Notas iniciais
Iae gente! Como vocês estão? Bom, esta aqui mais um capítulo! Boa leitura.

Entro dentro da casa dos Greys e não vejo ninguém na sala. Ótimo, solidão....

Subo para o quarto e deixo a minha bolsa sobre a cama e vou para o banheiro. Me encaro em frente ao espelho, estou com uma saia preta na altura do joelho, uma regata branca, meia-calça cor da pele e sapatilhas de balé pretas. Meus cabelos estão cachados e soltos, meus lábios levemente avermelhados por conta do batom que eu passei mais cedo. Por fora eu como sempre estou muito bonita, parecendo estar bem ajustada, e em estado perfeito. Mas por dentro eu me sinto estranhamente vazia, hoje nada está fazendo sentido para min. E eu sinto falta de algo.

Tiro a minha roupa devagar e entro no chuveiro, lavo os meus cabelos com cuidado esfregando os dedos em meu couro cabeludo com delicadeza. Começo a pensar em algo para fazer quando eu sair do banho, talvez eu deveria ir brincar com Lully.

Quero sair, sozinha. Sem ninguém. Não é que eu não goste de Nik ou de sua companhia, mas é que as vezes eu preciso de algum tempo sozinha.

Saio do banho e me enrolo em uma toalha. Vou até o meu Closet e pego um conjunto de lingerie bege. Uma calça jeans skiny e uma blusa curta larguinha. Me visto com pressa e coloco um chinelo preto.

Desço as escadas e não vejo ninguém impedindo o meu caminho, então termino o meu caminho até a porta sem olhar para trás.

Saio pelo portão e começo a andar. Decido não chamar um táxi pois eu acabaria perdendo tempo com isso. E eu gosto de caminhar.

**********

Andei da casa dos Greys até um dos pontos em que o metro parava e embarquei no mesmo. Desço no centro da cidade e olho em volta. Estou em uma área onde várias pessoas passam por min e me veem apenas como uma garota em mais um dia de compras, se é que me veem.

Começo a andar no meio delas. Vejo uma mulher andando em direção contrária a minha e ela está chorando, não muito atrás dela há um homem a chamando, mas isso só faz com que ela chore mais e ande mais rápido. Esse tipo de problema eu não tenho mais em minha vida, mas me faz lembrar de uma época em que eu já os tive, e eu sinto falta desta época.

As brigas, os beijos, o ciúmes de um certo modo sempre me ajudaram a pensar que eu estava sentindo algo, e isso não está acontecendo agora.

Olho para as prateleiras de uma loja de produtos eletrônicos. Em uma televisão passa uma reportagem sobre guerras no Irã e várias crianças mortas, algumas aleijadas, e outras que perderam os pais para a violência.

Volto a andar e vejo uma loja com vários itens de decoração. Presto atenção em um quadro abstrato branco, preto e cinza. Ele é triste. Sinto saudades de pintar, mas nada é tão simples assim....

Tiro esse pensamento da minha cabeça rapidamente, pois também não é simples o fato de eu ter saído querendo há pessoas me perseguindo provavelmente querendo a minha cabeça. As vezes tudo que eu preciso fazer é me permitir.

Ando em frente há várias lojas até que encontro uma que tem exatamente o que eu preciso. Passo pela porta e ouço um sino soar. Dou dois passos à frente e começo a olhar a várias latas de tinta que estão na prateleira.

– A senhorita quer comprar tintas? — Pergunta uma voz feminina atrás de min.

– Sim. E telas também. – Eu digo e me viro. A mulher que me atende é uma senhora de meia idade bastante sorridente.

– Claro, nós temos de vários tamanhos. – Ela diz e eu a sigo enquanto ela me mostra várias telas.

