Radamanthys chegou em casa no momento em que Hyoga descia as escadas com Shun, era sábado e mais um fim de semana chegava, o Juiz Wyvern voltava de seu tênis no clube para encontrar o filho animado prestes a sair.

– Pai! – o loirinho deixou que o pai o abraçasse e lhe desse um beijo na testa – Vamos ao cinema com mais duas amigas da escola tudo bem?

O inglês voltou seus olhos para o amigo do filho e sorriu quando o jovem anjo baixou o olhar e corou adoravelmente. Naqueles dias Shun era uma companhia constante de Hyoga e Wyvern sentia-se cada vez mais tentado em provar daquela pele rosada, a inocência do moreninho instigando sua libido.

– Tudo bem. Tem tudo que precisa? Dinheiro?

– Tenho sim, nós vamos com o motorista do Shun não se preocupe. – os dois adolescentes foram para a porta.

– Não volte tarde Hyoga. – ainda deu tempo de pedir antes de saírem. Por fim o inglês viu os garotos entrarem na BMW estacionada na rua e partirem.

Foi para o seu quarto tomar uma ducha e ouvir seus recados. Arrumou tudo por aquela semana porque agora teria que ficar atento aos movimentos de Hades, teria que limpar a sujeira. A boa notícia era que tiraria a Família de vez de circulação, além de retribuir o favor de ser nomeado Juiz da Corte e ter se livrado de Camus Chateaubriand. Hyoga era agora definitivamente seu.

***

No carro que cortava a cidade calmamente Hyoga e Shun trocavam de roupa no banco de trás. O meio japonês tirava o suéter claro e comportado de gola rolê para revelar a camiseta preta e a tatuagem da flor de lótus no pescoço, o suéter foi substituído por um casaco longo de couro curtido e o all star por coturnos. Hyoga usava camiseta e uma blusa de flanela que foram deixadas de lado por outra azul escura de tecido maleável sem mangas, moldando o torso bem feito. O jeans fora trocado por uma calça de couro preto justa com correntes. Enquanto se vestiam Aldebaran no volante passava um cigarro a eles.

– Para a Santuário Andrômeda? – perguntou o brasileiro e olhando para Shun pelo retrovisor.

– Sim. Está na hora de o Hyoga conhecer a noite de Atenas. – o rapaz de cabelos castanhos lambeu os lábios e sorriu para o loirinho que fumava o cigarro com um sorriso ansioso nos lábios de coração.

A boate Santuário ficava em um bairro do subúrbio de Atenas exclusivo para a vida boêmia da metrópole. Era considerada a melhor do ramo, onde todo tipo de coisa era permitido e onde as pessoas iam realizar toda a espécie de desejo.

Chegaram e entraram sem passar pela fila que era imensa na porta, Shun dissera que tinha amigos na boate e Hyoga estava maravilhado. Era a primeira vez que frequentava um lugar como aquele. Uma hostess os levou para um dos mezaninos de onde se tinha uma visão privilegiada da pista e dos outros mezaninos, dentro havia pufes coloridos e uma mesa de vidro, a parede que dava para a pista era toda em vidro.

Shun olhava em volta vendo o movimento da boate que já estava lotada, em seguida uma garçonete se aproximou e ele fez os pedidos enquanto olhava Hyoga dançar próximo a parede de vidro, a música eletrônica podia ser ouvida em qualquer lugar da boate. Shun foi se instalar no sofá próximo a mesa de vidro.

– Shun isso aqui é demais! Ainda nem acredito que conseguimos entrar. Como você consegue enrolar os seus pais assim me diz?

– Falei para você que tinha conhecidos aqui.

– Não vou poder demorar muito, você ouviu. – Hyoga se sentou ao lado de Shun.

– Não se preocupe, pedi a minha mãe que ligasse para o seu pai. Para todos os efeitos você vai dormir em casa, eles nem vão saber por que estão viajando. Eles juram que estou em casa.

