Notas iniciais
~ bom, a demora é sem comentários, e eu sei que vou pra fogueira, mas já estou me acostumando com a ideia KKKKKKKK
bom gente, capítulo chatinho, mas necessário.
ESSA TEMPORADA já está acabando... revelações virão... MIL TRETAS TBM.
espero que gostem do que eu estou preparando...
beeeijos e não se esqueçam de mim, por favor Ç.Ç

#Ariel#

A luz inunda o quarto, tirando-me de um sono profundo até eu despertar. Está muito silencioso. Sinto-me confortável e quentinha nesta cama. Abro os olhos e por um momento curto o ambiente estranho com Huntington Beach aos meus pés. Aos poucos o mundo exterior invade meus sentidos e me deixa flutuando, pernas e braços moles. Estou absolutamente esgotada.

Espreguiço-me lentamente tateando o lugar que se encontra vazio ao meu lado. Com uma certa dificuldade apoio-me nos cotovelos , lembranças fragmentadas da noite de ontem voltam para me fazer rir por dentro. Minhas bochechas queimam de lembrar. Não existe um só local neste apartamento que não “violamos” das mais diversas maneiras possíveis. Sofá... Tapete... Mesa da cozinha... Chuveiro... Banheira... Paredes... Ah, as paredes... Caio de volta na cama enterrando a cabeça no travesseiro macio rindo mais ainda.

Desço da cama king size, me enrolo no lençol branco que ainda tem uma mistura de roupa de cama recém-lavada e sabonete caro, o melhor cheiro do mundo... Brian. Empurro a porta do banheiro e olho-me no espelho gigantesco em cima das pias. Deus... o que é essa coisa que eu chamo de cabelo? Tudo bem que ele é sempre rebelde quando acordo mas... Esse cabelo pós-foda com certeza não me cai bem. Eu não poderia ser pelo menos um pouco sexy de manhã? Ainda bem que ele não está aqui. Dou uma olhada no meu ombro, roxos e mais roxos que vão indo dali — alguns redondos e pequenos, outros bem marcados de dentes... — até a minha cintura e com certeza depois dela.

Tento por ordem no caos com os dedos mas falho completamente e desisto. Talvez eu encontre uma presilha na bolsa... Ok, e onde está a bolsa? Prendo o cabelo no alto da cabeça e faço um nó improvisado. Ligo o chuveiro e me delicio deixando a pressão forte da água gelada cair sobre mim.

– Red, espero que não esteja tomando banho, porque planejei que faríamos isso juntos.

Banho? Juntos? ANDA ARIEL, DESLIGA ESSA PORRA DE CHUVEIRO. Pego uma pequena toalha branca e me enrolo, solto meu maravilhoso/caótico cabelo pós-coito e saio na ponta dos pés do banheiro.

– Bom dia, linda. – Murmura com a voz rouca e se apoia na porta.

Ok, eu sei que isso não é do meu feitio mas... DEUS, ele está absolutamente... gostoso. Que inferno, como ele consegue ser tão lindo depois de uma noite como aquela e eu ser tão... assim? Ele usa uma calça de flanela cinza de cintura baixa que cai perfeitamente nos quadris, camisa branca aberta no colarinho, a barba por fazer e o cabelo bagunçado. Fico com a boca seca só de olhar.

– Ariel, isso é um teste? Porque se for eu com certeza não vou passar.

Levo alguns segundos para entender que ele se refere ao meu estado com essa toalha minúscula que com certeza não tampa nem a popa da minha bunda. Espera, será que ele quer dizer que não consegue se controlar quando estou por perto? Minha barriga se contrai só de imaginar...

– Hmm... você poderia por favor me entregar esse vestido? – Murmuro envergonhada e aponto para a coisa embolada no chão a alguns passos de seu pé.

Brian franze a testa e desencosta da porta, anda firme em minha direção ignorando totalmente meu pedido sem tirar os olhos dos meus. Na boca, aquele esboço de sorriso malicioso que eu tanto adoro, as borboletas começaram a voar na minha barriga de novo, ótimo.

– Pra que? Você não vai precisar dele para o que vamos fazer agora. – Sussurra e dá um beijo casto em minha boca, derreto.

Que porra é essa? Onde está o antigo Brian, insensível, que me disse “trepada de agradecimento” quando fiz bom... aquilo nele? Seja lá onde estiver, não precisa voltar. Estou adorando esse novo.

