Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi

37 Capítulo 37: A Realização de um Sonho - Parte 2


Notas iniciais
YO! De volta galera! Eu pretendia ter postado antes, mas esse capítulo foi bem difícil. Foi bem emocionante escrever ele e espero que sintam o mesmo enquanto estiverem lendo. Acho que São Paulo vai ter água durante essa semana. Não poderia ser menos depois do choro da negada do Curintia KKKKKK. Dá-lhe Mengão! Bom, desculpem esse autor baka e divirtam-se com o capítulo. Só pra constar: São 04:54 da matina e eu cumpri minha promessa de que postaria nem que fosse de madrugada KKKKKKKKK

Capítulo 37: A Realização de um Sonho – Parte 2

– Jiraya: Pois não? – Perguntou com um sorriso contagiante, entrando na imponente sala. O velho Sannin já tinha consciência de que não sairia dali com uma boa notícia. Na verdade, ficaria extremamente feliz se pelo menos saísse dali vivo, quer dizer, sob o efeito do jutsu que o mantinha de olhos abertos. Havia feito de tudo para esconder seus passos. Tinha colocado selos para suprimir a própria presença, havia usado os mais diversos henges para trocar de aparência, havia também combinado os melhores horários juntamente com a Mizukage, mas realmente não havia como fugir de uma ótima percepção de chakra, Sharingan e Byakugan.

– Naruto: Sente-se! – Falou sem olhá-lo. Estava totalmente focado nos papeis que havia sobre sua mesa. Leu mais umas duas folhas inteiras e só então guardou-as em um envelope e levantou os olhos. Jiraya manteve-se firme, mas o olhar de Naruto o fazia tremer. Não havia ódio, não havia decepção. Havia apenas um nada. Um gigantesco nada que convidava Jiraya a mergulhar no mar de inexistência que havia ali. O tão clássico azul lhe apresentava uma aparência seca, opaca e infinitamente diferente do brilhoso azul que o garoto cabeça-oca antes emitia. – Como vão as coisas com você? – Perguntou tranquilamente, altamente frio.

– Jiraya: Você sabe... – Gargalhou alto, classicamente. – Bebendo um pouquinho de sakê ali, indo a uns bordéis ali... – Foi cortado.

– Naruto: Sabe... – Respirou fundo e olhou para as mãos cruzadas em cima da mesa, logo levantando novamente e olhando nos olhos negros devido ao edo tensei de Jiraya. – Eu... Sempre estive sozinho durante toda a vida. Quando me refiro a sozinho, não quero dizer que não haviam pessoas por perto de mim, pois sempre havia o Hiruzen, depois veio também o Iruka e logo após Sakura e Sasuke, além de que Hina-chan sempre esteve olhando por mim. Quero me referir a pessoas que realmente quisessem o meu bem e me amassem. Hinata-chan sempre esteve lá por mim, porém eu não a correspondia, isso até mesmo por culpa dela, que não se pronunciava. – Nesse momento ele deu um sorriso de angústia, lembrando-se de que se tivesse tomado a dianteira naquele tempo, poderia ter aproveitado muito mais de sua vida ao lado da garota. Jiraya apenas escutou completamente surpreso pelo pequeno desabafo do rapaz. Naruto jamais havia comentado sobre aquilo com ele, e com toda certeza não seria agora, imponente, inteligente e frio, que iria se abrir com ele. – E então veio você! – Levantou o olhar mais uma vez e encarou novamente Jiraya, que se mostrava tranquilo e atencioso, porém praticamente perplexo por dentro. – Veio você e cuidou de mim, mesmo de uma forma irresponsável e atrapalhada, mas cuidou de mim. A única pessoa a quem eu devia respeito e obedeceria sem contestar... A imagem de um pai que nunca esteve ao meu lado e que eu sequer sabia, no tempo, que havia feito algo por mim. Era você, Jiraya, que eu admirava e me espelhava, mesmo com todos os seus defeitos e idiotices. Eu queria até ser idiota igual a você, de um jeito legal. – Sorriu sincero, olhando novamente para baixo e expressando tristeza e decepção, juntamente com angústia. – Porém agora sou diferente. Já sofri o pior que esse mundo poderia me apresentar, juntamente com as garotas que me seguem desde o começo. Não estou aqui por capricho ou por simplesmente me achar superior aos outros. Disso eu tenho certeza: Sou infinitamente mais forte que todos os kages juntos, e farei uso total do meu poder para dar fim em tudo de ruim que existe, e só então poderei respirar e tirar esse peso enorme das costas. Talvez nem mesmo assim... – Mudou totalmente a expressão e olhou mortalmente para Jiraya, que apenas escutou as palavras sofridas e que vinham do fundo do coração do jovem à sua frente. – Eu não irei acusa-lo de nada, porém quero que me esclareça o que anda fazendo durante suas saídas de Kiri, das quais passa de dois a cinco dias fora. – Ajeitou-se na cadeira e ativou seu Sharingan para perceber qualquer mudança no olhar do seu mestre, e ele viu. Não havia como não perceber o desconforto, tristeza e a mais profunda decepção no olhar de Jiraya, porém a mesma não se referia apenas a Naruto. O jovem percebeu que aquele olhar de decepção era para mais alguma pessoa... Parecia ser para ele mesmo, Jiraya.

– Jiraya: Escute, Naruto... – Fechou os olhos e respirou fundo... – Não mentirei para você. Serei totalmente sincero... – Abriu os olhos e expirou, aliviando o pulmão. – Tenho saído da vila à procura de algo que possa pará-lo, algo que possa lhe mostrar que esse caminho está errado, que não devemos nos portar assim. Nós, shinobis, não devemos usar nossas habilidades superiores para atingir o bem, mesmo que também atinja o mal. Suas atitudes são maquiavélicas, Naruto! Não se pode justificar os meios pelos fins. Não há como justificar a morte de mil pessoas inocentes com a punição para também mil pessoas ruins. Isso não existe! – Falou calmamente, ainda com o olhar decepcionado para Naruto. – Quero que você reconheça seus erros e volte para o caminho no qual eu sempre tentei fazê-lo andar. Eu te amo, garoto, mais do que você possa imaginar. Não sabe como me dói vê-lo consumido por essa crueldade e todas essas atitudes que o fazem estar a ponto de ser tornar o que a população de Konoha sempre acreditou que você fosse... Mas você não é! Eu sei disso... Por favor... Dê mais uma chance para todos. Olhe para dentro de você e procure por aquele Naruto amável que as pessoas estavam começando a achar também. Volte para nós, Naruto! – O Sannin ergueu-se por cima da mesa, como se quisesse abraçar Naruto. O jovem via a sinceridade, mágoa e uma enorme decepção em Jiraya, mas... Nada o faria voltar depois de tudo, e nem mesmo queria voltar. O mundo havia pedido por ele assim, e assim ele seria.

– Naruto: Então temos muito a conversar... – Afastou-se um pouco para trás, dando a mensagem para que Jiraya também se afastasse, e assim ele o fez. – Tenho apenas duas perguntas: Por que ainda está sob o efeito do Edo Tensei? Quais eram e são suas ambições neste momento? – Perguntou seriamente, olhando de maneira fixa, ainda com seu Sharingan vidrado em Jiraya. O velho Sannin sabia que não havia como fugir daquela pergunta. Aquele era o tipo de inquérito do qual o investigador já sabia todas as respostas, mas apenas queria testar ou concluir algo mais. Não havia porquê mentir, mas sim apenas omitir alguns detalhes.

