Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi
33 Capítulo 33: Evoluções
Notas iniciais
Capítulo 33 – Evoluções
– Hinata: N-não pode ser. Armadura Susano’o? – Falou perplexa, com seus olhos esbugalhados e boca aberta, totalmente atordoada, não diferente dos outros que acabavam de ver aquela cena. Naruto estava envolto de uma gigantesca armadura negra, exibindo o tão almejado doujutsu do clã Uchiha: O Mangekyou Sharingan.
– Shinju: Naruto-kun, respire fundo... Fique tranquilo. – Falou dócil para ele, tentando fazê-lo se recompor. Naruto respirava ofegantemente, mas não de cansaço ou algo do tipo. Ele estava eufórico, com o nível de adrenalina elevado devido a adição dos poderes do Sharingan. Seu corpo estava mais forte, o detalhamento de tudo que acontecia estava mais eficaz. Em um rápido resumo: o Nidaime Rikudou acabara de ficar ainda mais forte apenas por despertar uma parte de seu poder escondido. Naruto respirou fundo, obedecendo Shinju. – Feche seus olhos e tente dispersar o chakra que existe neles, assim desativará o Sharingan. – Naruto novamente obedeceu, fechando fortemente seus olhos e se concentrando. Em alguns segundos o chakra foi disperso e o rapaz sentiu seu corpo relaxar.
Naruto sentiu uma leve tontura e pôs uma das mãos na cabeça, dando um passo em falso, cambaleando um pouco. Em segundos Hinata apareceu a seu lado, pondo as mãos em seu peito, sustentando-o. O Uzumaki não era idiota, sabia que algo estava incompleto. Seu corpo não suportava o poder que tinha e isso o deixava louco de tanto pensar em o porquê ou a solução para o problema. Já havia treinado absurdos com Shinju e não havia percebido avanços em seu corpo, a não ser um controle minimamente maior sobre o chakra que despertava junto com o Yin Yang. A dúvida era sobre os poderes que seu doujutsu continha, pois com certeza algum deles deveria ajudar seu corpo. Teve seus pensamentos interrompidos por Hinata.
– Hinata: Você está bem, Naruto-kun? – Perguntou aflita.
– Naruto: Eu estou bem, apenas senti uma tontura. – Falou com um sorriso tranquilo. A Hyuuga relaxou um pouco e o abraçou. O loiro olhou para os lados, percebendo a diferença entre olhar com o Sharingan e olhar sem ele. Agora sim entendia o porquê de Sasuke vencê-lo tão facilmente quando eram crianças. Aquele olho amaldiçoado era realmente poderoso. Viu Madoka parada, agora sem Susano’o e sem Sharingan, olhando perplexa para Naruto. Ela parecia assustada. – Venha cá! – Falou seriamente para ela, que acordou de seu transe, ficando um pouco receosa por causa do olhar sério do rapaz.
– Madoka: Desculpe, Naruto-kun, eu não quis machuca-lo de verdade. – Falou meio acanhada, aproximando-se do rapaz. Ela imaginava que ele havia se irritado pelo ataque que a garota havia referido a ele, com seu Susano’o. Entre a surpresa e o medo de fazê-lo se irritar, é claro que não somente ela, mas também Hinata e Tsunade escolheriam a segunda opção.
– Naruto: Não se preocupe, eu apenas vi que você estava tensa e queria dar uma boa notícia, apenas pra você. – Falou jogando charme. A Uchiha brilhou seus olhos e Hinata fez bico, deixando Naruto soltar um sorriso alegre. – Você terá que me ensinar os truques do Sharingan. Eu fui seu sensei e agora você será a minha. – Disse sensual, jogando charme para a garota, que praticamente se derreteu com a piscada de olho no final. – Bom, vão conversar com Tsu-chan e explicar para ela. Shinju-chan está me chamando. – Soltou-se de Hinata e caminhou novamente para onde Jiraya estava. Pela percepção de chakra, o rapaz notou a surpresa de Jiraya também, porém seu mestre agora sustentava uma face normal e despreocupada de sempre. Naruto fez alguns selos conhecidos para Jiraya e bateu ao chão, invocando Shinju. Jiraya ficou surpreso por um instante, mas lembrou-se das explicações de Mei, que já havia falado a ele sobre a bijuu suprema. – Gostaria de apresentar a você meu mestre Jiraya. Pode chamar de Sábio Tarado se você preferir. – Falou divertido. Shinju deu um meigo sorriso.
– Shinju: Olá, Jiraya-san. Eu tenho algumas memórias sobre você deixadas por Kurama. Bom, sei que posso falar na frente dele, então vamos lá! – Falou virando-se novamente para Naruto. – Você notou, não é?
– Naruto: Sim. – Disse sério. – Quando você me disse para olhar nos olhos dela eu senti meu corpo eufórico e extremamente forte. Meus olhos pareciam sugar chakra para ele, como se quisesse absorver algo.
– Shinju: Exatamente! Naquele momento eu notei a verdadeira essência do seu doujutsu. Não sei explicar o porquê, mas acredito você pode ter todas as habilidades de todos os três doujutsus. – Falou tranquila, sentando-se no meio dos dois shinobis ali. Jiraya ficou boquiaberto com a notícia, mas não se meteu no assunto, apenas mantendo a atenção. Naruto já imaginava algo do gênero, por isso apenas escutou calado. – Percebi também como seu corpo ficou tenso com aquele poder e estou preocupada. Não tenho certeza se com o nosso treinamento você poderá se adaptar a tudo aquilo. Se você passasse ao menos dez minutos com o Mangekyou Sharingan ativado, provavelmente perderia o controle novamente.
– Naruto: Não acho que seja assim tão preocupante. Você deve se recordar que antes disso eu nem ao menos poderia ativar meu doujutsu, quanto menos conseguir usar alguma habilidade dele. – Rebateu o argumento de Shinju.
– Shinju: Você está certo, mas pense comigo: Você utilizou duas habilidades dele, que foi copiar o doujutsu de Madoka e logo após usar uma habilidade do doujutsu copiado, que foi o Susano’o. Seu Susano’o não foi despertado por completo, revelando apenas uma aura negra ao seu redor. Se somente com isso você se cansou, imagine quando precisar utilizar diversas habilidades do próprio Mangekyou ou até mesmo do Rinnegan... – Rebateu também o argumento de Naruto, deixando-o preocupado agora. Shinju tinha razão. De que adiantaria possuir um poder colossal se corresse riscos ao utilizá-lo? E o pior ainda era saber que talvez não fosse possível dominá-lo ao todo. Acima disso tudo ainda vinha a preocupação de como aquele poder poderia ter sido gerado. O último era um assunto demasiadamente complexo e que não deveria ser mexido no momento.
– Naruto: Entendo, porém mesmo assim vamos continuar com o treinamento e a partir de agora treinarei os poderes recém-descobertos. Sei que estarei exigindo demais de meu corpo, mais uma vez, porém sempre treinei assim e não será agora que uma simples barreira irá me impedir. Amanhã irei me casar e iniciar uma nova administração do país da Água, por isso não poderemos treinar por um tempo, mas depois que estivermos com um bom sistema implantado, nós poderemos iniciar um treinamento intenso sobre estes poderes. – Falou tranquilo, com as duas mãos atrás da cabeça e encostado na árvore. Jiraya já estava deitado aos pés da árvore também, enquanto Shinju tinha os olhos fechados e uma face tranquila, sentindo a leve brisa gostosa que passava ali.
Longe deles, Hinata, Madoka e Tsunade conversavam sobre os recém-descobertos poderes do garoto, trocando ideias e especulando teorias sobre como e porque Naruto tinha tal habilidade. Era uma coisa surreal e as deixavam ainda mais surpresas com tal nível shinobi.
– Tsunade: Mas então ele iniciará esse treinamento agora? – Perguntou logo após escutar sobre o Mangekyou Sharingan e o treinamento que haveria com a Uchiha.
– Hinata: Não acho que Naruto-kun fará isso agora. – Interrompeu a fala que Madoka faria naquele momento. – Pelo que conheço de Naruto-kun, ele irá primeiro assentar a poeira que está causando nesse momento. Ele não gosta de fazer duas coisas ao mesmo tempo, então primeiramente irá colocar o país da Água nos eixos para depois iniciar o treinamento. Ele planeja tomar o mundo inteiro e para isso precisará de tudo ao seu alcance. – Concluiu cheia de si. Das três garotas, era ela que mais conhecia o jovem Uzumaki, pois o acompanhava desde a infância. Tinha orgulho disso e fazia questão de se exibir. Tsunade girou os olhos e Madoka bufou. – Como foi seu breve treinamento, Tsu-chan?
– Tsunade: Meishu apenas me deu a introdução do treinamento. Parece que será bem doloroso, mas aumentarei drasticamente meu chakra e o poder dele. – Falava meio cansada, já imaginando tudo que passaria no treino. – Mas com certeza terá ótimos resultados, sendo que vocês evoluíram de Chunnin para nível Kage em mais ou menos um ano e meio. Ficarei muito mais forte! – Mostrou agora energia e euforia ao imaginar o resultado do treinamento. Madoka e Hinata sorriram para ela, compartilhando a alegria que sentiam no momento.
– Meishu: Rikudou-sama está se retirando. – Avisou Meishu antes de sumir das vistas das garotas, que o seguiram, rumando a árvore onde seu amado estava. Naruto estava deitado, ainda refletindo o que havia acontecido ali. Planejava ficar naquele local durante toda a tarde, mas preferia voltar, tomar um banho e dormir um pouco. Apesar do pouco tempo, foi cansativo e desgastante. Haviam muitas coisas para pensar e as garotas com certeza queriam cuidar das coisas do casamento. O loiro permitiu-se sorrir carinhoso quando as viu chegar. Por fora fortes e imponentes, caras fechadas e sérias olhando para ele, mas por dentro apenas três meninas meigas que o amavam e que o amavam acima de tudo, com todo seu coração e seu ser. Aquele casamento com certeza era importante emocionalmente para elas. Ele, como homem e com o peso que carregava, não ligava tanto para a cerimônia em si. Para ele bastava estar junto das garotas e apenas faria tudo aquilo para deixa-las felizes e conseguir formalmente o feudo. Levantou-se calmamente.
– Naruto: Então? Podemos ir? – Perguntou batendo as mãos na calça, tirando as poucas folhas e grãos de terra da roupa.
– Madoka: Pensei que ficaria aqui durante toda a tarde... Está tão cansado assim? – Ficou surpresa, pois Naruto não era de desistir tão facilmente, principalmente por esforços físicos.
– Naruto: Estou um pouco cansado, mas não é por isso. – O rapaz aproximou-se das meninas e deu um beijo calmo em cada uma, soltando um sorriso meigo para elas, encarando cada uma. – Quero que vocês aproveitem esse momento, pois sei que é importante. O casamento será amanhã ao anoitecer. Vocês tem todo esse tempo para escolher seus vestidos e aproveitarem do nervosismo pré-nupcial. – Terminou rindo abertamente para elas, deixando as três coradas e Jiraya desconfortável por estar “segurando vela” e se roendo de ciúmes de Tsunade. Ele já havia superado, mas não havia como evitar uma pitadinha de ciúmes da loira.
– Jiraya: Espero que consiga cuidar dessas quatro mulheres muito bem. – Falou emburrado.
– Naruto: Sábio Tarado, eu sei que você está morrendo de inveja por eu estar casando com essas quatro beldades. – Estufou o peito, orgulhoso de si. – Fique orgulhoso, pois isso é sinal que você me ensinou muito bem a arte da pesquisa. – Gargalhou alto, fazendo Jiraya soltar um sorriso satisfeito.
– Jiraya: Acho que ensinei até bem demais. – Disse com uma mão coçando a nuca, passando os olhos pelos corpos das mulheres à sua frente, tentando disfarçar. Naruto percebeu.
– Naruto: NÃO FIQUE SECANDO! – Gritou irritado, dando um cascudo na cabeça do seu mestre, que choramingou.
– Jiraya: Ora seu moleque! Respeite os mais velhos! – Disse irritado, devolvendo o cascudo no rapaz. As garotas olhavam aquela cena com o maior prazer.
– Hinata: Eles eram sempre assim quando Naruto-kun ainda treinava com ele. – Falou a Hyuuga para Madoka, que infelizmente não havia conhecido Naruto na época em que o rapaz era comicamente idiota.
