Cinquenta Tons Mais Intensos.
26 Um jantar na mansão Grey.
Notas iniciais
Por Anastásia.
Depois do delicioso sexo que Christian e eu fizemos, eu fiquei deitada ao seu lado e ele ficou no meu lado abraçado em conchinha, era delicioso estar assim com ele, eu fechei meus olhos sentindo apenas as nossas respirações, enquanto Christian brincava com os meus cabelos, eu inevitavelmente estava sorrindo, querendo que aquele momento não acabasse, pelo menos não tão cedo, pois era bom estar assim com ele, é como se vários problemas meus sumissem, e isso era meio bom, e meio ruim, estar assim com Christian como um verdadeiro casal de certo modo me incomodava, eu não deveria agir desse modo com ele, tão sentimentalista, porque afinal estamos vivendo em um contrato, apesar de teoricamente sermos namorados, mas eu prometi á mim mesma que eu iria desistir de tudo, e parar de me preocupar, eu iria somente aproveitar o momento, antes que ele acabasse, apesar de ter sempre aquele medo dentro de mim, medo de me machucar, não tanto fisicamente, mas sim emocionalmente.
–Ana. – Christian me chamou.
–Sim? – Perguntei.
–Amanha eu quero que você vá á um lugar comigo. – Ele respondeu.
–Á algum evento? – Eu perguntei não tão interessada e um pouco para baixo, os eventos que Christian vai são terrivelmente chatos e deprimentes, são uns verdadeiros enterros, e isso que eu só fui a um evento, eu não achava legal todo aquele luxo que rodeava as pessoas, pois eles gastavam um bocado de dinheiro com festas desnecessárias que podiam ser gastas de uma maneira melhor e muito mais útil, como por exemplo, instituições de caridades, Christian então me tirou dos meus pensamentos se pronunciando.
–Não, não é um evento. – Responde Christian.
–Algum “programa de casal”? – Eu perguntei rindo no final, sendo acompanhada por Christian.
–É basicamente um programa de casal. – Respondeu Christian.
–Aonde vamos? – Eu perguntei, Christian esperou um pouco antes de responder.
–A casa dos meus pais. – Ele respondeu e eu estaquei no meu lugar ficando completamente quieta, eu não sabia o que fazer o que eu faria na casa dos pais deles? Eu não saberia nem como reagir.
–Mas o que? Por quê? – Eu perguntei confusa.
–Eu quero te apresentar aos meus pais, quero que eles conheçam a minha primeira namorada, e quero que eles saibam sobre nós assim como todo o mundo, e claro amanha Mia estará em Seattle, e logo voltará para Paris, e assim você pode finalmente conhecê-la, todos da minha família estão ansiosos para conhecê-la. – Explica Christian e eu sinto o seu sorriso enquanto ele explica cada coisa.
–Como assim todos da sua família estão ansiosos para me conhecer? Eles já sabem do nosso namoro? – Eu pergunto sem acreditar no que estava ouvindo, a família de Christian já sabe sobre nós? Mas como se nós só começamos a namorar ontem?
–Ontem meu irmão foi na empresa, e eu contei á ele, e ele contou para minha mãe e assim a noticia se espalhou, mas eu fiquei feliz, pois assim agora todos já sabem e não há mais o que esconder, então minha mãe convidou nós dois para jantar amanha e eu acho um programa perfeito, o que você me diz? – Pergunta Christian, e eu pigarreio um pouco nervosa pela conversa, eu sempre quis o “mais” de Christian, mas agora eu acho que esse “mais” está indo rápido de mais, eu não quero conhecer seus pais, não tão cedo.
–Christian você não acha que está indo rápido demais, quer dizer, não que eu não queira conhecer os seus pais, mas sabe, nós dois estamos namorando um dia, eu também não os conheço, e se eles não gostarem de mim, quer dizer, eles podem...- Eu começo á dizer, não querendo de jeito nenhum ir nesse encontro, eu simplesmente não irei conseguir me encontrar com seus pais, com sua família, eu irei gaguejar, falhar, céus!
