Circus
1 Capitúlo únnico
Circus
Capitulo Único
Sexta-feira, dia dos namorados. Dia em que todos os casais da cidade estavam nas ruas trocando carinhos e juras de amor. Ou seja, o dia mais irritante do ano, e não era dor de cotovelo, pois modéstia a parte pretendentes nunca foram problema.
Romantismo nunca foi seu forte. Nunca acreditou em amor eterno, amor a primeira vista e afins. Acreditava em respeito, carinho, amizade, compreensão. Isso sim, em sua opinião, fazia um casamento. A maior prova era que a maior parte dos casamentos ditos feitos por amor acabava logo.
Mas também não passaria aquela sexta-feira em casa. Precisava de bons drinks e musica dançante. O que fazer, também era humana.
Do outro lado da cidade se encontrava uma das boates mais badaladas da cidade. Circus era seu nome, tinha um apelo circense. Artistas que desciam em malhas, garçons e garçonetes de rostos maquiados.
Ao entrar no salão olhou ao seu redor, procurava alguém que valesse a pena. Trocou sorrisos, pegou um bom uísque cowboy e começou a caminhar. Até que uma coisa lhe chamou a atenção.
Uma moça debruçada sobre o balcão. Seu vestido preto balonê até o meio da coxa tomara que caia, sapatos de salto grosso envernizado, cabelos louros jogados sobre seu ombro direito... Era ela.
Rapidamente, caminhou até ela. Parou atrás da silhueta esbelta e encaixou a cabeça na delicada curva do pescoço da jovem.
- Será que posso te pagar um drink?
Sua voz era rouca e extremamente sexy. O moreno sentiu o arrepio que causou a mulher ao passar a bochecha em sua nuca. Aquele perfume não lhe era estranho.
- Creio que não faço seu tipo...General.
Aquela voz. Aquele tom. Só podia ser uma pessoa.
Com tantas mulheres naquele lugar, por que havia sido ela que chamaria tanto sua atenção?
- Esqueça, garanto que até o fim da noite esqueceremos isso.
Ela vira o drink que bebia e começa a caminhar para o centro da pista de dança. A luz baixa não permitia uma visão perfeita, o que se enxergava eram sombras. O que tornava ainda mais sensual o balanço de seu corpo.
O jeito que seus quadris se mexiam de um lado para outro, as mãos que passeavam pela silhueta, o jeito com que parecia se adequar a musica.
Ela o enlouquecia.
- Você não devia brincar assim comigo!
O moreno vira a dose de uísque, deixa o copo em qualquer lugar e vai até ela.
- Se o que você queria era me enlouquecer, parabéns, você conseguiu!
O general das chamas a puxou contra seu corpo e lhe deu um beijo arrebatador. Queria domar aquela fera.
Riza era o tipo d mulher que estava acostumada a mandar e ser obedecida. Mas com ele não seria assim. Com ele, ela aprenderia que quem mandava era ele. E ela iria gostar, muito.
- O que pensa que está fazendo? – ela ainda meio atordoada pelo beijo –
- Domando a fera.
A intensidade daqueles olhos negros parecia puxá-la. A pele dele era tão quente quanto as chamas que ele dominava. Tudo nele era lascivo. Sua voz, seu perfume, seu olhar.
Uma corrente elétrica passeava por seu corpo de ponta a ponta. Não conseguia tirá-lo do pensamento. Queria ele, queria ser dele. Não se importava de ser subjugada, não se fosse debaixo dos lençóis com ele.
- E acha que terá êxito? – os braços dela estavam ao redor do pescoço dele –
- É um desafio, e eu adoro desafios!
Ela nunca acreditou no amor. Ele não no amor convencional. E agora ambos estavam completamente perdidos em uma onda de sentimentos desconhecidos. Tudo causado por causa de um clima dentro de uma boate chamada Circus.
Fim
Notas finais
Espero que gostem e deixem reviwes!
Bjos povo que eu amo
Fale com o autor