Cinco meses, apenas

3 Capítulo 3 - Apenas uma fratura


Notas iniciais
Hey gente, vocês podem esta pensando... " Ah, só fica nessa" Mas estou fazendo a introdução dos personagens e seus respectivos casais ( o único que vai ficar de fora por enquanto é gruvia, mas eles vão aparecer ao longo da fic) Depois dessa pequena introdução é que a real história continua, ok? Só para não ficarem perdidos depois... Ichigo muito obrigada por favoritar *-*

Levy estava inquieta no banco de espera do hospital, ainda não se conformava que sua pequena tinha se machucado. Gajeel que andava de um lado para o outro impaciente com a demora de tirar raio x do braço da sua filha, notou como a azulada aparentava uma inquietação angustiante, parou o que estava fazendo e foi até sua baixinha número um.

— Ei, baixinha — Falou chamando a atenção dela que o olhou apenas seu peitoral musculoso, não queria olhar para cima para ver a cara do moreno e não demonstrou nenhuma raiva como de costume quando ele a chamava de ‘baixinha’

Gajeel percebendo isso pegou na mão dela e se agachou para ficar do mesmo tamanho que ela

— Olha para mim, tsc — Colocou uma mão na face dela, fazendo a azulada o fitar — É normal crianças fazerem esse tipo de coisa. Quebrar um braço não é nada em comparação ao tanto de ossos que quebrei quando era pirralho.

Realmente, o moreno não tinha cara de que fora uma criança comportada e obediente, com aquele jeito rude dele cheio de piercings e vestimentas pretas, colocava medo em qualquer um. Levy deu um sorriso leve com esse pensamento.

Gajeel vendo isso continuou:

— Ela tinha que quebrar um braço pelo menos mesmo, afinal é filha de quem? — Se gabou dobrando o braço esquerdo fazendo com que os músculos ficassem em evidencia e apontado para eles com a mão direita.

— É verdade, tinha me esquecido que Wendy é forte que nem o pai, ela vai aguentar isso. — A azulada riu ao se lembrar desse fato

Gajeel ficou aliviado, conseguiu mudar o humor da sua esposa.

— E puxou a doçura da mãe — Sussurrou com um sorriso de lado fazendo a azulada corar levemente.

Levy se aproximou um pouco do moreno e quando sentiu a respiração dele em seu rosto ela deu um beijo delicado na bochecha de Gajeel, mas ele não queria só aquilo então colocou as mãos na cintura dela e a beijou na boca, um beijo meio selvagem e desesperado.

Quando o ar se fez necessário os dois se separam, ambos ofegantes, Levy corada e meio sem jeito, mas o moreno só estava com um sorriso sacana no rosto. Ele se sentou do lado dela e ficaram olhando para a parede do hospital esperando.

Logo uma loira passa pelo corredor toda descabelada e com um olhar preocupado, avista sua irmã sentada ao lado de Gajeel e decide se aproximar. Levy apesar de estar menos tensa, ainda esperava com um pouco de receio, afinal sua filhinha tinha se machucado.

— Então, podem me dizer exatamente o que aconteceu? — Lucy perguntou encarando Gajeel que se levantou voltando com aquela postura ameaçadora que tinha.

— Ela quebrou um braço — Resmungou

— Ainda bem — A loira falou aliviada e deixando um leve sorriso aparecer

— Ainda bem? — O moreno perguntou irônico com uma carranca de raiva o deixando mais assustador

— Sim, pensei que tinha acontecido coisas piores, já que uma certa pessoa não me deu os detalhes — Alfinetou já deixando sua raiva, que antes estava escondida, dar às caras — Sabe o que eu passei para chegar até aqui?!?

Gajeel só estalou a língua, não queria saber dos problemas daquela loira. E esse ato só fez Lucy ficar mais furiosa.

— O ônibus estava lotado, com pessoas fedendo e a cobradora me perguntando se eu estava bem, até aí tudo certo, pessoas me xingando, mas o pior de tudo foi uma dívida de mais de três mil reais que arranjei com um cara de cabelo rosa! Três mil reais! Agora o senhor brutamontes, quero ver você pagar a minha dívida. — Explodiu quase gritando

— Não fui eu quem fez a dívida, problema seu! — Respondeu no mesmo tom começando a se irritar

Eles começaram a discutir em alto e bom som

— Parem vocês dois, isso aqui é um hospital! — Levy gritou inesperadamente, fazendo os dois pararem de berrar aos quatro ventos naquele corredor que, por sorte, estava vazio

Lucy deu um último olhar de ódio para Gajeel, que retribuiu na mesma intensidade. Ambos não se toleravam, a loira ainda não conseguia entender o que sua irmã vira nesse brutamontes!

— Então vamos esperar notícias da Wendy, sim? — A azulada parecia a única adulta ali em frente a essas duas pessoas que apenas assentiram.

Não passou nem um minuto e uma enfermeira logo veio chamando os pais de Wendy para fazer companhia a criança, pois o médico ia colocar o osso do braço no lugar. Lucy fazia parte da família então foi junto.

Eles foram guiados até uma sala de tamanho médio com duas macas e um armário cheio de remédios, bandagens, álcool e seringas, e uma janela fechada que dava iluminação a sala. Uma das macas estava ocupada por uma criança de longos cabelos azuis que aparentava ter oito anos, tinha uma expressão de dor, mas ela logo mudou para feliz quando viu seus pais entrarem no aposento.

O médico era um moreno de cabelos curtos e uma cara cheia de seriedade, usava um colar com uma cruz que mais se parecia com uma espada, uma blusa cinza e o famoso jaleco branco.

— Olá. Sou o Dr Gray Fullbuster, a pequena Wendy queria a presença de vocês. — Se apresentou estendendo a mão para Gajeel

— Gajeel e Levy Redfox — O brutamontes respondeu sério

— A filha de vocês fraturou o osso chamado úmero, vou reduzir a fratura e engessar o braço.

Gray tirou o jaleco e estralou o pescoço depois de passar as informações.

— Muito bem Wendy, vai doer um pouco — Sussurrou para garotinha enquanto colocava uma mão um pouco abaixo do ombro dela e a outra perto do cotovelo. — Vou contar até três, tudo bem?

Wendy assentiu

—Um... Três — Gray Puxou bem na hora recolocando as partes quebradas em suas posições originais. A garota gritou de dor e surpresa. Ele não iria contar até três? Cadê o dois?

— Agora a parte dolorosa já passou — O moreno falou passando a mão nos cabelos azuis dela — Boa garota, agora só falta engessar.

Todos os que estavam na sala ficaram observando o médico fazer tudo, ele não tinha cara de que tratava as crianças com tanta delicadeza... não.

Notas finais
Ah, a narrativa por enquanto não esta focada na Lucy ou no Natsu, mas logo logo ficará *-* Gale fofos ( não sei se o momento dele ficou muito legal, mas gostei) Galerinha que acompanha o/ Eu nunca quebrei um osso, então quem já quebrou me fala se tiver algo errado aí, please?