Cinzas da Guerra: As Mudanças de um Shinobi

11 Capítulo 11: O Plano Perfeito - Parte 2


Notas iniciais
Yo! Desculpem a demora. É que tive uns problemas pessoais aí e não consegui postar antes.

Divirtam-se o/

Capítulo 11: O Plano Perfeito: Parte 2

Madoka treinou arduamente toda aquela tarde, sendo observada por um Shisui preguiçoso, que descansava embaixo de uma árvore. Na opinião de Madoka, Shisui estava demasiadamente sedentário, pois a preguiça do rapaz era quase palpável. Só olhá-lo a fazia bocejar. Riu carinhosamente, olhando para o rapaz que lhe era a figura paterna. A menina gostava demais do Uchiha.

Como Madoka estava sozinha aquela noite, pediu para dormir na casa de Shisui e o moreno prontamente aceitou, afagando a cabeleira negra e comprida da garota, carinhosamente, enquanto voltavam para a vila. Andando por Konoha, estranharam o movimento que estava tendo. Era por volta das seis da tarde e muitos shinobis iam e voltavam para todos os lados, apressadamente. Shisui, que tinha experiência, já identificou que havia acontecido algo sério, mas resolveu não se intrometer. Caminhou com Madoka até sua casa, pois a moça ainda tinha algumas mudas de roupa lá e por isso não havia necessidade de voltar à casa do Uzumaki para pegar outras. Chegaram à casa do Uchiha e jantaram uma comida feita rapidamente por Madoka e logo dormiram, bem cedo.

Shizune havia achado estranha a demora da Hokage, que apenas informou-a que iria ao local da briga de Naruto e Hinata para conversar com Hiashi. A Senju estava aparentemente feliz e saiu andando tranquilamente. Shizune passou o restante da tarde organizando alguns papéis que chegavam e reclamando mentalmente de sua mestra, que estava demorando demais. Porém a cada minuto que se passava a garota ficava mais irritada, pensando que sua mestra poderia estar em algum bar enchendo a cara de sake. Terminou de organizar algumas pilhas de papéis e passou a andar pela boêmia de Konoha, procurando pela Hokage.

Enquanto andava, o tempo ia passando e já eram cinco da tarde. Ao sair de um dos bares, topou com dois Hyuugas que estava com o rosto indecifrável.

– Hyuuga: Shizune-san nos acompanhe, por favor. É urgente. – Apesar da arrogância dos Hyuugas, Shizune não era qualquer uma. Ela era assistente da Hokage e supervisora do Hospital de Konoha, já que Sakura havia sido promovida há pouco tempo a diretora geral. A rosada ainda estava aprendendo a comandar tudo e tinha o auxílio de Tsunade e Shizune quando aparecia algo que ainda não resolvia sozinha.

Shizune achou estranho o pedido dos Hyuugas, mas como já estava tarde e Tsunade não conseguiria mais trabalhar naquele dia, pois provavelmente Shizune a encontraria bêbada, não haveria problema em encerrar o expediente mais cedo. Ela confirmou com a cabeça e seguiu os Hyuugas rumando o local da reunião entre o líder do clã e a Hokage.

Ao chegar perto, Shizune viu vários Hyuugas e ambus de Konoha. Olhou para o local e viu muito sangue no chão. Olhou na direção onde se encontravam os vários Hyuugas e em uma linha reta, viu várias partes de árvores totalmente destroçadas, para logo adiante o círculo de Hyuugas. Andou rapidamente para onde eles se encontravam e viu Hiashi em uma maca, já sendo removido do local apressadamente e sendo levado ao hospital, com o peito todo desfigurado, como se tivesse sido atingido por um... Um rasengan? Shizune se perguntou mentalmente. A morena já havia visto inúmeros ninjas inimigos de Naruto e Jiraya com um ferimento idêntico e não tinha dúvidas, aquilo partiu de um Rasengan. Mas somente Naruto conhecia do jutsu e o mesmo estava desmaiado em sua casa.

– Shizune: O que está havendo aqui? – Shizune estava atônita.

– Hyuuga: Hiashi-sama não voltou da reunião com a Hokage, então fomos a investigar algo que pudesse estar acontecendo e o achamos aqui. Imediatamente fogos procurar a Hokage, mas achamos a você primeiro. – O Hyuuga, apesar de ter seu líder ferido seriamente, não estava alterado.

– Shizune: Também não sei onde a Hokage se encontra. – Parou e suspirou. Ela teria que tomar temporariamente as rédeas da situação. – Aquele sangue não é de Hiashi. Mande colher um pouco do sangue e envie para o hospital para que seja examinado no banco de dados de shinobis para que possamos descobrir se pertence a algum shinobi da vila. – Shizune falou olhando nos olhos do Hyuuga, que não iria contrapor a ordem da auxiliar da Hokage. Shizune virou-se para um dos ambus. – Façam uma investigação a fundo sobre o que houve aqui. Veja se algum cidadão viu alguém, além da Hokage-sama e Hiashi-san vindo nesta direção da floresta. O que aconteceu aqui é algo sério e peço que todos os ambus que não estejam em missão concentrem-se em resolver esse caso. – Shizune falou seriamente, deixando os ambus um pouco intimidados. Eles assentiram e sumiram rapidamente.

Hiashi foi encaminhado para o hospital em estado grave. Ele estava por um triz. Shizune solicitou um grupo de Hyuugas para buscar a Hokage por toda a Konoha, pois ela deveria tomar a frente da situação e enquanto não a achassem, cabia a Shizune ficar no comando. A morena rumou velozmente em direção ao hospital de Konoha para auxiliar no tratamento de Hiashi. Ao chegar lá viu vários Hyuugas da Souke e alguns civis curiosos que já sabiam do ataque ao poderoso líder do clã Hyuuga. Ela não deu bola e entrou rapidamente, indo para a ala de cirurgia do hospital, com certeza era lá que Hiashi estava. No caminho pediu para uma enfermeira chamar Sakura e Ino urgentemente para as mesmas a ajudarem a tratar Hiashi, pois quanto mais rápido ele se recuperasse, mais rápido teria respostas do ataque.

Shizune estava convicta que Naruto jamais faria uma coisa daquelas, nunca, em nenhuma hipótese. Porém caso fosse confirmado que foi realmente um rasengan, seria um problema explicar toda a situação de que o jovem Uzumaki estava desmaiado por uma briga com a namorada. Shizune incrivelmente conseguiu rir de canto com esse pensamento. Foi informada de qual sala e preparou-se para uma grande operação médica. Sakura e Ino logo chegaram e aparentavam cansadas, mas mesmo assim determinadas a salvar Hiashi. Rapidamente se aprontaram e entraram na sala devidamente equipadas.

– Shizune: Qual a situação? – Ela perguntava a um dos médicos que já havia avaliado o Hyuuga.

– Médico: Caixa torácica parcialmente destruída. Pulmões, coração, diafragma e esôfago seriamente danificados. Alguns fragmentos da caixa torácica penetraram o pulmão e dificulta a respiração, esse é o maior problema. – O médico respondia seriamente, já se retirando de perto de Hiashi e dando passagem a Shizune.

– Shizune: Obrigada. – Shizune preencheu as mãos de chakra e colocou no peito de Hiashi para avaliar como deveria prosseguir. Analisou um pouco e explicou a Sakura e Ino o que fariam ali. Elas deveriam tirar todos os fragmentos de ossos dos órgãos de Hiashi e reconstruir a caixa torácica. Teriam no máximo uma hora e meia para terminar, pois Hiashi perdia muito sangue com o ferimento aberto.

Rapidamente puseram-se a iniciar a operação. Seria muito complicado e a cabeça de Shizune estava a mil com aquilo tudo. Apesar do estrago, a operação foi tranquila e absurdamente rápida. Sakura invocou Katsuyu em tamanho pequeno, logo após terminar a operação, para curar Hiashi logo de uma vez e interroga-lo. Cerca de três horas depois Hiashi estava totalmente curado, mas completamente exausto. O interrogatório ficaria para o outro dia.