– Ah, como eu queria ler seus pensamentos. – Murmura levantando meu queixo até estarmos com os olhos grudados no outro.

– Hm, eu estava me perguntando se você dormiu bem – Sussurro.

– Melhor impossível. – Responde sorrindo – E você?

– Melhor impossível. — Deixo a toalha cair de propósito e o encaro com malícia. — Ooops. – Mordo o lábio.

Com suas mãos pressionando meus quadris contra os dele, me sinto deitando na cama macia que ainda possui alguns vestígios de pétalas amassadas da noite passada. Antes que eu me dê conta, sua boca está percorrendo o caminho entre meus seios, descendo cada vez mais. Para no meu umbigo e passa a língua por ali. Me contorcendo de prazer seguro forte seu cabelo, puxando quando ele mordisca. Ouço um som longe e abafado vindo de fora do quarto, e percebo que é o celular de Brian. Não sei se ele ignora o som ou simplesmente não escuta mas, em nenhum momento, nas 2 vezes que o celular toca, ele para de beijar, morder e lamber minha barriga. Ouço o maldito som de novo e dessa vez eu resolvo falar algo.

– Hm... Brian... Ah... Seu celular... – Digo entre gemidos

– Eu sei. – Responde arfando.

– E você não vai atender?

– Hm... não. Aqui está bem mais interessante. Apoio os cotovelos na cama, e jogando a cabeça para trás começo a rir.

– Anda Brian, pode ser algo importante.

Ele solta uma espécie de grunhido pela garganta e resmunga algo que eu não entendo. Deito na cama e olho para o teto branco. Será que algum dia vou me fartar dele? Não, com certeza eu jamais me cansaria da companhia dele mas... e ele? Será que me aturaria para sempre? Para sempre... palavrinhas engraçadas. Vamos lá Ariel, você sabe que quando as coisas estão indo muito bem é sinal que você vai acabar fodendo com tudo, é a ordem natural das coisas. Sou resgatada dos meus pensamentos “otimistas” por uma brisa gelada que quando passa pelo meu corpo faz arrepiar todos os pelos. Lembro que estou nua deitada em uma cama e a vergonha começa a tomar conta. Desesperada corro pelo quarto a procura de alguma coisa para cobrir meu corpo. Não encontrando, abro o guarda-roupa e reviro algumas peças até encontrar uma boxer preta e uma camisa da marca de roupa do Synyster escrita “House Of Sin” também preta. Vai ter que ser.

– GORDO INÚTIL, VOCÊ ME LIGOU PRA FALAR ISSO??

– Eu sei que o casamento é hoje, ele é meu pai, cacete.

– Passa logo pro Jimmy, não aguento mais ouvir ele gritar.

– Não, você não vai usar meu secador.

– Não, nenhum dos dois, pra que você quer meu delineador se você tem um?

– Compra um com cheiro de uva pra você James, aquele é meu.

Ele volta para o quarto batendo bravo com os pés no chão. Parece uma criança birrenta que não quer dividir os brinquedos... Tão fofo.

– AAAAAH NÃÃÃO ARIEL, porque você se vestiu?? – Deixa os braços caírem e franze os lábios em forma de reprovação.

– Porque você precisa comer Brian. – Passo por ele em direção á cozinha.

– Mas isso era exatamente o que eu ia fazer. – Murmura

– Como você é romântico, querido. – Abro a geladeira procurando algo comestível mas só encontro garrafas de cerveja e pacotes de comida chinesa aberta e provavelmente, estragada. – Deus, isso fede. Porque não tirou isso daqui?

– Só venho aqui umas vezes por mês, como ia adivinhar que estava estragado? – Senta na bancada e pega uma maçã da fruteira em cima do balcão.

– POR MÊS? Não quero nem imaginar o tempo que isso está aqui. – Tiro todos os pacotes da geladeira e jogo no lixo – Porque vêm tão pouco? Eu gostei tanto desse lugar. – Lavo as mãos

– Só venho aqui quando preciso desligar de toda loucura, compor algumas coisas, sabe... relaxar – Dá de ombros, morde um pedaço da maça e sorri.

– Entendi... – Ando em sua direção, me encaixo entre as suas pernas e levanto meu rosto para beijá-lo.