– Tsunade: Como eu queria poder espancar os dois agora mesmo... – Vociferou a Senju, com uma veia saltando na testa. Hinata e Madoka riram novamente, assistindo Naruto e Jiraya trocando ofensas divertidas. No final, os dois, mestre e pupilo, riram da palhaçada. Era bom aquele momento de descontração, levando em conta que quando chegassem a Kiri o clima ficaria tenso novamente.
– Naruto: Agora vamos indo... – Olhou para todos e pronunciou. Meishu imediatamente levantou voo com todos a bordo e voltaram para Kiri. De longe Hinata percebeu uma grande movimentação na vila. Ela podia ver de longe grandes batalhas e jutsus de Suiton e Katon.
– Hinata: Naruto-kun, está tendo uma rebelião em Kiri. A maioria dos shinobis está atacando o prédio Kage. A Mizukage está ficando encurralada, são vários ANBU contra ela e pelo que vejo ela não tem intensão de matar nenhum. – Falou a Hyuuga rapidamente, aflita e muito nervosa. Naruto trincou os dentes, ficando tremendamente irritado. O rapaz segurou o pulso de Hinata com um pouco de força, fazendo a garota se assustar e dar um gemido de dor, olhando nos olhos dele. Naruto encarava os olhos da garota com seu Yin Yang.
– Naruto: Apenas sobrevoem Kiri. Não atrapalhem. – Falou olhando nos olhos de Jiraya, que gelou por completo. Ele tentou argumentar, mas Naruto saiu rapidamente de cima de Meishu e pulou no centro de Kiri, criando uma cratera onde caiu, destruindo algumas casas e ferindo algumas pessoas.
– Hinata: É melhor ter o estômago forte, Jiraya-sama, pois não verá uma linda cena. – Falou de costas para Jiraya, olhando atentamente para Naruto, que corria para o prédio Kage em uma velocidade absurda. Jiraya estava nervoso como nunca, tentando decidir o que fazer. Era claro que jamais conseguiria vencer Naruto e o mesmo já o havia avisado antes caso ele tentasse se intrometer, porém era absurdo que ele fosse lá embaixo parar aquela batalha sem matar ninguém. Não! Em hipótese alguma Naruto poderia ficar sem matar ninguém. Ele havia matado civis inocentes, então matar shinobis em uma rebelião o faria sentir prazer. O problema era que Jiraya poderia correr o risco de ter o Edo Tensei cancelado por Naruto, e assim perder a chance de fazer algo do lado de Konoha. Era um embate. Jiraya tremia e segurava seus próprios nervos que teimavam, insistindo que deveria ir para a batalha e tentar salvar o máximo possível. Do outro lado, também sabia que quando fosse pego tudo iria acabar e o medo era de ser pego antes de fazer algo significante, sendo que ele só poderia ir contra Naruto em uma oportunidade. Resolveu ranger os dentes e aguentar sua consciência martelar por mais algum tempo, pois era lógico que deveria priorizar agir do lado de Konoha, numa tentativa de parar Naruto uma vez por todas.
– Tsunade: Espero que Naruto-kun não faça absurdos... – Sussurrou para si mesma, temendo que Naruto destruísse muita coisa. Olhou para Jiraya com o canto dos olhos e viu o Sannin olhando para baixo, completamente atônito e aparentemente desolado. Seu peito apertou.
O loiro corria em meio a vila, onde haviam batalhas de todos os lados, com jutsus, kunais e shurikens voando para todos os lados. Os rebeldes eram maioria clara e estavam aniquilando a guarda da Mizukage. Se Naruto demorasse mais umas duas horas com certeza aquela batalha teria um final negativo. O loiro parou na entrada do prédio e libertou seu chakra, expulsando o oxigênio que havia por perto de si, deixando atordoados os shinobis mais próximos e abrindo uma cratera abaixo de si, trincando a terra. Rangeu os dentes, fazendo um enorme esforço. Fechou os olhos e concentrou-se.
– Shinju: Tente relaxar e respire fundo. – Falou Shinju tentando ajuda-lo a controlar o novo poder. – Concentre o chakra nos olhos e imagine o Mangekyou Sharingan. Pode ser cansativo no começo, mas acho que ficará mais fácil quando você treinar e se acostumar com o poder. – Falou carinhosa para ele, tentando ajuda-lo. Naruto confirmou e concentrou chakra em seus olhos. A pressão no local era enorme, fazendo os shinobis mais próximos perder a respiração e agonizarem com a chegada da morte. Naruto abriu o olho esquerdo, mostrando o Mangekyou Sharingan. O Mangekyou de Naruto era demasiadamente simples para tamanho poder. Exibia apenas um círculo completamente negro e o restante da pupila vermelha. Apenas isso. Simples e ameaçador.
Naruto ofegou um pouco, sentindo uma leve tontura. Esforçou-se mais um pouco, concentrando chakra no outro olho e logo após o abrindo. Naruto ficou tonto no mesmo instante, ficando de joelhos com uma das pernas e apoiando com um braço em cima da mesma, suando frio. Fechou os dois olhos por alguns instantes, tentando se recompor. Abriu-os novamente e sentiu o mundo rodar mais uma vez. Fechou os olhos novamente.
– Shinju: Naruto-kun, use apenas um deles. Você tem que treinar mais para conseguir usar habilmente os dois de uma vez. – Falou um pouco nervosa para ele. Ela sentia os efeitos do esforço em seu corpo, mas o rapaz insistia em usar tudo de uma vez.
– Naruto: Eu sou o Nidaime Rikudou, não desistirei tão fácil na primeira tentativa. – Abriu novamente os olhos. O rapaz podia observar tudo ao seu redor, tanto na frente quanto atrás de si. O Byakugan no Fan copiado de Hinata lhe dava acesso a tudo que acontecia em volta de si, podendo enxergar dentro do prédio Kage e tudo mais ao redor. O Mangekyou detalhava tudo perfeitamente. A informação que faltava ao Byakugan, o Mangekyou lhe dava. Nada passava despercebido. Desde o cruzar de lâminas, que deixava pequenos fragmentos voarem a cada impacto, até o último respirar de um shinobi há mais de três quilômetros de si. Tudo aquilo era informação demais para o cérebro do rapaz, que mal se aguentava em pé, sentindo dores horríveis em sua cabeça e seu corpo, que para variar, entrava em colapso novamente. Porém desta vez ele não voltaria atrás. Seria um ótimo treinamento e estímulo para ele, que naquelas circunstancias ele não poderia cair, pois do contrário poderia perder toda sua imponência e respeito para com aqueles insolentes ou até mesmo morrer por eles. Respirou fundo e abriu mais uma vez seus olhos, concentrando-se fervorosamente a tudo ao seu redor.
Um, dois, três, quatro... Cento e sessenta shinobis inimigos em um raio de cinquenta metros, lutando contra apenas cinquenta shinobis que defendiam a Mizukage. Naruto chegou a essa conclusão após passar três segundos analisando em apenas um giro com o corpo, olhando em todas as direções. Ele já estava bem próximo ao prédio kage, mas não poderia usar o que pretendia em quem já estava dentro dele. Concentrou-se novamente, apertando os pulsos e os dentes.
– Naruto: Amaterasu. – Sussurrou, sentindo seus olhos queimarem de uma maneira agradável e gostosa. A junção do Mangekyou Sharingan com o Byakugan no Fan permitia que ele usasse esse jutsu de uma grande distância, pois unia a visibilidade do Byakugan com a pontaria do Sharingan. Era uma arma mortal incrementada ao arsenal do Rikudou. Os shinobis começaram a gritar, enquanto o fogo negro os consumia em velocidade absurda, fazendo-os virar sumir completamente em poucos segundos, deixando os poucos shinobis da guarda da Mizukage assustados e horrorizados tamanha a brutalidade e poder imensurável do Uzumaki. Todos sabiam de onde havia vindo aquele jutsu, pois Naruto estava ao centro deles, com uma tremenda quantia de chakra acumulada ao seu redor, enquanto suava frio e ofegava alto, quase rugindo.
Não sobraram nem as cinzas dos shinobis atingidos por aquela combinação poderosa. Os guardas da Mizukage não podiam perder tempo, embora quisessem ficar a imaginar o quão poderoso era o noivo da Mizukage. Esse era o motivo de toda a revolta do povo e dos próprios shinobis. A informação do casamento da Mizukage com o nukennin rank SS, Uzumaki Naruto, havia vazado para toda a região, deixando o povo violentamente revoltado. Não era para menos. Naruto era um assassino brutal e muito poderoso, que havia fugido e quase destruído Konoha no processo. Ao saberem da informação, foram tirar satisfações com a Mizukage, que tentou explicar a situação, mas o chefe da ANBU tomou a dianteira de sua fala e convenceu o povo de que aquela era a escolha errada e iniciou uma revolta.
Alguns poucos shinobis, por respeito e admiração à Mizukage, mais ainda por medo de Naruto, resolveram ficar ao lado da Uzumaki, defendendo-a contra os ataques que vinham contra ela, que buscavam matá-la para então o posto de senhor feudal do país da Água ser roubado antes de ser passado ao Uzumaki. Era a única opção, pois após ele tomar o controle do país, nada impediria que ele fizesse o que quiser. Felizmente a Mizukage sabia muito bem como se defender e havia resistido bastante enquanto Naruto não chegava.
O loiro passou dois minutos para se recuperar do cansaço. Era demais para seu corpo suportar, uma vez que não estava acostumado a usar um doujutsu, quanto mais dois de uma vez, e ainda por cima os combinando. Fora que era a primeira vez utilizando os jutsus e já havia conseguido de maneira perfeita. Levantou seus olhos novamente, analisando agora, com o Byakugan, o prédio kage que estava a sua frente. Haviam batalhas intensas dentro do mesmo, mas Naruto não se preocupou com nada a não ser Mei. Focou na sala da Mizukage e pôde ver a garota lutando contra o provável pivô de tudo aquilo, o rapaz que havia teimado com a Mizukage quando Naruto chegou à vila. O loiro daria uma morte bem elegante para ele. O shinobi tinha mais cinco do seu lado, provavelmente de nível Jounnin, já que estavam enfrentando a Mizukage. Mei não atacava, apenas se defendia, tentando nocauteá-los sem que pusesse as vidas deles em risco. Era o papel dela como Kage. Porém sempre que tentava algum golpe em determinado ninja, os outros o cobriam para que não fosse atingido.
Naruto levantou-se e caminhou o mais rápido que pôde para o prédio. Ao chegar nas escadarias do local, pulou com toda sua força, destruindo a vidraça que havia na sala da Mizukage, surpreendendo a todos. Ao pisar no chão, Naruto teve uma leve apagada devido ao esforço, cambaleando e sendo aparado por Mei, pois havia pulado à frente da garota, a fim de protege-la. O rapaz apagou e voltou do breve desmaio, mas foi tempo suficiente para o ninja debochar do garoto.
– Jouhei: Ora, Uzumaki, mal chegou e já está cansado? – Provocou o shinobi. A verdade era que ele morria de medo de Naruto. Quem ali não tinha? Porém não havia alternativa a não ser lutar. Sua honra não permitia que ficasse ao lado dele, pois apesar do medo, ainda haviam princípios e esses eram importantes para qualquer shinobi. Contra ele a única alternativa era lutar. Provoca-lo era uma faca de dois gumes, e ele preferiu arriscar, uma vez que se o rapaz se irritasse, perderia o foco e estratégia. Jouhei gargalhou para Naruto.
– Naruto: Ria enquanto pode, pois você terá a morte mais brutal de todas. – Falou com uma voz maligna, abrindo os olhos que estavam fechados. – Tsukuyomi – Fechou o olho que sustentava o Byakugan e arregalou o Sharingan, olhando nos olhos do shinobi, que no mesmo instante caiu ao chão, deixando sangue sair de sua boca vagarosamente e com seus olhos quase pulando para fora do globo ocular.
Jouhei se viu em um local escuro, amarrado pelos braços e pernas em uma maca, deitado. A maca era gelada e rústica, fazendo com que a cada movimento do shinobi, as costas do mesmo se arrastassem pela maca, arranhando o local. De uma hora para outra uma luz ofuscante acendeu-se acima dele, e o mesmo pôde ver o par de Sharingan o encarando do lado.
