Cinzas de Prata

15 Capítulo 14 - Os insetos do Parque Nacional


Notas iniciais
No capítulo anterior, Ashley teve um intenso embate contra Whiney. Sua Miltank, Valquilya acabou saindo do controle e causou problemas aos Pokémon de Ashley. Mas a garota saiu triunfante na busca da terceira insígnia. Agora como sua aventura irá continuar? Boa leitura!

Demorou duas semanas para que Caninana finalmente recebesse alta.

— Até que em fim me liberaram! – suspirou a Gyarados ao sair do centro Pokémon – já não estava mais aguentando ficar de molho!

— Caninana, abra sua boca por favor! – pedia Ashley.

— AAAAAAAAAAAAAAH!

— É! Realmente seus dentes nasceram de novo. Ainda bem que Pokémon da sua espécie conseguem repor os dentes com facilidade! – comentou a treinadora.

— Agora isso é pra você aprender a não ser tão afobada! – avisou Rochelle.

— O quê pedrinha? Quem é você pra ficar se metendo em minha vida? – Caninana ficou aborrecida pelo comentário – não tem noção do perigo não de ficar dando sermão pra Pokémon aquático.

— Minha filha! Só vou temer você se aprender um golpe aquático! – respondeu a Geodude.

— Tu se acha NE? Só por que venceu essa vaca! – Caninana ficou brava e saiu voando.

— CANINANA! ESPERE! – grita a treinadora que começa a correr atrás dela.

A Gyarados se move rapidamente para fora da cidade. Ela estava frustrada por conta da sua atuação pífia em sua luta no ginásio. E também estava irritada, pois no fundo, sabia que Rochelle tinha razão. Ela chega à Rota 35 e vê uma rocha. Para descontar sua frustração ela a esmaga com a cauda e dá um rugido raivoso.

— GRRRRAAAARR!

Ashley vê essa cena e grita para chamar a atenção de sua Pokémon – CANINANA! POR FAVOR, VAMOS CONVERSAR!

A Pokémon aquática atende ao pedido da treinadora. Mas ainda não se acalmou da frustração. Ela pousa e se enrola em si, soltando um suspiro aborrecido.

— Caninana, sei que deve ter sido muito duro por causa da batalha não ter saído como queríamos! – a garota se aproxima ao rosto da Gyarados.

— Estraguei tudo, não foi? Você deve achar que ainda sou tão inútil como de quando eu era uma Magikarp! – Caninana estava chateada.

— Não é isso Caninana! É que você acabou de evoluir! Não lembra que nós conversamos que ninguém fica forte da noite pro dia? Que é necessário treino e experiência pra isso? Mesmo você crescida desse jeito, ainda precisa aprender mais movimentos. Mais do que nunca, você precisa ter paciência.

— Quando vai ser isso? – questiona a Gyarados.

— Não dá pra dizer isso, mas depois de um tempo, quando você menos espera, pode ser que tenha se tornado muito mais forte! – diz a garota radiante.

— Acho que fui um pouco arrogante no ginásio, não foi? – Caninana estava mais conformada.

— Realmente sim! – respondeu a garota – mas esse negócio de treinar Pokémon é assim mesmo, temos erros e acertos! Só gostaria que eu, pelo menos não cometesse mais aqueles erros que são irreversíveis! – Ashley falou em um tom melancólico – mas sempre devemos usar dos erros para que possamos aprender e evitar mais falhas futuramente – essas palavras ela também dizia para si mesma.

— Acho que você ta certa! – Caninana abriu sorriso, ela se sente mais calma – pois então, borá treinar, pois fiquei muito tempo parada e preciso continua para aumentar minha força!

— Assim que se fala querida – a treinadora também se alegrou – vamos recuperar o tempo perdido.

Ashley se situa no local onde está. Percebe que havia um ginásio diferente perto de onde estava. Ela se aproxima para ver o que se trata. Acaba avistando Whitney e Valquilya próximas a entrada. A garota do cabelo rosado acaba acenando.

— OI!! ASHLEY!

— Whitney, como vai? – cumprimenta a garota.

— Seus Pokémon melhoraram? Bem, você vê esse ginásio? Funciona o Pokéathlon, onde há diversos eventos esportivos que testam as capacidades atléticas dos Pokémon. Qualquer um pode participar. Você pode inscrever seus Pokémon em uma das cinco modalidades e eles participaram de três provas relacionadas a essa modalidade – explica Whitney.