–Anastásia, acalma-se. – Christian pede, e eu me sento na cama, e Christian também, ele me olha monitoradamente, cada movimento que eu faço. –Eu pensei que você quisesse conhecer meus pais, quer dizer, eu achei que você quisesse ser vista como minha namorada. – Disse Christian.
–Christian eu quero, mas o problema é ser cedo demais, nós começamos a namorar ontem, e você já quer que eu conheça seus pais hoje, isso não está certo, estamos indo rápido demais, eu não quero que seus pais me achem uma vadia ou uma interesseira, eu tenho medo de sua família não gostar de mim, Christian eu não estou pronta. – Eu digo com um tom desesperado.
–Calma Ana, eu estou com você, e minha família são pessoas respeitadoras, eles jamais irão a tratar mal, e jamais diga isso que você diga você não é uma vadia e muito menos interesseira, então pare com essas coisas ridículas, nós vamos jantar hoje na casa dos meus pais, irá dar tudo certo, eles irão de adorar, e eu não acho que seja cedo demais, pelo contrário, estamos no momento perfeito para nos conhecermos melhor, e para você me conhecer melhor é preciso você conhecer a minha família. – Explica-se Christian me acalmando.
–E seu passado? Eu vou poder conhecer ele também? – Eu pergunto sem querer, tocando no ponto fraco de Christian.
–Acho melhor tomarmos banho, já é de manha e não acho bom atrasarmos na empresa. – Diz Christian mudando completamente de assunto e se levantando na cama e indo para o banheiro. –Se quiser ir para o jantar ou não, isso é uma decisão sua. – Ele acrescenta fechando a porta.
Apesar de ter tocado em um assunto delicado para Christian sem realmente querer feri-lo, eu já tinha decido antes mesmo da minha pergunta idiota.
Eu iria nesse jantar.
{...}
Christian demorou quinze minutos no banheiro, e saiu com os cabelos molhados, e com uma toalha enrolada na cintura, eu me levantei da cama com apenas o lençol amarrado em meu corpo, procurando o meu vestido, e o achando debaixo na cama. Respiro fundo me levantando do chão com o vestido na mão, e indo em direção do banheiro, Christian está secando o seu cabelo com outra toalha, e eu decido falar algo.
–Me desculpe. – Eu pedi. –Me desculpe por ter feito aquela pergunta idiota, eu... Quer dizer... Foi sem querer, é serio eu não queria querer voltar no passado, pois eu sei que ele te fere. – Eu expliquei envergonhada comigo mesma.
–Você não tem culpa, é o direito seu querer saber do passado da pessoa que você está, mas é que eu não me sinto preparado para dizer, quem sabe um dia, mas não agora, e nem hoje. – Ele diz, se virando de frente para mim, me pegando pela cintura e me dando um beijo cálido, sem língua e sem segundas intenções.
–Eu quero ir nesse jantar. – Eu disse após o fim do beijo.
–Eu não quero que você vá por obrigação. – Diz Christian.
–E eu não vou por obrigação, eu vou porque eu quero. – Eu digo, e Christian sorri.
–Que bom, vou avisar a minha mãe, ela vai ficar feliz. – Ele diz.
–Ok, então eu vou tomar um banho, preciso passar em meu apartamento para me vestir antes de ir à empresa. – Eu aviso e ele assentiu, pegando desapegando da minha mão e caminhando para fora do quarto, e eu sorrio indo para o banheiro.
Por Christian.
Eu não estava preparado para aquela pergunta que Anastásia fez sem eu nem imaginar que ela faria.
“E seu passado? Eu vou poder conhecer ele também?” – Ela perguntou quando eu disse que ficaria tudo bem quando ela fosse visitar minha família hoje á noite.
Eu sei que ela não fez aquela pergunta propositalmente, ela simplesmente deixou escapar, e eu simplesmente agi como um covarde fugindo dali e mudando de assunto, mas a questão era que eu não estou e nem sei se nunca vou estar pronto para falar do meu passado para Anastásia.
Ele é fodido demais para ela saber, ele vai ser como uma bomba e vai explodir acabando com o que nós temos, quando ela souber as merdas que eu vivi, e o que eu fui, ela sentirá nojo, filho da prostituta drogada e um cafetão como “pai”, o quão ridiculamente fodido isso é? Como eu vou contar á ela tudo o que eu já vivi? Sobre que eu já fui o que ela está sendo.
