Circus

14 Melhor amigo


Notas iniciais
Oiiii, se alguém estiver lendo isso, boa leitura!

Taiyou se levantou e enrolou uma toalha em volta de sua cintura. Tenma se levantou também e foi até seu quarto. Pela primeira vez, percebeu que havia uma janela ali. A vista de lá era muito bonita, as luzes da cidade contrastavam muito bem com o negro da noite e aquilo parecia um céu estrelado.

Mas ele foi tirado de seus pensamentos quando Taiyou disse:

-Tenma, eu não tenho pijamas. Pode me emprestar um?

Tenma olhou para ele. Taiyou estava parado, em frente à cama, com sua bolsa à sua frente.

-Claro, pode pegar. Mas você trouxe roupas reservas e esqueceu o pijama?

-Não é que eu tenha esquecido... É que eu fiz uma burrice e acabei deixando o pijama inutilizável.

-O que você fez?

Taiyou foi até o armário de Tenma e pegou duas calças. Uma ele vestiu e a outra jogou em Tenma.

-Vista. Eu? Lembra aquela camisa molhada? Eu sem querer coloquei aqui... E sabe como é. Molhou tudo e não secou até agora.

Tenma tirou os jeans e vestiu a calça que Taiyou jogara nele. Aproximou-se de Taiyou e apontou para os botões de sua camisa.

-Uma ajudinha, por favor.

Taiyou desabotoou os botões da camisa de Tenma e então se deitou na cama. Tenma não tinha certeza de que queria dividir a cama com Taiyou. Talvez ele pudesse assustá-lo durante a noite, mas era melhor que ficar sozinho. Ele pulou na cama e se cobriu com a coberta que tinha ficado lá.

Taiyou puxou um pouco da coberta para si e disse:

-Boa noite, Tenma.

Taiyou se virou de costas para Tenma.

-Não...

-Não o que?

-Não vire de costas pra mim! E se enquanto você não estiver olhando... Acontecer alguma coisa?

Taiyou virou novamente e encarou Tenma.

-Acalme-se! – Ele afagou a cabeça de Tenma (como fazemos com cães). – Nada vai acontecer, porque afinal... Palhaços assassinos não têm prioridades. Quem está no primeiro lugar da fila sou eu, se lembra?

-Não me irrite! – Tenma afastou a mão de Taiyou.

Taiyou agarrou o pulso de Tenma e eles começaram a brigar/brincar. Acabou com Taiyou segurando os braços de Tenma, com os joelhos um de cada lado do corpo do amigo.

-Peguei você! – Falou vitorioso, mas Tenma deu uma joelhada em suas costas e ele caiu.

Seu rosto passava pelo ombro de Tenma e ele não se mexia.

-Taiyou... Taiyou? Você ta bem? Taiyou, me responda! Taiyou!

De repente Taiyou se levantou, voltando à posição que estava antes e disse:

-Brincadeira!

Tenma se levantou e bateu sua testa contra o peito de Taiyou. Decidiu que seria melhor continuar deitado.

-Não faça isso, cara! Me assustou!

-E eu tenho cara de palhaço agora?

-Quer a verdade?

Taiyou baixou seu rosto até estar perto da orelha de Tenma.

-Não... Precisa não.

Ele saiu de cima de Tenma e se deitou ao lado dele. Voltou a encará-lo e disse:

-Viu! Você nem está com tanto medo assim.

Tenma sorriu e fechou os olhos, mas assim que o fez viu um palhaço de aparência horrível, todo ensanguentado em sua mente. Logo voltou a abri-los e Taiyou percebeu isso.

Ele esticou a mão até a cabeça de Tenma e começou a acaricia-la. Inicialmente Tenma não sabia o que fazer, mas depois ele chegou mais perto de Taiyou e apoiou sua cabeça no peito do outro. Taiyou disse:

-Dessa vez passa, Tenma... – Taiyou abraçou Tenma e continuou a acariciar a cabeça dele.

-Taiyou... Nunca ouse contar isso a alguém! Você ta vendo meu ponto fraco e... A situação é esquisita, então isso morre aqui.

-Por mim tudo bem.

Não muito depois disso os dois caíram no sono.

Por volta das oito da manhã Tenma abriu os olhos e deu de cara com o peito desnudo de Taiyou. “Ah... Cara! Aquilo aconteceu mesmo! O Taiyou dormiu me abraçando... Que momento constrangedor!” Pensou. Ele cuidadosamente tirou o braço de Taiyou de si e foi para o banheiro escovar os dentes.