– Sério Shun? Como você consegue essas coisas?! – Hyoga riu e balançou a cabeça, estava fascinado com Shun e o modo como ele iludia os pais. Eles faziam tudo que ele queria! Shun lhe contara que a doença eminente era apenas o excesso de cuidado da sua mãe que era meio neurótica com doenças.

– Relaxa vai dar tudo certo. – nesse momento a garçonete entrou com os coquetéis para os rapazes e depositou na mesa, também deixou uma pequena bandeja de vidro com seis papelotes de cocaína e Shun tirou algumas notas de dinheiro do bolso dando duas à moça e estendendo uma a Hyoga – Vamos aproveitar a noite.

– Então esse é o pequeno príncipe do Juiz Wyvern? – Mascherani tomou seu uísque olhando para a pista onde Shun e Hyoga dançavam enlouquecidos na pista ao som das batidas incessantes, já estavam há horas na boate.

– O loiro o que tem de anjo tem de demônio Mask! É pura encrenca. Acho que só não apronta mais porque o inglês mantém ele na rédea curta. – Aldebaran e Máscara gargalharam.

– Me deixa ir "ensinar" algumas coisas a ele. – o italiano piscou e deixou o bar indo em direção aos dois rapazes, sua figura intimidante impondo passagem pela multidão de corpos que se balançavam ao som da música eletrônica.

Shun viu o mafioso se aproximar, um sorriso sensual distendeu os lábios carnudos do mais jovem, o olhar fixo naquele moreno másculo com o andar felino que tinha um ar predador. Shun tinha verdadeira loucura por Mascherani, um amor quase idolatra.

Máscara da Morte puxou Shun para si pelo cós da calça e colocou a língua para fora mostrou uma pílula ao rapaz, que se alçou no pescoço do italiano e o beijou, na brincadeira de línguas tomou a pílula dele. Hyoga parou de dançar para observar os dois, achando aquela cena quente e provocativa em meio à névoa alucinógena que se encontrava.

– Quer um doce também loirinho? – Máscara sorriu felino ainda com Shun em seus braços que ria com um ar maroto. Os amantes trocaram um olhar e o mais jovem assentiu, por fim Máscara pegou outra pílula de uma caixinha no bolso e colocou na boca, oferecendo ao loiro do mesmo jeito que ofereceu ao amante.

Hyoga hesitou por um momento, mas Shun o puxou pelo braço e Máscara colou seus corpos tomando a iniciativa do beijo.

***

Milo passou pelos corredores da Mansão fazendo seus passos ecoar pelo lugar, por conta dos passos furiosos. Passou pela sala de controle e os irmãos gregos apenas a olharam seguir pelo corredor, em seguida o estrondo da porta.

– Deveríamos? – Aiolos olhou o irmão que levantou as mãos se isentando e o grego mais velho assentiu – Melhor não.

Ikki deixou seus aposentos de roupão indo para o quarto de Milo, ouvira o grego chegar e queria falar com ele. O escorpião sumira durante a tarde e aquilo era inusitado, já que estavam no meio de uma operação, agora estava ali furioso então algo aconteceu.

Entrou sem bater e encontrou o grego se preparando para entrar no chuveiro, a roupa estava no chão o corpo nu exibia a tatuagem de escorpião que se sobressaía na pele bronzeada.

– O advogado está a postos! Consegui escondê-lo a tempo, os caras de Hades explodiram o apartamento dele. – respondeu ríspido entrando embaixo da ducha fria esperando que ela aplicasse a raiva. Camus ainda lhe pagaria por aquela arrogância! – Quando é a entrega?

– Amanhã. – Ikki se apoiou na porta do banheiro observando os movimentos bruscos de Milo e percebendo a fúria do grego. Sabia que aquela fúria tinha nome e sobrenome, cabelos ruivos e sotaque francês – Milo o francês está acabando com seus nervos.

– Vai se foder Ikki! – vociferou o loiro do chuveiro – O que quer? Salvei aquele advogado filho de uma cadela francesa! Agora dá pra fora daqui.

