Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi
13 Capítulo 13: Feridas do Coração
Notas iniciais
Infelizmente, minha parceira com o Mordekaiser foi cancelada, mas estamos visando um projeto juntos. Então, em breve teremos uma nova história para vocês.
Agradeço ao Mordekaiser pela grande ajuda no pouco tempo de parceria!
*Quero agradecer também pela recomendação do "wesley". Obrigado parceiro o/
Taí o cap!
Capítulo 13: Feridas do Coração
A criatura levantou-se da pedra onde se encontrava, se espreguiçando. Estava realmente entediada com a situação que lhe foi passada. Fez um conjunto bastante complexo de selos e desapareceu dali sem deixar rastros. Do lado de fora do livro, as duas pessoas já haviam ido embora. Elas não haviam encontrado, no momento, o objeto de desejo. Objeto esse que seria o livro no qual a criatura saiu. Ela sentou-se no chão e meditou um pouco, concentrando chakra, para logo depois levantar-se e começar uma breve corrida até a parte exterior da biblioteca onde se encontrava.
O local estava totalmente destruído. Tudo estava em ruínas, não havendo sequer um prédio em pé, a não ser a biblioteca. O ser esticou-se novamente, estralando as costas.
– ?: Ah, os humanos e suas decorações típicas. – Falou ironicamente e já pondo suas asas para fora. Deu uma forte batida, espalhando os destroços dos prédios ao seu redor e levantou voo.
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A explosão de chakra provocada por Naruto devastou as áreas mais próximas do local e a forte ventania foi sentida em todo o país do fogo, derrubando árvores e telhados. Apesar da força do vento, a fortaleza shinobi resistiu bem e manteve-se em pé. Rapidamente os shinobis guardas se moveram para o local do foco e encontraram Naruto e Hiashi desacordados no chão. Naruto estava horrível. Seu corpo estava totalmente carbonizado e ele respirava com dificuldade. Era um milagre que estivesse vivo. Os guardas logo o socorreram, levando-o para o posto médico local que era usado pelo senhor feudal e sua família.
Hiashi estava também desacordado, mas não corria perigo. Ele havia desmaiado por não conseguir resistir a pressão do chakra exercido por Naruto naquele momento. Foi enviado para um dos quartos depois de ser despachado pelo médico. O loiro recebeu um tratamento intensivo de três médicos shinobi, aplicando chakra para curá-lo rapidamente e darem seguimento a prisão do rapaz.
Havia se passado dois dias desde o julgamento e a notícia ainda abalava o mundo. Jornais e mais jornais postavam a história heroica do rapaz e logo após as provas do crime cometido. Ainda era estranho tudo aquilo estar acontecendo com um herói mundial, mas as provas eram incontestáveis e ainda mais depois do mesmo ter assumido o crime no julgamento.
Naruto já estava recuperado de seus ferimentos, mas ainda desacordado devido o tranquilizante que lhe foi aplicado para facilitar a viagem até a Torre Shukumi. A famosa prisão se encontrava no Norte do País do fogo. Apesar de ser uma torre, ela era subterrânea. Uma torre submersa na terra, que continha mais de setenta andares no subsolo, e que quanto mais perigoso fosse o prisioneiro, mais fundo seria sua cela.
O loiro ficaria na sela no andar de número 70, que jamais havia sido usada, e que foi adaptada justamente para ele, contendo seladores de senjutsu. Dez shinobis nível jounnin o levaram, ainda desacordado, descendo escadas e mais escadas até o andar número 69. Para acessar o 70º andar, teriam que descer por uma jangada, que era suspendida por quatro correntes com trinta centímetros de espessura, por cem metros, até o local onde ficava a cela. Nas paredes do “poço”, haviam milhares de estacas de aço, não permitindo que fossem tocadas, pois emanavam eletricidade em alta voltagem. No meio do buraco, havia um cubículo de aço maciço, que media quinze metros quadrados, porém dez deles eram das paredes de aço com selamento de chakra, deixando um espaço de cinco metros quadrados. A porta era aberta por um selamento de nível SS, que havia sido formado pelos melhores ninjas de Konoha, durante a 2ª Grande Guerra e havia apenas um pequeno buraco de vinte centímetros quadrados no teto, para entrada de ar.
