City Of Evil - Fic Interativa
21 Sick - Micaela
Notas iniciais
Primeiro de hoje.
Obrigada às pessoas que estão comentando. Sim, eu voltei ao ritmo que estava no começo e espero não parar até o fim dos Jogos.
Aviso, acabei de ler (mesmo, estava lendo o Epílogo à cinco minutos atrás) A Esperança, o terceiro livro de THG e estou em depressão profunda (nem tanto), então não me culpem se os capítulos começarem a sair mais tristes que o normal.
Beijos
♥
Pov. Micaela Ellis
Levantei da cadeira assim que chegamos no Distrito 1. A cada vez que o trem ia enchendo mais, eu via como minhas chances de ganhar os Jogos eram mínimas.
Os tributos do 4, os dois, tinham uma ótima forma física e pareciam serenos, como se nada pudesse afetá-los. Conversavam animadamente com os dois do Distrito 3 e eu já sabia que, ali, uma aliança havia sido formada.
Passei pelos outros adolescentes e me encaminhei até o banheiro.
— Ocupado! – Gritaram lá de dentro, quando tentei abrir a porta. Fiz menção de dar meia volta, mas assim que virei, a porta abriu, revelando uma garota baixinha e magra, com cabelos cor de fogo e olhos incrivelmente verdes. Era Amy, do Distrito 7. – Ah, oi.
— Oi. – Respondi, e entrei no banheiro.
Me olhei no espelho. Meus cabelos castanhos geralmente eram cheios de cachos, mas agora estavam sem vida e eu estava abatida.
Com raiva, saí de lá e bati a porta, fazendo alguns olhares recaírem sobre mim.
Fui até a cadeira e então olhei para a janela, onde o Distrito 1 jazia com todo seu esplendor.
Fiquei olhando para os jardins, com todo aquele brilho e riqueza, com todas suas joias e prédios cheios de espelhos e brilho.
Que diferença para nosso Distrito.
— Micas. – Bryce chamou, atraindo minha atenção para os dois que acabavam de entrar no trem.
A garota tinha longos cabelos loiros e era linda. Era delicada e muito feminina, o que me fez pensar se devia me preocupar com ela. Já o garoto era alto, moreno e forte, com os cabelos negros arrepiados para cima. Não parecia muito feliz em estar ali, o que era estranho, já que ele era um Carreirista.
— Posso te chamar de Micas? – Bryce perguntou, me fazendo abrir um sorriso.
— Claro. – Ri, ele sorriu também, vermelho.
— Micas...
— Oi.
— Eu vou morrer. – Ele disse, olhando para a janela enquanto o trem recomeçava a andar.
— Não vai não. – Estreitei os olhos. Ele não podia pensar assim.
— Claro que vou. – Ele sorriu despreocupadamente. – Vou morrer do meu jeito.
— E como é o seu jeito?
— Com honra. – Ele fechou os olhos, sorrindo. – E não por uma doença idiota.
— Doença? – Levantei uma sobrancelha.
— Pois é. – Ele corou, passando a mão nos cabelos finos e castanhos. Olhei para sua mão à ponto de ver fios presos à ela.
— Que doença, Bryce? – Insisti, preocupada.
— Olha só, chegamos na Capital.
Fale com o autor