Circulo de Fogo - E.N.D
36 Próximos do fim
Notas iniciais
E.N.D — Capitulo: 5
Próximos do fim
Chegamos ao salão principal da estação militar, corremos ate a sala de segurança aonde dezenas de monitores piscavam, olhávamos atentamente para eles até acharmos os outros.
– Ali — Aponta Ramon para o monitor 13. — Eles estão no heliporto.
Kylie,Scott,Caio, Stiles e Ícaro estavam apagados e estavam sendo carregados para o interior de uma aeronave.
– Para aonde estão levando eles? — pergunto.
– Vou descobrir, me de um instante. — Diz Inácio.
Ele puxa um teclado e digita tão rápido quando consigo observar, rapidamente todo o itinerário de voo estava na tela.
– Eles estão indo para o Rio de Janeiro? — Indago. — Por que?
– Se eles vão usar o poder do meu livro, o invocador dele está lá no Rio, uma das nossas principais matrizes fica lá, e tem outra coisa..
– Outra coisa? — Pergunta Ramon.
– Sim, no topo do Pão de Açúcar tem uma antena amplificadora de sinal, acho que eles vão usar meu sistema para ampliar o poder da invocação e trazer todos os 72 de uma só vez.
– Droga! — Diz Ramon. — Será que isso não pode ficar pior?!
– Estamos perdendo tempo aqui! — Digo. — Vamos logo, temos que correr, nao podemos deixar eles levantarem voo! Se o invocador for mesmo Yuke, então eles estão em grandes apuros!
Disparamos cinco andares pra cima, agora estávamos bem armados, os soldados possuídos mesmo tendo armas nas mãos, eles não usavam, poucos faziam isso então nos aproveitamos dessa situação para nos armar.
Eu nunca havia me visto como um assassino, eu evitava ao máximo matar as pessoas, mas agora eu matava sem piedade, por dentro eu me sentia horrível, me lembrei do que Stiles me contou logo quando saiu da hipnose de Yuke, quando ele foi forçado a matar outras pessoas, eu agora estava sentindo a mesma sensação.
Logo que chegamos ao ultimo andar fomos abordados por um pequeno exército de demônios.
– Deixa isso comigo e com Inácio! — Digo para Ramon. — Vamos te dar cobertura, tenta sabotar o voo, não podemos deixar eles partirem.
Ramon concorda e logo dispara em direção aos painéis que ficavam a alguns metros de onde estávamos, enquanto isso dei inicio a minha transformação, olhei para Inácio que ainda parecia um pouco desconfortável.
– Não segure. — Digo. — Se transforme!
– Eu tenho medo de perder o controle Derek! — Responde. — Medo de..
– Agora! — Grito. — Vai ficar tudo bem! Eu prometo!
A respiração dele logo fica acelerada e seus olhos antes negros se tornam amarelos como uma lua cheia, garras e presas aparecem, ele dispara descontroladamente para os demônios, golpeando-os com muita violência.
Eles não eram muitos mas ainda assim nos davam trabalho, eu e Inácio estávamos cercados e até mesmo Ramon estava lutando contra alguns que iam em sua direção.
–Já estou ficando cansado disso! — Diz Inácio. — Vou acabar com isso de uma só vez!
Com uma de suas garras, Inácio faz um corte em sua mão, deixando o sangue escorrer e revelar um selo em sua palma, um selo demoníaco.
– Como eu não tinha percebido antes?! — Penso.
Assim que ele encosta o selo no chão, tudo escurece e tudo o que ouvimos são os gritos dos militares, em poucos instantes, não tinha mais nada para combater.
– Normalmente usar esse poder me mataria — Diz Inácio. — Mas com a cura de um lobo que tenho agora, posso controlar perfeitamente, obrigado Derek.
Olho espantado para ele, Ramon também parece não acreditar no que viu, ele invocou demônios para combater outros demônios.
– Como?...
– O livro — Responde cortando minha fala. — Eu o estudei, conheço alguns dos rituais e selos para fazer a invocação e manter o controle sobre o demônio, isso porque eu invoquei um fraco, imagina o que se pode fazer invocando todos os 72?
– Não podemos deixar — Digo.
– Eles estão partindo! — Grita Ramon.
Nos distraímos com o show de Inácio que quase nos esquecemos dos outros, mas já era tarde, o helicóptero já estava no ar.
– O que vamos fazer agora?! — Pergunta Inácio.
– Vamos atrás deles. — Digo. — Algum de vocês sabe pilotar?
Aponto para um outro helicóptero do outro lado do heliporto, corremos para ele e logo Ramon assume a direção.
– Espero que saiba o que está fazendo — Diz Inácio.
– Eu também — Responde Ramon.
Logo estávamos no ar, viajando a quase 500km por hora, seguindo o outro helicóptero em direção ao Rio de Janeiro, e pelos dados, chegaríamos em quatro horas.
