Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi

51 Capítulo 51: A Batalha por Ameno – Parte 2


Notas iniciais
COF COF! Não darei desculpas HAHAHA! Bem, há uma, na verdade. Eu sempre disse que prezaria pela qualidade da história, então demorei bastante porque não havia saído nada de qualidade nesse tempo inteiro. Eu não me sentia inspirando para trazer algo bom. Finalmente consegui, depois de muita luta, criar algo que me deixasse satisfeito. * Quero agradecer muito a Dark Perseus, André, UZUMAKI GALLO e Hiro heartfilia pelas recomendações. Fiquei muito feliz de tê-las recebido, mesmo com a fic tanto tempo parada e perdendo tantos acompanhamentos e favoritos. :/ E, também, sempre deixei claro que jamais deixaria de postar definitivamente, a menos que morresse. Então, ESTOU VIVO! hauehuaehuae Aconselho a lerem o capítulo anterior para refrescarem a memória, talvez outros, sei lá. Apenas peço que leiam este capítulo tendo a história em mente, para que não fique fora do contexto. Enfim, espero que se divirtam lendo.

Capítulo 51: A Batalha por Ameno – Parte 2

— Você... Como... – Ele não conseguia formular as perguntas que eram necessárias. Nem mesmo conseguia controlar a vontade de avançar contra aquela pessoa e enchê-la de beijos e abraços.

— Não fale nada... – A pessoa se aproximou e imprensou Naruto na árvore em que ele havia batido ao chegar ali. Retirou a armadura dele com urgência, rasgando a camisa que havia por baixo e colocando-se na ponta dos pés para sussurrar em seu ouvido. – Apenas transe loucamente comigo, Ameno-sama. Já se fazem cinco anos, querido. Estou louca de saudades. – Madoka o prendeu completamente em seu charme. O barulho da batalha não atrapalharia sua sede naquele momento.

HENTAI ON

Naruto ainda estava muito atordoado para tomar uma ação. Sua mente borbulhava e procurava respostas para aquela aparição inesperada. Mas Madoka não esperou por ele. Beijou-o ferozmente e ele retribuiu. Ela riu internamente, sabendo que ele jamais negaria fogo à ela. Afinal, era tão ou mais louco por sexo que a própria.

Um impacto da batalha fez voar um vento forte, fazendo a árvore em que estavam encostados ameaçar cair. Naruto aproveitou a chance para virar ao contrário, pressionando o pequeno corpo de sua amante nela. Madoka arfou, sentido o corpo tão maior que seu praticamente engoli-la. Ela lhe desceu os beijos pelo pescoço, petiscando cada pedaço de pele branca exposta. E Naruto grunhiu. Seu membro tremia em suas pernas, louco para ser liberado. Chegava a doer tamanha a pressão que fazia.

E foi a vez dele de não esperar. Puxou bruscamente os cabelos negros de Madoka, expondo o pescoço alvo à sua boca nada carinhosa. Mordeu forte no lugar, sugando a pele e deixando a marca escura do chupão. Madoka iria falar alguma gracinha, ele percebeu. Mas não houve tempo. Forçou-a para baixo e empurrou seu membro goela abaixo dela. Ela tremeu e seu assustou, lacrimejando os olhos ao tê-lo todo enterrado dentro de sua pequena boca. Ele via a agonia no olhar marejado dos olhos negros que ela mostrava. Ela sofria. E amava isso. As lágrimas desciam e hora ou outra ela falhava a sucção, mas o brilho de satisfação jamais havia sido tão forte dentro daqueles orbes pretos.

Enrolou os cabelos dela em uma mão, e a outra ele firmou em sua bochecha, sentindo seu membro se movimentar dentro da boca dela. Forçou-a ainda mais contra a árvore, estocando firmemente nela. Madoka era uma devassa, a sua devassa. Mesmo naquela situação, onde era abusada por ele, procurava fazer o máximo, enrolando a língua e buscando o quanto pudesse dele. A saliva descia pelos cantos de sua boca, e molhava ainda mais aquele oral gostoso que ela proporcionava.

Naruto sentiu o orgasmo vir. Como um animal louco em desespero, buscou ir ainda mais fundo dentro dela. Mas Madoka não queria acabar por ali, e em um movimento extremamente rápido, inverteu as posições. Tirou Naruto de si e o colocou de costas na árvore. Ele ainda gemia e ofegava pelo quase orgasmo. Estava fora de si. Ela desabotoou o short curto e afastou a calcinha para o lado. Segurou o membro pulsante com a pequena mão e lambeu ou lábios, erguendo a bunda e cravando-o dentro de si, de costas para ele. Começou a se forçar contra o membro de Naruto, de costas para ele. Puxou os grandes braços dele e levou-os a seus seios, sendo coberta novamente pelo corpo dele.

