Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi
35 Capítulo 35: Império Akatsuki
Notas iniciais
Capítulo 35: Império Akatsuki
O dia amanheceu calmo. Haviam pássaros voando e cantando em todos os lados de Kirigakure. A brisa era fria, mas ao mesmo tempo radiante ao se misturar com o majestoso sol convidativo. Kiri praticamente convidava todos os seus habitantes a comtemplar o belo e glorioso dia que se abria para todos.
Porém, para observar este espetáculo só haviam os mais ousados animais, pois o barulho que ecoava por toda a vila era apenas o do vento. Deserta. Completamente deserta. Kirigakure estava deserta como um local abandonado, como se houvesse tido uma retirada de emergência de seu povo. A natureza havia sido irônica com o novo mestre do país da Água, acobertando todo o luto com aquela belíssima paisagem.
Eram exatas seis e quarenta da manhã. O vento batia por seu novo uniforme, que era um tanto quanto exuberante. Lógico! Era o novo senhor feudal e a partir de hoje, provavelmente confirmado burocraticamente até o final do dia, o Imperador. Império esse que nem sequer havia dado nome. O que poderia ser mais humilhante do que ser obrigado a aceitar toda essa mudança política, que teria segurança absoluta por pelo menos quatro anos, ou talvez cinco, seguindo seus cálculos? Talvez... Claro! Com toda certeza!
O rapaz deixou que sua face séria e concentrada permitisse um sorriso irônico, mas que logo retornou à sua seriedade. “Akatsuki” (Amanhecer) seria seu nome. Nada melhor e mais intimidativo do que Império Akatsuki. Olhou para o templo destinado aos primórdios da existência: Izanagi e Izanami, os primeiros seres a pisarem na hoje conhecida terra.
Apertou os pulsos, irritado. Como o povo podia ser tão ignorante e alienado, deixando-se levar por toda aquela corrupção carregada de mentiras e injustiça? Deuses não existem, jamais existiram e jamais existirão. Não havia lógica. Nenhum ser ou qualquer pessoa permitiria que algo tão valioso e importante, criado por si mesmo, acabasse daquela maneira. Alguém deixaria algo como a terra e seu povo se acabar por seus próprios erros e sua própria desgraça?
Porém Naruto se martirizava por infelizmente os Deuses existirem. Shinju era a prova disso. Mas havia algo errado, ele também sabia. Toda essa omissão, até mesmo para Shinju, por parte dos Deuses, era muito estranha. Falando nisso, jamais havia conversado com a bijuu sobre aquilo. Ficaria na agenda, pois o barulho da porta havia ecoado pela imponente sala do senhor feudal, também localizada no prédio Kage.
Pela porta, puxando a fila, entrou Mei, vestida formalmente como Mizukage, sem exceção do chapéu. Atrás da ruiva vinha Tsunade, com calça totalmente branca colada ao corpo, mas nada vulgar. Uma blusa branca completava o traje, juntamente com a sandália shinobi também na cor branca. Depois dela pôde ver Hinata, que vestia uma calça azulada, na cor de seus cabelos, uma camiseta e uma espécie de jaqueta, também acompanhados da sandália ninja, todos azulados. Atrás delas, Madoka, com o rosto inchado e bocejando, praticamente se arrastando de sono e preguiça. Vestia-se igualmente Hinata, porém na cor negra, como seus cabelos. O imperador a olhou seriamente, pensando em ralhar com ela, mas não segurou o riso ao vê-la esbarrar em Hinata, que havia parado formalmente diante de Naruto, ao lado de Tsunade e Mei, com postura rígida militar. Bem, ao menos agora era uma Uzumaki, fazendo jus ao comportamento às vezes idiota.
– Naruto: Antes de continuarmos, alguém acorde Madoka-chan. – Disse calmo, porém muito sério. Hinata deu um pisão no pé da garota e tapou-lhe a boca, segurando o gemido e apenas permitindo que todos vissem os olhos marejados. – Muito bom! – Pigarreou e logo continuou. – Como logicamente perceberam, Kiri está deserta. – O silêncio imperou por alguns rápidos segundos. – Eu quero todos os aldeões, shinobis, civis, presos... Eu quero todos em frente ao prédio Kage, na praça, em cinco horas. – Antes de as garotas saírem, ele as chamou novamente. – As crianças menores de seis anos deverão ficar no templo dos Deuses com Hinata e Tsunade as vigiando. Isolem a área e não permitam que ninguém entre ou saia do local. Mei tomará a frente quanto a lidar com o povo, até porque é a Mizukage, já que não concordarão em se separarem das crianças ou até mesmo em vir à praça. Traga-os à força se necessário.
Rapidamente saíram da sala e puseram-se a chamar o povo, que relutante e irritado, lutava verbalmente contra as exigências da Mizukage. Com as insistências e promessas de Mei, resolveram confiar na mesma, porém esses eram minoria. A maioria “batia o pé” e insistia negativamente, mesmo estando em frente da líder da vila. A ordem do imperador havia sido clara: Todos. Aos teimosos: cordas de chakra. Eram amarrados e levados a força para a praça, diante do imponente prédio, servindo de exemplo para os demais. Alguns pais não aceitavam serem separados dos filhos, o que era lógico, e acabaram na mesma situação. Os shinobis não deram tanto trabalho, pois eram os sobreviventes do massacre de dias atrás, no golpe de estado e por serem subordinados da Mizukage, também ajudaram, fazendo com que fosse possível fazer tanto em tão pouco tempo.
O tempo passou e ao fim das cinco horas haviam cerca de cinquenta e duas mil pessoas espremidas na praça e nas ruas próximas. Dentre elas, onze mil eram shinobis, diminuídos pela matança que havia se passado. Logo uma porta foi aberta, revelando o agora nobre Uzumaki Naruto, que apareceu como um rei e imperador aparece diante do povo. Estava em uma varanda, no terceiro e último andar do prédio.
De repente, vaias e insultos direcionados ao mestre, juntamente de várias palavras de baixo escalão que foram expulsas pela boca do povo, ecoando por todo o local. O barulho era infernal, pois a grande maioria havia aderido ao protesto. Naruto não demonstrou surpresa, não se movendo ou mudando sua expressão facial. Isso não havia afetado seu plano, mas apenas o adiantado um pouco. Mais uma vez, para uma nova surpresa, o povo teve de se calar para observar o que acontecia. Várias pessoas de cabeleira loira empurravam o povo, cavando espaço em meio à multidão. Traziam em suas costas outras pessoas. Bunshins de Naruto repetiam a cena vista dias atrás, porém as pessoas não pareciam estar machucadas ou mortas. Estavam apenas desacordadas. As centenas de bunshins chegaram ao prédio e se colocaram em pé, de costas para o mesmo, colocando as pessoas no chão, deitadas de bruços e com as mãos amarradas nas costas. O silencio era total.
Logo cada bunshin puxou uma pequena kunai e sem cerimônias apunhalaram o pescoços das pessoas presas, fazendo-as se debaterem e jorrar sangue pelo pescoço e boca, quando tentavam gritar ou falar algo, mas apenas um som agonizante saía de suas gargantas. Morreram todos daquela forma, deixando o povo apavorado. Alguns desmaiavam, outros gritavam de horror, porém todo o desespero e barulho foram cessados pela voz de Naruto, que ecoou como um trovão, mesmo o rapaz aparentando estar calmo.
