Cinzas de Prata
33 Capítulo 32 – A investida de Silvestre
Notas iniciais
Momentos atrás:
Silvestre havia chegado na cidade de Goldenrod. Ele logo observa uma estranha movimentação na Torre da Rádio. Muitos funcionários estavam correndo desesperados para fugirem de lá. Então eles realmente estão invadindo o lugar, exatamente como escutou da conversa entre James e Walker.
— Então eles começaram a agir! Se seus líderes tiverem lá, será uma boa oportunidade de acabar com eles e destruir essa maldita organização de uma vez por todas! – murmura o garoto.
Ele se aproxima do prédio. E logo, observa que mais três homens se aproximam do lugar. Era Walker que estava acompanhado pelos líderes de ginásio Morty e Chuck. Eles estavam com seus respectivos Pokémon, um Pidigeot, um Gengar e uma Medicham.
“ENTREGUEM-SE AGORA!” ordena Walker que estava usando um megafone “SENÃO NÓS VAMOS ENTRAR AÍ! E VOCÊS ESTARÃO TODOS DETIDOS!”
Não demorou muito para que os três homens invadissem o recinto, acompanhados por mais alguns policiais. Silvestre se aproxima devagar do prédio para que também pudesse invadi-lo. Esse pessoal com certeza será uma ótima distração para que os Rockets não o notassem.
Entretanto, já próximo à entrada principal da rádio, ele foi abordado por uma alta mulher. Ela tinha longos cabelos azuis presos em um rabo de cavalo. Usava um apertado macacão azul, com laterais de um tom mais escuro, e deixava boa parte das pernas à mostra. Usava uma capa preta e tinha uma gargantilha preta no qual estava fixada uma enorme joia perolada, que simula a orbe que tem no pescoço de um Dragonair. E duas Pokémon da mencionada espécie a acompanhava. São duas belas criaturas semelhantes a serpentes de cor azul, enormes olhos castanhos. Tinham algo parecido como par de asas na cabeça e um pequeno chifre no topo da cabeça.
— Essa área está fora dos limites! – disse a mulher firmemente – esse prédio foi tomado por bandidos e estamos aqui para detê-los!
— Quem é você para me dar ordens! – Silvestre não estava disposto a obedecê-la.
— Rapazinho impertinente! Sou a Clair, líder de ginásio da cidade de Blackthorn! – ela se apresenta, já demonstrando algum aborrecimento.
— Hum... já ouvi falar de você... – se recorda Silvestre – uma especialista em Pokémon dragão! Se bem que é uma versão mais fraca do que o Lance!
— O que disse, seu moleque?! – a face de Clair se contorce de raiva.
— Isso mesmo! Suas habilidades estão bem abaixo comparadas com as de Lance! Tanto que você, mesmo treinando dragões, que é um tipagem forte, não passa de uma mera líder de ginásio, enquanto que o Lance, ele já foi da Elite dos Quatros e agora é o atual Campeão da Liga Pokémon! Sem falar que ainda não evoluiu suas Dragonair?
— Meça essas palavras moleques! – Clair encara o ruivo furiosamente, enquanto as Dragonair já ficam apostas para atacar! Meu poder é semelhante com a de Lance! A qualquer momento eu posso vence-lo e tomar o seu lugar na Liga. Agora se você não sair daqui agora, vai sofrer as consequências!
— E agora já está com bravata? – Silvestre percebe que ela está disposta a um desafio – bem, vou te mostrar a sua inferioridade! Só podia ser mulher mesmo!
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Momentos depois, Silvestre estava com a cabeça mergulhada em uma lata de lixo. Ao lado da lata, estavam cinco de seus Pokémon, Cinder, Buster, Raver, Spark e a Sneasel. Todos debilitados devido à surra que tinham levado das Dragonair de Clair.
— Frost, sua incompetente! – Silvestre esbravejava para sua Sneasel – você é uma Pokémon de gelo, porra! Não pôde lidar com aquelas lombrigas azuis?!
— Não tenho culpa que uma delas disparou uma Rajada de Fogo! – justificou a doninha – essas dragoas são mais fortes do que imaginamos!
— Deixe de desculpas sua fracote! – o ruivo não aceitava as desculpas de sua Pokémon – porque tive que contar com uma fêmea?
— Deixe de gritar com seus Pokémon e cuide deles – escutava-se uma delicada voz feminina. Era de uma mulher com um vestido rosa e um avental branco. Seus cabelos rosa-choque eram presos em tranças.
— Quem é você pra dizer em como lidar com os meus Pokémon?