Não, eu nunca poderia contar á ela, é melhor ela nunca saber, ela é inocente e doce demais para isso, apesar de mostrar ser uma garota forte, eu sei que isso ela não vai conseguir agüentar, e se ela souber vai correr, fugir de mim na primeira oportunidade, e eu não posso deixar isso acontecer pelo simples fato de pensar em Anastásia me abandonar já me causa uma terrível sensação de mal estar.
O melhor que faço é agora vier o momento, e ligar para minha mãe confirmando o jantar que Anastásia finalmente decidiu ir, eu quero mostrar ela aos meus pais, quero que ela os conheça, e eu conheço os meus pais suficiente para saber que eles nunca a tratariam mal mesmo não gostando dela, eles jamais fariam isso, mas eu sei que é impossível quem é sã consciência gosta de Anastásia? Ela é simplesmente perfeita, eu sei que eles vão ama — lá.
Peguei meu Black Berry digitando o número da minha mãe, escutando o chuveiro do banheiro sendo ligado, no quarto toque, o telefone foi atendido.
–Alo. – Reconheci a voz da minha mãe.
–Alo mãe? Sou eu, Christian. – Eu disse.
–Olá filho, tudo bem? – Ela perguntou, e eu revirei os olhos, eu não estava no momento bom para ter aquelas conversas formais e já decoradas.
–Tudo e com a senhora? – Perguntei com educação.
–Tudo ótimo meu filho, mas me diga, porque ligou? – Perguntou Grace.
–Para avisar que eu irei adorar levar Anastásia hoje á noite para a nossa casa para um jantar, o que você me diz? – Eu perguntei.
–Oh, acho perfeito, estou muito ansiosa para conhecê-la. – Ela comenta e eu sorrio.
–Mia está aqui? – Eu pergunto.
–Sim, irei falar comunicar á ela e á Elliot também, assim Elliot pode trazer a sua namorada também. – Explica minha mãe.
–Ótimo, dará tudo certo. – Eu simplesmente digo.
–Seu pai irá ficar tão surpreso e feliz. – Diz minha mãe.
–Eu estou que ele fique. – Eu digo. –Bom mãe, eu tenho que desligar, preciso me arrumar para ir a empresa, adeus. – Eu me despeço.
–Tenha um bom dia de trabalho querido, e até hoje á noite. – Diz minha mãe.
–Até. – Eu digo por ultimo desligando o telefone.
{...}
Eu já estava pronto quando Anastásia saiu do banheiro com os cabelos molhados e com a mesma roupa de ontem á noite, eu deveria ter tido para Taylor comprar roupas novas, mas infelizmente esqueci, e me xinguei mentalmente, reparando novamente em seus cabelos molhados.
–Você não secou os cabelos. – Eu a repreendi,
–E daí? – Ela perguntou sem entender.
–Você deveria ter secado, Seattle é muito frio, você pode ficar gripada com muita facilidade. – Eu explico para ela, e eu sei que ela está reprimindo a vontade de soltar de sua boca um “foda-se você”.
–Na próxima eu seco, eu prometo. – Diz Anastásia e eu sorrio, eu sinto que ela está tentando.
–Vamos? – Eu pergunto.
–Claro. – Ela responde.
{...}
–Me desculpe por não comprar roupas novas para você para hoje de manhã, eu me esqueci, perdoe-me. – Eu peço quando estamos no carro.
–Não se preocupe Christian, meu apartamento não é tão longe daqui, não tem necessidades de comprar roupas novas, e você sabe como eu me sinto em relação á isso. — Ela diz.
–Uniforme. – Eu digo simplesmente.
–Ah claro, são meus uniformes. – Ela diz de maneira irônica e eu sinto vontade de repreendê-la. –Vamos esquecer tudo isso pelo menos até chegar ao meu apartamento? – Ela pergunta olhando para mim com seus grandes olhos azuis.
–Vamos, Anastásia. – Eu respondi olhando-a nos olhos, Ana sorriu, colocando a sua cabeça em meu ombro, respirando fundo e fechando os olhos.
