Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi
31 Capítulo 31: Uzumaki Mei
Notas iniciais
Capítulo 31 – Uzumaki Mei
– Naruto: V-você!? – Falou bestificado e completamente atordoado, ficando com a vista chiada por alguns segundos e levando a mão à cabeça. O baque havia sido enorme e o rapaz se perguntava como tudo aquilo poderia estar acontecendo. Porém agora entendia o porquê daquela barreira ser tão poderosa e Mei possuir senjutsu. – Ero-Sennin... – Sussurrou para ele mesmo, afastando-se de Mei.
– Jiraya: Olá, Naruto. Acho que você não entendeu muito bem qual o caminho da paz... – Falou seriamente, olhando nos olhos trêmulos do garoto. – Estou aqui para ensiná-lo de uma vez.
O silencio era mortal. O simples barulho da própria respiração sufocava Naruto, que apenas tinha seu olhar vago para seu mestre, como se admirasse uma divindade, porém temeroso. Lembrou-se novamente de tudo que seu mestre lhe ensinara sobre a paz e o amor, e, apesar de ser absurdamente mais forte que Jiraya, temia por um confronto, assim como um filho teme levantar a mão para um pai. Não era medo necessariamente. Era respeito.
– Jiraya: O que pensa que está fazendo? – Questionou irritado. – O que está passando pela sua cabeça? Que direito você tem de estragar a vida de tantas pessoas? Pelos Deuses, Naruto! Você matou Tsunade! – Concluiu falando com toda sua raiva saindo pelos poros, enquanto caminhava velozmente na direção do Uzumaki. Naruto continuava olhando para o nada, porém escutando tudo que Jiraya falava e sendo profundamente abalado por ver, pela primeira vez, seu mestre extremamente irritado. O Sannin aproximou-se e pegou bruscamente Naruto pela malha ninja, erguendo-o. O jovem agora tinha o mesmo tamanho que Jiraya, e o experiente shinobi o segurava ainda como se fosse uma criança. – Depois de tudo que lhe ensinei, depois de tudo que passei com você. Eu morri pensando que você levaria meu legado e tudo que você faz é esquecer... Você não se lembrava de mim? – Diminuiu o tom de voz. A essa altura até mesmo Jiraya estava triste, pois Naruto esqueceu-se dos ensinamentos deixados por ele. – Você se esqueceu de seus amigos? – Tocou novamente nas feridas de Naruto, olhando-o penetrantemente em seus olhos, que neste momento já não possuíam a forma esplêndida de seu doujutsu devido a emoção de reencontrar seu mestre. – Você esqueceu quem te amava... Aquela jovem Hyuuga... Você maltratou até mesmo quem sempre lhe amou. Você perdeu a chance de construir uma família com a pessoa que lhe amava... – Jiraya pensou estar entrando mais profundamente na mente do rapaz, mas cruzou uma linha que não devia. Porém era tarde. Sentiu Naruto ficar rígido.
O Sannin havia baixado seu olhar, mas novamente mirou os olhos de Naruto, notando a mudança nas pupilas do rapaz. Uma pressão de chakra se fez no local, fazendo com que os longos cabelos de Jiraya levitassem levemente e circulando todo o vento da região. O loiro levou as mãos aos braços que lhe seguravam pela gola e os apertou, esmagando completamente o local onde havia pego. Jiraya de um rugido de dor e afastou-se para trás, já recuperando-se pelo Edo Tensei. Mei e seu pai estavam completamente atordoados pela reação de Naruto, pois até então Jiraya estava conseguindo o que queria: atingir emocionalmente Naruto, para que ele pudesse abrir seu coração. O plano havia dado errado. Foi um tiro no escuro, e passou longe do alvo.
– Naruto: Quem é você? – Perguntou com uma voz demoníaca. – Família? – Gargalhou alto, assustando novamente os dois que apenas viam a cena horripilante. – Que direito você tem de vir me falar de FAMÍLIA? – Gritou a última parte, agora extremamente irritado. O corpo tremia, os batimentos cardíacos aceleravam, os músculos vibravam, seus ossos trincavam. – Você não sabe de nada! Ninguém sabe de nada! Você não sabe pelo que eu passei! Você não tem o direito de vir me falar de família. Você não tem o direito de julgar minhas atitudes. – Partiu para cima de Jiraya, que não conseguiu se defender a tempo de um soco no peito. Soco esse que o atravessou, exibindo do outro lado seu punho fechado, enquanto alguns fragmentos de papel voavam ao redor de todos. Jiraya assustou-se por Naruto o ter atacado daquela forma, enquanto Mei segurou um grito de agonia, lembrando-se que seu pai era apenas um Edo Tensei.
– Jiraya: Você realmente mudou... – Falou tristemente, porém aproveitando-se do braço preso de Naruto para golpeá-lo com as mãos abertas na barriga. Um forte golpe recheado de chakra que fez Naruto puxar seu braço do peito de Jiraya, tomando uma certa distância. Naruto deu um pulo velozmente, no mesmo momento que deu seu quarto passo para trás. Mei havia lhe dado um chute no meio da coluna, necessitando que desviasse para cima. Jiraya e Mei pularam em sua direção, aproveitando-se da falta de movimento que Naruto teria por estar no ar.