– Jiraya: Quando fui invocado, meus planos eram de ajuda-lo a contornar toda a situação adversa na qual estava metido com Konoha. Como você fugiu sozinho e começou a badernar em todo o mundo, resolvi montar um plano para conversar com você aqui em Kiri, já que Mei-chan citou a possiblidade de você procura-la em busca de uma base segura... – Naruto ficou impressionado por terem lido parcialmente seu planos, mas não demonstrou. – Treinei com ela e fizemos planos A, B e C... O resto você já sabe. – Calou-se e cruzou os braços, esperando pela reação de Naruto.

– Naruto: Entendo. Então agora seu plano é de alguma forma me impedir... Mesmo que tenha que usar a força, certo? – Recostou-se em sua cadeira e levou a mão ao rosto, como se estivesse se impedindo de mostrar alguma emoção, o que seria inevitável pela situação ali colocada.

– Jiraya: Você sabe que jamais eu utilizaria tais métodos, Naruto! Primeiramente por te considerar como um filho que escolheu o caminho errado, e segundo porque eu jamais conseguiria fazê-lo mudar pela força. – Respirou fundo e recostou-se também na confortável cadeira à frente do senhor feudal. – Você não pode culpar o mundo pelos erros de algumas pessoas, coloque isso em sua cabeça! – Disse já não contendo a decepção em sua face, muito menos o nervosismo. – Quantas pessoas pretende matar até conseguir essa paz utópica? Você não entende que assim acaba criando mais revolta e aderindo ao ciclo vicioso do ódio? Vai fazer o que? Sair matando os pais e mães das crianças como se elas fossem aceitar isso só porque você é Uzumaki Naruto, Imperador de Akatsuki? – Espalmou as duas mãos na mesa de Naruto, irritado. – Você continua um idiota e ingênuo, moleque! Lembre-se dos fundamentos que lhe ensinei e de como Minato e Kushina se sentiriam vendo o motivo do sacrifício deles tomando um rumo totalmente oposto ao que eles lhe indicaram... – Rosnou para Naruto. Não era a intensão de provocar uma briga deste porte perante ele, porém ao lembrar-se de Minato e Kushina, tudo veio como um furacão. Naruto não havia esquecido somente dele, mas também dos próprios pais, que sacrificaram a vida e tudo que tinham para salvá-lo e guia-lo no caminho do bem. – Pense bem em suas atitudes e tome lugar de um homem, pois você ainda parece uma criança! – Socou a mesa com força, fazendo a mesma estralar e rachar, mas não quebrar. Com essa atitude, Jiraya finalmente percebeu que estava bastante exaltado e Naruto ainda mantinha as mãos no rosto, imóvel e sem reação, como uma estátua.

– Naruto: Isso é tudo? – Perguntou retirando as mãos do rosto e pondo-as na mesa tranquilamente. Jiraya por um momento não conseguiu olhar nos olhos de Naruto, pois percebeu o clima tenso que se formava e a leve vibração do ar ao redor do loiro. Sentou-se na cadeira novamente e piscou os olhos. Foi tudo muito rápido, mais do que poderia imaginar, e quando finalmente abriu os olhos, pôde enxergar os olhos de Naruto o encarando como se fosse uma fera, uma besta, um monstro... Um demônio. Os olhos com o Yin Yang os encaravam de modo que o brilho clareava levemente o local. Os cabelos loiros flutuavam levemente e o corpo do rapaz vibrava como se os nervos estivessem fazendo uma gigantesca força para que ele não destruísse Jiraya e até mesmo o local. Os lábios se mexeram e um sorriso sádico tomou forma, deixando Jiraya perplexo. – VOCÊ NÃO TEM O DIREITO! – Gritou em plenos pulmões, descontrolado. – VOCÊ NÃO TEM O DIREITO! VOCÊ MORREU, SEU VELHO PERVERTIDO! VOCÊ JÁ ESTÁ MORTO E NÃO TEM O DIREITO DE ME JULGAR DEPOIS DE TUDO QUE PASSEI! – Estava visivelmente transtornado e nervoso. Em um piscar de olhos ele atravessou a sala segurando o colarinho de Jiraya, prendendo o velho Sannin contra a parede e pressionando-o, como se fosse enforca-lo. Movimentou o cotovelo esquerdo para o pescoço de Jiraya e o imobilizou. Com a mão direita guiou um poderosíssimo soco no rosto do Sannin, que não pôde defender e apenas sentiu o golpe contra sua face. A parede onde Naruto prendia Jiraya cedeu e os dois caíram pelo corredor do prédio, causando uma destruição na sala do senhor feudal e chamando a atenção de Shinju, que se surpreendeu com a enorme bagunça que estava sendo causada ali. – Eu irei acabar com você aqui. Não irei tolerar desrespeito para com o sofrimento das minhas esposas depois de tudo que passamos. Eu estou decepcionado com você, Ero-Sennin... De todos... De todos, eu sempre pensei que você fosse o que me entenderia melhor, mesmo já sabendo que não iria concordar com meus métodos. Eu já esperava uma iniciativa sua de tal maneira, mas jamais pensei que iria desrespeitar a traição que Konoha me provocou e também os meus sentimentos, juntamente com os de Hinata-chan, Madoka-chan e até mesmo Tsu-chan. Até mesmo o sofrimento dela você faz questão de ignorar. – Naruto falava a última parte com um pesar na voz e não fazia questão de manter sua frieza. Estava triste com Jiraya. Seu coração batia de forma dolorida enquanto olhava para a figura paterna que Minato deixou em seu lugar.

– Jiraya: Escute... Garoto... Eu entendo seu sofrimento e apenas não concordo com a maneira que você está encarando essa situação... – Disse também triste, pois estava claro toda a mágoa que causou no garoto. Naruto poderia não perceber e até mesmo estar ignorando, porém Jiraya sentia profundamente por tudo que o rapaz havia passado Porém mais do que isso, sabia das atitudes erradas de Naruto e não poderia permitir que tantas pessoas morressem por causa disso. Konoha era culpada por tudo, porém nem todos que moravam lá e apesar de também saber disso, Naruto não fazia questão de eliminar apenas os culpados. O caminho traçado por ele em busca da paz estava distorcido de maneira louca e obsessiva. Não havia porque matar pessoas que não haviam feito nada. – Vamos conversar, Naruto... Nós podemos nos entender... – Suplicou o Sannin, tentando fazer com que Naruto desistisse da ideia da luta. Sabia que não teria chances contra ele em uma batalha de frente, ainda mais no território de Naruto, onde poderia topar com Hinata, Madoka e Tsunade, talvez até mesmo Mei, que não poderia estragar o disfarce e ter de lutar contra o próprio pai para manter as aparências.

– Naruto: Vá conversar com os meus pais, lá no outro mundo. Já cansei de tentar fazê-lo entender! – Disse sombrio e desapareceu das vistas de Jiraya. Não havia tempo para ativar o Modo Sennin, não havia tempo para nada. Lutar contra Naruto era absurdo. Aquele rapaz era absurdamente mais poderoso que ele e agora não havia mais saída. Olhou para os lados rapidamente e apenas pôde ver Shinju em pé e apreensiva, olhando a tudo de longe.

Jiraya não pode mais calcular seus pensamentos com tranquilidade, pois rapidamente Naruto lhe acertou golpes em velocidade absurda. Primeiro um soco no queixo, fazendo-o perder o equilíbrio cair para o lado esquerdo, indo em direção ao escritório de Shinju. Antes que pudesse se recuperar e se defender, novamente um outro golpe, porém este foi mais forte, e como o Sannin insistia em correr na direção da saída, voou em direção a saída do local, sendo aparado pelas mãos de Mei, que acabara de sair de sua sala atordoada pela confusão. Olhou para o rosto de Jiraya recompondo o nariz e parte da bochecha pelo Edo Tensei e logo após para Naruto, completamente nervoso e trêmulo, contendo seus nervos por ter invocado seu doujutsu. Olhou novamente para seu pai, ainda sendo apoiado pelas roupas, e ainda também atordoado pelos golpes e pela situação.