Por Anastásia.
Senti lábios nas minhas bochechas, e beijos serem espalhados pelo meu pescoço, sorri sentindo a minha pele ficar arrepiada, eu sabia quem era, e sabia onde estava eu havia dormido no carro de Christian á caminho do meu apartamento, e o mesmo estava me acordando dessa forma maravilhosa de se acordar.
–Baby acorda, já chegamos. – Sussurrou Christian em meu ouvido para logo depois morder o lábio, eu ainda estava com os olhos fechados, e sentia os efeitos que somente Christian provocava em mim. Abri meus olhos lentamente vendo o sorriso de Christian.
–Me desculpa por dormir. – Eu pedi.
–Não precisa se desculpar Anastásia, eu sei que você está cansada, também depois de ontem. – Disse Christian sorrindo no final, e eu corando, Taylor estava no carro também, e é claro que tinha escutado.
–Christian! – Eu o repreendi o fazendo rir mais. Christian saiu do carro, indo para o meu lado e abrindo a porta, eu agradeci, parando de frente para ele. –Adeus. – Eu me despedi.
–Até daqui a pouco, eu venho te buscar. – Ele avisa.
–Não precisa. – Eu digo.
–Anastásia, não discuta, eu venho. – Ele diz dando por encerrado aquele assunto.
–Tudo bem então, tchau. – Me despedi mais uma vez, já dando as costas, mas Christian me agarrou, virando de frente para ele e me dando um selinho, que demorou mais que o planejado, ele apenas fico com os lábios colados nos meus e se afasta lentamente.
–Tchau baby. – Ele sussurra.
{...}
Horas mais tarde.
Eu estava digitando formulários e a agenda de Christian em meu Notebook, enquanto Christian assinava suas papeladas, quando entramos em sua empresa com nossas mãos dadas muita gente ficou surpresa, na verdade todos ficaram surpresos, até mesmo eu, que tentei impedir esse ato de Christian dizendo que não queria que ninguém da empresa soubesse sobre nós ele claro negou, afirmando que queria que todos soubessem da nossa relação, quase que nós entramos em uma discussão, que ele fez questão de dar por encerrada, eu queria gritar com ele e dizer “Não, eu não quero”, mas me lembrei que deveria me colocar no lugar de submissa.
Eu estava tão perdida em meus pensamentos que não notei Christian parado em minha frente, fazendo a luz desaparecer, eu olhei para cima o vendo segurar um papel pardo em sua mão.
–O contrato está modificado. – Ele disse.
–É esse? – Eu perguntei apontando para o papel de suas mãos.
–Sim. – Ele respondeu me entregando.
–Eu posso ler novamente antes de assinar? – Eu perguntei e Christian regalou os olhos um pouco confuso.
–Você ainda pretende mudar de idéia em relação á ele? Você pretende não aceitar? – Perguntou Christian sem responder a minha pergunta.
–Eu só preciso ler. – Eu disse.
–Você não respondeu a minha pergunta Anastásia, você não pretende aceitar? – Perguntou novamente Christian com a testa franzida.
–Christian eu só preciso ler. – Eu digo novamente, e ele nada diz apenas me dá as costas, indo se sentar novamente em sua mesa, eu vi a duvida em seus olhos.
{...}
Fim do expediente, o dia de trabalho foi normal, Christian e eu agimos de maneira cem por cento profissionais, não tocamos no assunto do jantar dos Grey, não trocamos beijos ou caricias e não discutimos mais sobre o contrato que eu pude perceber que mexeu um tanto com Christian quando eu disse que precisava ler, mas deixamos para lá, e pelo menos por minha parte foi esquecida.
Só não sei pela parte de Christian.
Peguei minha bolsa, meu blazer que eu havia tirado e colocado sobre a cadeira, colocando na minha mão e minha bolsa, colocando em meu ombro.
–Eu vou indo. – Eu avisei para Christian que digitava algo no seu Notebook, ele olhou para mim no mesmo instante que eu falei.
–Eu vou levá-la. – Ele anunciou.
–Não precisa Christian. – Eu rebati.
–Mas eu quero Anastásia. – Ele diz.
