Cinzas de Prata

3 Capítulo 2 – Nome


Notas iniciais
Bem, mais uma vez agradeço a todos que leram o capítulo anterior. E agradeço ao Ittalo e ao Charizard pelos comentários! Ai vai mais um capítulo. Boa leitura!

Depois de arrumar tudo o que for necessário em sua mochila, Ashley deixa sua mãe a par de sua tarefa e se despede dela.

—Talvez eu volte só amanhã!

—Certo querida! Só não durma ao relento, vê se arranja um lugar para dormir em Cherrygrove! E aproveite para comprar uns sapatos novos. Andar por ai de sandália não dá não é? – Dalila vai dando suas recomendações à filha – e quem é essa criaturinha simpática? – se referindo a Chikorita.

—Vou acompanhá-la – respondeu a pequena – e quem sabe ser sua nova inicial.

Ouvido isso Dalila suspirou. Por um lado gostaria que sua filha revivesse seus sonhos novamente. Ela era uma garota extrovertida e muito cuidadosa com seus Pokemon, mas aquela tragédia mudou tudo. E Dalila não queria que Ashley se expusesse aos perigos novamente.

—Bem, então minha filha se cuide!

—Até amanhã mãe! – a garota se despede da mãe.

As duas começavam a atravessar a rota 29. Os Pokémon dessa rota não pareciam perigosos, mas de vez enquanto tentavam afugentar as duas de seu território. A Chikorita fazia de tudo para espantá-los, mas está tendo um pouquinho de dificuldade com os insetos e voadores.

—Ai meu Arceus do céu... desse jeito chegaremos nunca! – Ashley resmunga.

—Tá reclamando do quê? Estou te ajudando a passar pelos selvagens – afirma Chikorita bufando.

—Um Pokémon vegetal contra esses voadores e insetos... grande ajuda! – ironizou a garota.

— Ora, nada como uma boa investida que não se resolva – a Pokémon de planta não se deixa abalar!

Aos trancos e barrancos as duas chegam em Cherrygrove a tardinha. Estavam bem cansadas da jornada.

—Agora eu preciso ir ao Centro Pokémon! – a Chikorita sugeria a garota – e você deve comprar para mim algumas porções e eu estou com fome.

— Esta ensinando padre a rezar? Já fui treinadora, já tive oito insígnias e cuido de uma renca de filhotes no rancho! Lógico que sei o que devo fazer – Ashley retrucou. “Essa bichinha acha que pode me ensinar”

— Então não é problema nenhum você continuar, não é?

Ashley se manteve calada, não quer falar sobre isso. Pegou a Chikorita e foi para o centro Pokémon.

Depois de um tratamento rápido as duas foram ao mercado comprar comida e tênis novos para Ashley. Foram para uma pequena praia que ficava perto daí e decidiram fazer um piquenique ai mesmo, vendo o pôr do sol.

— Ei, você não tem nome? – Ashley indaga a Chikorita.

— Bem... minha mãe só me chamava de Chiko mesmo, mas ela disse que quando eu tivesse um treinador que ele escolheria meu nome. E que tal você dar um nome para mim? – a Pokemon pedia para Ashley.

— Nem vem, eu não serei sua treinadora.

—Mas se for para me dar um nome qual seria? – insiste a Chikorita.

—Bichinha teimosa! Você mesmo disse que seu treinador é que te daria o nome? – a garota não queria dar o braço a torcer.

— Por favor, só quero saber qual nome você daria se fosse ficar comigo – a pequena implorava.

Por conta da insistência dela Ashley resolve ceder:

— Esta bem, esta bem, vejamos... hum... Chikorita... Chiko... – ela pensava num nome que cairia bem em um Chikorita – Chico... Francisco... você é fêmea não é?

— Não me diga que depois desses meses só agora que você dá conta? – a Pokemon ficou perplexa.

— Mas é lógico que você não tem jeito de macho – Ashley só queria confirmar o que lhe parecia obvio – mas se fosse para te dar um nome seria Francisca, que tal?

— Eu não sei, me parece uma variação feminina de um nome masculino muito comum. E bem tosquinho para falar a verdade – a pequena relutava em ter um nome desses.

— Pelo que eu sei, esse nome tem algo sagrado. Em certos lugares, as pessoas colocam nomes de seus filhos de Francisco para abençoá-los e evitar que morram de doenças nos primeiros meses de vida. Não sei se isso é verdade, é tipo uma crença.

—Então você daria esse nome para me protegem é isso? – Francisca ficou feliz pela informação.

— Sei lá, mas reze para que eu não seja sua treinadora, senão vai ter que aturar esse nome tosco pelo resto da vida – mas uma vez a garota tenta se desvincular da Pokemon.

Mas ela mal percebe que ela já esta se encantando por aquela pequena Chikorita.

