Clara e Marina... Amor verdadeiro!
6 Você me faz amar!
Notas iniciais
Clara acordou no outro dia e tomou um susto ao notar que havia dormido no sofá da sala, ficou mais espantada ao lembra – se do ocorrido no dia anterior: briga no estúdio, o encontro com Marina e finalmente a noite de surpresa. Por um momento não escondeu o sorriso ao lembrar – se daquele cartão, mas de repente a realidade parecia querer acorda – la. Primeiro decidiu que não contaria, por enquanto, o ocorrido na noite anterior para a família, segundo o que iria inventar para justificar todos aqueles mimos presentes na sala, terceiro em razão da entrevista algumas informações sobre Marina tinham sido lhe passada, inclusive que era homossexual, mas não doida, definitivamente o status de doida tinham se esquecido de mencionar. Levantou – se, fez sua higiene, preparou seu café e decidiu ficar ali perdida naquele momento de felicidade.
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O dia amanheceu mais alegre em Santa Tereza, Marina estava diferente, todos notavam. No dia anterior Flavinha convenceu Vanessa a ir dormir no apartamento dela, pois apesar de tudo, sabia que aquilo era falta do amor de Marina. Giseli ligou cedo, estava preocupada com o que Marina podia ter aprontado, mas ela logo a tranquilizou, falando que a noite saberia, aproveitou para confirmar o horário que ambas iam para o jantar, combinaram direitinho e se despediram. Marina foi então a uma joalheria pegar algo que no dia anterior tinha encomendado, voltou para casa e decidiu passar o resto do dia descansando para a grande noite.
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Chegou à noite, Clara tinha passado o dia inventando alguma coisa pra família sobre a surpresa e inclusive decidiram deixar tudo lá, estava lindo de qualquer maneira. Marina foi buscar Giseli na casa da mãe e então seguiram para o apartamento de Chica e Ricardo, durante o trajeto Marina pediu que Giseli confiasse nela, mas não comentasse nada com ninguém e quanto a Clara, se explicasse para ela, porém naturalmente. No apartamento toda a família de Chica já se encontrava, Clara estava de pé conversando com Felipe quando a campainha toca. Ricardo e Chica vão atender, pois já sabiam que eram as meninas. Clara ficou de costas para a porta ao ser chamada por Juliana.
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Ricardo – Bom gente a Giseli vocês já conhecem, agora lhes apresento minha prima linda e amada Marina Meirelles.
Clara se virou que nem a velocidade da luz lembrou – se do encontro com Giseli no dia anterior e agora tudo parecia ficar mais claro. Continuou paralisada, só conseguia enxergar Marina, que por sua vez também estava hipnotizada pela beleza de Clara. O momento foi quebrado por Felipe que correu para se apresentar e logo galantear Marina.
Felipe – Ricardo já tinha me falado de você, mas esqueceu de mencionar que tratava – se de uma deusa. – Todos riram – Prazer sou Felipe filho da dona Chica.
Marina – Olha que um elogio desses não é todo dia que recebo não, vou ficar mal acostumada. – Mais risos – Mas aqui nesta sala existem outras mulheres belíssimas. – Fala encarando Clara – E por falar em beleza, essa sala está muito linda, quem fez tudo isso? – Olhava para Clara novamente e a mesma já estava vermelha de nervosa.
Chica – A minha querida isso é obra da minha caçulinha, alguém decidiu presentear – la e notamos que ela estava tão feliz com isso que decidimos deixar fazendo parte da decoração. – Clara ficou uma pimenta nesse momento e Giseli sacou tudo.
Felipe – Vem Marina vou te apresentar a cada um hoje. – Giseli ficou conversando com Ricardo e Chica, enquanto Felipe seguiu apresentando todos ali presentes e por obra do destino deixou Clara por último – Marina essa é Clara, minha irmã e sortuda de todas essas rosas.
Marina – Prazer Clara. – Solta aquele sorriso lindo que só ela tem – Sinto te decepcionar, mas sortuda é a pessoa que te mandou todas essas rosas, acho que você iluminou a vida dela. – Encontra os olhos de Clara cheios de brilho, assim como os seus.
Clara – Digamos que eu e essa pessoa sejamos de muita sorte. – Devolve a gentileza – Então você é a prima famosa do Ricardo. – Afirma.
Marina – (Aproveita que Felipe se distancia) Eu mesma, mas você ainda não me recepcionou como mereço. – Puxa Clara para um abraço envolvente, cheira seus cabelos, cola seus corpos e depois de longos segundos a solta e dá um beijo em cada lado da bochecha de Clara.
Clara – Mari... – Giseli que tinha presenciado tudo interrompe Clara.
Giseli – Clarinha cadê o Ivan? Ainda não o vi.
Clara – Gi tá descendo já. – Ainda boba com a atitude de Marina ia falar algo quando é interrompida por Ivan.
Ivan – Mãe cheguei, lindo, gostoso e cheiroso.
Clara – E nem um pouco convencido. – Clara, Marina e Giseli começam a rir.
Ivan – Gi tava com saudades de você. – fala abraçando Giseli – E a moça bonita quem é não vão me apresentar não?
Marina – Opa. Elas não me apresentam, mas eu mesma faço isso. – Abraça Ivan fazendo um carinho nele – Meu nome é Marina, sou prima do Ricardo.