–Você pode até querer, mas eu sei que está ocupado, e falta pouco para você terminar e quanto antes terminar melhor será. – Eu digo.
–Posso pelo menos pedir para Taylor a levar? – Perguntou Christian se levantando de sua mesa e andando com passos lentos até mim.
–Sim. – Sussurrei. –Até Christian. – Me despedi, sentindo a sua mão no meu braço, e seus lábios nos meus, logo a sua língua me pedindo passagem, que eu logo cedo, dando total espaço para explorar o quanto quisesse a minha boca, e Christian assim fazia, por um momento esqueci onde estávamos e deixei minha bolsa cair dos meus ombros no chão, junto com meu blazer, colocando as mãos nos seus cabelos, me entregando á aquele intenso beijo.
Sua mão direita percorrei vagarosamente meu braço até chegar minha nuca e seus dedos entrelaçaram-se em meus cabelos me fazendo estremecer. Pude sentir a ponta da sua língua em meu lábio inferior sugando, e em seguida sugou o meu lábio, meus olhos se fecharam ainda mais me entregando á aquela maravilhosa sensação.
Christian mordiscou meu lábio pela ultima vez antes de afastar seu rosto e seus lábios de mim.
–Tchau baby. – Repetiu Christian pela segunda vez no dia.
{...}
Cheguei a meu apartamento, indo direto para o banheiro, mas parando com surpresa ao ver Kate se arrumando no seu quarto, parei na porta do mesmo, olhando ela tentar subir o zíper sozinha de um vestido rosa pérola.
–Já está aqui? – Perguntei.
–Não, não, estou na Starbucks ainda, isso aqui é uma holografia minha. – Disse Kate irônica apontando para si mesma e eu não pude deixar de rir com a minha pergunta idiota.
–Para onde você vai? – Perguntei.
–Para o mesmo lugar que você. – Ela respondeu.
–Como assim você vai... — Eu comecei a dizer, mas Kate me interrompeu.
–Sim, eu irei jantar com você na casa dos Grey, ou melhor, dizendo na casa dos nossos sogros, eu irei com Elliot. – Disse Kate e eu sorri então Kate também iria? Melhor para mim, que não ficaria rodeada de estranhos.
–Que bom que você vai, não vou ficar “sozinha”. – Eu digo fazendo aspas com os dedos e Kate ri.
–Você nunca ficaria sozinha. – Ela rebateu.
–Como eles são? – Eu perguntei mudando de assunto.
–Eles quem? – Perguntou Kate.
–Ah Christian, você sabe, os pais de Christian e Elliot, como eles são? São pessoas boas? Vão gostar de mim? – Perguntei com desesperada, Kate riu com meu desespero.
–Calma Anastásia, eles são adoráveis, são respeitadores e pessoas ótimas, e claro que vou gostar de você, se gostaram de mim, você eles vão amar. – Disse Kate.
–Que Deus te ouça. – Eu pedi.
–Agora vamos arrumar uma roupa para você, nós temos que nos destacar nesse jantar. – Diz Kate pegando a minha mão e me puxando para meu quarto.
–Tudo menos se destacar Kate. – Implorei arrancando uma risada de Kate que como pude notar estava muito animada hoje.
{...}
Kate arrumou a minha roupa e decidiu o meu vestido, mesmo eu deixando claro que queria ter o poder de escolha, mas como imaginei que Kate não fosse me ouvir, ela apenas deu de ombros e me mandou vestir o que escolheu de sua vontade, eu sem animado para tentar decidir ao contrário deixei que ela escolhesse de acordo claro que não fosse algo chamativo.
Colocou meu cabelo um coque, deixando alguns fios soltos, mesmo eu instinto para amarrar tudo, novamente ela deu de ombros e me convenceu na escolha do penteado daquela maneira, e depois revelou á mim o vestido roxo ameixa que por aventura já pertence á mim.
Os sapatos pretos sociais combinaram com perfeição para o vestido, que eu usava apenas máscara de cílios “enfeitava” o meu rosto, mas propriamente meus olhos, Kate sempre gostava de destacá-los por causa da cor, não tinha o porquê de me maquiar muito, a ultima coisa que eu queria parecer é alguém muito extravagante e nessa questão Kate concordou plenamente comigo.