Depois pegou o bolo e umas velinhas que estavam jogadas na gaveta da cozinha, colocou no bolo e as acendeu. Voltou para o quarto e colocou o bolo no criado mudo, numa posição onde não era possível derrubá-lo.

Se sentou na cama e colocou seu pé no pescoço de Taiyou e o balançou. Logo o ruivo levantou e disse:

-Que foi?

-Eu poderia ter te acordado cantando parabéns, mas ia ser esquisito. Feliz aniversário, vovô.

-Tenma... Você é mais velho que eu.

-Não mentalmente.

-Mas fisicamente...

-Quieto! Olhe pra trás e apague as velinhas.

Taiyou virou-se e viu o bolo. Depois o pegou e apagou as velinhas.

-Fez um pedido? – Perguntou Tenma.

-Fiz. Mas se eu contar ele não vai se realizar.

-Me conta, por favor!

-Não. Deixa pra depois de ele se realizar.

“Tenma, se você soubesse o que eu pedi, nunca mais falaria comigo...” Pensou Taiyou.

-O que fazemos agora? – Perguntou Taiyou.

-Banho. Banhos são importantes e eu pretendo fazer uma coisinha hoje. Lembra que você disse que queria dar um passeio? Passear pela cidade com um amigo pra comemorar seu aniversário? Você disse isso.

-É verdade.

-Temos a cidade. O amigo. E as pernas. Vamos!

-Acho que você está fugindo dos filmes...

-Eu to. Mas vou ter que assistir de qualquer jeito, então vamos dar uma volta! Eu tenho um negócio pra te dar. Vai entrando no banho que eu vou buscar.

Taiyou concordou e depois olhou para o bolo e pediu para Tenma guardá-lo na geladeira. Então se levantou e foi até o banheiro. Entrou no chuveiro.

Tenma entrou no banheiro e disse:

-Precisava entrar no chuveiro? Eu falei que queria te dar uma coisa!

-Daqui a pouco eu saio, Tenma.

Cinco minutos depois ele saiu do Box. Logo ao lado dele estava Tenma. Taiyou se virou e encostou-se na parede.

-O que quer me dar, Tenma?

O moreno esticou uma sacola branca e entregou na mão de Taiyou.

-Se não gostar, podemos trocar.

Taiyou abriu a caixinha que estava dentro da sacola e viu um relógio. Um relógio muito lindo mesmo.

-Tenma... Ele é lindo... Eu não posso aceitar, cara! Você estaria gastando seu dinheiro comigo! – Taiyou colocou o relógio de volta na caixa, dentro da sacola, e a deixou de lado.

-Você disse que arrumaria um emprego pra mim. Então esqueça. Aceite o presente e vamos dar uma volta. Feliz aniversário, Taiyou. Agora se seque.

-E você manda em mim?

-Se seque ou quer que eu seque você?

Taiyou sorriu.

-Se eu falasse que não ia me secar, você me secaria... E você acha que eu vou acreditar?

Tenma pegou uma toalha e colocou em volta dos ombros de Taiyou. Ele começou a secar os ombros de Taiyou e depois os braços, peito, abdome.

-Eu posso continuar se quiser. – Disse Tenma, obviamente não querendo continuar.

-Não precisa. – Taiyou pegou a toalha de Tenma e acabou de se secar. Depois vestiu uma blusa cinza e uma calça jeans. – Tenma saia do banheiro e se vista. Foi você quem deu a ideia.

Tenma estava escovando os dentes, por isso disse com uma voz estranha:

-Calma! To escovando os dentes. Pega uma roupa aí pra mim.

-Não dá, cara. Sem vestidos.

Tenma saiu do banheiro, foi até o guarda-roupa e pegou uma camiseta e uma calça jeans. Vestiu-se e saiu do apartamento. Eles começaram a andar pela cidade em silêncio. Tenma queria muito perguntar algo a Taiyou... Mas não conseguia. Ele queria perguntar o que deveria fazer depois que... Taiyou se fosse.

Ele não iria aguentar perdê-lo. Seu melhor amigo.

Notas finais
Deu pra perceber que as coisas estão meio (meio?) estranhas entre eles... E se alguém quer saber o que o Taiyou pediu... Eu é que não vou contar! Se bem que vai ser mostrado logo, logo...
hihi, até a próxima! (Que será muito em breve, já que - GRAÇAS A DEUS - minha mãe me deixou faltar a escola amanhã... Sim, eu já marco as faltas com antecedência)