Ele pareceu acordar do torpor, entrando novamente em outro. Agarrou-a pela cintura num abraço com os dois braços, forçando, também, contra o corpo dela. Madoka sorriu. Sentia o membro quente cavar profundo dentro de si. Praticamente gritou quando ele levou uma das mãos ao seu clitóris, pela parte de frente dela, cavando pela barriga sarada. Não demorou para que se encontrasse perto do orgasmo também. Naruto agarrou-a pelo pescoço, beijando a boca dela e possuindo-a de uma maneira ainda mais animal. Olhou em seus olhos e contemplou o belo Mangekyou Sharingan ativado. Ela estava insana, igual a ele. Ela tentou domá-lo mais uma vez, mas ele não permitiu.

Jogou-a no chão e segurou os braços esguios nas costas dela, rendendo-a. Tinha liberdade, agora, para fazer o que quisesse com ela. E foi com enorme prazer que retirou seu membro coberto pelas águas vindas dela, e cravou-se dentro da bunda empinada por ela. Madoka urrou, tendo sua voz abafada por ele. Naruto enfiou dois dedos dentro da boca dela, fazendo-a suga-los enquanto lhe penetrava brutalmente por trás. Era uma total dominância. Madoka, a insana masoquista. E Naruto, o brutal sadista. A combinação perfeita.

Ameno retirou os dedos da boca dela e agarrou novamente nos cabelos negros, esfregando a cara da garota na grama do chão. Madoka ofegou novamente. Naruto jamais havia sido tão sadista quanto naquele momento. E ela repensou em todo o amor que tinha por ele. Se ele quisesse lhe partir no meio naquele momento, ele poderia fazer. Mas ela preferia que não, já que assim poderia aproveitar outras loucuras que ele fizesse consigo. Sentiu Naruto começar a ficar desconexo com seus movimentos. Ele estava perto, ela soube. Forçou-se mais para traz, empinando a bunda ainda mais para ele. E ele não pôde resistir mais. Urrou de satisfação enquanto se despejava dentro dela. Madoka sorriu, satisfeita por satisfazê-lo. Esperou que ele terminasse e caísse por cima dela, embrulhando-a e fazendo-a sentir a respiração pesada. Ela aproveitou o momento, satisfeita.

HENTAI OFF

— Não me pergunta nada agora. – Ela pediu, com carinho. Ele fechou os olhos, respeitando o pedido que ela havia feito. De fato havia muito a perguntar. Ela não havia morrido? Como havia ido parar ali? O que estava fazendo ali? O que havia feito naqueles cinco anos? Tudo isso o bombardeava na mente, mas ele permitiu-se sentir o cheiro delicioso que ela emanava e a pele macia contra a sua. Virou-se para o lado e abraçou-a por trás. Pouco tempo depois ela finalmente se levantou e começou a arrumar suas roupas. A armadura de Naruto já não existia mais. Havia apenas o ferro distorcido da batalha contra Shinigami. Ele sorriu ao pensar nisso. Sua camisa que havia por baixo também estava rasgada. Nem fodendo vou vestir essa porra de saia de novo, pensou ao olhar para o item ao chão.

— Tome! – Madoka falou, exibindo a ele roupas negras que havia levado. – Eu já estava planejando fazer

— O quê? – Ele olhou para ela, cerrando os olhos. – Então você sabia que eu estava aqui? Vivo? E que aqui era uma batalha? Sendo assim, também sabia onde eu estava, tendo em vista que também sabe por quem estou lutando? Porque não me procurou antes?

Eram muitas perguntas. Madoka ouviu a todas elas olhando nos olhos do amado. Forçou-se a mentir. É para o melhor, querido. Me perdoe.

— Naruto... – Ele se alarmou com o tom nervoso usado por ela. – Você está sendo enganado por Izanagi. Ele, na verdade, quer usá-lo para destruir Izanami. Ela sempre procurou uma forma de interagir com os humanos e solucionar todos os problemas com a menor quantidade de sangue derramado. Mas ele é louco. Ele deseja ter o poder de Ameno.

As brasas da fogueira queimavam diante de seus olhos. Ele admirava com uma concentração espetacular. Hora a chama ficava vermelha, e ele cerrava os olhos. Hora ficava laranja, e ele os abria, franzindo o nariz em raiva. Uchiha Sasuke não era lá a melhor companhia naquele momento. Tanto é que sua esposa dormia com seus filhos em uma barraca armada bem perto do fogo. Mas ele não dormiria aquela noite. Por vários motivos, mas o principal era que sua mente deveria estar queimando como aquele fogo no dia seguinte. E seus olhos também.

Estava irritado. Provavelmente nunca tinha se sentido tão magoado, irritado e vulnerável como estava. Lembrar que Sakura havia mentido durante todo aquele tempo lhe deixava com uma mistura de sentimentos que ele nem mesmo sabia explicar. Tentava entende-la, e o fazia. Mas mesmo assim era impossível não sentir-se irritado com aquela situação.

Urrou baixo.

Era algo em torno das duas da manhã. Em pouco tempo iria reunir sua família e marchar para a ilha que havia surgido do nada há anos atrás. Era sua melhor pista. Tinha uma certa convicção de que era lá que a família Uzumaki estava. Rangeu os dentes ao imaginar os filhos de Naruto e suas viúvas, Mas logo uma risada mansa se formou em seus lábios.