–Você está pronta? Estamos lindas e perfeitas. – Diz Kate convencida e eu ri, indo para o sofá me sentar.
–Então vamos esperar os nossos homens. – Eu disse gostando da maneira que a frase soou, e me sentei no sofá, Kate riu e se sentou no sofá também.
–Isso mesmo nossos homens. – Repetiu Kate, e não demorou muito para nós escutarmos alguém bater na porta, Kate se levantou em um pulo, logo indo para a porta e abrindo-a aparecendo ali Christian e Elliot, que nem ao menos me cumprimenta e vai direto aos braços de Kate a beijando.
Christian olha um tanto confuso para o casal, e eu me aproximo dele lentamente.
–Boa noite. – Eu sussurro.
–Boa noite Anastásia, antes de qualquer coisa, você está linda, mas como assim? A sua amiga e meu irmão... – Diz Christian sem acabar a frase.
– Pensei que já soubesse, quer dizer, quando você e seu irmão estavam vindo para cá, ele não disse nada? – Perguntei.
– Não, Elliot não disse nada, e eu realmente não fazia idéia. – Comenta Christian, enquanto Kate e Elliot estão praticamente se “comendo” na sala, eu tiro a minha atenção dos dois sentindo Christian me puxar pela cintura, pronto para fazer o mesmo que Kate e Elliot estavam fazendo.
Sua boca vai de encontro com a minha, mesmo sendo com calma, foi algo intenso, quase necessitado, como se ele tanto como eu, ou não, precisasse daquilo.
O beijo é calmo, assim como eu, ele não queria chamar atenção, mas apesar de calmo, a sua língua contornava a minha com grande intensidade, mordiscava o meu lábio várias vezes, me fazendo segurar para não beijar, sua mão esquerda estava na minha bunda, e a sua mão direita entrelaçada na minha mão esquerda.
O fôlego começa a acabar nossos pulmões estão pedindo por oxigênio. Ele encerrou o beijo com quatro selinhos suaves, se afastando calmamente de mim.
–Senti a sua falta baby... – Sussurrou Christian em meu ouvido, e eu me arrepiei, ele e a seus malditos efeitos sobre mim. Olhei para Kate e Elliot que nós olhavam, e eu acabei corando da cabeça aos pés rindo sem graça, Kate sorria e Elliot tinha um brilho de admiração...? Nos olhos.
Ele se soltou de Kate e andou até mim parando na minha frente, e me analisando com um sorriso, ele parece ser aqueles tipos de caras que sempre estão sorrindo por algum motivo, o sorriso nunca sai do seu rosto, não era a primeira vez que eu via Elliot, já tinha conhecido ele antes na cafeteria, não cheguei a falar com ele, apenas o olhei de longe, quando ele e Kate conversavam ou simplesmente se agarravam.
–Anastásia, finalmente eu te conheci, a famosa Ana. – Ele disse sorrindo, e eu sorri também, ele falando desse jeito deve ser por que Kate já falou de mim para ele, ou será que Christian falou algo de mim para Elliot? A curiosidade bateu em mim, e eu decidi me fazer de desentendida.
–Famosa? – Perguntei.
–Sim a famosa Anastásia, Christian não parou de falar de você quando nos encontramos ontem e devo assim dizer que só falou elogios, até me surpreendi. – Disse Elliot, e eu olhei para Christian e quase pude jurar que ele havia corado. Christian Grey corado? Isso é inédito para mim e acho que para qualquer um. -Christian até ficou vermelho. – Confirmou Elliot gargalhando logo em seguida, Christian o olhou o repreendendo com o olhar, mas Elliot não parou de rir, e Kate acompanhou Elliot, já eu prendia o riso entre os meus lábios, mas eu sentia que a qualquer momento iria rir.
–Já deu Elliot, vamos que papai e mamãe estão nos esperando. – Diz Christian me puxando para si e me guiando para fora do apartamento, sendo seguido por Elliot e Kate, que ainda não pararam de rir, eu olhei para Christian vendo que ele estava vermelho, mas dessa vez não de vergonha, e sim de raiva.