Sakura estava completamente esgotada. Ela havia gasto todas as energias para curar Hiashi o mais rápido possível, o que foi incrível, já que ele estava muito ferido e a recuperação foi muito rápida. Shizune saiu da sala apoiando Sakura e deixou-a com Ino na sala da diretora, onde havia um sofá para a rosada descansar um pouco. Shizune também estava cansada, mas não podia, de forma alguma, descansar naquele momento.

Praticamente correu para outro setor no hospital para ver o resultado dos exames de sangue. Entrou no laboratório sem nem pedir licença e encontrou dois ambus e dois médicos. Os ambus seguravam o resultado do exame dentro de um envelope lacrado, onde ninguém havia olhado ainda. Estava apenas esperando que Shizune saísse da reunião. A morena pegou o exame e abriu.

Shizune ficou branca e começou a tremer e marejar os olhos. Seu coração havia praticamente parado tamanha a descoberta. Aquela quantidade de sangue no chão era absurda e o dono de todo aquele sangue não poderia permanecer vivo depois de perder tudo aquilo. O choro se aprofundou e ela agora soluçava, caindo por sobre as pernas no chão. Os médicos e ambus a socorreram, levantando-a a colocando a mesma numa cadeira, sem nada falar, mas visivelmente transtornados. Eles não sabiam de quem se tratava e não iam perguntar ou ler o resultado sem a morena consentir.

Shizune estava destruída por dentro. Sua mestra era incrivelmente forte e a melhor ninja médica que existe, mas não havia como escapar daquilo, não com toda aquela quantia de sangue perdida. Porém, como toda pessoa numa situação daquelas, ainda havia um fio de esperança e ela não iria desistir enquanto não tivesse a certeza absoluta.

– Shizune: Convoquem todos os ambus ao escritório da Hokage. – Shizune limpava as lágrimas. Ela devia ter pulso firme de agora em diante para conseguir algum resultado satisfatório. Deixaria suas lágrimas caírem em outro momento. – Agora! – Falou friamente, com uma voz e face de tremer as espinhas até dos ambus. Os médicos e ambus conheciam bem Shizune, mas jamais imaginaram que ela poderia ser tão assustadora quando queria ou precisava. Correram a toda velocidade e Shizune saiu do laboratório andando normalmente, ainda com a face fria. Os médicos ficaram na sala sem saber do que se passava, afinal, os dois haviam feito a busca, porém não haviam olhado o resultado. Não cabia a eles e sim aos ambus e a Hokage.

Trinta minutos depois se encontravam no topo do prédio Hokage. Shizune havia mandado chamar também outros shinobis que estavam desocupados. Ninjas como Kakashi, Shikamaru, Chouji e os mais próximos da Hokage e da turma de Naruto. Estavam todos lá.

– Shizune: Acredito que todos já estão sabendo do ataque que aconteceu a Hiashi-san, correto? – Todos confirmaram. – Foi achada uma grande quantidade de sangue no local e tal sangue foi encaminhado para o laboratório para descobrirem de quem se tratava. O sangue no local pertencia a Tsunade-sama... A Hokage. – Todos... Todos os shinobis ali presentes enrijeceram-se, e logo começou a confusão. – SILÊNCIO! – Shizune gritou e todos se calaram, assustados pela atitude da garota que sempre viam de bom humor. – A quantidade de sangue derramada deixa comprovado que provavelmente a Hokage não está mais viva. Eu quero que Hatake Kakashi escolha três Hyuugas e três Inuzukas para iniciarem as buscas pela Hokage. Ainda há sangue no local e o cheiro será o suficiente para iniciarem as buscas. VÃO AGORA! – Shizune estava fria como nunca, mas demonstrava aflição. Kakashi saiu rapidamente, já escolhendo os ninjas que o acompanhariam. – Todos que ficaram irão iniciar uma investigação profunda para descobrirem o que aconteceu. Eu quero todos atentos a qualquer detalhe e qualquer pista. VÃO! – Gritou mais uma vez. Rapidamente todos sumiram, iniciando as buscas. A morena saiu do prédio Hokage e foi cara casa.

Ao aproximar-se da casa, sentiu uma facada no peito. A porta estava arrombada. Quem em Konoha teria coragem de entrar na casa da Hokage? Era um absurdo! Shizune entrou rapidamente na casa, olhando o local. Não havia vestígios de luta ou de roubo. Só havia a sujeira que ficou ao arrombar-se a porta. “Naruto” lembrou a morena num estalo e voou para o quarto da Hokage para achar apenas a cama bagunçada. Gelou novamente. Ligou rapidamente os pontos. Um rasengan no peito de Hiashi, não havia visto Naruto no meio de toda a confusão e reunião dos shinobis. “Não pode ser” pensou a morena. Naruto era totalmente confiável e Shizune confiava no loiro com sua própria vida, porém, era muito estranho tudo aquilo.

Sem se preocupar em fechar a casa, a morena saiu pulando de telhado em telhado, rumando o escritório da Hokage novamente. Agora sim tudo estava complicado.

Naruto arfava pesadamente. O loiro havia feito dois mil e trezentos bunshins usando o próprio chakra. Shinju havia praticamente batido nele por tal ação, mas ele não se importava com a dor que sentia em seu corpo por usar tanto chakra de uma vez. Não podia usar ainda de qualquer forma o poder da bijuu, pois não havia tido o treinamento. Shinju insistia que era necessário ele primeiro ter o rinnegan. Nesse momento Naruto se encontrava no extremo sul do País do Chá, passando-se das duas horas da manhã, mas o loiro não parava por nada, usando sua percepção de chakra ao máximo. Ele precisava ter notícias de Hinata, já estava ficando louco. De repente ele para de uma vez. Havia sentido o chakra de Hinata bem fraco junto de dois Hyuugas, no extremo do País do Chá, porém na direção contrária de onde estava. Eles o haviam despistado perfeitamente e estavam parados próximos ao País do Fogo. O desespero tomou conta de Naruto e no mesmo momento, sem nem pensar nas consequências, desfez todos os bunshins que usava no momento. Sua cabeça parecia que tinha levado uma grande martelada, seus nervos pareciam estar sendo mastigados, os ossos pareciam trincar. Naruto caiu de cara no chão, sem conseguir mexer-se nem um centímetro. O loiro sentia a visão ficar turva e sentiu-se desmaiar por dois segundos. Abriu os olhos com muito esforço. “Hinata-chan” o loiro pensava, lembrando-se da morena.

Se Hinata morresse ou fosse ferida, Naruto não se perdoaria, havia prometido trazê-la de volta. Puxou o chakra de Shinju à força, não ligando para os protestos da mesma.

– Shinju: SEU IDIOTA! Não seja burro, eu sei o que estou fazendo e estou lhe dizendo para não usar o chakra! – Shinju estava extremamente irritada e mais preocupada ainda.

– Naruto: Shinju-chan desculpe-me, mas irei usar tudo o que tenho para achar Hina-chan. – O loiro não esperou respostas e saiu de sua mente.

Naruto já havia usado o chakra de Shinju antes, mas era diferente. Ele usava apenas para aumentar a velocidade. Era completamente diferente de usá-lo para se manter acordado ou em uma batalha, que era justamente o que estava tendo agora. Uma batalha para ficar firme e encontrar Hinata.

Shinju ainda ficou a xingar o loiro. Sim, xingar, de todos os nomes que conhecia. Porém, passava a admirá-lo ainda mais por ser tão teimoso, arriscando sua vida para salvar a garota que amava. O chakra de Shinju era muito denso e Naruto sentia seu corpo inchar para que o chakra o percorresse normalmente. Ainda sentia as dores e todos os sintomas de antes, porém agora tinha energia para poder correr loucamente rumando onde Hinata se encontrava.

