Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi

32 Capítulo 32: O Caminho Para a Paz


Notas iniciais
YO! Desculpem estar devendo as respostas dos reviews, prometo que respondo em breve. Acontece que não gosto de dar respostas vagas e por isso demoro. Nesse caso, preferi terminar logo o capítulo 32 e respondê-los depois. Tudo bem né? kkk Quero dar meus agradecimentos ao "Ismar Menezes" e ao "Rangerfire" pelas recomendações. Muito obrigado. Quero agradecer também a todos vocês que interagem comigo pelo facebook, MP, comentário e tudo mais. Estou muito feliz e orgulhoso por ter chegado até aqui: 32 Capítulos, 24 recomendações, 700 comentários e 110 favoritos. Muitíssimo obrigado a todos. Sem mais, divirtam-se, o capítulo está só o filé de mucura kkkkk

Capítulo 32 – O Caminho Para a Paz

– Naruto/Tsunade/Madoka/Hinata/Hanabi: Porquê? – Perguntaram em uníssono. Até mesmo Hanabi, que escutou várias histórias absurdas, não pôde deixar de perguntar, logo depois tapando a própria boca. Somente Naruto continuou. – Se vamos casar, então ela terá que abdicar seu nome e receber o meu. – Falou analisando suas palavras, verificando se realmente estava certo.

– Jiraya: É verdade, mas ela já possui o nome Uzumaki. Ela é, na verdade, Uzumaki Mei, filha de Uzumaki Jiraya. – Explicou totalmente a situação, deixando todos boquiabertos.

– Naruto: U-Uzumaki? – Perguntou atônito. Não sabia pra quem olhar, sendo que ambos eram do remanescentes do seu clã. O loiro só sabia da existência de Karin, mas a mesma havia sumido do mapa após a guerra. De fato nunca havia se ouvido falar de que clã pertencia o grande Jiraya, mas Naruto jamais imaginou que ele fosse Uzumaki. Focou nos olhos esmeraldas de Mei, analisando-a. De fato o cabelo da garota ruivo, embora um pouco mais claro, em tom de alaranjado. Montou a imagem de Kushina ao seu lado, notando as diferenças, porém era fato que a Mizukage era um tanto estabanada também, de uma forma sexy. Precisariam de uma conversa longa para esclarecem algumas coisas, tanto sobre a história de Jiraya e Mei, quanto a forma como conseguiram derrotar o grande Nidaime Rikudou, mesmo não estando com seus poderes completos. – B-bom, eu estou muito interessado em saber o que foi e é tudo isso, mas creio que temos alguns assuntos mais importantes para resolver no momento... Como explicar a situação para os três mil oitocentos e setenta e cinco shinobis que rodeiam o prédio Kage. – Disse olhando para Mei, que sorriu sem graça.

– Mei: Primeiramente temos que resolver essa história de casamento. Serei rápida e sincera. – Pigarreou e olhou firme nos olhos de Naruto, que também estava sério. – Confesso que desde a guerra eu tenho interesse em você, mas nada mais que desejo. Estou aceitando este casamento em consideração a meu pai, que confia em você e também pelo fato de que sei que não temos chances de vencê-lo em uma guerra. Se o que diz realmente é verdade, sobre toda a trama que o levou a prisão, eu desejo ajuda-lo, porém não concordo com sua forma de trazer paz ao mundo. Você realmente precisa do controle do feudo do país da Água? – Perguntou séria para ele.

– Naruto: Sim. Eu preciso do feudo do país da Água. – Afirmou sem pestanejar. – Não posso criar uma guerra contra o mundo e enfrenta-la sozinho. Eu não tenho controle de todo o meu poder, e por isso preciso de tempo para treinar. Infelizmente não tenho um local seguro para me manter por tanto tempo. Kirigakure foi escolhida por ser o local mais fácil de eu conseguir me infiltrar. Mais que isso, também me serviria como sede do Império que planejo fazer. Aqui também é permitido poligamia, e como vê, tenho aqui comigo três mulheres que me amam. – Disse com um sorriso ofuscante de tão brilhante. Eram três belos troféus ao lado do grande Rikudou. Falou olhando nos olhos de Jiraya, que ficou perplexo, encarando Tsunade com os olhos esbugalhados. A Senju o olhou seriamente, não temendo a confusão, porém ambos ficaram calados para escutar a conclusão do Uzumaki mais novo. – Preciso do controle geral de alguma região, e por tais exclusividades, ela deve ser Kiri. Se o feudo só pode ser permitido ao líder da família, então casarei com você e liderarei a nova geração do clã Uzumaki. – Terminou seriamente, olhando para todos os presentes.

Foi uma bela explicação vinda de ambos, e selando totalmente quaisquer dúvidas que ainda restassem independente do que fossem. Haveria um casamento e também haveria um novo senhor feudal do país da Água. Mei não sabia o que sentir. É lógico que Naruto era um homem lindo e majestoso, porém também era um criminoso na visão de todo o mundo, não fazendo questão de se provar inocente, uma vez que iria realmente destruir quem entrasse em seu caminho. A última frase explicava muito bem o maior motivo da Mizukage aceitar casar-se com ele: Do contrário Kirigakure seria atacada e milhares de inocentes morreriam, ainda perdendo a batalha.

– Mei: Pois bem! O casamento está confirmado e será realizado em três dias. – Disse séria para todos. Hinata, Madoka e Tsunade ficaram um pouco surpresas pela data marcada tão rapidamente, mas já estavam preparadas psicologicamente para aquele fato. – O tempo é curto e não podemos esperar. Não podemos correr o risco de sermos atacados antes da cerimônia, sendo que os boatos da sua invasão já devem estar correndo pela vila. Casaremos e o nome de Uzumaki Naruto será revelado como novo senhor feudal do país da Água, lhe dando total poder sobre toda a terra e também sobre a Vila Oculta da Névoa, tal como sua esposa e também Mizukage. – Curvou-se levemente para o agora informalmente noivo.

– Naruto: Então conversaremos mais após todos descansarem. Ero-Sennin, esclareça as coisas com Tsu-chan. – Falou olhando nos olhos de seu mestre e logo após virando-se para Tsunade, dando um olhar confiante e dócil para ela, que sorriu para ele. – Mei-chan, mostre-nos um local para que possamos passar a noite.

– Mei: Temos vários quartos de visita, mas acho melhor que durmam na Suíte do Kage, onde é mais espaçoso e aconchegante. O único problema é que as atividades começarão bem cedo, então o barulho o atrapalhará um pouco, já que o quarto é uma extensão da sala do Mizukage. – Disse Mei já saindo do quarto, de costas para Naruto, que ainda era suportado por Madoka e Hinata. Mei abriu a porta e deu de cara com centenas de shinobis nos corredores do prédio, que a olhavam como se aguardassem ordens. Pelos seus rostos, percebia-se que já esperavam alguma ordem de prisão ou até assassinato do Uzumaki, ficando surpresos quando a mesma sorriu abundante para eles. – Está tudo resolvido. Não quero intimidações, ameaças ou comportamentos agressivos quanto ao Uzumaki e quem estiver com ele. Ninguém deverá vigiá-los ou qualquer coisa do tipo. Amanhã eu darei notícias oficiais e até então não quero nenhum comentário de ninguém para ninguém, não importando quem seja. – Falou seriamente, encarando o líder do grupo, que tomava a frente. Todos confirmaram, apesar de estranharem e alguns até rangerem os dentes ao ver Naruto passar. Para eles aquela era a hora perfeita de liquidar com o Uzumaki, pois era evidente que ele estava ferido e claramente cansado. Seus olhos baixos o entregavam.

– Naruto: Meishu, traga Hiashi e Hanabi. – Falou com uma respiração pesada, já quase sem forças. – Hina-chan, Madoka-chan, já não aguento mais ficar acordado. Cuidem de tudo. – Disse com uma voz carinhosa, desmaiando em seguida. Hinata e Madoka olharam uma para a outra, confiantes.

– Hinata: Mei-san... Podemos confiar em você? – Perguntou séria.

