Notas iniciais
SUASHUASHAUHSUAHSASHU! Sim... eu sei. Sou muito sem noção, mas é que eu adoro o que vai acontecer neste capítulo.
Para mim é um capítulo bem leal.

Já caíra a noite e continuei aqui. Debaixo de uma enorme castanheira, observando o que Odette, que já voltara a ser humana, faria em seguida. Ela andou com a cabeça baixa até a beira do lago. A lua iluminava a superfície lisa e resplandecente do lago, particulamente me trazendo paz e tranquilidade. Ela se sentou e colocou-se a chorar, no instante em que a primeira lágrima toca o lago calmo, ele tremulou e deixou transparecer pequenos pontos brilhantes, dando a entender que havia cristais que reluziam o luar no fundo não tão profundo do lago.

A pena que habitava em mim em relação a Odette crescia graduativamente, mesmo que eu não pudesse fazer nada a respeito além de uma coisa... Esperar. Eperar a História acabar, ou, substituir minha amiga (coisa que prometi fazer, só se algo de muito grave acontecesse a ela).

Eu senti que lágrimas surgiam em meus olhos, não queria chorar, não aqui. Levantei-me e segui em direção a entrada do bosque. Mas por mais que eu andasse não conseguia sair do bosque escuro. A luz escassa que surgia por meio da copas, de vários tamanhos, das árvores, o que era muito pouco.

Perdida, cedi a sensação de estar aprisionada naquele bosque que agora me parecia bastante assustador.

Fechei os olhos.

No dia seguinte acordei no mesmo lugar, mas com um cobertor de pétalas de jasmim delicadas e suaves, o cobertor era trançado com uma linha leve e fina que juntava cada pétala a outra. O aroma doce me deu forças para continuar a minha tentativa de sair do bosque. E consegui.

Mas... O que eu vou fazer agora?, pensei e pensei... até que...

Isso!

Peguei informações com o padeiro ao lado da minha casa e, em seguida com a costureira que morava algumas a frente da minha. Com as informações reunidas segui em direção ao castelo do Mago-Rei Rothbart. Sabia que era arriscado, mas eu tinha que descobrir qual era o ponto fraco dele. Todo vilão tem um. Certo?

Ao chegar na rua de barro, ao longe vi uma contrução monumental que julguei ser o castelo de Rothbart. Segui em direção ao lugar que iria me eclarecer algumas dúvidas e talvez me dar algumas respostas, mesmo que eu estivesse seguindo com medo e repreensão, eu devia ser forte por Odette. Iria descobrir, sem interferir na história, algo que pudesse me ajudar no futuro. Porém algo me dizia que algo estava errado, que eu não devia estar fazendo isso, no entanto eu segui em frente. Deixei de ser a garotinha medrosa, agora eu me arriscava, com cautela obviamente, mas ainda sim eu me arriscava.

Parei em frente aos portões imponentes de ferro enegrecido, um frio percorreu a minha espinha e com isso eu estremeci. Abri um lado do portão com cuidado, e este rangeu um pouco, abri mais e outros rangidos se seguiram, quando já estava aberto o suficiente para eu passar — sem estragar o vestido — entrei, corri leve e suavemente com a barra do vestido erguida para evitar maiores barulhos que pudessem delatar minha presença.

Cheguei a uma janela grande com mais ou menos seis metros de altura e três de largura, batendo no meu busto. Dali eu podia ver as coisas hediondas que Rothbart fazia entre quatro paredes. Duas garotas de roupões liláses estavam sendo obrigadas a se prostiruírem diante dele em uma cama king-size com lencóis de seda azul claro. Sádico, eu sei. Elas se tocavam lentamente, com certo nojo que tentavam mascarar em sua face, mas parecia que não estava dando certo. Rothbart olhava e falava algo que eu não conseguia ouvir. Droga, pode ser algo importante. Agora ele apontava para elas, dando novas intruções a elas, estas tiraram os roupões e se beijaram lentamente, enquanto uma tocava os seios de uma, a outra tocava as partes íntimas da parceira. Uma dando prazer não desejado a outra, sendo forçadas a algo que não querem fazer.

Olho para longe, nos campos ressecados da propriedade, a grama verde escura em alguns momentos aparenta ser cinza, e noto que uma camada grossa de nuvens escuras cobrem toda e extensão onde meus olhos podem enxergar. As árvores possuem poucas folhas e o espaço entre cada uma é de pelo menos cinco metros, o jardim é contituído de arbustos secos e espinhentos, nada aqui parece ter vida. Parecia ser uma daquelas típicas cenas em que a morte trilha um caminho, deixando para trás apenas uma paisagem mórbida.

Voltei meu olhar de volta a janela, agora Rothbart chupava o seio de uma das meninas, uma garota ruiva de pele clara e olhos verdes, e a outra era morena com a pele azeitonada, cabelos pretos. Rothbart, seu cretino sem coração, pior, sem coração é pouco. Sem alma, mesmo, um verdadeiro monstro, pensei.

