Cinquenta Tons Mais Intensos.
58 Uma pequena demonstração de possessão.
Notas iniciais
Por Anastásia.
Christian apertava com força as minhas coxas e seus dedos longos as acariciavam com uma malicia carregada em cada gesto e também em cada olhar que ele me lançava.
Seus olhos estavam mais escuros do que o normal e ele parecia estar firme e convicto do que gostaria de fazer comigo e eu estava me sentindo estranhamente excitada e ansiosa para saber o que ele gostaria de fazer comigo.
Lancei um sorriso para Christian que retribuiu do mesmo modo.
Eu queria provocá-lo novamente, pois eu adorava ver os seus olhos cinzas queimando de raiva com ele acreditando tão fácil em minha mentira.
Eu era dele e eu sabia disso por mim mesma, mas não iria admitir assim facilmente para ele, ainda mais quando estávamos em uma quase discussão por causa de Paul que deveria estar se divertindo á beça com o ciúme de Christian sem saber da verdade sobre a sua sexualidade.
Christian com ciúme ficava ainda mais possessivo e quente se possível.
Eu não tinha nem como fazer comparações, já que Christian é o meu primeiro tudo, mas eu sabia que mesmo que não ficássemos juntos para sempre, ele seria o homem que eu jamais esqueceria e nem mesmo se eu quisesse esquecê-lo.
Christian colocou as suas mãos em sua gravata e a retirou do seu pescoço.
Ele e o seu fetiche de querer me amarrar.
Era uma coisa dele e eu entendia e realmente gostava, mas eu precisava também pensar em algo para fazer mudá-lo de gostos.
Um dia eu ainda quero poder tocar em Christian e sentir a sua pele em minhas mãos. Quero tocar em seu peitoral e sentir toda a textura de sua pele.
Quero beijá-lo e explorá-lo com a minha boca e lhe dar prazer, eu quero mostrar um dia para ele que eu jamais o machucaria e afastar os traumas que ele carrega e que eu tenho muita curiosidade de saber o que é.
Após retirar a gravata do pescoço, ele não precisou ordenar nada á mim, pois eu já estava com os pulsos na sua frente em uma resposta muda de “sim”. Era realmente excitante ser amarrada e era como ele mesmo já havia descrito para mim antes de nos envolvermos sexualmente.
Nunca pensei que um dia iria ter esses gostos tão peculiares.
Obviamente eu sabia que não seria nenhuma santa e recatada na cama, mas não achei que pudesse experimentar coisas tão radicais.
Christian mostrava outro lado do prazer, um lado que eu gostava de descobrir e gostava de sentir.
Eu confiava nele o suficiente para saber que ele jamais me machucaria. Ele parecia saber e respeitar os meus limites do mesmo jeito que eu sabia e respeitava os seus limites.
Em minha opinião essa é a razão principal para nós nos darmos tão bem na cama.
Somente nossas personalidades fortes demais e nossos jeitos explosivos que nos faziam termos muitas brigas, porém era nessas agora como agora que nós fazíamos as pazes da melhor maneira possível.
Claro que uma boa conversa depois também iria ser feita, porém agora iriamos fazer outra coisa que definitivamente não era conversar.
Christian amarrou os meus pulsos, não muito forte para não machucar a área que já é sensível, porém não fraco demais, para que eu não me soltasse na hora que eu estivesse me mexendo.
Ele amarrou na medida certa.
Ele me deu um rápido selinho e me fez sentir de leve o gosto dos seus lábios saborosos.
Ele ficou ereto e seu olhar dominador entrou em ação, mas havia também desejo e divertimento no seu olhar dominador e arrogante.
Eu queria rir, porém eu sabia que não podia e por isso me segurei o quanto eu pude para não soltar uma risada abafada.
Christian ainda ereto e sem sorrir me encarava com seriedade, porém eu não abaixei o olhar, pelo contrário, continuei o encarando também, eu não iria desviar nem que ele manda-se.
Eu iria provocá-lo até o final sempre dizendo que não sou dele, eu sei o efeito que essa frase causa nele e sei o quão irritado ele fica.
—Levante os braços. – Ele ordenou com a voz dura e firme.
Eu mordi meu lábio com vontade de sorrir e fiz o que ele ordenou.
Ele passou as mãos com suavidade impecável e delicadeza intrigante nas laterais dos meus quadris, somente pontilhando seus dedos e me fazendo ficar toda arrepiada mesmo estando coberta com o tecido do camisão.
