– Boa tarde, namorado. — Harry entrou saltitante deixando um curto beijo no bico emburrado do seu namorado, Louis.

– O que eu falei sobre mensagens, seu desgraçado? Eu não consigo trabalhar com vinte "eu te amo" por minuto! — Reclamou, mas no fundo, ele sabia que estava tudo perfeito assim.

Já havia um mês desde que Louis cansou de tentar namorar com Harry e decidiu SER o namorado de Harry, pedindo a Anne para namorar seu filho. Ela não gostou do apelido "Cinderella" mas adorou trocar receitas de brioches com o novo genro, Harry sobrando no assunto o que o deixava livre para mordiscar o ombro do menor enquanto conversava com sua mãe.

– Lou. — Chamou, um sorrisinho infantil dançando em seu rosto.

– Quê? — Bufou anotando mais um pedindo, olhando para seu namorado e derretendo em seguida. Quem diria que Harry poderia amansar tal fera, huh?

– Te amo. — Sussurrou, puxando o garoto para sentar sobre o balcão de atendimento. A garota Lisa sorrindo com a demostração de afeto.

– Também te amo, ogro. — Respondeu em sussurros, puxando a gola do mais alto a fim de juntar seus rostos num beijo.

– Então não é mais Cinderella e sim Fionna, né? Sou seu Shrek? — O mais alto interrompeu o beijo para fazer a piadinha, Louis já estava se acostumando com isso e nem discutia mais.

– Você é o que quiser ser, baby boy. — Puxou os lábios do cacheado de volta para os seus, o sininho da porta interrompendo dessa vez.

– Por favor não transem no balcão. — Jimmy gemeu, levantando a tábua removível do balcão para entrar no seu turno.

– Por favor, transem no balcão. — Lisa implorou. — Você não tem ideia do quanto tempo esperei pra ver o Lou assim. Você que é um chato, Jim, sua namorada não quis dar pra você hoje?

– Pra sua informação, senhorita Lisa — começou com um ar arrogante, logo enfraquecendo e mostrando um biquinho triste.- Tanto eu quanto ela estávamos com um puta tesão, mas o pai dela estava em casa.

– Se eu e Lou formos esperar a casa esvaziar, a gente só ia transar depois do casamento. — Harry entrou na conversa, os olhos de Lisa se arregalando enquanto o mais novo do grupo levava tapas do namorado no braço.

– Harry, não fale da nossa vida pessoal assim! — Reclamou, Harry olhou em seu rosto e viu o sangue completamente drenado para suas bochechas.

– Louis William Tomlinson, não mais Troy Austin, vocês transaram e você não contou pra sua melhor amiga? — Lisa deu um ataque. Antes se o grupinho de quatro sabia da intimidade dos dois, agora todos os clientes da cafeteria tinham as informações disso.

– Puta merda, Lisa! — Jimmy resmungou antes de gargalhar, esse também levando tapas de Tomlinson.

– Charming, meu turno acabou. Podemos passar na minha casa para pegar minhas roupas e ir pra sua, yeh? — Louis sussurrou descendo do balcão pelo lado de dentro. Tirou o avental e deixou nas mãos do garoto loiro que observava assustado a mais nova ter um surto pelo apelido.

– Lisa, você precisa de remédio. — Deu pra ser ouvido num tom extremamente baixo usado por Jim.

Styles concordou em ir para a casa de Louis, brincando com as gêmeas enquanto o namorado pegava uma mochila lá em cima, Jay jurando que o filho não precisava se preocupar com as crianças e que ela cuidaria de todas elas muito bem, como sempre fez.

Depois de muita relutância, o garoto saiu de casa, beijando cada uma das irmãs e fazendo cócegas no irmão mais novo. A casa de Harry era o oposto da de Louis.

A casa Tomlinson tinha uma barulheira infernal, era pequena, porém confortava cada um que entrava nela e tinha sempre um ar quente familiar causado pela pintura bege com desenhos delicados. A casa Styles não se dava a tal luxo. Era uma casa enorme e vazia, fria com paredes brancas e chão em azulejo congelante, mas enquanto Louis andava ao lado de Harry a casa parecia, sei lá, lar.

– Tem certeza que seu pai não me odeia? Eu só não sinto ele exatamente confortável com minha presença aqui. — o baixinho perguntou se aninhando ao abraço do namorado enquanto caminhavam pelo longo corredor, o quarto desejado sendo um dos últimos.

