Clara e Marina... Amor verdadeiro!

4 Teus olhos, meus olhos... Amor!


Notas iniciais
Observação: cada capítulo terá o tamanho necessário para contar determinado trecho da história, mas prometo não tentar decepcionar. Mais uma vez em relação a postagem fiquem sabendo que por mim postaria um, dois, três capítulos por dia, porém faço faculdade, portanto fica quase sendo impossível. Não se preocupem, repito que ao menos uma vez por dia postarei. "Sigo o ar, mas o rumo parece não desviar". P.s. Meu grande amor, Lara Fabian. http://www.youtube.com/watch?v=5wkhwXurWVI

Clara se dirige a entrada da casa de Marina.

Clara – Olá, bom dia.

Segurança – Pois não senhora, em que posso ajuda – la?

Clara – Meu nome é Clara Fernandes, vim fazer uma entrevista com a fotografa Marina Meirelles.

Segurança – Ok. Acompanhe — me, por favor.

Chegando ao estúdio.

Segurança – Dona Flávia essa senhora disse que tem uma entrevista com a dona Marina.

Flavinha – (Levantando – se de onde estava) Ok. Pode ir.

Segurança – Licença.

Flavinha se dirige a Clara.

Flavinha – Oi, bom dia. Você disse que tem uma entrevista com a Marina. Mas acho que deve ter havido algum engano, jamais marcaríamos uma entrevista para esse horário.

Clara fica com cara de gente confusa, mas nada fala. Flavinha então continua.

Flavinha – Aproveitando meu nome é Flávia, pode me chamar de Flavinha e o seu? Você trabalha em qual revista? Preciso entender sobre essa entrevista.

Clara – (Saindo do transe) Oi, sou Clara Fernandes. Trabalho na revista OLHARES FOTOGRÁFICOS. Desculpa mas eu estou mais confusa do que você, pois me mandaram está aqui as 8 da manhã, ao menos foi o que meu chefe falou.

Flavinha – Hum, agora entendi. Houve realmente uma confusão. Realmente essa entrevista está marcada na agenda da Marina, hoje, porém às 18 horas.

Clara – (Totalmente perdida) Oi? 18 horas? Olha meu chefe me passou o horário de 8 horas mesmo.

Flavinha – Já que você não tem culpa desse erro, vamos fazer o seguinte: se você não tiver pressa, fica aqui e quando a Marina descer converso com ela e pelo pra adiantar, afinal ela não tem nada para fazer hoje mesmo. Enquanto isso você fica aqui, pode ser? Mas já disse você não pode ter pressa.

Clara – Sim, se não for incomodo prefiro esperar mesmo.

Vanessa – (Entrando no estúdio) Flavi... Quem é essa? – Encara Clara – Posso saber?

Flavinha – Oi Van, essa é Clara. É ela quem vai entrevistar a Marina hoje.

Vanessa – Até onde eu sei a única entrevista da Marina marcada pra hoje é às 18 horas.

Flavinha – Sim, isso mesmo. Mas houve uma confusão de horário. Então aproveitei e pedir pra ela ficar logo, sem pressa, assim quando a Marina descer, já adianta a entrevista.

Vanessa – (Com cara de poucos amigos) Ok, mas você devia ter me consultado antes. – Se vira para Clara – E quanto a você, fica quietinha aí, caso a Marina aceite adiantar te falo.

Clara – (Até então calada) Certo. Aproveitando deixa me apresentar Cla... – Vanessa a interrompe.

Vanessa – E eu lá quero saber quem você é, se toca garota.

Flavinha – Van deixa de ser mal educada.

Vanessa – (Já saindo do estúdio) Vem Flavinha, tô te esperando aqui fora.

Flavinha – Clara me desculpa, a van tá amarga esses dias. Olha vou lá que o que ela quer comigo, e você fica a vontade.

Clara – Sem problemas, pode ir tranquila.

Quando Flavinha sai, Clara senta em um sofá e começa a pensar em como Vanessa é grossa e Flavinha um anjo. Pensa em como Marina deve ser. Enquanto isso, no outro lado do estúdio Vanessa e Flavinha recebem o vestido que será usado por Marina na exposição e logo voltam trazendo consigo o vestido em uma imponente caixa, a qual deixa aberta ao lado de Clara.

Vanessa – Vou verificar aqui todo o esquema na exposição. – Diz sentando em frente a uma mesa com um notebook aberto.

Flavinha – (Em frente à Clara) Clara acabei me esquecendo, aceita alguma coisa, café, água, suco?

Clara – Aceito um café.

Flavinha – Ok. Vou buscar.

Vanessa – (Desagradável como sempre) Flavinha deixa dessa deixo disso e vem aqui.

Flavinha – Vou primeiro pegar o café da Clara. – Diz saindo.

Vanessa fica olhando para Clara e falando mentalmente – Mulherzinha abusada, não tomou café em casa não?

Flavinha volta ao estúdio com o café de Clara, mas não nota que a mesma está distraída reparando no estúdio e na cara de poucos amigos de Vanessa. Ao entregar o café, Clara sai do transe e acaba derrubando na caixa onde está o vestido de Marina e consequentemente acaba sujando o mesmo.

Vanessa – (Já indo em direção a Clara) Não posso acreditar nisso, você destruiu o vestido da Marina. – Se exalta mais – Eu sabia que essa coisinha matuta aí acabaria fazendo besteira.

Flavinha – Calma Vanessa. A culpa é minha também.

Clara – Eu, eu... Desculpa, não tive a intenção... – É interrompida ao Vanessa lhe dá um tremendo tapa.

