Cinquenta Tons Mais Intensos.
12 Um novo ambiente.
Notas iniciais
Por Christian.
Anastásia Rose Steele.
Esse é o nome completo de Anastásia, minha mais nova funcionária, que tem vinte anos, irá fazer vinte e um obviamente, no dia dez de setembro, o que eu realmente me surpreendi, pois Anastásia realmente parece ter menos de vinte anos, eu poderia dar até dezessete anos á ela, depois que ela falou a sua idade eu fiquei um pouco preocupado se ela realmente não se importa em ficar com caras mais velhos que ela, porque afinal eu já tenho vinte e oito anos, já sou oito anos mais velho que ela, ela pode me achar muito velho e não curtir caras assim, apesar dela reagir aos meus efeitos que eu provoco nela, de vez enquanto eu vejo ela esfregar suas pernas uma nas outras, isso será excitação? Ela está excitada comigo? Ou eu não sou o tipo de cara com quem ela se excita? Eu preciso saber de alguma maneira.
Descobri também que ela é recém mudada de sua cidade natal para Seattle, á apenas seis meses ela está aqui, se mudou em busca de uma vida melhor e mais sociável, e queria fazer faculdade dos seus sonhos, e realizar o seu principal, que é se formar em Administração e achar um emprego para trabalhar nessa área, ela então começou a faculdade, mas não deu muita sorte na questão do trabalho, e como não conseguiu nenhum emprego em sua área achou melhor trabalhar de garçonete na Starbucks para pagar as contas da faculdade e do apartamento onde mora, e divide com Katherine, a loira que também trabalha na Starbucks.
Por um momento eu pensei em já ter ouvido esse nome em algum lugar, ele era muito familiar, mas então deixei para lá, afinal deve ter milhões de Katherines no mundo.
Anastásia deixou para trás a sua mãe, seu pai, padrasto, amigos e apenas trouxe seu cachorro que descobrir se chamar “sushi” que me fez arrancar grandes risadas. Ela sentia falta de sua família que não via á seis meses, sentia falta da sua mãe com quem sempre morou, eu podia ver em seus olhos a falta que ela estava sentindo por conta da distancia, e isso me fez me xingar mentalmente, pois eu sempre invento desculpas e mil maneiras para não participar de encontros com a minha família, pois não tenho tempo e nem paciência para esses jantares e festas que minha mãe inventa.
A verdade mesmo é que eu nunca converso com minha família, Mia e eu, nós quase não nos falamos, Elliot vem de vez em quando aqui na empresa, assim como meu pai, e minha mãe me telefona algumas vezes da semana para saber como estou e para me convidar para algum encontro em família que eu sempre faço questão de recusar e ter que agüentar a escutar a voz de decepção de minha mãe, que no fundo me machuca, e enquanto eu tempo me livrar da minha família, Anastásia sofre pela distancia que tem que ter da sua.
Ela então começa a falar um pouco sobre seu passado, como foi sua infância, sua adolescência, sobre ela, seu jeito, e eu realmente estava me divertindo com isso, ver Anastásia entregue de uma maneira falante, espontânea e divertida nem parece aquela Ana tímida de minutos atrás, e eu realmente estava gostando de descobrir mais sobre essa Anastásia que é muito espontânea, engraçada, e liberal, uma ótima companhia, e eu me pego querendo saber mais sobre os seus reais gostos, a sua cor favorita, as suas flores favoritas, a sua comida favorita, a sua banda preferida, seu cantor, e todas essas coisas bobas que nós gostamos de saber das outras pessoas, e isso realmente me surpreende, pois eu nunca quis saber sobre essas coisas das minhas outras submissas, mas com Anastásia não, com Anastásia eu quero descobrir, eu quero saber.
Eu deveria me repreender por isso, por querer saber muito mais coisas sobre o que se deve saber sobre uma submissa, mas eu realmente não consigo, pois saber sobre Anastásia é o que eu quero.
Mas eu não posso perguntar isso á ela porque não tem nada á ver com nossa conversa e com nada que se relacione a empresa, se bem que a nossa conversa de agora não está bem relacionada á empresa, mas quem disse que eu ou ela se importamos?
