Cinquenta Tons Mais Intensos.
48 Uma relação frustrada.
Notas iniciais
Por Anastásia.
—Prazer em conhecê-lo Paul. – Eu disse para o homem á minha frente o avaliando melhor.
Ele tinha cabelos loiros escuros, que contrastava com a sua pele branca, algumas mechas eram diferentes das demais, um pouco mais claras, como se houvesse feito luzes, mas eu acho pouco provável que ele tenha feito, seus olhos azuis eram bem expressivos, e agora ele lançava um sorriso cortes, parecendo ser extremamente educado, seus dentes brancos e em perfeita ordem pareciam refletir ainda mais por conta da luz branca, e a sua roupa, era estranhamente bem arrumada. Seu terno era perfeitamente liso, como se ele tivesse passado e o colocado no mesmo dia, as laterais das mangas da camisa, estavam dobradas no mesmo tamanho.
—Eu nunca te vi por aqui antes, você é nova? – Ele questionou pegando um café para si.
—Sim, faz pouco tempo que estou aqui, eu sou a assistente de Christian Grey. – Eu respondi, dando de ombros, sem muita importância. Eu aproveitei para limpar a sujeira que havia feito, e pegar um novo café.
—Interessante. – Murmurou Paul. — Eu trabalho no setor de processos gerenciais. – Ele acrescentou. – Está levando café para o senhor Grey? – Ele questionou como se quisesse puxar assunto.
—Não, é para mim mesmo. – Eu respondi.
—Como é trabalhar com ele? – Ele perguntou, eu hesitei antes de responder. –Quer dizer, eu nunca conversei pessoalmente com ele, só sei o que me dizem, e dizem que ele é bem difícil de lidar. – Acrescentou Paul, antes que eu fala-se algo.
—Ele é um pouco difícil, mas com o tempo você se acostuma. – Eu respondi me dando conta de que havia respondido quase que com meu coração.
—Eu preciso ir, mas eu gostei de falar com você Ana. – Ele disse novamente parecendo cordial e educado, ele não parecia estar dando em cima de mim, ou qualquer gênero do tipo. –Ah, posso te chamar assim? – Ele perguntou constrangido, percebendo que havia utilizado o meu apelido.
—Ah claro. – Eu respondi sem graça, ele me deu um sorriso, antes de se afastar.
—Até mais. – Ele se despediu.
—Até. – Rebati.
Eu tomei um pouco do meu café, que estava bem quente, parando para avaliar como reagiria quando volta-se para a sala onde Christian se encontrava. Eu sei que errei agindo como uma adolescente medrosa por medo de assumir um relacionamento com Christian dentro da empresa, mas ele tem que entender que é difícil para mim assumir algo que a maioria das pessoas irão interpretar de maneira errada, tirando conclusões precitadas e me julgando por ser muito mais que uma assistente para Christian. Eu quero assumir Christian como meu namorado para todos verem, mas não quero que as pessoas pensem que somente por ser a sua namorada, eu consegui um emprego aqui, e eu quero conseguir as minhas coisas por meu mérito, não por conta do meu título “A namorada de Christian Grey”.
Isso é extremamente frustrante para mim.
Eu entendo o lado de Christian, mas eu preciso que ele entenda o meu. E eu sinceramente não gostei da sua atitude na sala, me dizendo aquelas palavras. Fiquei chateada, mas não deixarei que isso abale a nossa relação, foi somente uma discussão do momento, nada que faça com que nós terminemos algo que batalhamos para começar.
Respirei fundo tomando o meu ultimo gole de café, e fui para a sala determinada á não dar continuidade a uma possível discussão.
{...}
Quando entrei na sala me deparei com um Christian pensativo, olhando fixamente para algum ponto da sua mesa, mas os seus olhos se desviaram no momento que ele me escutou entrar na sala, seus olhos voaram para mim, e ele me encarou sem qualquer expressão que eu possa decifrar, novamente fiquei frustrada por não saber direito a sua reação ao me ver chegar.
—Anastásia eu... – Ele começou se levantando do seu lugar, mas eu o impedi.
—Olha Christian, vamos esquecer o que houve minutos atrás, está bem? – Eu perguntei, ele abriu a boca e fechou várias vezes sem emitir som.