Os dois golpes vinham com potência total e ambos, pai e filha, tinham senjutsu ativado. Naruto rapidamente fez um simples rasengan com sua mão. O golpe em si não seria perigoso, mas o mesmo criou um impulso para o lado contrário do apontando. Naruto o mirou para cima e impulsionou-o, desfazendo-o logo após. Desceu ao encontro de Jiraya e Mei, não defendendo os monstruosos golpes de recebeu no peito, porém também acertando seriamente os dois shinobis. Caiu de costas para o chão, com suas vista embaçadas e sentindo sangue descendo de seu peito. Levantou-se com dificuldade e ofegante, vendo Jiraya e Mei levantando-se com o mesmo grau de dificuldade. Os dois tinham ferimentos em seus braços. As bochecha esquerda de Mei e a direita de Jiraya estavam já roxas e inchadas devido ao golpe. Seus braços haviam se ferido no impacto que tiveram no chão. A luta era difícil e rigorosa, o que fazia Naruto novamente achar estranho. Ele não deveria ter tanta dificuldade com aquilo, uma vez que tinha seu doujutsu ativado. Seus olhos pesavam e o cansaço tomava de conta de seu corpo, enquanto o mesmo começara a latejar e vibrar devido a tensão do próprio poder contido pelo selamento.
O loiro repensou a batalha, tentando achar o ponto onde havia novamente sido golpeado seriamente. Em um estalo lembrou-se do golpe aplicado por Jiraya momentos antes, onde o Sannin o havia acertado com as mãos apertas e repletas em chakra. Crispou os lábios. Ainda estava abalado emocionalmente por tê-lo reencontrado, não percebendo que havia sido novamente selado.
– Naruto: Que merda! Selamentos aqui, selamentos ali! – Falou emburrado, mas de uma forma cômica, o que o lembrava na infância.
– Jiraya: Desculpe, mas não tenho como vencê-lo em uma luta de frente. – Deu de ombros, também emburrado. Mei quase sorriu. – É difícil passar por isso novamente, ainda mais tendo que enfrentar você agora. Com Nagato foi difícil, mas é ainda mais com você. – Falou olhando-o nos olhos. Sentia uma dor no peito. Era como tentar matar seu próprio filho, onde forçava seu corpo a movimentar-se ofensivamente contra o garoto, sentindo seu coração martelar a cada passo dado contra ele. Mas não havia solução, teria que pará-lo. A intensão não era mata-lo, mas teria que derrubá-lo e deixa-lo preso de alguma forma, pois teria que entender o que havia acontecido com ele. Teria que entender seus motivos, mesmo que não concordasse. Afinal de contas aquele loiro era seu garoto.
Naruto movimentou-se novamente, mas estava claramente mais lento. Lembrou-se de quanto acertou Sakura anteriormente, quando seu poder extrapolou o suportado seu por seu corpo. Deveria tomar bastante cuidado para não acontecer o mesmo agora, pois do contrário estaria perdido. Correu na direção de Mei, pois em sua opinião era seria um oponente mais fácil de ser apagada. No meio do caminho sentiu a movimentação de Jiraya, que correu em círculo, saindo do lado de Mei e indo para as costas do Uzumaki. Não teria como ficar no meio do caminho, então Naruto decidiu continuar seu ataque e ficar atento à Jiraya ao mesmo tempo. Viu Mei se preparar para a troca de golpes e sorriu com o canto da boca. Mei estranhou, mas entendeu tudo ao levar um poderoso chute pelas costas, voando na direção de Naruto, que rebateu-a novamente com um soco carregado no centro do rosto da garota, fazendo sangue descer de seu nariz. Mei voou contra a barreira, mas foi segurada pelo Bunshin que a havia chutado. Naruto aproveitou o momento em que fez a explosão de chakra para criar um Bunshin e escondê-lo nos escombros dos móveis do quarto, como uma possível saída no confronto difícil que estava tendo. Bom para ele.
Jiraya não pôde fazer nada para evitar os golpes levados por Mei, mas aproveitou-se da lentidão de Naruto, acertando-o nas costelas, no momento em que o loiro voltava sua atenção para ele. Estava mais lento do que imaginava e preocupava-se a cada instante, sabendo que não poderia vencê-lo. A única solução era conseguir dar algum sinal para Hinata, Madoka e Tsunade, que por ordem dele, esperavam junto com Meishu, que sobrevoava Kirigakure de uma distância segura. Elas sabiam que se tudo corresse como planejado, Naruto iria transar com Mei.
Naruto caiu a alguns metros de Jiraya, que não aliviou, acertando-lhe outro golpe certeiro no rosto do rapaz, desconcentrando-o e deixando-o um pouco atordoado. Estava muito cansado e seu corpo não aguentava mais o combate. Praticamente implorava por descanso e como último recurso, Naruto resolveu aplicar todo seu poder em um RasenShuriken. Com o golpe dado por Jiraya, Naruto novamente caiu a alguns metros dele, mas levantou-se rapidamente com um sorriso nos lábios.