– Naruto: Acredito que agora terei vossa atenção. – Falou seriamente, em um tom praticamente mortal. Por mais que o local estivesse lotado e houvesse pessoas em longa distância, todos eram capazes de ouvir as palavras fortes e imponentes. – Todos os que foram mortos em sua frente eram presos de segurança máxima que tentaram fugir após serem soltos para que pudessem escutar as palavras que lhes direi agora. – Viu algumas pessoas continuarem aos berros. Talvez porque fosse algum parente seu estirado ao chão como um animal no abate. Resolveu ignorar. – Partindo de hoje, estarei comandando o país da Água. – Virou-se de costas e pegou dois gigantescos livros. – Tenho aqui o código penal civil e militar do país da Água, porém... – Parou suas palavras e jogou os dois livros para o alto. – Amaterasu. – Sussurrou, ateando o fogo eterno nos dois importantíssimos livros do país. O povo assistia a cena bestificado, paralisado pelo medo e completamente surpreso. Onde estariam seus direitos? – Não existe mais país da Água. Não existem leis. Não existem direitos e não existem garantias. De hoje em diante só existe a mim, Uzumaki Naruto, Imperador de Akatsuki! – Parou e olhou para o povo, os vendo completamente quietos. O povo não estava satisfeito, lógico, porém o medo e a surpresa de tamanha audácia e arrogância os fazia tremer da mesma forma que os shinobis também o faziam. – Eu desisti de lutar a favor do mundo. Eu agora lutarei a favor da paz, contra o mundo. Criarei uma nova forma de governo, uma nova forma política, e o começo da mudança está aqui! – Respirou fundo e esperou que o povo engolisse à força o que haviam ouvido até agora e também os sentimentos de terror, desgosto, tristeza e dentre outros negativos. – Kirigakure já está há três dias completamente parada devido aos recentes acontecimentos, e isso não pode continuar. Partindo de hoje, estarei aplicando quarenta por cento receita em ensinamentos civis e militares. Os filhos de vocês que foram levados ao templo irão, obrigatoriamente, participar de aulas durante todo o dia, a partir dos três anos de idade. Serão ensinados os fundamentos sociais e militares, deixando a decisão para os mesmos, aos seis anos de idade, juntamente com os pais, se querem ser militares ou não. Caso não queiram, terão outro tipo de ensinamento, o que terá por fim coloca-los no mercado o mais cedo possível para acelerar nosso crescimento financeiro. Alguma dúvida? – Perguntou com sinceridade, aguardando qualquer que fosse a dúvida, porém como esperado, nem mesmo um grilo ousou fazer barulho. O povo estava bestificado. O que diabos estava havendo ali? O tão temido Naruto estava com planos tão bons para a educação dos jovens e mais ainda: dando-lhes a liberdade de escolher ser civil ou shinobi. Não que agora não o odiassem, mas o peso em seus corações havia cessado alguns quilos. O Imperador continuou. – Quanto aos jovens maiores de seis anos e que não estão em escolas shinobis, não terão mais a chance. Serão obrigatoriamente civis e participarão da atividade financeira no mercado. – Os pais que eram civis não podiam esconder a felicidade com esta regra, pois não seguiam o ensinamento shinobi e desta forma não queriam seus filhos em perigo. Quanto as famílias que eram shinobi, não havia o que argumentar, pois seus filhos estavam na academia desde muito cedo, como de costume pelos militares. – No momento estou refazendo a Constituição e o Código Penal Civil e Militar, porém deixo bem claro a todos: A pena para homicídio é a morte. Para o roubo, dependendo da avaliação, será o valor do bem convertido em anos de pena. Por exemplo: Caso seja roubado um bem no valor de trezentos ienes, o ladrão terá pena de trezentos meses. – Novamente uma ótima notícia para todos que seguiam o bom caminho e tinham o coração nos trilhos da moral. Caso fosse outro a não ser Naruto, com certeza bateriam palmas. – Estarei também aplicado mais quarenta por cento da receita no mercado, aumentando o crédito para os mercadores de todas as áreas. Teremos um novo plano rural para plantações e criações de animais que irão ao abate. Investirei no crescimento de nosso país de uma forma nunca vista antes e garanto que nós cresceremos. – Encerrou seu esclarecimento e não viu nenhum sorriso. Errou desta vez, pois esperava que ao menos alguns dos egoístas que o escutavam iriam pensar no próprio umbigo e gostar de seus planos. Talvez houvesse mais ódio e desgosto por ele do que imaginava. – Estão dispensados e podem pegar seus filhos. Hoje quero que se organizem para as mudanças no sistema, pois o mesmo estará valendo a partir de amanhã! – Concluiu seriamente. Fez um conjunto de selos e liberou as amarras que ainda estavam nas mãos de alguns.
Vários cochichos inaudíveis para Naruto foram espalhados pelo ar. Talvez fossem trocas de ideias, talvez fossem alguns discordando de algo. Porém, com toda certeza, mesmo que alguns tenham gostado das mudanças que ocorreram no sistema, jamais o elogiariam na frente de outros. Olhou abaixo e viu ainda algumas pessoas chorando pelos corpos ainda jogados como lixo ao chão, com o sangue ainda escorrendo. Pulou pela varanda e caiu perto de seus bunshins, que ainda mantinham a pose imponente.
– Aldeão: I-Imperador-sama, por favor, permita que eu enterre meu pai... – Falou em meio a lágrimas um dos que choravam descontroladamente. Naruto encarou-o por alguns segundos e não pôde deixar de sentir pena. Pena pela ignorância daquele rapaz. Tudo bem, aquele homem era seu pai, porém havia sido preso por crimes hediondos. Ter sido morto daquela maneira foi pouco para apagar qualquer que tenha sido seu pecado e crime. Porém teria que fugir do ódio da nação. Nenhum príncipe, rei ou imperador seria próspero mantendo ações ignorantes e brutais para todo o sempre. Já havia conseguido seu objetivo, que era ser temido. Um povo acostumado com lama iria sorrir de alegria ou receber água suja, assim pensava Naruto. Não havia problemas em ser um pouco atencioso e gentil por agora.
– Naruto: Senhoras e senhores. – Tomou a voz alta para chamar a atenção de todos que haviam se afastado poucos metros diante de sua presença. – Não tenho intenção de possuir o medo de vocês. Quero apenas que haja justiça em nosso império. Os homens que aqui jazem mortos eram criminosos de alta periculosidade e por tal tiveram sua sentença de morte. Não quero impedi-los de enterrarem seus corpos com suas honras. – O rapaz olhou para todos e continuou. – Podem recolher os corpos e enterrá-los da maneira que bem desejarem. – Disse firme, porém sem grosseria.
– Aldeão: Sou-lhe grato por isso, Naruto-sama. – Disse o mesmo aldeão que havia pedido para Naruto. O jovem imperador lhe sorriu amigavelmente e virou as costas, rumando o templo.