—Mas eu quero me desculpar por ter te ofendido, eu não deveria ter falado aquilo, mas eu estava com raiva, e geralmente quando isso acontece eu acabo fazendo e falando merda, mas eu jamais pensei em qualquer coisa desse gênero relacionado á você. – Ele discursou, finalizando com um passar de mãos nos cabelos.
—Eu sei Christian, quer dizer, eu fiquei chateada com você, mas já passou, e eu sei que também errei tendo uma atitude um pouco quanto infantil, em não querer que nós nos assumíssemos aqui na empresa, mas é que... –
—Eu entendo o seus motivos Anastásia, eu realmente entendo. – Ele me interrompeu com o seu tom compreensivo, que me fez derreter por alguns instantes.
—Mas eu não quero que tenhamos mais discussões assim Christian, é realmente frustrante. – Eu desabafei.
—Eu sei. – Ele concordou.
—Eu acho melhor nós não fazermos sexo na empresa, nós podemos nos beijar, e essas coisas, mas não mais que isso. – Eu propus. Christian arregalou os olhos.
—Você está dizendo que irá assumir nosso relacionamento na empresa? – Ele questionou.
—Bom, se quiser me beijar na frente dos funcionários não irei contestar, e se me perguntarem se nós estamos juntos, eu irei responder com sinceridade. – Eu respondi, Christian abriu um sorriso, e veio até mim. De maneira mansa, ele pegou a minha cabeça entre as suas mãos. E depositou um selinho em meus lábios.
—Obrigado. – Ele agradeceu. –Por tentar por nós. – Ele acrescentou e eu sorri. Christian já havia lutado tantas vezes para que houvesse um “nós”, que eu tinha que contribuir com algo.
{...}
—Eu já estou de saída. – Eu avisei para Christian, enquanto arrumava as minhas coisas, eu havia ficado meia hora á mais que o meu horário.
—Me espere, eu irei junto. – Christian devolveu, arrumando também as suas coisas. –Por sorte hoje não tinha muitas coisas para fazer, mas amanhã o dia será cheio com as reuniões. – Ele acrescentou suspirando, eu fui a sua direção, ficando na sua frente, e lhe dando um breve selinho nos seus lábios, sendo bem recebida por Christian. –Eu terei também que ficar de olho nos gaviões que insistem em te rondar. – Ele disse quando eu afastei a minha boca da sua.
—Não exagere. – Eu disse o repreendendo.
—E pior que eu não estou exagerando, os homens dão mesmo em cima de você sem a menor descrição, e isso me irrita. – Ele disse e eu ri. Ciumento como sempre.
—E você acha que as mulheres daqui não te olham? Pois pelo o que eu vejo elas te observam sim. – Eu disse também mostrando a minha insatisfação de muitas vezes ver mulheres da empresa o olhando de forma totalmente explicito.
—Ciúmes senhorita Steele? – Ele perguntou com um sorriso brincando em seus lábios.
—Nenhum pouco senhor Grey. – Eu lhe respondi irônica, recebendo sua boca na minha, de forma violenta, eu gostava quando Christian dava essas pegadas mais selvagens.
Sua língua explorava com tanta intensidade á minha boca, que eu achei possível ele sugar toda a minha saliva, o beijo era tão selvagem que nossos dentes chegaram á bater diversas vezes, ele me beijava com voracidade e passeava a mão por todo o meu corpo, quando o ar deu por falta nós nos separamos.
Ele me deu um sorriso de cumplicidade, pegando a minha mão em seguida, para irmos embora.
{...}
Quando Christian e eu entramos no elevador, concidentemente Paul, o garoto que conheci hoje de manhã também entrou, e me deu um sorriso, eu retribui por educação.
—Olá Ana. –Ele me cumprimentou. –Olá senhor Grey. – Ele cumprimentou Christian que apenas assentiu positivamente com a cabeça.
—Oi. – Eu o cumprimentei educadamente.
Ficamos ali parados em uma situação bem constrangedora, esperando o elevador descer e apitar, e quando finalmente isso aconteceu eu só conseguia rezar para Christian não ter nenhum de seus ataques bipolares.
Continua.
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