Cinzas de Prata
7 Capítulo 6 – A torre do recomeço
Notas iniciais
Depois de capturar Rochelle, a Geodude, Ashley foi em busca do que restou de Honet para lhe dar um enterro digno. Como só sobrou uma pequena parte dela, não poderá ser sepultada na cidade de Lavander. Ashley deseja muito que nunca precise utilizar os serviços funerários para Pokémon novamente.
Ela voltou para Cherrygrove para tratar o ferimento que foi apenas um corte não muito profundo. Mas, enquanto não se recuperava completamente, ela se limitava a treinar próximo de sua casa. Durante esses dias, o ovo que tinha pegado de Ivosk finalmente eclodiu. Nasceu um Togepi macho no qual foi nomeado de Ivo. E ele ficou sobre os cuidados de Dalila.
Passou-se uma semana e Ashley retornou a Cherrygrove. Resolveu passar um tempo naquela pequena praia onde “batizou” a Francisca. A Chikorita corria alegremente nas águas enquanto que Rochelle ficava ao lado da treinadora que lia com certa atenção um planfeto.
— Rochelle, vem brincar aqui também! – chamava Francisca.
— Tá doida menina!! Você sabe que não me dou bem com a água, quanto mais salgada! – Rochelle negava o convite de Francisca.
— Sabia que a noite aparece Staryus?
— Mais um motivo para não me aproximar! – Rochelle estava imaginando o quanto perigosa essa praia – a propósito, o que está vendo ai Ashley.
— Parece que hoje a noite vai haver um festival em Violet, uma cidade próxima daqui – respondeu a garota.
— UMA FESTA!! – Francisca ficou empolgada e correu em direção da treinadora – e é próxima daqui? Vai ter comida e música?
— Er sim! Talvez eu vá para Violet para dar uma olhada...
— Talvez não! Quero ir pra lá! Tô cansada de ficar só de New Bark para Cherygrove! Desde o início da jornada que nós ainda não chegamos a um lugar novo – Francisca tava começando a ficar entediada pela rotina que Ashley seguia – seu joelho já sarou não é?
— Pelo visto não dá para negar nada a você – suspirou Ashley – tudo bem, vamos para Violet, vamos ao centro Pokémon para nos prepararmos para ir para lá.
Francisca deu um pulo de alegria e as três se dirigiram ao centro, para depois seguirem viagem para Violet. Chegaram à cidade de tardezinha. Lá Ashley alugou um kimono verde com estampas de flor de cerejeira e arranjou enfeites para suas duas Pokémon, cada uma ficou com uma faixa com uma flor na cabeça.
O festival ocorre próximo a Torre do Broto e é promovido pelos monges de lá. A noite começa as batucadas dos tambores. As barracas estavam em atividade, oferecendo diversos jogos, comidas típicas e lembranças. A garota estava gostando do ambiente, mas suas Pokémon é que estavam encantadas, nunca presenciaram algo semelhante.
— Que cheiro bom – suspirava Francisca – queria experimentar daqueles bolinhos.
Ashley se dirigiu a barraca de mochi. Mas o lugar estava ficando meio lotado e ela começava a ter dificuldade de se locomover. Acabou se esbarrando em um senhor e acabou derrubando o mochi.
— Meu Mochi... – Francisca ficou bem aborrecida por perder seu lanche.
— Perdão por isso! Posso te pagar outro – ofereceu o estranho. Era um homem com um quimono azul marinho. Ele era magro e tem cabelos prateados. Ashley percebeu que ele estava usando um distintivo e isso a deixou meio preocupada.
— Ah mocinha, estou cuidando da segurança daqui – acalmava o homem – vejo que é nova por aqui.
— Moro em New Bark, mas é a primeira vez que venho nessa cidade – respondeu a garota.
— Você começou a jornada agora?
— Não está perguntando demais para um estranho? – Ashley fica incomodada com as indagações de um homem que acabou de conhecer.
— He he! Tem razão de ficar desconfiada! Bom, meu nome é Walker. Sou policial e líder de ginásio dessa cidade! – O homem se apresentava – ou melhor, ex-líder, pois serei promovido e não poderei mais me dedicar ao ginásio. Você é Ashley, não é? Filha do saudoso campeão Rusty.
— Como... sabe sobre mim? — Ashley ficou surpreendida por ser reconhecida facilmente por um estranho.
— Bem, já fui amigo de seu pai e ele falou de você na última vez que nos vimos. E você é até que famosinha! Tinha um grande potencial na época! Mas teve uma tragédia que abreviou tudo isso não é? Não precisa falar sobre isso. Mas vou lhe perguntar, sabe o por quê desse festival?
— Não!
— Pois é o começo de primavera, época de nós semear as sementes. Desde os tempos antigos os monges rezavam para que as plantações cresçam e que resulte em boas colheitas. A Torre do Broto também é conhecida como a Torre Bellsprout, uma alusão ao Pokémon broto, que é pequeno e frágil, mas se bem cuidado, um dia se tornará em um poderoso Pokémon vegetal.