– Naruto: Isso é bem interessante quando se está do outro lado. – Falou impressionado pelo local, rindo com a mão no queixo. – O meu é diferente do que de Itachi e Madara. É bem mais interessante. – Disse olhando para cima e enxergando um enorme peso que havia acima da maca. – Eu disse que sua morte seria a mais brutal, e promessa é promessa. Eu sempre cumpro as minhas promessas. – Falou sumindo nas sombras, com seu Sharingan se destacando no local.
O peso acima da maca começou a baixar, revelando uma espécie de roda coberta por estacas quadradas. Ela desceu até encostar-se levemente sobre a pele dele, que sentiu um leve toque, não o suficiente para machuca-lo. Jouhei estava gelado de medo, e pôde respirar naquele momento, mas por pouco tempo. A roda começou a girar acima dele, arranhando levemente a pele do rapaz, que começou a gritar desesperadamente e se debater, porém a cada movimento em cima da maca, a mesma rasgava suas costas, banhando-se de sangue. A roda começou a baixar levemente, aumentando o atrito no tórax e barriga do chefe ANBU. As estacas não tinham pontas e eram quadradas. Quando passavam pela pele do rapaz, elas não o perfuravam, mas sim arrastavam a pele dele, raspando a carne aos poucos. Jouhei gritava desesperadamente, implorando pela morte. A dor era infernal e massacrante, afundando pouco a pouco no interior do corpo do shinobi, rasgando devagar por onde passava. Ela continuou afundando mais e mais, destruindo a caixa torácica e jogando os ossos para longe, perfurando também o coração e os órgãos internos, fazendo-os virar migalhas. Ao atravessá-lo por completo, chegando até a maca, a roda começou a andar no rumo da cabeça do shinobi, que até então apenas sofria e gritava escandalosamente. Ele já deveria ter morrido, mas até então estava mais vivo do que nunca, o que aumentava ainda mais seu sofrimento. O sangue começava a jorrar de sua boca, fazendo-o engasgar com os estilhaços de ossos e restos dos órgãos que subiam por sua garganta, vomitando-os. A roda continuou subindo até partir o restante do corpo dele ao meio. Finalmente estava livre daquele sofrimento brutal. Só que não. Jouhei abriu os olhos novamente e pode ver a roda abaixando-se novamente, para iniciar de novo o processo. Gritou desesperado, implorando pela morte. Morrer com certeza seria melhor que sofrer aquela dor novamente. De nada adiantou. A roda desceu e torturou-o novamente, e de novo, mais uma vez, e assim se passaram sete dias para o genjutsu acabar, porém Jouhei não acordou. Não havia como sair vivo de tudo aquilo e agora, no presente, os outros shinobis olhavam horrorizados para o ninja que acabara de bater ao chão, enquanto os grão de terra e poeira ainda voavam com o vento de sua queda.
– Mei: M-mas o que aconteceu aqui? – Perguntou atordoada. Desde quanto Naruto lançava genjutsu? Desde quando usava Tsukuyomi? – Ficou a pensar, completamente anestesiada o que acontecia por fora de sua cabeça.
– Naruto: Não há tempo para tirar suas dúvidas agora. Assuma o controle de sua vila e organize os civis. – Falou já atacando os outros cinco shinobis dali. Não houve tempo para o primeiro formar selos, pois foi aniquilado em segundos. O loiro socou forte o shinobi, fazendo o mesmo voar e atravessar a parede da sala do kage, caindo no meio da rua, onde mais confrontos aconteciam. Pulou rapidamente e agarrou as cabeças de outros dois que estavam mais próximos, batendo uma contra a outra, fazendo explodir sangue por cima de todos, como uma verdadeira chuva. Mei jamais havia visto tanta brutalidade a sangue frio. Naruto parecia estar fazendo algo natural e sem importância. Os outros dois shinobis ficaram paralisados ao verem seus companheiros serem derrotados com tanta facilidade, mas logo recuperaram o raciocínio e formaram selos.
– Shinobi 4/5: Suiton: Suiryuudan no Jutsu (Elemento Água: Técnica do Projétil do Dragão Aquático) – Falaram os dois ao mesmo tempo, lançando os dois potentes jutsus contra Naruto, que fazia frente para a ainda atordoada Mei. O loiro tinha seu Mangekyou focado em um dos shinobis e rapidamente copiou o jutsu, fazendo os mesmos selos.
– Naruto: Suiton: Suiryuudan no Jutsu (Elemento Água: Técnica do Projétil do Dragão Aquático) – Falou rapidamente, lançando um jutsu infinitamente maior contra os dois que vinham em sua direção. Não havia como os dois combaterem aquela aberração que vinha contra si. O jutsu de Naruto rebateu os outros dois, fazendo os três se unirem e baterem contra os dois shinobis, matando-os com o forte impacto.
Todas as batalhas que estavam acontecendo por fora foram cessadas para que pudessem observar a destruição da parte do prédio kage onde era localizado a sala do mandatário. Tudo se foi pelos ares, enquanto uma gigantesca enxurrada de água caía nas ruas, carregando tudo que estivesse em sua frente até desaparecer pela vila. Mei, Hinata, Jiraya, Madoka, Tsunade e até mesmo Naruto ficaram bestificados com a força colossal daquele jutsu. Finalmente os poderes estavam vindo à tona e isso fez Naruto abrir um sorriso psicótico.
– Naruto: Isso deve ter chamado um pouco de atenção. Problema resolvido! – Falou calmamente, enquanto se direcionava para a parte onde ficava a janela, que dava vista ao centro de Kirigakure. O enorme jutsu havia destruído toda a parte superior, deixando que o sol entrasse no local com força, e da mesma forma ficasse evidente quem estava e o que acontecia ali. A sala do kage era um pouco mais alta que o restante do prédio, e por tal, foi como se Naruto estivesse em um palanque. Os shinobis, tanto da guarda da Mizukage quanto dos rebeldes, pararam para olhar e tremer diante daquele olhar ameaçador. Não houve reações e as batalhas cessaram no mesmo momento em que todos puderam apreciar aquele breve gosto da foice da morte ralar por sua garganta abaixo, engolindo seco o medo que a pouco havia sido esquecido pela vitória que esteve tão perto. Nada foi pronunciado, mas todos entenderam o recado. Louco seria o próximo a iniciar uma rebelião contra o Uzumaki e ainda mais os que seguissem o autor. Os shinobis que haviam se rebelado fugiram rapidamente com o temor da morte. Era lógico que não poderiam sobreviver na vila logo após terem lutado contra seus colegas e terem perdido. – Hinata-chan, Madoka-chan e Tsu-chan estão contando com você para que possa explicar como é a cerimônia de casamento aqui no país da Água e também para os preparativos do casamento. Por favor, cuide delas. – Falou o loiro carinhosamente para sua noiva, logo após abraçando-a, puxando a garota e a apertando maliciosamente na cintura e firmando a outra mão no pescoço da Uzumaki. O rapaz puxou-a para um beijo quente e excitante, deixando-a atordoada. Ele com certeza era muito melhor do que ela imaginava. O rapaz separou-se do beijo e apertou a bunda da Mizukage com força, fazendo com que ela se levantasse e a boca de Naruto, voluntariamente, fosse até o ouvido da garota. – Nossa noite de núpcias será a melhor noite de sua vida. – Falou enquanto esfregava as nádegas da Uzumaki, que soltou um pequeno gemido contra o ouvido de Naruto, que sorriu satisfeito.
Mei ainda estava assustada e anestesiada pelos acontecidos. Havia feito esforços inimagináveis para controlar a rebelião com o mínimo de vidas perdidas e havia sido em vão. Naruto veio e matou a maioria dos que lutavam contra ele. Não podia negar que ele havia salvo sua vida, mas preferia perde-la a ter que tirar as centenas de vidas dos shinobis que morreram na batalha. Assustou-se com a pronuncia de Naruto, acordando do transe. Ele parecia agir normalmente depois de tudo aquilo, mas Mei pôde enxergar o desgaste físico do rapaz. O beijo foi encantadoramente excitante e os toques acenderam o fogo carnal da mulher, que esqueceu suas preocupações por alguns instantes. Naruto virou as costas para ela, indo para a saída e Mei sentiu um peso enorme sair de suas costas, lembrando-se que os shinobis que haviam fugido poderiam sobreviver em outro lugar. Respirou fundo e caminhou para onde Naruto havia olhado para a vila. Apoiou-se em um destroço que havia ali e sentiu uma facada no peito.
A movimentação na vila tomava novamente um aspecto de batalha. Centenas e centenas de bunshins de Naruto voltavam, cada um trazendo um corpo de um shinobi que havia fugido. Concentraram-se no espaço que havia em frente do Prédio Kage. Atrás de casa bunshin havia o caminho coberto de sangue que caia do shinobi traidor que vinha em suas costas. Todos os bunshins começaram a despejar os corpos, criando uma enorme montanha de corpos. Alguns degolados, outros decepados, mutilados, sem braços, sem pernas... Era uma cena digna de filmes brutais de terror e guerra. Ao final dos arremessos dos corpos, apenas vinte bunshins sobraram. Os mesmos se aproximaram dos corpos e fizeram selos.
– Naruto (Bunshins): Katon: Endan (Elemento Fogo: Explosão de Fogo). – Os bunshins expeliram uma grande quantia de fogo nos corpos, causando uma explosão imediata, que incendiou os corpos rapidamente. A potente explosão causou a destruição dos próprios bunshins, que deixaram apenas a enorme fogueira dos corpos já derretendo a céu aberto. Milhares de pessoas choravam e se ajoelhavam alguns até mesmo vendo seus entes sendo mortos daquela forma. Mei assistiu bestificada a tudo aquilo, deixando lágrimas descerem por seu rosto agora tão triste. Estava confusa e desesperada. Naruto era tão bom, mas por outro lado tão ruim. Seu corpo, mente e coração tinham pontos de vistas diferentes. O coração não negava: queria Naruto. Nem tanto por sentimentos, mas por saber que ele seria ótimo para ela e lhe daria uma boa vida em termos de felicidade e paixão. O corpo já tremia por ele, desejando-o e querendo afogar-se naquele mar de olhos azuis. Porém a mente queria de qualquer maneira lutar contra ele e derrota-lo, vingando-se das várias vidas tiradas somente naquele dia. Era um impasse e por mais que soubesse dos poderes dele, sabia também que ele estava tão certo como errado.
Naruto retirou-se do local e caminhou para o quarto ao lado, que também havia perdido a cobertura. Ele entrou e viu Hanabi sentada sobre a cama, com as mãos sobre as pernas, porém séria, com uma face emburrada. A garota parecia irritada e não era para menos. Estava coberta de poeira e sujeira, havendo muitos destroços do teto no quarto todo. Ela provavelmente só sobreviveu por ser um shinobi também. Naruto encarou-a seriamente. Apesar da relação que a garota tinha com o tão odiado Hiashi, ela agora teria um filho dele. Claro que era somente uma parte de sua vingança para com o pivô de tudo aquilo, porém não poderia deixar de amar a criança. Hanabi seria mãe desta criança, tendo seu valor como pessoa da família de Naruto, mesmo sem ter o relacionamento conjugal com ele. O rapaz planejava, pelo menos por enquanto, fazê-la uma espécie de governanta em sua casa, estando abaixo de suas mulheres, com a função de organizar e cuidar da residência, já que todas as outras estariam ocupadas com as tarefas designadas para elas no então Império Uzumaki. Em um resumo de tudo, Hanabi merecia ser bem tratada e honrada, apesar da forma como foi engravidada pelo rapaz. Ele não se arrependia, mas tampouco ligava.
– Naruto: Venha comigo, Hanabi. Não acho que irá querer ficar nesse lugar... – Falou calmamente, enquanto mexia no guarda-roupas do quarto, local onde Hinata havia colocado os pergaminhos. O loiro procurou até achar o que queria e caminhou para a porta. Não percebeu movimentação de Hanabi, e ao parar na saída, olhou com o canto dos olhos para a garota, que gelou por completo ao ver aquele olhar sério para ela, lembrando-se do que o loiro era capaz. Levantou-se rapidamente e pôs-se atrás dele, para segui-lo. – Será difícil deixar de me odiar, mas não pense que farei mais algum mal a você. Você irá engravidar e ter um filho meu. Irei cuidar de você e não lhe deixarei faltar nada, a não ser seu pai. – Disse de costas, já andando com a moça em seu encalço.