— Si vencer muitas vezes, pode competir com profissionais na Copa Suprema, como nós já estamos competindo! – completa a Miltank – mas também é um bom lugar prus Pokémon se divertirem. Posso garantir que aqui, diferente do cassino, não tem mutreta. E é bom pra treinar.

— Ei Ashley, podemos tentar uma vez? – Caninana ficou bem empolga.

— Você não queria recomeçar o treino? – questiona Ashley.

— Bora lá, só uma vezinha! – pedia a Gyarados.

— Tá bom! – a garota resolve participar. Afinal de contas, seus Pokémon precisam de momentos de diversão.

Ela escolheu a modalidade velocidade. A recepcionista solicitou a escolha de três integrantes no time. Os escolhidos foram Caninana, Rouge e Alfred. A primeira prova era corrida com salto. Caninana e Rouge não tinham problemas com os obstáculos, devido à sua tipagem voadora. Mas Alfred acabou tropeçando em alguns obstáculos e acabou ficando nas últimas colocações.

Segunda prova era caça bandeira, na qual Caninana se destacava nela, e por fim, tem a corrida de resistência, no qual era uma corrida de revezamento que vencia a equipe que percorrer mais em um tempo estabelecido. No fim da prova, a equipe de Ashley ficou em terceiro lugar.

— Esse negócio de Pokéathlon cansa mais do que pensei! — Rouge estava ofegante.

— Mas foi bem legal! – disse Caninana animada – quero ir de novo.

Ashley se inscreveu de novo, mas dessa vez, Francisca e Rochelle acompanham Caninana na modalidade força. Uma das provas era um jogo semelhante ao futebol.

— OLÊ, OLÊ, OLÊ, OLÊ! CANINANA! CANINANA! GGRRRAAAAR! – a Gyarados grita empolgada quando faz um gol.

No final da gincana, dessa vez a equipe ficou em segundo. Mas Ashley e seus Pokémon não almejavam vitória, só um pouco de diversão.

Perto do ginásio do Pokéathlon, tem a Praça Nacional, um dos lugares mais belos e tranquilos de Jotho. O lugar tem canteiros com enorme variedades de flores, várias fontes e pequenos córregos. Lá há espaços que são lar de diversos Pokémon, principalmente insetos. Ashley andava pela praça junto de seus Pokémon e estava cantando uma música que ouvira a pouco no rádio:

That's all they really want

Some fun

When the working day is done

Oh girls... they wanna have fun

Oh girls just wanna have fun,

Logo, Francisca, Caninana e Rouge acompanharam na melodia.

Girls they want, wanna have fun

Girls wanna have...

Mas de repente, uma voz é escutada próxima delas.

— Querem parar com essa cantoria desafinada?

— Quem é o machista que quer nos calar? – debocha Francisca.

— Se tiverem cantando bem dá pra relevar, mas ninguém merece ficar ouvindo essa cacofonia ai!

Elas perceberam que a voz vinha de um gramado próximo. Viram algo se mexendo entre a vegetação. E daí saiu um Metapod.

— Taí o porquê de não estava gostando da canção! Você é literalmente um cabeça dura! – comentou a Bayleef rindo.

— Querida, vocês estavam incomodando a vizinhança toda! Tem uns Pinser aqui que, se perderem a paciência, não hesitarão em atacá-las – avisa o inseto.

— Desculpe rapaz, não vamos fazer tanto barulho! – declara a garota.

Ela ia continuar a caminhada, mas percebe que é seguida pelo Metapod.

— Hum! Você é treinadora, não é? – questiona o inseto.

— Sou sim! Por quê? Quer vir com a gente?

— Hum! Minha espécie não é tão forte assim, mas posso dar um suporte para o seu time! – propunha o Metapod – estou bem perto de evoluir, então se quiser, posso ir com você?

Ela olhou para o inseto e se lembrou de sua Butterfree Melissa. Apesar dela não ser muito poderosa, ela era bastante determinada e confiante. Ela já lhe deu importantes vitórias em sua jornada anterior. Apesar de ficar contente da possibilidade de treinar um Butterfree, também ficava apreensiva por temer que ele possa ter o mesmo triste destino que ela.

— E ai, o que me diz? – o Metapod esperava a resposta.

— Certo, bem vindo ao time rapaz! Qual seu nome?

— André ao seu dispor!