— É tipo para celebrar o começo de um ciclo? – Ashley começa a entender a idéia por de trás da torre.
— Isso mesmo! – continuava Walker – bom, meu filho acabou de assumir o ginásio daqui. Ele ainda é inexperiente com isso, praticamente um broto. Mas sei que sua paixão por Pokémon, especialmente por voadores, o fará voar longe e se tornará um grande líder. É isso que estou celebrando hoje. Você também está recomeçando sua carreira não é? Se trabalhar duro irá recuperar seu poder de outrora. Por que não aproveita para enfrentar o meu filho?
— Agradeço o convite, talvez eu faça isso... – Ashley não sabe se tem confidência para enfrentar um líder de ginásio.
— Aceite um presente de boas-vindas a nova jornada! – Walker entrega um disquete para Ashley – é um HM que ensina um Pokémon a quebrar rochas que podem dificultar o caminho. Será efetiva a partir do momento que conseguir a insígnia de Zephyr.
— Obrigada! – a garota ficou agradecida pelo HM, que pode ser útil a ela.
— Mas lembre-se, cuidado para não se envolver com organizações criminosas. Soube que você esteve envolvida com os Rocket, não é?
Ashley moveu a cabeça afirmando.
— Por favor, deixe essas coisas para nós, da polícia. Não se envolva com nada suspeito. Qualquer coisa me ligue ou se dirija a delegacia de Violet! Vou te dar o meu telefone.
— Ok, deixo essas coisas com a polícia agora. Mas, pelo que houve com Giovanne, a Equipe Rocket já era não é?
— Er... sim... talvez... – Walker ficou meio relutante.
— Talvez como? – Ashley notou indecisão na fala do policial.
— Ashley, infelizmente o Giovanne não é a única pessoa que é movida por fins egoístas. Podem existir mais pessoas como ele e que podem construir organizações similares a dos Rockets. Bom Ashley, foi bom te conhecer, mas apesar de tudo, estou a trabalho e devo continuar a ronda. Se me der licença – Walker se despede da garota e entrega o dinheiro do mochi.
— Foi bom conhecer o senhor também e obrigada! – Ashley se inclina em referência ao policial.
— Divirta-se no festival.
Prosseguindo com sua andança pelo festival, Ashley se aproxima da Torre, uma construção de madeira com um grande pêndulo balançado, fazendo alusão à dança de Bellsprout. Ao pé da torre, observa-se vários Bellsprout dançando em fila, rebolando seus corpos delgados. Era uma visão encantadora.
Admirada pela dança dessas pequenas criaturas, Francisca começa a dançar em um ritmo próxima a delas. Ashley ri pela performance da Chikorita.
Mas de repente, ouve-se um estrondo na torre e, em seguida fumaça saia da torre. Assustados, os Bellsprout interromperam a dança e ficaram ansiosos pelo o que acontecia lá dentro. Da torre Francisca sentiu um cheiro familiar.
— Cinder...
A Chikorita, sem pensar correu em direção a torre!
—Francisca! Volte aqui! – ordena Ashley e foi correndo atrás dela.
Na torre se vê várias marcas de queimadura. No chão se vê vários Bellsprout caídos, alguns monges estavam regatando as criaturinhas.
—Que maldade! Não só está depredando um lugar sagrado como também está atacando indiscriminadamente os Pokémon indefesos – lamentava um dos monges.
Ashley alcançou Francisca e tentou tirá-la do lugar:
— Francisca, temos que evitar encrencas, vamos sair daqui!
— Mas Ashley, Cinder está aqui!
— Mas prometemos a todos que não vamos enfrentar os caras maus sozinhas, vamos chamar o senhor Walker! É ele que tem que lidar com essa situação.
Mas de repente, um vulto passa rapidamente em frente a elas. Ashley se assustou e Francisca se preparava para atacar. O vulto continua passando repetidamente e acabou acertando a Ashley que cai sentada. A treinadora logo achava que seria algo perigoso e ficou apavorada. Mas não esperava que a criatura que trombou com ela e que estaria mais assustada.
— Desculpa... desculpa... não queria me esbarrar na senhorita – falava um pequeno Pokémon assustado, era um Rattata — Eu estava fugindo daqui, tem um rapaz e mais uns dois Pokémon que estão atacando esse lugar sem pensar nas conseqüências.
—Tinha um Cydaquill entre eles? – pergunta Francisca.
— Acho que sim! Mas a propósito, me deixe acompanhá-la senhorita humana. Não sou bom em combates, mas creio que posso ser de utilidade ajudando a lidar com obstáculos inconvenientes no caminho – propunha o Ratatta – Creio que a permanência aqui acabou ficando insustentável.
O ratinho pediu de um jeito tão educado e ficou evidente que ele estava atrás de um lugar seguro. Ashley não teve escolha a não ser aceitá-lo.
—Tem nome?
— Alfred ao seu dispor senhorita.
Nisso Ashley pega uma Pokebola e o Rattata entra dentro dela.
Quando a treinadora já ia em direção da saída, Silvestre aparece, com respiração alta e cara fechado. Ele estava acompanhado de Cinder e de um Zubat.