Hanabi sentia raiva de Naruto. Sempre foi uma menina determinada, exigente e arrogante, porém a única alternativa que teria era lutar contra a situação. Não adiantaria nada, pois Naruto não a mataria e caso ela se matasse, ele a ressuscitaria. No fim, seria apenas perda de tempo lutar contra as vontades dele. Apesar de tudo, sentia no fundo de seu coração um sentimento diferente. Um sentimento que jamais havia sentido antes e que nem mesmo sabia o que significava.
O rapaz seguiu por dentro do prédio até sair pela porta da frente, topando com Hinata, Madoka e Tsunade, que acabavam de descer de Meishu. Naruto olhou para os lados e passou direto por elas, caminhando rapidamente. Andou por alguns minutos, sendo seguido por todos, com exceção de Mei, que havia ficado para tentar organizar as coisas. Chegou a um belo parque que provavelmente era um local de passeio de jovens casais e famílias que buscavam tranquilidade e natureza. Analisou e por fim parou.
– Naruto: Acho que aqui deve estar bom... – Bateu uma das mãos no pergaminho e dois segundos após pode sentir novos ares em suas narinas. Naruto respirou fundo e abriu seus olhos, agora completamente azuis e então pode observar um Monte Myoboku completamente reformado, porém reconstruído da mesma maneira que anteriormente. Rapidamente vários sapos curvaram-se diante do rapaz, que caminhava com certa pressa rumo ao templo do Monte. Entrou rapidamente, deixando os Sapos Sannins atordoados pela presença do Rikudou. As lembranças da destruição causada por ele, mesmo que indiretamente, ainda assolava muitos deles, que perderam suas casas e o que havia dentro delas. Felizmente todos eram ninjas e puderam salvar os filhotes e os que não podiam se defender da destruição. Naruto não cumprimentou ou anunciou-se, apenas exigiu o que queria de maneira imponente e forte.
– Naruto: Chame Gamakichi ou Gamabunta. Preciso de um dos dois o mais rápido possível. – Falou autoritário e com a face séria. Fukasaku estava no local e rapidamente ordenou para um servo do templo chama-los. O servo saiu praticamente voando, enquanto Fukasaku apenas observava Naruto. O garoto havia mudado drasticamente, porém Fukasaku não sentia medo, ódio, raiva ou até mesmo tristeza. O velho sapo sentia somente pena do garoto. Havia perdido um futuro brilhante por conta de trapaças e traições. Bom, de qualquer forma nada que o agora simples sábio do Monte Myoboku pensasse iria mudar alguma coisa. Simplesmente deveria obedecer ao Rikudou, tal quais todos os moradores do Monte Myoboku. Gamabunta chegou juntamente com Gamakichi. Suas vestes estavam sujas e aparentavam um pouco de cansaço. Naruto os analisou e percebeu Gamabunta firme, olhando-o seriamente, porém respeitosamente. Virou seus olhos para Gamakichi e viu o sapo nervoso, aparentando medo. O loiro finalmente soltou sua carranca e sorriu para eles, levando uma das mãos à nuca. – Ah! Parem com esse drama. Posso ser o Rikudou, mas ainda sou o velho Naruto. – Disse divertido, deixando-os novamente surpresos. Não esperavam aquela reação do rapaz que estava tão sério a pouco tempo. – Relaxe, Gamakichi, apenas quero um favor seu ou do seu pai. – Disse olhando para o sapo mais jovem.
– Gamabunta: O que deseja, Rikudou-sama? – Perguntou diretamente, sem prolongar a conversa. A experiência do sapo o fazia perceber a agonia do jovem Uzumaki.
– Naruto: Não é nada demais. Preciso apenas que removam minha mansão novamente. Estou indo na frente e vou invoca-los em dois minutos. – Disse um pouco mais sério, sumindo em fumaça logo após bater novamente no pergaminho.
– Gamabunta: Vá continuar o treinamento, Gamakichi. Deixe que eu levo a mansão para ele. – Afirmou o sapo, indo em direção a casa do Rikudou. Assim como Gamakichi havia feito antes, Gamabunta enrolou a enorme língua pela casa e a engoliu, sendo invocado logo em seguida.
– Naruto: Aqui mesmo! – Falou apontando para o local exato. Já haviam sido tomadas as medidas necessárias para a adaptação da gigantesca casa no meio do parque. Naquela hora não havia ninguém por ali e o local escolhido se assemelhava um pouco com o território de Konoha. Havia um pequeno córrego passando ao fundo, descarregando suas águas em uma pequena bacia e seguindo adiante em uma nova corrente. Era simplesmente perfeito para quem gostava de sentir a natureza em paz. A casa foi colocada vagarosamente ao chão, mantendo sua perfeição. – Perfeito! Obrigado, Gamabunta, pode se retirar. – Falou calmamente, porém um pouco nervoso. Todos percebiam a estranha atitude de Naruto, mas ninguém identificava o que era ou porque seria.
– Gamabunta: Tudo bem. Cuide-se, Naruto-kun. – Disse olhando nos olhos de Naruto, que fechou a cara. O rapaz imaginava que estava escondendo sua aflição, mas pelo visto se até Gamabunta havia percebido, com certeza as garotas também. Gamabunta sumiu logo após falar a Naruto, como se estivesse preocupado com o estado dele.
– Naruto: Organize toda a casa, Hanabi. Com exceção do quarto principal, escolha o que quiser e venha falar comigo depois. Iremos mobiliar e personaliza-lo da forma que você quiser. – Falou calmo para a garota, que, com o rosto baixo, deixando os olhos cobertos pelos cabelos, passou direto por ele sem fazer som algum.
– Tsunade: O que há com você? – Perguntou aproximando-se do rapaz. – Seu chakra está normal, não está ferido, porém você aparenta um desgaste terrível. – Chegou perto dele e pôs a mão sob a testa do garoto. – Porquê você não diz nada? Fica difícil ser médica desta forma! – Disse com um sorriso carinhoso. O Uzumaki sempre havia sido assim e pelo visto jamais mudaria. Estava com uma febre quase surreal, porém mantendo-se em pé. – Febre de quarenta graus. Parece que teremos que cancelar nossas compras. – Disse a Senju com um sorriso sem graça, virando-se para as meninas.
– Naruto: De maneira alguma! Eu não permitirei! – Falou o rapaz sério, um pouco irritado. – Estou a ponto de desmaiar novamente, com toda sinceridade, porém não me importo de ficar sozinho nesse momento. Não sei o que diabos há com esse poder, pois não consigo acompanha-lo com meus treinamentos e meu desgaste é somente por isso. – Disse olhando para as próprias mãos que tremiam. Apertou os punhos e levantou o olhar novamente. – Sei que querem cuidar de mim e eu também quero ser cuidado pro vocês, mas este dia é importante e não quero atrapalhá-las. Vão e aproveitem. Comprem o que quiserem: vestidos, blusas, saias, shorts... Lingeries sexys... – Falou mais calmo, olhando carinhoso. – Não quero que percam um dos dias mais importantes para garotas.
– Hinata: Tem certeza, Naruto-kun? – O instinto de Hinata batia freneticamente para que ela cuidasse dele. Quem seria Hinata sem seu jeito preocupado com seu amado? Porém também era mulher e sabia da necessidade de renovar seu arsenal de utilitários sexys também para ele. As roupas estavam surradas e haviam raras peças sem ser de batalha ou formais. Realmente precisava de roupas para usar em casa, ainda mais as lingeries que Naruto havia citado. A menina Hyuuga estava um pouco corada com esse pensamento.
– Madoka: Que pena, Naruto-kun! Não quer um tratamento especial para essa sua febre... Talvez seja apenas uma vontadezinha... – Falou arrastando o indicador no peito do rapaz, esfregando-se nele. Naruto não poderia negar que a proposta era tentadora e que sua febre provavelmente havia aumentado uns dois graus.
– Tsunade: Sua tarada! Vai desmaia-lo... – Falou emburrada.
– Madoka: Mais fácil ele derrubar nós três e precisar de mais. – Gargalhou a Uchiha. Hinata corou forte e Tsunade balançou a cabeça negativamente.
– Naruto: Já está ficando tarde, por isso é melhor irem... – Alertou-as tranquilamente. Não seria qualquer um a notar o que ele realmente sentia. As garotas viraram e começaram a andar, da mesma forma Naruto virou-se para o outro lado.
– Hinata: Err.. Naruto-kun! – Falou a Hyuuga virando-se para ele. – Deixe-me acomodá-lo. Sei que está cansado, mas não posso deixa-lo assim... – Falou a garota levemente corada.
– Madoka: Tá vendo, Tsu-chan! Depois eu sou a tarada! Eu não posso ficar para trás! – Alterou-se a Uchiha, fazendo Hinata corar forte e Tsunade bufar.
– Tsunade: Cale-se, idiota! – Deu um tapa na cabeça de Madoka, fazendo a garota perder o equilíbrio e choramingar. – Hina-chan tem razão. Naruto-kun mal consegue achar uma peça de roupa. Deixe-a cuidar dele e vamos indo na frente. – Tsunade piscou para Hinata, que novamente corou. As duas garotas seguiram adiante, com Madoka fazendo escândalos aos ouvidos de Tsunade.
– Hinata: Vamos! Irei fazer alguma coisa rápida para você comer e deixa-lo confortável para que descanse bem. – Disse meigamente, grudando no braço dele e andando para dentro da residência. Subiram as escadas e chegaram ao quarto. – Vamos, tire a camisa e vá tomar um banho. – Falou puxando a camisa dele por trás, ajudando-o a tirá-la.
– Naruto: Não quer me ajudar a tirar a calça? – Perguntou malicioso, grudando no corpo da menina. – Preciso de alguém para me fazer desmaiar. Não quer me ajudar? – Falou roçando nos lábios no pescoço de Hinata, que bambeou as pernas.
– Hinata: N-Naruto-kun... A-agora não... – Falou em um fio de voz, porém seu corpo se forçava contra Naruto. O loiro gargalhou alto e Hinata fez bico. – Rum! – Cruzou os braços de virou de costas para o rapaz.
– Naruto: Hina-hime, não fique com raiva. Eu adoro seu jeito. – Disse abraçando-a por trás carinhosamente. A garota não havia realmente se irritado e enrolou seus dedos nos dedos das mãos de Naruto, como se abraçasse a si mesma junto com ele. – Tão linda! – Disse dengoso forçando sua bochecha contra a dela. Hinata sorriu alegremente.
– Hinata: Hai, hai! Agora vá tomar um banho. Você está todo sujo de sangue também. – Falou autoritária. Agora Naruto fez bico e caminhou para o banheiro do quarto. O rapaz entrou e tirou suas vestes, ainda com a porta aberta. Passou para o lado do chuveiro, não permitindo que Hinata o enxergasse mais, porém pôs apenas o pescoço de volta pela porta e olhou-a. A menina corou forte. – Q-quem sabe depois da janta... – Disse nervosa, saindo do quarto apressada. Naruto novamente gargalhou. Adorava o jeito meigo e tímido da menina. Não importava quantas piadas jogasse, quantas vezes dormissem juntos e quantas vezes transassem, ela jamais perderia aquele jeito e ele pedia aos céus para que ela realmente não mudasse.
A menina foi ainda atordoada na direção da cozinha. Calculava o tempo que demoraria a fazer o que pensava e não levaria mais de vinte minutos. Rápido, prático e não menos gostoso, como sempre. Ativou o Byakugan e procurou por Hanabi. Seria a chance de testá-la de verdade naquele momento. Atentou-se para saber se a garota estava usando seu Byakugan naquele momento e percebeu que ela apenas organizava panos e travesseiros nos quartos de hóspedes da mansão.