Ia matar a todos. Um por um, sem piedade. Malditos!, urrou, rindo.

Esperou que o sol aparecesse e foi até a tenda, onde Sakura e seus filhos dormiam. Abriu o zíper com calma e pôde ver os orbes esverdeados de sua esposa se destacarem na pouca escuridão que lá ainda havia. Se surpreendeu com a forma como ela lhe olhava. Feroz, como uma criatura valente que não desistiria tão fácil de suas vontades, mesmo estando com o rosto tranquilo. Bem, era uma das coisas que mais gostava em sua esposa: sua teimosia. Assumia apenas para si mesmo que amava aquele defeito de Sakura. Gostava sempre de que suas ordens fossem supremas e que todos obedecessem, não por gostar de ser ditador, mas porque sempre se achava certo. Mas Sakura nem sempre baixava a cabeça para ele, e, mesmo que contrastasse com suas vontades, ele adorava aquilo. O sentimento de possuir algo indomável.

— Que bom que já acordou. – Desviou os olhos da esposa e pegou a bolsa que havia no canto. – Temos que ir andando. Quero chegar ainda no fim da tarde.

Não demorou muito para arrumarem as coisas, cuidarem das crianças, e partirem novamente em direção à ilha. Kotaro corria ao lado da mãe, que ora ou outra conectava-se a ele por chakra para ajudá-lo a acompanhar o ritmo forte que levavam. Sakura levava Miya no colo, enquanto Sasuke tinha Junko por sobre os ombros. Era uma viagem tranquila, em se falando do clima e de abordagens de outros grupos. O mesmo não se aplicava ao emocional de ambos os adultos. Sakura tinha conflitos internos que lhe remoíam cada vez que conseguia se decidir sobre o que faria ao chegarem na tal ilha. Já Sasuke exalava a intensidade com que seu corpo fervia pela batalha que estava por vir. Ele não poderia perder, jamais. E não havia como. Os fugitivos de Konoha provavelmente estavam naquela ilha, já que jamais haviam sido vistos ou seus corpos não haviam sido encontrados. Eram fracos, e dificilmente representariam alguma ameaça a Sasuke, com exceção das ideias impressionantes que Shikamaru poderia vir a ter. Além deles, havia Hinata. Ela era forte, Sasuke reconhecia, mas não tanto quanto ele. Na teoria, ela seria seu único “desafio”. Com certeza seria seu primeiro alvo. Após ela haveria apena Mei, Hanabi, Tsunade e as crianças. Fácil...

Ao fim da tarde, já perto do pôr do sol, Sasuke começou a prestar mais atenção por onde corria. Já deveria estar perto do litoral. Ativou seu Mangekyou e vasculhou tudo que via. Continuou correndo por mais alguns minutos, até que, por um milésimo de segundo, percebeu um detalhe. Algo como uma fina linha, como se uma agulha riscasse pelo céu, passou rapidamente. Sasuke parou bruscamente, assustando Sakura.

— O que houve? – Perguntou a garota, pondo a mão para trás e virando-se de lado, na intenção de proteger os filhos. Sasuke pôs Junko no chão e o mesmo correu para sua mãe.

Sasuke agarrou o cabo da katana, ainda embainhada.

— Algo estranho. Fique quieta. – Ele disse, baixo.

Forçou o Mangekyou na paisagem, procurando por algum outro detalhe. Criou um bunshin e deixou-o perto de Sakura. O bunshin criou um Susano’o e manteve sua família em segurança. Sasuke caminhou vagarosamente para a frente, ainda segurando o cabo da katana. Andou por cerca de dez minutos, e então viu novamente o risco no céu, tão fino quanto um arranhão leve. Só pôde ser visto graças à gigantesca aptidão que o Mangekyou lhe fornecia.

Tão rápido quanto surgiu, o risco sumiu. Sasuke parou novamente e deu uma passada para trás. Novamente o risco surgiu e sumiu. Inclinou-se para a frente, lentamente. Encontrou, então, o risco fixo, como se dividisse dois cenários. Sem tirar seus olhos do risco, criou outro bunshin. O mesmo correu para trás, por onde haviam passado anteriormente. Passou rápido por Sakura e o outro bunshin, olhando para o céu, até que, novamente, outro risco apareceu.

— Duzentos metros e dois centímetros. – O bunshin sussurrou, criando outro. Este repetiu os passos do anterior, e duzentos metros e dois centímetros depois havia outro risco. Todos os bunshins sumiram e Sasuke rangeu os dentes, contendo o urro de fúria.

Transformou seus Mangekyou no Sharinnegan e executou uma sequência de jutsus, exalando chakra e explodindo tudo ao seu redor. Uma cortina de fumaça se estendeu por cerca de cinco quilômetros de distância, em linha reta. Sasuke, então, desembainhou sua katana e rapidamente teleportou-se pro lado de sua esposa e seus filhos.