*********

Saio da loja com várias sacolas grandes. É, pelo visto para voltar eu vou ter que chamar um táxi. Começo a andar pela enquanto procuro um número de táxi na agenda do meu celular. Não acho, merda! Entro em uma loja de sapatos para perguntar se alguém tem o número de um táxi e vejo uma sandália vermelha do salto dourado. Não aguento e acabo pedindo para uma vendedora trazer o meu número. Depois de experimentar decido leva-lo. Chegando ao caixa o número de táxi e a vendedora me dá.

Saio da loja discando o número, porém um homem há mais ou menos uns cinco metros de onde eu estou me chama a atenção. Ele está de botas, jeans escuros e jaqueta de couro preta. É alto e tem ombros muito largos. Está de costas para min mostrando algo para uma senhora que sorri olhando para ele. Isso é estranho pois esse homem parece familiar demais, e sinto um calafrio forte.

A senhora de meia-idade sorri para o homem de forma amigável, acena com a cabeça e passa os olhos nas pessoas, mas os seus olhos se demoram mais em min. Então ela aponta para min e sorri. E então o homem se vira para me olhar e eu o reconheço, é ele, ele matou a Dalila. Ele se vira para a senhora e vejo que na mão dele tinha uma foto minha. Engando velinhas inocentes ele conseguiu me achar, mas quando ele se vira para vir atrás de min eu já não estou mais lá. Eu já me misturei as pessoas que andam na calçada e ando rapidamente entre elas.

Olho para o celular e apago o número do táxi. Ligo para alguém que eu sei que vai me ajudar sem me dar uma bronca. Ele atende no segundo toque.

– O que foi Lia? – Pergunta Tom.

– Eu sai. O cara que matou a Dali está atrás de min. – Eu digo e ouço um suspiro.

– Pega o seu carro e sai daí. – Ele diz como se fosse a coisa mais simples do mundo.

– Eu não vim de carro. Vem me buscar, eu estou na avenida principal. – Eu digo e olho para trás e vejo que p homem não está mais sozinho, pois tem outro com ele andando e olhando para onde eu estou.

– Ta bom, chego ai em cinco minutos. Não fique parada. – Ele diz e desliga.

Volto a andar com pressa e sem querer esbarro em um homem que estava ao telefone. Continuo andando decidida parar apenas quando ver o carro de Tom. Olho para trás e vejo que os homens estão muito perto de onde estou. Se não tivesse tantas pessoas nas calada eles poderiam ter esticado os braços e me pego.

Em um ato de coragem olho para onde os carros deveriam passar e decido fazer uma loucura. Atravesso a pista correndo e vejo que o carro que está vindo buzinou para min mais eu consegui passar.

Olho para as calçadas do outro lado e vejo que os homens não conseguiram passar, mas que estão correndo em direção a faixa de pedestre pois agora a pista está lotada de carros. Decido começar a andar na direção contraria, e quando me viro vejo de relance Cam.

– Cam! – O grito sai de meus lábios antes que eu perceba. Ele fica parado de costas para min por dois segundo e entra em um beco. Não vai fugir tão rápido assim Cam. Corro com todas as sacolas em direção ao beco que ele entrou. Quando chego na entrada vejo que ele está fazendo uma curva no final do beco.

– Ei, espera ai. – Eu digo e ele vira a cabeça na minha direção e dá um meio sorriso. É um desafio, ele quer que eu o siga, ele quer ver se eu consigo segui-lo.

Entro no beco correndo, vejo que as paredes são de tijolinhos vermelhos, quando chego onde Cam virou levo o maior susto de toda aminha vida. Não é possível, eu o vi entrando aqui. O lugar onde ele supostamente tinha passado não está ais aqui. Há uma parede igual as outras de tijolinhos vermelhos. Olho para cima imaginando que talvez ele tenha pulado, mas é impossível, o muro é alto demais. E eu o teria visto subindo em algo.

Me viro para sair do beco sem saída e meus batimentos cardíacos sobem de novo para um milhão em um segundo. Os dois homens olham para min com expressões terríveis. Provavelmente estão se lembrando de vários modos de tortura tailandesa para aplicarem a min.