— Você de novo! – esbravejava o garoto – Mas não deixarei que interfiram outra vez.
— Cinder! Viu o estrago que está causando? Esse cara só te manda a fazer coisas horríveis. Volte pro professor, por favor.
—Isso não é da sua conta! Precisamos de força! Essas plantinhas fracas só servem para aprimorar nossos ataques – falou o Pokémon de fogo com desdém.
—Cinder, Raver, desta vez essa Chikorita não terá chance contra nós! Acabe com ela de uma vez! – ordenava o ruivo.
Nisso Rochelle alcança Ashley e Francisca e se coloca diante delas.
— Epa! Não se arrisque Francisca! Já não te disse que deixe aqueles que você não tiver vantagem para eu enfrentar? – Rochelle está já com pedras na mão pronta para disparar uma ataque.
— Polícia! Sugiro que o infrator se renda logo! – se ouvia uma voz masculina se aproximando.
— Droga! Tiras! Cinder, curtina de fumaça.
Cinder encheu o local de fumaça e mais uma vez Silvestre acabou fugindo.
“Hi hi hi! Isso parece interessante!” Uma estranha voz ecoava no ar.
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As três estavam com dificuldade de respirar, mas Walker surgiu e com um Pidigeot.
— Quick, disperse essa névoa! – ordena o policial.
— Entendido! – Responde o pássaro que rapidamente dispersa toda a fumaça do local.
—Ashley, você está bem? Francamente, acabei de dizer para deixar os malfeitores com a polícia.
—Desculpe-me senhor Walker. Mas essa ai saiu correndo sem pensar. E ainda mais eu já conhecia esse garoto, ele roubou um dos Pokémon do laboratório, e agora está ai, o Cyndaquill tá é aprontando junto com ele – Ashley se justificava ao policial.
Eis que o líder dos monges aparece diante deles.
— Aquele rapaz foi embora? Francamente, queria me desafiar, mas eu recusei, pois vi intenções malignas em suas ações, não sabe lidar com as pessoas e Pokémon. Tudo que quer é poder. Como uma criança tão jovem se preocupa apenas com a força – lamenta o monge.
— Desculpe pelo inconveniente senhor, vou providenciar a captura do delinquente agora mesmo – Walker assume a responsabilidade de perseguir o ruivo e se retira do local.
— Ei mocinha, você estava tentando defender a torre? – perguntava o monge.
— Não exatamente, infelizmente já conhecia esse moleque – respondia a treinadora – mas lamento pelos danos que causou aqui.
— Essa torre é um patrimônio milenar, não acredito que exista jovem que não se importam com a destruição. Mas sinto que com você é diferente, não é. Peço que me mostre um pouco do seu poder, batalhe com o meu companheiro.
— Se o senhor quiser... – Ashley aceita o desafio.
Nisso o senhor saca uma pokebola e surge um Bellsprout diante de Ashley, que manda Francisca para a luta. A Pokémon de planta se limitava a ataques normas, mas ela não é abalada pelos ataques de cipó que Bellsprout desferia e com o tempo a Francisca saiu triunfante da batalha.
— Excelente – o monge ficou admirado – continue com essa força e gentileza que você irá se tornar uma pessoa digna perante aos Pokémon. Aceite esse presente para sua jornada! – nisso o monge lhe da um TM que consiste no movimento iluminar.
— Obrigada! – respondia a treinadora.
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Enquanto isso, Silvestre tentava fugir por traz da torre, mas Walker havia cercado o lugar com policiais e Pokémon que os serviam. Ser pego era questão de tempo. Mas uma estranha névoa começa se formar diante dele.
“ Hi hi hi! Você parece interessante garoto!” uma voz ecoava na mente do Silvestre!
— Quem está ai? – indagou o rapaz.
A névoa ficou mais densa e foi se concentrado até obter uma forma esférica. Era um Gastly.
— Vi a baderna que fez! Seu jeito impiedoso me pareceu incrível. Mas você está interessado em força não é? Só devo alertá-lo que força não é apenas em poder destrutivo.
— Como assim? – questionou o garoto.
Nisso o Gastly sumiu. Os policiais e Pokémon que estavam em volta da torre foram envolvidos por uma névoa, mas em poucos minutos, estavam todos desorientados. Não sabiam o que fazer e acabavam tropeçando. Pokémon caninos latiam para o nada. Walker ficou estarrecido pelo que aconteceu a sua unidade.
— Droga! Pokémon fantasmas aprontando! – ele resmungou.
O Gastly ressurgiu diante de Silvestre.
— Usei o raio da confusão neles, vamos aproveitar para fugir.
—Por que está me ajudando?
— Deve ser divertido ir com você. Me chame de Buster.
Nisso Silvestre foi capaz despistar os policiais e fugir de Violet.
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Alfred
Espécie: Rattata
Level: 7
Sexo: Masculino
Natureza: Modesto
Encontrado na Torre Bellsprout
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Glossário
Dispersar: Defog
Chicote de cipó: Vine Whip
Iluminar: Flash
Raio da Confusão: Confuse Ray
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