Cinquenta Tons Mais Intensos.

34 Um constrangimento maior.


Notas iniciais
Como prometido capítulo hoje! Boa Leitura!

Por Christian.

A minha cabeça estava meio grogue, eu a sentia flutuando, eu me sentia lento, mas incrivelmente bem e satisfeito, ainda mais sentindo o corpo quente e doce de Anastásia junto ao meu, me esquentando, parecia até mesmo mentira para mim mesmo, mas eu estava abraçado de conchinha com uma mulher, dormindo com ela, agindo como Um... Um... Namorado. Isso é novo para mim, jamais dormi com uma mulher ao meu lado depois do sexo, eu costumava a dispensar todas assim que o sexo terminasse, mas Anastásia é obvio que eu não faria isso, ainda mais agora, que meus sentimentos em relação á ela mudou, a sentir roçar o seu corpo macio e quente no meio, já cedo me causando uma ereção matinal não é algo que eu estou acostumado, eu nunca acordo com nenhuma mulher do meu lado, acordo sempre sozinho.

O que eu fiz para ela, ela não gostou, por incrível que pareça ela não queria a minha humilhação, não queria que eu me sujeitasse ao papel daquele, eu podia ver em seus olhos que não era aquilo que ela estava procurando em mim, mas eu não pude fazer nada para evitar, foi uma força maior que a minha, toda a minha questão de querer mostrar á ela quem manda foi de água a baixo, meus planos que eram para ser realizados passaram a não existir mais, e quando eu dei por mim, eu estava no chão, implorando por ela e para ela não me deixar, como eu fui chegar á esse ponto? Estou envergonhado comigo mesmo, não deveria ter feito o que fiz, Anastásia apenas queria um simples perdão, sem nada exagerado, e essa nossa separação de apenas um dia, a fez notar que senti a minha falta quando estou longe, foi o que ela disse na hora do sexo.

Mas o que realmente importa é que Anastásia me perdoou e me aceitou de volta, me deu uma chance, eu não posso desperdiçar e não vou, eu estou com uma idéia fixa em minha mente que sou o melhor para ela, isso pode soar um tanto quanto convencido, mas não é. Isso é apenas medo da deixa, da perda, e com medo me faz aprender, aprender que eu tenho que dar o melhor de mim, e ser o melhor para Anastásia, não posso nem ao menos cometer o risco de perdê-la ou então de outro tira-la de mim.

–Bom dia. – Sussurra aquela voz me fazendo sair dos pensamentos, olho para o lado vendo Anastásia com os olhos abertos me olhando com os ombros encolhidos talvez por frio, eu passo ainda mais os meus braços em sua volta para esquentá-la.

–Você quer dizer boa tarde? – Eu pergunto risonho, Anastásia me olha confuso.

–Que horas são? – Pergunta ela, e eu pego meu celular que está no bolso do meu casaco, olhando a hora para ela.

–São cinco horas da tarde. – Eu respondo e ela levanta da cama, recolhendo as roupas e se vestindo, eu a olho totalmente confuso.

–O que foi? – Pergunto.

–Minha mãe. – Ela responde simplesmente.

–O que tem? – Eu pergunto de volta sem ainda entender nada.

–Como o que tem? Já são cinco horas da tarde e nós estamos no quarto, o que ela vai pensar? – Ela pergunta e eu penso e repenso, ela tem razão, eu sou namorado de Anastásia e acabei de chegar a sua casa e já entrei em direção ao seu quarto, e me esqueci totalmente de sua mãe que deveria estar lá embaixo, quem sabe escutando tudo o que fizemos, por um momento eu fico sem graça, o que Carla irá pensar de mim? Que estou aproveitando de sua filha? Será que o padrasto de Anastásia também está em casa e ouviu? Seria então constrangimento e vergonha em dose dupla.

Eu queria conhecer a sua mãe, e seu padrasto, me apresentar oficialmente como seu namorado, nada mais justo já que ela para a minha família e oficialmente é minha namorada.

–Você vai me apresentar a sua mãe? – Eu pergunto e Anastásia da de ombros.