– Jiraya: Mas que jutsu incrível... – Sussurrou para si mesmo, ao ver a quantia de chakra que o jovem juntava, porém logo desesperou-se ao notar que aquilo seria perigoso demais naquelas circunstâncias. – Pare! Está louco? Matará a si e a Mei-chan! – Falou em desespero, correndo para perto do rapaz, mas foi tarde demais.
Naruto jogou o jutsu em direção a uma das barreiras e apenas observou o gigantesco impacto voltar para si mesmo, como se uma bomba explodisse dentro de um pequeno quadrado, segurando toda a potência do jutsu dentro da barreira. O Bunshin que estava junto de Mei transformou-se em uma barreira pura de chakra ao redor de Mei e isso foi a última coisa que Naruto viu.
Hinata olhava atentamente para a barreira, mas em um momento sentiu um brilho um pouco mais forte através da barreira. Era estranho. Quando chegaram ao local, não havia barreira. Hinata havia analisado tudo e disse para Naruto que tudo estava de acordo, porém no momento em que o loiro entrou no quarto, uma barreira foi ativada. Hinata pensou ter sido Naruto e por isso não se importou, até porque não passava por sua cabeça que alguem pudesse derrotar o loiro em um confronto sozinho, seja lá quem fosse.
Uma leve, quase imperceptível alteração no ar ao redor da barreira fez a garota perceber que havia algo errado. Forçou seu Byakugan no Fan o máximo que podia, a ponto de sua cabeça doer, mas nada conseguia notar através da barreira. Havia algo errado, com toda certeza. Naruto não seria ignorante ao ponto de criar uma barreira que ela não pudesse passar com seu doujutsu, até porque ele não tinha conhecimento para isso ainda.
– Hinata: Há algo de errado. Senti uma pequena alteração na barreira, mas não consigo atravessá-la com o Byakugan. – Disse preocupada, ainda focada na barreira.
– Madoka: Tente olhar com o Byakugan no Fan. – Falou Madoka chegando do seu lado, com o Mangekyou ativado. Hinata olhou para ela, irritada. – Desculpe, mas não achei que fosse possível seu byakugan não atravessar algo... – Disse intimidada.
– Tsunade: Seu Rinnegan não consegue quebrar a barreira? Se há algo errado então temos que intervir. Essa barreira pode não ter sido feita por Naruto-kun. – Era claramente a mais preocupada do grupo, talvez por não poder ter noção de nada que acontecia, uma vez que seus olhos não tinham a mesma captação das outras duas.
– Madoka: Vou descer e tentar quebra-la com o Rinnegan. – Apenas avisou, pois já havia pulado no momento. Hinata e Tsunade nada disseram, apenas esperaram para ver o que viria a acontecer.
A Uchiha descia em alta velocidade, pois estavam a uma gigantesca altitude, de onde somente Hinata conseguia ver todo o local. A menina ativou seu Rinnegan e ao perceber a pouca distância até o topo do prédio preparou-se para usar um Shinra Tensei para amaciar sua queda, mas foi aparada por uma pequena nuvem de chakra formada por Hinata. Olhou para cima, mas pôde somente enxergar Meishu batendo suas asas.
– Hinata: Sua maluca! – Balbuciou a Hyuuga. – Ela ia destruir boa parte do prédio com o jutsu e chamar a atenção dos guardas... Que imbecil! – Murmurou irritada.
Madoka aproximou-se do quarto da Mizukage e analisou a barreira. Era grossa e causava uma pequena turbulência na região próxima a ela, sugando um pouco de chakra que havia por fora. Ela, definitivamente, não pertencia a Naruto. Respirou fundo e fechou os olhos, abrindo-os novamente e encarando a barreira. Trincou os dentes e suas veias apareceram na testa, forçando-se. Aos poucos a barreira ficou embaçando e tremendo, chegando ao momento em que a mesma ruiu, espalhando seu chakra por todo o local. Uma grande quantia de fumaça dispersou-se rapidamente pelo local, tomando conta de toda a região próxima e chamando a atenção dos guardas e da população. Madoka tossiu e regrediu seu doujutsu ao Mangekyou, adentrando o local com uma mão no nariz e apenas um olho aberto, procurando por Naruto.
– Hinata: Ahh. – Deu um gritinho agonizado. Tsunade estava de costas, andando de um lado para o outro, preocupada. Apenas sentiu quando Hinata agarrou-a pela gola e pulou em direção ao prédio. – Naruto-kun está ferido. – Foi a única coisa que disse, com seu rosto sério e preocupado. As duas garotas caíram no meio da rua, em frente ao prédio Kage, assustando a todos que estavam próximos. Hinata não esperou por nada e deu outro pulo em direção ao quarto, entrando a toda velocidade para onde Naruto estava. Encontrou-o no chão, desmaiado, com os braços, peito e rosto parcialmente queimados e banhados em sangue. Seu corpo inteiro parecia ter sido perfurado por micro agulhas, pois pequenas gotículas de sangue eram vistas em seus braços, pescoço e pernas, locais onde a queimadura não havia feito um estrago tão grande.