{...}
A casa dos Grey, ou melhor, a mansão dos Grey era maravilhosa, simplesmente perfeita, bem decorada, com elegância e uma ótima escolha, as paredes brancas e os moveis de um estilo clássico dos anos trinta espalhados pela casa, eu adoro o estilo clássico inglês, fica tão bonito nas casas grandes, eu não gostava de coisas modernas, sempre preferia as coisas de época, não que eu não ache o apartamento de Christian bonito, na realidade acho muito bonito, mas sem duvida a casa dos Grey tinha algo que a casa de Christian não tinha.
Luz e brilho.
Diferente da casa escura e um tanto quanto sombria de Christian. Quem atendeu a porta foi a empregada, que nos levou para a grande sala de jantar, e ali foi onde eu vi todos os Grey reunidos, bom teoricamente não todos os Grey, mas os principais.
O pai de Christian, Carrick era um homem já de idade, mas ainda um homem com seu charme e bonito, ele sorriu para Christian e eu quando nos viu, e se levantou, arrumando o seu terno sem gravata que ele vestia e parando na nossa frente.
–Olá Christian, quanto tempo meu filho. – Ele disse para Christian que sorriu.
–Oi pai, eu senti saudades. – Disse Christian.
–Eu também filho. – Disse Carrick de volta para Christian, e seu olhar voltou para mim, ele sorriu, afastando as suas mãos em um gesto. –Oh, Anastásia? Aceitei? – Perguntou Carrick bem humorado, e eu sorri, ele parecia ser uma pessoa boa, um adorável sogro.
–Sou eu mesmo senhor, Anastásia Steele. – Me apresentei.
–Oh que isso, não me chame de senhor, me chame de Carrick, eu faço questão. – Ele disse.
–Tudo bem Carrick. – Eu digo.
–Você é muito bonita Anastásia. – Ele elogia e eu coro.
–Obrigada Carrick. – Eu sussurro e uma mulher que deve ser a Grace, mãe de Christian para em seu lado segurando o seu braço, eles se olham por um segundo, e sorriem, e depois a mulher “abraça” Christian somente tocando seus ombros e dá um beijo em sua testa.
É uma mulher muito bonita, com os olhos castanhos, cabelos da mesma cor, cabelos até o ombro, olhar materno, sorriu para mim. Ela usava um vestido azul, justo da cintura para cima, e largo da cintura para baixo.
–Olá, sou Grace Grey, mãe de Christian, é um prazer conhecê-la, você não faz idéia como fiquei ansiosa quando Christian disse que lhe traria para jantar. – Ela confessou sorrindo como se fossemos velhas amigas, e era isso que eu diria que iríamos ser velhas amigas.
–Eu também fiquei ansiosa senhora. – Eu disse.
–Me chame de Grace, eu faço questão. – Ela também disse para mim usar seu nome.
–Claro. – Eu simplesmente digo.
–Ah! – Escutamos um gritinho. –Finalmente conheci a mais nova e primeira namorada do meu irmão. – Escutamos uma voz dizer no alto da escada, eu olhei para aquele local e vi uma menina com a pele um pouco morena, cabelos pretos e com corte Chanel e uma franja curta, olhos escuros e os lábioos cheios pintados com um batom vermelho, e um vestido comportado e com detalhes brancos, veio descendo a escada em nossa direção, ou propriamente dita, em minha direção, antes de até mesmo falar com Christian, Mia, acho que esse é nome dela, segundo o que Kate disse, veio e me abraçou apertado, como se fosse irmãs ou amigas que não nos víamos á tempos.
Seus braços me esmagavam contra o seu peito, eu sorri, ela deveria ser uma pessoa com que eu com certeza teria uma grande amizade, uma cunhada perfeita, assim como Elliot, ela então se afastou de mim, mas ainda me olhando sorrindo.
–Fico tão feliz em te conhecer Anastásia, aliás, prazer, sou Mia Grey. – Ela se apresentou.
–Anastásia Steele. – Me apresentei e a empregada apareceu na sala.
–O jantar está servido. – Anunciou logo de retirando.
–Vamos jantar, quero conhecer tudo sobre você. – Disse Mia pegando em minha mão, e me arrastando para a sala de jantar.