Um dos guardas levou Naruto para dentro da cela e o prendeu na parede, com os membros abertos em forma de estrela, deixando os pulsos presos em uma braçadeira de chakra, e da mesma forma, os pés. Naruto estava completamente nu e não havia lugar para fazer suas necessidades ali. Estava claro que, como estava totalmente preso e não movia nenhum membro, ele faria ali mesmo, sem se movimentar em nada.
Os guardas o prenderam e saíram rapidamente, pois o efeito do tranquilizante já estava a passar.
O jovem loiro acordou poucos minutos depois e levou um susto. Só conseguia mover a cabeça e um pouco do tronco. A luz do chakra que o prendia iluminava um pouco o local e Naruto viu que não havia nada ali, apenas as paredes e ele preso. O rapaz era determinado e forte, mas naquela situação e depois de tudo que passou, colocou-se a chorar. Lembrava-se de Hinata, Madoka, Tsunade... O filho que teria e a essa altura já soluçava. Estava no fundo do poço, literalmente. Ele repassava todo o filme de sua curta vida e revisava o plano de Hiashi. Ele havia usado dois shinobis do clã Matsumi, que possuíam um henge de Kekkei Genkai que era perfeito. O henge copiava o DNA do alvo e por isso o henge era praticamente a pessoa original. O jutsu conseguia copiar o chakra, as manias e cestos... Tudo. Naruto entendeu completamente o plano de Hiashi e só havia caído nele pelo desespero de salvar Hinata a todo custo.
Seus ferimentos físicos estavam curados, mas os emocionais estavam mais inflamados que nunca e tudo o que ele poderia fazer no momento era repensar toda sua vida e tentar confiar em seus amigos, Hinata e Madoka. Apesar de tudo que aconteceu, ele tinha confiança que seus amigos lhe ajudariam.
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Madoka estava presa na cadeia de Konoha, com seu chakra selado. Porém seus olhos estavam abertos como nunca, revelando um par de olhos negros chorando com toda a intensidade possível. As celas da cadeia shinobi eram diferentes da cadeia civil. Elas eram totalmente fechadas, deixando somente um espaço para passagem de alimento e água.
Ela, assim como Hinata, pensava em como sua vida havia chegado ali. Ela não se arrependia nem um pouco de ter conhecido Naruto e Hinata. Amava os dois intensamente e faria de tudo para conseguir salvar seu amado. Seus pensamentos variavam entre tudo possível e pensava sobre o legado de seu clã. O ódio dos Uchihas era a melhor arma deles e nesse momento ela precisaria de todo o poder possível.
Sua maior força era seu estimado Naruto, que amava a tudo e todos, tratando com carinho todas as pessoas ao seu redor. Era completamente injusto do que faziam a ele e Madoka sabia que havia algo errado ali. E mesmo que Naruto tivesse feito o que lhe foi acusado, ela estaria com ele. Não teria sentido viver sem Naruto.
Com esses pensamentos lhe dominando, Madoka não pode perceber uma presença se aproximando da sua cela. Quando notou, a porta já se abria silenciosamente, revelando um homem alto, moreno e de cabelos negros. Suas unhas eram compridas.
– ?: Olá Uchiha. Não faça perguntas idiotas e me acompanhe, estou a serviço do Rikudou-sama. – O homem falou seriamente para Madoka, enquanto a soltava das cordas seladoras de chakra. Madoka, ao ouvir que o homem trabalhava para Naruto, alegrou-se imediatamente, concordando com o homem e rumando em sua direção.
O homem concentrou um pouco de chakra e tocou na testa de Madoka. A Uchiha sentiu um pequeno formigamento em seu corpo, mas logo passou.
– Madoka: O que foi isso? – Ela perguntou bastante curiosa.
– ?: Não se preocupe. Isso é a nossa saída daqui.
Sem dizer mais nada o homem caminhou tranquilamente pelos corredores da cadeia e Madoka estava inquieta.
– ?: Continue! Esse jutsu nos faz invisíveis. Não pare por nada e não faça barulhos. – Ele cochichou bem perto da moça.
Madoka concordou e continuaram a andar com cuidado pelos corredores, em meio a vários shinobis de guarda e seguranças. Estavam invisíveis fisicamente e da percepção de chakra. Não demoraram a sair da cadeia, pela porta da frente e colocaram-se a correr na direção Norte da vila. Madoka já sabia onde estavam indo.
