Cinzas de Prata

5 Capítulo 4 – Falhas


Notas iniciais
Olá pessoal! Depois de meses resolvi retomar com essa fic! Divirta-se com a leitura e deixem comentários do que achou do capítulo!

O Professor Elm ia preparando a documentação de Ashley enquanto aconselhava a garota sobre a sua jornada:

— Pois bem Ashley! Você sabe que você deve capitular um Pokémon por rota e selecionar aqueles que irão batalhar com você, os outros ficarão no meu laboratório para as minhas pesquisas. E como sua mãe tem um rancho, alguns mais novinhos podem ficar por lá também. Isso é, se ela não se incomodar.

— Tudo bem, acho que ela aceita de boa – afirma a garota.

—Não precisa ter pressa para reunir as insígnias e desafiar a liga. Tome essa jornada também como uma oportunidade de conhecer o Jotho. Desde chegou aqui nunca foi além de Cherrygrove.

Isso é verdade, Ashley queria conhecer o Jotho, mas nunca teve ânimo para viajar.

— Vou começar amanhã. Vai está tudo pronto até lá não é?

— Pode ter certeza, até amanhã Ashley.

—Até!

Ashley saia do laboratório de Elm, cuja a sala estava destruída devido aos ataques de Cinder.

— A reforma será dura – disse a garota – você tem sorte já que não terá que ficar nesses escombros.

— Ai Ashley! Ainda não consigo acreditar que finalmente iremos em uma jornada de verdade – Francisca estava muito empolgada – que amanhã chegue logo.

— Não precisa o amanhã chegar tão logo, ainda tenho um monte de coisas para arrumar, tenho que conversar com a mãe... e com a Sabrina.

— Sabrina? – indagou a Pokemon.

— É uma amiga minha de Kanto. Conversaremos pelo telefone, é lógico.

Mais tarde, Ashley falava das novidades para Dalila. As duas estavam sentadas no sofá e Francisca estava no colo de Ashley mexendo suavemente a folha em sua cabeça.

— Então... você se decidiu retomar sua carreira de treinadora... devo confessar que fiquei surpreendida dessa decisão ser tomada tão rápida. Tem certeza disso?

— Sim mãe! – a garota confirma.

— Ashley, sei que não posso te prender aqui e você pode tomar o caminho que a faz mais feliz, mas quero que me prometa uma coisa...

— Que coisa?

— Sua primeira jornada terminou daquela forma desastrosa pois você, a principio, se envolveu com uma organização criminosa! Onde já se viu Ashley! Uma criança como você agindo como justiceira, fazendo trabalho que deveria ser de policiais. Te conheço menina, é muito difícil dizer um “não” para as pessoas, mas você deve conhecer os seus limites, e de seus Pokémon que acabaram sofrendo consequências de suas atitudes imprudentes.

Ashley entende bem o que sua mãe quer dizer, aos treze anos era uma menina que tinha forte senso de justiça e muito precipitada que foi capaz de desafiar a Equipe Rocket e foi responsável pela sua demandada. Mas ela não sabia que isso traria conseqüências catastróficas no futuro. Primeiro, a experiência estarrecedora no ginásio de Veridian, depois, aquele massacre na Estrada da Vitória.

— Certo mãe, farei o que a senhora pede.

— Sabia que você iria entender – Dalila se alivia ao ouvir isso – espero que se ver algo suspeito, não tente se meter no meio, chame a polícia. Bom, espero que também, guarde uma parte do dinheiro que conseguir comigo para casos de emergência. Você lembra que Will dizia que ia comer seu fígado se ficasse sem dinheiro para as porções de seus Pokemon. E eu deixaria ele fazer isso.

— Sim, me lembro – Ashley ria sem graça – mas a maioria com gastos eram com eles, Miguel e Bernardo eram gulosos que só vendo.

— Como treinadora você que deve controlar o orçamento e as prioridades. Bom, arrume suas coisas e durma bem para amanhã.

— Certo mãezinha! – Ashley da um beijo na mãe e sobe para o seu quarto.

— E você florzinha, vai cuidar bem de minha Ashley, não vai? – Dalila conversa com Francisca.

— Lógico que cuidarei dela – a Chikorita se afirma diante da criadora.

— Mas também se cuide, por favor! Estou vendo que vocês se tornarão boas amigas, e não quero que deixe a Ashley triste se acontecer algo com você. E também é uma criaturinha tão encantadora, você deve ser feliz ao lado de minha filha.

— Pode deixar dona Dalila – Francisca se reverencia a Dalila e vai atrás de sua treinadora.

Chegando no quarto de Ashley, Francisca encontra a mesma ao telefone.