— Será que finalmente teremos um macho que fique no time pra valer? – pergunta a Rouge empolgada.

Ashley coloca um pokebola próximo ao inseto, que entra sem hesitar. Logo ela o solta para apresentá-lo ao resto do time. Mas de repente, soou um alarme no parque e alguns funcionários de vermelho orientam as pessoas a saírem do local.

— Desculpem-nos pelo transtorno! Em instantes iremos realizar um concurso de captura de insetos! Ao termino dele, poderão transitar pelo parque normalmente! – anunciava um deles pelo megafone.

— Concurso de captura de insetos? – a garota estava confusa.

— Toda terça feira eles realizam esse concurso de capturas aqui! – explica André – como a população de insetos aqui já é elevada, os homens inventaram esse concurso para incentivar os treinadores a capturarem os Pokémon daqui. Dependendo do que capturar, pode até ganhar alguns prêmios.

Então Ashley foi pedir mais informações aos funcionários sobre o concurso e eles ofereceram uma chance para ela participar. Ela aceita e logo, em uma fila com os outros concorrentes, ela ouve as regras serem explicadas.

— Pode levar um Pokémon com vocês. Irão utilizar essas pokebolas específicas conhecidas como Pokebola Sport. Cada um recebe vinte dessas pokebolas. Vocês têm vinte minutos para realizar a captura. Poderão concorrer com um Pokémon inseto capturado. Boa sorte a todos.

Soou o alarme e o concurso se inicia. A garota escolhe Rouge para ser sua parceira. Ashley analisa os insetos que vagavam pelo parque. Apareciam muitos Caterpie e Weedle, que estão doidos para serem capturados. Mas a garota não tem interesse neles. Então se dirigiu a um canteiro com o gramado mais alto. Tanto que passa de sua cintura.

— Rouge, fique bem atenta a qualquer um que aparecer.

— Entendido! – a Zubat usa sua aguçada audição para detectar as presenças próximas. Ela ouviu a vegetação se mexer adiante.

— Ei Ashley, parece que tem um enorme logo adiante de nós! – avisa Rouge.

A morcego tenta se aproximar do local de agitação. Mas logo percebeu um objeto cortante que vinha rapidamente em sua direção. Habilmente consegue desviar do golpe. Então as duas viram o que tinha atacado a Zubat. Era o braço de lâmina de uma Scyther. Ashley jogou uma pokebola nela mais ela rebateu com sua lâmina.

— O que vocês pretendem? – questionou a inseto.

— Quero te capturar! Você se importa com isso? – respondeu a treinadora.

— Se quiser me capturar, me vença em uma batalha! – desafiava a Scyther.

Então ela pediu que Rouge ficasse aposta contra a inseto. A morcego sobrevoa para analisar uma abertura de sua adversária. Mas a inseto é bem ágil e usa Perseguição contra Rouge. Mas aparentemente, a Zubat não se feriu muito e desferiu o Ataque de Asas na Scyther.

— Ouch! – gemia a inseto. O ataque fez um bom dano. Ashley jogou outra pokebola, mas novamente é rebatida.

— Tento mais uma vez? – Pergunta Rouge.

— Não! Ela pode ficar gravemente ferida se continuar assim! Aguente um pouco até ela se cansar.

Rouge então usava Raio da Confusão para evitar que ela a ataque. Mas se demorar com a batalha, ela pode se ferir por conta de estar atordoada. Então Ashley tenta mais três vezes. Foi só na quinta tentativa que ela entra na pokebola e, finalmente se deixa ser capturada.

— Capturei um Scyther! – suspirou Ashley – será que com ela poderemos ganhar o maior prêmio?

Como já capturou um inseto e acha que não poderia ter encontrado um melhor, ela resolveu deixar a prova. Então, no termino do tempo estipulado, os insetos capturados foram comparados. A garota fica surpreendida que a Scyther que pegou só lhe rendeu o quarto lugar.

— Qual é o critério desse concurso afinal? – resmungou um pouco aborrecida. Mas ela podia ficar com a Scyther.

Logo que o trânsito do parque se normalizou ela chama a inseto para ser apresentada para os demais.

— Ei! Qual é seu nome? – questionou Rouge.

— Meu nome é Scarlet! – a Scyther se apresenta.

— Prazer em conhecê-la Scarlet! – respondeu Ashley – mas temos um problema, você e André possuem a mesma tipagem. Creio que não poderei andar com os dois no time principal.