– Mei: Não tenho a intensão de enganar nenhum de vocês. Eu sei o perigo que estou correndo caso o fizesse. Naruto sempre foi forte. Apesar de não parecer, eu o observei muito bem durante a guerra. Tenho certeza que se vocês estivessem em perigo, ele jamais adormeceria. Aliás, sei que é bem difícil confiar em mim, mas confiem em meu pai. Você o conhece, Hinata-san. Ele é bem parecido com Naruto-kun. – Disse calmamente, frisando o –kun para que as garotas entendessem que de agora em diante ela faria parte da convivência do grupo, infelizmente, para Hinata e Madoka. Provavelmente para Tsunade também.

Caminharam por um belíssimo corredor muito bem construído em tom de azul claro, lembrando água. Haviam pinturas de ondas e neblinas por todo ele, deixando aquele prédio com um charme personalizado do país dá Água. Era majestoso. Dobraram para a esquerda e depois para a direita, vendo logo uma grande e glamorosa porta de madeira, também em tom azul, porém mais escuro. Mei abriu a porta vagarosamente, exibindo a tão aconchegante e surpreendente sala da Mizukage.

Media por volta de vinte metros quadrados. O chão era coberto por um belo tapete com o emblema da Névoa por todo ele, na cor azul clara. Ao fundo, meio que parecido com a do Hokage, havia uma enorme mesa com três colunas de papeis empilhados e atrás da mesa uma gigantesca janela fumê que cobria praticamente toda a área da parede, horizontalmente, sendo que verticalmente ia do topo da parede até mais ou menos a altura do umbigo de uma pessoa de estatura comum, como era o caso da Mizukage. No mais haviam apenas prateleiras e armários, tal qual qualquer escritório. Era simples, bonito e organizado. Tsunade ficaria com inveja.

– Mei: Este é o quarto. – Disse abrindo uma porta comum, no canto esquerdo do escritório, bem ao fundo, ao lado da janela fumê. O quarto era bem simples também, mas enorme. Havia uma cama de casal maior que o comum, coberta por panos que destacavam “Godaime Mizukage”. Ficava localizada no meio da parede extrema, deixando o lado esquerdo com um enorme guarda-roupas, recheado de trajes femininos de Mei. Do lado direito havia apenas uma escrivaninha com alguns papeis em cima. No canto esquerdo, tal qual a porta dava acesso da sala kage para o quarto, também havia uma pequena porta. – Ali é o banheiro. No guarda-roupas tem algumas roupas minhas que acredito que possam servir em vocês, caso precisem. Bom... tenho que agilizar a destruição que foi feita aqui. Nos vemos amanhã e fiquem a vontade. É tudo nosso... – Riu amigavelmente para Hinata e Madoka, que acabavam de colocar Naruto na cama, carinhosamente.

– Madoka: Obrigado, Mei-san... Digo.... Mei-chan. – Riu também amigavelmente. Mei tentava se incluir no grupo, já que inevitavelmente participaria da vida deles. Teriam que ser amigas de agora em diante. Madoka havia notado, e por mais que não estivesse tão feliz com aquilo, também sabia que era inevitável e poderia acabar irritando Naruto se não o fizesse também. – Não é preciso roupas, pois trouxemos tudo que era necessário conosco. Pela manhã nós conversamos mais. Boa noite. – Falou cordialmente a garota. Despediram-se e Mei foi embora, deixando Madoka, Hinata, Meishu, Hanabi e Hiashi no quarto.

– Hinata: Meishu, por favor tome conta de Hiashi. Acredito que Hanabi não fará nada que resulte em insultos ou intimidações, não é, Hanabi-chan. – Falou calma para Meishu, logo após virando-se para Hanabi com um tom irônico. Ainda não havia superado o fato de Hanabi também estar grávida de Naruto. A menina Hyuuga encolheu-se, “murchando as orelhas”. – Vamos tomar um banho com Naruto-kun, então arrume as coisas para que possa dormir bem. Jogue seu pai em algum lugar, não me importo. – Falou para Hanabi, logo após entrando no banheiro com Madoka e Naruto.

Hanabi olhou para o pai e logo após pediu o pergaminho que continha tudo que iria precisar. O mesmo foi entregue por Meishu, que fixava seu olhar em Hiashi. O velho Hyuuga pedia pela morte. Passar tanta humilhação era demais para ele. Era como se fosse uma mala velha que era jogada para todo lado, não importando a forma que caísse ou que aconteceria com ela. Sua filha mais nova parecia estar aceitando o fato que seriam escravos, aparentemente. Bom, era entendível levando em consideração que sua vida estava em risco. Por ela Hiashi poderia ser humilhado. Meishu o fez sentar perto da parede e levantou uma minúscula barreira cilíndrica para dar mais intimidade para as garotas que logo voltariam com Naruto. Hanabi já estava deitada em futon na outra extremidade do quarto, sobrando muito espaço ainda. Pouco tempo depois Hinata e Madoka voltaram com Naruto, que ainda dormia.

As garotas estavam completamente nuas e Meishu do lado de fora do quarto, deixando-as a sós. De fora ele ainda sentia a movimentação dentro da barreira, sabendo que Hiashi dormia encostado nela. Hinata e Madoka deitaram-se com Naruto e logo adormeceram na aconchegante cama. O dia seria longo e precisariam estar descansadas.

Naruto acabara de sair com suas noivas, deixando Jiraya e Tsunade, que se encaravam seriamente. O silêncio era mortal e ambos não sabiam como iniciar aquela conversa complexa. A destruição deixava dentro do quarto aumentava aquele suspense como lâminas nas gargantas dos dois. Jiraya alimentava um sentimento complexo por Tsunade desde sua adolescência, o que não foi correspondido por ela. Após assumir o cargo de Hokage, Tsunade pensava seriamente sobre aquela relação, cogitando aceita-lo como companheiro para tentar recuperar seus medos. Não era um amor como Jiraya sentia por ela, mas sabia que aquele homem a merecia por tudo que já havia feito, e além do mais, Tsunade não se enxergava com nenhum outro homem a não ser ele. Antes que pudesse abordá-lo ou aceitar alguma cantada cara-de-pau vinda dele, o Sannin teve que se sacrificar em sua batalha contra Nagato. A promessa que haviam feito antes havia se enlaçado em seu coração e ela cumpriria não importando os custos, mas infelizmente o destino havia sido cruel com ela. Mais uma vez.

O coração mastigado e corroído pelas diversas perdas era alimentado pelo desejo inalcançável de ver o jovem Uzumaki crescer e seguir os passos de seu mestre e seu pai. Era o último laço de amor que a Sannin possuía, além de Shizune. Queria vê-lo crescer e se tornar o mais belo e melhor Hokage que já havia existindo e não tinha dúvidas que ele conseguiria. Pensava dia e noite no futuro do rapaz, como uma verdadeira mãe, porém tudo foi virado à mesa novamente com a proposta de dormir com o rapaz. Ela era humana e imperfeita, não resistindo ao último laço masculino em sua vida. Dormiria com “seu filho” e era incorreto imaginar tanto o que aconteceria depois disso. Há quantos anos não ficara com um homem e pior que isso: há quantos anos não sentia vontade de ficar com um homem? Apesar de ter prometido a si mesma se entregar a Jiraya após o mesmo derrotar o líder da Akatsuki, não sentia tanta atração por ele quanto sentia por Naruto, por incrível que pareça. Para tirá-la de suas análises e afundá-la de uma vez naquela situação, a então ex-Hokage teve sua idade voltada no tempo, deixando-a jovem novamente. Aquilo havia sanado suas dúvidas e se entregaria de uma vez naquela situação. Não adiantaria nada seguir o caminho certo ao bom senso e ficar infeliz. Jogou tudo para o alto e abraçou sua felicidade, que foi bem-vinda. O problema agora seria explicar tudo isso à Jiraya, que parecia um tanto irritado para consigo.

