Notas iniciais
Voltei. Queria agradecer pelo imenso carinho com a fic, realmente nunca pensei se fizesse tanto sucesso. Bom, sei que muitos n gostaram da aparição do Simón, mas peço que acalmem, tudo tem um proposito, eu prometo!

Fico extasiada por alguns segundos, sem poder me mexer, apenas o observando. Ainda não conseguindo assimilar que estou mesmo o vendo em minha frente, para mim parece algo surreal que ele tenha me encontrado assim, de forma tão rápida, e tenha conseguido invadir a mansão cheia de seguranças.

Simón então me abraça fortemente, e eu retribuo, sentindo o seu perfume, porque eu querendo ou não estava sim morrendo de saudades dele por mais que meu sentimento esteja mudando. Nos afastamos e nos olhamos fixamente, ele acaricia meu rosto de leve enquanto sorri de lado, seu habitual sorriso. Coro ao te-lo novamente perto de mim.

— Luna. — Simón susurra meu nome.

Ele se inclina para me beijar, mas eu me afasto. Beijos estão fora de cogitação neste momento, ainda mais com Matteo me esperando em seu quarto sem ter a menor ideia que estou conversando com meu ex que apareceu na minha varanda do nada. Eu e Matteo não temos nada ainda, mas eu sinto como se apenas estando aqui com Simón significa que estou o traindo, e isso me faz sentir ainda mais a dor de cabeça insuportável. Me afasto de Simón, olho para ele, e cruzo os braços.

— O que faz aqui, Simón? — Pergunto, em um tom de voz que exala autoridade. — Como me encontrou, e mais importante do que isso, como entrou nesta mansão cheia de seguranças? — Percebo que elevei a voz na ultima frase, mas isso sequer me importa agora.

Espero ansiosamente por uma resposta do moreno, mas ele apenas gargalha, me fazendo ficar muito, mas muito mesmo, irritada.

— Eu sinceramente não sei qual a graça. — Falo de forma fria, o que faz Simón gargalhar ainda mais, e eu o fuzilo com os olhos por conta disso.

— Tinha esquecido como era engraçada, Luna. — Falou, tapando a boca para abafar o riso que ainda insistia em lhe sair.

Então, sinto um aroma masculino conhecido. Me viro e vejo Matteo parado por detrás de mim. Ele e Simón se encaram fixamente, por ver uma tensão mutua rolando entre eles, e isso me preocupa.

— Sai daqui, Valente. — Matt ordena em tom frio sem me olhar nem por um instante. — Eu e seu amigo temos muito o que conversar!

Olho para Simón curiosa e intrigada. Ele apenas acena afirmativamente com a cabeça, como que dizendo que eu deveria acatar a ordem de Matteo. Mas minha curiosidade fala mais alto e decido que irei ficar, nem que eu tenho de enfrentar Balsano para isso e ser castigada depois.

— Prefiro ficar aqui, Balsano. — Digo em tom provocante e pisco para Matteo.

Matteo bufa.

— EU DISSE PARA SAIR, VALENTE! QUE CARALHO! — Matteo berra, chegando a me assustar e fazer-me encolher, mas eu ainda estou decidida. Irei ficar aqui e pronto.

— E eu disse que vou ficar aqui e ponto, Matteo. Não manda em mim! — Exclamo, ficando agora irritada com a possessão que ele pensa ter por mim.

Matteo suspira e abaixa a cabeça. Sorrio, vitoriosa.

— Temos muito o que conversar, não nos vemos faz anos, "irmãozinho" — Simón diz, sendo irônico no irmãozinho. No entanto, a fala de meu ex ou atual namorado, não sei como devo chama-lo no momento, me confunde. Como assim Simón e Matteo irmãos? Estou entendendo porcaria nenhuma.

Matteo olha para Simón, e sorri frio.

— Tem razão, irmão. Que pena que eu não tenho a minima vontade de conversar, ainda mais depois do que me fez. — Matt rosna nessa ultima parte, o que me assusta.

Simón ri.

— Tem sempre dois lados de uma moeda irmão. — Diz, se referindo ao segredo que ambos escondem que me deixa ainda mais intrigada.