– Mei: Mas o que está havendo aqui? – Perguntou olhando nos olhos do pai, enviando a mensagem subliminar que o velho logo identificou.

– Jiraya: N-Naruto... – Não pode argumentar ou gesticular de forma alguma, pois novamente foi atingido com uma joelhada na orelha, voando e atravessando os muros da estrutura, caindo no meio da rua e surpreendendo a quem passa pela rua. Naruto logo apareceu no buraco da parede e atravessou-a, tomando cuidado para não pisar nos destroços que havia no local. Olhou para todas as pessoas que ali estavam para alimentar a própria curiosidade e em um piscar de olhos não havia mais ninguém ali.

– Naruto: Já disse para se calar... – Falou sombriamente, olhando nos olhos trêmulos de Jiraya. A hora havia chegado, pensaram os dois em conjunto, porém cada um com seus próprios objetivos particulares. Já Naruto, além de se livrar de Jiraya, acabaria de uma vez com os planos que o mesmo tinha e testaria também Mei, de quem desconfiava há alguns meses. As saídas e as desculpas tortas que a mesma lhe dava nunca haviam suprido toda a dúvida e desconfiança que o mesmo tinha das atitudes dela. – Mei-chan... – Disse ainda olhando Jiraya, que se levantava vagarosamente. Mei deu um pequeno pulo de susto, já atrás de Naruto. O Uzumaki podia sentir o chakra dela eufórico e nervoso, como se fosse perder a própria vida. Isso poderia ser interpretado de duas formas segundo as linhas de raciocínio de Naruto: A primeira era realmente ter algo errado por trás dela e de Jiraya, como um plano em conjunto. Plano esse que Naruto tinha quase certeza que existia. A outra forma era ela simplesmente estar nervosa por finalmente Naruto terminar com o pouco de vida que Jiraya havia conseguido com base naquele jutsu. De qualquer forma acabava ali. Fosse o plano ou simplesmente a vida de Jiraya, o fim era ali. Caso Mei hesitasse em acabar com Jiraya de alguma forma, com certeza haveria algo errado e o Sharingan de Naruto implorava para que fosse usado dentro da mente da Mizukage, para que fosse identificado o ponto fraco da defesa de Naruto contra conspirações. – Desfaça o Edo Tensei... Agora! – Começou a frase serio e firme, mas percebendo o aumento no nervosismo de Mei, praticamente tirou-lhe a pele com a forma fria e assustadora com a qual lhe apressou.

Mei novamente tremeu ao olhar para Jiraya. O velho estava sério e encarava profundamente a estrutura e os olhos de Naruto. Aquele jovem havia mudado tanto, mas tanto que agora era praticamente irreconhecível aos olhos de seu mestre. Olhou nos olhos de Mei e viu a hesitação que a mesma jamais deveria ter mostrado. Aproveitou que Naruto a olhava nos olhos e pode fechar a cara para ela, indicando-lhe pelo olhar como deveria proceder.

– Jiraya: N-Naruto... O que está fazendo? Eu sou seu mestre! Sou praticamente seu pai desde que Minato faleceu... Não pode fazer isso comigo apenas por querer o seu bem! – Praticamente implorou, segurando nos ombros de Naruto e os apertando de forma que o loiro virou-se para olhá-lo novamente.

– Naruto: Mas é justamente por isso que estou terminando com o gosto de vida que você voltou a sentir. Não quero um pai. Eu não quero ser traído novamente por minha família. – Disse com uma mágoa nos olhos, apesar da voz ter saído completamente forte e imponente. Jiraya viu no fundo dos olhos dele a dor de sofrer por causa da família. Mais precisamente pela falta dela. O rapaz sofreu por Minato e Kushina terem morrido cedo demais, o deixando na mão daquela população ingrata que apenas judiou com ele até o momento em que perceberam depender dele para a própria segurança, quando finalmente o rapaz despertou seu potencial ao salvá-los da Akatsuki, na luta contra Nagato. A culpa de todos os acontecimentos ruins na vida do garoto era de Minato e Kushina, mesmo indiretamente e querendo o bem dele. Naruto os amava com todo seu ser, porém tinha esse pensamento e não estava errado. Por falta da presença dos pais, sua vida, ao menos antes de fugir da cadeia, teve apenas três meses onde ele poderia dizer que não se arrependia de ter vivido. Tempo esse que se refere a quando finalmente reconheceu o valor de Hinata como mulher e seu amor para com ele, até quando recebeu a enxurrada de acontecimentos que o levou para a conversa que tinha agora com Jiraya. – Mei-chan, cancele o Edo Tensei do seu pai. – Olhou nos olhos da garota e a viu tremer e dar um paço para trás, completamente nervosa e perdida. Até então seria normal para quem perderia o pai pela segunda vez. Porém o loiro analisava meticulosamente todas as atitudes dela na sua busca por um sinal de traição por parte dela. – Estou esperando... – Reforçou a ordem, deixando-a mais nervosa propositalmente.

Mei congelou ao ouvir a ordem de Naruto. Ela teria que cancelar o jutsu que mantinha o pai por perto, ao seu lado. Tudo bem que Jiraya não foi muito presente na vida dela, se comparado a outros pais, porém o amava e conhecia o valor do mesmo como ser humano e shinobi. Era um absurdo a ordem que Naruto estava lhe dando. Terminar com a vida do próprio pai, mesmo que ele já estivesse morto, era demais para qualquer filho. Olhou novamente para os olhos de Jiraya e sentiu a firmeza que o mesmo lhe retornava. Ela deveria obedecer tanto a Naruto quanto ao pai, que lhe dizia para cumprir a ordem do marido. Mas e como ficariam os planos? Como tudo iria se resolver agora? A Mizukage se perguntava, presa em seus pensamentos. Mas não havia saída, deveria obedecer a Naruto. Do contrário ficaria praticamente exposto que havia motivos a mais por trás daquilo. Sabia que Naruto era muito esperto e que suas desculpas para as pequenas fugas e demoras excessivas em algumas atividades eram suspeitas na visão do mesmo. Teria que fechar todas as linhas e dar um nó bem feito no final. Deveria cancelar o jutsu e provar para Naruto que estaria do lado dele, mesmo contra o próprio pai.

– Mei: H-hai! – Falou fracamente ainda tremendo e caminhando vagarosamente para perto de Jiraya, passando por Naruto sem olhar nos olhos do rapaz que ainda a analisava de maneira fria e intensa. Sentiu a tensão e todo o nervosismo vindo de Naruto e acanhou-se ainda mais. Estava claro para os dois Uzumakis, pai e filha, que o rapaz sabia ou no mínimo desconfiava de algo. – Desculpe-me, pai... – Sussurrou perto do velho Sannin, soluçando em um choro sôfrego que fez Naruto fechar os olhos fortemente, virando de costas para cena. Não poderia demonstrar piedade para com a Mizukage, porém temia do fundo de seu coração estar errado, pois jamais aceitaria cometer tamanha injustiça e fazer Mei sofrer tamanha dor ao desligar o próprio pai do jutsu que o mantinha ao lado dela. Mei fez com dificuldade alguns selos. – Edo Tensei: Kai! – Disse fracamente, tocando as pontas do indicador e médio na testa de Jiraya, que sorriu para a garota. Uma luz forte tomou conta do local, fazendo com que Naruto virasse logo após para ver um corpo de um shinobi morto ao chão, juntamente com o braço de Jiraya, que foi usado para realizar o jutsu, como parte de DNA do Sannin.

