City Of Evil
9 OOOH SHIT
Notas iniciais
escutem essa enquanto lerem > http://www.youtube.com/watch?v=pFBQHjOsZYg
DeathKisses
#Ariel#
- não adianta Red, você tá errada e ponto – disse quase gritando e arrumando a coberta em cima da cama
- posso até estar amiga, mas foi ele quem provocou – retruquei
- mas isso não de tá o direito de fazer o que fez. Você sabe, aqueles que procuram vingança devem se lembrar de cavar duas covas.
- diz a Madre Teresa – jogo um travesseiro nela
- que drama hein... – McKenna saiu do banheiro – ele deveria agradecer porque o plano inicial era de quebrar os vidros e tocar fogo, só não fizemos isso por causa dos cavalos.
- você não tem dó de fazer isso com o seu irmão?
- hhmm... não, ele merece – levantou mão para que eu desse um tapa
- a maldade de vocês é perturbadora – jogou-se na cama e cobriu-se até a cabeça
- não é maldade, é justiça – me virei para McKenna – você filmou como eu pedi?
- claaaaro, e ficou perfeito – correu para o meu lado e assistimos.
É... com certeza eu vou assistir esse vídeo todos os dias.
#Brian#
Não consigo dormir. Acendo outro cigarro, rolo na cama, conto morcegos, mas nada me faz esquecer o que aconteceu. Que filha da puta desgraçada, era só uma brincadeirinha que saiu do controle, porque ela não podia relevar? O pior de tudo é que eu sei que tem um dedo da McKenna nisso tudo, outra maldita, sangue do meu sangue, fui apunhalado nas costas pela minha própria família. Desisto de tentar dormir e levanto para caminhar um pouco e esfriar a cabeça, mesmo estando quase amanhecendo. Não me preocupo com a Mich, porque do tanto que ela bebeu, duvido que acordaria antes das 14h.
#Narrador#
Brian caminhava pela praia olhando para a lua cheia que estava saindo para dar lugar ao sol quando vê uma garrafa de uísque quase vazia e resolve pegá-la para tomar. Depois de algumas doses percebe-se levemente embriagado e vai em direção o seu lugar especial.
#Ariel#
Suspiro – porque ela sempre tem a capacidade de me deixar com remorso? – levanto a cabeça e vejo que falta pouco para o sol nascer – eu devo estar bêbada – tomo outro gole do meu Black Daniel e sinto alguém sentar ao meu lado na árvore. Olho e vejo que é o Brian. Perfeito. Tudo o que eu mais precisava. Tentando evitar uma 3° Guerra Mundial, me levanto.
- você está esquecendo disso – me viro e ele levanta
Vou até ele e seguro minha garrafa que está em suas mãos. Puxo uma vez mais ele não solta, puxo outra vez e ele sorri, bufo e puxo outra vez com mais força e ele solta me fazendo tropeçar e cair de bunda no chão.
- Eu tenho o controle sobre a minha raiva, eu tenho o controle sobre a minha raiva – sussurro
- o que é isso? Algum tipo de mantra que te ensinaram no zoológico? — rindo
Vendo que eu não respondi e comecei a chorar baixinho ele chega até mim e estende a mão – vem, eu te ajudo a levantar — assenti e segurei sua mão levantando – tudo bem?
Limpei a grama na minha roupa, minhas falsas lágrimas e virei meu punho contra o seu queixo – agora sim – ri – aah, deixa disso, nem sangrou – enquanto ele urrava de dor
- mas doeu porra – colocando a mão no lugar do impacto – odeio admitir mas você tem um belo gancho de direita
- obrigada – levantei uma saia imaginária
- insônia? – perguntou sentando – como achou esse lugar? – perguntou de novo. Será que ele não podia ficar quietinho curtindo o silêncio? Cruzei os braços a frente do peito e o encarei – anda logo mulher, senta aqui – deu dois tapinhas ao seu lado – bandeira branca, cansei de brigar com você.
- sei lá né... vai saber se quando eu sentar você não vai passar uma faca na minha garganta
- pode ter certeza que se eu fosse te matar seria bem mais doloroso. Começaria injetando adrenalina no seu sangue pra não desmaiar, arrancaria sua língua para não engasgar e só depois cortaria membro por membro.
- uau, isso daria um bom documentário “Técnicas de Tortura com Synyster Gates”, eu assistiria – sentei ainda muito desconfiada e passei a garrafa para ele.
- você será minha primeira cobaia
Ri e ficamos em silêncio por alguns instantes
– hey idiota, tem o seu nome nessa árvore.