— Sou uma das enfermeiras responsável pelo Centro Pokémon de Goldenrod! – respondeu a mulher – como seus Pokémon sofreram um dano desses? Não sei se sabe, mas batalhas Pokémon estão suspensas aqui em Goldenrod enquanto durar a crise provocada pelos Rockets.
— Eu estou aqui pra detê-los! – Silvestre responde firmemente.
— Deixe isso com as autoridades e com os líderes! – aconselha a enfermeira – vou prestar um tratamento rápido e paliativo aos seus Pokémon! – ela libera sua Blissey – use seu Raio da Cura em seus Pokémon!
A Pokémon redonda e rosada emite feixes de luz colorida que vão dando vitalidade aos Pokémon de Silvestre. Logo eles se sentem melhores.
— Isso é tudo que posso fazer por enquanto! – disse a enfermeira – sugiro que procure um lugar para se esconder! Tenho muito trabalho pela frente, por isso, pode ser que não tenha a mesma sorte na próxima vez!
Assim ela finalmente deixa o Silvestre.
— Vixe! E não é que esses raios coloridos me fizeram um bem danado! – disse Raver, que sentiu as dores de seu corpo desaparecerem!
“Mas é como a moça disse! É só um tratamento paliativo!” aponta Spark “Não estamos completamente recuperados dos danos!”
Apesar de aborrecido com os sermões da enfermeira. Silvestre percebe que vai precisar de mantimentos para que seus Pokémon não sejam abatidos tão facilmente. Então ele muda de rota e se dirige à Loja de Departamentos.
Chegando lá, ele repara que algumas pessoas estão deixando o recinto. Elas parecem desesperadas. Alguns comentários são escutados:
— Arceus! Parece que estão mantendo alguns reféns no subsolo!
— Teve uma garota que sumiu com uma das vendedoras!
— Ainda bem que saímos daqui a tempo! Espero que Whitney resolva as coisas no subsolo!
Então haviam Rockets no subsolo da Loja também. Sem perder tempo, Silvestre se adentrou no estabelecimento. Ele foi até o andar de mantimentos. Ele se aproveita do tumultuo provocado pelo desespero dos clientes que estavam fugindo para pegar alguns mantimentos de forma “gratuita”. Quando ficou bem abastecido, ele desce as escadas para ter acesso ao subsolo.
Ele vai avançando por entre os produtos estocados. Então ele escuta uma confusão provinda de uma perseguição à uma refém que estava tentando fugir. Pelo visto, as coisas estão agitadas até mesmo no subsolo. Ele continua prosseguindo, em direção contrária dos ruídos da perseguição. Porém ele é abordado repentinamente por três agentes Rockets, dois homens e uma mulher.
— O que temos aqui! – um dos capangas o encara – um lugar como esse não é apropriado para um moleque como você!
— Estou aqui para destruir sua organização estúpida! – responde o garoto – pelo visto vou começar com vocês! – Ele libera Buster e Cinder para o combate.
— Ah ah ah! Não me faça rir garoto! – gargalha a Rocket – vamos nos divertir um pouco contigo e com seus pobres Pokémon.
Cada um libera seu Pokémon. A moça libera uma Mawile, enquanto os homens liberam um Muk e um Golbat.
— Use Mordida no Haunter! – o capanga comanda ao seu Golbat. O morcego morde o corpo gasoso do fantasma, desferindo o movimento noturno que inflige dano considerável no mesmo.
— Cinder! Torre essa coisa feia com boca na cabeça! – ordena Silvestre. O Typhlosion acende o fogo de suas costas e dá uma cambalhota para que possa deferir o Fogo Giratório contra a Mawile. O ataque de fogo deixa a Pokémon metálica debilitada.
— Isso equilibra as coisas! – Silvestre sorri maliciosamente.
— Não fique comemorando o moleque! – o segundo capanga comanda o seu Muk a injetar uma substância tóxica em Cinder. O Typhlosion sente o veneno circulando o seu corpo. Era o movimento Toxina.
— Saco! – resmunga o ígneo.
— Tome essa então! – por outro lado, Buster emite uma onda luminosa que deixa o Golbat atordoado. Era o Raio da confusão.
— Maldição! – gritava o primeiro capanga. Ele recolhe o morcego e coloca em seu lugar um Raticate. A garota também coloca um novo Pokémon, uma Mightyena.
— Não é justo! – protesta o Silvestre – são três contra um! – ele percebe que enfrentar os três de uma vez sozinho pode ser bem problemático para o seu time.
