Cinquenta Tons Mais Intensos.
66 Um aviso: Se beber, não case.(mas nesse caso, não discurse).
Notas iniciais
Por Anastásia.
Eu estava na festa, mas ao mesmo tempo não estava.
Meus olhos só conseguiam olhar em direção ás escadas, esperando Mia e Christian descerem de lá abraçados com as pazes feitas, mas fazia mais de quinze minutos que eu olhava naquela direção e nenhum dos dois descia.
Eu não estava prestando atenção exatamente no que Grace e Elena –que estavam no meu lado- estavam conversando, a minha mente só rondava nos dois e nas proporções que a conversa –ou discussão – poderia tomar.
Ao mesmo tempo eu tentava não me culpar se isso fosse realmente acontecer.
Eles vão se acertar, eles devem se aceitar.
Era o que eu repetia para mim mesma.
—Hei Aninha, cadê Christian? – Perguntou Elliot quando se aproximou de mim.
—Ah... Ele foi ao banheiro. – Menti.
—Enquanto isso quer dançar comigo? –
—Claro. – Hesitei em aceitar, mas eu poderia distrair a minha mente por alguns minutos. –Onde está Katherine? –
—Está conversando com uma colega da faculdade que encontrou aqui. –
As mãos de Elliot rodearam lentamente a minha cintura e ele me puxou para si quando a musica lenta começou a tocar –mas sem nenhum desrespeito. –
—Me desculpe se eu pisar em cima do seu pé. Eu não sou boa em dançar músicas lentas, na verdade, eu não sou boa em dançar nenhuma música. –
Elliot rio.
—Fique tranquila, eu também não sei dançar esse tipo de música é provável que eu pise no seu pé. – Elliot rebateu me fazendo sorrir. –Eu detesto esse tipo de música lenta, mas Grace me proibiu de ser o DJ da festa. –
—Não quero nem imaginar quais seriam as musicas que você iria colocar. – Zombei.
—Hei. – Ele resmungou. –Eu tenho um excelente gosto musical, só que elas não combinariam para a ocasião. Na verdade as únicas músicas que combinam para a ocasião de agora são as de funeral. –
—Elliot! – O repreendi.
—Qual é? Eu estou certo. Essas músicas parecem do além. – Ele disse alto demais fazendo um casal de idosos que dançavam quase ao nosso lado o olhar de cara feia. –Boa noite senhor e senhora Kowalsky estão se divertindo? – Perguntou Elliot tentando evitar o clima de constrangimento que já estava grande.
—Está ótimo. – Respondeu o senhor Kowalsky de forma seca e mal-humorada.
Elliot apenas assentiu com a cabeça enquanto me guiava para longe deles.
Quando nos afastamos não conseguimos segurar o riso.
—Isso foi bem estranho. –
—Espero que não me dedurem para minha mãe se não ela irá me matar. –
A música finalizou e eu sorri agradecida para Elliot por conseguir me distrair por alguns minutos.
—Até a próxima senhorita Steele. – Ele disse em tom de humor antes de seguir em direção ao bar.
Logo quando me virei, Katherine estava no meu lado.
—Você está melhor? –
—Como assim? –
—Eu vi como você estava apreensiva somente olhando para as escadas onde Christian e Mia foram, então mandei Elliot dançar com você para ver se você melhora. –
—Oh... Muito obrigada, eu pude ficar relaxada por alguns minutos com o humor de Elliot. –
—É, eu sei, Elliot me acalma também de uma forma inacreditável. Mas agora me diga o que está acontecendo? –
—Mia e Christian foram conversar e finalmente colocar as verdades sobre a mesa. –
—Mas aqui e agora? Não tinha lugar melhor não? –
—Christian queria resolver isso de uma vez, mas eles estão demorando tanto e eu estou muito nervosa. –
—Você acha que eles não irão se acertar? –
—Para ser sincera? Eu não faço a menor ideia. –
—Acho que aquilo responde as suas perguntas. – Katherine apontou em direção à escada e eu que estava de costas para a mesma me virei imediatamente vendo Mia descer os degraus sozinha e parecendo furiosa. –Pelo visto eles não se resolveram. – Katherine murmurou.
—Oh droga, não era isso que eu queria. –
—Ela parece estar enfurecida. – Katherine constatou. Minutos depois desceu Christian parecendo completamente atordoado. –Ele não parece em melhor estado. –
Christian seguiu em direção ao bar.
Com certeza eles não haviam se acertado.
—Eu acho melhor eu ir lá. –
—Acho melhor mesmo, por que pelo visto o Grey vai querer descontar tudo na bebida. Boa sorte. –
—Obrigada. -
Me afastei de Katherine e andei em direção a Christian.