– Jiraya: Estou esperando uma explicação, Tsunade! – Falou seriamente. Ele sabia que não podia cobrar nada dela, pois os dois não tinham uma relação maior que amizade. Porém ele havia confiado Naruto a ela e não ao contrário. Ela deveria cuidar dele e não deixa-lo se meter em tantas encrencas e ainda por cima apaixonar-se por ele.

– Tsunade: O que quer que eu diga? Que eu agora estou apaixonada e amo a ele como homem? — Irritou-se consigo mesma. Deveria estar firme e dizer-lhe o que realmente havia acontecido, porém quanto aos DNA’s caberia a Naruto explicar. – Bom, foi isso que aconteceu. – Suspirou acalmando-se e olhando-se novamente nos olhos. – Eu me apaixonei por Uzumaki Naruto, o garoto que eu deveria cuidar e guiar para o caminho certo, mas não me julgue, pois muita coisa aconteceu desde que você foi morto. – Falou calmamente, querendo que ele entendesse o que havia acontecido.

– Jiraya: Eu não vou te julgar, longe disso! – Suspirou também acalmando-se. Passou as mãos pelos enormes cabelos brancos e cruzou os braços após. – Eu apenas quero entender como isso tudo aconteceu... Eu...Eu amava você e passei tantos anos da minha vida correndo atrás e não consegui nem chegar perto do seu coração... – Falou olhando-a tristemente. Estava visivelmente abalado por aquilo, mas mesmo assim Tsunade não recuou. Havia seguido seu caminho e não se arrependia. Conhecia Jiraya a muito tempo e também sabia que ele não iria se desestabilizar apenas por aquilo. – Não me entenda mal, não estou amargurado. Estou feliz por você estar com quem gosta...Eu só quero entender o que se passa e passou em seu coração.

– Tsunade: Isso também é um mistério para mim. – Riu sem graça, sendo acompanhada pelo Sannin Uzumaki. – Eu fiquei muito abalada após a sua morte e me concentrei ao máximo em ajudá-lo a superar todos os outros Hokages. Eu estava indo bem até chegar ao último passo da evolução dele... ou quase... – Falou lembrando-se de quando ele apareceu com a conversa sobre dormirem para que pudesse obter os genes Senju. Naquele tempo todos pensavam que ele apenas viraria o Nidaime Rikudou sem esforços, mas se engaram ao pensar que seria tão fácil. Afinal de contas ele ainda sofria por não saber controlar ou até mesmo a não saber a extensão de todo o seu poder. Jiraya ficou confuso.

– Jiraya: Como assim? Pelo que eu sei ele é o Nidaime Rikudou, mas ainda não tem todo o seu poder. Que proposta foi essa? – Perguntou com os olhos mais abertos, dando espaço para toda sua curiosidade. Tsunade corou.

– Tsunade: Bem... É que... – Resolveu entregar logo a situação – Para que ele pudesse ter todo o poder dele, era necessário obter os genes das outras linhagem geradas pelo Shodaime Rikudou. Ele é Uzumaki e descende do filho mais novo do Rikudou. Era necessário obter os genes Uchiha e Senju para que pudesse despertar o poder em potencial do Rikudou. – Explicou um pouco corada. – Para isso era necessário dormir com uma Uchiha e uma Senju. É por isso que além de Hina-chan, eu e Madoka-chan estamos com ele. Ele me ressuscitou com a ajuda dela e regrediu minha idade aos dezenove anos. Eu atualmente tenho dezenove anos. – Falou sem graça. Jiraya finalmente entendeu porque ela parecia tão jovem e bonita. Muito mais que antes.

– Jiraya: Bom... Isso pode explicar muita coisa. – Gargalhou com vontade. Ele estava nervoso também, mas sua tristeza havia passado um pouco. Estava feliz por Tsunade estar feliz. Isso era o mais importante para ele. Ficou pensativo e sério de uma hora para outra. – Eu nunca soube que Uzumakis descendiam diretamente do Rikudou. O que se sabe é que são parentes dos Senjus, como primos. Eu sempre imaginei que houvesse uma miscigenação dos Senjus com algum outro clã e assim gerado os Uzumakis. Onde ouviu sobre isso?

– Tsunade: Que eu sabia foi a Kurama que contou para Naruto-kun antes de os bijuus se fundirem e formarem Shinju. Naruto-kun saberá explicar melhor sobre isso amanhã. Acredito que você também nos deva explicações quanto suas atitudes e também por Mei. Ninguém em Konoha nunca imaginou que você tivesse uma filha, e ainda por cima que fosse descendente dos Uzumakis. – Virou a mesa e agora era Jiraya que ficava acuado. Ele realmente devia muitas explicações e tinha consciência disso. A conversa deveria ser séria no dia seguinte. – Estamos resolvidos? – Concluiu com um sorriso e estendeu a mão para que Jiraya a cumprimentasse.

– Jiraya: Estamos resolvidos. – Retornou com um sorriso não muito original, mas Tsunade entendeu o momento pelo qual o Sannin passava. Ela tinha consciência de que um amor por toda a vida, como Jiraya sentia, não seria tão fácil de superar. O Sannin dos Sapos também sabia disso, mas realmente nunca teve esperanças totais quanto a isso. Já estava acostumado a ser chutado por Tsunade e desejava total felicidade para ela e Naruto. Estava realizado e agora iria lamber suas feridas novamente.

Ambos tomaram seus rumos, sendo observados pelos guardas que nada podiam fazer contra ambos por ordem da Mizukage. Tsunade seguiu o corredor por onde as garotas haviam ido e logo chegou ao quarto dentro da sala da Mizukage, bestificando-se e fazendo um bico por ver toda aquela organização. Ela realmente sentiu um pouco de inveja de como era bonita a sala da sua mais nova companheira de casamento. Abriu a porta e viu novamente as garotas emboladas em Naruto. Estava mais para um “namoro de cobra”. Riu sozinha e passou para o banheiro ao lado, tomando um refrescante banho e deitando-se vagarosamente por cima de Naruto, que tinha uma das pernas enroscadas pela de Hinata e a outra pela de Madoka. Ambas as garotas, Uchiha e Hyuuga, tinham um dos braços do rapaz entre os seios, grudadas o máximo que podiam. Tsunade deu um sorriso faceiro, imaginando o quanto ficariam com inveja quando acordassem e vissem ela por cima do rapaz, com a cabeça no pescoço dele, sentindo o cheiro que o mesmo exalava. Não demorou para dormir, pois havia se esforçado bastante para salvá-lo da morte que seria inevitável caso ela não tivesse feito os preparativos rapidamente ou até mesmo que os poderes ocultos dele não se manifestassem. Esse era mais um problema que a corroía. Ela conhecia muito bem a Jiraya e notou que no momento em que citou sobre a linhagem Uzumaki, Jiraya ficou mais rígido e nervoso, o que deixava claro que ele escondia algo. Com certeza seria revelado no outro dia.

Aquele era de longe o maior mistério que já havia visto em toda sua vida. Os poderes do Rikudou e a forma com que foi alcançado era um dos grandes mistérios do mundo shinobi, porém havia muito mais por trás disso. Agora era certeza absoluta que toda sua tese estava correta. Orochimaru havia estudado o corpo de Hagoromo durante todo aquele tempo, mas somente agora, ou melhor, minutos atrás, acabara de ter certeza de que havia algo muito mais grandioso por trás daquilo. Seus estudos anteriores deixavam claro que o chakra do Rikudou possuía apenas uma parte do Yin Yang. Não que não houvesse parte Yang, mas o Yin era predominante, algo em torno de setenta por cento. Isso era preocupante, pois cerca de noventa e sete dos experimentos falhavam pelo fato do corpo do shinobi não resistir a todo o poder predominante por apenas um lado da moeda.

O Sannin das cobras estava banhado em sangue. Um corpo valioso de um shinobi portador de Kekkei Genkai acabara de explodir em milhões de pedaços logo após ter um pouco de DNA do Rikudou incluso em seu corpo. Orochimaru anotou algo em seu pergaminho e o fechou, escondendo-o em uma gaveta de sua escrivaninha.

