Cinderela

7 E o capítulo sete


Notas iniciais
Bom, esse ficou menorzinho, hehe'

Há realidades que não podem ser distorcidas

7

E é agora que você pensa que a história toma seu rumo, que Cinderela será feliz, já que o príncipe irá encontrá-la e casar-se com ela.

Por que é sempre assim nos contos de fada, com um graúdo “e viveram felizes para todo o sempre”.

Todavia, é aí que você se ilude. Essa não é uma história normal.

Pois, nesse pequeno reinado renascentista a vida continuou; Cinderela ainda era uma criada, e o príncipe trancava-se em seu quarto o dia todo lendo e desenhando enquanto seu pai buscava pela tão aquilatada Bree.

Cinderela ouvia os rumores que corriam pelo reino, com ardor:

“O príncipe está louco!” bradava uma moça.

“Não louco, Sabrina, ele só está desajustado!” ponderava uma senhora.

“O rapaz não sai do quarto há dias.” revelava outra, indignada.

“Dizem que se apaixonou. Pela tal Bree.” anunciava uma jovem, torcendo o nariz.

“Pobre Ariana! Mal se despediu e o príncipe já almeja outra! Ouvi dizer que ninguém sabe quem é essa Bree” arrazoava uma velha.

“Você sabe quem é, Cinderela?” perguntava uma senhorita.

E a vergonha tomava seu peito, desejava nunca ter passado por aquelas portas, desejava nunca ter beijado o príncipe, nunca ter se apaixonado.

—Não, não sei. — ela honestamente respondia.

Cinderela é que não era. Bree? Quem sabe.


Notas finais
gostaram?