Ver essa mania que ela tem de morder os lábios, levá-los até os seus dentes, mantê-los de cativeiro, para depois libertá-los, e passar a língua por cima, enquanto eu faço alguma questão, está me deixando com uma enorme ereção, tanto que eu tenho que por o guardanapo em meu colo para disfarçar, enquanto ela responde a minha pergunta, eu tento manter a concentração na resposta, mas minha mente ainda está nublada com a visão dela mordendo fortemente os seus lábios, eu fecho meus olhos por um instante para me controlar, e controlar os meus pensamentos.
Assim que Anastásia terminar de responder á minha pergunta que eu nem mais lembro o que era, eu decido perguntar algo que eu estava querendo saber muito antes dessa entrevista, e muito antes de falar com ela pela primeira vez na Starbucks.
–Anastásia você deixou alguém na sua cidade antes de vir para Seattle? – Eu pergunto e novamente Anastásia faz aquele ato que tanto me enlouquece, mordendo os lábios antes de responder.
–Eu tinha um namorado, mas nós terminamos antes que eu me muda-se para cá. – Ela responde e eu aperto a toalha da mesa com certa força. Então ela teve alguém, interessante.
–E porque vocês terminaram? – Eu pergunto sem pensar muito, e Anastásia me olha surpresa com a pergunta, e instantaneamente eu me arrependo. –Me desculpe, eu não quero parecer um intrometido. – Eu digo e ela dá apenas uma risadinha.
–Não, está tudo bem, esse assunto não me afeta mais. – Ela comenta e eu sorrio com a sua resposta. –Terminamos porque ele me traiu com outra. – Ela responde e minha boca se abre e eu enxergo tudo vermelho, quem é o babaca que traí uma mulher como Anastásia? Tem que ser muito filho da puta para isso. Eu sinto vontade de quebrar algo, ou talvez socar algo imaginando ser a cara do sujeito.
–Ele deve ser o maior babaca filho da puta que existe para trair uma mulher espetacular e maravilhosa como você Anastásia. – Eu digo da forma mais sincera e Anastásia sorri envergonhada, mordendo os lábios logo em seguida.
–Obrigada Christian. – Ela agradece abaixando o olhar do meu, pois ainda envergonhada.
–Não precisa ficar envergonhada Anastásia, tudo que estou falando é a mais pura verdade, você é maravilhosa, espetacular e muito encantadora, o homem que te tiver terá muito sorte. – E esse homem será eu. _ Eu completo mentalmente.
Anastásia cora da cabeça aos pés, ficando mais vermelha que a bandeira chinesa, e eu sorrio com o efeito que cause, e levanto a minha mão, chamando o garçom para pedir a conta, o mesmo garçom que deu em cima de Anastásia vem em minha direção, eu peço a conta, e me diz o valor, e ele não ousa olhar para Anastásia.
Acho bom mesmo. – Eu penso comigo mesmo, enquanto ele vai para o caixa pegar meu troco, Anastásia e eu ficamos em silencio esperando ele voltar, e assim que ele volta com meu troco, ele olha pela última vez para Anastásia, de cima para baixo com um olhar malicioso, Anastásia percebe o olhar e cora, enquanto eu bufo de raiva, o fuzilando com o olhar, ele saí da nossa mesa com um sorrisinho sacana.
Filho da puta! – Eu o xingo mentalmente.
Quero ver se ele vai continuar com esse sorriso sacana, quando eu der um jeito de demiti-lo e mandá-lo para o olho da rua, quero ver então se ele vai continuar sorrindo!
–Vamos? – Eu pergunto me levantando, e Anastásia assenti a cabeça positivamente levantando da cadeira também, eu ofereço minha mão para ela que aceita, e caminhamos para fora do restaurante de mãos dadas.
Por Anastásia.
Estar em um restaurante com Christian Grey te fazendo milhões de perguntas, realmente não era algo muito comum, e eu estava mesmo desconfortável com a situação, o garçom não parar de me olhar com segundas intenções, enquanto Christian parecia querer fuzilá-lo apenas com o olhar.