Quando cheguei ao seu lado, o vi virar um copo de whisky todo em apenas um único gole.
—Ah. – Ele fez aquele som que uma pessoa faz quando toma algo extremamente gelado ou ardente. –Mais uma, por favor. –
—Christian... –
—Ana... Agora não, por favor, eu preciso ficar sozinho. –
—Christian beber não é a solução. –
—Para mim é. –
—Por favor, nós vamos embora, mas não beba exageradamente. –
—Não podemos ir embora, nem foi cortado o bolo ou qualquer merda do tipo, temos que ficar. – E novamente mais um copo foi tomado em um único gole.
—Eu não quero ficar do seu lado com você cheirando a Whisky. –
—Não fique. –
—É sério isso? Vai me responder assim? Quantos anos você tem? Cinco? –
—Eu já disse que quero ficar sozinho. —
—Não é ficando sozinho que você vai resolver seja lá o que aconteceu. –
—Merda Anastásia, eu só quero ficar sozinho. – Seu tom era duro.
—Ótimo, então fique. –
Sai de perto dele e andei em direção oposta.
Eu queria muito ir embora, mas fiquei por respeito e consideração a Grace e Carrick.
{...}
Meia hora depois anunciaram que o bolo iria ser cortado e Grace e Carrick iriam declarar alguns votos.
Nesse meio tempo eu perdi as contas de quantos copos de whisky Christian havia bebido.
Dez? Vinte? Talvez trinta, eu não sei, parei de contar no décimo sexto.
—Estamos reunidos hoje aqui para celebrar o amor entre duas pessoas que passaram por altos e baixos em sua vida, e seguiram se amando mesmo assim, duas pessoas que ainda possuem o mesmo olhar de paixão que tiveram há vinte anos atrás no metro onde se conheceram, uma salva de palmas para meus queridos pais Grace e Carrick Grey. – Anunciou Elliot fazendo uma salva de palmas ecoar pelo local.
Carrick e Grace declararam seus votos um ao outro e eu sorri ao ver realmente o olhar de amor que ainda existia entre os dois e minha mente maldita ficou se perguntando se isso aconteceria com Christian e eu.
Droga de mente.
—Agora que os pombinhos já se declararam, Mia tem algo a dizer. – Disse Elliot passando o microfone para Mia que discursou o quão feliz estava pelos pais.
Assim que finalizou seu discurso todos bateram palmas crendo que havia terminado, porém o barulho de um microfone sendo ligado chamou a atenção e logo em seguida Christian apareceu e andou em direção e Elliot.
—Espera ai maninho, eu também tenho coisas para dizer. – Disse Christian com a voz embolada e estava visivelmente bêbado.
—Christian, solta esse microfone. – Sussurrou Elliot ao perceber o estado do irmão, ele tentou tirar o microfone de Christian que o empurrou levemente.
—Ah não, agora chegou a minha vez de falar. –
—Oh meu Deus, isso não vai acabar bem. – Sussurrou Katherine que estava no meu lado.
—Mamãe e papai, eu estoou tããão feliiiz por vooocês, vooocês merecem o amor que tem. Sabee eeeu Christiaaan invejo o amooor de vocês, é tãaao duradouro, eeu quero ter um amor assim com a miiinha Anaaa, maaas elaaa nunca disse que me amaaa, comooo vou contar sobre tudooo que eu já passeei seeem sabeeer o que elaaa senteee por mim? –
Christian olhou para todo o redor do salão até encontrar o meu olhar.
—Ah, baaaby você estááá ai, vooocê me amaaa? See você disser queee siiim, eu vooou poooder teee leeevar paaara o baileeee, eu nunca levei ninguém paaara o baaaile. -
Suas palavras eram emboladas e sem muito sentido.
—Euuu queeeero ir para o baileee veeem comigooo Anaaa? Nós podeeemos noos caaasar, eu querooo me caaasar cooom você... Eu... Quero... –
Elliot foi até Christian e puxou o microfone de sua mão e entregou para Mia, em seguida, ele colocou o braço de Christian em seu ombro e sobre muitos protestos bêbados do mesmo, ele o retirou do salão.
—Torça para não ter nenhum paparazzi aqui disfarçado de fotógrafo por que se não essa será a noticia do ano. – Katherine murmurou.
Meu Deus se isso realmente acontecesse eu podia até mesmo imaginar a capa das revistas.
“Christian Grey constrange os pais ao ficar bêbado em festa de bodas de porcelana e pede namorada em casamento”.
Continua.
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