A verdade era que Naruto não queria poupar inúmeras pessoas com manchas negras em seu coração. Sua vontade era de simplesmente matar a todos que tinham pensamentos e corações impuros. Queria acabar o mal pela raiz e isso seria realmente o correto, porém não o inteligente. Matar a grande maioria da sociedade recém adquirida iria trazer inúmeros prejuízos e dores de cabeça. Primeiramente pelo fato da massacrante maioria estar ligado ao sistema financeiro do país. Caso fossem mortos todos, com certeza o país passaria por uma enorme crise e iria à falência. Claro que Naruto jamais deixaria isso acontecer, então resolveu não agir no momento e sim deixar o tempo passar e seu sistema começar a reagir para então iniciar os cortes. Com a mudança no sistema de educação civil e militar, e ainda com o código penal civil e militar, com certeza haveria melhoras em alguns anos quanto ao pensamento dos jovens em relação aos crimes e por consequência a melhora nos corações de todos. É! Com certeza seria mais fácil se esperasse mais um tempo.
Ao andar para frente do templo, Naruto pode notar que vários casais, mães e pais, saíam do local com as crianças. Ao notarem a presença do rapaz, todos caminhavam rapidamente para a direção contrária, fugindo. Naruto suspirou internamente. Deveria manter sua máscara de aparente preocupação e gentileza. Sorriu para eles, mesmo que isso os tivesse assustado ainda mais. Mais um suspiro. Entrou no local e viu Tsunade mantendo quietas as crianças, enquanto Hinata fazia relatórios para os pais que finalmente chegavam para buscar seus filhos. Havia uma fila organizada por ela para que tudo não ficasse uma bagunça. Naruto resolveu não atrapalhar aquele momento também, afinal para concluir seu dia de mudanças ele deveria ter uma nova reunião com Hinata, Tsunade, Madoka e Mei. Sorriu com o canto dos lábios enquanto fazia apenas um selo.
– Hinata: Olá, bom dia. – Saudava os próximos pais com um sorriso dócil no rosto. Anotava os nomes das crianças em uma prancheta e os liberava para saírem com seu filho, que já vinha os acompanhando na fila. Após alguns instantes chegou um casal que Hinata olhou-os e desviou os olhos para a prancheta, enquanto perguntava o nome, porém assustou-se e olhou-os novamente, encarando os dois.
– Aldeão: Algum problema? – Perguntou um portador de cabeleira loira e com olhos tremendamente azuis. A mulher ao lado tomou a palavra.
– Aldeã: Eu sei, eu sei... Ele é muito lindo, não é? – Falou com um sorriso divertido, enquanto dava um tapa mais ou menos forte nas costas do homem.
– Hinata: B-bem... Qual o nome da criança? – Perguntou sem graça e um tanto incomodada. Aquele homem era idêntico a Naruto e lhe parecia familiar.
– Aldeão: É Namikaze. – Falou com um sorriso bobo no rosto. Hinata olhou para o garoto e novamente olhou para a prancheta. Porém assim como aconteceu ao olhar o pai, Hinata desviou suas luas arregradas novamente para o garoto. Ele tinha uma cabeleira também loira, olhos tremendamente azuis e três riscos que mais pareciam bigodes em cada lado da bochecha. Vestia uma camisa branca com o emblema do fogo.
– Hinata: N-N-Naruto-kun? – Perguntou incrédula. O menino deu um sorriso divertido e traquino.
– Naruto: Hina-chan, você demorou demais pra perceber... – Falou com sua voz idêntica à de quando era criança e com um bico emburrado. Hinata deu um sorriso meigo e abaixou-se, pegando Naruto no colo.
– Hinata: Você era tão lindinho quando pequeno... Dá vontade de morder. – Falou esfregando a bochecha corada na bochecha de Naruto, logo depois mordendo o queixo dele e o escutando gemer de dor. Retirou a atenção dele e olhou para os dois à frente. – Então este é o Yondaime-sama... Não havia reconhecido de primeira. – Hinata lembrava-se do grande Namikaze Minato durante a guerra, porém aquilo a pegou de surpresa e não havia conseguido ligar os pontos.
– Naruto: Exato! E essa é a grande Uzumaki Kushina-sama, minha linda mãe... – Disse com um brilho no olhar, enxergando a imagem de Kushina e Minato como um casal, porém estáticos. Hinata olhou bem para Kushina, avaliando sua beleza descomunal. Teria que enfrentar uma barra dura para tentar superá-la. – Bem... Chega de diversão por enquanto. – Disse descendo do colo de Hinata e pegando na mão de Kushina. – Hina-chan, apresse um pouco mais as coisas, pois ainda há muito que resolver hoje. – Falou ao ouvido de Hinata, que havia se abaixado para escutá-lo.
– Hinata: Hai! Vou tentar... – Disse com um sorriso sem graça, avaliando o local enquanto Naruto lhe dava as costas, acompanhado dos bunshins que tinham a imagem de seus pais. A morena olhou mais ao lado e viu Tsunade com inúmeras veias se destacando na testa, tentando manter os pirralhos sobre controle, enquanto os pais gritavam por seus nomes. Estava tão ocupada que nem havia percebido o que ocorria ali ao lado. Hinata olhou novamente para Naruto e o viu andando e olhando a imagem dos pais. Sentiu suas luas arderem e logo retomou o foco do trabalho. – Próximo!
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Naruto saiu do local e tomou uma distância considerável para desfazer os bunshins e o henge. Foi bom relembrar um pouco a imagem de seus pais e permitir que Hinata visse pela primeira vez como era Kushina, mesmo que o motivo principal fosse para pedir que apressasse um pouco mais as coisas sem causar confusões. Respirou fundo e criou vinte bunshins, permitindo que cada um fosse para uma parte da vila. Agora seria o momento de avaliar os danos causados pelas confusões recentes e também a infraestrutura que planejava inserir ali. Tomaria conhecimento e analisaria como melhorar cada local de maneira que ficasse mais confortável e mais bela para os habitantes.
O original dirigiu-se para o prédio Kage, retornando para seus afazeres em meio a papelada gigantesca que estava acumulada. Não que houvesse trabalhos pendentes anteriormente, mas o Imperador deveria revisar todas as normas e regras inclusas da constituição e atualizá-las para seu modo de governo. Sabia que seria impossível ser impassível em algum julgamento devido a seu ódio pela corrupção do mundo e por mais que quisesse seguir suas vontades insaciáveis de justiça, sabia também que isso não seria aceito pela sociedade fragilizada daquele momento. Não havia saída: teria que aguardar pacientemente que seu sistema criasse raízes.
Entrou no prédio e sentou-se na imponente cadeira reservada ao senhor feudal do país, fechando os olhos e suspirando por alguns segundos, antes de sentir uma presença conhecida. Esticou os braços acima da cabeça e abriu então seus olhos, encarando um ANBU de Konoha.
– Naruto: Não me lembro de ter lhe entregado minha localização e tampouco solicitar sua presença. – Falou seriamente, porém sem intensão de intimidá-lo.
– Shisui: Não me recordo de estar sendo seu subordinado. – Retrucou o Uchiha de maneira também séria, porém sem intensão de intimidar a Naruto. – Além do mais, todo o mundo já sabe do que ocorre aqui. Devo dizer que pegou a todos de surpresa.