O loiro olhou para Mei, que estava encolhida sobre as próprias pernas, chorando compulsivamente enquanto olhava para a parte que havia sobrado de seu pai. O coração do loiro apertou ao vê-la tão devastada, e ele apertou os pulsos irritado. Conhecia muito bem seu ponto fraco, mais ainda suas emoções. A família vinha acima de tudo para ele e Mei agora fazia parte dela assim como Jiraya. Abaixou-se ao lado da garota e abraçou-a pelos ombros, fazendo com que a mesma encostasse em seu peito. Não faria mal ajudá-la com isso, afinal ela havia provado que estava do lado dele.

– Naruto: Desculpe por isso... – Disse amoroso para com a mulher, apertando-a mais contra si e levantando aos dois, pois o movimento retornava para o local. Pôs uma mão em cada bochecha de Mei e limpou as lágrimas carinhosamente com o polegar. Encarou-a nos olhos trêmulos e beijou-a com carinho. Sentiu a mulher enrijecer o corpo, ficando aparentemente nervosa e surpresa. Ela deveria estar com medo ou pensando que ele estaria irritado com ela, concluiu o rapaz. – Vamos para casa... – Abraçou-a e a fez pendurar-se na cintura dele, entrando novamente no prédio pelo buraco que havia feito e dando de cara com uma Shinju curiosa e irritada ao mesmo tempo. – Por favor, Shinju-chan, tome de conta do escritório e peça para alguém consertar o que nós quebramos. – Piscou para ela e saiu do local.

Pulou rapidamente os telhados com Mei ainda grudada e trêmula sob ele, agarrada com um dos braços envolta ao pescoço do rapaz e o outro braço sustentava a mão ao peito dele. Mei não era idiota. Sabia muito bem que estava apenas atuando, mas apenas por certa parte. Sabia que estava sendo injusta com Naruto pelo fato de ele agora não desconfiar mais dela pela prova que ela havia acabado de dar a ele, porém sentia-se realmente magoada por ter que desativar o jutsu de Jiraya. Não era apenas o plano que havia ido por água abaixo. Era seu pai que havia parado de viver pela segunda vez. O tempo passou rapidamente para ela, e quando deu por si já estavam em casa. Naruto pulou a janela do quarto principal, como de costume, e colocou-a deitada na cama, sentando-se logo ao lado.

– Mei: P-Precisava mesmo que eu tivesse feito aquilo? – Perguntou levantando os olhos sôfregos e chorosos. Mais uma vez o coração de Naruto apertou. – Você consegue imaginar a dor de ter que “desligar” meu pai de sua vida? – Segurou firme no braço de Naruto, porém ainda tremia intensamente.

– Naruto: Desculpe! Me desculpe, Mei-chan... – Não poderia dizer que estava a testando. Naruto sentia realmente no fundo do peito. Já tinha tanta certeza de que ela não obedeceria aquela ordem, que estava até preparado para tomar outras providencias e até mesmo para lutar contra ela e Jiraya. Era a prova concreta de que não havia acordo entre os dois, pois jamais o Edo Tensei de Jiraya poderia ser feito novamente. A única peça de DNA que sobrava do velho Sannin era o braço que agora estava guardado sob supervisão de Shinju, que havia ficado de arrumar a bagunça deixada para trás.

– Mei: Qual a razão para tudo aquilo? – Pergunto já controlada e olhando firmemente nas safiras de Naruto, que tremeram ao ver os olhos vermelhos e inchados de Mei. Parecia destruída por dentro.

– Naruto: Eu apenas queria que você se tornasse mais resistente emocionalmente. Não havia imaginado que isso teria proporções tão drásticas a você. Me desculpe! – Mentiu descaradamente, porém como citado acima, não poderia expor que a estava testando. Do contrário jamais conseguiria a confiança dela novamente.

– Mei: Você já se imaginou fazendo isso com o Yondaime Hokage ou com a Pimenta Sanguinária? – Aproveitou-se do exposto ponto fraco de Naruto. Eram no total de cinco pontos fracos que Uzumaki Naruto possuía: Primeiramente e de maneira suprema, a família. Era tudo para ele. Tudo que ele não teve, tudo que lhe fez falta em toda sua existência, todo o seu sonho de um dia possuir. A paz que ele tanto desejava era para sua família viver em paz. Depois da família viria Hinata, Madoka, Tsunade e Mei, que faziam parte de sua família. No final toda a existência de Naruto era dedicada e esforçada apenas para sua família. Sabendo disso, Mei resolveu voltar sua artilharia ofensiva para torturar psicologicamente a Naruto, seja como vingança ou para fazê-lo não notar sua atuação que até o momento estava sendo perfeita. Havia um tanto de verdade em sua mágoa e tristeza, mas ela estava atuando para fazê-lo sofrer mais, e como tal, forçar-se a confiar mais nela com o peso dedicado em sua consciência. Em meio a seus pensamentos, encarava os olhos devastados e trêmulos de Naruto. O loiro fechou fortemente seus olhos e levantou-se bruscamente, visivelmente transtornado e decepcionado consigo mesmo. Apertou os punhos e andou a passos largos para fora do quarto.

– Naruto: Novamente, me desculpe! – Disse firme da porta do quarto e retirou-se, fechando-a logo após. Sua cabeça estava a mil. Devastado com o abandono de Jiraya, que não compreendeu o sentimento de insegurança, medo, ódio, vingança e remorso que aquele mundo já havia passado para sua mente e sangue. Que o velho não concordasse com ele, mas que também não o traísse, indo em viagens fazer sabe-se lá o quê para machuca-lo ou até mesmo mata-lo. Também por Mei. Tinha completa convicção que ela tramava algo junto de Jiraya pelo fato de também sumir em algumas ocasiões e sempre em horários onde também não era possível encontrar Jiraya. Mesmo com as atitudes firmes e respostas sérias, sempre sobrava uma brecha. Naruto não era idiota, nem um pouco. Era agora o manda chuva do Império Akatsuki e como tal, possuía informações em todos os lugares. Apesar de todo o arsenal, havia errado com uma pessoa próxima a si, com a sua família. É bem lógico que se realmente houvesse algo entre os dois, um plano ou seja lá o que diabos fosse, iriam de toda forma tentar impedir que o Edo Tensei fosse desfeito. Mei era inocente e Naruto mesmo assim a fez cancelar o jutsu que mantinha seu pai por perto da Uzumaki. Havia sido extremamente cruel e não conseguiria se perdoar tão cedo, porém também não voltaria atrás. Precisava, neste momento, tranquilizar sua mente e nada melhor para isso do que ver suas grávidas preferidas. Abandonou toda sua mágoa recente e sentiu novamente o peito se encher de um ar que parecia vir do paraíso. Seu peito sempre pulava e era impossível não deixar os olhos molharem em lágrimas sempre que via uma das duas. Chegou à cozinha onde viu Tsunade ao pé de um fogão e Hinata de frente para Hanabi. Ambas sentavam na mesa com o prato diante de si e segurando uma colher em cada mão, com ambas apoiadas na mesa. Uma digna cena de uma mãe entregando comida para duas crianças que não comiam a séculos. O engraçado era que ambas comiam de dez em dez minutos.