Acelerou o máximo que pôde, deixando um vácuo atrás de si por onde passava. Correu desesperadamente por mais três horas, sentindo-se aproximar de onde o chakra de Hinata se encontrava. Há algum tempo atrás havia sentido muitos chakras aproximarem-se do local, fora alguns que também estavam lá. Estava claro para ele que havia um exército de shinobis o aguardando, mas nada o impediria de salvar Hinata. Porém, uma coisa o preocupava. Se havia um exército de shinobis o esperando, os sequestradores tinham ciência de que ele viria atrás dela e com certeza tinha alguma armadilha, pois Naruto era forte demais para que shinobis o desafiassem sequestrando a garota que amava.

Não estava ligando para isso. Usou toda a sua genialidade para planejar uma entrada triunfal no local e iria colocar o plano em prática agora, pois chegou a uma clareira onde havia uma casa abandonada no centro. Sentia os chakras do outro lado da clareira. Eram cerca de duzentos shinobis lá e seis dentro da casa. Onde dois deles eram de Hyuugas, e Naruto ficou extremamente irritado quando percebeu isso. Havia também um shinobi do clã Kato e três shinobis que Naruto não conseguiu identificar.

Não ligou para os shinobis escondidos do outro lado da clareira e invadiu com tudo o local onde estavam. Mandou dois clones na frente, que explodiram as portas com rasengan. Era contra os princípios de Naruto matar seus inimigos e zelava pela saúde de Hinata, por isso não havia usado RasenShurikens no ataque. No momento do impacto acontece uma explosão maior, revelando que ali haviam papéis bombas. Naruto riu de canto, havia escapado da armadilha.

– Matsami: Seja bem-vindo, Naruto-sama. – O shinobi do clã desconhecido falava ironicamente, de maneira divertida. Naruto olhou para o lado do ninja e viu Hinata com as pernas e braços amarrados, jogada no chão como um lixo. Trincou os dentes de raiva. – Ah... Desculpe por isso, não é nada pessoal. – O shinobi tinha uma cara sínica e parecia não se importar de estar de frente do irritado Uzumaki Naruto.

– Naruto: Não sei quem você é ou o que os Hyuugas e o Kato fazem aqui. Mas vão pagar muito caro por isso. – Naruto não iria mata-lo por ir contra sua conduta ninja, mas isso não significava que não podia dar uma bela surra neles. Ele falou o nome dos clãs olhando para os respectivos ninjas pertencentes ao mesmo.

Não esperou mais nenhum resposta e avançou para cima do shinobi que havia conversado a pouco numa velocidade enorme, agarrando em seu pescoço e deferindo um soco extremamente forte, que o fez voar em direção a parede. A casa na verdade era apenas um grande salão. Como era noite, havia oito lâmpadas ligadas no teto e tudo vazio. As paredes não eram pintadas, revelando apenas o cimento cru. O shinobi bateu fortemente na parede e caiu atordoado, ele não esperava toda essa velocidade de Naruto.

Os outros, ainda meio espantados com o vulto que passou diante deles, puseram-se em posição de batalha após verem Naruto mandar o Matsami para longe. Os dois Hyuugas pularam em direção a Naruto, falando em conjunto. – Hakke Shiten Kuushou (Super Palma Aérea de 8 Triagramas). – Duas rajadas de chakra foram em direção a Naruto, que desviou rapidamente delas, fazendo dois bunshins. Um dos bunshins foi até Hinata, pegando-a no colo e a levando para longe. O Naruto original, vendo que Hinata já estava em uma distancia segura, mandou os bunshins para enfrentar os inimigos. Os Hyuugas viram os bunshins vindo e se prepararam para lutar, ativando o Byakugan e pondo-se em posição de luta.

Naruto não era idiota e havia percebido que Hiashi estava envolvido. Era no mínimo estranho que Hyuugas fardados com trajes Jounnin de Konoha sequestrando Hinata. Porém o que mais o deixava desconfiado era o exercido de Shinobis que estava escondido. Naruto sentiu que eles haviam começado a se moverem em direção da luta e resolveu apressar-se logo. Naruto sentia pelo chakra que o exército de shinobis não era muito forte, mas seria difícil enfrentar tantos shinobis estando cansado e com dores do jeito que estava, e seria ainda mais difícil se houvesse Hyuugas no meio.

Formou um RasenShuriken e os bunshins forçaram os shinobis a se juntarem no meio do salão e depois sumiram, deixando os ninjas verem somente o jutsu monstruoso que viram na guerra: o famoso RasenShuriken de Uzumaki Naruto. O loiro havia caminhado para longe enquanto preparava o golpe e se encontrava numa distancia segura para também não sofrer o impacto. Jogou o jutsu na direção dos Hyuugas, que arregalaram os olhos, dando tempo somente para ativar uma de suas defesas. – Hakkeshou Dai Kaiten (8 Triagramas Ofensivos, Grande Giro Celestial). – Gritaram ao mesmo tempo. Cada um fez sua própria defesa e o jutsu do Uzumaki pegou certeiramente no centro deles. Houve uma gigantesca explosão, destruindo completamente a casa e deixando os inimigos gravemente feridos, mas conscientes, ofegando no chão.

Naruto sentiu os ninjas do clã Kato e do clã Matsumi juntos do exército shinobi, vindo em direção a ele e virou-se para olhá-los. Assustou-se com o que viu. Procurou respostas na sua mente de gênio e chegou a conclusões que o faziam tremer. Torcia com todo coração para estar errado, senão estaria com sérios problemas. Não que o exército fosse forte o suficiente para derrota-lo. Estava claro que os shinobis não eram tão fortes, porém desafiar o filho do senhor feudal do fogo estava fora de questão. Naruto o havia conhecido antes, quando foi em uma pequena missão junto de Kakashi, Sakura e Sai para entregar um pergaminho da Hokage ao senhor Feudal.

– Kamuro: Ainda quer ferrar ainda mais com sua vida, seu traidor? – Kamuro dirigia-se a Naruto como se falasse a um ladrão, um cachorro... Um lixo. – Já não basta o que fez a meu pai?

– Naruto: O quê? – Naruto não estava entendendo nada. Não ligava para o modo de falar do príncipe, mas chama-lo de traídor era um absurdo. E Naruto nunca havia feito nada contra o Daymio. – Do que está falando? – Naruto ficou tão atordoado que nem se lembrou de questionar o príncipe de ter o exército aguardando por ele, sendo que ele viria atrás de Hinata. Ou seja: eles que a haviam sequestrado.

– Kamuro: Não se faça de idiota! – Kamuro falava friamente. – Uzumaki Naruto, você está preso sob a acusação de assassinar o Senhor Feudal do País do Fogo! – O tempo pareceu parar para Naruto. O que diabos aquele príncipe mimado estava falando? Estava louco?

– Naruto: Você está louco? – Naruto nunca foi de se importar com o tratamento distinto ao alto escalão. – Eu jamais faria isso ao Daimyo! – Ele não sabia muito bem o que falar, ainda estava atordoado por aquela acusação injusta. Como poderiam acusa-lo de matar o senhor feudal? Tudo que Naruto fez na vida foi lutar por eles. Irritou-se por tal acusação. – Não seja idiota, seu príncipe mimado! Tudo que fiz nada vida foi lutar pelo povo de Konoha!

– Kamuro: Toda a segurança do castelo viu você mata-lo. Os seguranças conheciam seus movimentos e seu chakra, pois haviam lutado também na guerra. Não vou conversar com um criminoso e traidor. Se entregue e cumpra sua pena!

– Naruto: Não me faça acusações tolas! Há um grande mal entendido nessa história e a Hokage-sama irá provar que estive doente nos últimos dois dias. – Naruto falou andando em direção ao príncipe. Não havia nenhum mal acompanha-lo, pois logo sua Baa-chan comprovaria que Naruto estava de cama e não poderia ter assassinado o senhor feudal. Viu um estranho sorriso no rosto de Kamuro, mas não se importou. Achava o príncipe meio mimado e louco mesmo.

