Circulo de Fogo - E.N.D

16 Força e Presságios


Notas iniciais
YEAHHH! Recebemos outra recomendação e por isso, vou postar o segundo capitulo hoje ( ele só ia ser postado amanha ), agradeçam a Tulipa viu! WOOOOOOOW, Recebi uma advertência do Nyah ( A primeira vez, eike emoçaum), então o capitulo com o Interlúdio foi apagado, então vou ter formatar alguns capítulos para adicionar as informações nas notas iniciais, nada muito difícil. Logo disponibilizo uma nova lista com POV'S especiais para uma nova votação. Beijos no core. Por favor, tentem não me ameaçar por conta deste capitulo. Amo todos vocês!

"- Os trovoes não me deixam dormir Derek.

– Venha — Digo levantando o braço. — Eu aguento todos eles por você."

Impacto

Capítulo 2 parte I: Força

Diário de Stiles Stilinski — 19.11

A cidade é pequena, mas até que é bem aconchegante, tem muitos budistas por aqui, as montanhas são um lugar famoso entre os monges, e muitos vem treinar aqui.

Nós estamos em uma cabana, ela fica a talvez mil ou dois mil metros de altitude, é difícil respirar, mas Yuke me disse que logo eu me acostumarei com o ar rarefeito, o lugar até que não é ruim, parece uma casa normal, só que dentro de uma montanha e com poucos móveis, água e comida, não é muito diferente de quando estive na Coréia, a diferença é que agora eu tenho uma cama para dormir, no outro treino, eu dormia no chão frio.

Se bem que uma cama de pedra com lençóis de pele não sejam os mais agradáveis.

Queria pedir desculpas para você antes de tudo, talvez você sinta falta, mas foi por um bem maior... Eu roubei a sua camiseta favorita e trouxe comigo, aquela escura de mangas compridas e com o símbolo da família Hale, eu queria ter algo seu comigo, durmo com ela todas as noites, só para sentir o seu cheiro e imaginar que você está comigo ali.

Eu visitei a pequena cidade para conhecer o local, e também para te enviar a primeira carta, eu realmente espero que ela chegue logo, não vejo a hora de ter notícias suas.

A cidade é pobre, pouco habitante parece mais uma fazenda do interior, daquelas bem desconhecidas, faz muito frio, às vezes a temperatura cai para menos vinte, eu visto quase todos os casacos e mantas de pele pra poder me manter aquecido.

Se estivesse comigo, eu provavelmente não precisaria de roupa nenhuma para estar quente.

De todas as maneiras.

Não vejo a hora de te encontrar de novo... Meu amor.

19.11

–-------- X ---------

A escadaria que leva a cabana na montanha até a cidade é imensa, subir e descer isso todos os dias é realmente um saco, mas eu preciso de um tempo sozinho, rezando para Yuke não sentir minha falta tão cedo.

Os habitantes usavam roupas grossas e longas, carregavam latas com água e ramos de plantas, legumes e vegetais por todos os lados, alguns pastores cuidavam de um grupo de ovelhas e cabras, a vida aqui é tão simples.

Ando por mais algumas centenas de metros até o mosteiro da Ordem, entro e faço as devidas reverências, atravesso alguns jogos de salas até chegar ao mensageiro.

– Por favor, envie esse envelope para mim. — Peço ao mensageiro.

– Qual o destino? — Pergunta.

– É secreto. — Respondo. — A carta é para Kylie, apenas os superiores da ordem tem a localização.

– Então enviarei com destino desconhecido. — Diz.

– É para Kylie. — Repito. — Apenas mande para ele, e não pode ter essa localização também, mande como carta anônima.

O mensageiro pega a carta e põe em uma sacola com outras cartas. Entrego uma quantia de dinheiro para ele e dou meia volta.

No caminho para a cabana, passo em um pequeno comércio e compro leite e pãezinhos, era a desculpa que eu usaria par Yuke.

Já está quase anoitecendo, o céu está estranhamente escuro, ouço o som de trovões ecoando entre as montanhas.

– Merda! — Gritei. — De tudo o que poderiam acontecer, tinha que ser logo trovões!

Eu tenho pavor de trovões, não sei bem o porquê, mas eles sempre me assustaram.

Apresso o passo em direção a montanha.

Começa a chover, muito forte e muito frio, ainda faltam alguns lances de escada para chegar a casa, o vento forte me obriga a usar minhas espadas pequenas como apoio, a finco na parede ao meu lado, o frio fazia meus ossos doerem, mas eu tinha que suportar tudo.

Com esforço finalmente cheguei à cabana, Yuke estava do lado de fora me esperando, pega as sacolas de minha mão e joga dentro da casa, quando tento entrar ele se põe em meu caminho.

– Vamos entrar Yuke. — Grito. — A tempestade vai piorar e muito.