– Hinata: Kage Bunshin no Jutsu. – Fez o tão conhecido selo e outra Hinata apareceu ao seu lado. O bunshin confirmou e caminhou levemente até um dos quartos que já haviam sido arrumados e escondeu-se por trás dos móveis. A Hyuuga seguiu novamente para a cozinha. Prepararia apenas uma sopa recheada de legumes para ajudar Naruto a descansar melhor. Em apenas vinte minutos tudo já estava pronto. Ativou seu Byakugan novamente e viu Hanabi em outro cômodo, ainda arrumando as coisas. Virou-se para o quarto e corou mais uma vez, desviando o olhar, que teimou em voltar. Fechou um dos olhos, como se estivesse com medo. Seus batimentos aceleraram e logo abriu o outro olho, ficando boquiaberta. Naruto tinha um dos braços encostados à parede e deixava a água do chuveiro descer por seu corpo. O rapaz deixou um sorriso malicioso se formar em seus lábios, virando suas safiras e encarando o olhar de Hinata através das paredes. A menina se assustou e desativou seu Byakugan, perdendo o equilíbrio e apoiando-se em uma cadeira por perto. Os batimentos estavam agitados e ela permitiu-se rir também. Levou uma mão à testa e tocou-a com a ponta dos dedos. – Como sou ingênua... – Sussurrou ainda corada, mas com bom humor. Pegou uma bandeja e pôs a sopa carregada de legumes em cima, juntamente com um copo de suco e outro de água. Caminhou cuidadosamente pelos corredores até alcançar novamente o quarto.
– Naruto: Pensei que demoraria mais... Ero-Hina... – Falou calmamente o Uzumaki, mantendo um sorriso malicioso com o canto dos lábios. Hinata acabara de fechar a porta quando ouviu a frase e corou novamente, ficando nervosa e quase deixando a bandeja cair. A menina virou-se e pôde ver Naruto apenas de cueca esparramado na enorme cama que havia no quarto.
– Hinata: N-Naruto-kun! – Falou em um gemido, repreendendo o rapaz. – Eu não sou pervertida! – Falou ainda corada, mas com o rosto fechado. Naruto novamente riu. A face meio irritada da menina apenas o fazia querer apertá-la contra si mais ainda, tal como faz-se à uma fofa criança. – E-eu apenas procurava por H-Hanabi... – Tentou se explicar ao mesmo tempo que se virava novamente para o rapaz, após colocar a bandeja sobre uma pequena mesa.
– Naruto: Hai, hai! – Falou debochando. – Você pode mentir, mas seu coração, seu corpo e seu chakra não. Eu senti seu chakra oscilando e fervendo enquanto me olhava. Você não me engana. – Falou levantando-se e indo em direção à garota. Tocou a ponta dos cabelos dela e entrelaçou seus dedos, embolando as grandes madeixas em seu braço enquanto subia pelas costas da garota até chegar á cabeça. Hinata ofegava apenas por senti-lo tão perto, desfrutando do cheiro másculo e do toque que a outra mão do rapaz fazia em sua cintura. – Quero que seja minha agora... – Sussurrou rouco ao ouvido da garota, que vibrou.
Naruto levou a mão que estava na cintura da menina até o pescoço, firmando como se fosse apertar, mas com extremo carinho apenas acariciou o local e levantou o rosto da garota, grudando seus lábios ao dela. Hinata estava atônita devido ao provocante beijo. O Uzumaki não precisava ter pegada e ser provocante para deixa-la com extrema vontade de deitar-se com ele. Para isso ele apenas precisava olhar para ela, deixando claro que a situação em que a morena se encontrava agora era demasiadamente provocante e Naruto tinha certeza que deitaria com ela naquele momento. Apesar de tudo, era Hinata que estava com ele e o rapaz não irritou-se por ela colocar a mão carinhosamente em seu peito e afastar-se dele. Era, no fundo, o que ele não queria que ela fizesse, porém também sentia orgulho da decisão da menina.
– Hinata: N-naruto-kun... Desculpe, mas... – Teve em seus lábios o dedo indicador de Naruto, calando-a.
– Naruto: Não se preocupe. Eu meio que já imaginava essa sua reação. – Disse sorridente para ela. – “Ah... Não seja injusto, pois as meninas estão fazendo compras e não é honesto estarmos tendo uma despedida de solteiro somente nós dois. Não olhe assim para mim, eu não serei sua.” – Disse de maneira cômica, imitando a voz de Hinata. A menina levou uma das mãos à boca e outra para a barriga, curvando levemente parar rir da atitude do rapaz. Naruto também riu da brincadeira. Hinata recuperou-se e olhou firmemente para Naruto.
– Hinata: Você... Quer dizer... Eu... Bem... – Hinata balançou a cabeça e pôs o dedo indicador ao peito de Naruto e olhou no fundo da imensidão azul dos olhos do rapaz. – Eu não serei sua agora, infelizmente, mas, felizmente... – Empurrou-o vagarosamente de volta para a cama, de maneira que o rapaz sentasse na beirada, apoiando-se com os cotovelos. Hinata mordeu os lábios inferiores e penetrou seu olhar no olhos azuis de Naruto, completando o hipnotismo. O jovem loiro apenas olhava para aquele rosto tão angelical e ao mesmo tempo tão pervertido e apenas aquilo o fazia ficar louco. O olhos de Hinata brilhavam e a menina deixou de morder os lábios para sorrir para ele. O rapaz finalmente piscou e pôde enxergar algo que tentava chamar sua atenção fazia alguns instantes. Hinata rodava na ponta dos dedos a cueca do rapaz, que nem mesmo percebeu a menina retirando-a. A garota novamente mordeu os lábios e ajoelhou-se entre as pernas de Naruto, pegando firmemente no membro já ereto e firme. Apertou-o e passou a língua pelos lábios. – Felizmente... Ele será meu. – Levou uma das mãos ao peitoral do rapaz, enquanto a outra apoiou-se na perna do Uzumaki. A Hyuuga deu uma última olhada nos olhos do rapaz e enxergou a mais pura perversão tão clássica daquele garoto. Baixou seus olhos novamente e engoliu por inteiro o membro, de uma só vez, mantendo-o completamente dentro da boca por alguns instantes, os mesmos que Naruto manteve seu rugido.
A garota sentia o membro ir fundo em sua garganta e passou a língua pela base do membro, tirando-o da boca vagarosamente, sugando forte a glande no final. Olhou para Naruto e beijou a ponta do membro, vendo o rapaz ofegar e começar a suar. Levou a mão que estava no peito do rapaz para a base e abocanhou novamente, combinando os movimentos de masturbação com o belo sexo oral que fazia no rapaz.
Naruto sentia os lábios macios e quentes passear por seu membro, enquanto a língua aveludada se esfregava por todo ele, enrolando-o e sugando forte. Faltava pouco para seu coração pular do peito e seu sangue fervia. Sua mente anestesiada esquecia do resto do mundo e os problemas existentes nele, fazendo-o sentir apenas o delicioso toque e o cheiro que emanava da menina. Já a Hyuuga sugava e engolia o gosto do rapaz. Apesar do maior prazer ser de Naruto naquele momento, Hinata também sentia-se extremamente bem, feliz e excitada. Adorava o gosto de Naruto e ainda mais de deixa-lo satisfeito e feliz.
A menina forçava sua boca contra o membro de Naruto, enquanto sua mão fazia movimentos contrários no mesmo, encostando em sua boca a cada nova investida. Aumentou a intensidade e sentiu Naruto deitar de vez na cama com os braços abertos, apertando os lençóis. Teve que levantar-se um pouco mais para alcançar totalmente seu alvo. Sentou-se sobre a ponta dos joelhos de Naruto, mantendo suas pernas bem apertas, com a curva de seus joelhos sobre os joelhos do rapaz. Novamente curvou sua coluna e engoliu por inteiro mais uma vez. Sentia o membro vibrar mais forte e latejar bravamente, enquanto os gemidos roucos tomavam uma maior intensidade. Conhecia bem sua alma gêmea, sabendo que eram os instantes finais. Iria caprichar mais uma vez.
Esfregou seus lábios nas laterais do membro, molhando-o novamente e deixando o rastro de calor por todo ele. Abocanhou-o mais uma vez, porém não o engoliu, apenas sugando com força a glande e esfregando sua língua na parte de baixo. Naruto praticamente pulou da cama, mas Hinata empurrou-o carinhosamente, com a mão aberta em seu peito, deitando-o novamente, sem tirar a boca do membro, porém encarando-o com excitação. O Uzumaki sentiu suas vistas embaçarem com aquela sensação tremendamente prazerosa e obedeceu à sua linda Hyuuga.
Hinata sugou mais uma vez e engoliu novamente por completo até a base, passando a língua pelos testículos de Naruto, que urrou novamente. A Hyuuga iniciou novamente os movimentos, deixando a glande arrastar por sua garganta a cada ida e volta e logo em seguida o loiro despejou-se na gostosa boca da menina. Hinata sentia o liquido quente e gostoso passar por sua garganta, engolindo diretamente tudo que vinha de seu amado, enquanto continuava os movimentos. Naruto sentia-se completamente em erupção, jogando para fora todo o prazer que havia sentido naquele momento. Hinata sentiu o último jato passar por sua garganta e parou os movimentos, tirando o membro da boca e transformando-o em picolé, lambendo por completo até a última gota. Naruto tinha a cabeça um pouco curvada para olhar aquele cena, mas não resistiu por muito tempo, apagando em seguida. Teria ótimos sonhos após tudo aquilo.
A Hyuuga levantou-se, e ainda sentada sobre ele, passou uma das mãos pelos cantos da boca, tirando o restante com o dedo indicador e chupando-o para engolir o restante. Olhou para o loiro esparramado na cama e sorriu meigamente, deitando sobre ele por alguns instantes. Sentiu novamente o cheiro do rapaz e, com um pouco de esforço, arrumou-o na cama com carinho. Cobriu-o com um pano e arrumou a cabeça do rapaz em um travesseiro.
– Hinata: Eu o conheço melhor do que ninguém, Naruto-kun... – Sussurrou ao ouvido do rapaz, logo depois beijando-o na bochecha. Sabia que mesmo fingindo, ele estava extremamente cansado e havia se esforçado muito. Não tinha jeito, ele sempre seria daquela forma. – Agora tenho que tomar um banho... Senão vou correr sérios riscos... – Deu uma risada e caminhou para o banheiro, amarrado suas madeixas e tapando-as com uma touca. Não poderia deixar que as outras percebessem o que havia ocorrido ali.
A morena saiu com as mesmas roupas e com o cabelo solto e seco para que as garotas não notassem o acontecido. Hinata não se sentia muito bem com aquilo, mas também não queria um clima tenso com elas justamente naquele momento tão importante. Elas se davam muito bem e se entendiam, porém, com um tão sonhado casamento com o príncipe de seus sonhos, os nervos estavam à flor da pele e Hinata não poderia se dar ao luxo de arriscar um mal entendido ou briguinhas pré-nupciais.
Retirou-se do quarto e nem precisou ativar seu Byakugan para achar Hanabi. A garota acabara de entrar em um dos quartos do corredor, sem se importar com a presença de Hinata. A Hyuuga mais velha caminhou para o quarto e parou na entrada, que tinha a porta aberta. Olhou para lá e viu Hanabi limpando um dos cantos do quarto, bem ao lado de uma escrivaninha.
– Hinata: Não é necessário luzes? – Perguntou estranhando a escuridão do quarto. Forçava-se para não ser rude e indelicada. Era contra sua vontade, mas necessário.
– Hanabi: Não há necessidade. – Falou secamente. Hinata apertou as sobrancelhas, estranhando ainda mais. Hanabi era jovem e talvez não notasse as habilidades e percepção de sua irmã mais velha. Hinata preferiu não discutir sobre aquilo naquele momento. Não havia tempo e também havia ficado surpresa por Hanabi ter recebido o baque do que havia visto e ouvido agora à pouco no quarto principal.
– Hinata: Tudo bem. – Falou indiferente. – Naruto-kun dormirá o restante do dia, por isso limpe o quarto sem fazer barulhos. – Falou já virando as costas, tranquilamente. – E também não use seu Byakugan para olhar o que não deve. Não se engane, Naruto-kun não te vê como mulher, mas sim apenas como mãe do filho dele. – Disse encarando seriamente a Hyuuga mais nova, que se assustou com o olhar ameaçador, observando a irmã mais velha retirar-se do local com passos leves.