– Tsunade: SAIA DA FRENTE! – Gritou em desespero, lembrando-se de quanto Naruto havia desenvolvido aquele jutsu monstruoso. A Senju estava atrás de Hinata e ao notar o que havia acontecido, prontamente ajoelhou-se perto do garoto, rasgando sua malha ninja e iniciando o processo de cura. – Que esse doujutsu sirva para alguma coisa agora, pois somente eu não conseguirei curá-lo de imediato. – Falou com dificuldade, tanto pelo esforço quanto pelo desespero do exame que acabara de terminar. Hinata ficou também preocupada, mas logo teve que dar atenção para as centenas de shinobis da Névoa que acabaram de cercar a todos.
– Shinobi: É o Uzumaki! Matem-no agora! – Ordenou logo após recuperar-se do choque por estar diante do grande criminoso rank SS. De imediato milhares de jutsus Suiton e Katon voaram para cima de Hinata, que fazia frente ao casal logo atrás de si.
Por um momento a Hyuuga ficou preocupada, pois seu doujutsu não era bom defensivamente e ela precisaria defender Naruto e Tsunade, mas logo Madoka tomou a frente, com um Rinnegan e um Mangekyou ativado. A garota concentrou chakra em seu olho esquerdo, onde seu Mangekyou girava intensamente e logo uma gigantesca armadura se formou ao redor de Madoka, encobrindo também Hinata, Naruto e Tsunade. O majestoso Susano’o de Madoka possuía a cor azul celeste e no lugar de uma armadura, vestia apenas uma Yukata clássica japonesa, adequando-se ao corpo feminino que o mesmo possuía. Seu rosto era tapado por uma máscara com o símbolo Yin e Yang, assim como o doujutsu de Naruto, e em sua mão direita era exibido o cajado do Rikudou Sennin, deixando todos ainda mais perplexos por já terem visto aquilo nas mão de Obito durante a guerra. Os jutsus explodiram com tudo em frente à armadura, quem não se moveu, apenas deixando-se ser atingida a colocada como escudo. Segundos depois pode-se ver novamente que a armadura estava intacta e continuava com toda sua beleza, ainda parada. Madoka abriu bem seu Rinnegan e ao pronunciar o nome do Jutsu, ouviu uma voz desesperada gritar de longe.
– Jiraya: HINATA! – Gritou o velho ao notar a presença da Hyuuga ao lado de Naruto, também ajoelhada. A Hyuuga virou-se surpresa por alguém conhece-la e logo notou o dono da voz, ficando perplexa por estar vendo o Sannin ali. – Pare-a! Podemos conversar sobre isso... Eu quero saber o que está acontecendo com o meu garoto... – Deixava clara a emoção que sentia. O Sannin tinha consciência que aquele ataque mataria todos os shinobis da região e não poderia permitir que tal coisa acontecesse. Ele havia enxergado Hinata e por tal, sabia que a Hyuuga possuía um bom coração, porém o que escutou foi uma risada psicótica vinda da linda menina.
– Hinata: Conversar? – Respondeu cessando o riso e falando friamente para o Sannin, que mais uma vez tomou um choque por vê-la daquele modo. Em suas lembranças Hinata era uma menina delicada, meiga e completamente incapaz de tratar alguem com frieza ou qualquer coisa do gênero. – Pois bem! Converse com ele. Fique à vontade! – Disse levantando-se e retirando-se da frente do garoto, para que Jiraya pudesse olhá-lo.
Jiraya poderia levantar as mãos aos céus e agradecer por já estar morto e conseguir aguentar aquela cena, pois caso contrário morreria ali, provavelmente de um infarto ou coisa parecida. As pernas tremeram e seu coração parou, literalmente, por alguns segundos, enquanto o mesmo tentava andar mas não conseguia resposta de seu corpo. A cabeleira loira caia por sobre o peitoral do rapaz, escondendo metade do rosto de Tsunade, exibindo a outra metade que chorava intensamente, enquanto mantinha uma das mãos entre as costelas do rapaz, segurando, literalmente, seu coração. (N/A: Cena de um dos mangás recentes, onde Sakura mantém o coração do Naruto batendo, aplicando chakra diretamente.). A outra mão estava sobre sua barriga, envolva de um chakra verde. O loiro não mais corria risco de vida, mas a loira continuava com um tratamento intenso para curá-lo o mais rápido possível. Não se sabia o que poderia acontecer mais adiante e ter Naruto disposto para batalha era essencial. Estava tão focada que nem mesmo ligava para o que acontecia ao seu redor, percebendo somente no momento que foi envolva pelo Susano’o de Madoka, nada mais que isso.
– Hinata: Vamos lá! Converse com o “seu garoto”. – Disse perversa, aproveitando-se da clara emoção que o mestre de seu amado sentia. – Acho que para conversar com ele não era necessário deixa-lo à beira da morte, não é?
– Mei: Não ataquem! – Falou a Mizukage levantando-se do chão, muito machucada, mas sem risco de vida. Havia percebido a barreira feita pelo Bunshin de Naruto antes do impacto e se não fosse isso estaria morta sem dúvida alguma.