— Querido! Você nos considera como “bandidos”, não é? – zomba a garota – você acha que iriamos jogar justo contra você?
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Whitney e Ashley estavam observando a batalha. Esta estava bem apreensiva pois viu que Silvestre estava em clara desvantagem contra três Rockets.
— Ashley, você conhece esse garoto, não é? – pergunta Whitney, que percebe a preocupação da treinadora.
— Conheço sim! É um moleque que vez ou outra, vem nos atormentando durante a nossa jornada! – responde Ashley – agora por que ele veio aqui justo agora?
— Te atormentando? Sei... – Whitney faz uma cara maliciosa. Ela acha que pode haver algo entre os dois.
— Ei! Não quero nada com ele não! – Ashley nega qualquer afeto que possa ter com Silvestre – ele é um delinquente, isso sim!
Mas o ruivo estava tendo problemas no combate. Cinder estava em seu limite por causa do veneno. Buster acaba de ser abatido pelos ataques noturnos de Mightyena. E Raver leva uma forte mordida do Raticate, que tinha desferido uma Super Mordida. Silvestre recolhe Buster e Raver e libera o seu Magnemite.
— Spark, use o Onda de Shock para derrubar aquele Crobat! — comanda Silvestre.
“Afirmativo!” o Magnemite gera ondas elétricas que acertam o morcego com precisão.
— Isso não vai ficar assim! – grunhiu o Rocket que treina o Muk – derrube logo aquele Typhlosion!
O Pokémon gosmento levanta uma Onda de Veneno em direção ao Cinder. O ígneo já estava enfraquecido por causa do envenenamento. Porém ele é rapidamente empurrado por uma Crobat, evitando assim, de ser atingindo pelo lodo.
— O que está acontecendo? – o treinador do Muk se surpreendeu com a aparição da Crobat.
PAAAAAAAAFFFTTT!
– AAARG.. – o Rocket cai depois da forte pancada. Ashley, ainda vestida de Rocket, estava com o cano em posição de ataque. Ela acaba de bater o Rocket na nunca.
— Ei! É aquela novatinha! – reparou o outro rapaz – não me diga... que está nos traindo!
PAAAAAFFTTTTT! – AAAARGGG! – agora a garota foi atingida, dessa vez por um taco de baseball manejada pela Whitney.
— Malditas! Quem vocês são de verdade? – o Rocket remanescente se desespera ao ver seus colegas abatidos! – ESTAMOS SENDO... PAAFTTTT
Antes dele completar a frase, ele também é apagado pela Whitney com um golpe de taco.
— Oh não! Elas bateram nos chefias! – agora o Muk se mostra furioso. Porém, Ashley solta a Rochelle para deter o venenoso. Sem o treinador os comandando, fica mais fácil lidar com os Pokémon. Rochelle usa o Magnitude para derrubar o Muk. E a Wigglytuff de Whitney usa Canção para adormecer a Mightyena e o Raticate.
— Vamos nos esconder! – comanda a líder.
— Não vou me esconder não... arg! – Whitney puxa a blusa de Silvestre para que ele a obedeça. Os três recolhem os Pokémon, se movem rapidamente e vão para o canto do depósito, onde havia muitas caixas nas quais eles se esconderam atrás.
— Shiiiii! – Whitney pedia silêncio. Ela ficou segurando o Silvestre, tapando a boca dele.
Escuta-se múrmuros dos outros capangas, que encontram três deles abatidos no chão. Agora eles sabem que há intrusos no lugar e vão estar bem atentos para encontra-los. Silvestre tenta sair daí, mas ainda é imobilizado pela líder. Essa moça é mais forte do que ele pensa.
Depois de vários minutos tensos, vendo que o lugar ficou mais quieto, Whitney afrouxa seus braços e Silvestre finalmente se livra de seu embaço.
— Arf.... – ele ainda recuperava o fôlego – como ousa me prender desse jeito?
— E porque está aqui para o começo de conversa? – questionou Whitney.
— Não é do seu interesse! Mas o meu objetivo é acabar com os Rockets! – responde Silvestre rispidamente – não preciso de ajuda de duas peruas como vocês.
— É assim que nos agradece depois que salvamos sua bunda daqueles Rockets! – comenta Ashley.
— Eu não pedi ajuda de vocês! – retruca o ruivo.
— Ashley, posso dá uma tacada na cabeça dele? – a líder já está irritada com as atitudes do garoto.
— Cinder, mostre para essas duas quem manda! – o ruivo libera seu Typhlosion. Ele já tinha ministrado um antídoto para curar seu Pokémon do envenenamento. O ígneo respira fundo para preparar seu próximo ataque.
