Circo Dos Pesadelos
1 Tortura
Notas iniciais
O garoto berrava a cada chibatada que levava em suas costas, era como se sua dor fosse infinita e sua tortura era incansável, o albino urrava de dor, pois a cada chibatada que levava pelo mestre de cerimônias seu sangue jorrava. O garoto se perguntava se Deus não tinha piedade dele, por que o fazer sofrer tanto daquele modo? E por que na arquibancada as pessoas riam dele de modo que o fizera parecer que ele merecia aquilo?
Eles não viam o quanto doía, o quanto sangrava o quanto era ruim ser renegado por sua mãe, por não ter amigos nem família? Apenas um destino cruel para um garoto de apenas cinco anos.
O garoto chorava e chorava. – Pare... Pare mestre – e outra chibatada fora dada no albino, fazendo urrar de dor.
– Hãn? Ouvi alguma coisa?– perguntou o mestre de cerimônias elevando seu braço, mas alto para que desse um impacto maior e a dor se prolongasse. – sua mãe nos deu garoto. – sussurrou o mestre de cerimônias enquanto o dava mais uma chibatada e a platéia surtavam de alegria.
É mesmo minha mãe havia me dado para ele me lembro bem. Eu havia ido a abraçar precisava de carinho, pois todos na escola me chamavam de mostro por meu rosto ter uma camada esquisita meus olhos brilhavam quando eu via mamãe, mas porque ela não me abraçava? Por que será que mamãe não me chamava de filho? Eu estava sentado no sofá quando a campainha tocou, minha mãe dirigiu-se a porta e abriu-a em seguida aparecendo diante de si um cara gordo e vestido com trajes de circo.
– Ali está. – disse minha mãe apontando para mim. – quero o meu dinheiro.
O mestre de Cerimônias procurou em seu casaco algo e logo entregou um monte de notas verdes para minha mãe, que abrira um belo sorriso dizendo ‘’obrigada’’ e em seguida o cara gordo dirigiu-se a mim.
– Você será meu brinquedo favorito. – disse ele dando um sorriso malicioso. Desde então estou aqui.
– Vejam que criatura repulsiva temos aqui, pessoal. – disse o mestre elevando suas duas mãos para o alto e fazendo a platéia enlouquecer.
Era 19h00 em ponto era hora que a minha tortura maior acabava, me senti aliviado apesar de estar totalmente emoldurado nas costas por chibatadas e sentia uma dor que era continua. A serva do mestre de cerimônia me mandou eu me levantar para que eu voltasse para a cela.
Aquele gigante leão dela me fazia estremecer não havia outra escolha senão os obedecer, me dirigi à saída e logo me vi novamente em um corredor escuro iluminado apenas por algumas tochas de fogo e vi minha cela sendo aberta.
A mulher me empurrou para dentro da mesma me fazendo cair, e em seguida colocara um pedaço de pão seco e um copo de metal amassado com um pouco de água.
– Ai está sua janta. – disse ela trancando a cela e retirando-se novamente.
Fiquei ali na cela escura escutando o mestre de cerimônias continuar com o show no circo. Olhei para o pão duro e estava com fome não havia sequer do que reclamar era melhor do que ficar com a barriga vazia. Peguei o copo de água e o tomei.
Após ter ‘’jantado’’ me deitei sobre o chão frio e rústico apenas continha um jornal para apoiar minha cabeça, me encolhi e aguardei para mais uma tortura para o amanhã.
A porta do circo está aberta cabe a você leitor adentrá-la e descobrir a mais das cruéis formas que o albino sofrera e continuará sofrendo. O albino saberá que a maior tortura não é levar varias chibatadas e sim ser esquecido e deixar de viver na luz se tornando o prisioneiro da mais terrível escuridão.
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