– Descansem — Diz Ramon. — Quando estivermos próximos ou se eles nos atacarem eu os acordo.
Era difícil pensar em descansar quando Stiles não estava comigo, eu não parava de pensar nele, eu não conseguia, mas também tinha algumas preocupações imediatas, estava anoitecendo e Inácio recém transformado não sabia se controlar ainda, eu tinha que ensinar a ele, era minha responsabilidade.
– Você esta se sentindo bem, Inácio?
– Sim, esse poder dentro de mim, sinto ele crescendo a cada segundo.
– Você sabe que vai precisar se controlar, não é? — Pergunto.
– Sei, por isso quero que me ensine, não quero que Caio me veja como um monstro assassino que não pode mais protege-lo.
– É com Caio que se preocupa?
– Sim. — Responde. — Ele é meu único amigo, ele nem sequer era um caçador e mesmos assim arriscou a própria vida para me salvar em São Paulo, eu devo muito a ele.
– Não se preocupe, ele vai entender, não vai te achar um monstro e ainda vai querer te proteger.
– Como tem tanta certeza? — Indaga Inácio. — Como sabe que vai ser assim?
– Por que quando amamos alguém, tudo pode ser superado, pode ser difícil no começo, mas no fim, o amor fala mais alto.
– Você fala como se soubesse exatamente o que é isso.
– É porque eu sei. — Respondo. — Você acha que foi fácil pra mim quando encontrei Stiles no Japão?
– Me disseram que você quase o matou e que por isso ele fugiu para o Japão, é verdade?
– Sim. — Respondo. — É verdade, eu quase o matei e isso dói em mim até hoje, mas veja, estamos juntos a quase um ano, o amor nos ajudou a superar, acredite em mim, será assim com você, afinal Caio o ama muito também.
– Obrigado Derek. — Diz. — Me sinto até mais aliviado.
– Vai da tudo certo Inácio. — Digo. — Vamos traze-los de volta, cada um com sua ancora, não é?
"Sua ancora",minhas palavras martelaram minha cabeça, agora a ancora de Inácio era Caio, a minha é Stiles, desconfio que Ramon e Ícaro sejam as ancoras um do outro, e Kylie, que perdeu Ethan mas Inácio é seu melhor amigo, ele tem por quem lutar, todos nós tínhamos.
As horas foram se passando e mesmo o helicóptero a nossa frente sabendo que estávamos o seguindo, eles não nos atacaram, pareciam que queriam que nós fizéssemos, que fossemos até o Rio, isso tudo me cheirava a uma grande emboscada.
Aconselho Ramon a tomar outro rumo em direção ao Rio, mesmo retrucando ele obedece, eu tinha uma ligeira idéia, Inácio concordou comigo e então o pusemos em prática.
Daríamos a volta pela praia, nada iria garantir que quando chegássemos no Rio não iriamos ser alvejados, se o exército estava envolvido, então tínhamos que ser muitos cautelosos, e eu também queria tentar enviar um sinal, nós tínhamos reforços, eles deveriam ter chego a um dia, mas por algum motivo os navios não atracaram no local que determinamos.
Faríamos um desvio de pelo menos 300 km, eu esperava que o combustível do helicóptero estivesse suficiente para isso, ou cairíamos no mar e viraríamos comida de tubarão.
Alguns quilômetros mar a dentro, consigo enviar o sinal para o reforço, em poucos minutos obtivemos a resposta, eles estavam presos a 150 km da costa, mas não por militares ou algo do tipo, eles estavam a mais de 24 H combatendo monstros marinhos que impediam o avanço da tropa, por isso o atraso.
Atravessamos pelo menos 80 km a mais da capital Carioca, pousamos em Angra dos Reis, dali, daríamos um jeito de chegar a capital sem chamar atenção.
Pelo menos era o que eu queria, mas Inácio achou que estávamos perdendo tempo e já que eles sabiam que estávamos no Rio, não tínhamos que nos esconder tanto.
Inácio rouba uma BMW Branca para nos levar ate lá, por sorte, Angra é um lugar aonde pessoas ricas vem se divertir, e isso para nós, era um grande suprimento de veículos potentes.
Durante o caminho, contamos armas e munição, tínhamos bastante mas acho que eles tinham muito mais, teríamos que ser cuidadosos e não desperdiçar.
– Preferia o meu martelo. — Retruca Ramon. — Quando eu pega-lo, matarei todos no caminho.
– Então já pode começar a se aquecer — Digo apontando para a frente. — Logo teremos companhia.
– Eles estão se aproximando — Diz Inácio. — Esse fedor, consigo sentir a quilômetros.
– Se preparem. — Digo. — Daqui pra frente, é matar ou morrer, e por Stiles, eu mato o mundo inteiro se for preciso.
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