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Konoha ainda estava abalada por tudo que aconteceu com seu herói. A grande massa da população estava tremendamente irritada com Naruto. Eram muitas provas e ainda uma confissão que o deixavam com o peso de vilão nas costas, mas mesmo assim havia dúvida em alguns.
Dentro do clã Hyuuga, em uma sala subterrânea, embaixo da casa do líder, escutava-se os choros alucinantes de Hinata. A jovem havia sido possuída pelo shinobi do clã Kato, para depor acusando Naruto. Ela estava consciente de tudo o que estava acontecendo, mas não conseguia retomar o controle de seu corpo. Chorava incansavelmente enquanto o shinobi falava em seu lugar, mentindo e acusando seu amado loiro. As feridas de seu coração estavam tal quais as de Naruto. Seu futuro estava arruinado. Naruto estava preso e condenado a morte. Seu filho havia morrido antes mesmo de seu pai saber que existia. A morena era um poço de amargura e tristeza.
Porém, já estava no fundo do poço mesmo, não havia mais o que perder. Ela tentaria sair dali e salvar seu amado loiro, nem que fosse a última coisa que fizesse na vida. Que vida? Ela até riu um pouco pensando nisso. Esperaria o momento certo para tentar fugir e encontrar Naruto, já que sabia onde era a famosa prisão. Ela tinha consciência que seria demasiadamente difícil penetrar a cadeia, porém contava com seu Byakugan e como havia pensado antes, não havia nada a perder.
Hinata estava quase por desmaiar de fraqueza quando escutou um estrondo no teto de onde estava e muita poeira espalhar-se pelo local. Ela estava com cordas bloqueadoras de chakra e por isso não pode ativar o byakugan para identificar a quem pertenciam as duas sombras no centro do local. Uma era bem alta e a outra baixa. As sombras não esperaram e puseram-se a andar na direção dela rapidamente e Hinata identificou os dois sharingans ativos, reconhecendo Madoka.
– Madoka: Hina-chan, você está horrível! Vamos sair daqui rápido! – Madoka ficou assustada ao ver o estado de Hinata. Ela havia sido espancada por Hiashi novamente quando chegaram do julgamento. A Hyuuga estava mais magra e pálida que o normal, com o sangue seco ainda no corpo.
Hinata notou que a sombra mais alta era um homem esquisito, mas se ele estava com Madoka e haviam invadido o clã Hyuuga, com certeza estava do lado delas. Madoka pegou Hinata e a apoiou sobre o ombro, usando uma kunai com chakra para cortar a corda e dar um alívio para a garota Hyuuga.
– Madoka: Hina-chan, eu sei que você está cansada e ferida, mas precisamos que você se esforce e ative o Byakugan para nos ajudar a fugir. – Madoka falou concentrada e seria.
A Hyuuga nada respondeu e ativou seu Byakugan. Não foi preciso muito tempo para notar o acúmulo de Hyuugas no local. Hiashi não estava no clã no momento, pois estava em uma reunião do conselho de Konoha, junto do senhor feudal.
– Hinata: Estamos cercados de trinta e três Hyuugas, esperando apenas sairmos por cima para nos pegarem. – Ela falou com dificuldade, ofegando e gemendo, devido o esforço.
– ?: Afastem-se agora! – O homem começou a tomar uma forma diferente. Seus ossos começaram a quebrarem e distorcerem, fazendo as garotas sentirem dor somente de olhar. Cresciam pelos negros por sobre ele e suas garras aumentavam de tamanho. As aas saíram de suas costas e tudo nele possuía cor negra, menos os olhos, que eram totalmente brancos. Ele era um dragão completamente negro, onde apenas suas unhas, dentes e olhos eram brancos. – Não há tempo para explicação! Subam em mim agora!
As garotas subiram rapidamente no dragão, que media três metros de altura. O tal dragão não estava disposto a batalhas naquele momento. Estava claro para as garotas que a intensão dele era simplesmente sair dali o mais rápido possível. Ele apenas bateu suas enormes asas, abrindo um maior espaço no teto da sala e assustando os shinobis que ali estavam. Levantou vôo e saiu dali destruindo praticamente tudo que havia na casa do líder.