Quando chegou à lateral do meu seio, Christian não se fez de rogado e espalmou a palma de sua mão sobre o mamilo ainda por cima da blusa e do sutiã preto que eu usava, a sua mão estava quente e eu gemi baixo com o contato, me controlando para não pedir por mais.
—Você quer mais baby? – Ele perguntou com a voz rouca. Eu não respondi, pois não queria me entregar assim tão facilmente, mas eu sabia que ele iria exigir. –Responda! – Ele ordenou com a voz novamente dura.
—Você quer me dar mais senhor Grey? – Eu perguntei sem responder á sua pergunta e ele deu uma risada sarcástica.
—Ah baby, você é muito inteligente e ousada sabia? Atrevida ao ponto certo.— Ele comentou enquanto encostava a sua pélvis em meu quadril, eu quase poderia sentir o seu membro excitado e duro. –Eu não deveria, mas eu adoro o seu atrevimento, você me deixa ainda mais duro se isso é possível. – Ele acrescentou enroscando muito de leve a sua ereção sobre a minha coxa.
Ele estava bem no meio das minhas pernas e minhas mãos estavam ainda para cima da maneira como ele havia ordenado.
—Eu fico feliz em ouvir isso, senhor Grey. – Eu disse sinceramente, o meu tom saiu baixo e rouco, mas eu me manti imóvel sentada sobre a mesa de vidro que provavelmente era cara demais, mas suportava os nossos pesos.
Christian aproximou a sua cabeça do meu pescoço exposto e ali mordeu a carne sensível a puxando com os seus dentes e sugando antes de soltá-la bruscamente me fazendo contorcer discretamente.
Suas mãos foram para as minhas costas onde ele acariciou uma grande extensão, suas mãos subiram com maestria até chegar a meus cabelos onde ele fez um rabo de cavalo na sua mão e puxou para trás com força, meu pescoço ficou a mostra e Christian começou a atacar com vontade.
Ele dava nada leves mordidas e chupões.
Eu ofegava com a boca entre aberta e lutava para as minhas mãos marradas ficarem somente para cima, mas era um pouco difícil e desconfortável.
Christian sugava deliberante a minha pele e suas mãos desocupadas, ficaram agora, ocupadas nas minhas coxas as apertando com precisão e firmeza.
Ele encostou ainda mais a sua pélvis em mim e me fez sentir novamente a sua ereção em minha coxa, eu tentei não gemer de frustração por querer tocá-lo, mas além das minhas mãos estarem marradas, Christian não iria permitir.
Christian movimentou o quadril para trás e depois para frente, insinuando o ato sexual, porém sua calça e minha calcinha impediam de estarmos realmente conectados e a minha saia preta já estava toda enrolada em meu quadril.
Christian abandonou meu pescoço e me endireitou na mesa, ele passou as mãos nas minhas coxas as ondulando em seu quadril e fazendo minhas pernas o prenderem.
Sua ereção estava ainda evidente e quente perto de mim e eu queria beijá-lo e foi o que eu fiz.
Abaixei os meus braços e os coloquei em volta do seu pescoço em um circulo quase como se fosse formar uma prisão. Minha mão que ainda conseguia se mexer foi em direção a sua cabeça e eu puxei seus cabelos e levei seu rosto até o meu e toquei meus lábios nos seus sentindo o seu gosto quente.
Christian gemeu baixo antes de introduzir a língua em minha boca e sugar sugestivamente o meu lábio inferior antes de se embolar na minha língua e começá-la a acariciar com vontade e fome.
Eu rebolei lentamente em o seu membro e Christian agarrou o meu bumbum o levantando um pouco da mesa e me fazendo rebolar com mais força e rapidez em seu membro.
Christian tomou a liberdade de beijar durante o nosso beijo e eu fiz o mesmo sentindo seus dentes aprisionarem meu lábio inferior e ele mordiscá-lo várias e várias vezes.
Seu gosto de menta natural misturado com o café amargo que ele tomava logo de manhã me arrebatou e eu me vi querendo sugar a sua língua e roubar todo o seu gosto para mim.
Era tentador e quente, nós dois nessa sala fazendo isso em vez de trabalharmos.
O pensamento disso me fez ficar ainda mais excitada, por saber que por mais que ele fosse o meu chefe, ainda era proibido.
