Cinquenta Tons Mais Intensos.

60 Uma relação de irmãos complicada.


Notas iniciais
Meu Deus ♥ Como eu estou em atraso com vocês! Mas calma! Eu estou de volta e irei repor. Eu não irei abandonar as histórias ♥ Boa Leitura ♥

Por Christian.

Depois do episódio que ocorreu na minha sala, delicioso episódio, devo assim dizer, eu agradeci mentalmente por ninguém ter escutado os nossos gemidos, ou então se escutou preferiu não comentar nada.

Anastásia, por sua vez, havia me feito prometer que nós não iriamos mais transar na empresa por uma questão de responsabilidade, ética e todo aquele blá, blá, blá.

E eu até entendi o seu ponto de vista, porém não concordei, pois gostava das nossas escapadas daqui e não queria deixar de tê-la nos meus braços dentro da empresa, por mais que seja errado e totalmente antiético, mas é como dizem, o proibido é sempre mais excitante.

Porém, não havia um perigo real de sermos pegos no flagra ou de sermos demitidos, por que eu mando nessa porra.

Mas Anastásia estava bem convicta em relação á ética profissional e eu para evitar uma possível discussão depois de fazermos as pazes por uma discussão, decidi me manter de boca fechada e assim voltamos ao trabalho normalmente, como se nada tivesse acontecido.

Era engraçado vê-la corar quando eu a olhava de onde eu estava e lhe lançava uma piscadela.

Mesmo depois de tudo que fizemos Anastásia ainda corava com pequenos gestos meus.

Eu adoro isso.

Algumas vezes quando sai da sala recebi olhares instigantes e maliciosos de Andrea e Olivia, porém nenhuma delas ousou dar um pio, e ficaram caladas na minha presença, mas eu não precisava ser um gênio para saber que por minhas costas elas faziam variados comentários.

Por volta das três da tarde, Anastásia e eu já tínhamos ido almoçar e ela me ajudava a revisar os quarenta e sete contratos que tínhamos para depois telefonar para cada um deles, para quem sabe marcar uma reunião.

Era cansativo demais revisar contrato por contrato e só em pensar em ter que aturar quarenta e sete reuniões já fazia os meus pelos se arrepiarem antes da hora desejada.

Quando o relógio marcava quase três e meia da tarde, Andrea entrou no nosso escritório alegando que Mia gostaria de falar comigo.

Eu estranhei um pouco, afinal Mia e nós nunca tivemos uma relação boa, não que nós brigássemos sempre, pelo contrário, na verdade nós quase nem nos falamos para brigar, e eu sentia que algo impedia Mia de se aproximar de mim.

Eu a sentia sempre receosa perto de mim, como se ela não fosse com a minha “cara”.

Eu não entendia o seu comportamento distante comigo, eu nunca havia feito nada de errado com ela, então não sabia o porquê de sua implicância e sua frieza, eu até gostaria de perguntar isso para ela, mas esse com certeza agora não é lugar e nem hora para isso.

Em poucos segundos Mia entrou na nossa sala retirando os grandes óculos escuros da Chanel.

Ela olhou para mim e deu um sorriso forçado que não havia nem chego aos seus olhos e era aquilo que eu queria entender, queria entender o seu comportamento em relação á mim.

—Oi Christian. – Ela me cumprimentou, porém com a voz sem nenhuma emoção.

—Olá Mia. – Eu a cumprimentei me levantando da minha mesa em direção á ela.

Esperei que ela fosse me dar um abraço ou até mesmo um aperto de mãos, porém ela não fez nada, apenas virou a cabeça para o lado e viu Anastásia, a partir daí ela sorriu verdadeiramente para Ana e foi até o seu encontro abraça-la.

Era muito mais que claro para mim que ela tinha algo contra mim, algo que eu nem fazia ideia do que era.

—Ana, quanto tempo! – Ela disse com a voz carregada de animação. -Como você está? – Ela perguntou.

—Estou ótima Mia e você? – Anastásia respondeu e perguntou, também sorrindo largo.

Eu havia que Ana adorava muito Mia e vice-versa.

—Estou ótima também. – Mia respondeu. –Ah, você tem que ver a coleção nova que desenhei para Marian, um estilista renovado de Paris fazer, ficou fantástica. – Mia acrescentou empolgada.

Eu sabia o quanto Mia gostava de moda e o quanto gostava do seu emprego, desde pequena ela sempre gritava aos quatro ventos que quando crescesse iria para Paris trabalhar com os mais famosos e renovados estilistas, ela sempre foi fissurada por moda.

—Tenho certeza que ficou Mia. – Anastásia concordou.

—Tem um modelo de vestido que eu tenho certeza que iria ficar perfeito no seu corpo, no exato momento que eu o vi, eu pensei em você. – Ela contou deixando Ana corada. –Vou trazê-lo para você ver o quão perfeito caíra. – Ela acrescentou dando uma piscada para Ana que rio.

