Cinquenta Tons Mais Intensos.

42 Uma noite melhor impossível.


Notas iniciais
Sei que demorei, me perdoem, fiz um capítulo até que grande para uma recompensa, vamos ver um Christian mais solto :) Boa Leitura!

Por Christian.

Chegamos à reunião oito minutos atrasados, e eu dei uma desculpa qualquer, me sentando em meu lugar ao lado de Anastásia, assim que sentamos a reunião começou e o real objetivo dela também, algumas vezes quando a luz era apagada para mostrar os slides, eu não resistia e colocava a minha mão na coxa de Anastásia, que estremecia levemente e me dava um sorriso torto, corando levemente, mas logo quando a luz era acessa, eu retirava a minha mão e era praticamente obrigado a prestar atenção no que falavam, para saber se eu iria ou não fechar negócio, era geralmente muito fácil essas reuniões, se algo não me interessava, eu apenas dizia não e ponto final, mas era difícil prestar atenção em algo quando Anastásia estava ao meu lado, pois minha mente ficava dando flash back’s do que Ana e eu havíamos feito na nossa sala. E quando eu dava conta, eu estava com uma ereção no meio das minhas pernas e eu tinha que de algum jeito me sentar de forma mais confortável e que mais disfarçasse.

A reunião durou pouco, e mesmo sem prestar atenção em quase nada, eu resolvi aceitar a proposta, e fazer acordo, e isso de certa maneira isso me assustou, eu não poderia mais fazer isso, teria que tomar mais cuidado, mas Anastásia me desconcentra de uma maneira que eu jamais vi.

Saímos da sala de reuniões e seguidos para a nossa sala, quando nós andávamos, de vez em quando nossas mãos se tocavam, e nós sorriamos um para o outro, eu queria na verdade pegar a mão dela para mim e andar com ela de mãos dadas para a empresa, mas não podia, pois ela não queria, eu tinha que tentar algum plano para podê-la convencer á me assumir para a empresa, essa frase era engraçada até mesmo para mim.

Uma mulher não queria me assumir, bom, não para a empresa. Isso era realmente intrigante, pois qualquer mulher se mataria para que todos soubessem que somos um casal, já Anastásia quer manter tudo no mínimo segredo possível, ela na verdade me intriga.

—O que você tanto pensa? – Ela perguntou e eu a olhei, ela me encarava com um misto de curiosidade e diversão no rosto.

—Estou pensando o porquê de você não querer me assumir. – Eu escondi sussurrando, Anastásia olhou para trás e para os lados antes de me olhar e responder, nós estávamos na porta do nosso escritório, e entramos, ficando sozinhos em nosso lugar.

—Você sabe que eu não quero que as pessoas digam que eu apenas consegui esse emprego porque transei com você. – Ela disse, e eu poderia usar outro termo no lugar de “transar”.

—Eu não me importo com o que esse bando mal fodidas falem de você, pois eu sei que você conquistou esse emprego porque merece, e não porque dormiu comigo, e você começou a trabalhar comigo antes de termos alguma coisa. – Eu expliquei e justifiquei.

—Mas você tentava que eu sei. – Ela disse rindo e eu choquei o meu quadril contra o seu, minha mão na sua cintura e a outra em sua bochecha quase corada, as mãos de Anastásia estavam juntas e fazendo o máximo de esforço para não me tocar, o que me deixava com raiva, mas não dela, e sim de mim mesmo, por não ter força e coragem suficiente para que ela me toque, assim como eu a toco.

—Eu tentava mesmo, pois você é tudo o que eu sempre quis. – Eu sussurrei no seu ouvido e aproveitando para lamber e morder o lóbulo, Anastásia gemeu e eu podia sentir as suas pernas se tocando, ela me queria novamente. –E a única que eu para sempre vou querer. – Eu acrescentei, não era uma declaração de amor como eu gostaria de fazer, mas era o começo, o começo para ela saber o quão forte era meus sentimentos por ela.

—Assim eu não agüento. – Sussurrou Anastásia com um tom divertido.

—Eu imagem que não. – Eu provoquei, ganhando um rápido, mas forte, tapa no ombro.

{...}

De noite.

Eu deixei Anastásia em casa e disse que em uma hora iria buscá-la para irmos ao cinema, ela disse que estava tudo bem, e me fez prometer que eu iria usar uma roupa normal, quando questionei que tipo de roupa ela respondeu dizendo que era uma calça jeans casual e uma blusa de algodão também simples e normal, ela resumiu tudo dizendo que queria que eu me vestisse como uma pessoa normal, e não como o ricaço Christian Grey, e foi exatamente essas as palavras que ela usou.