– Quer dar uma aliviada Milo? – o moreno arqueou a sobrancelha, tentando controlar o riso.

– Vou meter uma daquelas palmatórias no seu rabo! Cai fora moleque! – Milo crispou os punhos para Ikki que não aguentou e gargalhou, mas foi embora. Adorava tirar Milo do sério, mas não era bobo para ficar por perto das ferroadas do escorpião.

***

– A entrega vai ser amanhã e o próprio Padrone vai acompanhar. Melhor oportunidade para pegar o italiano não tem. – Shura explicava para outros dois caras no outro lado da cidade, em um beco escuro. Thánados e Hypnos homens de confiança de Hades lamberam os lábios de contentamento. O chefe iria exultar!

– Muito bem espanhol. – Hypnos estendeu para o outro capanga vários maços de dinheiro – Aqui sua comissão. Quando acabarmos com a Família você terá seu lugar garantido na facção.

– Certo. – Shura apertou as mãos dos irmãos da outra gangue e guardou o dinheiro dentro da jaqueta. Tinha convicção de que Hades era o futuro daquela cidade e que logo acabaria com a família, Máscara da Morte estava ultrapassado. Shura Aguille era ambicioso e queria ir longe!

Deixou o beco cantarolando sem se preocupar com nada quando sentiu o zunido e em seguida a dor lancinante no ombro esquerdo. Arquejou levando a mão ao ombro ao mesmo tempo em que tentava pegar sua arma, correndo para chegar a sua moto e foi quando duas outras motos o interceptaram. Mais tiros.

Quando o corpo de Shura caiu no meio da rua parcialmente escura, Aiolia e Aldebaran voltaram a colocar as Glocks na jaqueta e o maior puxou o corpo do espanhol para perto da vala o deixando-o ali.

– Não é melhor escondê-lo? Pelos menos até terminar a entrega? – indagou o brasileiro.

– O Mask disse que não importa, ele quer que o descubram. – em seguida os dois partiram.

***

Ikki recebeu o comunicado por uma mensagem codificada pelo celular, do seu camarote levantou a taça de vinho para Mascherani que ainda se encontrava na pista com Shun e Hyoga. O italiano vislumbrou o gesto do filho e sorriu, o jogo começara.

– Venham piccolis. – puxou os dois mais jovens – Precisamos comemorar.

– Comemorar o que? – Hyoga estava fora de si, as drogas e a bebida o deixando fora do ar.

– Essa noite filho! – saiu arrastando os dois dali em direção ao segundo andar da Santuário, acabaram passando por Ikki que resolveu acompanhá-los até a área exclusiva para uso deles na boate.

Encontrou o Padrone e seus meninos no quarto de luxo reservado ao seu uso, Shun servia champanhe enquanto Hyoga aspirava as carreiras de cocaína sobre o balcão do bar. Ikki olhou para o garoto e apesar da sua fachada fria sentiu certo pesar ao vê-lo trêmulo e com o olhar celeste injetado. Era só um menino, pensava ele e Hyoga levantou o rosto limpando o excesso do pó do narizinho perfeito e foi quando os olhos deles se encontraram. Mesmo em meio aos efeitos da droga o rapaz russo pode ver o olhar compenetrado e intimidante do outro sobre si. Havia pesar nos olhos índigo também e o adolescente odiou isso.

– É o filho do Juiz? – perguntou japonês para Shun que apenas assentiu para ele voltando a sentar com Máscara e Hyoga no sofá de centro – Ele vai ter uma overdose se continuar a cheirar assim!

Shun olhou para Mask que apenas deu de ombros, o moreninho separou uma dose para si, o que desagradou Ikki. O moreno não aprovava o fato de que Shun utilizasse drogas, embora soubesse que o mais novo estava longe de ser um compulsivo e Mascherani não permitia que ele se excedesse. Não era novidade entre a família, muitos dos membros usavam.