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– Mei: Ah! Finalmente, Hinata-chan... – Disse sorridente a Mizukage. Hinata retornou com um meigo sorriso. A Mizukage aparentava estar desgastada fisicamente e psicologicamente, porém se esforçava naquele momento. Hinata ofegava levemente por ter ido o mais rápido que podia. Pode encontra-las com seu Byakugan em uma loja de noivas no centro de Kirigakure. Haviam quatro provadores, onde as outras duas noivas estavam provando seus vestidos. De frente para os provadores haviam alguns sofás bem confortáveis. Em frente aos provadores, mas de costas para os tais, uma mulher de boa aparência e bem trajada tremia e suava frio, com seus olhos fortemente fechados. Era a atendente que segurava uma pequena prancheta onde anotava suas informações. Provavelmente implorava para alguma divindade salvá-la da morte diante da presença das mulheres do Rikudou. Mei viu Hinata olhando estranho para a garota e respirou fundo, entediada. – Ela está assim desde que falamos que somos noivas do grande Rikudou-sama. Nada depois disso ela ouviu direito e nem sequer entende que não faremos mal a ela. – Disse olhando para a garota que possuía cabelos castanhos amarrados em um único coque.
– Hinata: Isso já é normal para mim. – Disse com um belo sorriso. Não havia como esconder a satisfação e felicidade depois do que acabara de fazer com Naruto.
– Madoka: Oe! Como estamos? – Perguntou a eufórica Uchiha que saia do provador juntamente com a Senju. A Uchiha vestia uma clássica Yukata, como mandava a tradição de Kiri, que possuía tom vermelho claro com estampas de flores brancas e nas costas, logo abaixo do pescoço, um espaço em branco para ser preenchido com o emblema do respectivo clã para o qual entraria, caso o casamento fosse de clãs diferentes, ou a do próprio clã, caso os noivos fossem do mesmo. Tsunade vestia uma roupa idêntica, pois seriam iguais perante o noivo, mudando apenas as cores para que ficassem mais parecidos com seus clãs ou aparencia. Madoka odiava o clã Uchiha, mas infelizmente possuía aquele sangue e deveria seguir o padrão estabelecido por elas. Tsunade também saiu sorridente, mas controlou-se. Vestia uma Yukata no mesmo modelo da de Madoka, porém na cor amarela, com flores em uma cor amarronzada. – Venha, Hina-chan, já separamos o seu. – Disse sorridente e dando pequenos pulos. Felicidade era pouco para descrever o que aquela garota sentia. Tsunade sorriu para Hinata, que sorriu para as duas, levantando-se do sofá.
– Hinata: Você não vem? – Perguntou ainda sorrindo para a Mizukage.
– Mei: Eu fui a primeira. É igual ao delas, mudando apenas que é da cor laranja claro com flores vermelhas. – Disse calmamente a Uzumaki. – Vá e prove o seu. Ainda temos que criar a roupa de Naruto-kun. Normalmente se usa a roupa padrão do comando do respectivo clã, porém o caso dele é diferente. Vamos criar juntas a roupa do Imperador. – Disse quase bocejando. Estava cansada, estressada, feliz e triste ao mesmo tempo.
– Hinata: Tem razão. Naruto-kun ficará feliz. – Sorriu meiga e entrou no provador indicado para ela pela a trêmula assistente. Instantes depois saiu do mesmo vestindo a Yukata indicada pelas outras três. – Como ficou? – Perguntou corada. Vestia a Yukata na cor perolada, a mesma de seus olhos, com flores azuis escuras, a mesma cor dos cabelos. A Hyuuga focou em Tsunade, ainda corada. – Acho que tem que ter um ajuste no busto. – Sorriu sem graça. Só então a própria Tsunade viu o gigantesco decote que deixava escapar da Yukata.
– Mei: Hai, hai! Deixem comigo, pois terei que ajustar o meu também. – Sorriu sem graça também a Mizukage.
– Madoka: Também tem que ajustar o meu! Só que para menos... – Disse Madoka com lágrimas nos olhos, fazendo-as rirem da “pequena” Uchiha.
– Mei: Nenhuma de vocês vai usar coques ou algum penteado no cabelo? – Perguntou estranhando. Normalmente as noivas prendiam os cabelos para a cerimônia de casamento.
– Hinata/Madoka/Tsunade: Naruto-kun gosta de cabelos longos... – Falaram em uníssono e logo depois se entreolharam. Cada uma fez um bico e foi a vez da Mizukage rir sozinha, enquanto as três ficaram emburradas.
– Mei: Certo! Agora que já terminamos com o principal, que é a Yukata, vamos para a roupa de Naruto-kun. Depois podemos arrumar os acessórios que nos restam. – Falou já andando, mas olhando para as garotas. Chegaram a um pequeno balcão onde haviam roupas masculinas de todos os tipos. Porém uma se destacava no meio de todas elas por sua imponência e modelo. – De todas elas, esta é a mais indicada e tenho certeza que ele gostará. – Disse sorridente, olhando para a roupa.
– Hinata: Com certeza ele irá gostar... – Falou a Hyuuga com um brilho nos olhos, passando pelas outras e pegando no tecido. – Acho que podemos começar a edição da roupa por aqui...
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O salão era enorme e ao estilo clássico. Haviam pilares por todos os lados e ao final dele, seguindo adiante por um gigantesco tapete onde constavam o emblema da vila e do Senhor Feudal, um enorme trono cheio de almofadas se fazia resplandecer por todo o local. Era ali, naquele lugar, que tudo iria se resolver, seja para o bem ou para o mal. Era a única chance de a humanidade respirar. Pelo menos era isso que o Raikage pensava.
– Karin: Fuuinjutsu: Shishi Heikou (Técnica de Selamento: Fechamento do Rugido do Leão) – Falou com um enorme esforço a Uzumaki. Ofegava fortemente e suava em demasia. Já se faziam horas repetindo o mesmo selo. Em suas contas, ali, naquele mesmo espaço de dez metros quadrados, já haviam dois mil e setecentos selamentos iguais, um adicionando mais força ao outro. Ao aplicar a técnica, algo como uma folha da papel criptografada era criada, tomando todo o espaço desejado, brilhando e logo desaparecendo, deixando armada a armadilha. – Não consigo mais por hoje, Raikage-sama. – Falou respeitosamente a ruiva, curvando-se para Kira A.
– Kira A: Pode se retirar! – Falou não se importando com a ruiva, pois estava perdido em seus planos e pensamentos. – Bee! – Exclamou pelo irmão que estava há alguns metros de distância, anotando seus raps em um pequeno caderno. O ex-jinchuuriki rapidamente apareceu diante do irmão com a caneta ainda na mão. – Tem certeza que conseguirá realizar o jutsu? Estou pensando aqui e não tenho muita confiança nessa garota Uzumaki. – Falou da maneira agitada e rude de sempre.
– Bee: Não se preocupe, estou preparado. – Falou seriamente o irmão mais novo. Kira apenas confirmou e o dispensou. Bee havia mudado drasticamente após a mudança de lado de Naruto, ficando mais frio e sério. Havia pouco tempo que tentava retomar o seu costume com as rimas, sendo empurrado pelas lembranças de seu melhor amigo Hachibi. Apesar do extremo esforço, elas não eram tão ruins quanto antes. A outra preocupação era com a possível falha do plano. Caso não desse certo, a vila correria sérios riscos de ser dizimada.
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De longe podia-se notar dezenas de shinobis correndo em direção à montanha demarcada para a realização dos testes. Já haviam semanas engasgadas naquele mesmo experimento e nada parecia avançar a não ser a duração de vida dos shinobis de laboratório capturados por Orochimaru. O Sannin das cobras havia desenvolvido uma nova fórmula do selo amaldiçoado apenas para aquela ocasião e situação. Ao invés de suprimir o chakra Sennin do Sannin, ele suprimiam o próprio chakra do usuário. Foi apenas mais um experimento mal sucedido, pois mesmo tendo uma enorme capacidade de armazenamento, o selo amaldiçoado não suportava nem sequer dois minutos no corpo do shinobi com chakra do Shodaime Rikudou. Porém ainda era melhor que no início, quando explodiam totalmente após míseros vinte segundos. O barulho chamou a atenção de Kabuto e Orochimaru novamente para os shinobis. Um a um todos explodiam enquanto corriam para a montanha. Sobrava apenas pequenos fragmentos de órgãos e ossos, deixando um rio de sangue podre pela floresta.
– Orochimaru: Maldição! – Esbravejou o Sannin, socando a mesa onde acabara de sentar, já na parte de dentro do esconderijo. – Já tentei de tudo que imaginei e nada parece avançar. Não dá pra ficar evoluindo de dois em dois segundos... – Falava completamente irritado e com uma das mãos na testa. Kabuto apenas observava com sua típica frieza.
– Kabuto: Desculpe, Orochimaru-sama, mas o senhor ainda não tentou de tudo. – Afirmou o subordinado de maneira respeitosa, chamando a atenção de Orochimaru.
– Orochimaru: Do que está falando? – Perguntou com toda a atenção voltada para o rapaz de cabelos brancos.
– Kabuto: Só acho que não estamos usando as melhores cobaias. – Falou enquanto ajeitada o óculos com o dedo médio, deixando um pequeno sorriso sair dos lábios. – Pense bem: O chakra é do Rikudou e nenhum shinobi está suportando toda a pressão dele por não ter ligação genética suficiente para isso. Basta apenas usar alguém que possua conexão suficiente...
– Orochimaru: Atualmente só existem três pessoas com ligações mais diretas ao Rikudou: Tsunade, aquela Uchiha que está junto do Uzumaki e... – Soltou um sorriso malicioso, passando a língua pelos lábios. – Sasuke-kun...
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Sorrisos, olhares, brincadeiras e... sacolas. Muitas sacolas. Mulheres... Poucas mulheres e muitas sacolas na saída da loja. Uma coisa comum acontecia na frente de uma loja de lingeries, tirando o fato de as quatro serem noivas do maior procurado pela justiça da história, e uma delas ainda ser a mandatária do país, a Mizukage. A vantagem de ser shinobis era nitidamente observada por quem olhasse de uma longa distância, pois nenhum ser humano teria força suficiente para lutar contra seus instintos de sobrevivência e se aproximar delas. Mais um pergaminho de alta capacidade acabara de ser preenchido de sacolas. Recuperaram-se do ataque de risos, referentes a assuntos de mulheres e enfim voltaram à realidade... Ou quase isso.
– Hinata: Ah! – Ofegou uma última vez. – Já está tarde, temos que ir para casa. Naruto-kun ficou sozinho. – Disse com um sorriso bobo e corada, lembrando-se de tudo que havia comprado e imaginando a reação de Naruto ao vê-la vestida nas excitantes lingeries.
– Mei: Não acho que irão roubar a bicicleta dele... – Disse a agora mais entrosada Mizukage, fazendo todas as mulheres gargalharem. – Não há problema em ele dormir sozinho essa noite. Vamos bater um papo de mulheres e planejar nossa lua de mel. – Disse com um sorriso alegre. Havia tirado todo o estresse anterior com a diversão das compras do lado das colegas de cônjuge. Havia passado a maior parte das compras rindo das loucuras de Madoka, as reclamações de Tsunade para com a Uchiha e o jeito tímido de Hinata.
– Madoka: O quê? E deixar Naruto-kun apagado junto de Hanabi? Nem pensar! – Falou fingindo irritação, mas logo voltou ao tom normal e até preocupada. – Não confio nela e não sei do que ela é capaz. – Disse preocupada com seu amado.
– Tsunade: Não sei... Acho que realmente precisamos conversar sobre nossa vida juntas de Naruto-kun, porém também não confio nela... – Pronunciou-se Tsunade com um uma leve confusão em seu cérebro.
– Hinata: Acho que não tem problema somente essa noite né? Naruto-kun provavelmente vai dormir até amanhã cedo, então podemos voltar para casa cedinho também. – Afirmou a Hyuuga com um sorriso meigo. – É a chance perfeita de sabermos o que ela planeja, pois deixei um Bunshin meu na mansão. – Encerrou olhando séria para as outras, que concordaram. Era realmente interessante saber das reais intensões de Hanabi e a Hyuuga mais nova jamais conseguiria derrotar um Bunshin da irmã mais velha.
– Mei: Então vamos! Minha casa é um pouco afastada do centro, mas podemos ir caminhando devagar mesmo. Irei apresentar um pouco da vila para vocês. – Disse alegremente, já iniciando a pequena caminhada. Andaram por cerca de quarenta minutos sendo observadas pelos moradores que se escondiam em suas casas e observavam pelas brechas das janelas. A Mizukage sentia-se mal no fundo de seu coração, pois nem mesmo olhavam no rosto da, pelo menos até alguns dias atrás, amada Mizukage. Mal sabiam que era a única escolha para permanecerem vivos, ou pelo menos boa parte deles.
