Cinquenta Tons de Tristeza

23 Dentro de um caixão.


Notas iniciais
Capítulo pequenininho para vocês! Mas prometo que posto mais sábado. Agradeço a todas que comentaram. Boa leitura!

Abro os olhos e não enxergo nada. Onde eu estou?

Tento me levantar, mas acabo batendo a cabeça em algo. Deito-me novamente na horizontal e passo as mãos para saber aonde eu estou.

Uma caixa fechada! Um caixão.

Como eu estou respirando? Tento buscar alguma abertura com delicadeza, pois não quero que terra entre aqui dentro.

Ouço um barulho. Paro todos os meus movimentos e sinto o caixão se mover.

Ouço o barulho novamente e percebo que é terra contra o lado de fora do caixão.

Bato meus punhos contra a parede de madeira acima de min e grito, mas não a resposta, e enquanto isso o barulho de terra sendo jogada contra o caixão só aumenta junto com o meu desespero.

Quanto mais eu grito, menos ar eu sinto entrando em meus pulmões, e a agonia aumentando.

Paro de bater e me concentro em respirar.

Inspiro e respiro uma vez.

Faço isso novamente e percebo que tem menos ar agora.

Faço isso de novo e sinto minha garganta seca, meus olhos se enchem de lagrimas enquanto eu temo que está seja a minha ultima respiração.

Fecho os olhos me concentrando e faço isso novamente. E desta vez sinto o ar vir de bom grado até min e sinto um leve perfume de flores.

Abro os meus olhos e a minha respiração está ofegante, olho em volta e vejo que estou em um quarto branco com várias flores em volta da cama.

Merda! Estou em um hospital! Sinto a raiva subir sobre min ao me lembrar do acidente. Tento me sentar, mas sinto uma tontura forte e jogo o meu corpo de volta sobre a cama.

O que será que aconteceu com aqueles dois idiotas?

Me lembro que eu sai, minha mãe vai me matar.

Comprei algumas coisas e depois encontrei com o cara que matou a Dali, tudo bem, não encontrei, ele me encontrou...

Liguei para o Tom, e então vi o Cam, paro para pensar se eu realmente o vi entrando dentro de uma parede. Primeiro a caverna, e agora isso...

Liguei para o Tom, atirei no carro deles, fomos para o lago. Daí em seguinte tudo é um borrão em minha cabeça, me lembro de ver o lago girando várias vezes de dentro do carro, uma dor no braço, e só....

Respiro fundo e tento imaginar como eu vim parar aqui neste hospital.

Vejo a maçaneta se mexer e Nik adentra o quarto.

– Oi. — Eu digo.

– Oi. — Ele diz e anda até a janela e começa a observar o dia.

– Como eu cheguei aqui? — Eu pergunto. Nik olha para min, me lança seu sorriso de lado e balança a cabeça negativamente.

– Qual é Nik... Eu tenho o direito de saber. — Eu reclamo indignada.

– Você disse que iria descansar. Você saiu, não me chamou e se colou em risco. Colocou Tom em risco.

– E o que você poderia ter feito Nik? Seguiram a min e ao Tom. Também nos seguiriam se você estivesse lá. Você não teria evitado nada, talvez nem tivesse conseguido se livrar da situação como Tom o fez. — Eu digo e Nik me olha de uma forma que ele nunca olhou antes. Merda! O que eu disse...

Da próxima vez torce para o Tom ter tempo para ir te salvar novamente. — Ele diz e anda até a porta. — Vou avisar para sua mãe e para os Greys que você acordou. — Ele diz e sai do quarto.

Que droga! Mas que droga! Por que eu falei aquilo? Por que eu sempre falo a coisa errada com pessoas que só querem me ajudar.

Me lembro de Cam. Eu estava com a cabeça quente e falei a coisa errada para ele. E ele foi embora, e quando aparece é para brincar com a minha mente...

E agora eu acabo de fazer a mesma coisa com Nik. Talvez eu mereça algumas das coisas pelas quais eu já passei. As vezes as pessoas falam mais do que devem e acabam assim: Sozinhas.

Talvez eu acabe na companhia da solidão em um futuro não muito distante.

Passo os olhos pelo quarto e vejo uma grande quantidade de flores. Nik disse que iria avisar aos Greys. Será que todos aqueles malucos vieram? Mamãe vai me dar a maior bronca! Talvez eu deva fingir que dormi novamente...

Passo os olhos pelo meu corpo e vejo que meu braço está enfaixado. O que será que aconteceu? Porém não tenho tempo para pensar pois a porta do quarto se abre e minha mãe vem correndo para me abraçar.

Ela me abraça com pouca força e não me aperta o que eu acho estranho.

– Você está bem? — Ela pergunta e eu assinto.

– Você consegue falar? — Mamãe pergunta. O que será que aconteceu comigo de tão sério para eu não poder falar? Eu queria não estar tão sedada, assim talvez eu estivesse sentindo alguma dor.... Porém não sinto nada.

– Sim, eu consigo e estou bem. — Eu digo e mamãe assente aliviadamente, e então a sua expressão muda de aliviada para acusatória.

– Por que você saiu Lia? — Ela pergunta e cruza os braços em frente ao peito.

– Ah mãe, eu queria sair pra respirar.... Você sabe.... — Eu digo e encolho os ombros no final.

– Respirar? Respirar Lia? — Ela diz me imitando e revira os olhos. — Respirar! Você está respirando agora! — Ela diz e começa a andar de um lado para o outro no quarto.

– Eu já deveria esperar isso de você Lia. Isso é a sua cara.... — Ela diz e pega os óculos de sol de dentro da bolsa e os coloca. — Eu vou sair, se eu ficar aqui nós vamos acabar discutindo feio. — Ela diz e sai do quarto batendo a porta.

Respiro fundo, me recosto na cama e relaxo todo o meu corpo. Talvez isso não foi tão ruim assim. O maior problema é se Christian resolver brigar comigo.

Talvez ele me deixe de castigo, ou talvez me expulse da casa dele. De qualquer modo eu acho que ele não vai ficar quieto, ele obviamente vai falar algo para min, e eu não vou ouvir calada como eu normalmente faço quando minha mãe está brigando comigo.

Ouço duas batidas da porta e murmuro um "Entre" sem vida, talvez seja uma enfermeira.

A porta se abre revelando Grace e logo atrás dela está Lian, Ana e Teddy.

– Você está bem querida? — Pergunta Greace.

– Sim, eu estou. — Eu digo e dou um sorriso sem dentes.

– Lia, a próxima vez que fizer isso eu te empurro em uma piscina de três metros de profundidade. — Lian me ameaça mesmo sabendo que eu não sei nadar. Eu mostro a língua para ele e faço biquinho. — Tá legal. Eu to brincando. — Ele diz.

– Você nos deu um susto e tanto mocinha. — Diz Ana se aproximando da cama. Alguém bate na porta novamente e todos olham para min como se esperassem que eu diga algo, e acho que realmente esperam.

– Entre. — Eu digo e Christian entra e a expressão dele parece nada calma. Pelo visto eu vou acabar discutindo mais cedo do que pensei...

Notas finais
Iai gostaram? Recomendem! Favoritem! E sem falta comentem! Bom feriado para vocês! Bjs!! :*)