– Orochimaru: Entre! – Falou cansado para a pessoa que batia na porta de seu quarto, no esconderijo na Vila da Pedra.

– Sasuke: Teve algum avanço? – Perguntou friamente. O Uchiha havia mudado um pouco desde que assumiu a relação com Sakura. Estava mais firme e ao mesmo tempo leve, como se tivesse tirado um enorme peso das costas e também tomado mais responsabilidade. – Aparentemente não... – Completou por si só ao vê-lo ensanguentado.

– Orochimaru: Não consigo descobrir nada sobre o corpo dele. – Mentiu descaradamente, com seu sorriso característico. Sasuke virou-se para ir embora, não respondendo mais nada. Retirou-se do quarto e colocou-se a andar novamente para o seu quarto.

Orochimaru ficou sozinho novamente, pensando em alguma solução para aquele mistério. Era fato que não conseguiria descobrir o porquê de só haver, aparentemente, a metade do poder real, e por tal, focaria apenas em contornar a situação. Pensou por alguns minutos e logo teve uma ideia que poderia resolver aquilo. Caminhou novamente para o laboratório e encontrou Kabuto explodindo mais um corpo. O subordinado olhou para seu chefe e ajeitou seus óculos.

– Orochimaru: Largue o que está fazendo e traga-me a fórmula do selo amaldiçoado. Temos testes mais avançados para fazermos no momento. – Falou seriamente para Kabuto, que retirou-se sem perguntar nada, mas com inúmeros pensamentos em mente.

Sasuke bateu na porta de seu quarto e logo após entrou, sem aguardar resposta de Sakura, que estava em pé ao lado da cama, somente de calcinha e colocando seu sutiã. O Uchiha sentiu-se atraído por ela, mas infelizmente não poderia aproveitar o momento. Teria que sair para resolver assuntos particulares.

– Sasuke: Irei sair por algumas horas. Precisa de algo? – Falou aproximando-se por trás da garota e abraçando-a carinhosamente, pondo seus braços contra os seios da garota, que corou.

– Sakura: Não posso ir com você? – Perguntou com um sorriso.

– Sasuke: Não. – Respondeu sério, com sua frieza habitual. Sakura já estava acostumada ao jeito do rapaz, não abatendo-se.

– Sakura: Posso dar uma volta na vila? – Perguntou novamente com um sorriso. Sasuke também riu. Sakura tirava fotos com seu olhar toda vez que via o sorriso de seu amado. Vê-lo sorrindo era uma coisa raríssima e que a deixava muito feliz. Porém a resposta novamente foi negativa.

– Sasuke: Infelizmente não pode. Não sei o que aconteceria caso você fosse vista e reconhecida. Tem outra coisa que queira? Uma comida ou bebida? – Perguntou carinhoso para ela, mas soltando-se do abraço e caminhando para a porta. A garota meneou a cabeça negativamente.

– Sakura: Está tudo bem. Os livros medicinais que você me trouxe são bem avançados, então vou ficar estudando por um tempo. – Sorriu meiga, vestindo uma calça shinobi que havia ganhado do rapaz. – Cuide-se. – Falou para o Uchiha que havia saído, fechando a porta devagar. A vida de Sakura se resumia somente aquilo. Agradecia por Sasuke ter trago os livros de medicina avançados. Eram tão bons que a garota se esforçava ao máximo para acompanhar os ensinamentos, mesmo sendo uma médica de elite. Apesar de não ter quase nenhum divertimento, não poderia dizer que estava infeliz. Sasuke era frio, mas conseguia esquentar o seu coração, deixando-a satisfeita por ter seu sentimento reconhecido e recompensado pelo Uchiha.

Sasuke corria rapidamente no meio da mata, com seu doujutsu ativado ao máximo e investigando toda a área. Chegou a uma trilha que sumia em meio a mata extremamente fechada, na qual entrou se desviando dos galhos que espetavam a vereda (N/A: Aquelas trilhas que existem no meio da mata, onde só é possível caminhar em fila. Muito comum no meu interior do Maranhão, kkk. Sim, sim. Sou Maranhense pé rachado e sei usar vírgulas. Incrível né? Kkkkkkkk). Andava devagar e acompanhava o ritmo da mata. Odiava não poder destruir tudo aquilo para poder ir mais rápido, mas não podia estragar o esconderijo que somente ele e ela sabiam.

Saiu da completa mata fechada e pôde ver a simples cabana de apenas três cômodos no meio de uma clareira que quase não recebia luz solar devido a intensidade da mata. Não era necessário selos para protege-la, pois nenhum ser humano normal ou até shinobi andaria tanto e encontraria aquela cabana por acaso. Seu sharingan identificou o chakra tão conhecido já dentro do local. Abriu a porta de madeira bem velha, escutando-a ranger e logo observou a cama que havia no local. Haviam apenas três móveis no local: A cama, um fogão logo mais à direita, do lado de uma pia e uma pequena estante onde ficavam alguns objetos, roupas e pergaminhos. Uma mulher estava deitada sobre a cama usando apenas uma blusa e uma saia que ia até o joelho.

– Sasuke: Faz tempo que está aqui? – Perguntou seriamente para a ruiva Uzumaki.

– Karin: Cerca de duas horas. Cheguei durante a madrugada e cochilei até agorinha. – Falou jogando charme, passando as mãos pelas pernas e levantando um pouco a saia. Sasuke desativou seu sharingan, aproximando-se.

– Sasuke: Como andam as coisas por lá? – Falou friamente para a mulher, enquanto sentava-se na cama, retirando suas botas. Karin o abraçou por trás, envolvendo o peito do rapaz com seus braços. – Conte-me tudo e depois podemos aproveitar. – Falou com um sorriso de canto. Karin quase se derreteu, mas logo voltou a ficar séria.

– Karin: Os pergaminhos que me deu não contém selos fortes para o que deseja fazer. A única solução que encontrei foi de usar um simples selo, mas multiplica-lo, o realizando milhares de vezes por cima dos outros para dar um efeito mais forte. Acredito que possa dar certo. – Disse com um dedo no queixo, pensativa.

– Sasuke: Bem... Caso não dê certo morreremos todos nós, então tenha cuidado. – Tentou fazê-la se esforçar mais, já sabendo que teria sucesso. Tinha consciência de que aquela garota o desejava mais do que tudo, e a usava para conseguir seus objetivos. – Faça isso corretamente e poderemos ser felizes o resto de nossas vidas. – Disse carinhoso para ela, subindo em cima da garota e beijando-a fervorosamente.

– Karin: Não se preocupe, dará certo. Eles estão me ajudando também. Temos um interesse em comum, esqueceu? – Falou com uma respiração ofegante logo após o beijo, enquanto levantava a camisa de Sasuke, tirando-a.

– Sasuke: Não esqueci. Se esforce... – Falou ao ouvido da garota e logo após mordeu a orelha da ruiva, iniciando carícias fervorosas por todo o corpo da menina.

– Mei: Já se passam das nove horas. Por favor, levantem-se, temos que resolver os assuntos pendentes. – Falava tranquila enquanto batia na porta. Tsunade deu um pulo por cima de Naruto, acertando seu joelho no ponto fraco do rapaz, que acordou gritando de dor. No movimento, acabou levantando a cabeça rapidamente, chocando-se com a cabeça de Tsunade. O loiro tentou levar as mãos para a cabeça, no sentido de diminuir a dor, e acabou jogando Madoka e Hinata, que ainda estavam grudadas em seu braço, no chão. Agora haviam quatro adultos e devidamente formados shinobis de alta qualidade, choramingando feito bebês. Naruto e Tsunade em cima da cama, onde a mulher estava em cima dele, encostada no seu peito e deixando uma lágrima de dor descer, e Hinata ao chão, juntamente com Madoka.