— Técnica Especial do Controle da Sombra – Sasuke ouviu a voz vinda detrás dele, e rapidamente jogou uma kunai que atravessou o pescoço de Shikamaru, que explodiu em fumaça. Numa sequência extremamente rápida, Sasuke chutou o bunshin que havia criado o Susano’o, fazendo o mesmo voar longe, levando seu Susano’o que estava aprisionado na técnica de seu antigo companheiro de vila. Agarrou ao braço de Sakura e pegou Kotaro antes que fossem levados junto. No mesmo instante, virou-se com o Sharinnegan e expeliu uma Shuriken Espiral de Fogo que arrasaria com sua família. Rangeu os dentes e pulou para o lado, fugindo da chuva de kunais que provavelmente haviam sido jogadas por Tenten.

Ao tocar seus pés no chão, ao mesmo tempo que mantinha Sakura presa num braço, com ela segurando Miya, e no outro segurava Kotaro e Junko, sentiu o mesmo falhar, mirou o olho direito, com o Mangekyou Sharingan, e atirou Amaterasu no lugar, pulando novamente para o lado esquerdo, como havia feito anteriormente. Viu o corpo de Jiraya ser tomado pelas chamas negras, mas o velho Sannin apenas o encarou sério, pouco ligando para os efeitos do jutsu.

— Maldito Edo Tensei! – Sasuke falou baixo.

Sentiu Sakura ficar rígida em seu colo. Não a soltaria agora, de maneira alguma. De alguma forma, aquilo parecia mais distração do que ataque definitivo. Sasuke sentia isso nos nervos. E não admitiria jamais, mas temia pelo ataque que poderia vir. Ainda mais porque não sentia Hinata por perto. Ela era a única que poderia ameaça-lo de alguma forma.

Não houve tempo, por mais que no último milésimo de segundo tivesse percebido, de defender o ataque vindo de Sakura. Ela lhe acertou fortemente no meio das costelas. Sasuke tossiu sangue e Kotaro lhe escapou do braço, mas ele se esforçou para segurá-lo pela ponta dos dedos, mas, com isso, soltou Sakura e abraçou os dois filhos para protege-los da enorme queda que levou. Rolou por alguns metros e parou com as costas para o chão e os filhos sobre o peito. Ambos estavam descordados e possuíam alguns arranhões. Sasuke desesperou-se, mas ao conferir os batimentos cardíacos dos filhos, notou que estavam bem.

Respirou fundo e tentou organizar seus pensamentos, enquanto olhava atentamente o local. Sakura jamais o atacaria por vontade própria, e se o fosse fazer, com Sasuke despreparado, teria acabado com apenas um golpe. Um golpe certeiro de Sakura, com todo seu poder, acabaria com qualquer um. A rigidez que sentiu no corpo dela provavelmente teria sido do jutsu de Ino. Konohamaru, Jiraya, Shikamaru e Tenten estavam ali. Não seria estranho que Kakashi e Ino também estivessem. Quem mais? Mei, Hinata e Hanabi?

Olhou para seus dois filhos.

— Cacete! – Exasperou. Não se arrependia de os ter trago consigo. Seria bem mais perigoso os ter deixado em Konoha, podendo servir de reféns no caso de uma rebelião. Mas agora precisaria cuidar deles enquanto lutava com toda aquela gente.

Seu Susano’o surgiu atrás de si, e ele virou-se, contemplando a beleza daquele jutsu. Mirou um olho com o Sharinnegan e executando uma complexa sequência de jutsus. Seu olho sangrou, e ele forçou-se naquele potente jutsu de selamento.

— Técnica Superior de Fogo do Deus Amaterasu – Selamento! – O vento soprou levemente ao redor do Susano’o e parou, criando uma zona de vácuo. Sasuke colocou seus filhos cuidadosamente dentro da armadura e pôde se sentir mais tranquilo.

Sakura pulou em sua frente, com os olhos opacos e a expressão robótica. Jiraya, Tenten e Konohamaru apareceram atrás dela.

— Estava nos procurando, Sasuke? – A voz doce veio por detrás dele. Era Hinata. – Achou!

↨ 5 anos antes da Guerra Por Ameno

Uma gigantesca dor de cabeça. Parecia que sua cabeça havia sido banhada em álcool e alguém ateava fogo, ao mesmo tempo que a perfurava com uma furadeira. Sim, isso definiria a dor que fez Madoka gritar a ponto de sentir o gosto de sangue na garganta.

— Acalme-se, querida. Já vai passar. – A voz firme e gentil penetrou seus ouvidos, trazendo a mesma tranquilidade dos tempos em que morava na mata, junto de Shisui. De alguma forma, toda a dor havia ido embora. As pequenas e leves mãos passeavam em seu cabelo negro, enquanto Madoka recuperava sua respiração, ainda sem abrir os olhos. Tentou fazê-lo, mas piscou várias vezes, tentando desembaçar sua visão, sem sucesso. Fechou novamente os olhos e respirou fundo. Onde diabos estava? Sua mente estalou e ela pulou, enrolando seus pés em lençóis que lhe cobriam, batendo o joelho em algo que parecia ser um armário e depois indo ao chão, não sem antes bater a cabeça na madeira da cama.

A dor de cabeça voltou.