– Eu espero que ela piore Stiles. — Responde.

– Por que? — Indago.

Yuke se aproxima de mim, põe a mão em meu ombro e aproxima seus lábios do meu ouvido.

– A luta pela sua sobrevivência. — Sussurra Yuke. — Começa agora.

Ele rapidamente põe um dos pés em meu peito e chuta, me atira montanha a baixo.

Dois mil metros montanha abaixo.

Demorei segundos para assimilar o que estava acontecendo, Yuke queria me treinar naquela tempestade? Ele está louco! Me atirando da montanha.

Puxo as espadas e finco na neve, rasgo por alguns metros até achar algo sólido para parar a minha queda.

Olho para baixo por alguns segundos, não era possível ver nada, uma total escuridão não me permitia descobrir quantos metros eu tinha descido, olho para cima e também não vejo nada, a chuva misturada à neve tornava impossível enxergar um metro que fosse, e o frio, aquele maldito!

Raios atingiam a montanha e estrondavam tudo, eu sentia em mim a vibração causada pelo poder da natureza, eu só conseguia enxergar quando um relâmpago ilumina a os céus por alguns segundos.

– Stiles. — Ouço a voz de Yuke ecoando. — Eu sinto onde você está.

Aperto o pulso nas lâminas, meus dedos estavam escorregando dos cabos das espadas, eu não enxergava nada, então uma queda na total escuridão, era morte na certa.

Um feixe de luz vermelha se acende sobre mim, e se aproximava.

Yuke com um sinalizador na mão esquerda, e uma espada na direita, despencava montanha abaixo vindo na minha direção.

– Achei você. — Ouço sua voz novamente.

Assim, Yuke ao me alcançar, chuta minhas mãos, fazendo meu único apoio se desfazer, despencamos no escuro por alguns segundos até meu corpo atingir um montante de neve.

Caímos por quinze metros até uma saliência na montanha.

Observo Yuke em pé na minha frente, ele finca o sinalizador na montanha e joga minhas espadas para mim, saca as suas e aponta em minha direção.

– Levante-se Stiles. — Manda. — Seu treinamento começa agora.

– Você está louco Yuke! — Exclamo. — Você Está tentando me matar!

– Não pense que isso vai ser aquela moleza que tivemos no último treino Stiles. — Continua. — Isso aqui, a partir de agora, é a luta pela sua sobrevivência, todos os dias, até o amanhecer, você lutará.

– Todos os dias até o amanhecer? — Grito. — Vamos ficar aqui até o amanhecer?!

– Na verdade, você vai ficar aqui até me atacar, e quando acabar a noite, você vai subir toda a montanha, sozinho. — Diz.

– Isso é loucura! — Rebato. — Vou morrer aqui!

– É pra isso que estou te treinando Stiles. — Fala. — Para que você aprenda a sobreviver, ou pelo menos morrer tentando.

Olho fixamente para sua imagem a minha frente, a forte tempestade tornava as coisas difíceis de enxergar, a única coisa que iluminava era o sinalizador, e às vezes, os relâmpagos.

– Levante sua espada Stiles. — Manda. — Me ataque, como se quisesse me matar.

Aperto o cabo da espada em minha mão, levo a outra até minha arma que estava presa em meu sinto nas costas, saco e disparo contra Yuke, que mesmo naquela chuva cegante, desviava de todas com muita velocidade.

Levanto a espada e me ponho em sua direção, faíscas saiam de onde nossas espadas batiam, rápidas, era quase impossível para mim.

Yuke não parecia se importar muito, meus braços e abdômen já tinham vários cortes feito por suas lâminas, sentia meu sangue escorrer pelos membros, mas eu não podia parar, eu teria que passar por todos os desafios em minha mente.

Só assim eu teria a chance de ter Derek novamente em meus braços, só assim eu teria a chance de vê-lo novamente.

X

Impacto

Capítulo 2 parte II: Presságios

A ilha é pequena, não tem mais do que algumas centenas de quilômetros de mata densa, um mosteiro com um lago, e próximo, uma casa, no estilo Asiático, telhado com telhas vermelhas e curvadas, paredes de madeira escura, alguns enfeites, quadros e símbolos por vários lugares, a única diferença é uma estatua grande de uma lagartixa no centro do lago.

No caminho para a casa, contei meu sonho para Kylie, ele não me deu muitas repostas, mas me prometeu que assim que tivesse alguma certeza, me diria imediatamente.

Eu confiava nele.

Depois de comermos, o treinamento começou, e Kylie era insano, começamos com algo infantil, uma brincadeira de Pique, a única diferença, era que eu tinha que sobreviver enquanto ele me rastreava e atirava em mim.

E ele nunca errava.