— Alô Sabrina!

—Ashley, a quanto tempo – uma doce voz feminina que Ashley sentia falta em ouvi-la – como vai e quais são as novidades.

— Vou indo... sabe... pretendo recomeçar uma jornada Pokemon.

— Sério mesmo?! – a voz do outro lado soou surpreendida e levemente preocupada – na verdade eu pressentia que você iria recomeçar, mas... você sabe que não se pode meter em certos eventos.

— Todos me falaram isso! Você tem algumas previsões em relação a minha nova jornada?

— Querida, você mesmo me dizia que não queria “spoilers” de sua vida!

—Os tempos são outros, vai que eu deva encarar um momento difícil, eu devo sabê-lo para fazer o máximo possível para evitá-lo, ou ao menos torná-lo menos difícil.

—Mas Ashley, não é assim que as previsões funcionam. Você pode querer evitar um determinado evento que saiba previamente, mas suas ações em evitá-lo podem culminar em causar o efeito oposto do desejado. Sem falar que agora evito ao máximo usar meus poderes psíquicos para me dedicar a minha carreira.

— Hum, entendo – Ashley sabe que, de acordo com Sabrina, quanto menos saber do futuro, mais improvável serão certas previsões

— Mas só sei de uma coisa Ashley...

—Diga!

— Você terá que enfrentar fantasmas do passado, e chegará ao seu objetivo final... é só o que posso dizer por enquanto...

Ashley ficou preocupada com as palavras da garota, mas sabe que já não se pode voltar atrás, acariciou a Francisca que esta alinhada ao seu lado.

— Me conta... como vai sua carreira? – a garota se desviou do assunto, querendo saber também dos sonhos de sua amiga.

Daí as duas começaram uma longa conversa descontraída. Sabrina é sua única amiga em Kanto e uma das poucas pessoas que a apoiou naqueles momentos difíceis em sua vida que ocorreram há três anos. Depois de se mudar para Jotho, as duas ainda mantinham contato por telefone ou por mensagens no computador, mas esses contatos estavam menos freqüentes por conta de Sabrina ter de conciliar entre seu cargo como líder de ginásio de Safron e sua recém iniciada carreira de atriz de teatro.

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No dia seguinte, foi um tumultuo na hora de levantar, a garota acordou atrasa e quase não conseguia arrumar suas coisas a tempo.

— Já começou bem hein mocinha, acordando tarde desse jeito! – ironizou Dalila.

— Ah mãe, estou um pouco desacostumada com os horários, mas acabei de ajeitar tudo.

— Também, ela ficou até tarde pendulada no celular – dedurou a Francisca.

— Quem mandou você me enredar – Ashley olhou torto para a Pokemon.

— Sei que a Francisquinha cuidará bem de você e me deixará a par de tudo o que você apronta.

— Pode deixar senhora – Francisca faz reverencia com a folha de sua cabeça.

— Pede para eu te treinar, mas fica de puxa-saco da mãe... eu mereço... – resmunga a treinadora.

Depois de se despedir de sua mãe, Ashley passa no laboratório de Elm para pegar a documentação necessária e algumas pokebolas.

— Bem Ashley, agora você é oficialmente uma treinadora, boa sorte em sua jornada.

— Obrigada professor! – a garota se despede dele também.

Nisso Ashley e Francisca se dirigem a rota 29, mas logo são chamada por um garoto correndo atrás delas.

— Ashley me espera... soube que se tornou uma treinadora não é? – era o Ethan.

— Sim...

— Quer que eu te ensine a como capturar um Pokemon?

— Não se incomode eu já...

— Não é incomodo nenhum – Ethan corta a fala da garota, querendo ser prestativo – vamos Mari-Mari mostrar a ela como se faz.

Com muito empenho, o garoto e sua Marill mostravam a tarefa de capturar um Pokemon, mas não tinha nenhuma atenção por parte da Ashley que nesse tempo capturou uma Pidgey.

— Meu filho, esqueceu de Ashley foi treinadora? – recrutou a Chikorita.

— Desculpe, deveria ter me lembrado dessa – o garoto ficou constrangido – mas e ai qual nome que vai colocar nela?

— Yuna, eu acho...

— Piu... piu... — a pequena Pokemon piava constantemente. Percebe se que era um bebê.

— Vai treiná-la?

— Não... muito novinha! Vou deixar essa para minha mãe.

Logo, os dois voltam para New Bark. Vector também puxava um papo com Francisca.

— Finalmente menina! Arrumou uma treinadora – o crocodilo estava animado pela sua colega.

— Pois é... hi hi...

— Soube que aconteceu com o Cyndaquill...

— Pois é... tenho medo que ele seja maltratado por aquele moleque ruim.