– Kamuro: Temos provas o suficiente para provar que foi você. Não há nada que a Hokage possa fazer. – Kamuro não conseguia conter seu pequeno sorriso psicótico.

– Naruto: Eu confio na Hokage e em meus amigos para provarem que não fui eu a cometer esse absurdo. – Naruto sentia-se profundamente magoado por ter sido acusado de tamanho absurdo. Ele era o salvador do mundo shinobi e não um idiota que faria tal coisa.

– Kamuro: Que seja. Houzuki! – O jovem chamou um ninja de cabelos cumpridos. Naruto se lembrava de muito bem do nome Houzuki e estancou. Não seria possível eles fazerem aquilo com ele. Enraivou-se com tamanha falta de consideração e respeito para com ele.

– Naruto: Está ficando louco? Acha que irei fugir? Eu estou indo em paz para não causar confusão e irei provar que sou inocente. Não há necessidade disto. – Naruto estava muito irritado.

– Kamuro: Se é inocente então não há nenhum mal. Entenda nosso lado: Você está sendo acusado de matar o senhor feudal. Você é um shinobi rank SS e não podemos leva-lo apenas por sua palavra. – Kamuro falava tranquilamente. Ele tentava acalmar Naruto. Virou-se para o Houzuki e prosseguiu: — Faça! Houzuki!

O shinobi se aproximou de Naruto e fez selos e encostou as mãos no peito de Naruto. – Tenrou – Naruto sentiu seu corpo pegar fogo e agonizou em silencio. Naruto sentia-se com o orgulho ferido e não iria rebaixar-se ainda mais.

O selo começou a se formar. Criou-se uma tarja vermelha rodeando a barriga de Naruto, na altura do umbigo e subindo para o pescoço, passando pelo peito, fechando como um cordão no pescoço do rapaz. Após terminar de contornar o corpo do loiro, a tarja brilhou e então se dividiu, deixando apenas tarjas vermelhas alternadas, formando o selo. (N/A: O mesmo selo usado no filme Blood Prison).

Naruto arfava e agora com o chakra de Shinju drenado, ele caiu no chão, voltando ao cansaço que estava antes. Não tinha forças para levantar, seus músculos nem se mexiam.

– Kamuro: Peguem este pedaço de lixo e o levem para a prisão especial. – Kamuro dirigiu-se para dois soltados que estavam ao seu lado e os mesmos o obedeceram, pegando-o, cada um em um ombro. – Matsamis! – Chamou o príncipe vendo os ninjas chegarem. – Os acompanhem, logo terminaremos com isso! – Terminou falando seriamente e se retirando dali com seu exército.

– Matsami: Kamuro-sama! – O príncipe virou novamente para olhá-lo. – E a garota Hyuuga?

– Kamuro: Ah sim! O clone que Naruto mandou foi desfeito assim que ele foi selado. Mande alguém busca-la na floresta e a levem também para a prisão. Quase me esqueci... Peguem os outros Hyuugas e tragam para o castelo. – Virou novamente as costas e retirou-se, enquanto metade da guarda ia com Naruto, agora desmaiado, para a tal prisão.

A madrugada em Konoha foi um verdadeiro inferno. Todos os habitantes da vila, que estavam acordados no momento em que foi divulgado, estavam horrorizados com as últimas notícias. Os que viram Tsunade passando e o loiro indo logo atrás espalhavam o que sabiam para os quatro ventos, após a confirmação da morte da Hokage e a acusação a Naruto. Sim, eles haviam conseguido achar o corpo da Hokage e vestígios do chakra de Naruto. Ela estava enterrada em uma floresta ao Sul do país do fogo, a cerca de cento e vinte quilômetros de Konoha.

As investigações concluíram que Naruto havia seguido Tsunade, matou-a e feriu Hiashi seriamente, achando que não chegaria socorro a tempo de salvá-lo. Tudo piorou quando chegaram às notificações do palácio feudal: Naruto havia matado também o Daymio. Konoha novamente desabou. A população não sabia o que pensar. Todas as provas apontavam para o rapaz, porém todos haviam visto como ele era empenhado em ajudar a todos e protege-los. Aguardariam um pouco mais para fechar suas conclusões, afinal, foi também anunciado um julgamento para o mesmo dali a quinze dias.

Os amigos de Naruto estavam com os nervos à flor da pele. Haviam se reunido em plena madrugada, logo após as notícias explosivas. Sakura, Ino, Chouji, Sai, Shikamaru, Tenten, Rock Lee, Kiba e Shino estavam reunidos em um campo de treinamento, somente a luz da lua, discutindo sobre aquilo.

Sakura: Não é possível! Alguém deve ter armado isso para o Naruto, ele jamais seria capaz de fazer isso! – Sakura chorava. Além de ter seu melhor amigo como um criminoso, ainda tinha perdido sua mestra. Ela não acredita que Naruto tinha feito isso.

Shino: Também tenho certeza que Naruto não fez isso. – Shino pronunciou-se e todos confirmaram.

Rock Lee: Naruto-kun jamais faria isso. Nesse julgamento nós vamos interceder por ele. – Rock Lee falava confiante.

Todos concordaram com Lee. Deixariam para ajudar Naruto no seu julgamento. Afinal, com toda certeza ele seria inocentado.

Shizune chorava compulsivamente, vendo o corpo de sua mestra estendido em uma maca, no hospital de Konoha. Ela havia pedido um minuto a sós para ficar com sua querida sensei, e foi prontamente atendida. Ela já havia examinado Tsunade e viu o local em que foi enfiada a adaga banhava em um poderosíssimo veneno, que ainda não conseguiram identificar. Shizune também não acreditava que Naruto tivesse feito aquilo. Era simplesmente um absurdo. Porém, profissionalmente falando, a situação do rapaz estava complicada. Todos os shinobis sabiam que somente Naruto fazia um rasengan, grande parte da população havia visto o loiro seguindo Tsunade para fora da floresta e agora Shizune não podia usar o argumento de que o rapaz estava desmaiado, já que ninguém em Konoha, fora Tsunade, ela, Hinata e Madoka sabiam. Madoka não tinha registros em Konoha também, então seu argumento não valia. A morena compartilhava os mesmos pensamentos dos amigos de Naruto. Procuraria provas que o inocentassem.

Por incrível que pareça, sua última opção seria Hiashi, que provavelmente presenciou a morte de Tsunade, pois não havia como confirmar quem foi atacado primeiro. Shizune iria cedo ao hospital, nem que acordasse o Hyuuga para lhe arrancar informações.

A notícia da prisão de Naruto e suas acusações abalaram todo o mundo shinobi. As informações praticamente voaram e já de manhã todo o planeta estava ciente do que acontecia em Konoha. A maioria não concordava e repudiava as atitudes tomadas pelo agora Senhor Feudal do Fogo, Kamuro. Como a confusão se instalou durante a madrugada, a maioria das pessoas ainda não sabia. Os kages das aldeias estavam inclusos nisso. Um aviso formal foi enviado pelo Daymio do Fogo para todos os outros Daymios e kages das Grandes Nações, agora aliadas.

Em Suna:

Gaara soube da notícia assim que acordou e ficou perplexo. Conhecia Naruto de muito tempo e o considerava seu melhor amigo. Era um absurdo acusa-lo por tal ato. Porém, Gaara também entendia a posição do senhor do Fogo, uma vez que as provas realmente indicavam que Naruto era o culpado. Iria aguardar a data do julgamento em silêncio, apenas juntando informações do que estava havendo.

Em Kumo:

Killer Bee e A discutiram feio sobre a posição a se tomar sobre o acontecido. O rapper queria que A fosse contra essa atitude. Porém A, por mais que soubesse que Naruto fosse inocente de qualquer forma, não poderia intervir agora, pois o tratado de Aliança estava de pé. O pensamento dele era parecido com o de Gaara. Acabou convencendo Bee a esperar o resultado do julgamento para tomar alguma postura.