Ricaço Christian Grey.

Eu ri comigo mesmo enquanto passava o sabonete em meu corpo. Terminei tudo e fui colocar uma roupa, a mais simples que eu tinha, eu iria usar. Exatamente como Ana me pediu. Não foi uma missão tão difícil.

Vesti uma calça jeans escura, ela não tinha nada demais, até era um pouco desbotada, minha blusa de tecido de malha era preta, a gola era normal, e meus tênis eram Nike.

Olhando-me no espelho eu vi que estava normal, como um homem normal, quem me visse não diria que eu era um rico empresário que somente andava de terno e gravata, e sim um cara normal que ia para um passeio no shopping e no cinema com a namorada.

Não coloquei nenhum relógio também, apenas uma jaqueta na minha mão e minha carteira no bolso, eu resolvi deixar o Black Berry em casa, afinal eu iria estar com Anastásia e não iria querer me comunicar com ninguém.

Peguei a chave do Audi, dispensei Taylor e Gail, nós poderíamos comer no shopping, e fui para o estacionamento, pronto para buscar Anastásia.

{...}

Quando cheguei a seu prédio, ela já me esperava na porta do prédio, junto ao porteiro, onde tinha as escadas, eu estava sem nada nas mãos, os cabelos soltos, o vestido azul escuro e florido destacava bem o seu corpo, ele era simples e dava um ar virginal em Anastásia a deixando incrivelmente deliciosa e atraente, eu teria que deixar minhas duas mãos bem grudadas nela para que ninguém a atacasse no shopping, eu acho que mataria os caras que a olhassem.

(Link do vestido nas notas finais).

Ela andou até o carro sorrindo e entrou me dando um selinho.

—Boa noite. – Ela me cumprimentou.

—Você está linda. – Declarei e ela sorriu tímida.

—Você está muito bonito também, e eu vejo que cumpriu o que eu disse e veio do modo que eu gostaria. – Ela observou, me olhando de cima a baixo, mesmo que não pudesse me ver tão bem, já que eu estava sentado.

—Eu fiz o possível. – Eu disse piscando.

—E como está se sentindo? – Ela perguntou, havia um misto de divertimento em sua voz.

—Estou me sentindo normal. – Eu respondi, ela riu, mas não em tom de zombaria, e sim em um tom de fascínio.

—É mesmo sério que já faz três anos que você não vai á um cinema? – Ela perguntou e eu respondi positivamente com a cabeça. –Bom. – Ela disse fazendo uma careta. –Então vou fazer desta noite á melhor possível. – Ela prometeu, e eu torci para que realmente fosse.

{...}

Chegamos ao shopping e decidimos ir direto ao cinema ver as opções de filmes que tinham, obviamente andamos de mãos dadas, olhares para Anastásia era os mais recebidos, e eu mantinha minha mão na sua cintura e praticamente rosnava “minha!” para os caras que a olhavam.

—Ah, não tem nada que preste para nós assistirmos. – Protestou Anastásia avaliando os filmes que estavam no cartaz, eu decidi que ela iria escolher, eu estava por fora da tendência de filmes já faz um bom tempo, e qualquer coisa que ela escolhesse eu iria assistir.

—Que tal A Escola Perfeita dois? – Eu perguntei.

—Bom, tem um problema. – Ela respondeu.

—Qual? – Eu perguntei.

—É preciso assistir A Escolha Perfeita um, para poder ver o dois. – Ela esclareceu, eu ri de mim mesmo, assistir o segundo filme de uma mesma saga sem assistir o primeiro não era realmente uma boa ideia.

—Que tal esse Mateo? – Eu perguntei.

—Hm, parece ser bom. – Ela respondeu incerta. –Vamos ver? – Ela pergunta.

—Claro. – Eu respondi e nós fomos para a fila comprar os ingressos, e logo depois de comprar dois ingressos na fila de trás, já que Anastásia e eu não gostávamos de ficar muito na frente da tela grande do cinema. Quando saímos da fila com os ingressos na mão, Anastásia bufou. –O que foi? – Eu perguntei.

—Você viu aquela mulher da bilheteria estava praticamente te comendo com os olhos, só faltou ela te puxar para dentro da cabine. – Ela respondeu protestando, eu sorri. Ela estava com... Ciúmes?