– Tsunade: Naruto-kun! Não aguento mais cozinhar. Minhas costas doem... – Choramingou ao vê-lo entrar na cozinha. Naruto finalmente pôde olhar para as duas “crianças” sentadas, com as barrigas ao pé de sete meses e dez dias. Um pouco de saliva descia da boca de ambas e os olhos encaravam-se com sorrisos psicóticos, uma para a outra. Poderiam estar em um duelo mental para quem ficaria com a parte maior? Naruto gargalhou ao imaginar isso.

– Naruto: Não tenho nada a ver com isso! (N/A: Eduardo Jorge KKKKKK. Participa da bagunça e quer sair da reta.) Não tenho culpa disso. – Apontou com uma mão para a barriga de Hanabi e com a outra para a de Hinata, rindo cinicamente. Tsunade bateu no braço dele com força usando a colher de madeira que misturava a sopa recheada de legumes. – Ai! – Reclamou o rapaz, sentando-se na cabeceira da mesa. – Será que vai sobrar pra mim? – Olhou para Hinata e depois para Hanabi.

Hinata/Hanabi: Não! – Responderam antes mesmo de Naruto fechar a boca ao falar.

Hinata: Hana-chan já comeu demais, Naruto-kun! Olha o tamanho da barriga dela! – Disse com um bico, corada. Naruto olhou para a barriga de Hanabi e voltou para a de Hinata. Gotas criaram em sua cabeça. A de Hinata estava bem maior sabe-se lá por que, mas ela sempre acusava Hanabi de ter a barriga maior. – Ela come demais! – Novamente outra gota, também em Tsunade.

Hanabi: Hina-chan está tão gorda que prefere vir pra cozinha rolando, Naruto! Esses dias eu desci do quarto e peguei ela rolando no chão com preguiça de andar. – Disse também com um bico, corada. Hanabi jamais havia chamado Naruto com o sufixo kun. Talvez para automaticamente se excluir da intimidade. Enfim, jamais haviam a questionado sobre isso. Era bom o suficiente que ela não guardasse mágoas de Naruto. O loiro gargalhou junto de Tsunade, vendo Hinata encher as bochechas e corar violentamente.

– Hinata: E-eu estava com os pés doendo! – Disse encabulada.

– Hanabi: Porque está gorda! – Disse com os olhos esbugalhados, como uma criança pirracenta. Hinata tremeu de raiva.

– Tsunade: CALADAS! – Trovejou a voz da loira, irritada com tudo aquilo. Desde os cinco meses de grávida de ambas que Naruto pediu que ela ficasse em casa com as duas a todo momento, para que jamais houvesse algum imprevisto sem um médico por perto. Naruto tremia apenas de imaginar uma delas cair da escada ou passar mal de alguma maneira. – Ambas estão gordas, comem demais e são IRRITANTES! – Vociferou a última parte, enquanto passava a sopa da panela para um dos pratos fundos e entregando a Naruto logo após. O loiro pensou em entregar para Hinata, porém desistiu ao olhar para a cara dela. Os olhos perolados vibravam olhando para a sopa, deixando um fio de saliva escorrer pelos lábios rosados e carnudos. Olhou para Hanabi e a morena estava na mesma situação. Resolveu colocar o prato perto de si e esperar pelo outro. Entregaria os dois ao mesmo tempo para evitar mais discussões.

Naruto jamais em toda sua vida imaginava que se sentiria tão feliz como estava sendo naquele momento. As noites de sexo eram enfreáveis com Madoka, fora quando recebia visitas da olhos negros em sua sala. Mei também participava bastante, porém não tanto como Madoka. Hinata sempre estava pegando fogo. Naruto tentava evitar com todas as forças, antes, o sexo com a olhos perolados. Porém Tsunade recomendou que mantivesse as relações com a garota, pois isso faria bem para ela e o bebê na hora do parto. Lógico que era com cuidado e extremo carinho, porém sempre tinha diversão com ela também.

Fora isso, a felicidade havia se mudado com tudo para aquela residência. Hanabi e Hinata discutiam infantilmente a todo momento. Comida, roupas de grávida... Tudo era motivo de pequenas discussões. O loiro morria de rir nos horários de almoço em que estava em casa ou na janta. Principalmente quando Hinata brigava com ele por ter passado no quarto de Hanabi antes do seu.

Aquelas crianças, com certeza, estariam cravadas em seu coração de uma maneira tão intensa que mesmo após a morte Naruto as vigiaria. Nunca pensou depender tanto de algo que ainda sequer poderia tocar. Seu corpo fervia, tremia e seus olhos ardiam apenas de olhar para as barrigas das garotas à sua frente. Seria assim tão traumatizado com a perda do filho antes? Será que seu pai havia sentido a mesma emoção que ele sentia agora? As garotas olharam para ele, as três, vendo o olhar trêmulo nos olhos marejados voltados para o nada, junto de um sorriso bobo viajante no universo. É! Sem dúvidas algumas aquele homem estava para explodir de uma felicidade que parecia palpável. Hinata sorriu e passou uma das mãos na barriga, olhando para a mesma e soltando dengos mentalmente para seu bebê. Hanabi olhou para a sua e sorriu de canto. Jamais imaginou que o momento de terror onde Naruto a havia engravidado poderia se converter em tamanha felicidade. Hinata não estava errada quando lhe disse que o bem de maior valor que Naruto poderia um dia sonhar era família. Estava feliz em ser mãe e sentia felicidade em poder dividir aquele bebê com o jovem loiro à sua frente. Já Tsunade apenas começou a comer, sentindo um pouco de inveja das duas. Porém as surpresas para Naruto deveriam aguardar mais um pouco. A loira passou também a mão em sua barriga e sorriu de canto, olhando novamente para Naruto.

Um Mês e Dez Dias Depois. Império Akatsuki, Vila Oculta da Névoa, Campo de Treinamento 101.

Naruto e Madoka batalhavam fervorosamente há mais de duas horas. Havia tido uma pausa de dez minutos há uns quarenta minutos, e novamente os impactos levantavam os cabelos das duas garotas que observavam a batalha. Shinju supervisionava o treinamento e Tsunade estava lá para qualquer jutsu absurdo que Naruto pudesse usar exageradamente no calor da batalha, já que ele era muito mais poderoso de Madoka. Isso se tornou necessário desde o dia em que o loiro, logicamente sem querer, fez seu Susano’o desativar o de Madoka com um potente soco, fazendo com que a garota recebesse parte do impacto e ficasse inconsciente. Desde então jamais haviam treinado sem a médica por perto.

A luta parecia estar decidida. Naruto novamente havia deixado Madoka ao chão, ofegante e trêmula, já com todas as forças gastas. Era sempre assim. As lutas duravam no máximo dez minutos e sempre com a vitória de Naruto, porém Shinju às vezes solicitava que Naruto não usasse jutsus e apenas se defendesse do Taijutsu de Madoka, não suportando mais de vinte e cinco minutos com o Mangekyou Sharingan ativado. Não haviam como entender o que se passava com aquele poder. Era colossal de uma maneira tão brutal que o próprio corpo de Naruto não suportava. Em alguns momentos ele desmaiava ou então o chakra explodia como antigamente acontecia. O loiro sorriu a ver a garota cair de joelhos com as duas mãos ao chão, respirando forte e tremendo devido o cansaço.

– Naruto: Acabou, Madoka-chan. Por hoje chega... – Suspirou, levando as mãos à cintura e esticando as costas. Hoje havia sido produtivo. Seus músculos doíam e poderia dormir durante toda a noite feito uma pedra, porém assustou-se ao ver o sorriso confiante de Madoka formar-se em seus lindos lábios. A garota levantou-se e seus Mangekyou brilhavam como Naruto nunca antes havia visto.