– Quer participar da festa Ikki? – Máscara se acomodou no sofá, Shun e Hyoga ainda próximo ao bar tomavam o champanhe um dos lábios do outro.

Ikki riu de lado e foi sentar no outro sofá em frente ao bar, ficaria ali olhando o que Máscara da Morte pretendia. Para si o pai afirmou que apenas sequestrariam o garoto para chantagear o Juiz, para agora ver o rapaz no meio dos jogos dele e de Shun. Não parecia certo, ele era só um menino.

Um menino que beijava Shun com voracidade, as mãos passeavam pelo corpo do outro, ávidas e a boca passando pelo pescoço e ombros afastando a camiseta de Shun com impaciência. Os mais velhos continuavam a observar o clima erótico entre eles.

O italiano salivava, ver Shun assim com o outro rapaz loiro o excitava ao extremo e sabia que o moreninho adorava aqueles joguinhos. Permitia que Shun experimentasse tudo, mas sabia que o coração dele lhe pertencia. O russo era apenas um exótico brinquedo para eles.

O mais velho dos irmãos observava como a pele acetinada do loiro ia sendo descoberta em meio à voragem dos dois adolescentes, o corpo firme e belo de músculos nem tão proeminentes se mostrava uma promessa tentadora e aquilo o incomodou. Não transava com homens, apesar de na adolescência ter suas experiências. Todavia em sua vida adulta reconhecera como Dom e para exercer esse seu lado nada melhor que as submissas em sua opinião.

Máscara se levantou e foi para a cama larga no cômodo adjacente, tirando a roupa no caminho expondo o corpo forte com várias tatuagens. Shun e Hyoga foram em seguida e Ikki não quis ficar para ver o que aconteceria, tentando tirar da mente o corpo alvo do garoto russo.

***

Horas mais tarde Mascherani olhava o corpo alvo do russo estendido na cama enquanto Shun ainda em roupão tirava algumas fotos. Hyoga estava quase em estado de coma por conta do sexo e das drogas, talvez precisassem levá-lo ao ambulatório para reanimá-lo.

– Mande as fotos para a casa do Juiz Wyvern, ele deve ter elas assim que acordar. – ordenou Mask – Ainda hoje quero o garoto fechado no covil, a entrega vai ser daqui à algumas horas e quero todas as ações concluídas quando estiver preso.

– Cuidaremos de tudo. – Shun e Máscara voltaram os olhos para o russo em meio ao cetim negro – Vai dizer ao advogado?

– Ainda não. Mantenha-o "alto", ele é um viciado então não será difícil.

Shun assentiu e Máscara se foi para tomar um banho e o japonesinho ainda ficou ali olhando para o rapaz na cama, tirou uma mecha dos fios dourados do rosto de Hyoga.

– Eu sinto muito. – murmurou e também saiu para chamar o irmão.

Enquanto Hades exultava com as notícias da captura do suspeito de tráfico de armas e drogas, Ettore Mascherani conhecido como Máscara da Morte. A polícia também achava no canal de um bairro afastado o corpo de um imigrante espanhol com marcas de tiros. Em sua bela residência no centro de Atenas, o Juiz Wyvern da Suprema Corte abria um envelope branco sem identificação contendo fotos do seu pequeno príncipe nu e desacordado em lençóis de cetim. As fotos o fizeram derrubar o café na mesa para em seguida ele correr porta afora ligando para Hades em desespero.

Camus estranhou que essa manhã não houve despedida carinhosa na porta e mordeu o lábio pensativo, mas resolveu que viria depois conferir como estava o filho. Agora precisaria manter Mascherani na cadeia. "O filho da puta é muito esperto" pensou consigo. Entendeu a jogada do italiano assim que viu as notícias e na polícia tudo fora fácil. Mask estava em poder do Estado, ser morto agora seria prejudicial ao sistema que Hades construiu com tanto dinheiro e o delataria, além de todos os seus aliados. Aqui fora a Família tinha um novo mandante tão implacável quanto o Padrone, os negócios estavam resguardados.