Em Kiri:

Mei chegava ao escritório completamente estressada e bestificada com o acontecido. Seu loiro lindo havia sido acusado de matar o senhor feudal e a Hokage. “Que absurdo”, era o que pensava. Era uma tremenda falta de consideração com o rapaz que havia salvado o mundo. Estava claro para ela que Naruto jamais faria uma coisa daquelas, não havia necessidade. Seus pensamentos penderem para o de Kage e compartilhou a mesma opinião de Gaara e Bee. Ela aguardaria o resultado do julgamento para tomar alguma decisão.

Em Iwa:

Oonoki caminhava lentamente pela vila, escutando todo o burburindo dos aldeões. O assunto do momento era a prisão do herói Uzumaki Naruto e suas acusações. Ninguém em sã consciência o acusaria de tamanha crueldade com sua “mãe” Tsunade, a Hokage. Oonoki, assim como os outros kages, não achava possível Naruto ter feito tudo aquilo e apuraria tudo aquilo sem sombra de dúvidas. Devia muito a Naruto e Gaara.

O sol mal havia saído por detrás dos horizontes e Shizune já se encontrava em pé, rumando o hospital de Konoha. Seu cansaço e marcas de uma noite de sofrimento eram visíveis. Seus olhos estavam fundos, com olheiras e vermelhos. Chegou ao hospital e não cumprimentou nenhum dos que estavam ali, bocejando e talvez até acordando de um cochilo. Passou direto para o quarto onde Hiashi se encontrava e ao chegar entrou sem bater. Encontrou-o já acordado também ao lado de um Hyuuga que não saía de perto dele, que atendia por nome de Yuharu.

– Shizune: Bom dia Hiashi-san. Desculpe-me por vir tão cedo, mas temos que conversar seriamente sobre o que aconteceu ontem. – Shizune não tinha medo de Hiashi e tampouco se importava de estar tratando-o como qualquer shinobi.

– Hiashi: Bom dia Shizune-san. Não há problema quanto a isso. Sei que deve estar cheia de problemas e estou apto a ajuda-la no que puder. – Shizune sentiu-se mais á vontade, apesar da situação. Hiashi era frio, mas parecia concordar que não era momento para suas atitudes arrogantes. – O que deseja saber?

– Shizune: Irei ser direta: O que exatamente aconteceu desde que encontrou a Hokage ontem? – Shizune olhou firmemente para Hiashi e viu-o acomodar-se em sua cama e falar:

– Hiashi: Ao encontrar-me com a Hokage, começamos a falar sobre o acontecido entre Uzumaki Naruto e minha filha mais velha. Porém, em certo momento eu senti uma presença chegar ao local de uma vez. O Uzumaki estava atrás da Hokage e empalou-a na altura das costelas, no coração. Eu tentei ajuda-la, atacando-o para que a largasse, mas o rapaz é forte e me acertou com aquele rasengan no peito, fazendo-me voar para longe. Antes de desmaiar o vi saindo com a Hokage nos braços, correndo rapidamente para longe da vila. – Hiashi falava seriamente, inspirando confiança, e não havia porque discordar. Todos os fatos apontavam para Naruto e nada para Hiashi. Não que Shizune pensasse em acusar Hiashi, mas ainda buscava brechas para salvar Naruto de suas acusações.

– Shizune: Obrigada Hiashi-san. Era só isso que eu desejava saber. – Shizune levantou-se e despediu-se de Hiashi, mas antes de sair o mesmo a chamou:

– Hiashi: Shizune-san, quando poderei ter alta?

– Shizune: Se por acaso se sentir bem, já pode ir. A operação feita em você ontem foi delicadíssima, pois os ferimentos eram sérios, mas usamos de tudo que podíamos para acelerar o processo. – Shizune respondia já saindo novamente da sala e escutando o agradecimento de Hiashi.

– Hiashi: Yuharu venha cá! – O jovem Hyuuga havia saído para que os dois conversassem. – Prepare as coisas, iremos imediatamente para o local. – Yuharu confirmou e saiu em disparada para organizar todas as coisas. Hiashi logo terminou de se arrumar no hospital e partiu para o clã Hyuuga.

Os únicos Hyuugas que sabiam de seu plano maléfico eram os enviados para a missão com Hinata e Yuharu. Devido a isso, na entrada do clã Hyuuga vários Hyuugas estavam lá para cumprimentar o seu líder, que explicou que estava bem e fora de perigo, mas que faria uma viagem de urgência para resolver assuntos pendentes do clã. Hiashi não demorou muito no clã e logo saiu, acompanhado somente por Yuharu. Segundo seus cálculos, chegariam a tal prisão umas quatro da tarde, sem pausar a viagem.

O local estava todo escuro e não conseguia mover seus membros. Estava amarrada em uma cadeira de madeira. Suas mãos estavam nos apoios para os braços e os pés nas pernas da cadeira, amarrados fortemente por uma corda que suprimia o chakra. Sentia fome, frio e medo. Hinata não conseguia ver nada, a sala era toda escura e não haviam pontos de luz em nenhum lugar. Tudo era negro.

De repente, uma porta se abre e ela vê uma silhueta que não conseguia identificar a quem pertencia, pois a luz só vinha de fora da sala. A pessoa entrou na sala e fechou a porta novamente, deixando tudo novamente escuro. Andou vagarosamente em direção a Hinata, que apenas escutava os passos, achando familiar a presença e passos da pessoa.

– ?: Olá, Hina-chan. – Hinata gelou a espinha e arregalou suas pérolas. A pessoa ligou uma luz incandescente bem fraca que havia perto de Hinata e ela pode reconhecer de quem se tratava.

– Hinata: N-Na-ruto-kun. – Por um momento Hinata sentiu felicidade. Não era um henge, tinha certeza. Porém logo se assustou.

– Naruto: Como tem passado?... Sabe... Eu estou cansado de ficar com você. Sabia que não demoraria muito a abusar desse seu corpo. – Naruto falava com um sorriso ferino, olhando fixamente para Hinata.

A moça não teve respostas, apenas abaixou a cabeça, tentando assimilar o que tinha escutado. Tentou novamente achar algum tipo de truque ali, mas não havia possibilidade. A maneira de se mover, os passos e até os típicos cestos na maneira de falar eram de Naruto. Não podia afirmar pelo chakra porque o seu estava selado pela corda. Sentiu uma grande dor no coração ao ouvir aquilo de Naruto. Deixou lágrimas caírem silenciosamente. Será que Naruto só havia brincando com o amor dela? Ela havia se entregado para ele e ele somente aproveitou-se dela? Ainda mais agora... agora que... Chorou ainda mais nesse momento, soluçando.

– Naruto: Você é tão fraca! Não aguenta ouvir um pouco de verdade que logo começa a chorar! É mesmo uma fracassada! Não sei onde estava com a cabeça ao envolver-me contigo. – Naruto levantou o rosto dela bruscamente, puxando pelo queixo e ela encarou as safiras azuis que tanto amava. Naruto viu o choro dela e sorriu. Não era seu sorriso alegre e sim um sorriso psicopata. – Sabe... Acho que não foi tão ruim assim. – Naruto aproximou-se do ouvido dela. – Você é muito gostosa! – Falou ao ouvido dela e lambeu o nódulo.

O coração de Hinata que já estava estraçalhado, agora virou apenas pó. Sentiu até nojo de si mesma, pois mesmo estando naquela situação, conseguiu arrepiar-se pelo toque do loiro. Ele afastou-se dela e desferiu um forte tapa na Hyuuga, deixando uma marca vermelha por toda a lateral do rosto delicado da garota. A mão de Naruto era grande e pesada e Hinata sentiu muita dor, tanto física quanto psicológica.

