engasguei com a fumaça.

–Ai – ela disse – Ficou igual as outras. Viu, não dá pra te apresentar para as meninas! – reclamou. Eu também ri e dei mais uma tragada. – Agora, Amy, conte para nós sua história. Todos no grupo já passaram por esse ritual. Agora é a sua vez...

***

O que mais me impressionou nesse grupo foi o fato deles não terem que se preocupar com nada, não seguir regras, viver a vida aos extremos. Eles não têm assassinos seguindo cada passou que dão ou a família mais estranha do mundo: são o que querem ser.

Depois de ficarmos muito tempo conversando, depois de muitas tragadas, o sinal que anunciava o almoço soou nos corredores e dezenas de alunos saíram pelas portas das salas.

–A única parte boa do tempo que passo nessa escola é o tempo da comida – disse Jude, indo em direção ao refeitório. Eu já me sentia como parte do grupo e estava tão alegre que não liguei para o que Dan ou Ian falariam quando me vissem drogada assim.

–Amy? Amy é você? – perguntou uma voz atrás de mim, que reconheci sendo de Ian. Mexi no meu cabelo, respirei fundo e me virei, tirando os óculos.

–Não, é uma miragem – disse e os meninos riram. – Tô com fome – disse me virando para ir comer, mas ele segurou o meu braço. Comecei a ficar meio zonza, pois já tinha tragado o que? Umas cinco, na primeira vez? Escutei Ian chamando Dan, mas me soltei de seu braço e andei.

–AMY! – gritou Dan – Porque você estava com eles e não na aula? Amy, você fumou? – ele perguntou incrédulo.

–Sim, agora me dá licença que eu quero comer! – disse me soltando do aperto de Ian. Revirei os olhos e voltei a andar para a fila do almoço.

–Em casa a gente conversa – falou Dan.

–Não, Dan, não vai ter conversa. Você não manda na minha vida, porque como eu disse ela é minha, então vai comer sua namoradinha, vai? – disse me virando e pegando uma salada de frutas e indo pra mesa. Aquele papo tirou toda a minha fome.

–Amy, vai ter uma reuniãozinha lá em casa, está convidada. – disse Mary – Às seis. Toma aqui meu endereço. – ela me entregou um pedaço de papel e eu sorri.

–Pode contar comigo.

Nós comemos e fizemos palhaçadas até a hora do almoço acabar. Voltamos para o banquinho e continuamos com o cigarro passando por todos nós, mas agora era como se eu sempre tivesse feito isso.

–Tô com fome – anunciei.

–Ainda? Você acabou de comer! – disse Josh – Falei que salada de qualquer tipo não alimenta ninguém!

–Vamos ao McDonalds? – falei – Eu dirijo! – e sai correndo com eles atrás para o carro de Ian. As chaves ainda estavam comigo, então nós entramos e eu dirigi. Já estava bem chapada, então acho que levei algumas multas... Mas Ian é rico, não? Ele paga.

Chegando lá, entramos na fila e ficamos fazendo palhaçada até chegar a nossa vez. Eu me sentia tão bem com eles, era como se não tivesse amanhã: como se todo dia fosse nosso último dia na Terra.

–O que desejam? – perguntou a moça do caixa gentilmente. Ela parecia ser jovem demais para trabalhar... Olhei o nome em seu crachá: Savannah.

–Bem, Savannah, quantos anos você tem? – perguntei a surpreendendo.

–Dezesseis. – ela respondeu. Olhou para os lados, mas não tinha gente prestando atenção nela, então puxou o cigarro de minha mão e deu uma tragada.

–Vem com a gente – eu disse – Deixa esse avental e esses frufrus aí e vem, anda! – eu disse. Ela sorriu, tirou o avental e como é o nome daquele negócio no cabelo dela mesmo? Esqueci, mas deixa pra lá. Ela tirou aquilo e liberou os cabelos, ruivos iguais aos meus e do mesmo comprimento: iam até a bunda. Só que ela tinha olhos azuis esverdeados. – Ah, antes, o pedido. Oito batatas grandes e oito caixinhas de nuggets.

Ela falou o preço, nós pagamos e esperamos os pedidos. Ela veio com a gente de volta para a escola, mas chegando lá, eu informei:

–Querem saber? Vamos para a minha casa- e dei uma virada indo na direção à mansão. Ela estava em queimada, mas ainda dava para sentar em alguns lugares não queimados. O andar de cima ficou todo intacto então fomos para o meu quarto.

–Puxa – disse Jude- Você era uma típica menininha! – ela olhou para a minha decoração. Apesar de meu quarto ser azul, tinham muitas coisas rosa e fofas nele.

–Joguem tudo rosa e fofo pela janela! – eu disse indo até a escrivaninha e pegando uma caneta com plumas rosa. – Eca.

E assim começou o nosso ritual. Josh achou um bichinho de pelúcia meu escondido e eu decapitei. Me sentia tão bem me desconectando do passado, era como separar aquela Amy que gaguejava dessa nova Amy.

