Cinderella - Larry Stylinson
2 Passion is nearer than you think, Hazzy.
Notas iniciais
Harry estava novamente jogado na cama. Isso já era rotina há quase uma semana quando resolveu terminar com Chelsea e o garoto da festa não saía de sua cabeça. Malik havia o apelidado de Cinderella e o mesmo estava sentado na mesma cama, pernas cruzadas tipo índio e tagarelava sobre como Liam era isso ou aquilo. Styles estava 100% nem aí se Liam fodia bem, se Liam arrumava as meias por degradé, mesmo não sabendo o que isso significava, mas assim como Harry, Zayn estava 100% nem aí pro amigo e permanecia falando do incrível garoto que estava fodendo ele nas horas vagas. O cacheado imaginava cada única pessoa da universidade, considerando lésbicas magras de cabelo curto, somente para não acreditar na tese de que o garoto era uma visão ou um demônio que tomou forma humana para atazanar a vida do mimado garoto riquinho que merecia uma lição. Talvez por isso mencionasse tanto a Disney, talvez o mesmo tenha sido um experimento para um novo filme, ou talvez filmes fossem reais. Sua mente buscava qualquer solução, lógica ou não, pro sumiço daquela criatura, já que até folhetos o mais novo fez. Folhetos, cartazes, anunciou na rádio da escola e no site da mesma. Até seu profile do facebook tinha fotos da máscara procurando o dono. Ele já estava ficando maluco e talvez até psicótico, mas ele queria achar o dono daquele beijo com gosto de canela. Ele precisava disso. Não é como se o árabe pedindo que ele parasse com essa perseguição doentia fosse realmente o fazer parar. Ele conseguia sequer ouvir o que o amigo falava se doendo por dentro tentando perceber qualquer detalhe que o garoto havia deixado escapar sobre sua identidade. Se desculpou com o amigo, prometendo conversar sobre isso depois e deixando o garoto em sua cama com cara de tacho antes de correr para o café pouco antes de fechar.
– Tomlinson, fique o tempo necessário com o cliente, não o obrigue a sair, você fecha hoje. – Harry ouviu seu chefe gritar e se sentiu um pouco contente. Quer dizer, não é que ele ache escravidão algo feliz, mas se sentia satisfeito por ter a liberdade de dar uma mancada e não ver o garoto ir atender outra mesa, mas encolheu os ombros ao ver o mais baixo bufar, caminhando até ele rudemente.
– Não teve tempo na sua preciosa agenda para vir antes? Eu estou muito cansado para ouvir você reclamar da sua vida miserável de principezinho então se eu vou ter que ficar aqui, vou dormir enquanto fala. – Resmungou sem nem mesmo virar os belos olhos azuis para Harry, que se sentiu um pouco mal por isso.
– Zayn me alugou por todo o dia, não pude fazer nada contra. – Assumiu falando baixo, quase decidido a ir embora por tamanha ignorância do outro.
– Claro, desaparece por toda a semana e surge às 21:57 da sexta-feira. Ele te alugou pela semana? Você é ridículo! — Gritou cruzando os braços num claro sinal de irritação.
– Uh, então você fica esperando que eu apareça? — Styles observou o outro tentando se levantar, impedido pelo cacheado que o segurou pelo pulso, novamente. — Louis, por favor... Eu realmente preciso conversar e você parece o único que sabe dar conselhos de verdade e não baboseiras do tipo "siga seu coração". — Pediu, quase se ajoelhando ali mesmo.
– Ugh, tudo bem. Do começo, por favor. — Acabou cedendo e tendo de ouvir toda a história do último sábado no baile, inclusive o fora em Chelsea que o fez sorrir e também as partes dos beijos que estranhamente o fizeram sorrir novamente.
– E o pior é que agora eu acho que estou apaixonado por esse garoto que não sei nem o nome, mas ele me conhece! Ele disse que conversamos frequentemente, mesmo que eu não tenha ideia de quem ele seja. — Harry quase sussurrou, envergonhado e brincando com os dedos, dando um salto ao ouvir o guincho assustado do de olhos azuis.
– Como assim você conversa comig-ELE! por meses e não sente nada, mas quando se beijam numa festa você cai de amores? Você é bem carnal pelo visto. Você me enoja, Styles. Faça bom proveito da loja. — E Louis teve mais uma tentativa frustrada de sair da mesa, sendo outra vez agarrado pelo pulso, o forçando a sentar, dessa vez Harry jogou as pernas sobre suas coxas para o manter ali e não tentar fugir novamente. O que não deu exatamente certo, já que ao sentir as pernas longas e femininas fazendo peso sobre as suas, soltou um novo guincho, mais alto, facilmente confundido com um grito agudo, e se levantou de uma única vez sendo seguido pelo cacheado. Um de frente pro outro em lados opostos da cafeteria.
– Porra, Louis, podemos conversar como gente pelo menos uma vez sem você levantar e me deixar falando sozinho? Você sempre faz isso! Eu tô sempre tentando me abrir com você, tentando ter um amigo e você parece um ogro estúpido e arrogante. — Começou a gritar, o mais velho tomou um tom vermelho antes de fechar as mãos em punhos e retrucar.
– Me desculpe por ser quem eu sou! Você se apaixona por um idiota te fazendo de cachorrinho por uma noite, mas não consegue sequer reconhecer alguém que conversa todos os dias há meses e é por isso que eu quero que você vá tomar no seu cu. — Os olhos azuis pareciam estar se descolorindo, assumindo um tom avermelhado semelhante ao que subia por seu pescoço como efeito da raiva. Harry pareceu notar que ele estava prestes a chorar, tendo, como um soco no estômago, uma vasta ideia do que estava acontecendo.
– Você está tendo esse ataque porque está apaixonado por mim? Louis, você me ama? E-eu não tinha ideia e agora você está agindo assim por ciúmes. Faz todo sentido! — O mais alto gritou observando o rosto de Louis se contorcer em uma expressão de desentendimento, mas no fundo era algo como "Você é completamente estúpido." mas como essa estava sempre em seu rosto, Styles resolveu ignorar.
– Você é um idiota de verdade! — Finalmente parou com os gritos, assumindo uma expressão triste antes de andar até o mais novo, pegando sua mão e deixando nela as chaves do café. — A paixão está mais perto do que imagina, Hazzy.
Sussurrou antes de sair, fazendo o outro como num impulso olhar para seus pés.
Os folgados all star brancos estavam ali. Ele era o garoto, seu garoto. E ele o estava deixando ir outra vez.
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