– Shinobi: M-mas... Temos que mata-lo! – Disse não entendendo o que estava acontecendo. Eles apenas observavam a conversa, de olho em tudo que acontecia, mas receavam em atacar os invasores por não terem recebido ordens diretas e também por medo. Isso era inevitável, pois todos sabiam da invasão à Konoha e recentemente à reunião dos Kages. Naruto havia derrubado cinco Kages e seus guardas. Derrubar algumas centenas de shinobis não seria serviço difícil.
– Mei: SAIAM DAQUI... AGORA! Retirem-se do prédio Kage e aguardem ordens em um local próximo. – Falou irritada para o líder da guarda, que mesmo em relutância teve que obedecer, sinalizando para os outros e saindo do local. A Mizukage aproximou-se de Jiraya, olhando seriamente para Madoka e Hinata, logo depois olhando para o corpo estirado ao chão. Sentindo também um pequeno aperto no peito. – Escutem... – Falou calmamente a mulher. – Não estou aqui para ameaça-las. Podem ir embora agora, se assim quiserem, porém estou disposta a sentar e conversar com vocês calmamente quando Naruto já estiver melhor. Sei que ele não veio aqui para me matar, pois caso quisesse, teria o feito agora à pouco. Ao contrário disso, resolveu me salvar. Está bem claro que ele tem assuntos a tratar comigo e estou disposta a escutá-lo por honra a meu pai, Jiraya-sama, que também quer entender essa situação. – Disse cordialmente para as irritadas meninas que a olhavam.
Ambas ficaram surpresas ao escutar tudo aquilo, pois não era esperado uma recepção daquelas por parte da Mizukage, ainda mais após acharem Naruto a beira da morte. Madoka não conhecia Jiraya ou a Mizukage, mas Hinata sim. A Hyuuga tomou um susto ao escutar que Mei era filha de Jiraya. O mundo era realmente pequeno. As duas se olharam e viraram para Tsunade aproximando-se da garota que agora retirava a mão da caixa torácica de Naruto.
– Tsunade: Ele está bem, mas acredito que passará dois ou três dias apagado. Finalmente esse doujutsu foi útil e me ajudou bastante no processo de cura. Acho que Shinju também deve ter feito algo, pois senti um impulso interno vindo. – Falou a mulher limpando o suor e lágrimas com a mão que havia ficado fora do corpo do rapaz. Levantou-se e colocou seus cabelos cor de ouro para trás, tentando agora se recolocar no que se passava por fora. Quase enfartou também ao ver Jiraya, que ainda não havia se recuperado do choque, olhando-a nos olhos. O coração palpitou e a garota não segurou o choro angustiado e o sorriso radiante de alegria por vê-lo novamente. Olhou para Madoka e a mesma olhou para Hinata, que sorriu meiga, passando o recado para a Uchiha. A morena de Mangekyou desativou o Susano’o, permitindo que Tsunade corresse ao encontro de Jiraya, pulando nos braços dele, que envolveu-a em um abraço apertado, saindo de seu transe.
– Jiraya: Tsunade... Eu pensei que estava morta, mas parece mais viva do que nunca, e ainda mais jovem... – Falou emocionado, mas contendo seu choro. – Eu fiquei tão triste. – Falou olhando-a nos olhos, já com o abraço desfeito. A mulher chorava e sorria ao mesmo tempo, completamente feliz.
– Tsunade: Bom... Eu realmente morri, mas Madoka-chan me reviveu com a ajuda do Naruto-kun, por isso estou tão jovem. – Disse olhando a Uchiha, que estava surpresa por a mulher ter tanta intimidade com aquele estranho. Ainda mais por ser inimigo. Jiraya achou muito estranho o “-kun” agregado ao nome do garoto, mas nada falou. Madoka cutucou Hinata com o cotovelo.
– Madoka: O que está acontecendo aqui? Tsu-chan quer morrer de novo? – Perguntou meio perdida da situação. Hinata sorriu meiga para ela.
– Hinata: Aquele é Jiraya, o mestre de Naruto-kun. – Disse próxima ao ouvido da Uchiha, que arregalou os olhos. Então aquele senhor seria o mestre de seu amado? Bom... A situação continuava estranha pelo fato de Tsunade ter intimidade com ele e Hinata também percebeu isso. – Não se preocupe, eles são amigos desde criança. Tsunade e Jiraya são dois dos Sannins lendários de Konoha, junto com Orochimaru. Se conhecem desde a época de Gennin e foram treinados por Sarutobi Hiruzen, o terceiro Hokage. – Explicou tudo de uma maneira resumida para que a Uchiha pudesse acompanhar o que viria a acontecer. Madoka levantou as sobrancelhas, em um sinal de entendimento e reflexão.