Hanabi escutou todo o barulho e levantou-se de um pulo, vendo toda aquela criancice. Não pode evitar um sorriso contido ao ver tal cômica cena. Mei também escutou a barulheira e por impulso abriu a porta, que não estava trancada. A mulher deu de cara com Hanabi, que olhava para a frente, completamente vermelha. Mei olhou para o foco da menina e corou na mesma intensidade. Naruto já estava em pé, completamente nu e com a famosa “ereção da manhã”. Todos estavam nus ali, com exceção de Hanabi. Hinata também levantou-se e ao perceber que Hanabi e Mei olhavam a todos, deu um grito agudo e caiu novamente na cama, embolando-se com os lençóis. Tsunade já estava debaixo deles.

– Madoka: Bom dia! – Falou radiante, levantando-se completamente nua e indo para o banheiro sem se importar com quem via ou deixava de ver seu belo corpo. Só haviam mulheres ali, com exceção de Naruto e esse era a quem mais interessava que seu corpo fosse visto.

– Hinata: N-N-Naruto-kun! – Falou vermelha e gaguejando. O loiro tirou a mão do cabelo e sorriu brandamente para as garotas, tanto Hanabi quanto Mei.

– Naruto: Bom dia! Acho que dormimos demais. – Falou caminhando também para o banheiro, não importando-se com quem via. Todas ali, com exceção de Mei, já o haviam visto nu. Ela também veria e isso deixava Naruto bem a vontade para ir e vir com seu mastro ereto e exposto.

– Tsunade: B-bem, nós não vamos demorar. – Falou também corada. Mei nada disse, apenas retirou-se do quarto e fechou a porta devagar. A Uzumaki andou vagarosamente para sua mesa e sentou-se, ainda viajando nas imagens que havia fotografado com seus olhos. Sorriu maliciosa e levantou-se novamente, indo para o banheiro da sala Kage. Teria que trocar de calcinha.

Cerca de quarenta minutos depois Naruto saiu do quarto junto de suas noivas. Meishu ficou no local junto de Hanabi e Hiashi, que já havia sido solto da barreira. Jiraya estava esparramado em um sofá aconchegante que não havia sido notado quando passaram durante a noite. Mei parecia bem séria e Naruto mudou totalmente sua postura. O rapaz despreocupado que foi visto no quarto já não mais estava presente.

– Mei: Primeiramente quero informar que sua estadia já está na boca do povo. Todos de Kirigakure já sabem que o grande Uzumaki Naruto está em nossa vila e não está preso. A popularidade do governo caiu drasticamente e o casamento terá que acontecer amanhã ou sofreremos um golpe de estado. Tenho certeza que isso não é interessante para você, pois mesmo que consigamos defender o feudo, teremos grandes perdas. – Desembuchou logo tudo de uma só vez. Naruto não parecia surpreso, tampouco as garotas. Isso era uma coisa bem lógica. Os quatro estavam sentados em cadeiras diante da mesa da Mizukage e Jiraya ainda estava esparramado no sofá, apenas escutando. – Mandei desocupar uma mansão que me pertence, para que possamos nos mudar para lá quando estivermos casados. Não irei perguntar quanto a sua forma de governo, pois sei que não posso muda-la, mesmo com minhas opiniões.

– Naruto: Eu não faço questão de evitar esse golpe de estado. Primeiramente porque quem está pretendendo fazer isso já está contra o meu governo e matarei um por um, não tendo exceção. Se você quiser fazer algo para impedir, tudo bem, mas estará adiando o inevitável. Irei aniquilar a todos que se opuserem. Teremos, no início, um governo mão de ferro. Aprovo o casamento para amanhã, por um lado é bom evitar confrontos agora. – Disse a última frase olhando para Hinata, lembrando-se que a garota estava grávida. Não seria bom coloca-la em nenhuma espécie de perigo por enquanto. – Quanto a sua mansão, não se preocupe, eu trouxe minha própria mansão e iremos fazer residência nela. Sei que estou sendo meio duro com minhas palavras para com o povo, mas não irei aceitar pessoas com pensamentos maldosos, nem por pouco. Caso seja necessário, apenas as crianças irão sobreviver. – Falou friamente a última frase. Jiraya levantou-se sério, mas não se pronunciou no momento. Não era a hora correta. – Peço para que cuide dos preparativos do casamento. As roupas, a organização e convide quem quiser, nós não fazemos questão. Casarei com todas vocês e sobre isso discutiremos depois, em intimidade. Peço também que aprisione Hiashi e o mantenha com alimentação regular, apenas para que não morra. Hanabi está no quarto e não faça nenhum mal a ela. Se possível, dê-lhe algum meio de entretenimento, pois também estou cuidando dela. – Falou firme e impôs sua posição de líder, o que na verdade seria após o casamento. De qualquer forma Mei não iria intervir em suas vontades e apenas confirmou. – Irei me retirar por algumas horas. Temos assuntos a tratar, certo, Ero-Sennin? – Perguntou seriamente para seu mestre.

– Jiraya: Eu não imaginava que a situação estava tão complexa. – Falou preocupado, mas encarando-o no fundo dos olhos.

– Naruto: Meishu! – Chamou o dragão que prontamente o atendeu. – Dê-nos uma carona para alguma planície por perto. Iremos ter uma conversa e quero treinar um pouco. Ah... por favor, desfaça o seu selo. – Disse para Jiraya, que desfez o selo de antes, colocando a mão sobre a barriga do rapaz e destravando Shinju. Naruto sentiu como se uma cruz saísse de suas costas, deixando-o mais leve e disposto, além de melhorar até sua respiração. Shinju imediatamente o chamou em seu consciente e ele a pediu para esperar um pouco. – Hina-chan, Madoka-chan e Tsu-chan irão conosco. – As garotas confirmara e logo desceram pelos corredores. Naruto fazia frente vestido formalmente com uma Yukata totalmente branca com uma faixa preta. Atrás de si vinham Hinata, Madoka e Tsunade, uma do lado da outra como uma espécie de formação. Jiraya e Meishu os seguiam mais atrás.

O Uzumaki passava por todos os funcionários do prédio, deixando-os irritados e amedrontados por sua presença. Não existia uma única pessoa que não conhecesse aquela figura. Até mesmo as crianças brincavam com seu personagem, tratando-o como o vilão e o kage da vila como herói. Todas as pessoas abriam espaço para que ele passasse e ninguém o atacava por ordem da Mizukage, o que irritava a todas as pessoas. Saiu pela porta da frente do prédio e topou com uma grande manifestação do povo, com cartazes e gritarias, o repudiando. No momento em que o rapaz pôs os pés do lado de fora, toda a multidão se calou. O povo junto era forte, mas Naruto era muito mais. O medo corroía a todos por dentro, fazendo com que se lembrassem da imagem do rapaz estampada nos jornais logo após a grande guerra. O grande herói aclamado por todo mundo havia mudado de lado e isso os aterrorizava. Ele não se importou com ninguém e ordenou que Meishu tomasse sua forma de dragão para os transportar.

– Naruto: Aqui mesmo, não se preocupe. – Ordenou para o dragão que tomava uma rota para que não machucasse ninguém. Meishu friamente o obedeceu. Se seu mestre não se importava com as vidas que seriam perdidas, muito menos ele. Tomou sua imponente forma, esmagando dezenas de manifestantes, espalhando as outras centenas por entre os prédios, correndo em desespero. Alguns prédios também ruíram. Ao terminar, o dragão baixou uma das asas e Naruto subiu tranquilamente, sendo acompanhado por todos. Jiraya ficou perplexo ao ver aquela cena, sentindo seu corpo tremer devido a brutalidade e frieza do rapaz que um dia mal conseguia bater em seus inimigos. Naruto realmente havia mudado muito. O velho Sannin subiu vagarosamente no dragão, tentando manter sua compostura, porém seu olhar petrificara nos corpos esmagados abaixo do dragão. Naruto percebeu como Jiraya se sentia, e no fundo, bem no fundo, se sentia mal por estar seguindo um caminho diferente do que seu mestre desejara. Infelizmente, para Jiraya, Naruto não voltaria atrás. – Eles morreriam aqui ou mais na frente. Poupei um pouco do trabalho queria teria mais adiante. – Disse friamente, olhando adiante para a paisagem que agora viam de cima de Meishu. Jiraya estava atrás de si e apenas trincou os dentes e apertou os punhos, triste e irritado.

