Notas iniciais
É isso pessoal. Último capítulos... Lá vamos nós! Boa Leitura! =)

Por Christian.

A vida é boa.

Por muitos anos, longos anos, eu não me permiti vivê-la da forma que a mesma merecia, sempre crendo que a felicidade era algo muito distante para mim, algo que somente os homens justos e puros a pudessem ter em suas vidas como uma espécie de recompensa por toda a bondade que tinham, e eu como um ser humano falho e cheio de erros dos mais imperdoáveis até os mais banais não poderia me dar ao luxo de ter uma felicidade plena por um longo tempo sem preocupações.

Finalmente entendo e compreendo que todo ser humano é falho e que erros são parte de nossa jornada ao longo da vida, não tropeçar enquanto faz a sua história no mundo é uma operação impossível e creio que nenhum ser humano jamais conseguiu realizar tal ação.

Eu não preciso me julgar o tempo inteiro, ou cobrar demais de mim mesmo e esquecer que sou apenas humano, as cobranças podem vir de toda e qualquer parte, mas quando partem de si mesmo é pior do que qualquer outra.

Eu sou mais feliz agora.

Ponderando escolhas de cada vez, aceitando os meus próprios erros, e vivendo com os meus defeitos ao lado daqueles que me aceitam da forma que eu sou e só querem o bem para mim, aqueles que eu levarei para o resto de minha vida.

Anastásia e eu já estamos juntos á exatos sete anos.

Muita coisa aconteceu nesse meio tempo e muitas lições foram aprendidas, lições que antes eram esquecidas ou cobradas com alto fervor e autoridade.

A confiança que tinha sido duramente quebrada – por minha culpa – ao longo desses sete anos foi reconstruída aos poucos, dia por dia, mês por mês, e ano por ano.

As mentiras foram perdoadas, esquecidas e ensinadas a não se repetir – mentíamos agora somente para surpresas de festas de aniversários, mas Elliot nunca conseguia se segurar dando com a língua nos dentes antes do tempo esperado. –

Elena se tornou somente um passado, um passado no qual eu não gosto de lembrar, um passado que eu decidi enterrar de uma vez por todas á anos atrás e viver livremente sem qualquer peso em cima de meus ombros, e depois da nossa última discussão á sete anos atrás, nós nunca mais nos falamos novamente, e segundo minha mãe, Elena havia se mudado para algum lugar da costa oeste. Seu nome não era evitado de ser tocado, por que eu já tinha a superado, então somente ouvi-lo não era um problema para mim.

Doutor John Flynn é um ótimo psicólogo e me ajudou muito – e continua ajudando – nesses últimos anos com os meus traumas e pesadelos de minha infância.

Sua tática para me ajudar com os pesadelos eram boas.

Ele sempre me dizia: “Quando tiver um pesadelo, feche os olhos e respire fundo por dez segundos, em seguida, comece a pensar sobre os melhores acontecimentos de sua vida e o porquê de você continuar seguindo em frente, pense somente nas coisas boas, deixe as coisas ruins para trás, elas não fazem mais parte de você”.

Era isso que eu fazia nos meus pesadelos de infância, enrolava Anastásia em volta dos meus braços, me enroscando nela quase como se fosse um polvo e repassava os melhores momentos de minha vida em minha mente.

Repassava em minha cabeça com perfeição e detalhes do meu casamento com Anastásia que foi cerca de dois anos depois de nós reatarmos o nosso relacionamento.

Ela estava tão linda com o seu longo vestido branco de cauda rendado enquanto caminhava com uma coroa de flores em minha direção, junto ao seu pai, com um sorriso sereno pleno no rosto enquanto seus pés descalços se arrastavam sobre a delicada areia – nós nos casamos na praia ao pôr do sol. –

Seus votos sobre fidelidade e companheirismo encheram meus olhos de lágrimas que não consegui evitar seguraras deixando escorrer livres por minhas bochechas.

“Eu amo você hoje e para sempre, muitos dizem que a perfeição não existe, mas eu discordo quando olho para você, não me importo com as suas falhas e com os seus erros, foram com eles que eu aprendi a me apaixonar por cada dia por você”.

Seus olhos azuis brilhavam tanto com o constante da água do mar.

Me lembro com perfeição da paz que senti naquele dia, me sentia tão completo e pleno como nunca tinha me sentido antes.