— Ele vai disparar um ataque de fogo! – Ashley libera o seu Vulpex – Miles, é sua vez!
Cinder dispara o Bruma de Lava, labaredas são disparadas em direção das duas garotas. Mas Miles se coloca diante delas e absorve as chamas disparadas pelo Typhlosion.
— Suas chamas não me afetam! – diz a raposa, que ainda mostra a língua de deboche.
— Seu pestinha! – contrariado, Cinder dispara o Ataque Estrelar. Várias faíscas de energia em formato de estrela são disparadas contra o Vulpix, o que lhe causa um bom dano nele.
— Não foi bastante seu pulguento? – Cinder ia disparar uma segunda leva. Dessa vez, Rochelle se coloca entre eles e recebe o Ataque Estrelar no lugar de Miles. Estrelas a bombardearam, porém a Graveler estava praticamente ilesa do ataque.
— Até que você é corajoso moleque! – disse a Pokémon terrestre admirada para o Vulpix.
— Lógico que sou! – Miles incha as bochechas, aborrecido por ser subestimado pela companheira.
— Humf! É assim? Quero ver vocês lidarem com esse daqui! – Silvestre libera mais um Pokémon. Era um Staryu.
— INTRUSOS! – ouvia-se o grito de um dos Rockets.
— Droga! Por causa desse moleque, os capangas nos descobriram! – Whitney se desespera.
Havia uma grande pilha de caixas ao lado deles. Isso dá uma ideia para Rochelle:
— Ashley fuja! Eu vou detê-los com essas caixas! – disse a terrestre.
— Rochelle! O que você vai fazer? – Ashley se preocupa.
— Vou fazer uma grande bagunça aqui! Se afastem.
Com o Magnetude, Rochelle realiza um tremor. Intenso o bastante para derrubar a pilha de caixas para bloquear o caminho dos Rockets.
— Que droga! ARRRG! – os capangas se assustaram com a imensa quantidade de caixas, muitas delas de madeira, desabando para cima deles. Tiveram de correr na direção oposta para não serem atingidos.
Enquanto isso, Rochelle usava o Polimento da Rocha para elevar sua velocidade. Isso facilitaria sua fuga. Entretanto ela observou que o Miles ainda não tinha fugido. Além disso, umas caixas estavam prestes a desabar logo acima dele.
— Miles! Cuidado!
Sem perder tempo, Rochelle rolou e pegou a raposa, saindo rapidamente do local. Logo, várias caixas caíram no ponto de onde o Miles estava.
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Os três estavam ofegantes devido a mais uma súbita corrida que tiveram que fazer. Se esconderam por trás de uma empilhadeira.
— Miles! Rochelle! Oh não! Nos perdemos deles! – diz Ashley desesperada!
— A situação está mais difícil do que eu pensei! – Whitney coloca a mão na cabeça.
— Saco! Aquela estrela também sumiu! – resmunga Silvestre.
Logo, ele sai de perto das garotas.
— Silvestre, aonde vai? – Ashley tenta impedi-lo, porém é puxado por Whitney.
— Ashley, deixa ele!
— Mas ele está se colocando em risco!
— Ele está nos colocando em risco! – corrige a líder – pelo visto ele não quer cooperar! Por causa dele, nosso disfarce está comprometido! Então o melhor a fazer é deixar que ele chame a atenção dos Rockets para que nós cumpramos a nossa missão!
Whitney não está errada. Por causa de Silvestre, as duas correm o risco de serem descobertas pelos Rockets. Além disso, Rochelle e Miles foram separados delas. A garota espera que seus Pokémon consigam retornar a ela em segurança.
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Flashback — Sete anos antes do presente:
Um menino de sete anos, que possuía cabelos ruivos, morava em um pequeno casebre de madeira que ficava na cidade de Violet. Nela entrou uma mulher com cabelos roxos. Ela usa um vestido preto com um “R” vermelho em seu peito. O garoto sorriu pela primeira vez em dias:
— Mamãe!
Ele abraçou essa mulher, que lhe deu um beijo na testa.
— Silvezinho! Você se comportou bem? – pergunta a mulher – obedeceu a sua irmã.
— Saco! Por que eu tenho que obedecer àquela chata! – a cara do pequeno se fechou – e agora que ela vai ficar naquele colégio. Vou ficar o tempo todo sozinho?
— Não se preocupe querido! Aquilo logo vai se completar! – disse a mulher confiante.