Grande parte de Konoha percebeu o movimento no clã Hyuuga e notaram o dragão saindo de lá. A confusão se instalou novamente na Vila da Folha. O dragão cresceu ainda mais, liberando sua forma completa, ficando do tamanho de um bijuu, porém batendo as gigantescas asas e criando rajadas enormes de vento, destruindo a parte da vila que sobrevoava. Todas as atenções foram voltadas para ele.
Era simplesmente uma imagem assustadora para todos que a presenciavam. Ele era simplesmente magnífico tanto em beleza como imponência. Bateu as asas fortemente, iniciando sua saída do local, e Konoha tremeu, devido a toda a pressão exercida pelo bater das enormes asas. Hinata e Madoka estavam simplesmente bestificadas e assistiam a tudo de cima das costas do dragão. Criou-se um ritmo alucinante de subida e logo o dragão desapareceu das vistas de Konoha, por entre as nuvens.
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Konoha estava atordoada com o que havia visto. Todos os aldeões e shinobis estavam bestificados com a cinemática cena. O conselho, que havia cancelado a reunião pelo acontecido, buscava as respostas referentes. Todos estavam perdidos, menos Hiashi. O mesmo havia sido informado que o dragão havia levado Hinata e Madoka.
– Hiashi: Uzumaki! – Sussurrou irritado. Hiashi estava possesso. O Hyuuga não era líder à toa, ele sabia que isso havia sido culpa de Naruto. Ele tinha ciência do triangulo amoroso entre Naruto, Hinata e a jovem Uchiha. Porém, mesmo irritado, ele sentiu ainda mais medo de Naruto. A criatura mitológica que havia levado Hinata era praticamente um bijuu de tão poderosa e enorme.
Hiashi estava se dirigindo ao clã Hyuuga no momento e viu de longe sua casa parcialmente destruída. Ele não se decidia se sentia medo ou raiva naquele momento, mas uma coisa ele tinha certeza: odiava Naruto ainda mais do que antes, algo que não achava possível.
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O dragão viajava em um ritmo alucinante e ignorava totalmente as garotas montadas em si. Ele somente havia dito que no momento certo elas teriam as explicações e que o mesmo estava a serviço do Rikudou. Cansadas de insistir, elas deixaram o assunto quieto e conversavam entre si.
– Madoka: Hinata-chan, o que aconteceu com você? – Madoka estava preocupada com a garota. Ela sabia que a notícia de que Naruto a havia sequestrado era mentira e por isso temia pelo que tinha acontecido com Hinata. A morena tirou a cara de preocupada e duvidosa para uma totalmente desolada e colocou-se a contar sobre tudo, em meio a prantos. A parte mais difícil de explicar era da gravidez e nesse momento Madoka a abraçou fortemente, chorando descontroladamente junto dela.
A Uchiha havia ficado com muito ciúme por Hinata ter engravidado de Naruto, mas nem por isso deixaria de amar a criança como dela. O relacionamento dos três, para ela, era interligado e não podiam mais se separar. Madoka tentou, sem sucesso, consolar Hinata, mas a mesma não estava consolada com o acontecido. Hinata havia feito um tour pelo inferno e ainda tinha vestígios dele em sua mente, porém as duas sabiam que pior havia sofrido Naruto, e com certeza sofreria ainda mais naquela cadeia.
O dragão havia descido no meio da floresta no meio da noite, diminuindo seu tamanho novamente para que não assustasse os animais por perto. Como era noite, ele era praticamente invisível na escuridão nublada, onde somente eram visíveis os riscos brancos e dois pontos brilhantes, que eram suas unhas e olhos no céu sem lua. Hinata, que já estava um pouco melhor, ativou seu Byakugan e rapidamente capturaram alguns pequenos animais e as duas garotas os fritaram e subiram novamente no dragão, deixando o alimento para comerem na viagem.
Após dois dias de viagem, com somente a pausa para pegar alimento, as duas viram novamente a terra, porém era diferente. Haviam plantas e árvores muito diferentes do normal e tudo era mais colorido. Avistaram várias enormes estátuas em forma de sapos para logo mais a frente verem uma legião de sapos de todos os tamanhos. O dragão pousou no chão com sua forma completa, e todos os sapos, incluindo Oogama Sennin, Fukasaku e Shima, curvaram-se perante ele.