– Naruto: Jura? – Gargalhou o rapaz. – Como anda em Konoha? – Cessou sua diversão e encarou Shisui. Confiava no Uchiha, porém também sabia que se ele desconfiasse de suas reais intensões para com o país do fogo, pularia fora do esquema em um piscar de olhos. Apesar de desejar um mundo de paz assim como Naruto, Shisui não aceitaria que Konoha sofresse baixas por isso. Era um amor incondicional, assim como Itachi, por Konoha.
– Shisui: Foi um choque para todos a notícia da sua posse como senhor feudal. O novo Hokage, Kakashi, já aguardava alguma notícia de estadia sua em algum lugar do mundo, porém jamais imaginou que você fosse tomar posse de todo um país. Digamos que ele está em um beco sem saída agora. – Falou tranquilamente Shisui, caminhando pela sala e logo se sentando numa das duas cadeiras à frente de Naruto. – Foi convocada uma reunião entre os senhores feudais e Kages. Acredito que não tenha chegado uma carta para você, certo? – Olhou nos olhos do loiro.
– Naruto: Digamos que não... – Suspirou e fechou seus olhos. – Sabe onde será a reunião?
– Shisui: Ainda não foi decidido o local e nem a data, porém é de urgência e acredito que não demorará mais de uma semana.
– Naruto: Entendo. – Bateu as duas mãos na mesa, mas apenas para demonstrar que estava levantando de sua cadeira. – Quais foram as primeiras ações de Kakashi como líder? – Perguntou indo em direção a uma das prateleiras e pegando um enorme livro. Shisui apenas observou.
– Shisui: Kakashi havia montado junto de Shikamaru dois planos: O primeiro era de ataque e o segundo de defesa. Os dois seriam colocados em prática com base em seus próximos passos. O de ataque visava pegá-lo em algum lugar isolado, onde pudessem atacar somente a você e suas companheiras. Porém esse plano foi por água abaixo com a notícia de que você havia assumido o país da água. Foi uma jogada inteligente, Naruto! – Sorriu o Uchiha olhando para baixo, analisando os passos do jovem a sua frente. – Não sei muito bem os detalhes do plano de defesa, já que o anterior foi desmontado para tomar as atualizações necessárias devido a sua posse. – Olhou para o loiro já sentando à sua frente, segurando um grande livro empoeirado. “Patrimônios do feudo”.
– Naruto: Entendo... – Murmurou Naruto, enquanto lia a introdução do livro. – Obrigado pelas novidades. Há alguma coisa que queira perguntar? – Disse Naruto sem tirar os olhos do livro.
– Shisui: Gostaria de saber quais serão seus próximos passos. – Falou olhando para a janela ao lado, mas logo percebeu o olhar de Naruto sobre si. O jovem loiro o analisava profundamente, olhando-o no fundo dos olhos. – Se deseja minha parceria, Naruto, deve saber que não há como funcionar se somente você sai beneficiado. – Falou ainda encarando o Uzumaki.
– Naruto: Não se sinta intimidado, Shisui. Confio em você. – Fechou o livro com barulho e entrelaçou os dedos com os cotovelos sobre a mesa. – Ainda não defini quais serão meus passos. Para isso tenho que saber qual será a reação da vila na próxima semana. Ficarei parado por aqui enquanto concluo meus treinamentos ou até algum conflito se iniciar, o que será inevitável.
– Shisui: Correto. Então está ciente de que não será aceito pelos outros países? – Indagou Shisui com uma sobrancelha arqueada. Naruto deu um sorriso melancólico com o canto dos lábios.
– Naruto: Shisui, me diga quando fui aceito em algum lugar? – Perguntou recostando-se em sua cadeira, esticando as costas. E era verdade, pelo menos na visão de Naruto, que jamais havia sido aceito em algum lugar. Do contrário seus amigos não o abandonariam depois daquela palhaçada. Shisui deu de ombros e levantou-se.
– Shisui: Isso é tudo, estou me retirando. – Disse meneando afirmativamente a cabeça para Naruto, que retribuiu, vendo Shisui sumir de suas vistas.
– Naruto: Shisui, Shisui... Tsc! – Resmungou o loiro, notando um comportamento estranho no bunshin de Shisui. – Acha mesmo que consegue me enganar? – Sorriu com o canto dos lábios, abrindo novamente o grande livro.
↨ Alguns minutos antes da conversa entre Shisui e Naruto.
O Uchiha corrida velozmente por entre as árvores, já dentro dos domínios da vila da Névoa. Pensava e repensava tudo que estava acontecendo. Naruto havia tomado conta do país da água e isso era uma faca de dois gumes. O lado positivo era que agora teria mais tranquilidade para prosseguir com seus planos, porém o lado negativo era que isso o dava também mais liberdade para agir como quisesse. E se Naruto realmente quisesse invadir Konoha? E se Naruto realmente tivesse feito tantas barbaridades como havia escutado nos relatos de algumas pessoas? Lógico que as pessoas não tinham motivos para mentir, porém civis não entendiam o ponto de vista militar e muito menos a lógica de uma guerra. Poderiam estar exagerando, certo? OK! Seguir essa linha de raciocínio dava mais conforto para Shisui, porém imaginar o contrário o assombrava. Sentiu uma presença poderosa e um tanto familiar, embora não tivesse ideia de onde tivesse sentido ela.
– Jiraya: Então está mesmo vivo, Shisui? – Saudou o velho Sannin com um sorriso divertido, enquanto via Shisui estancar no local que estava, não tão surpreso como imaginava Jiraya. – Oe? Por que não ficou pálido? – Questionou o velho de maneira cômica.
– Shisui: Então está mesmo de volta, Jiraya-sama? – Falou um pouco mais tranquilo o Uchiha. – Também tenho bons métodos de obter informações. – Disse sério, encarando o Sannin. – O que está planejando ao lado de Naruto? – Viu Jiraya ficar desconfortável, porém não recuar sua postura, retomando a seriedade.
– Jiraya: Na verdade... – Jiraya ponderou o que responder. Não sabia como andava a situação entre Konoha, Shisui e Naruto. Não poderia arriscar tudo a perder num momento como esse. – Não sei muito bem como descrever essa situação. Não estou muito confortável com isso. – Procurou um meio termo, esperando pela reação de Shisui. Seria mais inteligente manter-se em cima do muro enquanto não conhece o lado do Uchiha. – Não posso dizer que sou contra a ideologia de Naruto, mas não estou muito feliz com os meios que ele procurou para alcançar a paz. – Disse aparentando cansaço, sentando-se na árvore e ficando pendurado no galho. Típico do Sannin, na visão de Shisui. – Como você enxerga essa situação?
– Shisui: Estamos no mesmo barco. – Falou também se sentando no galho. Jiraya poderia não conhecer muito bem Shisui, pois nessa época o Sannin já passava quase todo seu tempo ao redor do mundo shinobi, porém Shisui sabia muito bem como era Jiraya. Como bom jovem estudioso e de uma personalidade parecida com do Sannin, Shisui compartilhava os sonhos e esperanças do velho a sua frente. – Forneço informações de Konoha para Naruto, mas não consigo escolher um lado para me dedicar totalmente, uma vez que não sei completamente das ambições desse jovem que tanto mudou. Não é que não concorde com os meios de Naruto, mas apenas quero manter Konoha em segurança e a salvo desse modo brutal com que ele busca a verdadeira paz. – Não havia hesitação por parte de Shisui, uma vez que já sabia como se portar diante de Jiraya, a quem estudou e conhecia tão bem por meio de pesquisas e livros.