– Naruto: Como é inútil! É uma vadia que só pensa em transar. Eu percebi que você se excitou, sua vagabunda! – Cada insulto era uma martelada no coração já inexistente de Hinata, que não conseguia responder devido ao pranto. Porém, novamente a porta foi aberta, revelando um homem de altura mediana, de cabelos castanhos até o pescoço, vestido com trajes ninjas comum.

– Shinobi: Deixe de encher a paciência da garota, Dukoshi. Mais tarde eles chegarão e não sabemos se irão gostar dessa sua brincadeirinha! – O homem falava seriamente, encarando Naruto.

– Naruto: Ah, mas estava tão legal! – Naruto falou choramingando, em tom de brincadeira. – Hai, hai, eu já estou saindo. – O rapaz olhou novamente para Hinata e gargalhou profundamente. A Hyuuga havia cessado o choro devido a conversa, mas sua dor no peito ainda permanecia. – Foi muito divertido, sua vadia! – O homem começou a brilhar fortemente em uma luz branca e logo deixou de ser Naruto para exibir um corpo atlético, aparentando trinta anos, de altura mediana e cabelos também castanhos, só que curto e seus trajes eram iguais ao do outro shinobi. – Nos vemos depois, gostosa! – Ele lambou os lábios e saiu, fechando a porta atrás de si, mas deixando a luz ligada.

Hinata ficou atônica. Era realmente um henge, porém muito perfeito, não deixando nenhum detalhe exposto, a não ser, talvez, o chakra. Hinata permitiu-se aliviar um pouco a dor que sentia em seu peito. Por mais que agora soubesse que não era Naruto falando tudo aquilo para ela, ainda era horripilante escutar tais palavras da boca de “Naruto”. Sentiu-se mais cansada ainda depois da tortura do rapaz desconhecido e juntando com o fator sono, abaixou a cabeça e dormiu mesmo a contragosto.

Naruto acordou atordoado. Havia levado um banho com um balde de água gelada. Encontrava-se com as mãos amarradas no mesmo nó por uma corda que vinha do teto do local onde estava. Seus pés estavam amarrados da mesma maneira, no chão. De uma olhada no local, mas só pode enxergar duas silhuetas à sua frente. Sentia seu corpo todo doer devido ao uso extremo de seu chakra anteriormente. Tentou utilizar chakra para se soltar, mas sentiu o corpo queimar, lembrando-se do que havia acontecido anteriormente.

– Hiashi: Agora teremos uma boa conversa, garoto raposa. – Naruto ao escutar a voz, reconheceu-a de imediato. Ligando os pontos e percebendo que havia caído na armadilha. Porém chegou a conclusão que não havia como escapar, pois jamais imaginaria que o príncipe feudal estaria envolvido.

– Naruto: Hiashi! – Vociferou o loiro. – O que pensa que está fazendo?

– Hiashi: Estou apenas mostrando o seu lugar, que é aos meus pés! – A voz era fria e confiante.

Hiashi ligou uma luz fraca incandescente, que ficava bem próxima de Naruto. O loiro então pode analisar como era o quarto. Era como cela de cadeia comum, porém não havia nada. Não tinha cama ou vaso sanitário. Nada, só ele amarrado e uma grade com selos que travavam o chakra. Hiashi aproximou-se rapidamente de Naruto e como o loiro não podia se mover ou usar chakra, levou um soco extremamente forte na barriga, onde Hiashi havia colocado chakra.

Cuspiu sangue na roupa de Hiashi, que o olhou com nojo e desferiu outro soco no centro da boca de Naruto, fazendo descer uma grande quantia de sangue. Naruto estava muito fraco. Não havia comido ou bebido, nem sabia por quanto tempo havia ficado desmaiado. Fora o chakra selado e o corpo detonado pela a utilização do seu chakra ao máximo e ainda havia utilizado o de Shinju sem nem saber as consequências.

– Hiashi: Você irá pagar por toda a humilhação que me fez passar desde o dia em ameaçou-me dentro de minha própria casa. – Hiashi não esperou Naruto demonstrar reação e começou a espanca-lo ali mesmo. Os golpes continham chakra e Hiashi os aplicava com total força. Rosto, estômago, peito... Tudo em Naruto doía ao extremo e ele já não conseguia mais conter os gemidos e gritos de dor. – Isso, a escória deve conhecer o seu lugar e o seu lugar é abaixo de mim, garoto demônio! – Hiashi parou para respirar. Ele havia cansado de tanto bater em Naruto.

O jovem já não conseguia mais ficar em pé e era sustentado por suas mãos que estavam amarradas pelas cordas que vinham do teto. Seu rosto já estava deformado, totalmente inchado e rasgado pelos golpes. A respiração era fraca e o sangue abaixo de seus pés, que escorria pelo corpo, formava uma grande poça.

– Naruto: Hiashi... Você irá me pagar por isso. – Naruto mal conseguia falar. Sua voz saiu fraca e falhando. Porém, mesmo com a vista turva e embaçada, pode ver Hiashi sorrir. Era a primeira vez que Naruto via um sorriso em Hiashi.

– Hiashi: Moleque! Você jamais sairá daqui... Não vivo. – A voz agora era fria e ameaçadora. Naruto não tinha medo, mas não era burro. Sabia que com o senhor feudal envolvido nisso, sua única esperança era o julgamento.

– Naruto: Quando a Hokage descobrir sobre isso, você estará ferrado. Eu irei ser solto e acabarei com o clã Hyuuga. Eu prometo! – Naruto juntou o resto de suas forças para falar friamente e firmemente a Hiashi. Porém viu Hiashi gargalhar. Sim, Hiashi gargalhou durante alguns minutos e Naruto ficou sem entender.

– Hiashi: Garoto raposa... Sabe... Eu acho que você ainda não entendeu. – Ele chegou perto de Naruto agarrou o pescoço do mesmo, prendendo a respiração dele. – Você sabe a situação em que está? – Hiashi falou ao ouvido de Naruto, ameaçadoramente. Naruto não conseguia respirar devido ao aperto e começou a se debater para soltar-se. Hiashi sentiu quando Naruto estava perto de desmaiar e o soltou.

– Naruto: Eu sei que você e o Kamuro mataram o Daymio e agora querem me culpar por isso. – Naruto falava em pausas. Estava exausto e sentia que iria desmaiar a qualquer momento. – Eu irei provar que sou inocente e prendê-los.

– Hiashi: Um criminoso não pode prender ninguém, seu demônio! Já que não entende a situação, irei coloca-lo a par de tudo. – Hiashi afastou-se um pouco e ganhou a atenção vidrada do Uzumaki. É claro que ele gostaria de saber do tamanho da enrascada que está envolvido. – Acredito que deva conhecer sobre os shinobis do quase extinto clã Matsumi.

– Naruto: Quase extinto? – Naruto ficou impressionado. Ele conhecia sobre os impressionantes shinobis daquele clã, mas pensava que haviam sido massacrados durante a segunda guerra. Naruto havia conhecido um pouco mais sobre o mundo shinobi.

– Hiashi: Pela sua expressão eu devo supor que os conhece. Vou resumir: Você é acusado de matar o Daimyo do Fogo, assassinar a Hokage, tentativa de assassinado contra mim e sequestro seguido de tentativa de assassinato de Hyuuga Hinata. – Hiashi falou com um sorriso maligno.

Naruto levou um impacto tão grande que sentiu todas as suas dores aliviarem e não demonstrou reação por fora, o que fez Hiashi esconder um pouco o sorriso. Porém, por dentro de Naruto, tudo desabava. Hiashi acabava de dizer que além de matarem o Daymio, também haviam matado a Hokage, sua Baa-chan. Naruto quis chorar, mas um sentimento novo estava surgindo em seu peito. Ele já havia sentido raiva, mas o novo sentimento o fazia esquecer completamente suas dores e levantar-se, encarando Hiashi seriamente. Seu peito estava vazio e já fora humilhado demais para ficar apenas sentindo tristeza e chorar. Ele não queria fazer aquilo naquele momento.

