Notas iniciais
Oi, gente!! Tudo bem? Pois bem, eu quero que saibam que eu fiquei imensamente feliz com todos os cometários que eu recebi. Vocês falaram que amaram e gostaram e tinha fé, então eu quis postar o quanto antes o capítulo 1 que infelizmente ou felizmente ainda não inicia ainda de verdade o encontro de nossa querida e magnífica Anastácia e nosso perfeito Cinquenta, Cristian. Mas acalmem-se que quando eles REALMENTE se encontrarem, será no estilo Cristian. Intenso e intimidante. Mas por enquanto, fiquem com esse capítulo humilde de Cinquenta tons Diferentes, que ganhará uma capa de fic e uma capa de cap, provavelmente amanhã..

Capítulo 1

Eyes

Eram apenas 04:30 da manhã quando eu abri os meus olhos e comecei a fitar o teto entediada, esperando o despertador de meu celular tocar avisando que 05:20 chegou e que era hora de me levantar e me arrumar para o meu primeiro dia na faculdade. E vou logo falando que ficar cerca de quase uma hora fitando o teto sem nenhuma coisa importante, somente especulações do dia, passando pela mente é simplesmente entediante ao extremo. Eu podia ter levantado? Sim. E por que não ter levantado? Porque eu simplesmente não tinha o que fazer. A roupa, arrumada. O material, sendo que não tinha nada a não ser livros, arrumado. O cabelo, que eu tinha feito escova com Katy, arrumado.

Katherine Kavanagh era uma das poucas meninas do mundo todo que eu podia me ver falando e sendo amiga. Ohh, sim, um dos grandes segredos de Anastácia Steele é.... Ela não é uma menina de muitos amigos, na verdade, ela não tem nem mesmo poucos. Em minha cidade natal, eu tinha apenas dois amigos, Henry Carter, jogador de basquete e paixão feminina da cidade, que foi meu primeiro namorado e Lulu, que não era bem uma pessoa e sim minha gatinha de estimação branquinha que eu tinha ganhado de Ray aos meus 5 anos de idade. Mas mesmo tendo o meu histórico de amigos curto até demais para uma menina de 18 anos de idade, Katherine me fazia parecer que eu era a pessoa mais popular do mundo, principalmente quando eu comecei a lhe contar como eu tinha me mudado várias e várias vezes pelo longo de meus anos.

Eu tinha me arrumado rapidamente pela ânsia de chegar cedo e entrar logo pelos portões de Stanford. Eu estava morando em um prédio na esquina da rua de Stanford. Era um prédio muito bonito e fofo, a tinta limpa e lisinha branca das paredes com apenas o redor das janelas dos apartamentos pintadas de azul mar davam um ar tão confortável que até mesmo minha mãe superprotetora por eu estar ficando praticamente do outro lado do mundo achou que seria minha melhor escolha, não que não pudéssemos pagar um prédio maior e mais chique, podíamos já que me pai tinha deixado uma herança de mais de 500 mil que foram, uma pequena quantidade, investido em lojas de sapatos, mas era melhor estar em um apartamento perto da faculdade que me confortasse no frio dos Estados Unidos, do que um grande e enorme apartamento longe da faculdade que me fizesse ter que andar muito ou pagar um táxi até lá. Eu gostava de onde estava vivendo e onde viveria pelos restantes de meus anos de faculdade, mas caso eu não me adapte a esse espaço, Katherine ainda não tinha uma colega de quarto e estava ansiosa ontem para que eu fosse , segundo ela, a “sortuda” a pegar essa vaga.

Não demorou mais que 10 minutos e eu enfim estava na faculdade. Eu sempre, acho que não somente eu, mas três dias antes de minha viagem até aqui, eu imaginava como seriam as pessoas da faculdade, imagina algo como intelectuais e sempre vestidos com lã e óculos, a típica imagem de um nerd no colegial, mas eu não poderia estar mais enganada. Tinham várias meninas com saltos rosa Pink ou vermelho, algumas com saias na metade das coxas e outras com camisas pequenas que mostrava o umbigo com piercing ou algo do tipo, e os homens também não ficavam muito atrás no quesito “Mostre seu Sex Appeal”. Muitos deles estavam de regatas que mostravam os músculos que alguns tinham, a maioria de jeans de tênis que caiam muito bem neles. Isso, senhoras e senhores, é uma prova de que pessoas bonitas podem ser altamente inteligentes. Talvez não comportadas, mas inteligentes.