Jiraya ficou calado por um momento, enquanto analisava as palavras e a expressão do Uchiha. Era fato que Shisui sempre havia se portado de maneira honrosa ao lado de Itachi, e que também compartilhavam os mesmos ideais. Uma vez que Jiraya compartilhava os ideais de Itachi, e Shisui compartilhava os mesmo de Itachi, logo Jiraya teria os mesmo ideais de Shisui. Não faria mal se abrir com ele assim como ele havia feito. O Uchiha à sua frente seria de uma gigantesca ajuda para fazer conexão com Konoha.
– Jiraya: Estava indo para uma reunião com Naruto? – Perguntou com sinceridade e sem se preocupar em esconder a preocupação e tristeza que assolavam seu peito e mente.
– Shisui: Estou indo reportar os últimos acontecimentos de Konoha e como o mundo está se portando com as últimas atitudes dele. – Respondeu também com sinceridade.
– Jiraya: Faça um bunshin e mande-o para a reunião com Naruto. – Falou levantando-se e virando as costas, enquanto Shisui arregalava os olhos, completamente assustado.
– Shisui: Com todo respeito, Jiraya-sama, mas acha mesmo que Naruto não descobrirá que serei um bunshin? Mesmo que eu aplique meu melhor genjutsu, com exceção do Kotoamatsukami, não há possibilidade dele não descobrir. – Disse ficando mais tranquilo, mas ainda surpreso pela sugestão do mais velho.
– Jiraya: Apenas faça. – Falou secamente. – Aliás... Será ainda melhor se lançar o genjutsu. – Disse com um sorriso debochado. – Vamos ver o que realmente nosso querido Naruto evoluiu mentalmente... – Disse se locomovendo para um local mais seguro, vendo Shisui criar o bunshin e mirar seu Mangekyou nele, ativando o genjutsu e logo depois vir atrás de si.
Moveram-se em grande velocidade, buscando um local mais afastado do centro da vila, onde Jiraya buscava por ela. Ela seria o pilar de tudo. Seria ela a ligação entre Jiraya, Naruto, Konoha, e, claro... Jiraya não era imbecil e como todos sabiam, tinha contatos em todo o mundo. Rapidamente bolou um plano interessante e misterioso. Logo chegaram ao local e viram a Mizukage conversando com seus shinobis. Estavam em uma grande área plana, um gigantesco campo de treinamento, fora dos muros da vila.
– Mei: ... Então a partir de hoje quero todos comprometidos com o nosso país, com o nosso Império. Volto a falar, pela terceira vez, que não estamos lutando contra a povo e sim a favor. Deem uma chance e um voto de confiança a mim, pois eu confio em vosso Imperador, Uzumaki Naruto. – Aparentemente ela acabava um anúncio de algumas reformas na área militar. Logicamente não bateram palma ou exibiram sorrisos, mas com certeza estavam mais tranquilos com o esclarecimento da situação. – Estão dispensados e tem o resto do dia de folga. Amanhã pela manhã colocaremos as novas regras em prática e lhes apresentarei o novo Capitão ANBU. – Sorriu-lhes carinhosamente e viu todos se dispersarem nas mais variadas direções. – Olá... Jiraya-sama... – Cumprimentou seu pai alegremente, mas ao notar a presença de um desconhecido o desfez, temendo entregar as identidades de ambos.
– Jiraya: Não se preocupe, Mei-chan! – Disse com as mãos erguidas, como se estivesse se rendendo. – Já ouviu falar no grande herói de Konoha, Uchiha Shisui, não? – Perguntou com um sorriso divertido, vendo a cara de espanto da Mizukage.
– Shisui: É um prazer conhece-la, Mizukage-sama. – Disse Shisui formalmente. – Desculpe Jiraya-sama, mas o que a Mizukage tem a ver com suas ideias? – Novamente Shisui ficou desconfiado. É lógico que sabia do casamento de Naruto com a Mizukage, e em sua cabeça Jiraya aprontava mais uma loucura ao envolve-la num plano contra Naruto, mesmo que não lhe fosse ofensivo e não tivesse como objetivo tirar-lhe a vida.
– Jiraya: Ah! Shisui, Shisui... – Suspirou o Sannin cansado das desconfianças do Uchiha. – Esta é Uzumaki Mei, minha filha! – Exclamou Jiraya com um brilho nos olhos e orgulhoso de sua filha. Shisui deixou uma gota sair detrás de sua cabeça, com um sorriso retardado. A surpresa era Jiraya ter conseguido ter uma filha e não a mesma ser a atual Mizukage e esposa de Naruto. Deixou o choque lhe passar pela mente junto com suas ideias e pensamentos para então se pronunciar.
– Shisui: É incrível que tenha tido uma filha e ainda mais ter conseguido acha-la no mundo. Desculpe se eu for rude, porém é mais ainda incrível que a tenha criado a ponto dela conseguir se tornar Mizukage. – Suspirou pondo as mãos na cintura.
– Jiraya: Pois é! – Gargalhou com uma das mãos no pescoço. – Não se esqueça que também fui sensei do Naruto. Ele pode não estar no caminho certo agora, mas é um gênio e poderoso. Tenho participação nisso. – Gargalhou novamente, porém agora lembrou-se do assunto principal da reunião. Concentrou-se por um momento e chegou à conclusão de que não havia mais ninguém por perto. Poderiam conversar tranquilamente. – Shisui... Apenas lhe disse que ela é minha filha para que confiasse nela. – Olhou nos olhos de Mei e viu a garota desconfiada. – Mei-chan, eu e Shisui estamos com um plano interessante, mas precisamos que você também participe.
– Mei: E o que seria? – Perguntou desconfiada e com um pequeno aperto no peito.
– Jiraya: Quero que modifique algumas informações e influencie, indiretamente, em algumas decisões do Naruto. – Disse seriamente, olhando-a nos olhos. Mei assustou-se e deu um passo para trás, hesitando e com os olhos trêmulos.
– Mei: Está ficando louco? Esqueceu que ele pode nos matar a qualquer momento caso descubra algo. Não irei colocar nossa vila em risco por causa de uma ideia louca dessas! – Disse nervosa. Não estava irritada, porém sentia medo. Não por ela, mas por tudo que poderiam perder caso o plano não desse certo.
– Jiraya: Me diga, Mei-chan: Por acaso concorda com esse modo de governo? Não acha que seria melhor ter Naruto sobre controle? – Falou persuasivo, vendo Mei pensar profundamente. – Não estou dizendo que iremos mata-lo. De forma alguma! Eu amo aquele garoto e ele é como um filho para mim, é minha responsabilidade o que está havendo com ele, pois o abandonei muito cedo, enquanto seus pensamentos ainda não estavam maduros. Quero colocá-lo de volta nos trilhos à força, e para isso planejo selar o sistema secundário de chakra dele. Esse sistema é toda a fonte do poder sobrenatural que ele possui. Sem esse sistema de chakra ele não poderá domar perfeitamente Shinju e como resultado não poderá usar seu poder completo. Temos que enfraquece-lo para então fazermos ele temer a alguma coisa, seguindo as regras. – Concluiu suas ideias. – Você sabe que eu jamais iria arriscar a vida de ninguém, muito menos a sua. – Disse abraçando a filha, sentindo toda a confusão que a mesma passava. Estava tensa e tremia levemente. – Iremos reconquistar Kirigakure e também o velho Naruto dos sorrisos contagiantes.