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O silencio imperava por toda a mansão. O sol já na altura da janela iluminava todo o corredor, porém mesmo assim ainda aparentava uma escuridão jamais vista. Olhou de um lado para o outro, enxergando apenas os artefatos e acessórios visuais que aquela bela casa possuía. No primeiro andar não havia mais nada a se fazer. Tudo já fora limpo e organizado de maneira que estivesse agradável e confortável. O primeiro andar já fora virado de ponta à cabeça, faltando apenas o que lhe atormentava: o quarto principal. Hanabi tremia suas pernas e sentia seu coração acelerar em um misto de medo e raiva, mas não ódio. Era complexo explicar.
Ao entrar pela porta de madeira diante de si, Hanabi estaria novamente presa junto daquele homem que a estuprou sem piedade, mesmo sendo uma criança indefesa perante ele. Ergueu sua mão direita na direção da maçaneta da porta e girou-a, escutando o barulho que a mesma fazia ao destravar e abrir um pouco por conta própria. Era como se estivesse entrando novamente na escuridão da masmorra em Uzushio novamente. Já havia estado na presença de Naruto outras inúmeras vezes, mas nunca havia se sentido tão tensa e desesperada como aquela. Talvez fosse por estar sozinha em um quarto novamente, onde talvez, em troca da sua, pudesse tirar a vida dele. Nem mesmo ela sabia o que ou como fazer, quando ou até mesmo se fazer. Não sabia de nada a não ser que deveria limpar aquele quarto seguindo as ordens de Hinata.
Um pequeno barulho ecoou pelo corredor. As gotas de lágrimas já caiam dos olhos mesmo sem a face se contorcer como classicamente se fazem ao chorar. Não havia resquício de tristeza ou dor, felicidade ou alegria. O choro era apenas seu corpo implorando para que ela decidisse de uma vez o que fazer, se é que realmente faria. Valeria a pena trocar a sua insignificante vida pela de Naruto, uma vez que se o matasse durante o sono Hinata com certeza a mataria também.
Algo a fez repensar aquele caminho. Lembrou-se de seu pai e tudo que ele passou nas mãos de Naruto. O jovem Uzumaki havia se vingado, mas não precisou tirar uma gota de sangue de Hiashi para fazê-lo sofrer com toda intensidade. Seria realmente muito mais complicado do que pensava. Porém mais complicado ainda seria ficar naquele corredor segurando a maçaneta da porta enquanto deixava algumas gotas de lágrimas cair de seus olhos. Fechou-os fortemente e abriu a porta silenciosamente. O sol iluminava fracamente o quarto, deixando-o em uma cor amarelada pelo fato do sol estar começando a baixar pelo horizonte. Passou suas vistas por todo ele e enfim enxergou a cama onde o pai de seu futuro filho dormia tranquilamente.
Um choque veio ao peito da garota, aumentando ainda mais a pressão em seu coração. Os raios solares refletiam levemente por sobre os fios loiros, espalhando ainda mais a luz pelo quarto, porém não foi isso que a fez sentir um impulso mais forte, mas sim as enormes mãos que a torturaram naquele pesadelo. Podia sentir novamente por sobre sua pele o rastro sujo e bruto daqueles braços e mãos.
Apesar de toda a lembrança, Hanabi sabia que estava sendo fraca e que sujava o nome dos Hyuuga. Passou a mão pelos olhos e limpou o resquício de lágrimas, virando-se para a porta e fechando-a logo após entrar. Caminhou levemente até perto da cama para olhar melhor o monstro que estava deitado naquele lugar. Olhou o rosto do rapaz e viu uma face tranquila e de certa forma infantil. Realmente não importaria o que Hinata fizesse com ela caso matasse Naruto, pois sua vida realmente não valia mais nada.
Havia escondido uma simples kunai para algum perigo evidente e a usaria para dar fim no reinado de terror que aquele Uzumaki havia feito em sua vida e em grande parte do mundo shinobi. Queria entender como Hinata continuava amando aquele garoto, pois mesmo sendo uma completa inútil e imbecil, sua irmã mais velha era amável e meiga, sendo o tipo de pessoa que jamais se apaixonaria por um crápula como Naruto aparentava ser.
Levou a ponta da kunai até o pescoço de Naruto e ficou a olhá-lo. Hinata, a Uchiha e a Hokage o amavam com tudo que tinham e Hanabi não entendia nada daquilo. A sua irmã mais velha até estava grávida, assim como ela. Grávida. Um bebê. Uma vida em seu ventre. Já havia visto inúmeras mulheres chorarem de felicidade ao descobrirem estar grávidas ou após o parto. Era o sonho de qualquer mulher apaixonada ter um filho com seu amado. Será que o amor de uma mãe era realmente tão intenso assim? Hanabi não sabia responder por si mesma, pois havia perdido a mãe quando ainda era um bebê, tendo seu crescimento todo vigiado pelo pai e conselheiros do clã. Balançou a cabeça para os lados, tentando deixar esses pensamentos de lado e focou-se novamente no rapaz abaixo de si.
Ele respirava lenta e profundamente, indicando um sono pesado. Apertou um pouco a kunai contra o pescoço dele e permitiu que um filete de sangue descesse, correndo levemente peço pescoço até parar sobre a cama. Não conseguiria terminar o serviço e logo começara a soltar novas lágrimas. Aquele shinobi desprezível seria o pai da criança em seu ventre e por mais que Hanabi tentasse odiá-lo, repudiá-lo e matá-lo, ele continuaria sendo o pai da criança. Não sabia exatamente o porquê, mas não conseguia ignorar o fato de estar prestes a ser mãe.
– Hinata: Você não consegue, não é? – Perguntou calmamente a irmã mais velha, enquanto entrava no quarto a passos leves. Hanabi virou-se para ela totalmente atordoada e entrando em pânico. – Calma! Sou apenas um Bunshin. – Disse séria, mas em tom normal. – Nunca fomos como irmãs e se dependesse de nosso pai, jamais seríamos. Porém desejo que isso mude partindo de agora. Não posso dizer que gosto e muito menos que amo você, porém continuamos sendo irmãs e os laços sanguíneos são muito importantes. Creio que está aprendendo esta lição agora. – Andou calmamente até a cama enquanto falava, sentando-se ao lado do amado e acariciando os cabelos dele.
– Hanabi: E-eu não sei o que fazer... – Deixou-se cair completamente em prantos. A menina era forte, muito forte, mas não era aço. A confusão em sua mente a fazia querer se desligar, mas não era possível. Como havia pensando antes, suicídio era perda de tempo e esforço. Ser estuprada, ser mãe, sem bem cuidada, perder o pai, viver uma vida normal, ser entendida, não ser pressionada... Tudo aquilo fazia com que a menina chegasse a conclusões diferentes e não a deixavam tomar uma decisão e escolher seu caminho.
– Hinata: Não posso dizer que entendo como se sente, mas acredite em mim: eu sei o que é a verdadeira dor e apesar de não termos laços, você ainda é uma criança que portará outra. O valor da família jamais será esquecido por este homem aqui. – Disse calmamente e neste momento olhou para o rosto do rapaz que estava apagado na cama. – Sei que o que ele fez com você foi horrível, até mesmo para ele, mas ele fez para conseguir um pouco de paz em sua própria consciência. Não será fácil superar tudo isso, mas peço, em nome dele, que tente viver conosco e com seu filho. Eu, Madoka-chan, Tsu-chan e Mei-chan estaremos aqui por você. – Levantou-se da cama e deu a volta, ficando frente a frente com Hanabi. Devagar e com cuidado, tomou-lhe a kunai e apertou as mãos da garota. – Estamos dando-lhe a chance de ter uma coisa que jamais teve e que irá adorar: uma família.
Hanabi escutou atentamente o que Hinata falava para ela. Não havia para onde correr, pois esta seria a única alternativa. A felicidade no rosto de Hinata, Madoka e Tsunade eram evidentes. Aquela seria uma oportunidade de conseguir ser feliz também? Levou sua mão à barriga, imaginando como seria ter um filho. As promessas eram boas, e em todo o mundo shinobi, Naruto mantinha a fama de sempre cumprir suas promessas. Daria uma chance para a vida e tentaria ser feliz. Olhou nos olhos de Hinata e viu a mais pura sinceridade.
– Hanabi: Ainda há tempo para mim? – Perguntou retomando o controle de suas emoções.
– Hinata: Você ainda é uma criança e tem muito para aprender. – Falou com um sorriso acolhedor. – Agora vá descansar... – Abriu a porta do quarto e viu Hanabi sair quase correndo. A Hyuuga mais velha fechou novamente a porta e cruzou os braços, olhando para a cama. – Pode parar de fingir, Naruto-kun! – Disse fingindo irritação.
– Naruto: Ah, Hina-chan, estava tão bom aquele carinho... – Choramingou para ela. – Dê-me um pano. – Pediu e logo Hinata entregou-lhe um lenço. O rapaz limpou o pouco de sangue que havia em seu pescoço e espreguiçou-se. – Você realmente me conhece melhor do que ninguém. – Disse olhando nos olhos da garota, que corou forte, deixando seu Bunshin desaparecer em fumaça e um Naruto gargalhando. O rapaz havia percebido a entrada de Hanabi no quarto, mas queria ver até onde a garota pretendia ir. Ficou feliz pelo discurso de Hinata, pois também queria ouvir a sincera opinião de sua amada. Estava tudo indo perfeitamente e agora sim sentia o frio na barriga, mas não pelo casamento, e sim pelo fato de ter que administrar cinco mulheres em sua vida. Um império, vila, mundo ou seja lá o que fosse era fichinha perto daquelas mulheres com personalidades e gostos diferentes. – Vai ser complicado...
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Era o momento tão esperado: o casamento da Senhora Feudal e Mizukage com o grande Uzumaki Naruto. Para incrementar a festança, também haviam representantes Senju, Uchiha e Hyuuga no casório. Tudo deveria estar esbanjando felicidade e fogos em toda a vila da Névoa, porém ao andar por ela rumando o palácio Feudal, momentos antes, Naruto pôde sentir um clima de velório. Não haviam pessoas nas ruas e o mercado estava todo fechado por ordem da Mizukage. Toda a vila havia sido paralisada para aquele casamento, porém ao contrário do que queria, mas já imaginava que aconteceria, ninguém compareceu para prestigiar o casório a não ser Hanabi, Jiraya e Meishu.
Naruto não se importava com isso, porém preocupava-se de suas garotas se importarem, principalmente Mei, que havia vivido naquela vila. Ao contrário do que imaginava, a cerimônia não seria tão complexa. A Uzumaki havia explicado como tudo aconteceria ainda pela manhã, fazendo Naruto tirar um peso enorme das costas, pois seria realmente complicado toda aquele charme para selar o matrimônio.
Neste momento o próximo senhor feudal estava sentado sobre suas pernas diante de uma pequena mesa que continha uma jarra com um tipo de chá, uma taça de tamanho mediano e mais adiante, de frente para ele, haviam quatro almofadas que indicavam o número de esposas. Estava uma completa bagunça, pois como ninguém havia comparecido para a cerimônia, nem mesmo o ancião responsável por realizar a cerimônia, tudo ficaria a cargo da Mizukage ou Senhor Feudal, que também se casaria naquele momento. Devido a tudo isso, não havia mais ninguém no gigantesco salão a não ser Hanabi, Jiraya e Meishu, que observavam aquela cena também sentados, mas com uma maior distância, na plateia.
De repente as moças começaram a entrar pelo tapete vermelho estendido no meio do salão. O loiro ficou bestificado ao olhar tamanha beleza nas mulheres com quem se casaria. Desviou um pouco seu olhar e segurou uma gargalhada ao ver o rosto de Jiraya. Ele com certeza havia superado seu mestre. As meninas entraram em fila e posicionaram-se pela ordem de hierarquia de esposas: Hinata, Madoka, Tsunade e Mei. Pela cultura na vila da Névoa, a primeira esposa, Hinata, teria mais autoridade que as outras dentro da residência, porém todos entendiam que não seria necessário tudo aquilo, levando o posto de primeira, segunda, terceira e quarta esposa apenas para denomina-las perante a lei da vila.