— “Aquilo”? – pergunta o ruivo sem entender nada!
— Não posso te explicar direito pois você é muito pequenininho! – explica a mãe – é que um Pokémon super poderoso está prestes a nascer! Se der tudo certo, vamos ter muito, mas muito dinheiro! Foi por isso que coloquei sua irmã naquele colégio caro. Mas se tivermos muito dinheiro, nós todos poderemos viver juntos sem maior preocupação. Eu, você e sua irmã Jesse!
— O papai também vai viver junto da gente? – pergunta o menino.
— O seu pai? – a mulher fica hesitante – er... se ele puder... ele é muito ocupado no trabalho dele!
— Mas se isso nos der muito dinheiro, talvez ele não precise mais trabalhar – diz o menino com sua ingênua esperança.
— Talvez, querido! Talvez!
Eles tiveram uma deliciosa refeição, que foi possível graças ao “trabalho” da mãe. Ela teve que sair de manhã cedo. Mal sabe o pequeno Silvestre que essa foi a última noite que passou com sua mãe.
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Flashback — Três anos antes do presente:
— Agora ferrou de vez! Aquele Mewtwo está a solta, o chefe está em coma! Parece que a Equipe Rocket ferrou de vez! – murmurava uma garota sentada com os cotovelos apoiados em uma mesa. Ela tinha longos cabelos ruivos, fixados para que forme uma enorme curva. Ela usa um top preto, com uma jaqueta branca por cima, uma curta saia branca e longas botas pretas.
Estava na mesma casa onde Silvestre comeu junto de sua mãe pela última vez. Ela conversava com seu parceiro, um rapaz de cabelos azuis e um uniforme branco com um R vermelho no peito – o que vai fazer agora?
— O que quero agora é me vingar daquela criatura... não há dúvidas... foi aquele Pokémon que... matou a minha mãe! – disse Jesse fechando firmemente o punho.
Um garoto de onze anos escutava a conversa meio assustado. Aquela mesma criatura que tinha lhe tirado a mãe, agora deixou seu pai muito ferido.
— Mas aquele tal de Mewtwo é tão forte que nem o nosso chefe pôde com ele! Quem dirá nós, os piores membros da organização! – argumenta James.
— Ora, não vou me acovardar! – ela bate na mesa – ele deve ter pegado o chefe de surpresa! Mas se tivermos um bom plano, vamos conseguir pegar esse Pokémon. Ele não é psíquico? Vamos usar insetos e noturnos contra ele! Mas se não quiser me acompanhar nessa, tudo bem!
— Não! Não vou te deixar sozinha nessa! – James pega na mão dela, o que deixa a ruiva meio corada – somos uma dupla, não somos? A encrenca em que você se meter eu me meto também!
— Não estou lhe pedindo para que se arrisque por mim! – diz Jesse virando o rosto meio envergonhada – mas se tem algo que quero que faça! É que, se por acaso algo acontecer comigo, quero que cuide do meu irmãozinho.
— O Silvestre? – James abaixou o tom de voz – o filho de sua mãe e Geovanni?
— Esse mesmo!
— Então você quer vingar o seu “padrasto” também?
— Que padrasto o que! O que minha mãe e o chefe tiveram foram só um rolo!
— Mas esse “rolo” gerou um fruto! – aponta James.
— Pois é! Mas eu quero vingar minha mãe, mas eu não quero que o Silvestre fique sozinho!
Ela então se vira e ver que Silvestre estava presenciando a conversa deles.
— Você vai enfrentar aquela criatura que matou a mamãe? – pergunta o garoto.
— Não se preocupe Silvestre! Sua irmãzona vai dá o cabo naquela criatura! E como a Equipe Rocket já era, agora nós vamos poder viver livres tranquilamente! Ho ho ho – ela dava uma risada debochada.
Eles partiram logo no amanhecer. Silvestre sabia que era a última vez que via sua irmã.
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Agora no presente, Silvestre estava se escondendo pelas caixas. Ele ficava atento às informações que escutava dos capangas. Tudo que pensava era o desejo de ser forte para destruir a organização que lhe tirou tudo que lhe era importante. Era por causa dessa organização que essas duas mulheres o abandonaram. E é por causa da fraqueza delas que sua vida é uma desgraça.
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GLOSSÁRIO
Raio da Cura — Heal Pulse
Toxina — Toxic
Super Mordida — Super Fang
Onda de Choque — Shock Wave
Ondas Venenosas — Sludge Wave
Bruma de Lava — Lava Plume
Ataque Estrelar — Swift
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