Mei abraçou seu pai de volta, pensando profundamente. Naruto estava sendo uma ótima companhia nos últimos dias. Era também ótimo na cama. Corou um pouco, lembrando-se da noite anterior, mas logo retomou seu raciocínio. Bem... Hinata, Tsunade e Madoka o amavam com todo seu ser, porém também não eram totalmente a favor das atitudes brutais de Naruto. Não que repudiassem, ainda mais porque estavam com ele desde que tudo aconteceu, porém sabiam que algumas das atitudes eram desnecessárias. Apesar de tudo, estavam com o corpo e alma do lado dele, jamais o abandonariam, nem mesmo na morte. Apesar de também estar vendo como Naruto as tratava bem e era carinhoso com elas, o mesmo não poderia ser afirmado quanto as outras pessoas do meio social. Naruto era frio, brutal e assustador quando achava por certo, não temendo nada e ninguém. Caso pudessem selar o poder imensurável dele tudo seria resolvido. Estava receosa, porém Jiraya afirmou que não iriam machuca-lo, mas apenas o selariam. Seria realmente uma ótima solução para os problemas.
– Mei: Não iremos machucar ele ou as garotas, certo? – Perguntou encarando Jiraya nos olhos e viu seu pai lhe sorrir brando, afirmando. – Como poderei ajudar?
↨ Cerca de duas horas após.
Naruto estavam em sua mesa, ainda analisando o livro “Patrimônios do feudo”. Seria importante tomar conhecimento de todas as propriedades do estado e as particulares do senhor feudal. Havia achado alguns terrenos vagos dentro da vila e os usaria para criação dos novos prédios e instituições que havia pensado. Seria criada uma nova academia shinobi, separada por cada tipo de chakra. Todos os alunos da mesma idade estudariam juntos até os nove anos de idade, e partindo daí, seriam separados por afinidade. Teria uma turma para Suiton, Katon, Fuuton, Raiton e Doton. Desta forma todos poderiam evoluir mais rápido e estarem em nível mais alto quando alcançassem o posto de Gennin. Naruto planejava que eles já saíssem da academia no nível de Chuunin comparando com as outras aldeias, mesmo ainda sendo Gennin no Império. As ambições estavam crescendo nos olhos do rapaz.
Ouviu batidas na porta e autorizou a entrada, vendo todas as suas mulheres entrarem seguidamente. Tsunade parecia a ponto de explodir. Respirou fundo e olhou para o relógio, vendo-o apontar as 15:21hs. Respirou novamente e olhou para as quatro.
– Naruto: Antes de irmos comer, temos que acertar algumas coisas logo. Apenas isso e estaremos livres por hoje. – Sorriu carinhoso para elas, vendo as mesmas afirmarem com tranquilidade, com exceção de Tsunade, ainda irritada. Naruto sorriu com a cena. – Primeiro quero saber se alguém teve sinal de Shisui. – Olhou para Tsunade, que negou, depois para o lado, vendo Madoka, que negou também. Hinata meneou a cabeça negativamente e Mei estancou, ficando nervosa. – Tem algo a falar, Mei-chan?
– Mei: B-bem... – Estava apavorada, mas respirou fundo duas vezes e prosseguiu. – Ele estava entrando na vila quando percebi sua presença. Como eu não o conhecia, exigi que se apresentasse e ele o fez, porém não sabia se deveria ou não autorizar sua entrada, então pedi para que ele enviasse um bunshin com um genjutsu para que os nossos shinobi não percebessem. Desculpe se o irritei, Naruto-kun. – Sorriu sem graça no final, fechando os olhos e reverenciando-o formalmente.
– Naruto: Ah... – Falou longamente, achando aquilo estranho. Bom, apesar de ser estranho tinha certa lógica. Mei não havia visto Shisui ainda e tampouco Naruto havia comentado sobre ele antes. Juntando isso ao fato da vila estar uma bagunça, seria ótimo evitar confusões envolvendo a ANBU de Konoha com os shinobis desconfiados de Kiri. Ainda havia o fato de Mei não ter coragem de mentir para Naruto. – Tudo bem, sem problemas... – Falou tranquilo, esquecendo o assunto. – Vamos organizar nossos departamentos agora. Tsu-chan, você analisou o hospital? – Perguntou batendo um dedo na mesa.
– Tsunade: A estrutura é boa e o tamanho também, porém precisa de uma reforma no setor de UTI e na recepção. Só poderei saber mais detalhes amanhã, quando ver como será o funcionamento dele. – Falou calmamente a médica. Naruto lhe sorriu e confirmou com a cabeça.
– Madoka: Não tenho experiência nessas coisas, Naruto-kun, mas irei me esforçar. – Falou após o pedido de Naruto. – Farei o meu melhor e atenderei suas expectativas. – Concluiu com um sorriso alegre, piscando um olho.
– Naruto: Irei lhe passar algumas coisas amanhã e darei o recado inicial na sua posse como Capitã ANBU. Não se preocupe, deixarei um bunshin ao seu lado para tirar dúvidas. – Disse tranquilo e sorriu para ela, vendo Hinata começar a se pronunciar.
– Hinata: Dei uma olhada na estrutura também, mas precisará de reformas. Como o prédio não possui andares, acho que poderemos criar apenas uma grande sala onde possa caber todos os alunos, afinal lá é onde ficarão os pequenos alunos desde o início até a idade de avançar em suas categorias, onde passarão a estudar no novo prédio. Já criei alguns ambientes em rascunhos, mas precisarei de ajuda, já que não tenho experiência em construções. – Falou calmamente a olhos perolados.
– Naruto: Não precisa se preocupar também. Para este caso, já que também não entendo de construções, teremos que contratar algum especialista. Quero que você cuide apenas da divisão das salas e do visual. Deixe que a parte das construções algum profissional vai assumir. – Sorriu também para ela e virou-se para Mei. – No seu caso, peço apenas que continue com o ótimo trabalho como Mizukage e que estarei aqui para qualquer dúvida ou problema quanto ao novo sistema. Trabalharemos lado a lado e juntinhos. – Piscou sensual para ela, que corou e abaixou seu olhar. Contraiu os lábios em forma de desgosto e sentiu uma ardência nos olhos. Seria maldade o que estava fazendo com ele, o apunhalando pelas costas enquanto confiava nela? Não! Maldade foi o que ele fez com centenas de shinobis que buscavam seus direitos. – Alguma coisa errada? – Perguntou preocupado, vendo a garota baixar a cabeça, deixando os longos cabelos cobrirem os olhos.