Ivan – Oi Marina, você é muito linda e simpática, gostei de você.
Marina – Eu também já gosto muito de você sabia? Na verdade desde que soube quem era o famoso Ivan já sabia que era esse cara legal que você é. Tenho certeza que você puxou sua mãe. – Afirma encarando Clara que fica sem saber o que fazer.
Ivan – Moças você vão me dá licença que vou ali onde minha prima Luiza tá. Fique a vontade Marina.
Marina – Obrigada. – Diz para Ivan que sai, então ela emenda – Ele gostou de mim, tenho certeza, espero que a mãe dele também goste. – Encara Clara que engole um gole de vinho rasgando a garganta.
Giseli – (Vendo a situação) Clara me dá licença. Preciso conversar um minutinho a sós com a Marina.
Clara – Sem problemas Gi.
Giseli puxa Marina canto um canto reservado.
Giseli – Marina o que você aprontou desde ontem? E mais, você tá deixando a Clara constrangida, respeita a privacidade dela.
Marina – Calma Gi. Eu não aprontei nada e me diz como a Clara pode ficar constrangida na frente da futura esposa dela? – Giseli que estava tomando um gole de champanhe se engasga.
Marina a socorre.
Marina – Calma Gi você não pode morrer antes do meu casamento. – Diz rindo.
Giseli – Marina você tá louca ou querendo brincar com a com minha cara?
Marina – Nenhum, nem outro. Gi você falou que confiava em mim, espero que continue confiando. Eu não brincaria com você, principalmente com a Clara. Agora é difícil você entender, mas te prometo que nada de ruim vai acontecer a Clara, pelo contrário, só quero faze – la feliz como ela já me faz. Só teço mais uma coisa, não faça perguntas agora, porque não terá respostas. Apenas saiba que eu não vou deixar minha felicidade escapar.
Giseli – Olha Marina vou te pedir mais uma vez não machuque a Clara, eu amo você e amo ela, quero vê as duas felizes. Prometo que continuarei confiando, mas não me decepcione.
Enquanto isso todos são chamados a mesa, o jantar acontece cheio de histórias e felicidade contagiante, Marina e Clara se encararam durante topo o tempo, quando o jantar termina todos voltam a sala e ficam conversando, bebendo mais um pouco. Marina avista Clara se distanciar indo em direção a outro cômodo da casa, onde dá acesso a um terraço da cobertura e a segue. Clara para olhando toda aquela paisagem e Marina chega pro detrás dela abraçando – a, Clara se assusta, mas logo se acalma reconhecendo aquele cheiro que tinha lhe perturbado a noite toda.
Marina – Eu falei que nós precisávamos conversar e você fugiu de mim a noite toda.
Clara – Eu não fugi de você. – Coloca seus braços em cima dos de Marina.
Marina – Clarinha... – Clara a interrompe.
Clara – Acontece Marina que eu estava tentando adiar essa conversa, porque a parte da surpresa me deixou a pessoa mais feliz desse mundo, apesar de acreditar que você tá querendo brincar com minha cara. – Sente que Marina vai se soltar, mas não deixa – Calma me escuta. Pra gente conversar vamos ter que falar também do início de tudo, poxa Marina, eu tava tentando reconstruir minha vida, saio de casa pra fazer uma entrevista, acontece um acidente que não tive a menor intenção, sou humilhada e agredida e ainda por cima despedida. A parte boa foi você. – Afirma e Marina sorrir – Ah, você viu que tenho um filho, não sabe como foi minha vida louca até aqui e ainda por cima eu desconhecia essa atração por mulheres. – Marina rir agora sem parar.
Marina – (Vira Clara para si) Clarinha eu sei foram muitos acontecimentos em apenas dois dias, mas como já disse o passado eu não posso modificar, mas o futuro posso fazer valer a pena. – Clara faz a menção de interromper, mas Marina não deixou – Vou ser sincera com você, a Giseli me contou sobre tudo e apesar de saber que passou todos esses momentos ruins fiquei feliz, pois só assim tenho a chance de te conquistar. – Faz uma pausa – Tudo o que eu disse ontem naquele bilhete é verdade. Ah, é lógico que tem um filho, NOSSO Ivan. – Clara chorava que nem criança e Marina aproveita o momento e tira algo da sua bolsa – Olha pra mim. Um pedido de casamento só combina com alianças, aqui está a minha e a sua.
Clara – Mari...
Marina – Não quero a resposta hoje, porque quero um sim e sei que se fosse agora seria um não. O que eu quero é que você guarde – as com você e quando eu conseguir fazer você sorrir um riso bobo, quando se sentir protegida por mim e só por mim, quando você for dormir e acordar pensando em mim. Quando você me olhar como amiga, mulher, amante; quando sentir falta da minha companhia, quando desejar meu corpo e estiver pronta pra deixar eu te amar. Quando chegar essa hora você colocará a minha no meu dedo e deixará eu colocar a outra no seu. Então nos amaremos até o infinito. – Clara chorava perdidamente – Tenho que ir, mas amanhã te pego aqui às 10 da manhã pra gente ir conversar.
Marina então se aproxima mais de Clara e encosta seus lábios no dela com um beijo sereno e puro. Vai embora deixando uma Clara completamente perdida, mas cheia de felicidade dentro do peito.
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