As duas andaram pela praia até o cair da noite. Mas algo chamou a atenção das duas: apareceram pontos luminosos vermelhos pelo mar.

— Que lindo! – Francisca estava encantada – o que são esses brilhos?

— São Staryus! Eles ficam enviando esses sinais luminosos até o espaço para se comunicarem com algo!

— E eles se comunicam com o que?

— Não sei, nem mesmo Garnet sabia exatamente com o quê se comunicavam...

— Quem é Garnet?

Ela acabou mencionando seu falecido amigo, a garota se lembrava com nostalgia e melancolia daquele Starmie. Uma lágrima escorreu de seus olhos. Francisca percebeu que aquilo a deixava triste.

— Que foi? Era um de seus amigos que se foram?

—Tá ficando tarde, vamos entrar? – Ashley queria sai daí e mudar de assunto. Enquanto andavam de volta para o centro Pokémon, a garota ainda pensava sobre Garnet “ Será que você ainda se comunica com as estrelas do espaço?”

Ashley dormiu sentada em um banco do centro Pokémon. No dia seguinte ela acordou bem cedo, cheia de dores no corpo “realmente estou desacostumada a dormir fora”. Foi ai que percebeu que Francisca estava em seu colo. “Não tem jeito essa Chikorita”. Ela queria tirá-la de seu colo, mas ficou encantada pelo seu jeitinho adormecido. Mas ela, aos poucos abriu seus olhos cor de mel.

— Bom dia Ashley!

—Quem mandou dormir ai?

—Suas pernas são muito duras, parecem dois cambitos.

—Então saia daí, temos logo que pegar o ovo que estar em poder do Professor Ivosk.

Então as duas se dirigiram a rota 30 e chegaram na casa do Professor.

— Professor Ivosk! – Ashley batia na porta e rapidamente foi atendida por um senhor de idade com um terno marrom.

— Você deve se Ashley não é? O professor Elm falou de você. Eu sou o Professor Ivosk – o senhor se apresentava – entre, por favor!

Ashley entrou na casa e viu que na sala estava uma figura bem conhecida.

—Professor Samuel Carvalho! – ela não acreditava em quem estava vendo. Professor Carvalho, aquele que lhe entregou a pokeagenda, o seu primeiro Pokémon e a orientava em sua jornada como treinadora.

— Tem chá e biscoitos na mesa sintam se a vontade – Ivosk queria que Ashley conversasse com o Professor Carvalho.

— Como vai Ashley? Há quanto tempo! – Samuel começava a conversa estendendo a mão para cumprimentar a garota.

— Realmente há um bom tempo... – ela o cumprimentava relutante.

— Bom, por onde começar... vejo que está bem, na medida do possível, mas pelo visto ainda não superou aquilo não é?

Ela confirmou balançando a cabeça, sem dizer nada.

— Como eu imaginava, mas eu estou aqui para te ver e entregar uma coisa – o professor tirava algo da bolsa.

— Minha pokeagenda! – Ashley reconheceu o aparelho, espantada – Por que o senhor está me entregando isso?

— Fiz várias melhorias nela. Atualizei os dados dos Pokémon e fiz várias melhorias que facilitaram nas pesquisas durante a jornada.

— Sim, mas eu desistir de ser treinadora, minha licença foi revogada!

— Pois eu acho que é o momento de recomeçar. Você tinha um futuro promissor. Suas habilidades estavam acima até mesmo as do meu neto. Você era forte candidata a derrotar o Red, que foi campeão por anos.

— Sim, eu estava justamente me preparando para enfrentá-lo, mas durante o treinamento o Mewtwo apareceu e... o resto o senhor já sabe.

— Creio que nós não sabemos de tudo. Desde daquele incidente com o Mewtwo, não se teve mais notícias de Red.

O professor estava certo. Ela viu que alguém foi enfrentar o Mewtwo só que na hora não viu quem era, pois depois daquilo, acordou em um hospital. Soube depois que fora o Red e seus Pokémon que enfrentaram o poderoso lendário. Porém desde então ele e seus Pokémon estavam desaparecidos.

— Ele não deveria ter aparecido! – murmurou a garota – deveria ter deixado o Mewtwo acabar com o serviço...

— Não diga uma coisa dessas! –repreendeu o professor – isso seria uma ofensa ao Red e também a Garnet e os outros se você continuasse com esses pensamentos.

Ashley abaixou a cabeça. Não só deixou que seus companheiros morressem, mas também um treinador que ela admirava e almejava enfrentar também teve sua carreira abreviada por causa dela.

— E se eu lhe disser que há rumores de que ele esteja vivo?! – revela o professor.

— Como é que é?! – indaga a treinadora.

— Há rumores que ele esteja na montanha Silver, que nem é muito longe de sua casa.