–Ana!- Katherine vinha correndo em minha direção. Ela estava com uma calça jeans e uma blusa de babados roxa, e era uma das meninas que não estava com saltos gigantes nos pés e sim com uma sandália simples e marrom claro.

–Katherine.- Saudei ela. Os cabelos loiros que causavam inveja na mais bonita e loira super modelo estava soltos caindo me seus ombros, a franja caía por seu olho esquerdo, mas não ficava muito tempo, pois ela logo retirava colocando a mecha inconveniente atrás da orelha

–Katy!- Pediu ela enquanto enlaçava seu braço com o meu como se fossemos melhores amigas.

–Tudo bem.

–Dormiu bem?- Perguntou ela sorrindo e acenando com a cabeça para algumas das pessoas pelas quais passávamos.

–Sim, e você?-

–Solitária, mas bem.- Disse e entrou em um corredor.

–Kather- Katherine me olhou como se me repreendesse e eu parei no meio do nome- Katy.- Ela sorriu admirando que eu estivesse a chamando por apelido- Onde estamos indo?- Perguntei e ela logo pareceu notar que estava me levantando para um lugar desconhecido por mim

–Estamos indo até o auditório da equipe de coral.- Disse ela simplesmente colocando mais uma vez sua mecha para atrás da orelha

–Hã...- Sim ou não? Sim ou não? Pergunto ou não?- Éh... Por que?- Perguntei

–Ohh, desculpe, querida. Eu esqueço que você é nova.- Disse e sorriu – Hoje é o primeiro dia, mas não temos aula, apenas temos a continuação para arrumarmos nossos quartos, conhecermos o local e claro, nos socializarmos. Além do mais, sempre temos uma pequena apresentação dos formandos do ano passado em Música para que as pessoas ainda não decididas se interessem

–Entendo, mas... Eu já tenho um curso, você não?- Perguntou não querendo que a conversa morra.

–Tenho. Eu faço jornalismo no campus 4.- Disse

–Então...- É melhor esquecer, Anastácia. Ótimo, estou começando a falar comigo mesma

–Um amigo meu que faz um curso de fotografia no campus 9, o último, está aqui tirando fotos dos novos estudantes e do coral para colocar no site da faculdade e chamar atenção das pessoas para o próximo ano.- Disse

–Ohh... –Sorriu para ela compreendendo enfim o motivo

–Venha! Você tem que conhecer o Bear (Urso)- Disse e me puxou mais ainda

O auditório era como um teatro do mais alto escalão. As cadeiras eram cobertas de tecido confortável e bonito e tinham, na zona mais baixa, a cor vermelha, e na zona mais alta, na qual se sobe dois andares de escadas, é azul. O palco de madeira recém polida estava impecável e muito bonito com a cortina vermelha cobrindo quem quer que estivesse ali. Tinham caixas de som espalhadas pela sala, ar-condicionados ligados e alguns alunos sentados enquanto conversavam.

–Bom dia, pessoal! – A voz saía em um microfone e mesmo que parecesse meio rouca, era jovem.- Agora, os alunos passados do campus 6 do coral vem mostrar como se faz.- Disse e as cortinas se abriram revelando 5 pessoas, todas mulheres. A da extremidade a direita usava uma calça de couro preta com uma camisa escrita “Me, Myself and I” e os cabelos ruivos presos em um rabo de cavalo, talvez uma típica roqueira, ao seu lado uma menina loira com um vestido amarelo e sandálias brancas estava comportada e em uma sequência depois dela tinham duas morenas vestidas, uma de camisa listrada e a outra xadrez, as duas de jeans, e a última era loira com os cabelos até a metade das costas, esta estava com uma camisa dizendo “I don’t care”. Uma música começou a tocar nas caixas de som e logo as meninas começaram a cantar, todas estava sentadas em bancos que estavam em altura o suficiente para alcançarem os microfones em apoios. Eu mentiria se dissesse que não fiquei completamente chocada e surpresa com o quão bom a voz delas se saíram nas caixas de som, eram realmente muito boas e seria uma pena- para os empresários do mundo- se não fossem contratadas, pois eram perfeitas em notas vocais. Olhei para Katy que sorria para o palco gostando da apresentação e depois voltei meu olhar para as meninas, mas agora, notando bem, bem em frente ao palco tinha um homem de calça jeans e regata cinza, ele era bonito, muito bonito. Mas estava de costas, então não tinha realmente como eu saber como ele era.