Hiashi observou Naruto levantar olhando-o com frieza e seriedade, mesmo ferido e com o rosto completamente destruído. Até onde aquele moleque raposa iria com toda aquela insolência? Porém Hiashi sentiu medo novamente naquele momento e irritou-se por pegar-se temendo Naruto outra vez. Avançou contra Naruto para batê-lo novamente. O jovem loiro não poderia se defender, pois estava preso, sem chakra e com o corpo destruído e Hiashi era um shinobi extremamente habilidoso, acima de um Jounnin experiente. Naruto esperou o soco, olhando para Hiashi e falando:

– Naruto: Eu sairei daqui! E quando eu sair, eu não terei piedade de você! Irei matá-lo e destruir todo o clã Hyuuga, seu maldito. É uma promessa! – Naruto falou calmamente. Ele tinha consciência que naquele momento não poderia fazer nada, mas pensaria em algo para depois e ainda tinha o julgamento. Por mais que a Hokage tivesse morrido, ele ainda tinha seus amigos para confiar.

– Hiashi: Alimente sua esperança tola, moleque raposa! Será mais divertido assim. – Hiashi juntou chakra nas duas mãos e desferiu dois socos seguidos no rosto de Naruto, espalhando o sangue pelo ar, rasgando o rosto do garoto de maneira que entre as bochechas se pudessem ver os dentes. As correntes se romperam do teto e Naruto voou contra a parede, desmaiando imediatamente. – Yuharu! Cure-o. A estadia dele está apenas começando.

Madoka acordou naquela manhã sentindo falta de Naruto e Hinata. Havia acostumado a acordar embolada entre braços e pernas, tanto grossos quanto delicados. Em sua mente veio a conversa com Hinata. Ela entendia completamente como a Morena se sentia, mas queria resolver a situação de maneira que continuassem como estavam. Seria injusto demais tirar Naruto de Hinata, porém Madoka também o amava e não queria ficar longe dele. Gostava também de Hinata, como amiga e “amante”. Riu quando pensou nisso. Era realmente muito bom o sexo a três que tinham.

Fez sua higiene e saiu do seu quarto já banhada. Shisui ainda dormia, ele estava muito preguiçoso. Não o acordou e foi para a cozinha preparar algo para comer e fez também para quando Shisui acordasse. Comeu e já estava indo para o quarto novamente, preparar seu material para o treino quando um ambu bateu a porta. Shizune mandava chama-la junto de Shisui. Madoka achou estranho. Desde quando Shizune solicitava a presença de alguem? Não que não houvesse autoridade para isso, mas sempre era a Hokage que solicitava. Confirmou o recado e foi acordar Shisui, que fez sua higiene rapidamente e também comeu. Tudo em menos de vinte minutos. Ao sair de casa, toparam com uma Konoha infernal. Pessoas corriam de um lado para o outro conversando e discutindo. A situação havia piorado desde a noite anterior.

Resolveram correr pelos telhados para chegarem mais rapidamente. Do alto se podia ver shinobis correndo para todo lado, com muito mais frequência do que o normal. Desta vez, até os civis corriam em todas as direções. Estava tudo muito estranho. Logo chegaram ao escritório da Hokage e estranharam não ver Shizune na recepção. Não ligaram e passaram direto para a sala de Tsunade. Batem na porta e tiveram novamente uma surpresa ao escutar a voz de Shizune autorizando a entrada.

– Madoka: Ohayo, Shizune-san. – A morena falava entrando e parou no meio ao ver Shizune sentada na cadeira da Hokage, analisando seriamente alguns papéis. Shisui também a cumprimentou.

– Shizune: Ohayo. Não tenho muito tempo, então vou logo explicar para vocês. – Shizune respirou fundo e os encarou. Não seria fácil jogar tudo em cima deles de uma vez, mas não tinha tempo. Iria ser assim mesmo. – Naruto desapareceu ontem. Ele está sendo acusado, com provas concretas, de assassinar o Daymio do Fogo e a Hokage, tentar assassinar Hyuuga Hiashi, líder do clã Hyuuga e sequestrar e tentar matar Hyuuga Hinata, que está sob a guarda do Daimyo atualmente.

Madoka e Shisui enrijeceram. “Mas que absurdo!” os dois pensaram juntos. Os dois sabiam que Naruto jamais faria uma coisa daquelas. Não havia possibilidade alguma de isso ter acontecido. E Naruto estava desaparecido? Essa história estava muito estranha.

– Shizune: Eu sei que é difícil de acreditar, e eu não estou dizendo que acredito, porém, as provas são concretas e válidas. Temos testemunhas de todos os crimes e isso é muito estranho, e o maior problema é que o novo Daymio está incrivelmente irritado com tudo isso. – Shizune suspirou ao terminar, vendo Madoka e Shisui boquiabertos.

Madoka tremeu e iria cair, se Shisui não a segurasse. A menina sentiu um aperto no peito ao saber de tal acusação. Ela imaginou como Naruto estava se sentindo, sendo que tudo o que fez foi proteger esse povo e agora está sendo preso acusado de matar o Daimyo do fogo e uma das pessoas que mais amava. Como podiam fazer isso com ele? Tudo bem que as provas eram bem concretas, mas deveriam ouvir o que ele tem a dizer. Shisui pensava da mesma forma.

– Madoka: Terá um julgamento, certo? – Madoka já tentava articular alguma coisa para fazer.

– Shizune: Está marcado para daqui a catorze dias. – Falou concentrada nos papéis.

Madoka e Shisui confirmaram para Shizune e saíram do escritório. Madoka disse que iria treinar ainda mais forte para alegrar Naruto quando ele fosse solto. Tudo o que estava acontecendo apenas tinha a motivado para fica ainda mais forte para estar ao lado de seu amado.

No período da tarde foi anunciado o enterro de Tsunade para a manhã do próximo dia. Ela seria enterrada no lugar reservado aos Hokages. Shizune estava tremendamente abalada. Sua mestra era a pessoa mais próxima que tinha. Apesar do que sentia, ela sabia da necessidade de alguém de pulso firme e junto com a carta de acusação de Naruto, o Daimyo afirmou que Shizune iria cuidar das coisas enquanto o novo Hokage não fosse escolhido. Ele afirmou que aguardaria o final do julgamento para que talvez, caso inocentado, Naruto assumisse.

Hinata acordava novamente. Tudo estava exatamente como da outra vez, a não ser pelo barulho da porta se abrindo. Hinata não sabia se ficava feliz ou mais triste ainda, ao perceber que era seu pai entrando. A luz da sala continuava acesa e ela pôde perceber que era tristeza que iria sentir. Seu pai a olhava como quem olhava um cachorro sarnento de rua. O nojo e repulsa era visível em seus olhos perolados.

– Hiashi: Você só me traz vergonha! – Ele bofeteou-a dos dois lados do rosto. – É uma inútil! – Hinata procurava ver se havia algum sinal do henge usado pelo shinobi anteriormente. Ela estava atenta aos movimentos e não mais se importava com o que seu pai lhe falava. Havia acostumado a ser tratada assim por ele. – PRESTE ATENÇÃO EM MIM! – Desta vez ele socou-a no rosto. O soco havia sido forte, fazendo descer um filete de sangue da boca da garota.

– Hinata: O que pensa que está fazendo? – Hinata havia tomado uma postura séria, porém Hiashi não se intimidou e curiosamente riu de canto de boca. – Já esqueceu o que Naruto-kun lhe falou?

– Hiashi: Ah, o moleque raposa? – Hiashi riu. – Você nunca mais irá vê-lo!

– Hinata: Naruto-kun irá acabar com você quando vier me buscar! – Hinata estava com um pouco de medo, mas confiava em Naruto e iria usar um blefe para que Hiashi recuasse, o que não funcionou.