— E por que ele estaria lá? – esta custando muito à Ashley processar a informação.

— Não se sabe, e fica muito difícil investigar. Por muitos anos a montanha Silver é um local perigosíssimo. Muitos treinadores e Pokémon morrem todos os anos lá e quase ninguém sabe a causa da morte. Para se ter uma ideia, atualmente apenas treinadores com as 16 insígnias, as de Kanto e as de Jotho é que são permitidos a se aventurarem por esse lugar.

— Então não há como chegar lá. – Ashley queria mais informações sobre o paradeiro de Red – queria encontrá-lo para entender o por quê dele ter a salvado.

— Não é tarefa fácil! Eu acho que o mínimo que você podia fazer pelo Red é voltar a fazer sua jornada para que um dia fosse capaz de entrar em contato com ele.

Ashley estava ansiosa para saber o que aconteceu com o Red. E bem no fundo de seu coração queria resgatar aqueles dias que estavam com seus companheiros, que estavam com elas nos momentos felizes e difíceis. Mas havia um grande medo em seu coração. De que vidas que estejam sobre sua responsabilidade sejam destruídas por conta de suas falhas. Ela perdera dois Pokémon durante a sua jornada, antes do incidente. Não queria que inocentes criaturas pagassem pelas suas falhas.

— Eu... preciso pensar nisso com calma...

— Mas também não quero obrigar você, mas ao invés de ficar se remoendo em culpa, seria bom reunir forças para recomeçar sua vida. Vou deixar a pokeagenda com você por enquanto. E lembre-se que sua licença foi revogada, mas pode pedir uma nova para o Professor Elm. Mas você terá que recomeçar do zero, pois todas as insígnias que você tinha haviam sido recolhidas por conta de sua abdicação de ser treinadora.

— Então é possível que Ashley volte a ser treinadora? – Francisca ouviu a conversa. Ficou estarrecida com a história de Ashley.

— Ainda não sei se quero voltar a ser treinadora!

Nisso, Ivosk aparece trazendo o ovo que Ashley almeja – por favor, leve isso com cuidado – ele entrega o ovo para treinadora.

—Bom Ashley, eu tenho que ir embora. Peço que pense muito bem no assunto! – o professor se despede da garota

— Pois até mais professor Carvalho! Foi bom eu rever o senhor! – Ashley também se despede e começa a fazer o seu caminho de volta.

Durante a caminhada, Francisca começou a questionar:

— Você tem medo de ver seus companheiros morrerem é isso? Como aconteceu com aqueles que foram mortos por Mewtwo.

— E você, não tem medo do que pode te acontecer? – indaga a garota – pois sei que nós treinadores, a princípio tomamos cuidado com os Pokémon durante as batalhas, porém ainda existem risco. E as vezes vidas são perdidas por descuido de treinadores.

— Sei que isso pode ser perigoso mas... eu também tenho sonho sabe? Quero andar por outros lugares, experimentar cheiros e sons diferentes, conhecer outros Pokémon e ser amigos. Ou quem sabe... – a face de Francisca se cora — arrumar um macho bonito para namorar! Hi hi hi!

Ashley entende que a vontade de batalhar e viajar pelos cantos faz parte dos instintos dos Pokémon e com Francisca não é diferente.

— Bem... de qualquer jeito, temos que retornar para casa com esse ovo.

As duas então fazem seu caminho de volta. Ashley carrega o ovo nas costa em sua mochila. De repente, alguém que corria muito apressado tomba nela.

— AARGHHH ! – Grita a garota – ei, cuidado por onde anda! Não esta vendo que eu estou com um ovo de Pokémon.

— E DAÍ – gritou o rapaz que se esbarrou nela – SAIA DO MEU CAMINHO.

— Mais respeito, por favor! – recrutou a garota.

— Se vai ficar em meu caminho, vou ter que acabar com você! – nisso ele sacou uma pokebola e saiu um Cyndaquill dela.

— Não... não pode ser... – Francisca ficou estarrecida ao ver o Pokémon do garoto – não pode ser você Cynda...

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Francisca

Espécie: Chikorita

Lv 5

Fêmea

Encontrada em New Bark

Natureza atrevida (Sassy)

Meia teimosa

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GLOSSÁRIO

Investida — Tackle

Notas finais
Oi, o que acharam do capítulo! Sei que dessa vez foi muito diálogo, mas creio que o próximo terá mais ação! Coloque tipo um glossário para os nomes que vou utilizar nos golpes do Pokémon. Mas faz eras que não assisto o anime, quanto mais dublado. Então, ou vou usar traduções literais o que eu for achado mais adequadas. Nisso, posso aceitar sugestões. E talvez haja movimentos que seja melhor não traduzir. Valeu! E até mais!