– Jiraya: M-mas... Tirou sua atenção de Tsunade e olhou novamente para as garotas. Pôde observar uma morena que por alguns segundos pensou ser Mikoto, mulher de Fugaku e mãe de Sasuke, mas seria impossível já que há anos haviam morrido e a moça ali era bem jovem. Em um dos olhos um Mangekyou Sharingan esplêndido. No outro o poderoso e assustador Rinnegan. Jiraya já sabia da Uchiha, pois o ataque a Konoha foi notícia em todo o mundo. Passou seus olhos e olhou bem para Hinata, não vendo diferença, agora, da antiga menina linda e meiga. A Hyuuga sustentava seu rosto tranquilo, porém agora estava sentada, encostada na parede, com a cabeça de Naruto em seu colo, acariciando os cabelos dele. A garota olhava para os três que estavam de frente para si: Mei, Tsunade e Jiraya. – AAAAAAHHHHH... Eu não entendo mais nada! – Falou com as mãos bagunçando os cabelos. – Uma hora inimigo, outra hora amigo. Uma hora morto, outra hora vivo. Quem vai me explicar toda essa bagunça? – Falou de maneira cômica, assim como antes, olhando para as três garotas que acompanhavam seu discípulo.
– Naruto: Eu explicarei! – A voz se fez como um trovão, chamando a atenção de todos para o rapaz que incrivelmente acordara no momento em que Jiraya acabara de falar. Seus olhos ainda estavam fechados e sua expressão era fechada, deixando claro que não estava nada feliz. Levantou uma de suas mãos e guiou-a até a cabeça de Hinata, acariciando-a. A menina sorriu, forçando sua bochecha contra a mão dele, que agora descia novamente. O loiro abriu suas safiras, encarando-a. Levantou-se, mas ainda estava claramente cansado e acabou perdendo seu equilíbrio, sendo segurado novamente por Hinata, que também havia ficado de pé. A Hyuuga pôs o braço do rapaz envolta de seus ombros e passou seu braço pelas costas dele, segurando-o. – Meishu! – Disse baixo. Segundos após o gigantesco dragão pousou por sobre Kirigakure, não se importando com os prédios e construções que haviam perto do prédio Kage. Ninguém foi ferido, pois ao notarem a monstruosa criatura mítica pousando, correram desesperados. Por ordem da Mizukage, nenhum shinobi o atacou. Tsunade foi até ele e desceu do mesmo portando Hiashi e Hanabi, que tinham selos nos pulsos, para que ficassem imobilizados. Tsunade entrou novamente no prédio e Meishu tomou a forma humana, também entrando no local. A Senju jogou Hiashi no chão e levou Hanabi para perto de Naruto, ficando também ao lado dele. – Por onde quer começar, pedaço de lixo? – Disse friamente para Hiashi. Jiraya e Mei nada entenderam, mas viram Hiashi ficar branco, tremer e arregalar seus olhos. – Não temos tempo, caso não tenha percebido. – Disse ameaçadoramente para o Hyuuga. Hiashi olhou para todos os presentes e notou que Jiraya estava vivo pelo Edo Tensei.
– Hiashi: Jiraya! Ajude-me! Este garoto está ficando louco! – Praticamente suplicou para que Jiraya fizesse algo. O Sannin ameaçou se mover, não entendendo o que acontecia e o porquê de Hiashi estar ali.
– Naruto: Mova-se um centímetro e perderá a chance de entender alguma coisa! – Olhou friamente para seu mestre, assustando-o. Jiraya pensava em milhares de coisas e sua mente martelava por mais peças do quebra-cabeças, pois as atuais não montavam toda a imagem do que estava acontecendo ali. Quietou-se onde estava e viu Hiashi crispar os lábios.
– Hiashi: Inúteis! – Sussurrou irritado.
– Madoka: Hoje tem muita gente querendo morrer... Eu posso ajudar... – Manifestou-se a Uchiha, mostrando seus dois Mangekyou para Hiashi, falando de uma maneira divertida e ameaçadora ao mesmo tempo. Hiashi engoliu a seco. Realmente não havia alternativa.
O Hyuuga então começou a contar desde o começo, quando havia encontrado Madara em sua viagem diplomática. Logo após sobre a briga de Naruto e Hinata, o que fez o garoto ficar “off-line” dos acontecimentos por dois dias, o tempo necessário para que pudesse destruir completamente a vida dele. Contou a verdade sobre a morte de Tsunade e o plano orquestrado para prender o jovem Uzumaki. Jiraya e Mei ouviam tudo boquiabertos e hora ou outra olhavam para Naruto, que tinha os olhos fechados, sendo apoiado por Hinata e Madoka, uma de cada lado. Tsunade estava em pé, perto de Hiashi, olhando-o com nojo enquanto o mesmo falava com uma voz trêmula e nervosa. Ambos, pai e filha, sentiam uma pequena parcela do sofrimento que Naruto sentiu, imaginando o quão cruel foi o destino e o mundo com o menino prodígio aspirante a Hokage.
– Hiashi: ... Após o julgamento Naruto foi encaminhando para a Torre Shukumi, onde ficou preso por... – Parou de falar ao sentir a aura que Naruto emitia, ainda com os olhos fechados, como antes. Aquela sensação o sufocava e praticamente o enforcava. Era logicamente um recado para que ele não pulasse a história. Hiashi voltou atrás de relatou suas torturas à Naruto e a Hinata, até chegar no momento crucial e mais importante. O ponto que Naruto mais queria que Jiraya entendesse. – Hinata estava grávida e eu não podia permitir que ela tivesse um filho com o Uzumaki. Assim eu a exorcizei deste demônio... – Foi interrompido por Jiraya.