– Se escondeu no lugar errado. – Diz o homem que matou Dalila. Dou alguns passos pequenos na direção deles me lembrando que eu tenho um punhal na bolsa. Talvez eu consiga fazer alguma coisa.

– Me escondi muito bem, contando com o fato de que é uma garota contra dois inúteis. – Eu digo e o outro homem vem em minha direção, mas o que matou Dalila colocou o braço na frente dele.

– Não podemos machuca-la. Ele quer ela inteira, só para ele. – Ele lembra o homem.

– Falou isso alto demais. – Eu digo e dou um sorriso irônico para o homem.

– Na verdade não. – Ele diz e eu o olho com uma sobrancelha arqueada. – Sentiu saudades da sua namoradinha? – Ele pergunta com arrogância.

– Por que vocês não me deixam em paz? – Eu pergunto perdendo a paciência.

– Nós sabemos que você viu. E agora ele te quer. – Ele diz vindo e minha direção.

– Ele quem? – Eu pergunto me lembrando que eles sempre diziam que algum dia eu iria até “Ele”. Mesmo que eu nunca soube quem era esse ele.

– Você está perguntando demais hoje. – Ele diz e me dá um tapa forte no rosto fazendo com que eu voe e bata as costas contra o muro do beco.

Pego o canivete na minha bolsa e vou para cima dele. Consigo fazer um corte em seu rosto da sobrancelha até o queixo e ele saca um revólver e aponta em minha direção.

Então ouço um barulho de freios. Um carro prata entra no beco derrapando e atropela os dois homens que rolam sobre o capo e o carro para ao meu lado e a porta abre.

– Desculpe a demora. Estava te procurando nas calçadas. – Diz Tom.

Entro no carro e jogo as minhas sacolas no banco de trás do carro. Tom sai do beco e reparo que os homens não estão mais no beco.

– Não tem problema. Pelo menos você veio. – Eu digo e abaixo o espelho para ver o meu rosto. Está apenas um pouco avermelhado por causa do tapa.

– Você fez um belo corte aliás. – Ele diz e virá o carro em uma rua mais vazia.

– Tom, eu vi o Cam. – Eu digo e ele revira os olhos para min.

– Dois homens estavam tentado te matar e você vem falar daquele moleque Lia. – Ele resmunga.

– Eles disseram que não podiam me machucar. Que alguém me queria inteira. – Eu digo e vejo a expressão de Tom ficar tensa.

– Estamos sendo seguidos. – Ele diz e eu olho para trás e vejo um carro preto nos seguindo. E então um dos homens coloca a cabeça para fora e atira no carro.

– Tom! – eu grito e vejo que ele está vermelho. Isso não é bom, Tom com raiva não é bom.

– Embaixo do seu assento tem uma arma. Pode atirar no carro deles. No carro e no pneu. – Ele diz e eu o olho aterrorizada.

– A rua está vazia. – Ele dia e eu olho em volta. Respiro fundo pego o revolver e destravo a arma. Abro a janela e coloco o meu tronco para fora e dou dois tiros. Um deles pega no pneu da frente do carro, porém o carro continua andando. Que droga! Em um ato de raiva dou um tiro no espelho do carro deles que se quebra em vários pedaços. Quando estou prestes a puxar o gatilho e atirar naquele idiota que matou a Dali sou puxada de volta para dentro do carro.

– Não te ensinei a atirar para matar. – Ele diz.

– Mas eu posso ferir? – Pergunto já sabendo que com Tom essas coisas funcionam.

– Não os deixe alijados. Isso daria trabalho para alguém futuramente. – Ele diz e acelera mais um pouco.

Coloco meu tronco para fora novamente e vejo que o homem está prestes s atirar entro no carro e olho pelo vidro de trás que ele entrou dou dois tiros na direção do que matou Dalila, e acho que um deles pegou no ombro dele.