—Você está com ciúmes? – Eu não resisti em perguntar.

—Vai te catar Christian. – Ela respondeu e eu gargalhei. –Para de rir, eu não estava com ciúmes. – Ela disse fazendo bico, mas eu a conhecia muito bem, para saber que estava mentindo.

—Ah baby, não fique assim, você sabe que é somente para você que eu tenho olhos. – Eu disse dando um beijo pequeno em seu pescoço exposto.

—Eu acho bom mesmo senhor Grey. – Ela disse e eu ri ainda mais, esse momento estava maravilhoso, Anastásia com ciúmes de mim, significava que algo ela sentia em relação á mim, e sentia posse, e eu gostava disso. –Parece que todas as mulheres desse lugar querem comer você com os olhos. – Ela acrescentou.

—Os homens daqui também te olham como se fossem te comer, e eles nem ao menos disfarçam. – Eu debati.

—Elas também não! – Esclareceu Anastásia.

—Mas isso não importa, eu sou só seu, assim como você é só minha. – Eu disse deixando claro, mas ainda me divertindo.

—É mesmo meu? – Ela perguntou, e eu parei de andar, a agarrando mais na cintura.

—Sou, quer que eu prove aqui e agora? – Eu perguntei malicioso.

—Acho melhor não, se não seremos presos por tentado ao pudor. – Ela disse e eu gargalhei, me desprendendo mais dela para ela poder andar, e então nós fomos comprar pipoca, compramos uma salgada e uma doce.

—Me deixa ver, faz muito tempo também que você não come pipoca? – Ela perguntar e eu ri.

—Na verdade não, ás vezes eu compro quando me dá vontade. – Eu respondi.

—Mas isso também é raro. – Ela disse e não era uma pergunta, era quase uma confirmação.

—Sim. – Eu confirmei para ela também.

—Eu estou louca para saber o motivo de você ser tão anti-social, mas estamos quase atrasados para o filme, então vamos. – Ela disse segurando na minha mão, e antes que eu pudesse responder, eu estava sendo puxado por ela para dentro da sala escura.

{...}

O filme já estava em seus quarenta ou cinquenta minutos de filme, e eu estava com a cabeça apoiada em minhas mãos, quase dormindo e comendo o resto de pipoca que tinha Anastásia e eu devoramos a pipoca antes mesmo do filme começar, comemos quando ainda passavam os trailers e os créditos.

O pior de tudo era que o filme era terrivelmente chato, e eu não fazia nem a questão de prestar atenção, e eu pude perceber que Anastásia também não, ela quase dormia com a cabeça colocada em meu ombro.

—Christian? – Ela sussurrou me chamando.

—Sim? –

—O filme está chato. – Ela reclamou, eu sorri de lado.

—Eu sei. – Eu concordei, olhando em volta e vendo a sala do cinema praticamente vazia. Uma ideia ocorreu em minha mente, Anastásia estava entediada com o filme chato, eu estava entediado com o filme chato, nós estávamos no escuro bem no fundo, e não tinha praticamente ninguém naquela sala, e estava escuro onde Ana e eu estávamos, porque não aproveitar o momento?

Coloquei a minha mão na coxa de Anastásia e subi escorregando meus dedos por li, naquela coxa lisa, e bem torneada, sua pele ficou arrepiada, e eu senti meu membro debater um pouco na minha calça, era somente tocar nela para isso acontecer.

Subi mais a minha mão, chegando perto de sua virilha, por cima do vestido agora, e Anastásia estremeceu e me olhou com os olhos arregalados.

—O que você está fazendo? – Ela perguntou sussurrando.

—Estou tirando o seu tédio. – Eu respondi, ela sorria, mas ainda assim me repreendia.

—Christian alguém... – Ela começou a dizer, mas eu a interrompi.

—Pode ficar tranquila, ninguém vai nos ver Ana. – Eu disse levantando o seu vestido de maneira que eu pudesse alcançar sua calcinha de renda branca, eu podia quase que ver a sua umidade, eu toquei-a por cima da calcinha com os meus dedos, o indicador e o do meio, Anastásia se remexeu na cadeira, mordendo os lábios, seus olhos vidrados em todo o cinema para não sermos pegos.

Me atrevi a ousar e ir além dos limites da calcinha, e a empurrei para o lado, finalmente tocando a sua intimidade que estava ensopada, e saber que era para mim, somente para mim que ela estava daquele jeito.