— Como sempre se fazendo de inocente, Simónzinho. Mas quem tem uma cicatriz no corpo por ter levado um maldito tiro sou eu! — Exclama.

Abro a boca, surpresa. Foi Simón que deu o tiro em Matteo, em seu irmão. Mas, porque ele faria isso? Isso tudo me intriga cada vez mais!

— Eu não vim para discutir quem foi ou deixou de ser a vitima naquele incidente, Matteo. Pelo menos por enquanto. Vim buscar a Luna, minha namorada! — Exclama, se aproximando de mim.

Sinto um aperto de coração ao me imaginar indo embora com Simón. Eu não quero isso. Se fosse a uns dias atrás talvez quisesse, mas agora somente quero ficar com Matteo. Eu necessito ficar perto dele, desvendar seus segredos, me sentir protegida e sobretudo sanar o desejo insano que estou sentindo por ele.

Sinto Simón encostar em meu braço. Estremeço, e com muito esforço eu me solto.

Posiciono-me ao lado de Matteo, que me agarra pela cintura, nem claro sinal de possessão. Simón entende minha atitude sem ser preciso eu dizer algo e bufa. Matteo sorri, vitorioso.

— Eu vou, mas eu volto. — Diz Simón bravo, antes de pular a varanda e desaparecer. A altura da qual pulou é consideravelmente alta, no entanto eu consigo ve-lo andando normalmente e sumindo lentamente de minha vista. Sinto Matteo me tocar nos ombros e me arrepio. Viro-me e vejo que seu olhar transmite desejo, paixão e luxuria, tudo ao mesmo tempo. Sem mais delongas, ele me beija ferozmente e me deixo envolver. Ponho minhas mãos em seu pescoço e ele me prensa contra si, enquanto nossas línguas saboreiam uma a outra.

Depois de alguns segundos nos afastamos por falta de ar e ele cola sua testa na minha e me sorri.

— Sei que deve estar confusa com tudo que ouviu hoje, mas eu prometo que vou lhe esclarecer tudo. No entanto, esqueçamos Simón e tudo que nos rodeia por algumas horas, te necessito, Luna. Preciso muito te mostrar o que posso fazer naquele quarto. — Sussurra, com a voz cheia de desejo e me beija novamente, fazendo meu corpo estremecer de cima a baixo e meu coração palpitar forte. Balsano tem o poder de me enlouquecer apenas com seus beijos.

Matteo me guia até seu quarto, assim que chegamos em frente à porta de seu quarto, um arrepio passa por minha espinha e eu fico nervosa. Minha mente fica em um total branco, me esquecendo de Simón e tudo que ouvi. Somente penso em Matteo, e no que irei encontrar dentro daquele aposento. Nós entramos, é um quarto normal, uma suite para ser exata. Paredes brancas, apenas uma em tom de azul marinho. Bem espaçoso e aconchegante. Uma cama box de casal, um violão preto em seu suporte e um closet relativamente grande.

Ao lado do closet há uma porta, com uma escada que vai para o terceiro andar, onde está a tal coisa que Matteo deseja me mostrar. Nós subimos e paramos em frente à uma porta branca, parecida com todas as outras da casa. Matt tira uma chave do bolso traseiro de sua calça.

— Luna, esse é meu quarto de jogos. Você quer realmente saber isso? — ele suspira.

— Para de enrolar, Balsano. É só um quarto de jogos, abre logo. — ele balança a cabeça, negativamente.

Matt abre a porta e nós entramos. Definitivamente não é um quarto de jogos! Um cheiro de madeira, couro e cera com uma leve essência de frutas vermelhas. É um lugar até agradável, com iluminação bem suave. As paredes são vermelhas, um vermelho bem escuro. Em frente à porta se encontra um grande estrutura em forma de X, é feita de mogno polido e tem algemas nas quatro pontas.

Ao lado da porta há duas varas polidas, como se fossem paus de cortinas, pendendo delas uma variedade de varas, chicotes de montaria, entre outras coisas. Me assusta um pouco. Do outro lado da porta, do lado esquerdo, há uma cômoda também de mogno, tipo aquelas planejadas para espécimes de museus. Caminho até ela, mas não abro as gavetas, ele não me permite.