– Mei: Nada... Só estou ansiosa por isso. – Levantou sua cabeça com um sorriso perfeito de felicidade. Naruto sorriu-lhe de volta, levantando-se de sua cadeira e pondo-se à frente de suas colunas, as que o manteriam firme no poder e a salvo de sua solidão. Suas forças, seus pilares. Ia se pronunciar, mas escutou Hinata tomar a palavra.
– Hinata: Naruto-kun... – Não está esquecendo de nada? – Perguntou com um sorriso meigo, vendo Naruto arquear uma sobrancelha, não entendendo. – Todas nós temos nosso cargos e não há ninguém para lhe servir como assistente... – Falou divertida, vendo o olhar de Naruto se tornar surpreso e seus olhos arregalarem.
– Naruto: Caramba! – Gargalhou alto, coçando a cabeça e totalmente sem graça. – Como pude me esquecer? – Perguntou para si mesmo num sussurro. – Um minuto! – Disse com um sorriso, sentando-se na mesa e entrando em sua mente.
– Naruto: Claro! Com toda certeza! – Afirmou com uma mão no queixo, cenho franzido e um sorriso demente. – Mas sem dúvida alguma você é retardada, Shinju-chan... – Disse ao ouvido da bijuu, que não se surpreendeu.
Ao entrar em sua mente, Naruto estranhou aquele caminho de piçarras. Lhe era muito familiar. Seguiu com o olhar o caminho que o mesmo traçava e qual não foi a surpresa ao notar a velha e humilde casinha que a bijuu habitava antes de toda a confusão ocorrer em sua vida. Será que a felicidade em seu coração está assim tão grande?
Andou calmamente até a varanda da casinha e pôde ver Shinju de costas, sentada num pequeno tamborete coberto por couro bovino. “Gota na cabeça de Naruto”. Analisou a situação e não pode deixar de notar como Shinju gostava de coisas simples e humildes. Subiu os três degraus e olhou por cima do ombro da bijuu, deixando um sorriso retardado dançar em seus lábios. Shinju estava encolhida e totalmente concentrada no pequeno macacão de cor azul clarinho que fazia com foco cem por cento.
– Naruto: Claro! Com toda certeza! – Afirmou com uma mão no queixo, cenho franzido e um sorriso demente. – Mas sem dúvida alguma você é retardada, Shinju-chan... – Disse ao ouvido da bijuu, que não se surpreendeu.
– Shinju: Olha, Naruto-kun! – Disse a bijuu com um brilho intenso no olhar, com as bochechas vermelhas e quase vibrando de felicidade. Naruto olhou para o macacão e de volta para a bijuu, deixando um novo sorriso esquisito brotar. – Não seja malvado! – Fez um bico fofo e logo sorriu novamente, abaixando-se e pegando um outro macacão minúsculo de cor rosa claro.
– Naruto: Okay, tudo bem! – Falou respirando fundo. – Vim aqui disposto a fazer propostas e negociar, mas não irei fazer isso. Você virá comigo e irá trabalhar como minha assistente, já que não tem muito o que fazer por aqui. – Disse sério, mas não conseguiu manter a postura quando viu a cara bestificada de Shinju. A bijuu arregalou os olhos e tentou por diversas vezes dizer algo, mas nada saia de sua boca, apenas os lábios se mexiam.
– Shinju: M-mas... – Tentou argumentar algo. – Eu estava fazendo roupas para meus sobrinhos! – Disse alegre e deu dois pulinhos na frente de Naruto. O jovem loiro queria saber quantas pedras havia jogado na cruz.
– Naruto: Sobrinhos? – Repetiu incrédulo. – Que espécie de tia possui dez rabos lindos assim? – Provocou-a e a viu corar forte percebendo o sentido malicioso.
– Shinju: B-b-baka! – Falou vermelha, virando o rosto pro lado e abanado as caudas. – Não vai mudar de ideia, né?
– Naruto: Não! – Gargalhou. – Vamos lá, Shinju-chan, preciso de alguém de confiança... – Disse pondo as mãos sobre os pequenos ombros dela. – Não me faça pedir novamente. – Sussurrou ao ouvido dela, que tremeu.
– Shinju: V-vamos então! – Disse com a voz falha.
– Naruto: Hmm... Pensando bem? – Pigarreou. – Como foi que conseguiu retomar a sua linda habitação aqui? Não era necessário que eu estivesse dando pulos de felicidade para que pudesse manipular de qualquer maneira meu subconsciente? – Perguntou realmente curioso
– Shinju: Não é como se você estivesse afundado na escuridão ultimamente. Não sou eu que estou com o coração soltando fogos e quase derretendo por estar esperando dois filhos... – Disse divertida, ainda corada. Naruto sorriu alegre, direcionando para o nada seu olhar, imaginando uma cena onde tinha seus filhos no colo. Shinju estava certa, pois a felicidade estava batendo na porta do seu coração recentemente.
– Naruto: Bem... Aqui está minha secretária. – Disse surpreendendo suas esposas, que conversavam entre si, buscando nomes de pessoas confiáveis que pudessem assumir tal cargo. Naruto rapidamente bateu a mão no chão e invocou Shinju por Kuchiyose, deixando todas boquiabertas. – Ninguém melhor que Shinju-chan pra me ajudar...
– Shinju: Tentarei fazer meu melhor... – Disse ainda corada pelo acontecido na mente do jovem.
↨ Dois dias depois.
Em uma loja de comércio localizada no centro de Konoha, o vendedor trabalhava de maneira intensa. Ao longo de seus trinta e dois anos naquele ramo de trabalho, jamais havia vendido tantos jornais como nos últimos três anos. Havia trocado de casa e reformado sua ex-pequena loja. Parecia que hoje seria o melhor dia de todos os tempos, para trás e para frente. Porém, apesar de o dinheiro cair feito chuva dentro da gaveta dos seus três caixas, não conseguia sorrir. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser no reinado de terror que o agora Imperador, nukenin rank SS, Uzumaki Naruto, iria pôr em Kiri e provavelmente em todo o mundo Shinobi.
Logo alguns dos compradores abriram espaço em meio à gigantesca bagunça que havia no local, dando preferência ao novo Hokage, Hatake Kakashi. Não que o mesmo usasse sua influência para furar filas, porém o povo o respeitava e sabia que não havia Shinobi mais completo em Konoha naquele momento. Kakashi não era o mais forte atualmente, e tampouco o mais inteligente, porém era o mais perfeito, tendo as duas qualidades quase ao ápice e, portanto, o mais qualificado para o cargo.
Aproximou-se tranquilamente do balcão e retirou uma das unidades, não fazendo questão de pagar, até porque o dono da banca lhe sorriu brando e lhe deu permissão para que pegasse grátis. Retirou-se e rumou para sua sala, com o jornal ainda fechado em mãos. Não que fosse desavisado das boas novas de seu pupilo no país da Água, pois isso todos sabiam. Porém, era muito importante para seu plano que pudesse analisar a situação de um ponto de vista mais social e menos militar. Ver a matéria, o destaque e também alguns relatos de moradores de Kirigakure lhe seria muitíssimo importante para a nova etapa do plano.