– Mei: Como Senhora Feudal do país da Água e Mizukage, realizo hoje a cerimônia de casamento onde temos como noivo Uzumaki Naruto, como primeira noiva Hyuuga Hinata, como segunda noiva Uchiha Madoka, como terceira noiva Senju Tsunade e como quarta noiva Uzumaki Mei. – Iniciou a cerimônia em pé, porém ao lado de Tsunade, tomando sua posição de quarta esposa. – De hoje em diante partilharão suas vidas, aceitando uns aos outros de maneira plena e harmoniosa. – O discurso seria mais longo, porém Mei era Uzumaki e mesmo sendo um momento importante para todos, poderia ser pulada aquela parte chata. – Uzumaki Naruto, beba do cálice. – Naruto pegou o cálice e tomou um gole da bebida. – Esta bebida representa sua vida. Hyuuga Hinata, beba do cálice caso esteja de acordo viver a mesma vida que seu esposo, respeitando-o e seguindo-o pelo restante da sua. – Hinata sorriu para Naruto e pegou o cálice, tomando também um gole e colocando-o novamente à mesa. – Uchiha Madoka, beba do cálice caso esteja de acordo viver a mesma vida que seu esposo, respeitando-o e seguindo-o pelo restante da sua. – A Uchiha piscou o olho para Naruto e tomou também um gole do cálice. – Senju Tsunade, beba do cálice caso esteja de acordo viver a mesma vida que seu esposo, respeitando-o e seguindo-o pelo restante da sua. – Tsunade olhou nos olhos de Naruto, encarando-o por alguns segundos e tomou também do cálice. – Eu, Uzumaki Mei, beberei do cálice por estar de acordo em viver a mesma vida que meu esposo, respeitando-o e seguindo-o pelo restante da sua. – Terminou de falar e sentou-se em sua almofada, tomando do cálice. Levantou-se novamente e continuou. – Pelo poder a mim instituído pelo Feudo, considero Uzumaki Naruto marido de Hyuuga Hinata, Uchiha Madoka, Senju Tsunade e Uzumaki Mei por meio da poligamia, seguindo as regras instituídas no código civil e militar. – Encerrou a cerimônia de maneira emocionada e sentou-se novamente à mesa, aguardando que Naruto concluísse a cerimônia, assim como todos os esposos faziam.
O rapaz levantou-se de onde estava sentando e pôde exibir a tão imponente farda de Imperador que tanto amou quando lhe foi entregue. Contrariando o senso comum e seguindo o próprio estilo do rapaz, ele vestia, fora sua agora comum calça Jounnin e camisa preta, um sobretudo similar ao de seu pai, o quarto Hokage, Namikaze Minato. Era totalmente branca, porém com chamas negras. Entre seus ombros, logo abaixo do pescoço, nas costas, havia o símbolo do Yin Yang, para logo abaixo os kanjis para “Imperador”. Naruto deu a volta na pequena mesa e olhou os olhos perolados de Hinata, vendo o quão emocionada a garota estava. Segurou sua mão com carinho e puxou-a, levantando a garota, assim como mandava a tradição de Kiri no casamento.
– Naruto: Uzumaki Hinata, hoje tomo-lhe como esposa e parceira de toda a vida. Cuidaremos um do outro de agora em diante. – Naruto sentia a mão de Hinata tremer e os olhos da garota brilharem. – Você sempre cuidou de mim, e a partir de agora poderemos um cuidar do outro como homem e mulher. – Falou com carinho olhando nos olhos da menina, que deixava pequenas lágrimas rolar por suas rosadas bochechas. Segurou cada uma das delicadas mão com uma das suas e selou o casamento com um simples beijo, porém cheio de amor e compaixão. – Eu te amo. – Disse olhando penetrantemente nos olhos da Hyuuga.
– Hinata: Eu também te amo muito, Naruto-kun. – Disse com lágrimas nos olhos e sentando-se em sua almofada novamente, não fazendo questão de limpar suas lágrimas. Elas eram a prova de que tudo realmente estava acontecendo como sempre sonhara. Finalmente era esposa do amor de sua vida e nada a fazia mais feliz.
– Naruto: Uzumaki Madoka, hoje tomo-lhe como esposa e parceira de toda a vida. Cuidaremos um do outro de agora em diante. – Olhou nos olhos negros da garota e viu acontecer algo que jamais imaginaria. Madoka iniciou um choro intenso, muito emocionada logo após Naruto dizer que lhe amava, assim como disse a Hinata, devolvendo a frase com dificuldade por causa do choro. Aquilo havia surpreendido até mesmo ela, pois até o momento final da cerimônia sentia apenas uma felicidade imensa em seu peito, mas naquele momento tudo foi intensificado milhares de vezes. Seu coração pulava em seu peito, revelando uma emoção maior até mesmo que a de Hinata. Não que a Hyuuga não estivesse feliz, pelos Deuses, havia sonhado com aquilo desde a infância, mas a agora Uzumaki era a mais jovem e mesmo que tenha um controle emocional melhor, ainda era adolescente. Naruto olhou-a com ternura e beijou-a com carinho também para depois vê-la sentar-se novamente e receber um abraço de Hinata. Sorriu carinhoso para as duas e deu um passo para o lado, chegando em Tsunade. – Uzumaki Tsunade, hoje tomo-lhe como esposa e parceira de toda a vida. Cuidaremos um do outro de agora em diante. – Olhou dentro dos olhos cor de mel e viu um olhar cheio de brilho e felicidade, mantendo a experiência e calma na situação. Puxou-a devagar pelas mãos e a viu sorrir para ele. Ambos repassaram sua história naquele momento, enquanto se encaravam, cada um com um sorriso para o outro, lembrando-se dos tempos que Naruto era apenas um menino imbecil que apenas estressava a Hokage. – Quem imaginaria, não é? – Perguntou sorrindo e a viu corar um pouco e abraça-lo, enterrando a cabeça em seu peito.
– Tsunade: Quem imaginaria, não é? – Deixou as lágrimas escaparem também, levando os olhos molhados para que Naruto pudesse beijá-la tão ternamente quanto as outras. Sentia-se muito feliz e realizada. Tinha certeza que desta vez conseguiria ser feliz ao lado do garoto que ajudou a criar. Sentou-se novamente e Naruto soltou suas mãos com delicadeza, indo para Mei. Tsunade uniu-se a Hinata e Madoka na pequena festa e cochichos.
– Naruto: Uzumaki Mei, hoje tomo-lhe como esposa e parceira de toda a vida. Cuidaremos um do outro de agora em diante. – Disse calmamente para ela, segurando carinhosamente em suas mãos. Olhou no fundo dos olhos verdes da Mizukage e continuou. – Não nos conhecemos muito bem e não nos amamos ainda, porém quero que tenhamos boa convivência e que possamos criar uma ótima família junto das meninas. Você é a mais velha e experiente, por isso irá nos ajudar a superar os nossos desafios no futuro. – Falou com sinceridade para ela, olhando-a firmemente nos olhos e recebendo um olhar da mesma forma. Realmente não havia amor entre ele e Mei ainda, porém ela era muito bela e o atraía carnalmente. Mei sentia-se da mesma forma. Naruto era um homem lindo e com certeza também era ótimo na cama. Corou um pouco ao imaginar a noite de núpcias que viria em alguns instantes. O agora senhor Feudal do país da Água deu um beijo também com carinho em Mei, encerrando totalmente os passos que seguiam a cultura do local. Hinata, Madoka e Tsunade levantaram-se e, seguindo Naruto em fila pela ordem de esposa, caminharam para a saída.
A cerimônia foi feita apenas para o grupo de Naruto, não tendo a presença de nenhum civil ou militar no local. O evento era aberto para o povo, pois se tratava de figuras públicas e líderes, mas mesmo assim nem mesmo os anciões compareceram. Com isso, tudo ficou mais simples e à vontade para todos eles, mas mesmo assim não queriam perder totalmente a essência e o charme do casamento. Ao passarem por Meishu, Jiraya e Hanabi, escutaram os aplausos de Jiraya, que curvou-se levemente, com respeito. Hanabi levou um pequeno susto ao lembrar-se que agora Naruto seria o senhor feudal, também curvando-se. Meishu já havia se curvado desde que Naruto havia se virado para eles, porém o dragão tinha um dos joelhos ao chão e mantinha também o pulso fechado, como na era medieval. O loiro afirmou com a cabeça e um sorriso, saindo logo em seguida.
– Naruto: Vamos pegar uma carona... – Disse tirando do bolso de seu sobretudo um pequeno pergaminho, mas aparentemente com selos bem complexos. – Isso deu bastante trabalho. – Sorriu para elas, abrindo e batendo com certa força contra o papel. Em um instante estavam no centro do quarto principal da mansão Uzumaki.
– Tsunade: Isso foi a técnica do Yondaime? – Perguntou impressionada.
– Naruto: Mais ou menos... Podemos dizer que sim, mas a dele era muito mais avançada e não necessitava de pergaminhos. Tive a ajuda de Shinju-chan e Meishu para treinar um pouco hoje. – Disse sentando-se no canto da cama. Diante de si haviam quatro majestades, literalmente, com beleza raramente encontrada em todo o mundo. Uma Hyuuga, uma Uchiha, uma Senju e uma Uzumaki, porém todas elas agora teriam seus sobrenomes esquecidos, com exceção de Mei, para serem substituídos pelo sobrenome de seu mestre e imperador, amado e querido Naruto. – Como sabem, nossas finanças não estão no melhor momento, então teremos que passar nossa lua de mel aqui mesmo e iniciar nossas atividades amanhã. – Disse com uma voz de narrador, como oratória, divertindo-as. – Então? O que temos para o jantar? – Perguntou já retirando o sobretudo. Para sua surpresa as garotas não estavam intimidadas e já desenlaçavam suas Yukatas, deixando-as cair de maneira sexy e devagar por suas costas, revelando lingeries que provocaram, acreditem se quiserem, um sangramento nasal em um dos homens mais pervertidos da história. Todas combinaram as lingeries, usando o mesmo modelo: Sutiãs rendados com laços vermelhos no vale dos seios. Calcinhas também rendadas e meia-calça com um elástico ligado à calcinha. Uma incrível perdição em quatro belos corpos e da mesma cor dos cabelos de cada uma. Hinata, totalmente corada, usava uma na cor azul escuro. Madoka, quase babando com vontade de pular em cima de seu marido, usava uma totalmente negra. Tsunade, com um sorriso extremamente malicioso, usava a cor amarelada, que ao deixar-se juntar a cor de seu cabeço, enfeitiçava também o rapaz. Mei usava na cor avermelhada com tons laranjas.
– Hinata: Hoje temos ótimos pratos para serem degustados... – Disse sentando-se sobre uma das pernas de Naruto, fazendo-o sentir o calor e umidade da intimidade da garota, mesmo por cima da peça íntima e sua calça. A morena passou a mão pelas pernas de Naruto até chegar no já ereto, como sempre, membro do rapaz, para então apertá-lo com força, vendo Naruto ofegar. Lambeu os lábios, encerrando o feitiço.
– Madoka: ... Hoje quero ter a melhor noite de todas. Será que consegue comer todos os pratos e não deixar sobras? – Perguntou de maneira extremamente sexy, sentando sobre a outra perna e deixando o rapaz sentir o mesmo que sentiu quando Hinata sentou-se. A outra morena também estava incrivelmente excitada, molhando a calça do rapaz. – É um desafio...
– Naruto: Cuidado... Eu consigo comer muito ramen. – Sorriu malicioso para elas, que ficaram um pouco confusas. – Você acham que eu gosto mais de ramen ou dos belos corpos das minhas amadas mulheres? – Rapidamente colocou uma mão por dentro do sutiã de Hinata, apertando com força e sentindo a garota tremer. No mesmo momento beijou com intensidade Madoka, apertando a intimidade da garota contra sua perna e sentindo o liquido molhar totalmente sua calça. No mesmo instante Mei e Tsunade foram abraçadas por trás, sentindo o toque másculo e logo passando o susto. – Não faz mal comer alguns pratos ao mesmo tempo... – Sussurrou ao ouvido de Hinata e Madoka, enquanto apertava os seios das duas, que escutaram os gemidos das garotas atrás de si, virando-se e vendo dois bunshins beijarem o pescoço das outras duas, ainda por trás delas, enquanto já desatavam a trava frontal do sutiã.
Continua →
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