— A Guerra! – Ela gritou, desesperada. – O que houve? O que houve? – Repetiu, piscando os olhos, alterando entre Sharingan e Mangekyou, na tentativa de conseguir enxergar. Foi agarrada pelos braços pela mesma mão que lhe acariciava antes. O toque era tranquilizador. Madoka sentiu-se extasiada, novamente.

— A guerra acabou, meu bem. – A foz feminina novamente soou. Os dedos sutis arrastaram-se sobre seus olhos e ela novamente tentou abri-los. Piscou novamente algumas vezes, podendo ver progresso na recuperação de sua visão. Mudou para o Rinnegan, e então foi possível ver o lugar onde estava. Parecia um quarto de épocas medievais. Paredes de pedras escuras, meio úmidas. A iluminação parecia ser feita por um jutsu, móveis de madeira escura, uma janela que lhe permitiu ver a noite lá fora. O vento frio passava pelas cortinas e lhe chegava à pele alva exposta.

— O que está havendo? – Ela perguntou, nervosa. Olhou para mulher. Cabelos longos ruivos, olhos azuis nublados. Era bastante familiar. Seu vestido amarelo era longo e parecia bastante confortável, mesmo que enaltecesse as belas formas.

— Eu sou a Deusa Izanami. – A mulher disse, com tranquilidade e atenção. Madoka piscou e arqueou a sobrancelha.

— Tá... – Izanami riu da expressão feita pela Uchiha. – Uma Deusa... Sei...

— Que divertido! – Uma voz melodiosa foi ouvida. Um jovem homem muito branco, magro e de aparência divertida. Imaturo poderia resumir. – Iza-chan, porque não me chamou logo. Não temos tempo para perder aqui, você sabe...

— Sei sim, mas não quero usar esses métodos. – Ela fez um bico, enquanto dois dedos cavaram a cabeleira para coçar o couro cabeludo. – Faça!

O homem sorriu, e a aparência jovial de antes deu espaço para um olhar feroz e assustador. Madoka engoliu seco e, mesmo sem entender nada, soube que aquele homem era capaz de qualquer coisa para defender seus desejos e ideais. Madoka viu, em câmera lenta, os olhos dele avermelharem e tomarem a forma de um Mangekyou Sharingan. Uma cruz se formava ao centro da pupila, e nas pontas dela havia um círculo negro com um pequeno triangulo de pontas ovais. Os olhos dele giraram numa velocidade absurda, e Madoka ativou seu Rinnegan e Mangekyou, um em cada olho, instintivamente, para se defender. Surpreendeu-se ao piscar e estar no meio de uma batalha.

Ela olhou para os lados, surpresa, tentando reconhecer onde estava. Não foi possível conter a emoção que sentiu subitamente. Algo como surpresa, felicidade e medo. Jamais havia sentido tanto medo em sua vida. Seus pelos eriçaram e ela ameaçou dobrar as pernas. Seu coração bateu tão forte que pensou que furaria sua caixa torácica e pularia para fora de seu peito. Os olhos lacrimejaram e ela levou as mãos à cabeça, quase surtando.

— Incrível, não é? – O homem magro falou, perto dela. Madoka estava tão enterrada em suas emoções que não demonstrou ter ouvido as palavras. – Você está em Kumogakure no Sato, na Quinta Grande Guerra. – Madoka olhou para ele, de joelhos, com apenas um olho. O Rinnegan vibrava à toda velocidade, tentando reverter aquele poderoso genjutsu.

— O que quer? Porque está me fazendo sentir esse medo? Eu mal lhe conheço! – Ela falou com dificuldade, e o sorriso de Shinigami aumentou ainda mais.

— Isso que está vendo não é apenas um genjutsu. São memórias. Memórias do tempo. Tudo isso aconteceu há poucas horas atrás. E o medo... Esse é o medo que sempre viveu dentro de Naruto, seu amado marido. Liguei seus sentimentos aos dele, e você sente o que ele sentia nesta batalha. – Madoka quase rosnou em raiva.

— Mentira! Naruto jamais sentiria tanto medo assim. Naruto é quase...

— Um Deus? – Shinigami gargalhou. Curvou-se para a frente e abraçou a barriga, chorando de rir. Madoka levantou, possessa, e agarrou o pescoço de Shinigami. O homem cessou o riso de olhou dentro dos Rinnegans dela, desaparecendo e surgindo do outro lado. – Você pensa que possui os olhos mais poderosos do mundo, não é? Que perde apenas para seu amado marido? Está enganada, doce Uchiha. A sua linhagem puxa meus genes, do Grande Deus da Morte, Shinigami. Por isso posso lhe inserir em genjutsus impossíveis de sair. Mas se acalme, pois não estou aqui para lhe fazer mal.

Madoka absorveu as informações, mesmo repleta dos sentimentos que Naruto estaria sentindo. Ela ainda não acreditava, mas aquele homem não parecia estar mentindo. Ela simplesmente achava que mentir não fazia o perfil dele. Olhou para os lados, na batalha. O tempo havia parado. Pôde ver o brilho de uma lâmina erguida, parada.