Meishu bateu suas gigantescas asas por cerca de oitenta quilômetros, demorando cerca de cinco minutos para chegar ao local. Era uma grande planície, com um grande rio passando por perto. Era um lugar perfeito para treinarem e brigarem, caso fosse necessário. Meishu pousou levemente e todos pularam de cima do mesmo, que desfez sua transformação.

– Naruto: Todos nós sabemos que tenho assuntos a tratar com o Ero-Sennin, então eu gostaria de ver Hina-chan lutando contra Madoka-chan. Meishu, por favor, ajude Tsu-chan a melhorar ainda mais seu controle de chakra. Ela ainda não treinou com você e por isso está se cansando rápido quando me cura. – Disse tranquilo para todos, revelando um bom humor. Jiraya ainda observava o comportamento do rapaz que aparentemente não se sentia abalado por ter matado dezenas de civis anteriormente. Madoka e Hinata sorriram uma para a outra e tomaram uma distância. Meishu e Tsunade foram para outro lado, tomando um lugar na sombra bem distante de Jiraya e Naruto. Os dois sentaram debaixo de uma árvore e Naruto ficou a olhar Hinata e Madoka trocarem simples golpes sem muito esforço. Talvez ainda estavam se aquecendo.

– Jiraya: Você mudou, Naruto. – Falou com o olhar nas garotas. Parecia triste e aborrecido ao mesmo tempo.

– Naruto: Foi necessário. Não me venha com sermões, você já está morto. Farei o que for necessário para alcançar a paz e estou disposto a matar quem se intrometer em meu caminho. Nossa raça está corrompida, corrompida de uma forma tão intensa que até mesmo crianças já aprendem a maldade na infância. Corrupção desde os primórdios, complôs, interesses pessoais. Não há mais esperança para um povo que não quer mudar. Devemos pensar no melhor para o próximo e não para si mesmo. É assim que se monta uma sociedade de bom coração e bons princípios. Preocupe-se com o próximo e permita ao próximo se preocupar com você. Sabe, Ero-Sennin, eu aprendi muita coisa com todo o sofrimento que tive recentemente e uma delas era que eu não sabia o que era paz. Paz é uma coisa vem dos nossos corações, que não podemos alcança-la simplesmente por querer. Não podemos dizer que vamos ter paz e tê-la. Ela é uma coisa que vem naturalmente e quanto mais buscarmos a ela, mas estaremos nos corrompendo, pois precisamos sacrificar coisas para obter outras e não podemos sacrificar nada para termos paz. Ela simplesmente tem que vir sozinha. – Falou olhando para a batalha das garotas, que aumentava de intensidade a cada momento, porém ainda não haviam acertado golpes uma na outra. Jiraya também as observava surpreso. O nível shinobi daqueles garotos era simplesmente muito maior que o dele mesmo. Escutava também o que Naruto falava e sentia a sinceridade no coração gelado do garoto.

– Jiraya: Então como espera alcançar a paz se corre tanto atrás dela? Pelo que vejo você está contrariando seu próprio pensamento. – Argumentou achando a falha no plano de Naruto, porém sabia que ele não faria tal coisa, apenas quis acompanhar o raciocínio dele.

– Naruto: Não se pode chegar em uma velha casa abandonada, repleta de mofo, sujeira e coisas podres e simplesmente reconstruí-la. É necessário destruí-la e refazê-la desde o início, tijolo por tijolo, azulejo por azulejo. Nosso mundo está assim neste momento. É uma floresta podre e incapaz de gerar outras árvores por causa de seu solo também podre. Eu irei arrancar todas as árvores e plantá-las novamente da maneira correta. Quando digo que irei aniquilar a todas as pessoas que possuem pensamentos impuros, eu estou sendo completamente sincero e ao pé da letra. Matarei a todos que não tiverem o coração totalmente puro. A maldade aumenta a cada ano, mês, semana ou até mesmo segundos. Alguém que hoje pensa em roubar para se alimentar, em um futuro próximo também irá assaltar para usufruir do que roubou apenas por lazer. Se for necessário que sobrem apenas crianças, então o farei. A maldade será extinta e junto com ela todos os que tiverem manchas negras em seus corações. – O loiro falava tudo que vinha de seu coração e Jiraya apenas escutava as palavras sofridas que saíam da boca do garoto. Ele com certeza havia sofrido muito para chegar aquela análise e Jiraya não era louco de não concordar. Naruto estava completamente certo de sua análise sobre paz, porém o que não concordava era com as medidas que o garoto pensava em tomar. Ele simplesmente ameaçava aniquilar com toda a população do mundo, deixando sobrar apenas as crianças. O olhar dele era determinado e o Sannin o conhecia bem demais para duvidar do que ouviu. Ele estava sério e realmente faria tudo o que falou. – Não há argumentos que me façam mudar de ideia e você também não pode muda-la a força. Caso for se opor a mim, infelizmente terei que manda-lo novamente para o mundo dos mortos. – Disse seriamente para ele, olhando-lhe nos olhos.

– Jiraya: Estou ciente de minhas condições. Sei que não posso me opor ao que você pensa nem que fosse à força. O que me resta é tentar ajuda-lo agora, afinal minha missão sempre foi trazer a paz. – Falou tristemente. Era uma mentira, pois Jiraya jamais apoiaria tal atitude. Sentia seu coração doer, mas não havia outra alternativa, ele teria que consultar Kakashi, o novo Hokage de Konoha, segundo as informações dos jornais. Não sabia muito bem o que iria acontecer, mas jamais poderia deixar que Naruto acabasse com todo o mundo.

– Naruto: Bom... Deixando isso de lado, estou curioso para saber como diabos um velho tarado e sem vergonha conseguiu uma mulher e teve uma filha. Porém o que mais me deixou surpreso foi sua descendência Uzumaki. Pode me contar tudo? – Mudou sua forma de falar de uma hora para a outra, ficando divertido e tranquilo, deixando Jiraya mais à vontade.

– Jiraya: Bem... Quando eu morri já tinha cinquenta e quatro anos, Mei-chan tinha vinte e quatro. Tudo aconteceu assim que eu saí de Konoha em busca de Orochimaru. Eu rodei todo o mundo shinobi em busca de pistas sobre ele e... Bem... você sabe... – Riu sem graça, passando uma mão por trás da cabeça. Voltou a ficar sério. A conversa deveria ser de esclarecimentos e não de comédia. Resolveu falar de uma vez. – Mei-chan é filha de uma prostituta que estive no País do Chá. Poucas pessoas me conheciam na época e eu estava em meu auge, rodando muito em todos os locais. Desculpe-me mas não me recordo do nome dela. Só sei que dois anos depois eu retornei ao mesmo local à procura dos serviços dela e a encontrei, porém tive a notícia de que ela havia engravidado. No tempo ela era inexperiente em suas atividades e deve ter feito algo errado quanto ao seu método contraceptivo. Mei foi jogada em meus braços e rejeitada pela mãe. Foi bem triste ter que contar isso a ela. – Jiraya falava tristemente, visando a batalha das garotas. – Eu também não poderia ficar com ela naquele momento. Infelizmente haviam coisas mais importantes para tratar. Lembrei que havia um conhecido shinobi nukennin de Konoha que morava em Kirigakure, sendo um comerciante. Ele havia fugido nos tempos de guerra e durante minhas viagem eu consegui encontra-lo por lá. Ele foi um covarde que fugiu durante as batalhas, rejeitando Konoha. Ele tinha esta dívida comigo e achei por bem cobrá-la naquele momento. Mei-chan teria uma linhagem forte devido sua descendia Uzumaki, então quis coloca-la dentro de uma grande vila shinobi para que pudesse entrar em alguma academia ninja. Uni o útil ao agradável e negociei com ele para que tomasse de conta dela até que ela se tornasse Gennin e pudesse cuidar de si mesma. Periodicamente eu a visitava e levava dinheiro para ajudar nas despesas que Katsu tinha com ela. Uzumakis são atrapalhados e estabanados e isso complicava um pouco a criação dela, porém ele conseguiu cria-la bem com minha supervisão e assim eu pude manter segredo de sua estadia na vila. Mei-chan conseguiu ser Gennin na idade normal, sendo uma das melhores da turma. Esse foi o momento em que pedi a Katsu para que me apresentasse a ela. Fiz questão de que ele deixasse ao conhecimento dela de que aquela não era sua família verdadeira e que um dia o pai verdadeiro iria cuidar dela. Tudo ocorreu perfeitamente e pude ser apresentado a ela. – Nesse momento Jiraya parou de falar e deixou um sorriso radiante brotar em seu rosto.