- é... eu costumava vir aqui com o meu avô todos os dias durante as férias de verão para conversar e tocar violão –pausa – até que ele morreu e não achei ninguém para dividir esse lugar comigo.
Sinto-me culpada por querer ele quieto e desconfiar da sua trégua – isso é bem fofo – foi tudo o que consegui falar
- fofo? – me encarou – uau, depois de um dia perfeitamente conturbado com motos explodindo, carros sagrados quebrados e socos você me diz que sou fofo. Onde está o ódio?
Ri – eu não te odeio Brian, você só tem uma incrível capacidade de me tirar do sério, e estar bêbada ajuda muito na hora da trégua – ri — Você é meu 3° ídolo.
- 3°? Achei que fosse o primeiro – riu – quem são os outros dois?
- Tom Morello e Corey Taylor
- o Corey eu até entendo mas... porque o Tom?
- nunca consegui vencer dele no Guitar Hero
Riu – faz sentido – deu um gole – olhe só para nós dois... tendo uma conversa normal.
- como eu disse... isso é só possível pelo fator álcool no sangue – abaixo a cabeça, não acredito que vou fazer isso mais uma vez – Haner, obrigada por me convidar.
- como assim?
- é que... ontem quando estávamos no carro você disse que Mich tinha ficado brava por ter nos chamado, isso me inclui então... obrigada.
- eu já me arrependi de ter te chamado – riu – brincadeira. Sabe, até que foi divertido brigar com você.
- digo o mesmo – ri e depois tremi de frio. Ótimo, esqueci que as noites a beira da praia são congelantes.
- pode ficar com o meu – disse Brian colocando seu casaco em volta do meu ombro
— precisamos parar de conversar enquanto bebemos. Esse afeto não pode existir Gates– ri e ele comigo — estou cansada
- eu também. E com preguiça
Ri – eu também. E bêbada
- com certeza bêbados – riu – vamos antes que a gente apague aqui e pensem coisa errada – disse levantando
- nós? Nãão. O máximo que eles podem pensar é que eu te bati até cair e depois apaguei.
- você me deu só um soco garota, não vai se achando.
- mas escorreu uma lágrima do seu olho que eu vi
Riu — cala a boca, não escorreu nada. Vamos pirralha, levanta logo.
Ri – além do fato de conversar civilizadamente, o que contraria as leis da natureza, não estamos fazendo nada de errado estamos? – fico em pé contra a árvore e começo a me espreguiçar deixando o casaco cair no chão
Ele ri – não – abaixo para pegar o casaco, mas me desequilibro quando levanto e Brian me segura fazendo com que nossos rostos fiquem próximos – ainda não – sussurra.
Levanto o rosto, meu nariz encosta em seu queixo e sinto sua respiração ofegante. Brian abaixa o seu lentamente e nossos lábios se tocam me fazendo estremecer. Dou um passo para trás em uma tentativa de fugir, mas tudo que consigo é ficar presa entre ele e a árvore, fechando os olhos e perdendo aos poucos a vontade de ir embora.
Sinto suas mãos abaixando até chegar a minha cintura e apertá-la, abro minha boca e sinto sua língua quente tocar-se com a minha, me fazendo arrepiar de novo. Solto seu casaco, coloco meus braços em seu ombro e minha mão em sua nuca puxando levemente seu cabelo o que o fez sorrir.
Ele me afasta da árvore e pulo em seu colo o abraçando com as minhas pernas, ele se vira e apoia-se a árvore sentando e interrompe o beijo para me olhar. Passa as mãos em meu cabelo e puxa minha nuca para outro beijo agora mais urgente, intercalando mordidas no meu lábio inferior e eu no dele.
Atrevo-me e beijo seu pescoço enquanto ele aperta minhas coxas e geme baixinho. Ele beija o meu pescoço, eu arfo e arranho seus braços levemente, sinto como se tivesse levando pequenos choques. Coloco minhas mãos por dentro de sua camisa arranhando sua barriga, ele sorri novamente, se afasta e a tira.
Me beija de novo, levanto os braços e ele tira a minha. Suas mãos passeiam pelas minhas costas e tentam tirar meu sutiã, sinto elas queimarem por causa do sol, o que me tira do transe e me faz parar de beija-lo. Olho nos seus olhos assustada e ele me devolve um olhar de dúvida. Saio de seu colo e pego minha camisa do chão
- Ariel, espera – ele segura meu braço
- me solta Brian, agora – peço
- mas...
- AGORA – grito
Ele me solta e lança outro olhar de dúvida, me viro e começo a correr em direção a casa.
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