Hinata conhecia Fukasaku e Shima e estranhou completamente os grande sapos sábios curvarem-se perante o dragão, pois até mesmo Naruto os tratavam com grande respeito devido sua posição.
– Fukasaku: Seja bem-vindo Meishu-sama. – O velho sapo ainda curvado saudava respeitosamente o dragão, que agora diminuía de tamanho, ficando com os três metros anteriores.
– Meishu: Vejo que estão mais receptivos que antigamente. Desta vez notaram minha vinda com extrema rapidez. – Ele falava entediado como sempre.
– Fukasaku: Desculpe a pergunta, mas o que o senhor deseja no Monte Myoboku? – Fukasaku estava muito assustado pela visita repentina do grande dragão. Ele nunca o havia visto, mas todo sábio do grande monte tinha conhecimento da antiga criatura que andava pela terra muito antigamente.
– Meishu: Estou a serviço do Nidaime Rikudou-sama, e trago aqui estas duas humanas para que sejam treinadas aqui, longe dos inimigos. – Meishu falava seriamente, olhando para o assustado Fukasaku, que agora não conseguia manter internamente o que sentia. O velho sapo estava suando frio, era surpreendente que houvesse um Nidame Rikudou.
– Fukasaku: N-Nidaime R-Rikudou? M-mas... – Foi interrompido pelo dragão.
– Meishu: Não questione! Apenas obedeça a ordem que recebe. Agora! – O dragão havia se irritado pela insolência de Fukasaku. – Eu irei monitorar o treinamento das mesmas. Quero apenas que nos arrume um lugar para ficarmos.
– Fukasaku: C-claro. Por favor, me acompanhem.
Hinata e Madoka, que haviam decidido não se meterem na conversa, desceram das costas do dragão e o mesmo voltou a sua forma humana, mantendo sua imponência, e todos seguiram o velho sapo.
Todos os sapos do monte estavam presentes naquela recepção e todos também estavam surpresos pela presença do grande dragão. Poucos ali sabiam quem era ou porque estava ali, mas já notavam o tratamento de Fukasaku para com ele e dele para com Fukasaku. Ele com certeza era alguem muito importante para tratar o sapo sábio daquela maneira.
Logo chegaram a uma pequena casa, que ficava ao lado da casa de Fukasaku e o mesmo lhe apresentou os cômodos da casa. Era uma casinha simples, com apenas dois quartos, sala, cozinha e banheiro único. Fukasaku os convidou para jantar em sua casa e os mesmos foram prontamente. Ao chegarem para comer, Hinata e Madoka quase vomitaram ao ver o tipo de comida que ali serviam.
– Madoka: Eu queria tanto comer ramen. – Choramingava Madoka. Ela havia acostumado a rotina “ramênica” de Naruto e também havia viciado.
– Meishu: A comida está boa. – Fala seriamente o dragão, devorando seu prato rapidamente.
– Hinata: Não tem outro tipo de comida aqui? É que é muito estranho nós comermos isso. – Hinata falava tentando parecer sociável e respeitosa ao mesmo tempo.
– Fukasaku: Naruto-chan também disse a mesma coisa antes de provar. Depois disso ele adorou a comida. Não é Maw?
– Shima: Sim. Naruto-chan teve a mesma reação de vocês. Por favor, provem...
– Madoka: Se Naruto-kun gostou, eu com certeza gostarei. Itadakimasu. – Falou atacando a comida e logo após ficando verde. O gosto era horrível e ela acabou cuspindo tudo no prato. – Desculpe, mas isso é horrível.
– Fukasaku: Naruto-chan disse a mesma coisa. – O velho sapo disse sorrindo e logo notou a veia saltando da testa de Madoka.
– Madoka: Porque não falou antes? Você disse que Naruto havia gostado!
– Fukasaku: Ele gostou. É que ele passou três dias sem comer e sentiu tanta fome que comeu como se não houvesse amanhã. – Ele falava alegremente, lembrando-se da cena.
Madoka e Hinata ficaram com gotas. Não tinham opção. Elas também estavam morrendo de fome e comeram, salivando, tentando empurrar a comida. Logo terminaram e Maw entregou a elas algumas roupas que serviriam para se vestir, juntamente com algumas cobertas para as camas que usariam.