— Agora vamos continuar nosso tour. – Ele melodiou. A batalha voltou a correr, e o medo aumentava. De uma hora para outra, viu-se dentro do Prédio Kage. Podia ver uma equipe totalmente organizada e concentrada.

Então a grande porta do lugar voou para dentro do prédio, como se uma besta descontrolada a tivesse chutado. Era Naruto, e seu medo oscilou por um momento, quando ele olhou a pequena miniatura de si que estava ao centro do prédio. Tão logo visualizou seu filho, foi recebido por um ataque no Raikage. Naruto ergueu uma das mãos e dispersou o ataque elétrico que havia vindo em sua direção. Depois foi a vez de Jiraya atacar com o Jutsu Bola de Fogo. Novamente, Naruto desviou ao ir para o lado.

— Não vão ao menos se desculpar por tudo isso? – Ele perguntou, com um sorriso no rosto.

Aquele sorriso... Tão sincero, e ao mesmo tempo tão perigoso. Ele escondia o crescente desespero dentro de seu coração. Aquilo apertou o coração de Madoka. Então era assim que ele se sentia quando fazia piadas bobas durante o dia inteiro? Aquele sofrimento, aquele sangramento interno, aquele medo que estava a ponto de paralisá-la? Madoka tremeu ao pensar nisso. Seria possível ele estar sentindo tudo aquilo enquanto elas pensavam que ele estava firme e forte, imponente como sempre parecia?

Ela temia que aquilo fosse verdade. Mas aqueles sentimentos que ela sentia pareciam e se condiziam com o momento em que ele se passava na batalha. Ela sentia também a adrenalina, a euforia. A raiva e o ódio. Ela sentia a felicidade dele ao ver seu primogênito. Sem dúvida aqueles sentimentos não eram mentira.

Kakashi havia se pronunciado. Tentou persuadir Naruto com palavras que ela sabia serem vazias aos ouvidos de seu marido. Ele não precisava que ninguém fosse lhe dar lições de moral. Ela sentiu a raiva que ele havia demonstrado para o Hatake. O olhar mortal e o tédio ao desviar do jutsu lançado por Mei.

E o ódio. O ódio por um momento sobrepujou o medo intenso que ele sentia. Tanto ódio que Madoka ativou, inconscientemente, seu Rinnegan.

—Você! – Ele vociferou para ela. – Sabia de tudo desde o princípio. Traiu a mim, Hinata, Madoka e Tsunade... Como pôde? Depois de tudo que passamos, de todas as provas que você teve de que eu não havia começado nada. – O ódio virou tristeza. Madoka estava a ponto de surtar com as intensas emoções que Naruto lhe passava. Aquilo era um tour pelo inferno dos sentimentos.

Mei tentou se justificar, mas Naruto, da forma como estava, mataria ela e as palavras dela.

Madoka viu Jiraya laçar Mei e tentar salvá-la da fúria de seu marido, e viu também quando ele tratou de persegui-la, e quando ele parou bruscamente no meio do caminho. Ele havia percebido alguma armadilha. Kakashi o retrucou e Madoka sentiu a surpresa em Naruto quando ele percebeu onde os selos estavam. Ele avançou contra Kakashi, preparando-se para um embate, mas quando notou, estava atingindo Jiraya. O velho Sannin pronunciou um jutsu conhecido, e prendeu Naruto brevemente por um genjutsu. Madoka contou apenas dois segundos até que ele se movesse novamente, mas era tarde. Madoka engasgou e agonizou enquanto sentia aquela sensação de ser queimada por seu próprio chakra. Sentia sua pele arder como se tivesse brasa sobre ela. Suas forças sumiam como se tivessem arrancado seus pulmões. E o medo? O medo e desespero sufocavam toda essa sensação. Madoka não conseguiu evitar de olhar seu marido naquele instante, mesmo com toda aquela dor, agonia e medo.

Kira A gritou por Killer Bee e Madoka arfou. Ameaçou gritar quando viu o irmão do Raikage descer a Samehada com força contra Naruto, mas simplesmente paralisou quando o viu parar também. Kira A gritou, agoniado, e Naruto sentiu um fio de felicidade em seu coração. Nos olhos de Killer Bee havia a insegurança de que aquilo era realmente correto. Ele talvez achava que o velho Naruto ainda estava ali. Por isso tratou de desacordar Killer Bee, socando-o fortemente na barriga.

Naruto simplesmente apareceu perto do Raikage, e seu ódio praticamente saiu por sua pele, sentiu Madoka. A Shuriken Espiral minúsculas que havia sido feita por ele jamais poderia representar toda a raiva que Naruto sentia.

E, finalmente, o corpo do Imperador entrara em colapso. Madoka ajoelhou-se, salivando com tamanho desespero que seu marido sentia. Como ele poderia ser tão forte, perguntava ela, em meio à agonia compartilhada por ele.

Ele olhou para Mei, em busca das forças escondidas no mais obscuro do seu ser. Ela deveria morrer antes que ele perdesse mais forças. E rumou para ela, não tão rápido quanto desejava.