Rothbart vestia um robe longo; de um tecido pesado, pelo que posso ver, devido ao custo do mesmo se locomover; num tom vinho com um tecido dourado nas bordas, por baixo uma camisa preta estava aberta. Em seu estado sádico, ele pôs seu membro para fora e penetrou e ruiva sem dó nem piedade, a menina gritou e agora podia ouvir, pois o som ultrapassava a janela de vidro mal lavada ao mesmo tempo em que fazia a mesma tremer levemente. O Mago continuou seu trabalho aumentando a velociade da penetração, a jovem já não aguentava ser violada, pela sua expressão facial que demonstrava puro sofrimento e a outra menina não havia escapado de Rothbart, este estava masturbando a jovem morena com praticamente toda a mão na vagina da garota, esta demonstrava toda a dor que sentia enquanto o seu agressor se movimentava com velocidade.

Enojada percebi que Rothbart, usava um anel dourado com uma grande pedra mista preta e roxa, ambas as cores translúcidas. Por que isso é relevante? pergunto a mim mesma por dar atenção a um fato ridículo. Peraí... voltei um pouco no tempo e me lembrei da cena que vi na clareira, Rothbart amaldiçoando Odette. Siiim. É isso! recordo-me de que no momento em que a luz rosa envolvia Odette, a mesma saía da mão direta de Rothbart. O anel! O anel é um canalizador de poder, talvez sem ele, Rothbart não seja nada além de um mago destruído.

Contente com a minha descoberta estou para sair quando a janela se abriu e, com um susto me abaixei rapidamente para não ser descoberta. O vento entrou no solão e aos poucos deixei meus olhos no nível da mureta o suficiente para ver o que estava acontecendo. As garotas estavam com os roupões, encostadas no ornamento de madeira decorado e se protegiam de Rothbart que estava se preparando para algo. Matá-las talvez? Não,pouco provável.

Então como um raio que atinda um árvore, saquei o que aconteceria, o Mago do Mal iria enfeitiçadas. Ele se ajeitou, já havia fechado a blusa, guardado seu... membro, e fechado o robe um tanto velho, para não dizer que é totalmente horroroso e de mal gosto, mexeu em seu anel, fruto de seu poder concertrado e recitou o feitiço.

" Uma já foi. Agora mais duas se juntarão a primeira. E com vocês duas... Mais doze se juntarão. Penas... Asas... Cisnes... Durante a noite jovem de beleza estonteante. E ao dia os mais belos e cobiçados Cisnes Brancos. Vocês dependem da sua Rainha, a primeira aprisonada, para se libertarem desta maldição. E com isso agora eu lhes aprisiono."

E com isso a mesma névoa luminosa rosa, as envolveu as transformou em cisnes brancos, de pecoços longos e com suas faces voltadas ao chão para chorar.

Voltei para casa. Tudo está escuro. Passei antes na central de assistentes domésticas para contratar uma governanta, e achei uma bem cativante me lembrava bastante minha mãe Erica Sayers, cabelos castanhos claros, pele meio enrugada, olhos castanhos médios e um leve ar de protetora, exatamente pareciada a única diferença são os olhos que são verdes e o fato de parecer ter 45 anos, enquanto minha tinha uns 49, 50 anos. Seu nome é Narnel.

Narnel me acompanhou até minha casa, com a frente pintada num tom pastel de rosa claro, com uns dez metros de altura e uns nove de largura. Narnel sorriu, abri a porta e a convidei para entrar, ela olha em volta no hall simples com um espelho de moldura de madeira, e uma mesinha de carvalho, o espaço se abre na forma oval com a escada que leva ao segundo andar, onde se encontra os cinco quartos, o armário e entrada do sótão. Falo para ela ficar a vontade, e digo que seu quarto é o primeiro quarto à esquerda e que o meu é o solitário do lado esquerdo de quem sobe a escada, já que é o maior cômodo que tem nada. Se ele não fosse o meu querto eu seria muito idiota, né? Tipo, o maior quarto... eu abrir mão dele? Nunca!!! Ahahahaha.

Só assim depois de ter falado onde é casa cômodo, a sala a esquerda, a sala de jantar a esquerda com a cozinha logo ao lado. O porão fica ao lado da escada, um armário debaixo da escada contém objetos materias para qualquer ocasião, a sala de estar fica após a sala e, por fim mas não menos importante, a biblioteca e o escritório que formava um retângulo e se encontrava com a cozinha. Depois disso tudo fui para o meu quarto.

Ufa!

Entrei no meu quarto e, assim que fechei a porta branca senti uma vertigem como se algo estivesse acontecendo com alguém e eu acabasse sentindo junto com ela, mas eu não me lembro de ter...

– Odette! — Gritei e no mesmo instante desmaiei.

Senti toda a história do "Lago dos Cisnes" entrar no meu corpo e na minha mente, porém antes de tomar o lugar de Odette sabia que tinha tempo para vê-la antes de acontecer.

Corri até sua casa que não é tão longe da minha e entrei direto sem parar para me identificar no portão, abrindo o portão majestoso branco e dourado com um pouco de dificuldade e correndo até o quarto dela. sendo que eu agi por puro instinto, senão teria ido à floresta onde ela estava. Mas eu a achei em sua cama deitada, com o braço direito engessado, vestia um robe rosa claro que estava aberto e por debaixo uma camisola, quando me sentei ao seu lado vi que a camisola tinha um leve volume. Odette não era gorda, na verdade ela parece um palito, mas seu peso era na média. Sem seu consentimento ergui com calma e suavidade a camisola, revelando um enorme cataplasma. Com receio, levantei uma parte do cataplasma de forma que não machuque minha melhor amiga, quando levantei o suficente, olhei um corte de uns dez a quinze centímetros no flanco de Odette e em seu braço esquerdo um corte, provavelmente a continuação, de sete centímetros.

Tampei minha boca espantada e Odette abriu os olhos com uma certa fraqueza.

– Oi amiga — disse com a voz rouca. — Parece que você vai me ajudar.

Ela pegou minha mão direita com sua mão esquerda, e eu pus minha mão esquerda sobre as nossas. Ela sorriu levemente.

– Quem fez isso com você? — perguntei.

– Não sei, eu estava nadando no lago, e me deu uma vontade de voar e durante o meu mergulho, senti alguma coisa me cortar e perdi o equilíbrio, o que fez meu voo declinar totalmente. Fazendo eu cair sobre a minha asa — ela acenou com o braço engessado — direita e acabei quebrando uma parte. No mesmo instante eu chorei muito e gritei, por que eu já tinha virado humana, e me acharam em dois minutos e me trouxeram para casa ainda agora. — Ela respirou fundo. — Veja você também sofreu os ferimentos. Quer dizer você tem as cicatrizes, mas ainda sim, você está ligada a mim.

Sorri para ela e toquei seu roto, estava frio. Olhei para as cicatriz no braço e senti o formigamento no braço direito.

– Você acha que foi o príncipe? Siegfried?

– Não. Não foi ele — ela se contorce com um pouco dor. — Sei que não foi ele, foi alguém de fora que quis alterar toda a História e, quer você na peça. Tome cuidado Nina. Promete?

– Prometo.

Assim saio do quarto deixando Odette dormindo. Estranho não ter ninguém no castelo, geralmente é cheio de gente.

Um brilho branco me cercou e o relógio bateu sete vezes. 19h. Passei pelo hall e ouvi um burburinho vindo da minha esquerda. Segui até a sala de jantar que estava com a porta de madeira escura entre aberta. Dentro da sala estava todos os residentes do castelo, rei, rainha, empregados, governanta e médico com seus enfermeiros.

o médico dizia.

– Creio que isso tudo foi armado. Alguém queria ver a Princesa Odette morta, mas agora a Nina vai entrar no lugar dela de acordo com sua filha — falou dirigindo-se ao rei a rainha. — Que ela tome bastante cuidado.

– Será que foi o Príncipe Seigfreid? — pergunta a rainha.

– Não, ele não seria capaz. Todos devem seguir a história como ela é, mas agora que foi levemente alterada tuo pode acontecer que Nina Sayers saja sábia o suficiente para se cuidar.

– Pois é — disse o médico guardando o estetoscópio em sua mala de couro. — Que as estrelas a protejam.

Depois do que ouvi a meu respeito, a respeito de Odette e de alguém que quer nos ver mortas, fico alerta a tudo a minha volta. Vou ter que tomar cuidado com tudo e enquanto eu executar a História vou me dedicar a descobrir quem fez tudo isso.

Cheguei ao lago cristalino deitei-me na beira dele e deixei minha mão pairar sobre a água enquanto eu esvaziava minha mente. De repente um pensamento passou pela minha cabeça. Talvez tenha algo haver com alguém que tenha inveja de Odette e de mim. Odile? Não, ela ainda nem me conhece. Então é um/uma desconhecido(a)... vou ficar mais alerta. E por instinto algo me falava que este lago tinha algo haver com tudo o que estava acontecendo.

No momento, eu era uma linda jovem, era uma noite estrelada e com lua cheia. Ao amanhecer, serei um lindo Cisne Branco. E mesmo sendo um cisne, irei procurar a solução deste mistério. Custe o que custar.

Notas finais
Bem é isso... queria dizer que trabelhei duro neste capítulo, comecei a escrevê-lo às 21h e terminei às 02h25 (Oooh Canseira!). Eu o escrevi umas 3 vezes até chegar onde está agora e estou feliz com o resultado, um toque de mistério tinha que estar presente na história.