Eles se despediram de Paw e Maw, rumando para a casinha que havia do lado. Hinata e Madoka dividiram o quarto que tinha a cama de casal e deixaram o outro quarto para Meishu. O dragão não se importava. Ele odiava manter sua forma humana, mas seria impossível relacionar-se com as duas garotas do Rikudou se estivesse com a forma de dragão todo o tempo. Ele dormia somente quando necessário, pois era uma criatura guerreira que ficaria até meses sem tirar uma hora de sono, mas naquele momento pôde desfrutar de algumas horas.
Madoka teve de consolar Hinata a noite quase toda, pois a Hyuuga acordava gritando, após pesadelos horríveis que ela não contou para a Uchiha. Madoka estava horrorizada, pois havia escutado os relatos de Hinata, e sabia que somente algo tremendamente brutal faria uma pessoa sentir-se daquela maneira.
Seis horas da manhã as duas foram acordadas por batidas na porta. Meishu havia dado três batidas e se retirado, deixando a mensagem que as queria de pé. As duas levantaram-se e fizeram suas higienes, tomando um banho e comendo mais algumas larvas na casa de Fukasaku. Meishu solicitou uma grande área para que pudessem treinar tranquilamente.
Caminharam algum tempo até alcançarem uma grande planície, que ficava perto de onde o rio passava. O local era perfeito para o treinamento que teriam.
– Meishu: Hoje começaremos um treinamento intensivo de vocês duas. Nós treinaremos para libertarmos Rikudou-sama da prisão. As explicações maiores caberão a ele dar a vocês, porém quero que saibam que é extremamente necessário o empenho das duas. – Com isso ele conseguiu totalmente o foco das garotas. O motivo de estarem vivas era Naruto e viveriam para ele.
– Meishu: Primeiro quero que lutem uma contra a outra. Eu não irei ensiná-las nenhum ninjutsu, eu irei apenas despertar suas habilidades adormecidas mais rapidamente, usando meu chakra senjutsu. – As garotas entenderam e concordaram. – Eu não quero que usem ninjutsu e para você, Hyuuga. – Falou apontando para Hinata. – Não use o estilo Hyuuga, colocando chakra em seus golpes. – Assentiram novamente e começaram a batalha.
Hinata era muito mais forte que Madoka, mas a luta assim mesmo não era fácil. Madoka conseguia ler a maioria dos movimentos de Hinata com o sharingan, e Hinata a mesma coisa com o byakugan. Apesar a luta estar disputada, terminou em apenas dez minutos, com Hinata derrubando a Uchiha ofegante no chão.
– Meishu: Agora eu sei o que deve ser melhorado.
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Os dias foram se passando rapidamente para todos, menos Naruto. Ele já não sabia a quanto tempo estava preso naquela horripilante sala escura, sem poder se mexer para nada. Pegou-se conversando sozinho várias vezes, em um monólogo. Sabia que a loucura estava próxima dele. Havia tentado, por várias vezes, contatar Shinju, porém os selos de chakra senjutsu não permitiam. Ele não fazia nada ali, a não ser pensar em sua ex-vida. Comia e bebia apenas uma vez a cada três dias, quando três shinobis entravam, zombando dele e humilhando-o. Ultimamente eles até o espancavam, deixando-o coberto de sangue. Eles lhe traziam um copo de 700ml com um tipo de caldo, junto de um copo de 500ml de água. Era esse seu alimento, feito duas vezes por semana.
Seus dejetos fediam abaixo de si. Ele não se movimentava, então tudo que precisava fazer, fazia ali mesmo. Ocorria uma limpeza a cada quinze dias, para tirar toda a sujeira e jogarem um balde de água gelada em seu corpo, fazendo-o tremer de frio durante o tempo em que a água secava, já que a prisão no subsolo era bem fria por natureza.
Havia perdido oito quilos durante o tempo que se passou. Ele não conseguia dormir direito pela posição em que estava e por isso tinha olheiras fundas, deixando-o como um defunto. Suas safiras azuis davam lugar a um azul marinho opaco e seu cabelo já não emitia o seu brilho tão característico. Ele começava a perder as esperanças de um dia sair dali, martirizando-se por ter deixado Hinata e Madoka sozinhas.