Vanessa – (Olhando que nem cão raivoso para Clara) Cala a boca. Não vai ter entrevista alguma, mais ainda, vou ligar agora mesmo pro seu chefe e exigir sua demissão.

Flavinha – (Até então chocada com a atitude de Vanessa) Vanessa ficou louca? Não precisava disso, não podia ter feito isso.

Vanessa – Eu posso e faço o que quiser aqui. Vou ligar agora mesmo pra essa revista e exigir que a demitam. – Fala já pegando o celular.

Flavinha – Você tá louca? Não pode fazer nada sem a autorização da Marina.

Vanessa – Só não posso como já estou fazendo.

Enquanto Vanessa e Flavinha discutem, Clara sai correndo de dentro do estúdio, chorado, desesperada e desamparada, sentido – se humilhada. Assim, desatenta a tudo e a todos a sua volta, acaba esbarrando em Marina, que vem vindo para o estúdio.

Marina – Ei, não olha por onde anda não?

Clara – (Levantado a cabeça, até então baixa) Descul... – Encara Marina.

Ambas nesse momento se encaram perdidas no olhar uma da outra. Clara se perde na beleza da menina mulher, olhos de gente sapeca e encantadora, uma beleza indescritível. Marina encontra a beleza da simplicidade, o encantamento da pureza, os olhos de Clara, mesmo cheios de lágrimas, não deixavam esconder o a singeleza daquela grande mulher. Clara não tinha mais forças para andar e por mais que tivesse não queria. Marina ao vê aquela mulher tão frágil queria apenas protege – la, dizer que tudo ficaria bem, e por força desse pensamento, num impulso vai levando a mão ao rosto de Clara afim de fazer um carinho, porém nesse momento Clara se afasta bruscamente achando que ia levar outro tapa.

Clara – Por favor, não me bata de novo. Não posso ficar mais machucada ainda, já tenho machucados demais, eu não tive a intenção do que aconteceu, eu pago todo o prejuízo. – Diz já indo embora e totalmente descontroladamente.

Marina – (Vendo Clara sair) E quem disse que ia te bater? Volta aqui. – Chama Clara, mas ela já tinha saído.

Marina então fica a pensar: meu Deus quem é esse anjo lindo? Porque estava chorando assim e aqui? Logo aqui... Preciso descobrir o que aconteceu e quem fez isso. Deus queria tanto cuidar dela, tirar toda a tristeza que carregava. Será que vai ficar bem?

Clara continua desesperada correndo em direção à saída da casa quando alguém lhe puxa pelo braço.

Giseli – (Vendo a expressão de Clara) Clara o que aconteceu? Porque tá chorando? – Giseli vinha chegando para trabalhar.

Clara – (Supresa) Gi, o que você faz aqui?

Giseli – Eu trabalho aqui. A Marina é ... – Clara a interrompe.

Clara – Gi tenho que ir. Beijos.

Giseli – O que aconteceu? Me diz. – Fala, mas Clara não responde, apenas sai.

Marina agora se dirigia ao estúdio a fim de entender o que tinha acontecido e quem era aquela linda mulher.

Vanessa – (Desligando o celular) Pronto. Já falei com o diretor da revista e aquela mulherzinha será despedida imediatamente.

Marina – (Entrando no estúdio após escutar Vanessa) O que? Você o que? Mas afinal de contas o que aconteceu aqui?

Giseli – (Entrando no estúdio ainda a tempo de ouvir as palavras de Marina) Isso mesmo. O que aconteceu aqui?

Vanessa – Deixem de perguntas, tenho coisas mais interessantes para resolver.

Marina – Vanessa eu quero e exijo saber o que aconteceu aqui. Agora. – E continua falando – E pelo visto foi você quem aprontou.

Flavinha – Marina, Gi, eu conto tudo.

Flavinha conta toda a história detalhadamente para as duas, enquanto Vanessa fica sendo irônica e dizendo coisas contra Clara. Quando Flavinha acaba de conta Giseli se levanta de uma vez e segue em direção a Vanessa, deixando Marina e Flavinha sem entender nada.

Giseli – (Com o dedo no rosto de Vanessa) Você não tinha o direito de tratar a Clara assim, principalmente bater nela. Fica aí descontando sua amargura nos outros como se eles estivessem culpa, tenho vontade de te matar Vanessa.

Vanessa – (Se exaltando também) Tira esse dedo da minha cara, se não vou fazer pior do que fiz com ela.

Giseli – Você é louca. Você não conhece a Clara, não sabe o que ela passou tudo que sofreu nessa vida. Pra simplesmente fazer o que fez. Não vou te perdoar por isso. Nunca.

Nesse momento Marina até então paralisada e confusa com tudo que tinha escutado, tanto de Flavinha quanto de Giseli, corre e abraça Giseli.

Marina – Gi, você conhece a Clarinha?

Giseli – Conheço Marina, mais do que você imagina.

Vanessa – Mari...

Marina – Cala a boca! – Diz com um olhar furioso olhando pra Vanessa.

Marina – (Virando – se para Giseli) Gi vamos pro meu quarto pra gente conversar e você me diz tudo sobre a Clarinha. – Se vira pra Vanessa de novo – E quanto a você quando eu me resolver com as pessoas que são importantes para mim, vamos conversar e você vai aprender seu lugar aqui dentro de uma vez por todas!

Notas finais
Dizem que todos nascemos predestinados a um grande amor. Se é verdade? Não sei. Se soubéssemos todas as respostas da vida, principalmente sobre o amor, já não teria graça em se viver. Passaríamos apenas a existir.