– Madoka: Acabou, Naruto-kun. Mas hoje eu tenho uma surpresinha... – Disse forçando seus olhos. Brilharam ainda mais, como dois pequenos sóis vermelhos e logo os dois deixaram uma grande quantia de sangue escorrer, fazendo Naruto se preocupar, porém logo ficando extremamente surpreso e abismado. – Amenoukihashi (Ponte Entre Céu e a Terra) – Disse a olhos negros, sentindo o corpo todo tremer devido à intensidade da circulação do chakra e ao esforço.

Naruto ficou maravilhado com aquela cena, vendo a sua garota descobrir uma nova ferramenta daquele doujutsu. Rapidamente seu Yin Yang, ativado, copiou o jutsu, mas não teve muito tempo para festejar. O ar em sua volta ficou denso e ele viu formar-se um quadrado vermelho em sua volta, similar a uma barreira. Porém logo aquilo começou a diminuir de tamanho cada vez mais rápido. O chakra que ali estava concentrado começou a condensar cada vez mais e logo Naruto se sentiu sendo pressionado pelo mesmo. Tentou ativar seu Mangekyou e Byakugan e não obteve sucesso. Socou a barreira, mas a mesma nem mesmo tremeu, fazendo seu punho latejar pela dor do potente soco. Mas o que diabos era aquilo? Afastou-se e acumulou chakra em suas mãos, batendo novamente na barreira que já estava mais próxima, quase o impedindo de se movimentar, porém novamente não obteve efeito e a mesma brilhou fortemente, absorvendo o chakra usado por Naruto. Logo a barreira encostou-se nas mãos de Naruto, que eram firmadas pelos cotovelos na parte de trás da barreira. Sentiu a mesma parar com a força que fazia e sorriu novamente. No fim, apesar do surpreendente e poderoso, o jutsu não era capaz de pará-lo. Novamente surpreende-se ao notar que a parte de cima começou a baixar também. Já não havia como fugir. As mãos já não se moviam de onde estavam pressionadas contra os dois lados da barreira. O peito ofegante não permitia aspirar ar suficiente para o pulmão, pois estava pressionado contra a barreira também. Não poderia se movimentar. A barreira encostou em sua cabeça pressionando-o, porém logo parou. O chão abaixo de si começou a tremer e logo sentiu a pressão em seus pés também. Mas que merda de jutsu era aquele? Perguntou-se o rapaz completamente bestificado. Olhou para Madoka e viu a garota com o sangue dos olhos pingando ao chão, enquanto sustentava um sorriso de vitória. Naruto sentiu um pouco de sangue descer de sua cabeça que já doía horrores pelo jutsu continuar o apertando. As pressão novamente se iniciou de todos os lados e logo Naruto não pôde resistir mais. Sentiu os ossos do braço doerem e o desespero logo bateu no rapaz.

– Naruto: Chega, Madoka-chan! – Esforçou-se totalmente para falar, porém não passou de um miado baixo. Madoka piscou os olhos e caiu de costas para o chão, curvando a cabeça e vendo Naruto também ao chão, rugindo ao respirar. – Onde aprendeu esse jutsu? – Perguntou com dificuldade. Havia perdido para Madoka devido aquele jutsu desconhecido e surpreendentemente magnífico.

– Madoka: Não sei... Eu apenas estava treinando quando senti que poderia fazer isso. Foi natural, como se eu tivesse chegado ao nível digno de receber esse poder dos meus olhos. – Passou a mão pelos olhos fechados, retirando o excesso de sangue.

– Shinju: Parabéns, Maa-chan! – Disse Shinju eufórica. Finalmente Naruto havia sido derrotado. Não era um bom treinamento que estava tendo, uma vez que devia se conter para não machucar Madoka. No final servia apenas para adquirir mais resistência ao próprio poder. Tsunade nada disse. Estava bestificada demais para isso. Porém mais uma presença conhecida se fez no local. Por saber de quem se tratava, logo os quatro se desesperaram. O chakra da pessoa parecia fervente e desesperado.

– Aki: N-Naruto-sama! – Disse a médica desesperada. Aki acabou sendo a escolhida para ficar tomando de conta de Hinata e Hanabi enquanto Tsunade, por ser mais preparada, supervisionava o treinamento. – Hinata-sama e Han... – Não terminou de falar, pois Naruto já não estava lá. Olhou para os lados e viu apenas Shinju e Madoka boquiabertas.

– Naruto: Elas estão no hospital. O chakra delas está oscilando, Tsunade! – Disse desespero para a médica que estava em seus braços, enquanto corria numa velocidade alucinante. – Qual a probabilidade de entrarem em serviço de parto ao mesmo tempo? – Perguntou aflito.

– Tsunade: Quase nulas, Naruto-kun... – Disse também desesperada, porém mais controlada que Naruto. Se ela perdesse a postura agora, Naruto ficaria louco. – O intervalo desde a transa entre Hana-chan e Hina-chan naquele dia foi de quanto tempo, mais ou menos? – Perguntou séria. Naruto a encarou por alguns segundos, questionando mentalmente aquela pergunta aparentemente idiota.

– Naruto: Algo em torno de quarenta minutos... – Sussurrou, já enxergando o hospital. Mal bateu os pés na entrada do local e a secretária despejou as notícias.

– Secretária: Hinata-sama está sendo preparada para o parto na sala 203, no terceiro andar. Hanabi-sama está no 202. – Falou antes que fosse questionada. A palavra dirigiu-se apenas a Tsunade, pois Naruto já havia sumido. A loira balançou a cabeça negativamente e agradeceu o bom trabalho da garota.

– Tsunade: Acalme-se, Naruto. Esse momento é importante e também normal. – Disse colocando as mãos nos ombros do rapaz. – Fique aqui fora e espere. Assim que terminarmos você poderá entrar. – Falou séria e carinhosa para ele, entrando na sala para assumir o comando do processo.

O jovem loiro sentou-se tranquilamente em uma cadeira bem à frente da sala e só então sentiu o peso dos acontecimentos caírem em suas costas. Os lábios travaram em um formato de sorriso contido, porém não resistiu por muito tempo. Abriram-se como nunca e as lágrimas desceram felizes pelo rosto suado e um pouco sujo do rapaz.

– Naruto: Finalmente! – Sussurrou, fechando os punhos e logo depois levando as mãos para o rosto, curvando o mesmo sobre os joelhos juntos e trêmulos. Finalmente realizaria seu maior sonho. Maior que a paz do mundo, maior que o amor por Hinata, Madoka e Tsunade. Maior que ele. Maior que a existência de tudo que habitava naquele mundo. Maior que a própria existência. O coração pulava em sua garganta, soltando fogos de felicidade que o faziam querer colocá-lo para fora. Logo Madoka chegou juntamente com uma aflita Aki. – Como aconteceu? – Perguntou com a voz embargada.

– Aki: Eu estava preparando um lanche para elas quando Hanabi-sama me gritou do quarto dela, onde ela estava decorando algumas coisas com Hinata-sama. Fui correndo e quando cheguei Hinata-sama estava entrando em trabalho de parto. A bolsa havia estourado e ela sentia as dores. – A mulher olhou para Naruto e viu o mesmo com o rosto novamente abaixado perto dos joelhos. Estava claramente nervoso, tremendo e as gotas de lagrimas pingavam ao chão. A médica sorriu pela cena. Quem diria que o tão assustador Uzumaki Naruto poderia ser tão emocional. Tinha a honra de ter visto o lado escondido do mestre do país. – Enquanto eu tomava as providencias cabíveis para a situação, como movê-la para o hospital, Hanabi-sama também entrou em trabalho de parto. – Ela disse com um sorriso alegre e também irônico. Que legal as duas mulheres grávidas entrarem em serviço de parto juntas. – Fechou os olhos e ao abri-los novamente viu o olhar de Naruto penetrante nos olhos castanhos que possuía.