As balas eram comuns, não tinham prata e nem Wolfsbane, mas isso não impedia de doer muito. Kylie se camuflava com perfeição dentro da floresta, sempre se ocultava de mim, tudo o que eu poderia fazer, era correr e me esconder.

– Como você quer me caçar, correndo igual a um cachorrinho medroso? — A Voz dele ecoava pela floresta, vindo de todas as direções.

Eu não podia saber a onde ele estava, mas poderia desviar das balas, bastava me lembrar do que Thommy me ensinou, concentração e paciência.

Fecho meus olhos e saco a espada, apuro minha audição e espero.

“Eu posso ouvir.” — Penso. “Seus dedos no gatilho.”

Assim que ele disparava, eu levava a espada e desviava a bala, com os olhos fechados e me concentrando muito.

– Isso. — Diz a voz de Kylie. — É exatamente isso que eu quero Derek, apure seus sentidos, e descubra a onde eu estou.

– Falar é muito fácil. — Grito. — Apareça na minha frente e eu te mostro o que sei.

Sem nenhum aviso, ele salta de uma árvore em minha direção, rápido, acerta um soco em meu peito, tirando todo o ar do meu corpo.

– Droga. — Digo arfando ar.

– Você não ia me mostrar o que sabia? — Diz rindo. — Não vejo nada alem de um filhotinho acuado.

Ele me ergue pelo pescoço e atira em direção ao lago, afundo alguns metros antes de nadar e submergir.

Respiro devagar e começo a transformação, garras e presas, agora eu estava pronto para o combate.

Saco minha Kurikara e avanço para Kylie, que rapidamente saca a sua, ficamos treinando com espadas por horas, e eu estava sendo realmente massacrado.

A noite já estava presente, o calor era insuportável, Kylie tinha desaparecido e eu estava exausto, com fome, sede, os insetos pareciam querer me devorar.

Horas foram se passando, eu já não mexia nenhum dedo, minhas roupas estavam completamente ensopadas de suor, minha visão já estava embaçada, eu só conseguia ouvir as coisas ao meu redor.

– Derek. — Ouço a voz de Kylie. — Acorde.

– Não posso me mexer. — Digo.

– Vamos, força. — Incentiva. — Tenho algo pra você, noticias de Stiles.

Noticias de Stiles? Sinto meu coração bater contra meus pulmões com violência.

– Stiles. — Sussurro.

Ouço os passos de Kylie em minha direção, sua imagem está embaçada em meus olhos.

Ele se aproxima devagar e despeja um pouco d'água em meu rosto, põe a garrafa em meus lábios e me deixa dá alguns goles.

– Vamos Lobo. — Diz. — Você é mais forte que isso, e sua recompensa está na cabana.

– O que é? — Sussurro.

– Uma carta Derek — Diz. — Uma carta de Stiles, mas você só vai ler se chegar a casa, então se levanta dai e vai logo.

– Stiles espera por mim. — Sussurro. — Ele espera.

– Sim Derek, ele te espera. — Concorda. — Então levanta, vai rápido, não deixe ele esperando por muito tempo.

– Não posso deixar. — Digo. — Não posso deixar ele esperar.

Devagar vou me apoiando na árvore em minhas costas, minhas pernas tremem muito, a cada passo sinto meu corpo doer, elas falhavam às vezes, mas ainda assim eu forçava minha direção a casa.

Kylie não me ajudava, ele queria que eu fosse capaz de fazer isso sozinho, ele diz palavras de apoio a cada segundo, sempre me incentivando a ir mais rápido.

Depois de algum tempo, já era possível avistar a cabana, meus passos falhavam a cada metro, mas eu sempre me levantava, por Stiles, faltava pouco, mas era impossível para mim, eu já estava a um passo de desmaiar.

Caio de joelhos ao chão.

– Stiles. — Digo baixo enquanto lágrimas começam a brotar em meus olhos.

Sinto a mão de Kylie encostar em meu ombro e me erguer, ele passa meu braço pelo seu e me dá apoio para continuar andando.

– Vamos Derek. — Diz Kylie. — Não deixe ele esperar.

A passos lentos, vamos caminhando até a cabana.

– Obrigado — Agradeço. — Obrigado Kylie.

– Não me agradeça Derek. — reponde. — Eu ainda vou pegar muito pesado com você nos treinos, mas eu jamais te forçaria além do que pode.

Mais alguns passos lentos e chegamos à cabana, em cima de uma mesa de mogno está um pequeno envelope dourado e alguns selos.

Me aproximo e sinto o cheiro dele saindo da carta.

Meu coração se enche de excitação, emoção e ansiedade.

Kylie me ajuda a sentar próximo da mesa e me entrega a carta, era a primeira noticia que eu teria de Stiles naquela semana.

Notas finais
Goxtou? O capitulo de ontem teve apenas 4 comentários... Gente, o que foi aquilo? Comentem, não deixem o samba morrer!