– Ele ainda não superou a fase de aceitação e já faz quase um ano desde A conversa. — Deu de ombros, abrindo a porta do seu paraíso particular aka quarto, o de olhos azuis se atirando na cama macia.

– Quer dizer que vocês tiveram A conversa? Você é tão maduro, Styles. — Brincou, o outro se deitando junto dele na cama extensa.

– Claro. E como sua mãe soube que você era gay? — Harry não podia entender. Se ele não contou, quem o fez?

– Uhm, ela viu um garoto estúpido me beijando na porta de casa. Assim, há um mês mais ou menos. — Assumiu, deixando o mais alto com uma expressão apavorada. Ele foi o primeiro de Louis e não sabia? Pareceu ler o pensamento do cacheado, continuando. — Não, você não foi o primeiro garoto que eu fiquei, só minha mãe não sabia. Mas ela desconfiava né? A reação foi tão tranquila que eu achei que dava pinta demais.

– Lou. — Chamou. O namorado murmurando para ele continuar. — Você dá MUITA pinta. — Brincou, recebendo vários tapas onde o baixinho podia alcançar.

Harry agarrou seus braços, sentando sob seu quadril e prendendo suas mãos acima da cabeça, Louis não podia ter nenhuma reação, então só cedeu ao beijo que o mais alto pediu.

– Eu te amo, seu idiota. — Sussurrou contra os lábios do amante, esse segurando o sorriso.

– Eu também te amo, bastardo. — O mais velho virou o namorado contra a cama, invertendo suas posições.

Louis levantou, rebolando exatamente na intenção de provocar o outro, indo até sua mochila e tirando de lá umas duas mudas de roupas. Harry pensou que ele não havia decidido qual roupa usar pra dormir, mas sorriu largo ao ver o namorado procurando espaço em seu closet e deixando uma prateleira só pra trazer mais coisas futuras. Tinham coisas de Harry na casa dele e agora de Louis na sua. Isso era um grande passo para ambos que nunca tiveram um relacionamento de verdade. Mas o menor voltou pro quarto bufando, os olhos vermelhos em raiva, mas não estava chorando. Ele não daria o prazer de ninguém o ver frágil. O cacheado virou os olhos, olhando com descrença a peça de rendas vermelhas em sua mão.

– Que porra é essa Styles? — Louis rosnou. O tom de voz baixo foi exatamente o que assustou o mais novo. Ele previa o namorado tendo um ataque e não falando baixo. Ele não podia prever o que poderia vir em seguida.

– Chelsea deve ter deixado por aí. — Respondeu tentando mostrar indiferença, mas não era exatamente isso que ele conseguiu passar. Pavor, talvez.

Três batidas na porta foram ouvidas. Uma garota entrou saltando em seguida, sem esperar resposta, pulando sobre o cacheado e enchendo seu rosto de beijinhos. Louis devia ter quebrado as fibras do sutiã em sua mão de tanta força aplicada ali. O cabelo loiro balançava na cama, abraçando o seu namorado sem nenhuma vergonha. "Vadia." era tudo que Louis pensava.

– Gem! — Ele gritou. Os músculos do menor relaxando ao ouvir seu namorado chamar o apelido da irmã.

Mas ele logo retesou novamente. Ele estava no closet do seu irmão, enquanto o mesmo deitava todo aberto na cama e ele segurava sutiã vermelho. Que tipo de coisa poderia passar em sua primeira impressão pra garota. Suas bochechas tomaram cor imaginando o que ela teria visto se ele não tivesse resistido ao desejo em ver seu gostoso namorado deitado abaixo dele.

– Oh, esse é Louis? Prazer, querido. Esse sutiã na sua mão é meu, espero que não tenha causado nenhuma briga, mas antes de me mudar esse quarto era meu, acabei me acostumando. — Se desculpou, um risinho tímido no seu rosto. Ela era tão bonita quanto nas fotos mostradas, muito parecida com seu namorado. — Não se assuste se achar algumas saias também, certo?

Louis lentamente devolveu o sutiã para a cunhada, se sentando na cama com as pernas cruzadas tipo índio. Os dois conversavam livres, os olhos de Harry brilhavam em admiração à irmã que pelo resultado brilhante na universidade ganhou um estágio de uma semana em um grande escritório na cidade, podendo ficar essa semana em casa. Eles conversaram sobre tudo que podiam durante toda a tarde, Louis quietinho apoiado sobre o ombro do namorado até a noite chegar e Gemma se desculpar, avisando que iria a uma festa pra rever as amigas, o menor se encolhendo de volta ao peito do namorado quando a loira saiu.