– Naruto: Qual o intervalo de tempo entre as dores de Hinata e Hanabi? – Perguntou com um fio de voz. Que tamanha coincidência era aquela? Totalmente estranho.

– Aki: Algo em torno de trinta e cinco a quarenta minutos. – Disse tranquilamente, porém estranhando a pergunta.

Naruto afundou-se em seus pensamentos. O quão estranho aquilo era? Ele não tinha conhecimentos sobre gestações ou afins, porém seria apenas uma coincidência? É claro que sim! Mas que loucura era aquela que estava pensando? Balançou a cabeça para soltar aqueles pensamentos idiotas e concentrou-se novamente em observar a porta que quando fosse aberta o levaria ao paraíso. Porém surpreendeu-se ao ver um médico sair rapidamente e não dar tempo para Naruto perguntar nada, até porque o loiro demorou um pouco a receber aquela informação. O médico voou para a sala ao lado, a 202. Passaram-se dois minutos e a porta da sala novamente foi aberta. De lá saíram dois médicos pela frente e logo também uma maca com Hanabi a bordo, ainda com o barrigão e gemendo com as dores. Entraram rapidamente na 203.

– Naruto: Mas que merda é essa? – Deixou sua frustração audível. Madoka sorriu para ele, salvando-o da sua aflição.

– Madoka: Você está mesmo bem ansioso, Naruto-kun. – Disse com um sorriso divertido, porém também emocionada. Naruto a olhou com uma cara de idiota e novamente ela riu. Ele ainda não havia assimilado. – Você poderia escolher qual filho iria ver e mimar primeiro? – Perguntou com um sorrido divertido para ele, que encarou-a por um momento e então seu cérebro voltou a funcionar. Mas é claro! Gargalhou abertamente para ambas. – Que idiota! – Falou pra si mesmo, olhando para baixo e novamente entrando em transe.

Filhos. Dois. Sentiu novamente a felicidade lhe envolver completamente. Parecia um menino ao ganhar o primeiro vídeo game ou um adolescente prestes a ter a primeira transa com a professora gostosa. O sorriso ia de ponta a ponta e o coração sofria em batimentos acelerados. Madoka encostou mais perto do rapaz e colocou o braço enroscado ao dele, forçando-o a se esticar pela cadeira, encostado na mesma. Ela pôs a cabeça no peito dele e apertou o rapaz em um abraço.

– Madoka: Parabéns, Naruto-kun! Está concretizando seu maior sonho. – Disse com dificuldade, sentindo a emoção alcançar seu pequeno corpo também. – Tenho certeza que essas crianças nos irão nos fazer muito felizes. – Sussurrou, porém audível para o loiro, que a abraçou também. O tempo passou e a agonia tomava de conta de Naruto. Uma, duas horas se passaram e nada de notícias ou algum movimento naquele local. A pressão e ansiedade se instalavam cada vez mais forte no peito de Naruto e logo ele já estava a andar pelo corredor de um lado para o outro. Revezava as mãos no cabelo ou cruzadas ao peito.

Estancou de um momento para outro e petrificou. Um lento arrepio começou na unha do dedão do pé e bem lentamente foi subindo pela panturrilha, coxas, cintura, costas, peito, braço, pescoço e logo chegou aos cabelos. Naruto tremeu com aquela sensação e novamente seu corpo vibrou. O coração novamente acelerou e os olhos transformaram-se em cachoeiras. Uma linda música ecoou pelo corredor alcançando os ouvidos ansiosos do novo pai que escutava pela primeira vez o choro do filho. Uma emoção indescritível tomou de conta do loiro, fazendo-o perder suas forças e apoiar-se na parede ao lado. Encostou-se na mesma e deslizou, com as duas mãos sobre as bochechas de maneira que cobria parte do nariz e a boca. Os soluços de choro logo vieram e ele não fez questão de esconder para quem quer que passasse por longe daquele lugar, já que ali eram andares da elite, portando apenas os dois quartos naquele corredor. Mesmo que tentasse suprir e esconder o choro, seria impossível. Nem todo ódio, dor, tristeza e raiva, juntamente com a frieza adquirida lhe dariam forças suficientes para combater aquela felicidade que forçava seu coração e corpo a ficarem eufóricos e elétricos. Logo a porta foi aberta e uma sorridente Tsunade colocou o pescoço para fora, procurando por Naruto e logo o achando encostado à parede e entregue as lagrimas de felicidade. Aquela cena fez a Sannin finalmente abandonar o lado profissional e banhar-se também em lágrimas.

Ela, mais do que ninguém, sabia interpretar o que Naruto poderia sentir naquele momento. Lógico que jamais na pele dele, porém depois de tudo que passou, aquilo deveria ser o ápice da felicidade para ele. Sempre sozinho desde a infância. Poucos e pequenos amigos não poderiam suprir as necessidades de uma família. Naruto sonhou com uma esposa e filhos desde sua adolescência, onde entendeu a essência de tudo que poderia ter aprendido caso tivesse uma estrutura familiar. Aquele passou a ser sua maior ambição: fugir da solidão e finalmente ser feliz amando e sendo amado. Aproximou-se do rapaz e segurou nos largos braços, trazendo-o à realidade e finalmente tirando-o do transe. O rapaz levantou o olhar e incrivelmente emocionou-se ainda mais. Havia acabado? Finalmente poderia ver suas crianças? O coração acelerou e ele soluçou ainda mais, abraçando Tsunade.

– Tsunade: Está tudo bem, Naruto-kun. – Passou as macias mãos pelas costas do rapaz e sentiu a respiração apressada e o corpo rígido. Sorriu alegremente, afastando-se do abraço e segurando nas mãos do rapaz, transferindo seus olhos cor de mel para as safiras e misturando as cachoeiras que transbordavam de ambos. – Vamos ver os novos Uzumakis! – Disse feliz e viu rapaz tentar limpar as lágrimas em vão. Ele respirou fundo e olhou determinado para ela. Tsunade puxou Naruto para a sala e lentamente abriu a porta.

A visão de Naruto procurou urgentemente por imagens que seu coração e mente soluçavam em curiosidade, porém pôde apenas ver dois leitos bem pertos um do outro, sustentando Hanabi e Hinata deitadas visivelmente cansadas e pálidas. As barrigas elevadas já não mais existiam e os olhos de ambas brilharam o vê-lo estancado na porta com cara de idiota. O rapaz aproximou-se e ficou no meio dos dois leitos. Olhou para os olhos de Hinata e viu a suprema felicidade saindo juntamente com as novas lágrimas que descarregavam dali. Virou-se e olhou também para Hanabi. A garota aparentava mais espanto e surpresa do que a e emoção em si.

Só então Hinata afastou um pouco do pano branco e exibiu um lindo bebê encostado a ela, dormindo profundamente. Naruto olhou para o bebê e novamente para Hinata, vendo o sorriso misturado a lagrimas da garota. Novamente a sensação pegou seu peito.

– Naruto: P-Posso? – O som quase não foi ouvido. Tsunade confirmou apenas com um sim e retirou-se da sala. Aquele deveria ser um momento apenas deles e deixaria que aproveitassem. Naruto tremia intensamente e questionava a si mesmo se conseguiria segurar aquele lindo e pequeno bebezinho. Aproximou as largas e grossas mãos da criança e sentiu a maciez da pele. A visão ficou turva e ele sentiu faltar forças nas pernas.