– Jiraya: Como assim exorcizada? – Perguntou confuso. Hinata estava grávida e por alguns segundos Jiraya sentiu seu peito florescer de felicidade, mas aquilo serviu como um balde de água gelada em seu peito. É claro que havia entendido o que ele queria dizer, mas era como se não quisesse acreditar no que realmente tinha acontecido. – O que quer dizer com isso?
– Mei: V-você matou a criança dentro do ventre dela? – Perguntou incrédula. Jiraya olhou-a com seus olhos e mãos trêmulas, tentando forçar seu cérebro a não simular um sentimento tão triste quanto a perda de um filho que nem havia nascido.
– Hiashi: Ninguém dá a mínima para o filho de dois lixos! – Falou arrogante. Era claro que o Hyuuga mais velho estava com problemas mentais. Quem em sã consciência falaria arrogantemente e tão ofensivamente contra o portador de sua vida. Era literalmente aquilo que acontecia. Para Naruto seria bem simples mata-lo, e Jiraya não entendia o porquê de ele ainda não o ter feito.
O Sannin lendário colocou-se no lugar de Naruto. Qualquer análise tentando entender a situação seria injusta, pois jamais alguem poderia sentir o mesmo que ele havia sentido. Porém, pelo senso de justiça de Jiraya, seria justo tentar entender os pensamentos do rapaz, mesmo que não concordasse com o mesmo. Havia, enfim, conseguido felicidade e estabilidade em sua vida. Seu posto de Hokage estava perto e sua vida deslanchava. De uma hora para a outra tudo mudou, sendo preso e tendo suas amizades viradas pelas costas. Sofreu absurdos fisicamente, porém mentalmente ainda mais. Jiraya preferiria ser mutilado mil vezes do que saber que, por exemplo, Naruto, poderia ser. Esse era o ponto crucial de tudo que envolvia os sentimentos de Naruto. A mudança drástica não foi mais pela dor que ele sentiu, e sim pelo que sua amada e sensível garota tinha sentido. Hinata era muito emotiva, muito mais do que qualquer pessoa que ele tenha conhecido, e saber do sofrimento dela o fez endurecer seu coração para a sua missão de paz. O resumo de tudo era que o coração de Naruto estava em busca de uma verdadeira paz não por si mesmo, mas por seus entes queridos. Para que não acontecesse com outras pessoa o que aconteceu consigo. No fim de tudo ele era apenas o vilão que carregava nas costas a missão de não deixar ninguém mais sofrer o absurdo que havia sofrido. O Sannin não concordava com as atitudes do rapaz, mas tinha que assumir que as entendia. A parte da invasão de Konoha e tudo mais Jiraya já sabia, então foi desnecessário que Hiashi continuasse com seus relatos. O mestre tomou a palavra.
– Jiraya: Escute, Naruto. Mal posso imaginar a dor que você deve estar sentindo até hoje por tudo que aconteceu. Sei que você, mais do que qualquer um de nós, desejava ter uma família feliz para que pudesse recompensar o tempo que ficou sozinho. Peço perdão por ter tocado em um assunto tão delicado antes, mas entenda que este caminho não é o correto. Você não pode forçar as pessoas a atitudes que elas não queiram. Não devemos matar simplesmente por discordarem de nossa forma de pensar. Eu estou aqui para lhe ajudar, então vamos conversar e criar uma nova forma de lidar com isso... – Disse calmamente o Sannin, aproximando-se do rapaz.
– Naruto: Ero-Sennin... – Balbuciou e logo após sorriu. – Não... Jiraya-sensei. Eu estou realmente feliz por tê-lo presente aqui comigo. Senti muitas saudades e tenho certeza que se você estivesse vivo, não teria acontecido tudo isso, mas isto ficou no passado, nada mais. Sou um homem diferente e penso diferente, ajo diferente. Não dou a mínima para o que você pensa. – Disse a última frase encarando-o com suas safiras, ainda apoiado em Hinata e Madoka. – Irei continuar meu caminho e nada me fará mudar de curso. Se quiser me acompanhar, tudo bem, mas caso não, irei enfrentar-lhe e manda-lo de volta para o seu lugar... – Disse com uma voz normal. O loiro ainda amava seu mestre e odiava a ideia de lutar contra ele, porém era como havia falado: Nada o faria mudar de curso e estava completamente certo, até mesmo para Jiraya, de que ali não era o lugar dele. Um morto não deveria interferir no mundo dos vivos.
– Mei: Escute... Naruto... Estou ciente de tudo que passou e me sinto envergonhada por ter acreditado em toda esta farsa, assim como todo o mundo ficará ao saber disto. Iremos agora mesmo tratar de uma maneira formal tudo isso. – Falou serenamente a Mizukage. Seu coração doía somente de imaginar a dor que aquele lindo garoto de olhos magnificamente azuis havia passado. Queria fazer o máximo possível para que pudesse recompensar a injustiça que ele havia sofrido, mesmo sabendo que jamais poderia curar o coração daqueles dois jovens.