Então Christian e eu andamos de mãos dadas para fora do restaurante para voltarmos para a empresa, no meio do caminho conversamos mais um pouco, mas dessa vez não era sobre mim e sim sobre o tempo, já que ambos estávamos sem assunto.
Não demorou muito para chegarmos na empresa e vários olhares em nossa direção, a maioria das pessoas daquela empresa estavam chocadas, e de bocas abertas e olhava diretamente para nossas mãos entrelaçadas, eu queria cavar um buraco e me enterrar, de tanta vergonha que era.
Subimos então de elevador, e ali parecia estar mais quente que o normal, apenas Christian e eu estávamos nele, e eu me sentia quente, ainda mais com a sua mão entrelaçada sobre a minha, mas não era só eu que estava tensa, Christian também estava desconfortável eu podia notar, que de vez em quando ele apertava a minha mão com mais força necessária, e limpava a garganta.
Quando chegamos ao vigésimo andar, eu pude apreciar a empresa que é enorme e muito linda, espaçosa, e muito bem decorada, com mesas de vidros aliadas e escritas em letras grandes “Grey”, sofás na mais perfeita ordem e alinhados de maneira que ficassem de frente de uma grande mesa de vidro, onde estavam três loiras totalmente concentradas em seus afazeres.
Se tinha algo que eu já havia notado e estranhado, é que na empresa Grey só trabalha moças loiras ou de cabelos muitos claros, até agora eu era a única morena ali, e isso era muito estranho, podia ser paranóia minha, ou não.
Christian e eu passamos pelas três loiras que assim que nos viram tratam de se levantar, e nos olhavam com os olhos arregalados, mas ainda assim controladas em não demonstrar a surpresa.
Christian me arrastava para sua sala, e logo em seguida me encontrei em um local totalmente diferente do que estava.
A sala era totalmente revigorada com janelas pretas onde se podia enxergar toda a Seattle, o escritório era enorme, mas não havia muitas coisas nele, apenas um mini bar no canto esquerdo, e uma grande mesa bem no canto direito, perto das janelas, que obviamente deveria ser a mesa de Christian, havia um grande carpete cinza, dando a volta em todo o ambiente. Havia também quadros lindos nas paredes que eu imediatamente fiquei encantada, minha atenção se prendeu neles.
–Eles são adoráveis. – Eu digo me referindo ao quadro e Christian sorri.
–Um artista local. Trouton. – Diz Christian ainda sorrindo e passando o dedo indicador em seus lábios e eu sinto meu sexo molhar e o calor se instalar em todo o meu corpo, e principalmente naquele local, não era a primeira vez que eu sentia excitada perto de Christian, apesar de minha mente alertar ser errado.
–Elevam ao ordinário ao extraordinário, dando assim um ar de exuberância. – Eu comento e os olhos de Christian brilham.
–Quer se sentar? – Ele pergunta.
–Não, eu não quero atrapalhar mais, você tem seus compromissos. –Eu respondo, mas Christian nega.
–Não, eu não tenho muitos para agora, e faço questão que sente. – Ele disse deixando claro, e assim eu fiz sentando na cadeira de frente para sua mesa.
–Eu trouxe um currículo, será necessário deixar com você? – Eu pergunto.
–Sim, pode deixar comigo. – Ele responde e eu abro a minha bolsa retirando o currículo e entregando á ele, ele o pega passa os olhos rapidamente por cima e coloca com maior cuidado em cima da mesa. –Bom Anastásia, você pode começar manhã mesmo, o que acha? – Ele pergunta.
–Acho perfeito. – Eu respondo.
–Bom você não terá sala. – Ele comenta e eu arqueio a sobrancelha.
–Não? – Eu pergunto.
–Não. – Ele responde sério, mas abre um sorriso logo depois. –Você trabalhará comigo, na mesma sala que eu, eu irei organizar aqui perfeitamente para por uma mesa exclusiva para você, o que me diz? – Ele pergunta e eu sinto minha respiração falhar.
Christian e eu trabalhando na mesma sala? Porque meu lado malicioso diz que isso não vai dar certo?
Continua.
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