Cinquenta Tons Mais Intensos.
40 Uma volta para casa.
Notas iniciais
Por Christian.
Anastásia e eu voltaríamos para Seattle amanhã, dormimos na casa dos seus pais e poderíamos até mesmo dizer que aproveitamos muito bem aquele dia, fomos para parque, conhecemos o ex-namorado babaca dela, fizemos amor no chuveiro e dormimos de conchinha antes de arrumarmos a mala, infelizmente eu fui burro o suficiente para ir para a sua cada só com a roupa do corpo, e tive que dormir com uma das roupas de Bob que era um número maior que eu, então foi meio desconfortável, mas nada que estraga-se o dia, eu tive um dia simples com Ana, mas ao mesmo tempo foi um dia cheio de coisas nas quais não pensei que um dia faria em minha vida.
Quando voltarmos para Seattle e para a empresa nós tínhamos que nos tornar sérios e reesposáveis, ou seja, eu não podia agarrar Anastásia em qualquer momento, em qualquer lugar, ou transar com ela em cima da minha mesa, nós tínhamos que nos manter éticos o máximo possível.
Quando eu chegasse a Seattle eu também teria que marcar um novo jantar com meus pais, queria me desculpar por todo o corrido, eu ainda estava envergonhado e constrangido por tudo que fiz.
Amanhã era quarta e isso queria dizer que eu teria que programar algo para o nosso “Momento casal” que está no contrato, e no meio da noite quando eu via Anastásia dormir, eu decidi que iria leva-la no cinema, fazia muito tempo que eu não ia ao cinema, pelo menos uns três anos que eu não vou por um milagre a ultima vez que eu fui, foi para acompanhar Elliot que queria ver um filme de terror, mas estava com medo de ir sozinho.
Conclusão, Elliot e eu em uma sala de cinema assistindo um filme nada bom de terror, com Elliot de vez em quando pegando no meu braço assustado com os poucos “sustos” que o filme dava, eu acho que muitas pessoas daquela sala acharam que nós éramos gays.
De manhã quando eu acordei Anastásia não estava na cama, então me levantei para ir procurá-la e acabei a encontrando na cozinha, mas Ana não estava sozinha, seus pais estavam na cozinha também e eu acabei me arrependendo de ver o quão desleixado eu estava.
Meus cabelos deveriam estar terrivelmente revirados, e minha cara deveria estar de sono, eu ainda sentia meus olhos pequenos, e eu sabia que minhas roupas estavam amassadas.
–Bom dia. – Disse Anastásia vindo em minha direção me dando um selinho e me entregando uma xícara com café.
–Obrigado. – Eu agradeci, ela sorriu e seus olhos foram para meu cabelo e ela deu uma risadinha baixa, naquele momento eu me arrependi profundamente por não ter me olhado no espelho. –Estou tão horrível assim? – Perguntei sussurrando para ela.
–Você está mais lindo, seu bobo. – Ela me respondeu ainda com o sorriso no rosto, eu dei um meio sorriso. –Está com fome? –Ela perguntou.
–Um pouco. – Respondi sincero.
–Você gosta de panquecas? – Ela pergunta e eu me sento-me à mesa junto com seus pais que por sorte estão conversando entre si.
–Na verdade, faz muito tempo que eu não como. – Respondi atraindo o olhar dos seus pais, eu tentei não ficar sem graça, dizer que a ultima vez que comi panqueca faz uns quatro anos atrás.
–Então espero que goste, fui eu quem fiz. – Disse Anastásia entregando um prato com quatro panquecas que estavam ainda quentes pela fumaça que saia, o cheiro era muito bom.
A panqueca estava deliciosa, ainda mais com o creme de mel que eu havia colocado em cima, era um café da manhã simples e diferente, fazia muito tempo que eu não comia algo tão pesado de manhã, meus cafés da manhã sempre se resumiam em frutas, iogurtes e coisas leves para não pesar de manhã, mas era bom sentir algo mais sustentável sem seu estomago.