— Mas acho que Elm pode dar um jeito nisso.

— Duvido, do jeito que é mole o professor...- no fundo, Francisca sabia que apesar de Elm ser uma boa pessoa, ela sabe que ele não tem ação para certas coisas.

— Pior que acho que meu treinador será do mesmo jeito, ele não ambição de desafiar a liga, ele quer mais é completar a dex! Sorte sua que parece que sua treinadora é mais durona.

— Ela é bem experiente, mas ainda sinto insegurança nela, deve ser porque ainda carrega um arrependimento grande... – Francisca queria que Ashley recuperasse a sua segurança e determinação, e iria ajudá-la nisso.

— Mas pelo menos vou ficar ao lado de Mari-Mari... ela é tão fofa... – o pequeno réptil fica corado, revelando principal motivo de ficar com Ethan.

Enquanto os Pokemon conversavam, Ashley entregava a Yuna para sua mãe.

— Eita minha filha, mal começou a jornada e trouxe mais uma boca para alimentar.

—Mas mãe, a senhora concordou que iria ficar com alguns Pokemon meus, e até vou te dar dinheiro para isso. E ela é tão pequenininha...

Dalila logo se encantou com a pequena Pidgey e acolheu ela em suas mãos – como posso deixa uma coisinha dessas desamparada – a criadora já se comprometeu em cuidar dela – você sabe, minha filha, nada de capturar Pokemon indiscriminadamente e escolha bem o seu time.

— Certo mãe, até mais – se despedia mais uma vez de Dalila.

Logo, as duas se dirigiam em Cherrygrove para fazer as compras necessárias e finalmente iriam começar a aventura.

Na rota 30, treinadores já começaram a desafiá-las. Mas Francisca conseguia vencer seus combates sem maiores dificuldades. Depois de um dia cheio, Francisca e Ashley passaram a noite no Centro Pokemon.

No dia seguinte retornaram a rota 30 e resolveram entrar mais a fundo na grama alta.

—Ei, será que já podemos ter um outro companheiro? – indagava a Francisca.

— Talvez sim, mas... espere... – Ashley avistou a grama se remexendo. Dela saiu um Weedle.

—Francisca, dá para realizar uma investida de leve nesse ai? – pedia a treinadora.

— Pode deixar! – a Pokemon prontamente desferiu o ataque no inseto, que ficou atordoado. Ashley arremessou a Pokebola e o Weedle foi facilmente capturado.

— Olá parceiro! Vamos nos apresentar? – nisso ela soltou o Pokemon – você tem nome?

— Er oi... prazer em te conhecer... – o inseto parecia um pouco relutante, era uma fêmea – pode me chamar do que quiser...

— Honet, pode ser? – a treinadora mantinha um sorriso gentil.

— Sim! – a inseto estava mais animada.

— Bem-vinda Honet! – Francisca a cumprimentava – Ashley ela será nossa companheira?

— Pode ser! Eu nunca treinei um da linha evolutiva de Beedrill antes. Mas só se ela quiser.

— Por mim tudo bem – Honet já se enturma com elas – você vai cuidar bem de mim, não vai?

— Pode deixar que Ashley é uma treinadora bem experiente! – fala Francisca para passar segurança para a Weedle.

Depois disso Ashley se dirigiu ao Centro Pokemon para examinarem sua nova companheira. Ela resolveu passar os próximos dias para treinar Francisca e Honet nas rotas mais próximas de New Bark e Cherrygrove para que elas não corressem risco em batalhas futuras.

Cinco dias se passaram. Honet sentia que poderia evoluir para Kakuna a qualquer momento. Ashley resolveu se aventurar na rota 46. Honet estava bem contra Ratattas daquele local. Mas elas não suspeitavam que havia um Pidgey que as vigiavam a algum tempo.

Foi tudo muito rápido, depois um vôo rasante passando por Ashley, Honet simplesmente sumiu diante de seus olhos. Instintivamente, a garota começou a perseguir o Pidgey que pegara a Honet, mas de repente o pássaro caiu sem vida na frente da garota. Era o efeito do veneno de Honet.

Ashley começou a procurar por Honet pelos arredores, mas essa busca não durou muito, pois tudo que ela pode achar eram dois segmentos finais de um corpo de um Weedle...

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Honet

Espécie: Weedle

Sexo: Fêmea

Local de captura: Rota 30

Level de captura: 3

Natureza: Valente (Brave)

Morta por um Pidgey na Rota 46

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Notas finais
Fim do capítulo! Esse final é meio que uma lembrança que essa história terá uma carga de drama e tragédia! Espero que tenham gostado, grata pela leitura!