Aquilo atingiu profundamente Naruto. Ser pai seria tão bom assim? O rapaz não pôde deixar de imaginar como seria estar com seu filho nos braços naquele momento, não evitando uma lágrima solitária que saiu de seu olho, limpando rapidamente, não permitindo que Jiraya notasse, pois o mesmo também deixava cair lágrimas de seus olhos. Não fazia questão de escondê-las, ao contrário, sentia orgulho de poder lembrar-se daquele magnífico momento onde pôde deixar de admirar sua princesa de longe a abraça-la com vontade, mesmo a garota achando aquilo tão estranho.

– Jiraya: Aquele foi um momento difícil e ao mesmo tempo feliz. Pude conhece-la e conversar com ela, vendo o tanto que éramos parecidos em nosso jeito atrapalhado e barulhento. Deve ser mal de Uzumaki mesmo. – Gargalhou gostosamente o Sannin, sendo acompanhado por Naruto. – Expliquei tudo a ela e sorrimos e choramos juntos. Ela era uma boa menina, tinha um bom coração. Expliquei também que não poderia ficar muito tempo com ela, pois tinha outras responsabilidades com Konoha. Ao contrário de você, naquela idade ela já era inteligente. – Alfinetou o Sannin. Naruto fez um bico, mas logo sorriu. – Naruto... você era um pirralho muito burro! – Gargalhou alto novamente, chamando atenção de Hinata e Madoka, que tinham seus doujutsu ativados. Hinata conseguiu entender a situação melhor, contando para Madoka. Ambas gargalharam também. Naruto sabia muito bem e até tinha um pouco de vergonha da forma como se postava na juventude, porém tudo aquilo contribuiu para chegar onde estava hoje e não se arrependia. Riu juntamente com seu mestre. – Contei a ela de minha relação e minha linhagem. As dificuldades de relacionamento entre nossas vilas e que ela jamais deveria contar que era Uzumaki, muito menos que era minha filha. Ela teria que usar o nome Terumi, que vinha de Katsu, por mais tempo. Eu recebia comissões pelas informações passadas à Konoha e também por algumas missões rank SS que executava, o que me resultou em um bom dinheiro. Consegui comprar uma pequena casa e mobilhei para ela, deixando um bom dinheiro para que ela pudesse ir se cuidando e treinando. Demorava cerca de três a quatro meses para ir visita-la e ver como iam as coisas. Felizmente ela era uma jovem empenhada e procurava sempre os melhores caminhos. Isso facilitou muito a criação dela. Quando Mei-chan se tornou Chunnin, com seus quatorze anos, ela me revelou seu desejo de chegar ao cargo de Mizukage. Eu dei meu apoio e até gostei, pois caso fosse possível nós estaríamos mais perto de uma união no futuro. Era um passo mais perto da paz. A partir daí eu me empenhei em tirar mais tempo para ajudá-la em seus treinamentos, ensinando-a a dominar jutsus avançados e conceitos de shinobis, transmitindo minhas experiências para ela. Bom, o desfecho você já sabe. Felizmente ela conseguiu o cargo que tanto ansiava e infelizmente não tivemos chances suficientes para nos tornar uma aliança antes que eu morresse. – Concluiu sua história para Naruto, que escutava atentamente, apesar de estar olhando a batalha de gigantescas proporções. Hinata usava seu Soshiken e Madoka se defendia com seu Susano’o.

– Naruto: É uma história e tanto... – Falou olhando para seu mestre. – Porém eu me pergunto o porquê de você não ter realizado meios de uma parceria assim que Mei-chan se tornou Mizukage.

– Jiraya: Não é tão fácil. Aconteceram muitas coisas nesse meio tempo, como a chacina ao clã Uchiha, que abalou fortemente nossa vila e todo o mundo shinobi. Não era seguro nos tornar aliados naquele momento, pois seríamos visados pelas outras vilas, nos tornando alvos fáceis. Esse tempo foi o mais difícil para mim, que morri sem poder ver minha filha. Tivemos que parar com nossos contatos em determinado momento, pois a situação estava difícil de ser contornada e poderíamos ser descobertos. Naquele momento, caso fosse descoberto que um dos Sannin de Konoha tinha uma filha Uzumaki e que essa menina era Mizukage, todo o mundo shinobi estaria abalado. – Concluiu seus pensamentos, explicando a situação para Naruto. O jovem Uzumaki entendeu o ponto de vista de seu mestre, não mastigando mais o assunto, porém Jiraya tinha outra coisa para tratar com Naruto. – Naruto... Você não estranha o fato de eu ter cabelos brancos?

– Naruto: Bom... O que isso tem demais? – Perguntou não entendendo a fundo a questão.

– Jiraya: Bem... acho que você não se tocou da complexidade. Escute: Pelo meu conhecimento, Senjus e Uchihas descendiam diretamente do Rikudou. Ambos os clãs possuem características mais fortes que predominam em sua linhagem. Como por exemplo: Qualquer shinobi comum que tiver relação com um Uchiha, o filho dos dois sempre terá as características Uchiha. Sempre. O filho, sendo homem ou mulher, sempre herdará os cabelos e olhos negros, herdando também o sharingan. Com os Senjus é um pouco diferente, pois apenas os cabelos e olhos mudam de cor dependendo da linhagem paterna ou materna, mas as características físicas como vitalidade e chakra permanecem. Assim como os Uzumakis, no meu conhecimento, eram parentes dos Senjus, os Hyuugas eram parentes dos Uchihas. Também podemos observar que todas as características dos Hyuugas são passados para seus filhos, assim como os Uchiha. – Jiraya falava seriamente, olhando para Naruto, que concluiu o pensamento.

– Naruto: Então... Os Uzumakis... Espera! – Formalizou uma linha de raciocínio, mas logo percebeu seu erro. – Eu tenho cabelos loiros e você branco. Devemos ser como os Senjus, podendo ter nossos cabelos alterados e nossas características físicas mantidas pela linhagem.

– Jiraya: Isso não é possível! Eu possuo cabelo assim por ter linhagem Uzumaki e Senju. Meu nome foi posto como Uzumaki pelo fato do meu pai ter sido Uzumaki, prevalecendo seu sobrenome. O seu caso é totalmente diferente. Até agora, em todos os livros, histórias ou mesmo que eu tenha visto, você foi o único Uzumaki além de mim a ter cabelos não ruivos. No meu caso tudo se resolve por eu também ser Senju, porém você é uma cópia exata de Minato, que nem sequer possuía família no ramo shinobi. Ele, e apenas ele, veio para Konoha ainda bebê depois de ser abandonado por seus pais no País do Urso. Ele não possuía nenhuma Kekkei Genkai ou herança de sua família shinobi. Ele foi um aluno empenhado e inteligente que conseguiu todo o seu poder com esforço. Porém nada disso explica que sua aparência não tenha sido a de um Uzumaki. Seus cabelos são loiros e exatamente como os dele, rebeldes. Sua estatura é igual a dele, seus olhos são iguais aos dele. Resumindo: Por que você não nasceu com características Uzumaki e sim com as Namikaze? – Concluiu sua análise para seu pupilo, deixando o rapaz afundado em pensamentos.