Sussurrava seus pensamentos, para que pudesse ouvir algum som a não ser da pequena brisa que entrava pela fresna do teto, fazendo-o sentir-se um pouco mais vivo e menos louco. Todo dia sua vida era revisada por completo e a cada dia ele se arrependia de uma decisão tomada antes. Arrependia-se de ter feito Sasuke seu primeiro laço, fazendo-se de idiota perante ele. Arrependia-se de ter gostado de Sakura, deixando a linda Hinata sofrer em silencio. Arrependia-se tanto de ter feito sacrifícios em prol de quem não lhe dava valor.
Uma amargura se apossava de seu coração, ao lembrar-se de seu filho. Ele imaginava que aparência teria o garoto ou garota. Se fosse garota, ele queria que fosse igual a Hinata, tanto na aparência quando nas manias. Se fosse garoto, queria que fosse igual a ele, para treinarem até cair no chão e “pesquisarem” nas termas, escondidos de Hinata e Madoka. Ele permitia-se rir nesse momento, para depois chorar compulsivamente, lembrando-se de memórias que nunca teria.
Escutou um som vindo da grande porta da cela. Ele sabia que não era comida, pois haviam vindo ontem. A dúvida dele era entre a limpeza ou o odiado Hiashi. A última opção foi a que se fez. Hiashi ia a sua cela de vez em quando, lembrando-lhe que Hinata havia casado com Kamuro e Madoka estava presa. Aquilo trucidava Naruto por dentro, mas ele não podia fazer nada.
– Hiashi: Olá, Uzumaki. Por favor, indique-me seu personal trainer. Eu estou precisando entrar em forma. – Ria escandalosamente. Era sempre a mesma piada. Naruto sentia seu coração esfriar toda vez que via Hiashi. Ele odiava o Hyuuga com tudo que tinha. – Sabia que Hinata está grávida? – Ele riu novamente, pois viu Naruto tremer e fechar os olhos. A notícia tinha abalado o loiro profundamente. – Desta vez eu não vou matar a criança!
Foi o golpe final. Naruto não conseguiu manter-se firme diante de Hiashi. Tirou novamente sua máscara e desabou em lágrimas. Era humilhante, mas inevitável. Hiashi havia contado para Naruto que havia forçado Hinata a casar-se com Kamuro, ameaçando a vida de Madoka, que estava presa. Naruto imaginava Hinata sendo tocada por outro homem e sentia nojo. Ele sentia nojo de si mesmo por não ter conseguido proteger sua amada Hyuuga, junto da Uchiha.
– Hiashi: Não chore seu inútil! Um demônio não deve ter sentimentos! – Hiashi cuspiu na cara de Naruto, depois de ter pigarreado. Ele agarrou no pescoço magro de Naruto e apertou fortemente. Quando o loiro agonizou em busca de ar, Hiashi passou a mão pelo rosto dele e o fez engolir a saliva que havia cuspido a pouco. – Beba! Eu ouvi dizer que não estão te alimentando muito bem aqui, então aproveite!
Naruto, agonizando em busca de ar, não teve alternativa a não ser engolir a saliva e catarro de Hiashi, fazendo-o abrir novamente um sorriso. Naruto já havia perdido as contas de quantas vezes havia matado Hiashi em seus pensamentos. Parecia que o Hyuuga não se cansava de pisar nas feridas em suas feridas, fazendo-o sofrer mais a cada dia.
– Naruto: Hiashi... Você sabe que eu sempre cumpro minhas promessas. Você irá pagar caro por iss – Naruto foi interrompido por um golpe de Hiashi em sua cabeça.
– Hiashi: Cale a boca seu lixo! Tem que me agradecer por não mata-lo! – Falou já se retirando.
– Naruto: Sim. Eu tenho que agradecê-lo por me deixar vivo. – Sussurrou para si, antes de desmaiar pela quantia de sangue que descia de sua cabeça.
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Konoha estava em festa. Hoje acontecia um grande evento, que fazia as grandes figuras do mundo shinobi comparecerem ao local. O Kazekage, a Mizukage, o Tsuchikage e o Raikage estavam presentes, juntamente do senhor feudal do fogo. Hoje era comemorada a posse do novo Hokage de Konoha.