–Bom, pessoal. Esses foram os talentos formados ano passado, mas ainda tem muitos alunos talentosos nessa escola.- A voz voltou- Então, quem quiser ser um desses alunos talentosos, se inscreva no Coral. E para todos, um bom ano.- Disse e terminou com uma música sem cantor saindo das caixas.

–Gostou?- Perguntou-me Katy

–Sim.- Disse sincera.

–Venha!- Senti-me em um deja vu, quando Katy puxou minha mão e começou a correr para onde quer que fosse que eu descobri que seria bem ao lado do fotógrafo. Joshua, seu nome?-Ana, esse é José.- Disse

–Prazer- Sorri o melhor que pude e estiquei minha mão para ele que pegou ao mesmo tempo em que falava um “Prazer” e sorria com lindos e alinhados dentes brancos. Ele era realmente bonito de frente também.

–Bom. Vamos na lanchonete do lado norte?- Pediu Katy

–Claro- Disse José mexendo em sua câmera, provavelmente para desliga-la

–Vamos.

Katy saía andando na nossa frente enquanto eu e José ficávamos para trás. Quando saímos de dentro do auditório e fomos para o campus neutro, que era o lugar onde ficava a pequena estradinha de estrada para a faculdade e o refeitório, eu olhei para todos os cantos vendo as pessoas. Olhei para as mesas, que tinham algumas pessoas conversando ou jogando cartaz, olhei para algumas árvores com pessoas encostadas e conversando ou apenas ouvindo música e mexendo em seus notebooks/ celulares. E por fim, eu olhei para a entrada da faculdade, onde ainda tinha alguns carros entrando e dentre eles, um Audi Q7 prata que tinha a porta de trás sendo aberta por um homem em média de 30 anos vestido com um terno preto limpo e lisinho. Eu estranhei, mas tudo ficou completamente inútil quando um homem jovem saiu de dentro do carro e a primeira coisa que eu vi nele, foram seus olhos. Olhos lindos e azuis, azul prata, aquele olhar raro e especial.

Claro

Muitos tons misturados, desde azul turquesa leve até cinza.,. Muito tons...de cinza.

Dizem, muitas pessoas, que a linguagem dos olhos é o tipo de linguagem mais querida e expressiva que qualquer amantes podem usar. Dizem que quando eles olham-se olhos nos olhos, a verdade não puramente dita é revelada, mesmo sem querer. Dizem que quando os olhos se encontram, o coração se aquece, o cérebro demora a pensar e o corpo congela. Dizem que quando duas pessoas predestinadas se encontram com os olhos, eles se sentem temperados. Entre o calor do bater incessante do coração e o gelar do congelamento que tudo entra.

Mas será que Anastácia se tocará que isso irá acontecer? Será que ela dará conta que os muitos tons de cinza de um par de olhos, é o par de olhos de uma pessoa que, talvez, esteja conectada a ela pelo fio vermelho do amor¹? Isso... somente a linguagem dos olhos dirá.

50-Tons-Diferentes

MiaChan! ♥

Notas finais
Então é isso..... Espero que tenham gostado, espero que comentem, espero que favoritem e espero que acompanhem... Eu espero muitas coisas, uma delas é que o Cristian sairá do livro e virá me pegar.... Enfim. Peço, novamente, que que quiser, me mandem um perfil de meninas e meninos(apenas 3) com as informações de Nome/ Idade/Aparência/O que gosta/ O que odeia. Beijinhos e até o próximo cap!!