Forcei ele deixar de lado o meu lábio inferior e antes que ele tentasse novamente controlar o nosso beijo, eu induzi a minha língua e lambi a sua sentindo o seu gosto ainda mais forte e eu fiz isso repetidas vezes querendo pegar tudo o que eu podia.
Era delicioso demais.
Ele finalizou o beijo com uma mordida forte em meu lábio inferior e se afastou e eu prontamente voltei com a mão para o lugar que deveria estar.
Eu estava totalmente corada por ter tido coragem de iniciar um beijo sem a sua permissão, porém eu não poderia negar que havia gostado demais do beijo que havíamos trocado.
—Você é uma menina muito má senhorita Steele. – Christian sussurrou em meu ouvido. –Meninas más merecem ser castigadas. – Ele acrescentou me pegando pelo bumbum e me prendendo em seu quadril, por questão de instinto, eu entrelacei as minhas pernas em sua cintura.
Christian andou comigo presa em seu colo até o sofá branco que havia no canto leste da nossa sala.
Era um sofá não muito confortável como os que temos em casa, mas era muito espaçoso.
Ele colocou sentada no sofá, e eu novamente coloquei as minhas mãos para cima.
Christian começou á retirar a minha roupa de maneira lenta e quase me fez bufar e revirar os olhos por sua lentidão, mas eu me controlei por que eu sabia as consequências de tais atos que eu fosse fazer.
Mais castigos. Não que eu não gostasse dos castigos, pelo contrário, eu adorava, eles eram sempre muito excitantes e prazerosos, mas por hoje já basta esse que estou prestes á levar.
Me encontrei em pouco tempo somente de calcinha e sutiã igualmente brancos e Christian se ajoelhou na minha frente fazendo o meu coração dar um pulo e minha respiração ficar um pouco irregular, porém não muito o suficiente para que ele reparasse.
Christian colocou as mãos nas minhas costas e acariciou novamente a extensão com uma delicadeza estranha.
Ele me encava no fundo dos olhos e eu não desviei, pois eu gostava de olhar os seus olhos cinza profundamente e reparar alguns pontos quase minúsculos e azuis perto da pupila dilatada.
Suas mãos chegaram as laterais do meu sutiã e se apertaram em volta do tecido com muita força e eu estreitei as minhas sobrancelhas sem entender o que ele estava fazendo, até ouvir um barulho de rasgo e ver meu sutiã branco – que era um dos meus favoritos – rasgado em suas mãos.
Ele havia rasgado o meu sutiã e ainda ria da minha cara de choque por isso. Enquanto jogava a peça para longe que voou sobre a sala e foi parar do outro lado.
—Christian! – Eu exclamei ainda surpresa e com um tom quase de repreensão.
—Desculpe baby, mas não tinha como tirar o seu sutiã com os braços presos. – Ele declarou sem mais e nem menos, dando de ombros e ainda com um sorriso debochado nos lábios.
—Era somente ter me soltado. – Eu rebati e Christian balançou a cabeça negativamente.
—Eu somente irei te soltar quando você gritar aos quatro ventos que é minha. – Ele declarou e eu resolvi novamente provocá-lo, pois era sempre o meu instinto de excitação e energia que falavam mais alto quando eu estava perto dele.
Era como se ele fosse o fósforo para acender o meu fogo.
—Então irá demorar senhor Grey. – Eu rebati vendo os seus olhos cerrarem e seu sorriso sumir.
Eu estava o desafiando e ele não era o tipo de homem que aceita perder um bom e excitante desafio.
—Iremos ver senhorita Steele. – Ele sussurrou e eu tive que fazer um grande esforço para poder ouvi-lo.
Suas mãos prenderam em meus seios onde ele deliciosamente os massageou, mas suas mãos não ficaram nem um minuto ali e ele diretamente as colocou na lateral da calcinha que eu ainda usava.
Ele começou a retirar lentamente a calcinha de mim, a arrastando pela extensão das minhas pernas e a cena somente de ver me causava arrepios.
Assim que a calcinha foi totalmente retirada, Christian a guardou dentro do bolso do paletó e deu um sorriso significativo e malicioso para mim.
Christian colocou cada uma das mãos sobre os meus joelhos e assim abriu as minhas pernas para ele.
Eu fiquei totalmente exposta para ele que estava ajoelhado sobre o meu sexo.
Corei sem querer e me amaldiçoei por isso, porém Christian não olhava para o meu rosto.
Christian encava com fome a minha intimidade totalmente exposta perante á ele.
Continua.
Fale com o autor