—Obrigada Mia, muito obrigada. – Ana agradeceu.

Mia se voltou para mim.

—Só passei aqui por que a mamãe me mandou te lembrar do jantar de amanhã á noite dos vinte anos de casamento dos nossos pais. – Ela disse novamente sem emoção na voz.

Eu não havia me esquecido do jantar, porém não iria ser mal educado com Mia e nem com a nossa mãe.

—Obrigado Mia por me lembrar. – Eu agradeci querendo, ou melhor, tentando estabelecer algum diálogo entre nós.

E mesmo que você não tenha perguntado todos nós estão ótimos. – Ela disse com amargura se referindo aos nossos pais e a Elliot.

Eu sabia que não era o melhor filho do mundo e estava bem longe disso.

Eu não os visitava com frequência, na verdade era raro eu ir visita-los por vontade própria, geralmente eu ia quando tinha algum jantar importante ou quando a própria Grace telefonava para ter noticias minhas.

Eu sempre fui desse jeito, distante da família, porém eu amava todos eles, Grace e Carrick eram anjos que me acolheram em um momento frágil da minha vida e eu sempre seria eternamente grato com eles.

Não importa se eles não eram os meus pais de sangue, para mim, pais são aqueles que criam, e não aqueles que somente te colocam no mundo.

Eu tenho que ser mais grato á eles, visita-los mais, e aproveitar mais ao lado deles e parar de me fechar por tanto tempo em meu próprio mundo.

—Que bom que eles estão bem, em breve quero marcar um encontro com Elliot e com você também, o que me diz? – Eu pergunto querendo estabelecer uma aproximação de nós dois.

Um recomeço, talvez minha distância com a família seja o motivo da frieza de Mia, e o fato dela me tratar de forma indiferente.

Mia dá de ombros.

—Tanto faz. – Ela diz sem importância. –Agora eu tenho que ir. – Ela disse voltando a colocar os seus óculos escuros. –Me acompanha Anastásia? – Ela perguntou docemente para Ana, mostrando assim uma diferença clara entre nós.

—Claro. – Anastásia prontamente respondeu.

-Tchau Christian. – Se despediu simplesmente Mia já me dando as costas.

—Tchau Mia. Foi bom de ter, nós nos vemos amanhã no jantar. – Eu disse novamente querendo estabelecer qualquer porra entre nós.

Mia nada respondeu, apenas saiu da sala levando Anastásia com ela.

Por Anastásia.

Mia é uma ótima pessoa.

Seu jeito é alegre e divertido, além dela ser simpática e muito comunicativa, mas é claro que eu também vi, na verdade somente um cego para não ver, a indiferença que ela trata Christian.

Eu não sabia o porquê, mas já havia notado isso desde o dia que fui jantar na mansão dos Grey.

Eu também me lembro de pensar em perguntar para Katherine que talvez pudesse saber o motivo, mas me esqueci completamente.

A cena da sala foi um pouco constrangedor para mim, ela tratou Christian de uma maneira tão distante e a mim de uma maneira tão doce que eu me perguntei se eles tinham alguma briga do passado pendente.

Eu acompanhei Mia até o elevador ao pedido dela.

—Como está o seu relacionamento com Christian depois do que ele fez? – Mia perguntou enquanto estávamos andando em direção do elevador.

Ela se referia ao comportamento de Christian na primeira vez que fui jantar na mansão dos Grey.

Está bem, nós estamos bem agora, nós nos acertamos e evitamos tocar naquele assunto. – Eu respondi dando de ombros.

—Christian é estranho.— Ela disse e eu pude sentir um pouco de nojo na sua voz. –Anastásia, eu queria te falar uma coisa. – Ela disse suavemente parando na frente do elevador.

Eu estremeci com aquela frase.

—Pode dizer. – Eu disse também suavemente.

—Você é uma garota boa, tem sonhos e com certeza um deles deve ser de formar uma família, então não se deixe levar por esse mundo de Christian, na verdade saia dele o quanto antes, esse mundo é nojento, pervertido e abusivo, se eu fosse você, eu sairia dele antes que fosse tarde demais. — Ela disse e só então entrou no elevador.

Eu fique estática com as suas palavras e tentei raciocinar tudo o que ela havia dito.

Será que esse mundo que ela havia falado, é o mundo de submissão e dominação? Será que ela sabia de algo que Christian fazia?

Essa era a minha mais forte teoria.

—Pense bem no que eu te falei Ana. – Ela disse já dentro do elevador. –Se cuida, nós nos vemos no jantar. — Foi a ultima coisa que Mia disse antes do elevador fechar.

Mia se foi, porém deixou comigo muitas e muitas dúvidas.

Continua.

Notas finais
E aí?! Será que Mia sabe a verdade sobre Christian ou é outra coisa?! Obrigada á toda paciência ❤ ❤ Comentem! Recomendem! Favoritem! Beijos e até a próxima.