–Eu tenho outra escolha? – Ela pergunta e eu nada digo, ficando um pouco bravo com sua resposta, eu não quero parecer uma obrigação para ela, como se ela fosse obrigada a me apresentar como seu namorado para a sua mãe por eu estar ali.

–Se você não quiser apresentar eu posso sair por aquela porta sem precisar de nada disso. – Eu digo mostrando a minha irritação com as suas palavras, Anastásia que estava arrumando o seu cabelo na frente do espelho médio da sua escrivaninha, parou um instante para me olhar, ela deveria ter notado a irritação em minha voz.

–Eu quero apresentar você como meu namorado Christian. – Diz Anastásia me olhando séria e enfatizando cada palavra da frase.

–Eu apenas não quero que você veja isso como uma obrigação. – Eu rebato um pouco mais calmo por sua declaração de querer me apresentar como namorado.

–Não vai ser uma obrigação, vai ser um prazer. – Avisa Anastásia com uma voz casual e natural, sinceridade em suas palavras. Anastásia amarra seus cabelos em um rabo de cavalo e fica de frente para mim estendendo a sua mão. –Vamos? – Ela pergunta.

–Seu padrasto está? – Eu pergunto antes de aceitar a sua mão.

–Não, ele ainda está trabalhando. – Ela responde e eu queria poder ficar aliviado, mas não fico, pois vou ter que conhecer ele outra hora, se bem que ainda tem o pai de Anastásia para me apresentar formalmente.

Descemos as escadas encontrando a sua mãe sentada no sofá assistindo TV, assim que ela nos vê de mãos dadas seus olhos se arregalam e essa prontamente se levanta ficando de pé.

–Olá. – Ela nos cumprimentou.

–Olá senhorita Wils. – Eu a cumprimento de modo formal.

–Me chame de Carla. – Ela pede gentilmente.

–Então me chame de Christian. – Eu digo também de forma gentil, ganhando a simpatia da mãe de Ana.

–Mãe, esse é Christian meu namorado. – Diz Anastásia, mas algo que ela não sabe, é que sua mãe já sabe.

–Bom, é um prazer conhecer Christian, quer tomar algo? Comer? Talvez vocês estejam com fome depois da tarde que tiveram... – Disse Carla com um olhar malicioso para a filha, fazendo Ana corar da cabeça aos pés e eu sorrir de maneira cúmplice, eu achei que seria mais constrangedor os comentários, mas com certeza com o Elliot seria.

–Não precisa Carla, não estou com fome. – Eu digo.

–Eu também não. – Completa Anastásia e por alguns segundos fica um silencio chato ecoando pela sala. –Bom, então, eu estava pensando em levar Christian agora para passear e conhecer um pouco a cidade. – Diz Anastásia propondo.

–Eu aceito, estou com vontade de conhecer o lugar onde Anastásia cresceu. – Eu digo sorrindo para ela, sair um pouco daqui e sentir ar livre seria realmente bom.

–Ótimo, podemos ir agora? – Pergunta Anastásia.

–Claro. – Eu respondo.

–Bom mãe, nós voltamos na hora do jantar. – Avisa Anastásia.

–Ok, eu tenho certeza que quando vocês voltarem, Bob vai adorar conhecer você Christian. – Diz a mãe de Anastásia.

–Eu estou também muito ansioso para conhecê-lo. – Eu digo e escuto uma risadinha de Anastásia.

–Ok, então vamos. – Diz Anastásia me puxando em direção da porta. –Até o jantar mamãe. – Se despede Ana.

–Até filha. – Diz Carla, e então saímos da casa de Anastásia, sentindo um ar quente da Geórgia.

–Vamos de carro. – Eu digo caminhando em direção do Audi estacionado na frente da sua casa.

–Não. – Nega Anastásia me fazendo parar. –Vamos á pé. – Ela simplesmente diz, entrelaçando as nossas mãos e começamos a caminhar a direção leste da rua.

Continua.

Notas finais
Esse passeio vai dar muito o que falar, digamos que não é legal você sair para passear com seu atual quando seu ex está mais próximo que você imagina. Recomendações?! Comentem! Recomendem! Favoritem! Próximo capítulo quarta, quinta ou sexta. Beijos.