Bob conversou comigo enquanto Ana e sua mãe cochichavam algo, e eu sentia uma imensa vontade de saber o que elas falavam.
{...}
Despedimos-nos de seus pais e fomos para meu jatinho que eu já tinha reservado com Taylor para deixar pronto, Anastásia ficou sentada com a cabeça encostada em meu ombro enquanto eu organizava alguns e-mails para quando chegássemos.
–Hoje é quarta. – Eu avisei.
–Sim. – Disse ela simplesmente.
–Sabe o que isso significa? – Eu pergunto.
–O que? – Ela pergunta levantando a cabeça em minha direção.
–Hoje é o dia que teremos nosso momento casal. – Eu respondo e ela dá um sorrisinho. –Eu já tenho uma idéia o que podemos fazer. – Eu acrescento.
–O que? – Ela pergunta.
–Que tal irmos ao cinema? – Eu pergunto.
–Eu vou adorar. – Ela confessa me dando um selinho, Anastásia estava mais desinibida ultimamente comigo, o que para mim era algo bom, eu gostava quando ela ficava espontânea, e atrevida, é algo excitante para mim, mas agora seus olhos expressam duvida.
–Faz muito tempo que eu não vou ao cinema e você? – Ela pergunta.
–Sim, também faz. – Respondi, voltando a olhar para a tela do Notebook, já que seus olhos ainda expressavam certa duvida.
–Quanto tempo mais ou menos que você não vai ao cinema? – Ela pergunta e eu me sinto um pouco desconfortável em responder.
–Não sei. – Respondo.
–Faz tanto tempo que nem se lembra? – Ela pergunta insistente.
–Ok, você me pegou, deve fazer uns três anos no máximo que eu não vou. – Eu confesso, os olhos de Ana se arregalam.
–Três anos? – Ela pergunta chocada.
–Sim. – Respondo. –E você? – Pergunto querendo mudar de assunto e foco.
–Uns quatro meses, mas não anos. – Ela responde , o tempo de Anastásia não era longo que nem o meu, nós tínhamos “relógios” diferentes. –Porque você sai tão pouco? – Ela pergunta.
–Eu não saio pouco. – Eu rebato. –Eu vou sempre para eventos e jantares... – Eu começo a dizer sendo interrompido.
–Não, eu não estou dizendo coisas de negócios, estou falando com a família ou para lugares simples, você não sai com Elliot, Mia, ou seus pais? – Ela pergunta me pegando desprevenido, acho que eu não estava preparado para falar que eu sempre mantenho uma distancia da minha família para eles não descobrirem sobre as coisas que tem por trás da minha vida, e eu não quero dizer á ela que me falta tempo e disposição para sair com eles, mas não somente isso me falta vontade.
Eu também não quero dizer á ela que Mia talvez me odeie por algo que nem eu mesmo sei, também não quero dizer que Elliot insiste em sair comigo para fazer algo junto, mas eu nego por não ter paciência para ele.
A verdade é que depois que eu assumi meu papel de dominador, eu acabei deixando a minha família de lado, eles acabaram se tornando o terceiro plano da minha vida.
O primeiro era minha empresa, o segundo a minha dominação, e o terceiro era eles, mas agora com a chegada de Anastásia em minha vida, essa escala no qual eu coloco os meus pertences e as pessoas mudem.
Porque afinal agora em primeiro plano tem que ficar Anastásia.
–Eu não queria falar sobre isso. – Eu respondo.
–É tão difícil você se abrir comigo? – Ela pergunta meio decepcionada, eu tento não olhar para ela, só escutar sua voz decepcionada já é o suficiente, eu não quero ver sua expressão.
–Um dia Anastásia, eu prometo que lhe contarei sobre todo o meu passado, mas não aqui, e não agora, mais um dia. – Eu jurei á ela, olhando em seus olhos, tomando coragem.
–Eu irei cobrar isso um dia Christian, eu irei. – Ela respondeu voltando a colocar a cabeça em meu ombro.
Continua.
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