Clara e Marina... Amor verdadeiro!
4 Teus olhos, meus olhos... Amor!
Notas iniciais
Clara se dirige a entrada da casa de Marina.
Clara – Olá, bom dia.
Segurança – Pois não senhora, em que posso ajuda – la?
Clara – Meu nome é Clara Fernandes, vim fazer uma entrevista com a fotografa Marina Meirelles.
Segurança – Ok. Acompanhe — me, por favor.
Chegando ao estúdio.
Segurança – Dona Flávia essa senhora disse que tem uma entrevista com a dona Marina.
Flavinha – (Levantando – se de onde estava) Ok. Pode ir.
Segurança – Licença.
Flavinha se dirige a Clara.
Flavinha – Oi, bom dia. Você disse que tem uma entrevista com a Marina. Mas acho que deve ter havido algum engano, jamais marcaríamos uma entrevista para esse horário.
Clara fica com cara de gente confusa, mas nada fala. Flavinha então continua.
Flavinha – Aproveitando meu nome é Flávia, pode me chamar de Flavinha e o seu? Você trabalha em qual revista? Preciso entender sobre essa entrevista.
Clara – (Saindo do transe) Oi, sou Clara Fernandes. Trabalho na revista OLHARES FOTOGRÁFICOS. Desculpa mas eu estou mais confusa do que você, pois me mandaram está aqui as 8 da manhã, ao menos foi o que meu chefe falou.
Flavinha – Hum, agora entendi. Houve realmente uma confusão. Realmente essa entrevista está marcada na agenda da Marina, hoje, porém às 18 horas.
Clara – (Totalmente perdida) Oi? 18 horas? Olha meu chefe me passou o horário de 8 horas mesmo.
Flavinha – Já que você não tem culpa desse erro, vamos fazer o seguinte: se você não tiver pressa, fica aqui e quando a Marina descer converso com ela e pelo pra adiantar, afinal ela não tem nada para fazer hoje mesmo. Enquanto isso você fica aqui, pode ser? Mas já disse você não pode ter pressa.
Clara – Sim, se não for incomodo prefiro esperar mesmo.
Vanessa – (Entrando no estúdio) Flavi... Quem é essa? – Encara Clara – Posso saber?
Flavinha – Oi Van, essa é Clara. É ela quem vai entrevistar a Marina hoje.
Vanessa – Até onde eu sei a única entrevista da Marina marcada pra hoje é às 18 horas.
Flavinha – Sim, isso mesmo. Mas houve uma confusão de horário. Então aproveitei e pedir pra ela ficar logo, sem pressa, assim quando a Marina descer, já adianta a entrevista.
Vanessa – (Com cara de poucos amigos) Ok, mas você devia ter me consultado antes. – Se vira para Clara – E quanto a você, fica quietinha aí, caso a Marina aceite adiantar te falo.
Clara – (Até então calada) Certo. Aproveitando deixa me apresentar Cla... – Vanessa a interrompe.
Vanessa – E eu lá quero saber quem você é, se toca garota.
Flavinha – Van deixa de ser mal educada.
Vanessa – (Já saindo do estúdio) Vem Flavinha, tô te esperando aqui fora.
Flavinha – Clara me desculpa, a van tá amarga esses dias. Olha vou lá que o que ela quer comigo, e você fica a vontade.
Clara – Sem problemas, pode ir tranquila.
Quando Flavinha sai, Clara senta em um sofá e começa a pensar em como Vanessa é grossa e Flavinha um anjo. Pensa em como Marina deve ser. Enquanto isso, no outro lado do estúdio Vanessa e Flavinha recebem o vestido que será usado por Marina na exposição e logo voltam trazendo consigo o vestido em uma imponente caixa, a qual deixa aberta ao lado de Clara.
Vanessa – Vou verificar aqui todo o esquema na exposição. – Diz sentando em frente a uma mesa com um notebook aberto.
Flavinha – (Em frente à Clara) Clara acabei me esquecendo, aceita alguma coisa, café, água, suco?
Clara – Aceito um café.
Flavinha – Ok. Vou buscar.
Vanessa – (Desagradável como sempre) Flavinha deixa dessa deixo disso e vem aqui.
Flavinha – Vou primeiro pegar o café da Clara. – Diz saindo.
Vanessa fica olhando para Clara e falando mentalmente – Mulherzinha abusada, não tomou café em casa não?
Flavinha volta ao estúdio com o café de Clara, mas não nota que a mesma está distraída reparando no estúdio e na cara de poucos amigos de Vanessa. Ao entregar o café, Clara sai do transe e acaba derrubando na caixa onde está o vestido de Marina e consequentemente acaba sujando o mesmo.
Vanessa – (Já indo em direção a Clara) Não posso acreditar nisso, você destruiu o vestido da Marina. – Se exalta mais – Eu sabia que essa coisinha matuta aí acabaria fazendo besteira.
Flavinha – Calma Vanessa. A culpa é minha também.
Clara – Eu, eu... Desculpa, não tive a intenção... – É interrompida ao Vanessa lhe dá um tremendo tapa.
Vanessa – (Olhando que nem cão raivoso para Clara) Cala a boca. Não vai ter entrevista alguma, mais ainda, vou ligar agora mesmo pro seu chefe e exigir sua demissão.