O que o advogado não sabia, era que os planos de Máscara da Morte eram de arruinar de vez Hades Alone, nem que para isso tivesse que passar por cima de todos na cidade.

***

– Hades eles estão com o meu filho! Se eu tocar no Máscara eles vão matar Hyoga! – Radamanthys passou a mão nos cabelos repicados desesperado. Fora direto procurar Hades, ainda não acionara a polícia ou teria problemas.

– Pensei que a morte do garoto iria ser muito vantajosa a você. – o outro retrucou indiferente e o loiro inglês fitou o grego aterrado – E toda a fortuna dos Romanov? Sem um herdeiro com quem ficaria?

– Eu o quero de volta! Ele é meu filho!

– Ele não é seu filho! É um bastardo! – Hades elevou o tom, lançando um olhar cortante ao outro – Não trabalho com covardes Radamanthys, faça o que tem de fazer. Quero aquele italiano na penitenciária de segurança máxima até o fim do mês! Apresse o julgamento, Minos tem tudo que precisa para colocá-lo lá, só depende de você agora. Está sendo muito bem recompensado pelos seus serviços.

Hades juntou os dedos em torre sob o queixo, apoiando os cotovelos no braço da poltrona. O céu límpido de Atenas emoldurando-lhe a imagem através das vidraças do último andar do seu arranha-céu high-tech.

– Se não o fizer, eu despacho você para o mesmo lugar aonde seu bastardo vai. Já que o ama tanto, fará companhia a ele se desobedecer. Fui claro?

Radamanthys sentiu ganas de matar aquele grego metido a mafioso, logo se via que Hades não sabia nada sobre o submundo do crime. Como poderia saber?! Era um almofadinha que brincava de criminoso nas suas rodas sociais, não sabia o que era o crime de fato.

– Está dispensado Juiz. – Hades fez um gesto de desdém e no momento em que Radamanthys se virou para sair, outra pessoa entrou na sala.

– Desculpe interromper Hades, mas temos um problema aqui. – Aiacos de Garuda, braço direito de Hades no comando da sua facção – O promotor Minos de Griffon está desaparecido e o nosso informante na Família foi encontrado morto pela polícia.

Hades crispou os punhos um pequeno problema a ser contornado.

– O italiano está em que delegacia?

– Na central senhor?

– Quem é o maldito advogado desse carcamano?!

– Camus Chateaubriand senhor. – Radamanthys sentiu como se tivesse recebido um soco no estômago.

– Quê?!!

***

***Horas atrás

Minos de Griffon sentiu-se mal durante a madrugada, verificou as horas e praguejou correndo para o banheiro para vomitar. Não se lembrava de ter comido algo que lhe fizesse mal no jantar com os outros advogados.

– Você está bem querido? – Afrodite se sentou na cama mexendo nos cachos dourados olhando a porta do banheiro onde o amante vomitava ruidosamente.

– Pegue meu remédio na mesa de cabeceira! – ordenou Minos ainda em meio ao vômito. Afrodite levantou devagar da cama, pegou o robe e vestiu sobre o belo corpo e se olhou no espelho ainda mexendo nos cabelos sem nenhuma pressa em atender o outro que parecia colocar o estômago na privada.

– Afrodite!

– Já vou amor. – Afrodite testou a seringa e em seguida preparou o coquetel, indo para o banheiro e se aproximando do promotor público curvado sobre o vaso.

– Não sei o que me deixou assim.

–É a sua intolerância a lactose querido. – Afrodite afastou os cabelos longos platinados do outro do pescoço delgado – Havia queijo na sopa fria. Pensei que soubesse.

Ficou a agulha no pescoço de Minos, milimetricamente encaixada na veia para o coquetel fazer mais efeito. Não poderia matá-lo, não ainda. Deixou o promotor jogado no chão do banheiro e fez a ligação.

– Podem subir. – disse apenas e desligou para acender um cigarro e esperar Aiolos e Pandora subirem para buscar o prisioneiro.