No fundo da sala há um banco estofado, ao lado dele, preso à parede, há uma estante com vários tipos de bengalas, de vários comprimentos e larguras. Mas nada disso me chama mais a atenção do que a cama. Parece ser bem maior que o tamanho King size, com dossel plano. Embaixo do dossel há correntes e algemas. A cama não está coberta, tem apenas um colchão vermelho, da mesma cor das paredes, e almofadas de cetim. Em frente à cama, há um amplo sofá. Acho estranho, mas guardo para mim.

No teto há mosquetões e se servem para o que estou a pensar, já não me resta dúvidas de que Matteo Balsano é completamente louco. Há uma variedade de açoites e outros "brinquedos" — segundo Matteo. — pelo quarto. É um tanto perturbador para mim. O que ele tem na cabeça?

— Você é o que, afinal? Um louco psicopata que trás suas vítimas para cá e brinca com elas, antes de abusar? — solto, assustada.

— Não! — diz, horrorizado. — Eu sou dominador.

— Isso é um quarto de tortura, Matteo! — eu quase grito.

— Tem mais a ver com o prazer. — ele caminha até mim e acaricia meu rosto. — Eu preciso disso, preciso de controle e essa é minha única forma de conseguir.

Eu rio, mas não por achar graça, mas por achar isso completamente maluco. Ele quer mesmo fazer isso comigo? Ele quer que eu me submeta a ele? Eu preciso de um tempo, não posso raciocinar direito dentro desse lugar, com tudo isso na cabeça.

— Melhor irmos para o meu quarto. — ele diz, notando meu desconforto.

Nós saímos e voltamos ao quarto dele. Me sento na cama e coloco as mãos na cabeça. Definitivamente, aquela vontade que eu sentia de transar com ele na piscina, passou.

— Você, com certeza, está confusa. Eu entendo, também fiquei no inicio, mas você se acostuma e gosta. — ele se senta ao meu lado. — Eu tenho um contrato e um termo de confidencialidade, prontos. Eu sei que você não vai contar para ninguém e todos os meus empregados assinaram um, mas eu preciso garantir.

— Pare de falar um minuto, por favor. — peço, passando as mãos pelo cabelo. Ele atende ao meu pedido e se cala. — Eu posso até tentar, Matteo, mas eu preciso de um tempo para pensar.

— Tudo bem, você tem todo o tempo do mundo. — murmura. — Só quero deixar claro que não vou e nem quero te machucar. Temos que esclarecer os seus limites brandos e os rígidos. Você vai entender mais com o contrato. — ele abre a gaveta de seu criado-mudo e pega um envelope de papel pardo, me entrega. — Leia-o com atenção, procure-me se tiver com dúvidas e pesquise.

— Está bem. — pego o envelope. — Mas você sabe, né, que eu... hum... eu nunca... fiz sexo.

— Você é virgem? — ele me olha, atônito. — Mas eu... você... Céus! — ele tá bravo? — Você praticamente pediu para transar comigo, na piscina? E meu quarto de jogos... Eu te mostrei o quarto de jogos. Por que não me disse antes?

— Oras, você queria o que? Mal nos conhecemos, eu não ia chegar em você e dizer: Ei Matteo, eu sou virgem! — digo irritada. — Não é assim que as coisas funcionam e eu nem sequer pensei que poderíamos chegar a tal ponto.

— Mas... Merda! — passa as mãos pelo cabelo.

— Você não tem que ficar irritado comigo! — resmungo.

— Não é com você, é comigo. Por que eu não pensei nisso antes?

Levanto-me, decidindo deixa-lo sozinho. Mas suas mãos vão para minha cintura e me vejo sento deitada na cama, com ele por cima de mim.

— O que você vai fazer? — indago, com o coração acelerado.

— Vou resolver o seu "probleminha". — diz e me beija.

Notas finais
Bugaram junto com a Luna.. eu sei. Mas tudo vai ser esclarecido.. SPOILER DO PROX CAP.. HOT LUTTEO!! Nos vemos em breve!