Seu clitóris já pulsava para mim e eu me inclinei para poder olhar o seu sexo, que constatei estar vermelho e molhado para mim.

—Você quer me matar dessa maneira Anastásia? – Eu perguntei, ela não respondeu, apenas fechou os olhos por um instante, quando sentiu o meu dedo indicador penetrá-la.

Um vai e vem comecei a estocar lentamente, eu não poderia ir muito rápido, pois as reações de Anastásia eram imprevisíveis. Ela segurava com força os apoios da cadeira, meu ritmo lento estava excitante para mim, ver meu dedo entrar e sair dela lentamente, esfregando de vez em quando o seu clitóris, Anastásia soltou um baixo gemido sofrido.

—Christian, assim eu não agüento. – Ela disse choramingando.

—O que você quer Ana? – Eu sussurrei.

—Eu quero que você vá mais forte e mais grosso. – Ela disse e eu ri do seu “mais grosso”. Ela é tão inexperiente, eu amo isso nela.

—Você quer mais um dedo é isso? – Eu perguntei querendo ouvir a sua resposta.

—Se quiser pode ser mais dois. – Ela respondeu com um sorriso e os olhos ainda fechados. –E forte, rápido e duro. – Ela acrescentou.

—Temos uma menina malvada aqui. – Eu disse malicioso, afastando mais as suas pernas, para poder aprofundar mais a minha mão.

Direcionei o meu dedo do meu e o dedo anelar, estocando com três dedos, devido à fenda molhada e apertada de Anastásia eu não conseguia entrar com os três dedos inteiramente, afinal a cavidade de Anastásia é pequena, estreita e incrivelmente deliciosa, eu posso sentir os seus dedos me apertarem em sua volta, como uma resposta do quanto ela me desejava.

Estoquei mais rápido, movimentos duros e fortes como a própria Anastásia pediu, as mãos de Anastásia estavam sobre a sua boca, para evitar que ela gemesse, meu dedão circulava o seu clitóris o pressionando na maioria das vezes, seu clitóris duro pulsava por mim, e seus músculos internos se contrariam, anunciando a chegada de um orgasmo, onde eu infelizmente não poderia tomar.

—Ah Christian! – Ela sussurrou rebolando levemente seus quadris e o seu orgasmo escorrei em meus dedos, eu poderia não ter tomado o seu orgasmo, mas a visão que eu tinha tido de sua feminidade se contraindo e gozando era a visão mais sexy que eu vi na minha vida e eu guardaria para sempre na minha memória.

Retirei os meus dedos de dentro dela os lambendo e provando o gosto, Anastásia ofegante aproveitou para colocar a calcinha e o vestido no lugar, eu aproveitei para puxar seu rosto para mim.

—Seu gosto é tão bom, eu poderia tomá-lo todo para mim. – Eu sussurrei em seu ouvido. –O que achou da experiência? – Eu perguntei querendo saber se ela tinha gostado.

—Eu achei totalmente maluco, mas eu amei. – Ela respondeu ganhando de mim um sorriso, eu tinha agradado a minha menina.

—Vamos? – Eu perguntei.

—Vamos. – Ela respondeu me dando a mão para sairmos daquele tédio, que de repente não era mais tédio.

{...}

—Fast food drive? – Perguntei para Anastásia que riu, nós dois estávamos com fome, e eu sugeri um restaurante, já que infelizmente a praça de alimentação já estava fechada, eu mas Anastásia sugeriu ir em um Fast Food Drive, eu nunca tinha ido em um, então nem sabia onde era, ou como era, isso deve ser estranho revelar, mas eu já revelei coisas mais constrangedoras á ela, um homem de vinte e sete anos de idade nunca foi em um Fast Food drive.

—Você nunca foi não é mesmo? – Ela perguntou, nós estávamos entrando no carro.

—Não. – Respondi vermelho.

—Não tem segredo, nós vamos de carro, paramos, fizemos nosso pedido para a atendente, esperamos alguns minutos os nossos pedidos ficam prontos e vamos para algum lugar para comer no carro. – Ela explicou.

—Não é mais fácil irmos a um restaurante? – Eu perguntei, ela riu.

—Não, vamos lá Christian! Você vai gostar! – Ela respondeu praticamente pulando dentro do carro, sua animação me contagiou.

—Ok, eu me rendo! Nós vamos! – Eu disse fazendo o caminho para o tal Drive Fast Food, mas quem teve que me ajudar e dar o endereço foi Anastásia, e ela fazia tudo com um sorriso incrível nos lábios.