O povo aplaudia com fervor o homem que nesse momento estava no topo da torre Hokage. O povo o amava por ter participado diretamente da operação que fez o Uzumaki ser preso. Após a prisão do loiro, a população ainda não estava segura do acontecido, porém várias matérias e divulgações sobre o caso foram se espalhando e as notícias sobre o famoso dragão que havia destruído boa parte de Konoha havia se espalhado.
A única explicação para aquilo seria Naruto. Ele foi o culpado pela invasão e destruição ocorrida naquele momento, fazendo sua fama de vilão aumentar ainda mais e convencendo os que duvidavam de sua culpa. Ele agora sim seria ODIADO pelo mundo inteiro. Nada poderia fazer o novo Hokage mais feliz do que isso.
Ele agora poderia usar o cargo para fazer seu clã crescer ainda mais, desfrutando dos benefícios de Hokage para pender a balança para seu lado. Sim, ele faria o clã Hyuuga prosperar ainda mais, usando seus privilégios.
Hiashi estava em pé, em cima do prédio do fogo e discursava para toda Konoha. A grande festa estendeu-se até de madrugada, fazendo a felicidade do povo. Hiashi cumprimentava as grandes figuras politicas com sua máscara de frieza já totalmente esquecida. Ele há muito havia a trocado por sorrisos, providentes de sua loucura.
O conselho shinobi havia aceitado prontamente a indicação do senhor feudal. Hiashi era o líder do maior clã de Konoha e já tinha experiência em administrar, então serviu como uma luva para Konoha naquele momento tão drástico. Konoha havia enfraquecido politicamente depois do ocorrido com o Uzumaki e por isso necessitava revigorar suas forças o mais rápido possível e aquela havia sido a solução.
Hiashi havia ordenado buscas por todo o mundo shinobi, escondido de Konoha, porém nada foi encontrado que denunciasse a localização de Hinata ou da Uchiha. Agora como Hokage, a primeira coisa que faria era nomeá-las como nukenins rank A.
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As garotas ofegavam fortemente. Estavam lutando há exatas cinco horas e já estava anoitecendo.
– Madoka: Amaterasu. – Falou com dificuldade. As chamas incendiaram o corpo de Hinata, que caiu no chão agonizando, mas logo explodiu em fumaça. – Um kage bunshin!
– Hinata: Oodama Hakke Kuunamishou ( 8 Trigramas – Grande Onda da Palma aérea). – Com os últimos vestígios de chakra, Hinata aplicou seus golpes, que pegaram certeiramente em Madoka, deixando-a desacordada. Hinata após ver que Madoka havia sido derrotada, desmaiou juntamente com ela, devido ao cansaço.
– Meishu: Ahh. – Suspirou. Era sempre a mesma coisa. – Humanos inúteis! – Pegou-as nos braços e voltou para a pequena casa.
Hinata e Madoka treinavam durante todo o dia, com Meishu na supervisão e informando-lhes o que deveriam fazer. Elas estavam evoluindo bastante. Madoka, pouco tempo depois do inicio do treinamento, conseguiu despertar o Mangekyou Sharingan. Seu Mangekyou tinha uma pequena bola preta no centro, e logo depois um círculo a rodeando. Sobre o círculo, havia outro círculo, mas agora bem maior, atingindo o meio do olho. Nesse último círculo haviam seis tomoes, como se fossem pingentes de um cordão. Não havia um desenho complexo para descrevê-lo, mas mesmo assim era magnífico.
Mesmo com o Mangekyou, Hinata ainda era mais forte. Quando lutavam sem ninjutsu, Madoka conseguia lutar no mesmo nível de Hinata, acabando empatado na maioria das vezes, porém, quando era permitido o uso de ninjutsus e consequentemente o estilo Hyuuga, Hinata ganhava com uma boa vantagem, já que podia aplicar seus juukens em Madoka.
Meishu não as deixava perceber, mas estava satisfeito com a evolução das garotas e já estava na hora que passarem para outro tipo de treinamento.
– Meishu: Pelo visto terei que voltar aquela maldita biblioteca daquele país imprestável. – Falava entediado como sempre.
Notas finais
Botei 3x1 no bolão FlaxGoiás. Claro que meu mengão vai descer o safarro no Goiás né! hauehuahaue
Valeu galera!
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