Ele parou perto de Mei, e Madoka lacrimejou os olhos. Naquele momento Naruto não sentiu nada, a não ser o vazio. Mas Madoka... O desespero agora crescia dentro dela. Seus olhos nublaram, e ela apenas ouviu os ruídos que provavelmente vieram da maldita Mei e o maldito Sasuke.

E, antes que os sentimentos de seu amado fossem selados pela eternidade, seu medo lhe assolou novamente. Madoka se abraçou, tremendo, enquanto entendia a mensagem que Mei jamais seria capaz de entender, e que seu marido gastava as últimas forças e suspiros de desespero para lhe enviar através do Mangekyou.

Os Mangekyous do Imperador giravam com força e rapidamente, praticamente gritando para Mei: Salve-o! Salve meu filho! Salve-o e eu lhe perdoarei!

Naruto morreu, no ápice de seu desespero, dor e medo. Ao mesmo tempo que Madoka desmaiou.

— Você entende agora? – A voz ecoou em sua consciência. Era o homem jovem e magro de antes. Madoka estava em torpor. Apesar de se lembrar do que havia visto no genjutsu, sua mente teimava em não aceitar.

Era esperança?

Era receio?

Não.

Era medo.

Finalmente entendera o medo que tanto assolou Naruto, o imponente Imperador, Nidaime Rikudou Sennin e único shinobi de Rank SS que havia existido no mundo. Com todo aquele poder, quase imortal, havia algo que lhe assombrava dia e noite, apesar de seus sorrisos e brincadeiras bobas. Por trás de seu jeito pervertido e imoral, quando queria sexo.

O medo de perder seus filhos, esposas. O medo indescritível de se sentir sozinho novamente, como era quando criança. Não era incompreensível, já que, depois de possuir tudo, não seria aceitável estar sem nada. Era orgulho, também, ego. Era o mundo complexo que Uzumaki Naruto possuía dentro de si.

Madoka chorava como nunca havia chorado antes. Tristeza era a menor de suas dores.

Pelos Deuses! Jamais havia conseguido ver através das cortinas dos olhos azuis de seu amado.

— Você entende agora? – O homem tornou a perguntar. E Madoka afirmou em um menear de cabeça. – Ótimo! – Ele falou, sorrindo.

Madoka abriu seus olhos e estava novamente no quarto do castelo. A Deusa Izanami lhe olhava, curiosa.

— Eu sou Shinigami, o Deus da Morte. – O homem falou, e Madoka o olhou, sem surpresa. Àquela altura, depois de tudo, era quase impossível se sentir surpresa com algo. – Agora, Uzumaki Uchiha Madoka, precisa ouvir com muito cuidado. – Madoka o encarou, séria. – Uzumaki Naruto não está morto. Aliás, jamais esteve tão vivo. – Madoka continuou séria, apesar da explosão dentro de si. – Ótimo! Você realmente entendeu.

— Vou lhe colocar a par de tudo que aconteceu e está acontecendo... – Izanami deitou-se confortavelmente na cama, enrolando-se nos lençóis e se apoiando em dois travesseiros. – Será uma história longa...

↨ Atualmente, na Guerra Por Ameno.

Naruto ficou calado e olhou intensamente para Madoka. Não havia dúvidas: era ela. Todo o delicioso sexo feito anteriormente pelos dois gritava isso para ele. E sua cabeça de baixo também. Madoka não mentiria para ele. Ora, era a doida mais apaixonada por alguém que já havia conhecido. Ele também já havia desconfiado de segundas intenções vindo de Izanagi. Não seria lá um absurdo e, inconscientemente, sentiu-se estar preparado para uma informação daquelas. Seria sua experiência em ser traído? Talvez...

— E quem lhe disse isso? – Perguntou, na intenção de pressioná-la.

— Foi a Iza-chan! – Naruto se assustou, pegando Madoka em seus braços e pulando para longe.

Shinigami caminhava confortavelmente na direção dos dois. Não havia qualquer resquício de uma luta anterior. Suas roupas estavam inteiras, sua pele não continha nem arranhões ou sujeiras.

— Tenho certeza que lhe matei! – Naruto falou, assumindo uma postura séria. – O próprio Ameno lhe matou, Shinigami!

— Acho que o senhor, Ameno-sama, pegou aulinhas com o professor errado. – Ele riu, arrogante. – De fato, apenas Ameno pode me matar, mas você ainda não é Ameno em sua forma final. É simples, ora.... Ameno é a existência suprema e perfeita do universo. Me diga o quão perfeito você é agora, Uzumaki Naruto!

Ele ganhou. Naruto estava mesmo longe de sua perfeição. Sentia medo, estava receoso, e havia andado perto de perder a batalha contra Shinigami. Que ser supremo e perfeito era esse?

Assustou-se quando Shinigami mostrou um Mangekyou Sharingan e um sorriso divertido.

— Mas tenha calma, senhor. Como sua querida esposa Madoka-chan lhe disse, não estamos aqui para lhe ferir. Estamos aqui contra Izanagi, quem está lhe enganando.