Duas coisas eu havia notado. Primeiro é que os Grey são pessoas incríveis, simples e apesar do dinheiro que tem são humildes, todos eles, e segundo, Mia não chegou a cumprimentar Christian, na verdade mal olhou para ele, e eu gostaria muito de saber o motivo, mas eu não tinha coragem de perguntar, nem para ela e nem para Christian, mas talvez eu perguntasse depois para Kate, ela deve saber responder.
{...}
O jantar começou muito bem, os Grey e principalmente Mia fazia perguntas para mim, perguntou sobre meus pais o que eu respondi tudo, perguntou sobre o meu emprego, perguntou sobre coisas paralelas, e no final começamos a falar sobre viagens.
–Estávamos falando sobre férias anteriormente Ana. – Comentou Mia.
–Eu e Kate decidimos seguir a família dela em Barbados por duas semanas. – Revelou Elliot, e ali naquela mesa os únicos surpresos era Christian e eu, eu olhei para Kate que sorriu para mim, mas eu não retribuí o sorriso.
Pode ser infantilidade da minha parte, mas fiquei chateada em ver que os Grey sabiam de sua viagem, e eu que sou sua melhor amiga e moro no mesmo apartamento não, porque ela não me contou? Sendo que eu conto tudo á ela?
–Você pretende viajar para algum lugar Anastásia? – Pergunta Carrick.
–Estou pensando em ir para Geórgia por alguns dias. – Eu respondo com sinceridade, já fazia um bom tempo que estava devendo isso á minha mãe, visita-lá, já que ela sempre me visitava pelo menos duas vezes por mês, e eu sei o como é difícil e como gasta dinheiro para me ver, e sempre trazer algum presente, eu preciso também visitá-la.
Olho de relance para Christian e vejo seus olhos focados nos meus, sua feição está completamente fechada, fria e dura, ele me olha com raiva, pois ele não esperava que eu quisesse ir para Geórgia, mas eu quero.
–Geórgia? – Ele sussurra alto suficiente para a sala do jantar que estava quieta escutar.
–Bom, minha família mora lá e eu preciso visitar a minha família, faz tanto tempo que não os vejo. – Eu respondo.
–Viu Christian, Anastásia visita a sua família, mesmo morando longe, diferentes de outros filhos que mesmo morando perto. – Diz a mãe de Christian obviamente jogando indireta bem clara para ele.
–Eu não venho muito aqui por questão de tempo. – Rebate Christian. –Mas voltando ao assunto quando me pretendia contar? – Ele pergunta e eu me sinto constrangida pelo seu tom autoritário na frente de todos na mesa.
–Porque o assunto não veio á toma. – Eu respondo.
–E quando você vai? – Ele pergunta novamente com certa aspereza na voz.
–Provavelmente na semana que vem. – Eu respondo já inventando uma data prevista.
–E por quanto tempo ficará lá? – Ele pergunta, e eu sinto todos os olhares sobre mim, e dessa vez me sinto tão... Submissa, perante a família dele.
–Eu ainda não sei terei que decidir. – Eu respondo um pouco rude.
–Você deveria ter-me contanto! – Ele exclama novamente, só que desta vez elevando ainda mais a voz com grosseria.
–Eu não via motivos para te contar eu já disse. – Eu disse devolvendo ao mesmo tom.
–Então não há motivos para contar para a porra do seu namorado? Alias o que você pretende fazer na Geórgia mesmo? Apenas visitar á sua mãe e seu pai? Ou você pretende visitar outra pessoa? – Diz Christian com a voz duvidosa e sarcástica dessa vez pela primeira vez ele realmente me ofendeu e pior na frente da família dele.
–Christian! Respeite Anastásia garoto! Com que direito você fala assim com ela? – Repreende Carrick.
Eu não agüentando á humilhação me levantei da mesa dos Grey, com tanto ímpeto tanto um barulho alto pela sala.
–Com licença. – Eu digo simplesmente, indo para qualquer direção que eu acho que é a saída, vendo ser seguida por Mia, pois Carrick impede Christian de ir atrás de mim.
E pensando bem, eu não quero que ele venha atrás de mim.
Continua.
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