Notas iniciais
Continuando... de novo.

Tina

Eu sinceramente não esperava aquilo.

–Srta. Fischer — ele disse com a voz dura — Mentir é algo muito feio.

–Mentir? Eu?

– Fale isso lá fora — ele começou a me puxar e me levar para a porta.

–Desculpe, Bob!... eu sei que eu só tenho 16 anos...

–Não é por isso, Tina. Você não sabe no que você se meteu! — ele disse com um certo tom estranho na voz dele. Quase um medo. -Acontecem coisas aqui. Devia ter deixado ele em paz enquanto podia.

–Mas por que?... e você não se importa com a minha idade? — eu falei, confusa e parando de andar.

– Tina, você tem problemas maiores do que a sua idade — ele me olhou, sério. Eu senti um pouco de medo nessa hora. Eu não sabia que tipo de problemas ele tinha falado.

– Por que? O que eu fiz? — eu perguntei, exasperada.

– Tina, você mexeu com a pessoa errada. Saia daqui. Agora. Enquanto pode. Ele talvez não vá atrás de você.

–Ele quem?

– Woo.

–Woo? — eu falei, segurando meu riso.

–Não vai ser tão engraçado quando ele tentar dilacerar sua pele fora. Saia daqui. Vá para casa. Vá para o Instituto. Ou o Acampamento. Eu não sei. Saia daqui — ele me puxou de novo e saímos do Pandemonium.

–Você é louco? O que tem esse tal de Woo? — eu falei, mas depois lembrei do menino do cabelo azul — Aquele cara...

– Saia daqui, Tina — ele me empurrou e eu virei pra ele.

–Me diga o que está acontecendo! -eu exigi.

– Se você sobreviver essa noite, entenderá por si própria — ele voltou para dentro e trancou a porta. Eu estava sozinha.

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Me chame de louca, mas NY a noite não é minha coisa favorita. Especialmente perto do Brooklyn. Eu prefiro mil vezes andar por Manhattan. Tanto é que eu moro lá com minha mãe... morava. Enfim, não importa. Eu estava andando, seguindo meu caminho. Não acreditava que tinha sido expulsa de lá. Desde que pisei lá, sabia que ia adorar. E provavelmente nunca mais ia voltar. Eu me senti tão estúpida. E o que Bob estava falando? Woo? Como assim? Ele era perigoso? Era mais para um idiota. Um babaca que tentara me assustar. Eu não ia me abater. Não por ele.

Eu andava, e andava. As luzes eram fracas por lá e a brisa da noite me atingia. Eu nunca me sinto bem ao ar livre. Sou uma pessoa de interiores, me julgue. Quando eu sinto a brisa, eu começo a pensar. E pensar em coisas que eu não me sentia confortável. Aqueles momentos que você começa a repensar sua vida inteira. Eu sempre quis saber quem era meu pai. Por que ele teria deixado a mim e minha mãe? Sim, vivíamos bem, mas mesmo assim... eu nunca estive confortável com o pensamento de: Hey, seu pai largou você quando era bebê! Meus parabéns!

Eu não sou uma pessoa muito sociável com estranhos. Gosto do meu espaço. Eu admito que eu não sou nada mal para os olhos. (hueheuheu). Meus cabelos são longos, até quase minhas costas inteiras, lisos no começo e fazem cachinhos no fim e são castanhos avermelhados. Meus olhos são verde-escuro, tenho 1,60 de altura e sou bem branca e as bochechas rosadas. Sempre fui assim.

Como eu disse, não sou muito sociável. E quando alguém é rude comigo, eu posso te dizer uma coisinha. A pessoa não sai ilesa. Não de zoar comigo. Pelo amor de Deus, né.

Eu estava ali, nos meus pensamentos profundos (como apontados) e eu simplesmente sinto uma mão gelada... não, não era uma mão. Era uma garra. Uma garra gelada me pegando pelo pulso e me puxando em um beco sem saída e bem profundo.

"Bem, eu morro agora, com certeza". Era o que eu estava pensando na hora. Quando eu finalmente sou largada no chão, eu viro para ver o que era que tinha me atacado. Era ele. Claro que era. Mas não era ao mesmo tempo. Era uma criatura que se misturava nas sombras. Os dentes afiados, e os olhos negros que eu via até na escuridão que só era iluminada por um feixe de luz de um poste, que a luz mal funcionava. As garras apontadas em minha direção.

–Eu avisei que sua sorte não duraria muito mais, Christina Fischer – um sibilo que me dá um gelo na espinha me acertou. Eu senti medo, raiva e pânico ao mesmo tempo.

– O que você quer? — eu consegui encontrar minha voz.

–Sua morte estaria ótima para mim — de novo, ele falou e pulou para cima de mim. Eu já lia meu obituário: Christina Fischer, 16 anos. Morta por um "idiota do clube" que ela foi ainda mais idiota o bastante para mexer.

Justo quando eu achava que era minha hora de descer pro verdadeiro "quinto dos infernos", eu vi uma outra "sombrinha" pulando e cima do Woo.

–JACE, VAI AGORA! -eu ouvi uma menina dizer. O menino-Jace saiu do nada com um tipo de faca na mão. Uma faca longa e bem grande, que eu não fazia a mínima ideia do que era. Só sei que ele foi para cima de onde as vozes saíram e eu escutei um ganido parecido com a voz de Woo.

– Eu te disse que tinha algo aqui — escutei a voz do menino.

–Eu nunca falei que não tinha -ela disse. Ela tinha um sotaque britânico.

– Nesse lugar de novo... inacreditável. -ele suspirou.

– O que faremos com ela?

–Ela obviamente é uma shadowhunter. Se não, não teria sido atacada. Muito menos vê-lo.

– É mais que isso, Jace — ela saiu da escuridão — Você está bem? -ela me peguntou

Eu demorei alguns segundos para perceber que ela falava comigo (percyando heuheueheu ops, eu dei informação demais né?)

–Ahn... sim, claro -eu disse, me levantando e batendo nas bordas do meu vestido, que estava todo empoeirado.

–Eu sou a Liz. Esse é o Jace. Temos muito o que falar -ela me olhou séria. Eu sinceramente invejei ela naquela hora. Sempre quis ter um sotaque britânico.

–E você é? — apareceu Jace das sombras. Ele é um garoto loiro, de uns 17 anos. Os olhos dourados que refletiam a luz do poste.

–Ahn... Tina -eu engoli a seco.

–Bem, acho que chegamos tarde demais, gente — ouvi outra voz por trás, de um menino. Virei me para ver, ele tinha os cabelos cacheados, era um pouco mais alto que eu e ele era quente. Literalmente, irradiava calor. E por trás dele se enchia de outras pessoas. Eu estava, realmente, cercada.

Notas finais
heuheuehue misturando as coisas c: