Cisne Branco (em Revisão)
4 O Baile de Inverno
Notas iniciais
Um baile. Minha primeira festa aqui, em Heaven Plumes. A festa aconteceria daqui a exatos sete dias, uma semana. Odette me passou os detalhes de onde ocorreria o baile, a que horas começaria e o tipo de baile que era.
Seria um baile a fantasia e eu não fazia a mínima ideia do que vestir e as roupas que eu tinha não eram fantasia. Estava em meu novo quarto. Paredes cremes e teto branco, carpete bege, cama com dossel e cortinas brancas da cama e cortinas pesadas num tom de rosa e outro par por cima destas brancas transparentes. Tinha um quadro retratando um lago reluzente à noite sendo banhado pela lua.
Em busca de uma resposta sobre um assunto que bastante me intrigava, fui procurar Odette.
– Oi Odette — disse ao ser recibida em seu quarto.
– Olá — ela me abraça e toma-me pelo braço e puxa para dentro fechando a porta.
O quarto é amplo, janelas grandes de três metros, em cada extremidade estava as cortinas brancas transparentes com traços dourados e por trás destas outras grossas num tom de pêssego.
– Então... Por que essa visita inesperada? — perguntou a mim com um sorriso inocente e luminoso.
– É que você comentou sobre a história se repetir, não é? — Brinquei com meu dedos sentada na beira da cama macia forrada com um cobertor de linho.
Ela se levantou e se sentou ao meu lado, ajeitou os cabelos dourados e os amarrou com uma fita rosa, que combinava com seu vestido de igual cor que batia na altura dos joelhos, seue pés calçados com sapatilhas comuns da mesma cor.
– História se repetir... Ah, sim. O Lago dos Cisnes se repete de tempos em tempos, nã há uma hora certa. Apenas acontece. Mas geralmente é desencadeado devido a algum sentimento muito forte de quem não é daqui de Heaven Plumes. Mas por que queria saber isso? — questinou.
– Ahhhh... Entendo agora. Bem eu sou um pouco curiosa.
Ela afirmou com a cabeça e, fomos passear no bosque que se encontrava nos fundos do palácio de mármore branco. Corremos, por vários lugares parávamos para respirar e voltávamos a correr. Ríamos feito loucas até nós ouvimos uns ruídos estranhos.
Seguimos calmamente, pé ante pé e, por dois modestos buracos na enorme moita a nossa frente podíamos ver o que gerava os barulhos estranhos. Eram duas pessoas, provavelmente da minha época, porque usavam roupas bastantes modernas e faziam coisas que só no século XXI, haviam sido "inventadas".
O homem lambia a mulher toda e esta estava se deliciando com aquilo, ambos estavam nus e de costas para mim e Odette. Esta estava horrorizada, mas não conseguia desviar o seu olhar para outra coisa. Nisso o homem tinha pego a mulher pelos cabelos e a fazia exercer sexo oral em seu membro, gemidos de prazer preencheram aquela área da floresta.
Nossa! Mas que indecência, eu pensei, logo no meio da floresta.
Odette havia tampado o rosto e se recostado em uma árvore toda encolhida, parecia uma bolinha de creme suave de morango. O casal agora se beijavam intensamente, com paixão e ambos forneciam um ao outro prazer por meio de masturbação, deduzi isso devido ao seus movimentos sucessivos com um dos braços.
O homem pegou e deitou a mulher em uma pedra lida e levemente horizontal, abriu suas pernas e a penetrou com força, a pobre mulher deu um grito de dor misturado com tesão, os movimentos dele eram rápidos e ritmados, sem deixar um desfalque de tempo entre cada investida.
Já chega, não suportava mais olhar.
Peguei minha amiga pelo pulso e disse andando levando-a comigo:
– Vamos Odette. Já chega de ver putaria por hoje.
Sim, eu havia mudado. Bastante. Agora eu não era tão pura e inocente quanto antes, e sinceramente, ver aquela cena de relação sexual me deixou muito desconfortável e excitada (não sei por que).
A noite do dia vinte e três de janeiro, dia do baile chegou e com isso, uma nova oportunidade de conhecer gente nova.
Chegando nos portões de aço frio, eu e Odette fizemos uma mesura e os guardas abriram o portão. Eu estava com a minha roupa de Swan Queen e Odette estava vestida igual a mim.
– A segurança aqui é bem severa, não?
– Sim, é bastante, afinal vamos em uma fest do príncipe Siegfried. — ela respirou fundo. — Não se importa mesmo de eu ter feito uma roupas igual a sua, Nina?
– Já disse que não, Od. Eu te dei autorização e direto para copiá-la.
Me surpeendi com o fato da festa ser do príncipe Siegfried e assim que viu, minha amiga fez sinal para eu não dizer nada e assim o fiz.
O baile estava perfeito, a decoração maravilhosa, serpentinas e fitas estavam decorando o teto abobadado e as mesas de comes e bebes eram uma fartura só. Durante o evento conheci o Duque de Debcher, a Rainha de Heaven Feathers, que era um doce de pessoa, o Rei de Heaven Feathers e, muitas outras personalidades.
A dança começou. Odette e eu ficamos de fora, até que eu vejo um homem lindíssimo vindo em nossa direção. Ombros largos, cabelos negros, olhos castanhos, pele azeitonada, vestido de... bem, estava vestido de caçador. Um colete marrom sobre a camisa branca e calça de couro um pouco justa com botas incrivelmente pretas e engraxadas.
Ele levantou olhar do chão e fincou seu belos olhos em Odette, primeiro e depois a mim.
– Madames. Boa noite, espero que estejam aproveitando a festa.
– Boa noite — dissemos juntas.
– Estamos adorando a festa Sieg. — Odette disse, enquato ele pega sua mão e beija e em seguida faz o mesmo comigo.
De repente não sei o que houve mas os dois congelaram. Ficaram parados se olhando, não interrompi com medo de soar a grosseria, não demorou muito e este voltam ao normal.
– Odette você... — começa o príncipe.
– Sim, Sieg, eu senti. — falou Odette.
– O que houve gente? — perguntei aflita para saber a verdade.
Odette me olhou com um rosto de puro medo e terror.
– Nina, vai acontecer de novo — ela fez uma pausa. — O Lago dos Cisne vai recomeçar. De novo.
Notas finais
Bom, no próximo capítulo vocês já sabem o que está por vir. Odette e todos os personagens da peça (mais os que eu criei) vão reviver a peça "O Lago dos Cisnes" e muita coisa vai ser revelada a Nina Sayer que acaba de fazer parte desse novo mundo.
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