Flavinha – (Até então chocada com a atitude de Vanessa) Vanessa ficou louca? Não precisava disso, não podia ter feito isso.
Vanessa – Eu posso e faço o que quiser aqui. Vou ligar agora mesmo pra essa revista e exigir que a demitam. – Fala já pegando o celular.
Flavinha – Você tá louca? Não pode fazer nada sem a autorização da Marina.
Vanessa – Só não posso como já estou fazendo.
Enquanto Vanessa e Flavinha discutem, Clara sai correndo de dentro do estúdio, chorado, desesperada e desamparada, sentido – se humilhada. Assim, desatenta a tudo e a todos a sua volta, acaba esbarrando em Marina, que vem vindo para o estúdio.
Marina – Ei, não olha por onde anda não?
Clara – (Levantado a cabeça, até então baixa) Descul... – Encara Marina.
Ambas nesse momento se encaram perdidas no olhar uma da outra. Clara se perde na beleza da menina mulher, olhos de gente sapeca e encantadora, uma beleza indescritível. Marina encontra a beleza da simplicidade, o encantamento da pureza, os olhos de Clara, mesmo cheios de lágrimas, não deixavam esconder o a singeleza daquela grande mulher. Clara não tinha mais forças para andar e por mais que tivesse não queria. Marina ao vê aquela mulher tão frágil queria apenas protege – la, dizer que tudo ficaria bem, e por força desse pensamento, num impulso vai levando a mão ao rosto de Clara afim de fazer um carinho, porém nesse momento Clara se afasta bruscamente achando que ia levar outro tapa.
Clara – Por favor, não me bata de novo. Não posso ficar mais machucada ainda, já tenho machucados demais, eu não tive a intenção do que aconteceu, eu pago todo o prejuízo. – Diz já indo embora e totalmente descontroladamente.
Marina – (Vendo Clara sair) E quem disse que ia te bater? Volta aqui. – Chama Clara, mas ela já tinha saído.
Marina então fica a pensar: meu Deus quem é esse anjo lindo? Porque estava chorando assim e aqui? Logo aqui... Preciso descobrir o que aconteceu e quem fez isso. Deus queria tanto cuidar dela, tirar toda a tristeza que carregava. Será que vai ficar bem?
Clara continua desesperada correndo em direção à saída da casa quando alguém lhe puxa pelo braço.
Giseli – (Vendo a expressão de Clara) Clara o que aconteceu? Porque tá chorando? – Giseli vinha chegando para trabalhar.
Clara – (Supresa) Gi, o que você faz aqui?
Giseli – Eu trabalho aqui. A Marina é ... – Clara a interrompe.
Clara – Gi tenho que ir. Beijos.
Giseli – O que aconteceu? Me diz. – Fala, mas Clara não responde, apenas sai.
Marina agora se dirigia ao estúdio a fim de entender o que tinha acontecido e quem era aquela linda mulher.
Vanessa – (Desligando o celular) Pronto. Já falei com o diretor da revista e aquela mulherzinha será despedida imediatamente.
Marina – (Entrando no estúdio após escutar Vanessa) O que? Você o que? Mas afinal de contas o que aconteceu aqui?
Giseli – (Entrando no estúdio ainda a tempo de ouvir as palavras de Marina) Isso mesmo. O que aconteceu aqui?
Vanessa – Deixem de perguntas, tenho coisas mais interessantes para resolver.
Marina – Vanessa eu quero e exijo saber o que aconteceu aqui. Agora. – E continua falando – E pelo visto foi você quem aprontou.
Flavinha – Marina, Gi, eu conto tudo.
Flavinha conta toda a história detalhadamente para as duas, enquanto Vanessa fica sendo irônica e dizendo coisas contra Clara. Quando Flavinha acaba de conta Giseli se levanta de uma vez e segue em direção a Vanessa, deixando Marina e Flavinha sem entender nada.
Giseli – (Com o dedo no rosto de Vanessa) Você não tinha o direito de tratar a Clara assim, principalmente bater nela. Fica aí descontando sua amargura nos outros como se eles estivessem culpa, tenho vontade de te matar Vanessa.
Vanessa – (Se exaltando também) Tira esse dedo da minha cara, se não vou fazer pior do que fiz com ela.
Giseli – Você é louca. Você não conhece a Clara, não sabe o que ela passou tudo que sofreu nessa vida. Pra simplesmente fazer o que fez. Não vou te perdoar por isso. Nunca.
Nesse momento Marina até então paralisada e confusa com tudo que tinha escutado, tanto de Flavinha quanto de Giseli, corre e abraça Giseli.
Marina – Gi, você conhece a Clarinha?
Giseli – Conheço Marina, mais do que você imagina.
Vanessa – Mari...
Marina – Cala a boca! – Diz com um olhar furioso olhando pra Vanessa.
Marina – (Virando – se para Giseli) Gi vamos pro meu quarto pra gente conversar e você me diz tudo sobre a Clarinha. – Se vira pra Vanessa de novo – E quanto a você quando eu me resolver com as pessoas que são importantes para mim, vamos conversar e você vai aprender seu lugar aqui dentro de uma vez por todas!
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