Semblantes abatidos e olhos secos. Gastaram todas as lágrimas no decorrer dos meses de tratamento. E agora, o olhar adstrito e distante mal dava atenção às pessoas que perambulavam pelo corredor hospitalar.

— São os pais da Lorena?

A voz masculina despertou o casal e conseguiu atenção

— Sou Doutor Augusto. A menina já melhorou, mas vai permanecer internada. Podem me acompanhar?

O casal apenas levantou e seguiu-o.

— Vocês estão com muita sorte pela Aninha ser a responsável. Não me comparo, mas vou tentar ajudar. Já, já, ela chega.

O casal olhou o médico com incredulidade enquanto digeriam as palavras ouvidas.