— E agora, qual dos dois ficará? – questiona Francisca.

— O que acontece se um de nós não for escolhido? – questiona Scarlet.

— Quem não for escolhido, ficará em um grande ambiente, junto com outros Pokémon, que serão tratados pelo professor e pela minha mãe. Não se preocupem, que desamparados ninguém vai ficar.

— Seja qual decisão, nós vamos entendê-la! – declara André.

— Sendo assim, como acho melhor um Pokémon de suporte, eu vou ficar com o André por enquanto. Então Scarlet vai ficar em New Bark com o professor Elm. Mas quando eu precisar de você eu te chamo, pode ser?

— Ok então! – Scarlet se conforma — boa sorte pros que vão ficar com a Ashley então!

— Até que enfim teremos um representante masculino na equipe! – comenta Francisca animada.

Então, Ashley vai para Golden Rod para enviar Scarlet para o Professor Elm. Ela passa noite no centro Pokémon. Dia seguinte, ela resolve treinar o André na Rota 34 contra os Pokémon locais. No fim do dia, quando concluíram o treino, a casca do Metapod começa a se romper. André evolui para Butterfree. Ele sai do casulo com suas belas asas escamosas.

A garota ficou encantada. Teve a mesma sensação quando viu Melissa evoluindo. Realmente sentia falta dela “espero que tudo dê certo para você André!”

— Oh coisa boa! Nada melhor do que ter uma mobilidade como essa, de poder sair voando por ai! – disse André, muito contente pela evolução.

— Parabéns André! – Ashley o felicita – agora vamos testar seus poderes! Vamos testar seu Pó do Sono!

— Pois é Ashley... – de repente o Butterfree fica sem graça – eu meio que evoluí tarde, creio que não posso aprender Pó do Sono por enquanto.

— QUÊ? – perguntou a treinadora incrédula – e agora? Verdade? Tem certeza disso?

— Pois é...

— Ai ai! – a garota fica meio preocupada. Talvez seria melhor ter escolhido a Scarlet. Mas não queria frustrar seu mais novo amigo – assim fica difícil André! – ela suspira — o único jeito seria te levar para um tutor de movimento.

Ela foi para o centro Pokémon perguntar a respeito de um tutor de movimento. Mas a enfermeira responsável informou que um tutor desse tipo se encontra na cidade de Blackthorn, que fica meio distante de onde estão.

— E ai? — Questiona Rouge.

— Tem um tutor que resolveria o problema do André mais ele fica em uma cidade meio distante daqui. Não podemos fazer o André aprender o Pó do Sono enquanto não chegarmos lá – responde Ashley.

— E o André terá que ir para o laboratório? – pergunta Francisca.

— Depende dele! – responde a treinadora.

— Depende de mim? Como assim? – indagou o Butterfree.

— Bem não quero frustrar sua vontade de nos ajudar, mas se sentir que não pode nos acompanhar pode nos avisar, viu. Mas se acha que pode nos acompanhar, vamos fazer o possível para ajudá-lo a ficar mais forte, sem necessitar do Pó do Sono. E então, o que você decide.

— Pois bem! – ponderou André – eu realmente agradeço essa oportunidade. Então vou com vocês! Quero saber até onde vão minhas capacidades.

— Que bom! O André ainda vai ficar com a gente! – Rouge se alegra.

— Ainda bem que você vai ficar conosco! Vou ter outro macho para ter com quem conversar! – comenta Alfred.

— Então seria bom você aprender o Volta em U! – afirma Ashley – esse movimento pode ser útil para escapar de batalhas que você tiver dificuldade.

Com isso, mais um companheiro se junta à Ashley. Seu time vai ficando maior e mais variado, com criaturas de personalidade diferentes. Ela deve estar sempre melhorando suas habilidades de treinadora para o bem de seus companheiros.

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André

Espécie: Metapod/Butterfree

Lv 12

Macho

Encontrado no Parque Nacional

Natureza Durão (Adamant)

Atento aos Sons

Scarlet

Espécie: Scyther

Lv 14

Fêmea

Encontrada no Parque Nacional (Concurso de Captura de Insetos)

Natureza Divertida (Jolly)

Forte Força de Vontade

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Música

Girls Just Want to Have Fun (Cyndi Lauper)

Notas finais
Nesse capítulo teve as capturas de mais dois companheiros para o time de Ashley. Quais os papéis deles na história? Agradeço a leitura!