{...}

—Você disse que era uma atendente. – Eu a acusei, a atendente na verdade era um interfone, com a voz de uma garota atendente, só depois alguém veio nós entregar os nossos pedidos e demorou cerca de quinze minutos e depois paramos em um estacionamento qualquer para poder comer.

—Christian para de reclamar, o importante é que estamos com os nossos pedidos aqui. – Disse Anastásia, eu havia pedido o mesmo que ela, um x burguer de cheddar, e meia porção de batatas fritas, além de refrigerantes.

—Eu não estou reclamando. – Eu me defendi, ela me mostrou a língua logo depois de rir.

—Você é sempre assim? – Ela pergunta.

—Assim como? – Perguntei.

—Um rabugento, parece um velho de tanto reclamar. – Ela respondeu.

—Hei, eu não sou e nem pareço velho. – Eu me defendi. –É você que ri de tudo. – Eu disse.

—E tem que rir mesmo, mas vale rir do que chorar. – Ela se defendeu, e era uma merda, porque ela tinha razão, mas eu não ia dar ao braço a torcer.

—Essa comida é muito gordurosa, tem ideia do quanto engorda e faz mal á saúde? Isso não é nenhum pouco saudável, assim como esses refrigerantes, e essas batatas fritas, Anastásia você sabe que eu acho disso, isso é uma fronta a nossa saúde. – Eu acusei novamente.

—Blá, blá, blá, para de reclamar seu velhinho, além disso, você está precisando engordar, está magro demais, nem tem mais músculos. – Ela disse.

O que?! Como assim eu não tenho mais músculos? Eu malho todos os dias, só que nesses últimos dias ando ocupado e infelizmente não tenho tempo, mas sempre malho e corro quando dá, eu não estou magro demais, como ela pode achar isso? Ela está me comparando com alguém?

Anastásia pareceu ver minha preocupação estampada no rosto e começou a rir, na verdade a gargalhar.

—Do que está rindo? Do magro aqui? – Perguntei indignado e mostrando minha chateação.

—Ah Christian! Além de velhinho rabugento, magro é burrinho também?- Ela perguntou.

—Oh! Isso é um show de ofensas aqui? – Eu perguntei.

—Ah cala boca seu bobo! – Ela falou. –Eu estou brincando, não percebeu? – Ela perguntou.

—Está brincando mesmo? – Eu perguntei.

—É claro. – Ela respondeu.

—Então me faça um elogio. – Eu pedi.

—Você é músculo, bonito e muito, muito gostoso. – Ela falou sem nenhum pingo de vergonha.

—Ah Anastásia, o que eu faço com você?! – Eu perguntei tentando alcançar sua boca.

—Ah não. – Ela me repreendeu. –Vamos comer! – Ela disse apontando para os nossos pedidos.

—Ok, você venceu, nós vamos comer. – Eu disse abrindo o meu pacote, o hambúrguer era grande, e bem recheado de cheddar. Eu dei a minha primeira mordida, saboreando o delicioso gosto do hambúrguer com o cheddar. –Hm, é muito bom!Muito mesmo! – Eu exclamei dando mais uma mordida para sentir o gosto do cheddar.

—Eu sei. – Ela disse também mordendo o seu. –Experimenta comer com a batata. – Ela disse, e eu peguei uma batata e passei pelo cheddar levando a boca, a batata estava crocante e no ponto certo, misturado com o cheddar.

—É muito bom! – Eu exclamei novamente voltando a morder, escutei risadas e olhei para Anastásia que me encarava. –O que foi? – Eu perguntei.

—Eu estou fascinada com o que estou vendo. – Ela respondeu, eu senti prender a minha respiração com sua frase.

—Por quê? – Eu perguntei.

—Um homem bem sucedido, usando apenas um jeans e uma camiseta de malha, os cabelos revirados, indo ao cinema, e agora se lambuzando com um hambúrguer. – Ela disse e seus olhos estavam brilhando.

—Isso é uma indireta que minha boca está suja? – Eu perguntei fazendo graça, Anastásia sorriu.

—Também. – Ela respondeu passando o guardanapo nas partes que eu estava sujo de cheddar, eu tinha grande quantidade na bochecha, e eu não me atrevi olhar no espelho.

Anastásia fez o que prometeu para mim.

Ela tinha tornado essa noite á melhor impossível.

Continua.

Notas finais
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