– Hey, nós podemos sabe... ficar dessa forma por mais alguns dias? Sem ninguém saber?

Ele me fita com uma expressão de tristeza nos olhos ainda manchados de delineador. Droga.

– Eu achei que depois de ontem nós assumiríamos. – Afaga meu braço olhando para baixo.

– Não sei se estou pronta pra tudo isso sabe... Fotógrafos, mídia, e várias pessoas sabendo quem sou. Isso não é bom pros negócios. Desculpa.

– Não, ok, está tudo bem. Mas, pelo menos para os caras né.

– Hm... ok, mas não hoje. – Dou mais um beijo

– Que horas são? – Olho para o grande relógio prateado atrás de mim acima da geladeira marcando 10:36 – DROGA, estou atrasada. – Saio de seu abraço correndo para o quarto.

– Atrasada pra que? Hoje é domingo, você não trabalha. — Preciso buscar meu pai no Aeroporto de L.A – Vou tirando a blusa enquanto pego o vestido no chão com os pés. Eu realmente não vou passar pela tortura de colocar espartilho de novo.

– Seu pai? Ele não estava viajando pelo mundo curtindo a aposentadoria?

– Estava, mas resolveu voltar pra algum tipo de festa de um amigo da adolescência.

– Nem me fale em festa. Meus pais vão refazer os votos de casamento. Vai ser um saco. – Cai na cama com os braços e pernas abertos como se fosse um garotinho entediado.

– Tenta não seduzir as senhoras lá ok? Ele sorri e levanta para me puxar mais perto. Ajoelho na cama com as pernas abertas ao lado das suas e deito devagar para beijá-lo.

– Vou tentar, mas sabe como as coisas são... Sou jovem, bonito, rico e tenho grandes habilidades com os dedos. – Ri malicioso. Ok, essa parte dos dedos com certeza não foi relacionada ao fato de tocar guitarra. Meus músculos da barriga se contraem ao lembrar de como seus dedos tem funções maravilhosas.

– Você ainda tem tempo para um banho comigo não tem? – Sussurra rouco no meu ouvido me enchendo de desejo. Passa as unhas por trás da minha coxa e perco a noção de identidade só naquele simples toque. Ariel, você consegue se controlar, vamos lá.

– Não posso querido, estou realmente atrasada. – Dou um beijo casto em sua boca e saio de cima dele antes que faça algo estúpido. Brian levanta da cama e vai em direção a pequena estante do outro lado do quarto. Ele pega uma pequena chave prateada e a joga para mim.

– Pra que isso?

– A chave do carro, você vai precisar. Ah não, de novo isso não.

– Eu vou de táxi, Brian. Ele suspira fechando os olhos tentando se conter de algo. Alguns segundos depois ele abre com uma expressão mais calma. Adoro quando ele fica bravo comigo, isso é tão... sexy.

– Eu comprei um carro pra você.

– Eu não quero esse carro, não posso ficar aceitando presentinhos caros.

– Legal, você aceita presentes do seu chefe, mas do seu namorado não. – Murmura. Sinto uma pontada de dó e suspiro finalmente cedendo a ele. Sinceramente é bem mais fácil aceitar presentes do Eric do que do Brian, não sei porque, mas simplesmente acho menos incômodo. Engulo meu amado orgulho e vou até ele, passo minhas mãos em volta do seu pescoço e fixo meus olhos na sua boca.

– Eu aceitar esse carro vai te fazer feliz? – Enrolo meus dedos nos cabelos de sua nuca e fico brincando com eles, meio desajustada por poder sentir sua respiração.

– Sim, eu ficaria muito feliz se você aceitasse. – Diz rouco e me beija

– E vai se acostumando com presentinhos caros, você vai receber muitos.

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Abro a porta do apartamento de Taylor com a chave reserva embaixo do extintor de incêndio e um sorriso espontâneo brota na minha boca quando a vejo deitada no sofá conversando toda boba no celular enrolando uma mecha de cabelo nos dedos. Sua bochecha fica rosa por um momento e me pergunto o que será que Matthew disse. Sei que é ele porque é o único no mundo capaz de fazer essa mulher ficar sem graça. Ela ri e balança os pés no ar como uma adolescente apaixonada e logo desliga.