No canto a direita se debruçando em lágrimas estavam Katherine e Elliot, nossos padrinhos, que haviam se casado cerca de um ano antes de nós, e diferentemente de Anastásia e eu, eles se casaram em uma igreja.

Nunca vi Elliot tão diferente como estava, jamais imaginei vê-lo dessa maneira por outra pessoa, mas Katherine havia realmente o mudado – para melhor – e lhe mostrado uma nova forma de ver a vida.

Em seguida comecei a repensar no momento em que descobri que Elliot seria pai – isso aconteceu uns dois anos após nosso casamento – e ele estava eufórico como eu jamais tinha visto antes por aquela novidade.

Cassie — minha sobrinha – nasceu nove meses depois, saudável e forte, com uma personalidade brincalhona como o do pai.

Seis meses depois Anastásia me deu a melhor noticia que eu já havia recebido em minha vida.

Eu seria pai.

A felicidade que me atingiu foi inexplicável, mas o medo e o receio de ser um pai de merda – como o meu foi – se instalou igualmente dentro do meu peito me fazendo agoniado por muito tempo até John me fazer entender que não havia porque eu temer.

Só porque você teve um pai ausente não quer dizer que se torne um mau pai Christian, você é uma pessoa diferente, com atitudes e pensamentos diferentes, não se compare a outros, e não deixei de aproveitar a gestação de sua esposa por medo, o medo destrói a nossa alma e aos poucos arruína a nossa vida, e somente você tem o poder de expulsá-la de sua vida”.

Com as palavras de John, me concentrei em seu conselho, e comecei um processo de aceitação de mim mesmo para meu filho, eu não seria um mau pai, eu amaria o meu filho ou filha como meu pai jamais foi capaz de me amar, eu não iria cometer os mesmos erros que ele.

Não cometi.

Phoebe – uma menininha – tem todo o meu amor e todo o meu apoio, eu sempre estou presente em seu crescimento – até dei um tempo na empresa, me substituindo outra pessoa de confiança em meu lugar – para passar mais tempo com a minha filha e nada perder de sua infância.

Theddy nasceu dois anos depois, sendo prematuro, tendo algumas complicações na gravidez de Anastásia, mas deu tudo certo no parto, e apesar de prematuro, nasceu saudável.

Éramos uma família.

Uma verdadeira e grande família.

Tínhamos amor, confiança e paz, que era tudo que eu sempre quis para mim.

Eu sei que cometi muitos erros, mas não posso me arrepender deles e nem ao menos consigo, pois sem eles, eu jamais teria conhecido Anastásia, o amor de minha vida, e jamais teria o que tenho hoje, a felicidade plena e a satisfação de uma boa vida.

Então, toda vez que um pesadelo me atormentava a noite, me fazendo perder o sono, eu ia até o quarto dos meus filhos, os via dormir por algum tempo, agradecendo aos céus por eles estarem em minha vida, logo depois voltava para minha cama, me deitava ao lado de Anastásia enrolando os meus braços em volta de sua cintura e repassava os momentos bons em minha mente.

Os momentos que valiam a pena, que me faziam sorrir, que me faziam chorar de felicidade, que me faziam viver e seguir em frente.

Quando me dava conta, eu caia no sono ao lado de quem me deu tudo que eu tinha, de alguém que me fez viver novamente.

E então eu dormia.

FIM

Notas finais
Escrever essa história foi uma jornada incrível e eu adorei compartilhá-la com vocês. Muito obrigada aos mais de 1000 comentários. Vocês foram incríveis e me incentivaram a continuar, sem vocês eu não teria conseguido então muito obrigada mesmo. ❤ Quero agradecer ás 17 pessoas que recomendaram a histórias: ❤ Sirlei Cruz. ❤ Athanasia Harvey ❤ Déa Vianna ❤ Anaid ❤ liliswan ❤ Taina de Oliveira ❤ Tha Pottier ❤ AnaRoderjan ❤ Roberta Pires ❤ Dominic ❤ Sara Arcanjo ❤ Carlinha Targino ❤ Beijocas de uma Belieber ❤ Lucy ❤ meneghel ❤ Soul Sunny ❤ Love1662002 MUITO OBRIGADA Á TODOS! BEIJOS E ADEUS. ❤
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!