–Ai, Amy, que coisa fofa! – disse Mary, sarcástica apontando para um mural meu de fotos com Ian. O resto das coisas já estava perto da piscina, para onde dava a minha janela, e algumas até boiando. Mas eu olhei para aquele quadro e tive uma ideia bem melhor.

–Já sei onde colocar isso. – os quartos de hóspedes, ficam dois aqui em cima e o resto lá em baixo. O de Ian era aqui e eu tinha certeza que ele voltaria para pegar as coisas dele.

Peguei o quadro e pedi ajuda aos meninos, porque era muito pesado. Levei o quadro para o quarto onde Ian estava e coloquei lá na cama, porque eu não queria mais: vamos ver se ele enxerga isso.

Escutamos ao fundo um barulho de pneus e eu fui correndo para janela. Vi lá de cima o carro de Dan e um carro mais, provavelmente alguma amiga das minhas primas.

–Sujou. – eu disse e sai correndo escada abaixo. Mas quando eu cheguei lá em baixo, uma balinha pra quem acertar... Eita. Nem eu previa essa.

–Tia... Tia Maggie. – eu disse engolindo em seco. E depois me lembrei de porque eu me preocupava com ela. Tia Maggie era uma bruxa que tinha sido nossa ‘tutora’ antes de nossa tia-avó pegar nossa guarda. Ela era uma bruxa horrível, mas se eu tivesse seguido o que ela disse não estaria aqui. Teria me afastado dessa família o mais rápido possível. Como fui burra. Dei um sorriso, surpreendendo a todos.

–Tia Maggie, que om que cê tá aqui! Olha, eu queria te dizer muito obrigada, e falar como fui burra em não seguir seus concelhos! – eu disse com o melhor sorriso que uma recém-drogada poderia dar.

–Amy? Você os trouxe para a nossa casa? – perguntou Ian, dando um passo a frente. Eu fui até ele e disse:

–A casa é minha, querido – e peguei um cigarro na minha bolsa e (quase) ascendendo, porque Ian pegou e jogou para fora da casa – Sério? – perguntei e revirei os olhos. Sai andando mas Dan entrou na minha frente.

–A onde você pensa que vai?

–Eu vou a onde eu quiser e... Opa, você não manda em mim! – disse tentando passar mas alguém segurou meu braço. Qualé tenho um campo de força pessoal me impedindo de andar?

–Amy, se você der mais um passo... – começou Ian.

–O que?

–Está tudo acabado ente nós. – ele disse. HÁ-HÁ! Pensei. Como se eu fosse dar tanta importância para aquilo.

Simplesmente levei minhas mãos ao meu pescoço e procurei o fecho do meu colar que tinha ganhado de Ian. Tirei-o e coloquei na mão dele.

–Já tinha acabado mesmo. – sorri sínica e me voltei para tia Maggie – Vem, tia, você pode ficar com a gente!

A ‘Tia Maggie’ não era exatamente nossa tia; na época que virou nossa tutora tinha apenas quinze anos, mas tinha que seguir o último pedido de Grace: cuidar de nós. Essa questão não foi levada à justiça pois sabíamos o que aconteceria: uma garota de quinze anos não pode cuidar de dois órfãos.

Ela nunca soube como cuidar de nós, e acabamos tirando sua vida de adolescente, então ela acabou nos odiando e sendo a ‘pior tutora de todas’. Agora, em seus plenos vinte e um anos, vive a adolescência que perdeu. É até engraçado de ver.

Ela sorriu e veio ao meu lado, dando uma tragada em meu cigarro.

–Era essa a atitude que queria de você, menina! – disse sorrindo. Nós saímos pela porta e fomos para o carro de Ian. A chave ainda estava comigo, então o carro tinha virado praticamente meu.

Então nossa turma era agora: Eu, MaryMacumba, Jude-Trovão, Josh, Peter Pancada, Charles o Depravado, Dudu (lindo) Porrada, Savannah e Maggie. Caramba; aumentou, hein?

Eu liguei o som no máximo e começamos a gritar e (eu) dirigir. Estava muito feliz: finalmente tinha achado o meu lugar no mundo. Estava nessa agitação quando um caminhão veio e tudo ficou preto.

P.O.V Natalie

–Gente, nós não podemos deixa-la assim! Temos que fazer alguma coisa! – gritou Juliet, entrando na piscina.

–Você acha que a gente não sabe? Você viu os olhos dela? Parece que ela tá chapada há dias! As olheiras que ela tem são grandes demais, e... – falou Reagan, logo antes de eu a interromper.

–GENTE! – Gritei quando meu telefone começou a tocar – Cala a boa, deixa eu escutar!

Alo?

Olá, aqui é o Dr. Somerhalder, estou ligando para dizer que aconteceu um acidente de carro e a Srtª. Amy Cahill...

Notas finais
Gostaram????? Quero comentários! NOW!!! Não zoem de eu ter colocado o segundo nome do Ian, tá? Ele é lindo :3 "Nunca deixe ninguém te dizer que não pode fazer alguma coisa". Xoxo ~~Feeh