– Gemma é um amor, mas ela estragou meus planos. — Harry assumiu baixinho depois de um barulho de carro, talvez meia hora depois de Gemma sair dali, Louis quase dormia com o carinho que recebia nos cabelos.

– E quais eram, baby boy? — Sussurrou de volta, fazendo uma enorme força para manter os olhos abertos.

A resposta veio com um baque das costas do de olhos azuis contra o colchão, os lábios rosados do seu namorado atacando seu pescoço e nada nunca tinha o acordado tão facilmente. Ele sussurrou pra Harry ver se a porta estava trancada e o maior deu um sorriso cínico afirmando os dois já estarem sozinhos em casa. Não demorou mais que dois segundos pra camisa do mais novo estar no chão, talvez cinco segundos para a outra estar também.

Os peitorais colados não eram suficiente para Harry, que começou a desabotoar a calça do menor, se assustando pela sua própria ter sido retirada antes pelas mãos ágeis do namorado.

O mesmo virou o cacheado contra a cama, ele gostava não só de ser tops como que o namorado fosse submisso. E não há como negar, Harry gostava de ser mandando, ele sentia um tesão filho da puta em ser a princesinha do daddy Louis.
A segunda calça skinny, que eles amaldiçoavam cada vez que tentavam tirar nessas horas, foi lançada sabe-se lá aonde, eles só ouvindo o barulho de algo quebrado, mas não exatamente parando o que faziam para olhar.

O mais velho gemeu ao ser jogado de volta contra o colchão. Harry não perdendo tempo em descer até a altura de seu pênis extravagantemente duro através da cueca, dando beijinhos por cima do pano antes de abaixar o mesmo, com mais um beijo na glande avermelhada do namorado.

Ele assoprou o membro antes de o colocar quase todo na boca, não fazendo exatamente um esforço pra engolir o máximo que podia, só brincando de "chupar um pirulito" com o pau do garoto mais baixo. Depois de sentir Louis puxar seus cabelos, Harry enfim decidiu sugar tudo, enfiando sua cabeça lentamente contra o pênis do outro até seu nariz encostar no quadril de Tomlinson, deixando o garoto foder sua boca por algum tempo antes de tirar os lábios dali e deixar Louis sem nenhum contato, andando pelo quarto em uma estranha interrupção. Ele voltou para o colo do namorado agora com o tubinho do lubrificante na mão, Louis já ia virar o garoto contra o colchão, quando este o empurrou, mostrando que não, que seria do jeito dele e sussurrando um "Hoje não, Lou." O mais velho nunca se deixou ser mandado, especialmente nessas situações ele era completamente agressivo, Harry não podia tomar seu posto.

O garoto sentou já nu, praticamente sob o umbigo de Louis, passando a mão cheia do gel pelo pau de Louis e quando sentiu o membro já completamente lubrificado, Harry não se preparou, apenas se jogou contra o pau do namorado e grunhindo com a dor. Ele esperava que doesse menos, afinal, já havia feito várias vezes com Louis, mas foi algo fora do normal. Ele quase chorava ali, sabendo que se saísse de uma vez, a dor seria pior. O namorado passando a mão em seus cabelos e no rosto parecia diminuir a dor, ele realmente parecia preocupado e isso aqueceu não somente o coração de Styles quanto também sua bunda que esqueceu um pouco da dor, o deixando se mover sob o amante.

Os movimentos eram feitos por Harry, mas decididos por Tomlinson, que o guiava com a mão na cintura e bunda onde deixava arranhões e tapas. Os movimentos fortes que alcançaram a próstata do mais novo, o fazendo gemer e levar a mão ao próprio membro pra controlar a excitação.

Louis não durou muito vendo os cachos longos do amado balançando sob seu colo, os lábios inchados por culpa do seu pau entre abertos soltando palavrões e gozou dentro do menino que entendeu o prazer do namorado como uma permissão para vir sob o estômago dos dois, gemendo arrastado.

Louis percebeu que junto com o lubrificante, Harry tinha deixado uns lencinhos sobre a cabeceira da cama e os puxou, para limpar os dois.

Styles se encolheu contra o peitoral do mais velho, beijando seu pescoço e murmurando que queria um cigarro, talvez se esquecendo da asma pela foda intensa, mas Louis não deu muito ouvido a ele e o deixou dormir logo, fazendo o mesmo em seguida enquanto pensava o quanto sua vida havia mudado graças ao seu Prince Charming.

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