– Hm... Parece que tem alguém aqui apaixonada. – Provoco

– Há alguns meses atrás eu mandaria você tomar no cú, mas está certa, estou completamente apaixonada por ele. – Sorri olhando para a foto deles em algum parque emoldurada em cima da estante.

Wow, a fera finalmente domada, estou surpresa com isso. Taylor nunca foi do tipo que se apaixona, apenas por sapatos e bolsas, claro. A mudança dela é evidente depois que começou a namorar ele. Parece mais feliz, relaxada e com certeza mais calma. Não me surpreenderia se eles resolvessem casar. Mentira, essa seria uma péssima ideia.

– A noite foi boa né danada, você está com a mesma roupa de ontem.

– Hmm talvez. – Sorrio revelando os acontecimentos – Mas isso não vem ao caso. Preciso de uma roupa emprestada pra buscar meu pai no Aeroporto.

– Ah não. Não, não, não, não, NÃO. Você NÃO VAI lacear meu jeans de novo. Todas as minhas calças da Calvin Klein que você pegou estão caindo quando eu visto.

– Para de frescura, Blonde é só uma calça. E eu nem sou tão gorda assim, só tenho os quadris... largos.

– Você usa 38, eu 36. Isso já responde sua pergunta.

– Uhum, ok.

Dou uma risadinha falsa e corro para o quarto dela, trancando a porta logo em seguida. Ela bate e chuta a porta incansavelmente, mas logo percebe que de nada vai adiantar, então para.

– PELO MENOS PEGA UMA QUE VOCÊ JÁ ARROMBOU. – Grita do outro lado da porta. Vou até seu guarda roupa e pego o jeans mais largo que encontro, não porque ela mandou, mas porque eu odeio calça muito apertada. Garanto uma blusa branca que havia dado de presente para Taylor, uma das poucas que tampa o umbigo, o que foi difícil de encontrar, escrita “I Love Zombies” em preto, verde e marrom. Passo apenas um rímel nos olhos, gloss incolor nos lábios e aperto as bochechas para ficarem um pouco rosadas. Jogo o cabelo para o lado deixando o corte exposto. Preciso aparar esse lado. Sabe, já estou me acostumando com essa coisa. Agora, o momento mais crítico. Sapato.

– TAAAAAYLOR, ONDE ESTÃO OS SEUS TÊNIS??

– TÊNIS? VOCÊ ACHA QUE EU USO TÊNIS? EU MORO NO BROOKLYN OU NO QUEENS POR ACASO PRA QUERER USAR TÊNIS? GAROTAS CALIFORNIANAS NÃO USAM TÊNIS.

– CALA A BOCA TAYLOR, VOCÊ É DE CHICAGO.

Pego o sapato mais baixo que encontro, que a propósito tem sete centímetros, preto com várias tirinhas rosa na frente, bem gay. Bom, vai ter que servir. Assim que saio do quarto em direção a sala vejo Taylor de novo pendurada no telefone, da mesma maneira que a encontrei da primeira vez. Dou um aceno rápido e a deixo antes que a melação do “desliga você” comece.

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Estamos a caminho de Huntington Beach, eu e Carl, meu querido pai. Nosso encontro foi tranquilo, sem nada de choro ou frescura, apenas piadinhas em forma de perguntas no estilo “Não sabia que tinha uma filha lésbica” e “Eu não sabia que meu pai era o Elton John” coisas totalmente sadias para nós. Tudo o que sei sobre carros, motos e rock n’ roll aprendi com ele, uma versão californiana de Sebastian Bach.

– E sua mãe? Como ela está? – Pergunta ele abrindo uma cerveja que acabara de comprar no posto de gasolina.

– Bem... Ela está bem. – Ele me olha como quem duvida da resposta e me rendo. – Ela está louca. – Ele ri alto – Muito liberal, muito estranha. O senhor acredita que esses dias, em uma sexta feira, perguntou por que eu estava em casa se tinha a idade suficiente para, nas palavras dela, “cair na balada”? Sinceramente, não sei o que está acontecendo.

– Querida, provavelmente ela está tentando te recompensar por aquela época do maldito Paul. A Catarina não conhece o meio termo. Ou é liberal demais, ou é severa. Respiro fundo concordando com as palavras dele e piso no acelerador para fazer uma ultrapassagem.