Naruto agora pensava em algo que jamais havia pensado. Ele realmente não possuía traços físicos que lembrasse sua mãe. Sua característica Uzumaki era apenas seu jeito atrapalhado e estabanado, além da grande quantia de chakra em seu corpo. Porém tudo era insuficiente de explicar, uma vez que Minato não possuía qualquer gene predominante. Tudo ainda se tornava em outra proporção levando em conta que Uzumakis foram gerados diretamente do Rikudou e não apenas parentes dos Senju.

– Naruto: Só houveram três jinchuurikis na Kurama, certo? – Perguntou para Jiraya, que prontamente confirmou. – Então foi isso... – Disse mais para si. – Eu possuo esses “bigodes felinos”, traços da Kurama. Isso não teria acontecido por eu ter sido gerado por um organismo sustentado pelo chakra da Kurama? Eu soube pelo meu pai que ela deu muito trabalho durante a gravidez da minha mãe. Talvez tenha acontecido alguma mutação genética ou sei lá. De qualquer forma, isso não é preocupante. Ainda bem que tenho a aparência linda a majestosa do meu pai. – Mudou a atmosfera da conversa, encerrando o assunto e caminhando vagarosamente em direção a suas garotas, que agora descansavam sentadas uma encostada na outra. O local estava um pouco destruído, mas nada demais. Elas haviam batalhado em um nível normal, não esforçando-se demais e por isso não causando muitos danos. – Conversamos mais depois, Ero-Sennin, agora sente aí e observe o grande Rikudou-sama. – Falou brincalhão, dando um gigantesco sorriso. Jiraya apenas acomodou-se na confortável árvore e sorriu de canto. O moleque Uzumaki jamais perderia seu jeito estabanado.

– Hinata: Pensei que não iria terminar sua conversa. – Falou levantando-se e apoiando os braços no pescoço do garoto, beijando-lhe calmamente. – Ela perdeu de novo. – Falou olhando Madoka de canto. A Uchiha fez um bico e virou o rosto pro lado.

– Madoka: Você roubou, velhota! – Falou emburrada. Hinata soltou uma veia na testa.

– Hinata: Sou mais velha somente dois anos, sua tábua! – Falou também irritada.

– Naruto: Hai, Hai! Ambas são minhas lindas princesas e eu poderia transar com qualquer uma das duas aqui mesmo. – Falou a segunda frase perto do ouvido das duas, já que havia as abraçado contra seu peito. Ambas coraram. – Ei, maluca! Eu estou brincando. – Falou um pouco assustado, vendo Madoka retirar a alça da blusa. Todos gargalharam. – Quero que as duas me enfrentem com tudo. Venham com todo o seu poder, sem medo! Ficarei irritado se vê-las se contendo.

– Madoka: Tem certeza, Naruto-kun? – Perguntou um pouco receosa. Naruto gargalhou, baixando sua cabeça e logo após levantando-a novamente, as encarando.

– Naruto: Tenho! – Falou com sua voz mais grossa, exibindo seu Yin Yang. Hinata e Madoka ficaram surpresas, mas pularam para cima do rapaz, usando tudo que tinham.

Hinata tinha seu Byakugan no Fan e Madoka seu Mangekyou Sharingan. Ambas o atacavam rapidamente e cada golpe era defendido como uma explosão. As pancadas ecoavam pelo local, chamando a atenção de Tsunade, Jiraya e Meishu. O velho Sannin desencostou-se da árvore e ficou de pé, boquiaberto. Tsunade cruzou os braços, concentrada na batalha e Meishu apenas observava. Seria interessante. Eles nem imaginavam o tanto.

Era lógico que não usariam jutsus, lutando apenas com suas habilidades de taijutsu. As garotas usavam sua vantagem por estarem em duas, aproveitando os espaços vagos na defesa de Naruto. Hinata atacou o rapaz de frente, formando uma ondulação de chakra pouco à frente de seu rosto, deixando-o com uma visão retardada. O loiro defendeu-se de um golpe que viria em cheio em seu rosto, porém era como se fosse uma ilusão. Logo o rapaz sentiu um forte golpe em suas costas, vindo de Madoka, que acaba de lhe acertar com o joelho. O loiro deu um gemido contido, dando alguns passos para o lado e sendo recebido por Hinata, que vinha com tudo do outro lado.

O loiro colocou o antebraço para defender o potente soco, novamente gerando um impacto e fazendo a grama do local levitar com o vento. Madoka veio pelo outro lado e Naruto defendeu da mesma forma, segurando os dois impactos e a pressão das duas, uma de cada lado. Naruto esforçou-se e jogou-as de volta. O loiro correu rapidamente em direção a Madoka, que o via perfeitamente, mas não conseguia acompanhar a velocidade. Quando o loiro iria lhe acertar na altura do braço, com um chute diagonal, a menina ativou seu Susano’o, fazendo com que Naruto batesse e voltasse com o impacto. Naruto olhou nos olhos da garota e sentiu um formigamento em todo o seu corpo.

– Shinju: Naruto-kun! Concentre-se nos olhos dela, AGORA! – De uma hora para a outra a bijuu se manifestou dentro de Naruto, que a princípio se assustou, mas fez o ordenado. Seu corpo pareceu levitar de tão leve e forte que se sentiu naquele momento. Olhou para suas oponentes e levou outro susto. Era como se estivesse vendo em câmera lenta. Hinata vinha correndo, e Naruto podia observar cada fio de cabelo se movimentando, as gotas de suor saindo dos poros da garota. Os pássaros voando ao redor, as folhas caindo das árvores, as vibrações que a água fazia ao tocar alguma pedra no rio, o movimento dos seios das garotas ao respirarem. Naruto deu um impulso para frente, a fim de montar sua guarda para se defender, porém de uma hora para outra percebeu estar em cima de Hinata e acertou-a com o cotovelo, no mesmo movimento que faria para defesa. A Hyuuga não conseguiu se defender a tempo e saiu votando até bater contra as árvores na floresta.

Naruto olhou para suas mãos e pôde enxergar a movimentação de chakra em seu corpo, ficando perplexo. Madoka aproveitou-se da aparente desatenção do rapaz e aproximou-se rapidamente pelas costas dele, preparando um golpe tremendamente forte. O cajado do Susano’o vinha carregado de chakra e ele apenas arregalou os olhos, olhando profundamente nos olhos de Madoka e sentindo mais uma vez um formigamento intenso em seu corpo, porém predominante em seus olhos.

O impacto fez as árvores hastearem suas galhas para a direção oposta. A grama por perto voou para longe e a água do rio formou uma onda em direção a outra margem. Uma gigantesca cortina de fumaça cobriu o local, tomando de conta da região do impacto. Porém logo foi possível ver uma gigantesca forma negra, apenas com os olhos brancos iluminando a fumaça que acabava de se espalhar pelo local. Dentro da armadura estava Naruto, com os braços cruzados em sinal de defesa, porém com os olhos esbugalhados exibindo uma tonalidade vermelha. O loiro notou que havia algo o envolvendo e que aquilo o havia protegido do impacto. Analisou o local e pôde ver ao longe Hinata no topo de uma árvore, há cerca de uns cento e cinquenta metros de si. A garota sussurrou algo que deixou Naruto perplexo. Sim, ele havia conseguido analisar as palavras apenas por ver daquela distância.

– Hinata: N-não pode ser. Armadura Susano’o? – Falou perplexa, com seus olhos esbugalhados e boca aberta, totalmente atordoada, não diferente dos outros que acabavam de ver aquela cena. Naruto estava envolto de uma gigantesca armadura negra, exibindo o tão almejado doujutsu do clã Uchiha: O Mangekyou Sharingan.

Notas finais
Opa! Gostaram? Mistérios e mais mistérios, heim? kkkkk Até a próxima galera, prometo que irei responder os reviews agora. Hey! to sentindo falta de algumas figuras que deixaram de comentar. Bom, eu jamais vou pedir para comentarem, pois acho que o leitor deve decidir se o capitulo merece ou não seu comentário. Só que também preciso saber se a história está agradando ou não, para então mudar algo nela. Até mais!