– Lia, trava a porta e se segura. – Tom diz e eu abaixo o pino, em seguida sinto meu corpo voar para frente pois Tom faz uma curva fechada em alta velocidade. Dou outro tiro no pneu deles mas esse não pega, tento atirar novamente mas não consigo.

– Tom eu preciso de balas. – Eu grito e entro no carro de novo.

– Dentro do porta-luvas. – Ele diz e eu o abro, mas está vazio.

– Tom, não tem nada aqui. – Eu digo.

– Fundo-falso. – Ele diz e eu coloco a minha unha no canto e levanto o fundo e vejo várias balas.

– Eu não sei colocar. – Eu digo para Tom.

– Pega o volante. – Ele diz e eu me inclino segurando o volante enquanto ele pisa no acelerador e coloca as balas no revólver para min. Faço uma curva fechada e ouço o barulho da lataria do carro contra a calçada.

– Você vai pagar o conserto do meu carro. – Tom diz e pega o volante de novo.

– Se a gente conseguir sair dessa.... – Eu digo e ouço outro barulho de tiro e o vidro de trás do carro quebra.

– Eu vou fazer a gente sair. – Tom diz e entra em uma avenida com vários outros carros.

– Sem tiros por enquanto. – Ele diz e eu assinto.

Olho pelo retrovisor que aqueles dois continuam nos seguindo.

– Tom, como a gente vai despista-los? – Eu pergunto.

– Nós vamos para o lago. – Ele diz e se cala.

Ele dirige rapidamente passando no meio de vários carros e pega a pista que vai para o lago.

– Coloca o cinto. – Ele diz e eu coloco.

Tom segue o caminho todo em alta velocidade e o outro carro está cada vez mais perto de nós. Eles parecem nem estar percebendo para onde estão indo. Imagino qual seja o plano maluco de Tom.

Ele entra no estacionamento onde várias famílias deixam seus carros e vã aprovar o lago aos fins de semana. Hoje graças a Deus está vazio. Tom passa direto pelo estacionamento e começa a dirigir sobre a grama. Quando ele está perto do lago faz uma curva fechada que me joga para o lado e eu vejo o carro com os dois homens e o que matou Dalila pega o revólver e dá vários tiros na direção do carro e em seguida o carro deles voa em direção ao lago e Tom termina de fazer a curva fechada, porém quando ele vai frear o carro e ele não para e acaba dando duas voltas e eu vejo tudo isso em câmera lenta e começo a sentir todo o meu corpo doer principalmente o meu braço direito. Depois de virar duas vezes de cabeça para baixo o carro para.

– Esquece o conserto. Só um carro novo agora. – Tom diz. – Você está bem? – Ele pergunta e olha para o meu braço, e então eu também olho. Merda! Eu levei um tiro.

– Lia, eu vou chamar uma ambulância. Não desmaia. – Ele diz e eu olho para o lado tonta.

Ouço Tom falar com alguém mas não entendo o que ele diz.

– Lia, a ajuda está chegando. – Ele diz e rasga um pedaço da camisa que estava usando e coloca em volta do meu braço.

– Olha, você está sangrando muito. É por isso que está tonta. Mas tenta ficar acordada Lia. – Ele diz e sai do carro. Depois de algum tempo sinto meu corpo ser erguido e olho para cima. Vejo um Tom bastante embaçado e correndo. Tento manter meus olhos arregalados, mas a tontura me vence e eu os fecho.

– Lia, não dorme. – Eu ouço Tom dizer. – Eu vou te colocar em pé. – Ele diz e me coloca sobre os meus pés, mas eu não consigo ficar em pé.

– Eu vou fazer apoio para você está bem? – Ele pergunta e eu assinto. E assim ele me ajuda a caminhar e eu tento me manter acordada.

Notas finais
Eu sei. Estou fugindo! Não briguem com a Lia. Deixem seus lindos comentários babys! Bjs!!