– Hiashi: Sabe... Hinata... Eu estive agora há pouco com ele e acho que isso não será possível no estado em que ele se encontrava. Como posso dizer... Ele não consegue salvar nem ele mesmo. – Hinata gelou. Começava a entender. O sequestro dela pelos Hyuugas e quando eles afirmaram que ele viria busca-la. Hiashi havia preparado uma armadilha para Naruto. – ELE GRITOU DE DOR ASSIM COM VOCÊ GRITAVA DE PRAZER PARA ELE! – Hiashi explodiu com Hinata. Para ele era humilhante que sua filha e herdeira, além de inútil e fraca, fosse namorada de uma escória como o Uzumaki. – Ele ficará preso pelo resto da vida, se eu não resolver mata-lo.

– Hinata: Como se a Hokage fosse permitir que Naruto fosse preso. Você só pode estar louco! – Hinata sorriu. Seu pai estava ficando realmente louco. A Hokage amava Naruto como uma mãe ama seu filho e jamais permitira que Naruto fosse preso em alguma armadilha de Hiashi.

– Hiashi: Ah... Terei que explicar para você a mesma coisa que expliquei para ele. – Suspirou e viu Hinata o olhar curiosa e com temor. Não dele e sim do que estava por vir. – Naruto é acusado de matar o Daymio do Fogo, a Hokage, ferir-me gravemente e sequestrar e tentar matar você! – Hiashi terminou rindo de maneira maléfica.

Hinata abaixou a cabeça. Ela esperava alguma armadilha do tipo, mas desse porte, se Naruto fosse realmente culpado, passaria a vida preso, se não morresse. Hiashi estava certo. Hiashi viu lágrimas descerem dos olhos de Hinata, em um choro silencioso. Sentiu mais raiva ainda. Sua inútil filha estava chorando pelo demônio.

– Hiashi: Não chore por ele sua desgraçada! – Hiashi bateu novamente em Hinata, fazendo-a gemer. – Irei ensiná-la uma lição! – Hiashi começou a bater em Hinata no estilo Hyuuga, com juukens. A garota gritava de dor a cada golpe, sentindo os tenketsus fecharem. Hiashi não tinha piedade com a garota, que por cima era sua filha. Aplicando-lhe socos no rosto, e tórax. Em um dos golpes, a cadeira se quebrou devido o chakra lançado, fazendo Hinata cair ao chão por cima da madeira e um pedaço da perna traseira, que quebrou, acabou atravessando o braço direito dela, quebrando o osso de maneira horrível, deixando-o exibido para fora. A garota gritou sofregamente, deitada ao chão. Sentia uma dor horrível em todo o corpo, e seu braço sangrava abertamente. Ela arfava pesadamente no chão, completamente a mercê dos ataques de Hiashi, que agora a chutava. Ele estava descontrolado e a batia sem medir forças.

Hinata previu um ataque na barriga e pôs o braço à frente, segurando o chute. Hiashi irritou-se ainda mais. Começou a chutar seguidamente no mesmo lugar, machucando o braço de Hinata que se encontrava na frente, defendendo somente o local onde se encontrava seu útero. Hiashi começou a chutar o rosto de Hinata, que não tirava o braço de cima da barriga. Os chutes vinham fortes e carregados de chakra. O belo rosto da menina já não existia e em seu lugar havia apenas sangue e retalhos. Os olhos inchados, as bochechas e lábios cheios de cortes e as lágrimas tentavam lavar o sangue que inundava o rosto antes alvo da menina.

Hiashi carregou mais um chute de chakra e bateu novamente contra o braço da garota, que estava na barriga. Devido a potencia do chute, o antebraço da garota quebrou horrivelmente, tal como o outro braço. Ela deu outro grito de dor, com a voz embargada e rouca devido os ferimentos e choro. O Hyuuga mais velho não parava. Ele estava descontando todo o ódio que tinha em seu peito contra sua filha. Ele pensava que se ela tivesse tomado o caminho que ele desejava, ele não precisaria lidar com aquela situação. Continuou a bater na barriga da garota, que não tirava o braço de forma alguma, mesmo quebrado e sentindo uma dor infernal a cada potente chute em cima da horrível fratura. Hiashi estranhou toda aquela determinação em proteger a barriga e não gostou do que imaginou.

Ele aproximou-se dela no chão e pegou-a pela gola do casaco que trajava normalmente. Levantou-a até a altura dele, sustentando-a, pois a garota não tinha mais forças. Os braços dela pendiam, segurados apenas pela carne, músculos e nervos, já que haviam fraturado totalmente. Ele ativou o byakugan olhando nos olhos dela, escondidos pelos inchaços e viu a garota desesperar-se. Ela puxou o braço que continha o antebraço quebrado e colocou-o na frente da barriga, gritando de dor no processo. Movimentar o braço com aquela fratura daquele nível a fazia sentir uma dor inimaginável.

Hiashi agora tinha certeza do que estava acontecendo. Ele baixou os olhos e viu, além do braço da menina, uma concentração de chakra além do normal no útero da garota. Franziu o cenho e trincou os dentes.

– Hiashi: COMO OUSA? SUA DESGRAÇADA! – Hiashi estava totalmente descontrolado e olhava para Hinata mortalmente. – Como diabos você ousou me humilhar desta forma?! Não sabe o quanto quero te matar nesse momento e manda-la para o inferno junto a esse demônio que carrega em seu ventre! – Hiashi golpeou o braço de Hinata, quebrando-o perto do ombro, de maneira que a garota já não pudesse suspendê-lo para proteger o ventre. A garota novamente gritou de dor e desespero, porém nada se comparava ao que sentiria se seu pai fizesse o que pretendia.

– Hinata: Por favor, não! Eu imploro, por favor, não faça isso! Eu faço qualquer coisa! – A garota estava desesperada e sua voz saia fraca devido à dor e o choro que a abalava.

– Hiashi: Essa foi a maior humilhação que já tive! Já chega! – Hiashi havia sentido a maior humilhação de sua vida. Hinata o havia feito falhar como pai, na visão dele, que deveria fazê-la seguir o caminho certo para a liderança do clã e tudo que a garota fez foi ao contrário, sendo fraca, inútil e o pior de tudo, envolvendo-se com o garoto demônio de Konoha, a escória desde sempre odiada. Sua filha vadia havia engravidado de quem Hiashi mais odiava. Ele concentrou chakra e levantou a mão, enquanto segurava a gola de Hinata com a outra.

– Hinata: Por favor... Por favor. – A garota estava desesperada, mas não tinha mais condições que impedi-lo à força. – Por tudo que é mais sagrado, eu imploro a você, pai. Não faça isso... – Ela falava humilhando-se, rogando a seu pai pela vida de seu filho e a cada palavra proferida por ela, Hiashi olhava com mais ódio e nojo.

– Hiashi: Você não é minha filha! – Ele falou friamente e golpeou o útero da garota fortemente, com a palma aberta carregada de chakra. O impacto foi tão forte que a roupa da garota rasgou tanto na barriga, quanto nas costas, em uma forma circular perfeita. Hinata já não tinha forças para gritar, soltando apenas um longo gemido de agonia.

Hiashi jogou-a no chão de qualquer forma e ela caiu com a barriga para cima, sobre os dois braços quebrados, agonizando em dores. A pior delas, psicológica. A menina sentiu sua consciência esvaindo, mas logo acordou para virar para o lado e vomitar muito sangue. A dor em seu útero não deixava dúvidas. Ela havia perdido o filho que tanto amava e desejava dar a Naruto.

Hiashi saiu da sala sem dizer mais nada e trancou a porta. Hinata ficou a vomitar muito sangue e sentia suas forças esvaindo, as que quase não tinha. Suas lágrimas caiam em abundância por sobre o sangue que acabara de vomitar. Desmaiou, caindo com o rosto sobre o sangue que havia vomitado. Estava jogada sozinha na sala, com o braço direito quebrado antes do cotovelo, com fratura exposta, e braço esquerdo quebrado em dois locais, também com fraturas expostas.

Notas finais
HAHA! Tadinha da Hina!
O que acharam? Eu sou "dumal" haeuhaeuhaueh