– Naruto: Obrigado, Mei-chan, mas eu já disse que não mudarei meu curso. – Falou ainda tranquilo. Respirou fundo e continuou. – Eu vim aqui planejando fazer de uma forma, porém fui pego de surpresa com esse belo plano de defesa... – Disse olhando para Jiraya e todo o estrado que causaram na parte interna do quarto de Mei, já que a barreira protegeu toda a área externa. – Então terei que mudar de plano. Basicamente eu pretendo mudar o mundo, implantando meu próprio sistema e assim trazer a paz, sem interrupções, passando por cima de qualquer coisa. Não há a possibilidade de fazer isso matando a todos, pois de nada adianta trazer a paz se não houver ninguém para desfrutar. Preciso estabelecer uma base e dominar alguma área de importância. Kirigakure foi a escolhida. – Disse o loiro de maneira explicativa e paciente. Jiraya e Mei escutavam atentamente. – Resumindo: Ou me dão o comando do feudo, ou vou toma-lo à força. Já devem saber o resultado e efeitos colaterais da segunda opção. – Falou seriamente para eles. Os dois se olharam, não parecendo muito surpresos. Naruto não esperava que ficassem surpresos, pois uma invasão daquelas, silenciosa, não indicava que queriam destruir tudo. Também não estaria interessado em matar a Mizukage, já que fez justamente o contrário.
– Mei: Creio que seja impossível que assuma o controle do feudo da primeira hipótese, levando em consideração que, pelas leis do país da Água, é intransferível o comando do feudo. Somente do chefe da família pode... – Falava com os olhos fechados, explicando calmamente para ele, porém nesta parte abriu seus olhos, assustada. Olhou para Naruto e o viu com um sorriso malicioso nos lábios. – N-não me diga que...
– Naruto: Exatamente! Já se das regras do País da Água. É permitido poligamia, somente o chefe tem o comando do feudo. Você é linda, eu sou lindo, nós somos lindos. Ficaremos ainda mais... – Disse com um sorriso galanteador, de uma maneira cômica e palhaça. Hinata e Madoka criaram veias na testa.
– Hinata/Madoka: Seu cafajeste! – Disseram as duas irritadas, cada uma dando um cascudo no rapaz, que fungou e passou a mão pelo local atingido. Tsunade pôs uma mão na cabeça, resmungando algo como “Nunca deixará de ser criança”. Jiraya gargalhou pela cômica cena, e Mei deixou-se levar pelo charmoso jeito estabanado do rapaz, lembrando-se da época em que estavam em guerra e que ele a deixava louca na ânsia de leva-lo para a cama. Tudo poderia se realizar agora, e também poderia casar-se. Dois coelhos numa cajadada só.
Apesar de estar interessada no casamento, não podia deixar de pensar como Mizukage. Seria uma gigantesca bomba a notícia do casamento da Mizukage com o então maior criminoso da história do mundo shinobi, pois de acordo com o mesmo, nem a revelação de sua inocência o faria mudar de ideia e pensamento. Mei era inteligente e sabia que jamais conseguiriam se defender de um ataque do Uzumaki. Além de serem completamente esmagados, os efeitos colaterais realmente seriam catastróficos, uma vez que ele havia destruído até mesmo sua amada vila de Konoha. Não havia escolha, e isso a deixava até feliz.
– Naruto: E então? Vai aceitar o nome Uzumaki? – Perguntou de uma maneira calma e sensual.
– Jiraya: Bom... Vocês têm a minha bênção... – Abanou sua mão em direção a Naruto, com seu jeito despreocupado.
– Naruto: Não é como se eu precisasse. Você já está morto, Ero-Sennin... Além do mais, não é meu pai. – Falou virando o rosto para o lado, como se o desprezasse. Haviam voltado a suas rixas de antigamente, parecendo duas crianças. O ambiente com certeza estava mais leve.
– Jiraya: Bom... É verdade que não sou seu pai... Mas sou o pai dela! – Disse encarando-o e logo depois vendo a cara de surpresa do rapaz. Naruto tentou falar algo, mas estava muito surpreso em saber que o grande safado e mulherengo havia tido uma filha. – Sim... é verdade... E infelizmente você não poderá dar a ela o nome Uzumaki. – Disse com um sorriso de orelha a orelha. Naruto ficou confuso, deixando sua surpresa para segundo plano.
– Naruto/Tsunade/Madoka/Hinata/Hanabi: Porquê? – Perguntaram em uníssono. Até mesmo Hanabi, que escutou várias histórias absurdas, não pôde deixar de perguntar, logo depois tapando a própria boca. Somente Naruto continuou. – Se vamos casar, então ela terá que abdicar seu nome e receber o meu. – Falou analisando suas palavras, verificando se realmente estava certo.
– Jiraya: É verdade, mas ela já possui o nome Uzumaki. Ela é, na verdade, Uzumaki Mei, filha de Uzumaki Jiraya. – Explicou totalmente a situação, deixando todos boquiabertos.
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