Naruto estava perdido. Qual lado estava certo? Quem estava tentando lhe enganar? Confiava em Madoka, mas ela também poderia estar sendo enganada. Sentiu o suor descer por sua bochecha. Em quem poderia confiar? Shinju? Shinju estava do lado de Izanagi. Poderia ele estar enganando ela também? Ou ela estaria do lado dele? Aliás, poderia Izanagi estar mesmo contra Ameno? Naruto tinha apenas suposições e as palavras de Shinigami e Madoka. Não era nada concreto. Não era nada real ou palpável.

O que era correto fazer naquele momento?

A mente de Naruto estalou, e ele sorriu.

— Você tem Mangekyou Sharingan, não é? – Shinigami o olhou, confuso. – Mesmo que não seja possível usar chakra aqui?

Shinigami gargalhou profundamente. Uma gargalhada sincera, Naruto percebeu.

— Se eu não possuo chakra, posso usar outra fonte de energia... – Ele disse a si mesmo. Pensou em como havia feito para invocar o poder de controlar a gravidade, na apresentação ao exército. De fato, havia puxado poder de dentro de si. Seguiu a mesma lógica e esforçou-se.

A gravidade estremeceu a região, enquanto o vento ficava confuso sobre qual direção tomar. E Ameno abriu seus olhos, exibindo seu Mangekyou Sharingan e encarando Shinigami.

— Oh! – Naruto gemeu, absorto no prazer de receber de volta seu poder. – Me conte a verdade, Shinigami. Não sei se você conhece essa técnica... Ela é aterrorizante. Tsukuyomi! – Usou o genjutsu para prender Shinigami, e leu a mente daquele Deus com uma facilidade gigantesca.

Após sair da técnica, um segundo após entrar, pelos olhos de Madoka, Shinigami caiu ao chão, tremendo.

— Madoka, eu já sei de tudo.... tudo! – Ele a olhou, com o Byakugan ativado. Pegou-a no braço e pulou de Hiraishin para onde Izanagi estava.

O homem loiro estava imponente em seu cavalo. O rosto sério, sem nenhuma surpresa ao ter Ameno em sua frente, do nada.

— Então já sabe de tudo, não é? – Ele perguntou sério, mas ao encarar Naruto, soltou uma gargalhada arrogante.

— Eu não tenho mais tempo para traições.

— Então vá em frente. Assim que você descobriu, tudo foi por água abaixo... – Naruto estranhou. Ninguém se entregaria tão facilmente, muito menos aquele homem. Mas resolveu arriscar mesmo assim.

Avançou contra Izanagi, e ele nem mesmo se mexeu. Quando iria acertar um potente soco no rosto dele, uma espada passou por si, cortando a carne de seu braço num ferimento grave, mas não fatal. Naruto parou seu golpe, e viu apenas o vulto dos cabelos avermelhados.

— Mãe? – Naruto ficou atordoado. Mas novamente desviou da nova investida dela.

— Não podemos mata-lo, infelizmente. – Naruto olhou para Izanagi. Sua ira explodiu.

— Porque diabos não posso mata-lo? Já não está claro que esse filho da puta está armando pra mim?

— Não podemos mata-lo, querido... – Madoka lhe falou com calma. Os olhos negros quase lhe imploraram.

Naruto estava ficando confuso. Ou louco. O que diabos já estava acontecendo que ele não entendia?! Sua mãe o havia cortado, embora já estivesse curado agora, para proteger Izanagi, ao mesmo tempo que não negava que ele estava tramando algo. Agora era Madoka que pedia para não mata-lo. A mesma Madoka que havia começado a dizer-lhe a verdade.

Levou as mãos à cabeça, ficando absorto de tudo que acontecia ao seu redor.

Levantou suas vistas e seus olhos se encontraram com os cor de mel de Shinju. Arriscaria todas as suas fichas nela. Encarou a mulher, enquanto todos os outros aguardavam o que Ameno faria. Ela piscou os olhos, intimidada. Olhou, involuntariamente e defensivamente, para Izanagi. E Naruto entendeu.

Usou o Hiraishin e pulou em cima de Izanagi, transpassando sua mão no peito do maldito homem. Sorriu por um momento, mas então o brilho azul dos olhos tão parecidos com os seus tomaram um tom diferente de antes, mais brilhoso.

— Filho... – Naruto ofegou, tremendo. Agora que o havia tocado, percebeu que aquele não era Izanagi. E sim Minato.

Naruto olhou nos olhos de seu pai e o viu desfalecer, morrendo por suas próprias mãos.

Seu chão sumiu. Ficou tonto e sua mente tentou bloquear o impacto que aquilo o faria. Mas não foi possível. Os olhos azuis arregalaram, trêmulos.

Uzumaki Naruto gritou com todas as suas forças, enquanto Shinigami sorria com toda sua maldade.

— Feito, Izanagi-sama. – Sorriu o jovem homem, enquanto o outro, loiro de olhos azuis, caminhava para longe, depois de ouvir as palavras de seu fiel servo.

Notas finais
O que acharam? Por favor, deixem suas opiniões, críticas ou sugestões. Preciso saber se ainda estou nos trilhos KKKKK. Até a próxima, galera. Pretendo não demorar 1 ano e meio de novo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.