Caminhou tranquilamente por dentro do prédio Kage até encontrar-se com Shizune, que lhe cumprimentou e ofereceu-lhe uma xícara de café. Kakashi afirmou com a cabeça e pegou a pequena xícara, encaminhando-se sozinho para sua sala. Nunca havia sito muito íntimo de bebidas fora água, porém o minúsculo número de horas dormidas por noite lhe forçava a pedir ajuda para a bebida um tanto quanto amarga que lhe havia sido entregue. Entrou na agora tão organizada sala e sentou-se na confortável cadeira, suspirando firme, enquanto olhava para o jornal.
– Kakashi: Vamos ver... – Sussurrou, abrindo totalmente o jornal, espalhando-o por sua imponente mesa e levantando-se para que pudesse olhá-lo por completo. Como esperado, a primeira página foi toda direcionada ao Imperador. “O novo “Imperador” do país da Água”, dizia a manchete, acompanhada de uma foto de Naruto com algemas, tirada em seu julgamento a quase dois anos atrás.
“O único nukenin ranqueado como SS da história, Uzumaki Naruto (19), casou-se com a Mizukage e portadora do título feudal do país da Água, Terumi Mei (26), assumindo oficialmente o título de senhor feudal do país da água. Não bastasse sua nova posse, também cuidou pessoalmente de uma rebelião que houve por parte dos infelizes com seu governo, que, lutando por sua dignidade, ameaçaram seu reinado dois dias antes do casamento. Com base na constituição do País da Água, o casamento deu-se por poligamia, onde entraram como esposas também Hyuuga Hinata (19 (Herdeira de um dos mais famosos clãs shinobi do mundo, o Clã Hyuuga, e dada como nukenin rank B de Konoha)), Uchiha Madoka (17 (Portadora de uma raríssima habilidade ninja baseada nos olhos, o Rinnegan, e última mulher Uchiha de sangue puro, também classificada como nukenin rank B de Konoha)), ambas desaparecidas dias após Uzumaki Naruto ter sido preso. Além das três acima citadas, também Senju Tsunade (57 (Godaime Hokage, que havia sido dada como morta por Konoha, de maneira que foi um dos crimes adicionados à ficha de Uzumaki Naruto, que a assassinou. Logo após sua fuga, o jovem vilão voltou à Konoha, aparentemente em busca de seu corpo e a casa herdada de seu pai, o Yondaime Hokage, Namikaze Minato. De qualquer forma, não se sabe como está viva)).
Com base nos relatos dados à nossa equipe, Uzumaki Naruto liquidou pessoalmente mais da metade do poderio militar de Kirigakure, acabando com a rebelião em minutos. Não se sabe exatamente quais seus planos para o futuro ao comando do país, porém o mesmo deixou bem claro, com base em suas ações, que o antigo herói de Konoha e do mundo shinobi era apenas uma fachada para o vilão mais assustador de toda a história. Confira abaixo a matéria completa e relatos de quem presenciou os atos bárbaros do “Imperador” (Abaixo esclarecimentos sobre a autoproclamação do mesmo como tal)”
Kakashi fechou o jornal e sentiu um arrepiou passar por toda sua pele. Ver as claras ofensas, logicamente escondidas pelas informações, juntamente com as ironias dadas ao seu antigo aluno, era como ofender a si mesmo, por ter sido tão incompetente a ponto de não conseguir impedir, por duas vezes, que seus alunos tomassem rumos totalmente opostos do que deveriam.
Deu uma golada no café, que desceu quente queimando sua garganta. Kakashi esbugalhou os olhos e tossiu, bebendo água logo após. Se sua intensão foi realmente ficar atento, havia concluído com sucesso. Escutou batidas na porta e autorizou quem fosse a entrar. Viu Shikamaru entrar com os olhos semicerrados e logo bocejar.
– Kakashi: Aceita um café? – Perguntou calmamente, vendo o gênio abrir os olhos, meneando a cabeça negativamente.
– Shikamaru: Bom dia, Hokage-sama. – Saudou respeitosamente, sentando-se logo à frente da imponente mesa. – A que horas ele chegará?
– Kakashi: Como ele não deixa de ser pontual... – Olhou para o relógio pendurado na parede. – Chegará em 3, 2, 1... – Viram uma sombra aparecer velozmente no meio da sala.
– Shisui: Bom dia Shikamaru, Hokage-sama. – Cumprimentou seriamente, porém ofegante. Havia corrido seguidamente por dois dias para chegar naquele horário.
– Kakashi: Bom dia, Shisui. – Cumprimentou seguidamente de Shikamaru. – Quais as novas?
– Shisui: Preciso que não me interrompam. – Disse seriamente, olhando profundamente nos olhos de Kakashi, que também o encarava. Shikamaru apenas confirmou preguiçosamente. – Conversei com Jiraya-sama. – Foi impossível esconderem a gigantesca surpresa, porém assim como solicitado, ficaram em silencio. – Ele foi invocado por edo tensei dias após Naruto ser preso. Ele está abismado, angustiado e completamente decepcionado com o comportamento do Naruto, porém acusa Konoha e ele próprio parcialmente de tudo que está havendo com ele e com o mundo. Apesar de tudo, Jiraya-sama está sacrificando o resto das forças de seu coração em um novo golpe suicida. – Shisui disse com cuidado e parou para respirar fundo. O que viria a seguir seria crucial para o futuro do mundo shinobi. – Hokage-sama, Jiraya-sama solicita que o senhor entre em contato com Kumogakure e realize uma reunião com ele e Kira A. Aparentemente o Raikage já tinha planos para a captura de Naruto e Jiraya-sama descobriu de alguma forma, o pressionando a uma pequena aliança para conseguirem seus objetivos em conjunto. – Kakashi ficou sério e pensou por alguns segundos, ignorando todas as surpresas e indo ao ponto que mais o preocupava.
– Kakashi: E quem garante que Naruto irá cair em um plano assim? – Achou estranho aquele plano, pois não havia nada que ameaçasse diretamente o posto de Naruto.
– Shisui: Essa é outra grande surpresa... Terumi Mei é na verdade Uzumaki Mei, filha de Uzumaki Jiraya, o Sannin Lendário dos Sapos. – Falou sem enrolar, e ignorou um tossida de Shikamaru e a falta de ar de Kakashi. – A filha dele está do nosso lado e irá alterar algumas informações, por ser de confiança de Naruto, fazendo-o ir para a armadilha que está sendo preparada em Kumo...
↨
Nada poderia ser mais perfeito! Como diabos as coisas poderiam ser puxadas assim de maneira tão magistral, como se houvesse um gigantesco ímã dentro daquele maldito selo dentro do prédio, a alguns metros à sua frente? Kira A não sabia a resposta, porém estava demasiadamente satisfeito. Olhou para a então considerada última Uzumaki e sorriu de uma maneira que há anos não conseguia fazer. Aquele maldito pagaria por seus crimes e principalmente por tirar o resto de felicidade que seu irmão possuía, e assim tirando também a sua.
– Kira A: Se pensam que apenas prendê-lo e retirar seu poder me deixará satisfeito, estão muito enganados... – Falou baixo, reforçando para si que não iria seguir completamente aquele plano. – Você não sairá daqui com vida, Uzumaki, e seus dois mestres participarão disso... – Sussurrou a última parte, vendo Karin executar o mesmo selo pela octogésima terceira vez naquela tarde...
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