Pôs uma das mãos por baixo das costas da criança e a outra na pequena cabeça com contáveis fios loiros. Só então pôde ver o rosto dorminhoco da criança e notou que ela herdara os “bigodes felinos” do pai. Passou o dedão pela bochecha rosada e deu um sorriso parecido com um soluço. Olhou para Hinata a e a mesma lavava o rosto com grossas lágrimas, sorrindo para o rapaz. Virou-se então para Hanabi, vendo a garota alisar a bochecha do bebezinho deitado ao seu lado. Olhou para garota como se pedisse permissão e ela apenas sorriu para ele, meneando levemente a cabeça de maneira afirmativa. O loiro sustentou a criança em apenas um braço, pondo a mão na cabeça e deitando as pernas do bebê passaram por seu antebraço. Cavou espaço por baixo do outro bebê e fez o mesmo. Trouxe os dois para perto do peito e desabou de joelhos ao chão, abraçando sutilmente os bebês.

Então era aquela a sensação de ser pai? A sensação de toda a existência do mundo estar concentrada naqueles pequenos corpos diante de si, como se apenas um respirar deles fosse equivalente a toda a existência de Naruto? Seria aquilo que Minato havia sentido ao pegar em Naruto, mesmo que por poucos segundos? Naquele momento Naruto odiou ainda mais Obito e Madara, que privaram seu pai de sentir aquela sensação assim como ele sentia: Tranquilo e em paz, sabendo que ambos os tesouros estavam seguros e debaixo de suas asas. Finalmente conseguiu ar suficiente e novamente analisou intensamente, ainda com a visão embaçada pelas lágrimas. Pôde notar que o bebê de Hanabi também possuía cabelos loiros e incrivelmente também havia herdado os “bigodes felinos”. Que tremenda surpresa. O rapaz gargalhou e percebeu que o bebê de Hinata vestia um pijaminha rosado com algumas estampas e o de Hanabi um pijaminha azul claro. Um menino e uma menina

– Naruto: Um garotinho e uma garotinha... – Falou fracamente, abraçando-os novamente e firmando-se em seiza (Forma tradicional dos japoneses se sentarem (Por cima das pernas)). – Uzumaki Yumi e... – Como não sabiam o sexo antes do nascimento, olhou interrogativo para Hanabi. – Já pensou em um nome? – Perguntou ainda emocionado.

– Hanabi: Ushio... Eu gostaria que fosse Ushio. – Disse com uma voz cansada, mas tranquila.

– Naruto: Uzumaki Ushio e Uzumaki Yumi. – Concordou prontamente com o nome escolhido por Hanabi. Não se importava muito com os significados de nome, pois o seu significava apenas algo que se colocava em ramen. Porém Ushio era a essência daquela criança. Significava Maré. (N/A: Ushio = Maré, algo que segue seu próprio ritmo e que nos envolve com algo positivo ou negativo.) Com certeza o nome escolhido se refletia ao modo como aquela criança foi feita e as mudanças que haviam ocorrido. – São lindos nomes...

– Hinata: Fiquei em dúvida... – Hinata disse com um sorriso matreiro e deixou a frase incompleta para atrair a atenção de Naruto. O loiro focou suas safiras para Hinata e arqueou as sobrancelhas.

– Naruto: Ficou em dúvida? – Estava totalmente confuso. Levantou-se e entregou as duas crianças para as mães. Estava controlando melhor suas emoções, mas ainda estava eufórico. – Com o quê? – Observou Hanabi e Hinata sorrirem como numa espécie de pegadinha.

– Hinata É! Fiquei em dúvida... – Acomodou o bebezinho ao seu lado novamente. – Fiquei em dúvida sobre quem se chamaria Yumi... – Novamente Naruto arqueou as sobrancelhas. Mas que diabos Hinata estava falando? Preocupou-se por um instante. Será que havia ficado tão cansada a ponto de estar alucinando? A olhos perolados novamente olhou para Naruto e viu a cara estranha dele. Mais uma vez sorriu. – Fiquei em dúvida se chamaria a mais velha ou a mais nova de Yumi. – Falou divertida e logo pegou um pequeno pacotinho que estava aninhado do seu outro lado, sendo percebido somente agora por Naruto. O loiro soltou um sorriso fraco, irônico e um tanto quanto sem graça.

– Naruto: N-Não... E-E-Está... I-Isso é sério? – Tremeu novamente e seu emocional voltou. Hinata entregou-lhe o pacotinho e o rapaz puxou um pouco o pano para o lado, vendo duas pequenas safiras lhe encarando curiosa, enquanto os pequenos braços dançavam na frente do rosto. Estavam lá os mesmos poucos fios loiros, os “bigodes felinos” e os olhos penetrantemente azuis de Naruto. O loiro sorriu abertamente e novamente sentiu os olhos arderem. Havia chorado mais dentro daquelas duas horas do que todo o resto de sua vida. Jamais imaginou sentir um sentimento tão intensamente como quando escutou de Hiashi que o mesmo havia matado seu filho. Não! Aquele sentimento de ódio era minusculamente impercebível se comparado ao amor, satisfação e alegria do momento de agora.

– Hinata: Todos os três são idênticos a você, Naruto-kun! Loiros, com os bigodinhos e olhos tão azuis quanto o seu. – Disse emocionada a garota.

– Hanabi: Uzumaki Yumi, gêmea mais velha, Uzumaki Yui, gêmea mais nova e Uzumaki Ushio. Eis a ordem de herdeiros, Naruto.

País do Fogo, Vila Oculta da Folha, Escritório do Hokage.

A mensagem finalmente havia chegado. O velho era mesmo um gênio em esperteza. Havia calculado exatamente como seria procedido caso aquilo acontecesse, e claro, não havia errado. Kakashi, Shikamaru e Shisui estavam na sala respirando aquele ar pesado e tenso.

– Kakashi: Então também teremos de usar isso? – Perguntou mais para si mesmo. Era uma afronta para as leis da natureza, mas não havia outra solução.

– Shisui: Edo Tensei no Jutsu. – Disse firme o rapaz, batendo suas mãos ao chão logo após fazer os selos ensinados pelo mesmo que estava sendo invocado. O corpo do nukenin morto tomou a forma desejada e viram o mesmo abrir os olhos esperto. Aquele olhar experiente mesmo estando morto exibia uma enorme mágoa e tristeza para consigo mesmo. – Então cá estamos. Você conseguiu analisar a tudo e seu plano se deu perfeitamente. – Disse sério e um tanto quanto triste também.

– Jiraya Sim! Infelizmente não podemos encerrar por aqui. Acredito que... – Passou os olhos pela sala em busca de algo.

– Kakashi: Já se fazem um mês, Jiraya-sama. – Deu a reposta do que o Sannin procurava.

– Jiraya: Então consegui passar por Mei e Naruto... Ambos pensam que estou finalmente descansando... – Não podia negar que seu coração apertava no peito. O sentimento de traição fazia sua consciência martelar fortemente. Porém não poderia voltar atrás. Naruto deveria ser parado. Deveria entender que estava errado, e o velho Sannin estaria disposto a entregar sua honra e ser odiado por ele e por sua filha para isso. – Quais as notícias de Kumo?

Notas finais
Gostaram? Surpreendeu em alguma coisa? Estou querendo fazer um concurso. Estou eufórico com algumas idéias que tenho e está sendo difícil segurar apenas pra mim ^^ O leitor que tiver alguma teoria sobre qualquer coisa da fic, pode postar nos comentários. Se passar perto eu respondo com alguns pequenos spoillers de presente xD Bem... Lógico que não são obrigados a participarem, mas acho que seria legal. Até a próxima meus povos e minhas povas :D