Wow, esse carro realmente é maravilhoso, em apenas alguns segundos já atingiu a velocidade necessária. Preciso me controlar para não acelerar mais ainda e ver até onde essa belezinha pode chegar.

– Vamos querida, como nos velhos tempos. – Diz parecendo ler meus pensamentos. Aperto o grande botão vermelho para passar de música e paro na Born To Be Wild, perfeita. Deixo a excitação se alojar na minha barriga e olho de soslaio para meu pai, que sorri e acena com a cabeça, piso fundo no acelerador e vamos em direção ao horizonte.

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– ANDA ARIEL, ESTAMOS ATRASADOS. – Grita minha mãe do andar de baixo me apressando.

– JÁ DISSE QUE PODE IR SEM MIM MÃE. – Respondo já ficando brava com a terceira vez que ela me avisa da demora. Eu realmente não quero ir a essa festa. Tenho coisas mais importantes para pensar, por exemplo como vou contar para os caras da banda e pra minha família que estou namorando com Synyster Gates. Já consigo até imaginar as fãs inventando apelidos maldosos com meu nome, assim como fizeram com o da Mich. “Bitchelle”. Ok, confesso que é até engraçado, mas não justo. Ela não é a mulher mais legal do mundo mas... Com certeza não merece ser chamada de vadia.

– Red, você está saindo com meu irmão?

Me viro inteiramente em direção a porta em que Mckenna acabou de passar. Um arrepio passa pela minha espinha e todo meu almoço acumulado na barriga sobe para a garganta. Corro até o banheiro e me jaoelho deixando toda a comida passar rápido pela boca. Droga, odeio vomitar. Ouço as risadas da garota vindas do quarto e limpo meus lábios cheios dessa coisa nojenta. Me levanto apoiando na pia, lavo minha boca várias vezes e escovo os dentes como senão houvesse amanhã. Como ela sabe? Quem contou? Só pode ter sido aquele filho da puta arrombado do Brian. Desgraçado, tínhamos combinado de não contar para ninguém e ele abre a boca logo pra irmã? Qual é o problema daquela bicha louca?

– Nossa, você tinha que ter visto a sua cara Ariel – Diz entre risadas – Parecia que algum serial killer tinha entrado no quarto – Coloca a mão na barriga se curvando para rir mais.

– É, foi bem engraçado mesmo, tanto que eu vomitei. – Respondo irônica. – E que história é essa Mckenna? De onde você tirou isso?

– Brian me contou, ele é péssimo em guardar segredos.

– Sabe, seu irmão não é muito digno de confiança. — Reviro os olhos – Quem mais sabe?

– O Jimmy... Meus pais... O padeiro, quase todas as mulheres do salão de beleza... E tem também alguns vizinhos.

Aaaahhhh Brian, você está tão fodido comigo...

– Tem pelo menos uma pessoa pra quem aquele merda não contou?

– Sinceramente... Não. Mas pensa pelo lado bom, só falta a imprensa.

A claro, isso é muito bom. Só falta as fãs com frustações sexuais. Desço as escadas correndo seguida pela minha, agora, cunhada, e pego as chaves do carro em cima da prateleira de vidro da sala. Yuri faz algum comentário que eu faço questão de não absorver, e vamos para o Chevelle.

Sigo o carro onde estão meus pais e as crianças pela estrada em direção a casa da tal amiga de infância deles. Mil maneiras passam pela minha cabeça de como vou matar Brian quando o encontrar. Esquartejado? Pode ser... Encontrar um bisturi para pele e músculos não será difícil, muito menos uma motosserra para os ossos. Minha parte favorita com certeza serão os tendões. Então uma sensação estranha me ocorre. Por que Mckenna não iria para a festa de casamento da mãe?

Tento não me preocupar muito com isso e volto para meus sujos pensamentos com relação ao Haner. Ele vai sofrer. E muito. Chegamos a um estacionamento sombreado de grande árvores e coloco o Chevelle bem ao lado do Edge de minha mãe. Assim que saio do carro tenho a sensação de já ter estado naquele lugar antes. Enquanto caminho e direção á música tento me lembrar de onde o conheço. Ouço risadas altas e muito bem conhecidas vindas do bar. Ótimo. ESTE É o casamento da Suzy e Papa.



Notas finais
~ EEEENTÃÃÃÃO... não acendam as tochas ainda... deixem isso para os capítulos que virão :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.