Notas iniciais
Primeiro eu quero dizer: NÃO ME MATEM POR FAVOR! Gostaria de pedir desculpas, mas além da faculdade cheia, eu tive uma crise criativa bem feia, tanto que não gostei tanto desse capitulo, mas tenho certeza que o epilogo vai ser demais. Comentei isso com algumas leitoras inclusive. Peço desculpas também se vocês não gostarem do capitulo. Como eu disse, crise criativa! E agradeço se você esta lendo isso e ainda não me abandonou! Boa leitura

POV Maxon

O barulho das ondas me acordou, mas continuei com meus olhos fechados, lembrando dos dias em que eu e minha família estivemos aqui. Pensando nisso cheguei a conclusão de que hoje era o quinto dia, o ultimo. Meu presente estava chegando ao fim.

Abri os olhos, me deitei de lado e simplesmente fiquei admirado as costas nuas da minha esposa, seus cabelos cor de fogo que fazia delicadas curvas em sua pele, que agora tinha finas marcas brancas, onde ficava o nó do biquíni. Nem percebi quando meus lábios percorriam sua pele, aproveitando cada centímetro dela.

– Adoro quando você me acorda assim, sabia? – América se virou, pegando meu rosto com suas mãos, me levando em direção a sua boca. Nos beijamos com calma, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Naquele momento, nós tínhamos. Senti suas mãos percorrerem a extensão das minhas costas, e apertei seu corpo, como se eu pudesse fazê-lo mais próximo do meu, mais do que já estava. Não lembro quanto tempo ficamos apenas nos beijando, e aproveitando o momento, mas ela parou.

– O que foi? – perguntei, enquanto seus olhos capturavam os meus

– Nada, só queria te olhar um pouco – ela passou os dedos delicadamente pelo meu rosto

– Porque? Você me vê todos os dias, há o que... 7 anos? – eu disse

– Sim, faz 7 anos que te vejo todos os dias, mas isso não quer dizer que eu me cansei de te olhar... de apenas admirar você.

– Então por favor, não se canse – eu sorri para ela. Ficamos deitados um de frente para o outro durante um longo tempo, em silencio.

– Eu te amo – ela disse me olhando.

– Eu também te amo – eu peguei a mão dela e depositei um beijo – E obrigado pelo meu presente de aniversário.

– Não foi nada – ela disse sorrindo

– Foi ótimo, pena que esteja acabando – eu disse

– Sim, hoje é o último dia. – América suspirou

– Quando voltamos pra casa? – perguntei

– Amanhã de manhã – América começou a fazer círculos nos poucos pelo do meu peito – É menos cansativo para as crianças.

– Eu concordo – fiz uma pausa – Por falar nas crianças, acredito que logo eles vão acordar e nós temos que levantar!

– Ah... – ela bocejou – É verdade. Vou descer para preparar o café, e você os acorda e os veste.

– Tudo bem, vamos lá! – me levantei e logo a puxei para fora da cama. Depois de me vestir segui para o quarto de Ambe, e América foi para a cozinha.

Cheguei no quarto da minha filha, e ela dormia como um anjo, abraçada ao seu unicórnio cor de rosa. Me aproximei com cuidado mesmo sabendo que eu iria acordá-la em alguns instantes.

– Bom dia princesa, está na hora de acordar – eu tirei uma mecha de cabelo de seus olhos.

– Posso dormir, só mais 5 minutos? – ela disse de olhos fechados.

– Tudo bem, vou acordar o Harry e logo volto. Pode ser? – como resposta obtive apenas um dedão para cima, me levantei e fui sorrindo para o quarto do meu filho.

Harry estava deitado de barriga para cima, e para a minha surpresa, acordado.

– Bom dia, campeão! – disse me sentando na beirada da cama

– Bom dia, papai! – Harry me estendeu os bracinhos e o puxei da cama o colocando no meu colo

– Dormiu bem? – perguntei

– Sim e você? – ele perguntou passando uma mão no meu cabelo

– Eu dormi bem, também. Está com fome, Harry?

– Estou sim pai! – Harry respondeu passando a mão na barriga

– Então, vem comigo, tirar esse pijama e descer, porque a mamãe está preparando um café da manhã delicioso para nós!

– EBAA!!! Café da mamãe! – Harry se levantou com um pulo – Levanta, papai!

Me levantei diante da empolgação do meu filho, o vesti e deixei que ele escovasse os dentes e se penteasse sozinho, claro que a espuma da pasta de dente caiu na sua roupa e o troquei de novo, mas ele se sentia muito satisfeito consigo, e isso é muito bom.

– Mamãe, mamãe, mamãe! – Harry dizia se balançando querendo descer do meu colo, enquanto descíamos as escadas

– Bom dia, meu amor – América vem em nossa direção e pega Harry dos meus braços

– Mãe, eu escovei os dentes e penteei meu cabelo sozinho! – meu filho sorria animado

– É verdade? – ela pergunta sorrindo

– Sim, o papai me ensinou!

– Parabéns, Harry! – América o beijou – Meu bebê está se tornando um homem

– Eu não sou um bebê – Harry protestou.

– Mas é claro que não, me desculpe – América disse rindo – Querido, onde está a Ambe?

– Dormindo – América abriu a boca para dizer algo, mas eu a interrompi – Ela pediu mais cinco minutos e fui acordar o Harry e já vou acordá-la.

– Tudo bem – minha esposa fez uma careta e eu subi as escadas novamente. Logo cheguei no quarto de Ambe, e ela estava exatamente como a deixei, dormindo abraçada a seu unicórnio.

– Ambe, querida, você precisa acordar agora – eu disse abrindo as cortinas, permitindo que o sol invadisse todo o cômodo.

– Ah, pai! Não quero acordar agora. – ela choramingou

– Mas você precisa. – me coloquei ao lado da sua cama – Vai levantar sozinha ou eu vou precisar puxar seus lençóis?

– Mas pai! – ela abriu os olhos – Me deixa aqui, dormindo...

– Não, querida – disse com a voz um pouco mais firme. Amberly as vezes não quer levantar de forma alguma, exatamente como uma pessoa que eu sou casado há 7 maravilhosos anos.

– Mas pai! – Ambe, se senta na cama e me olha profundamente nos olhos

– Amberly Rose

– Ta bom – ela se levanta com um pulo – Me levantei! – me responde irônica e amarra a cara para mim. As vezes é assustador como ela é parecida com América.

– Amberly – me abaixo a sua altura – não gostei do tom que você usou comigo, quero que me pela desculpas agora.

Ela olha para baixo, com os braços cruzados e sussurra:

– Desculpa

– O que você disse? – Eu detesto brigar com meus filhos, mas isso faz parte da parternidade

– Desculpa, pai! – ela me respondeu com clareza

– Eu desculpo você, Ambe. – a abracei por um tempo – Mas agora quero que você se troque, o café já está pronto.

– Tudo bem, eu desço logo. – ela me disse ainda falando baixo, porém com clareza.

– Porque demorou? – América me perguntou, enquanto colocava cereais para que Harry comesse.

– Amberly não queria se levantar, de forma alguma. – peguei uma maçã, e dei uma mordida. Assim que engoli, continuei – Ela protestou de uma forma não muito educada e o resto você já sabe.

– Ah sim, eu sei – ela se sentou á mesa, do meu lado – Ela faz isso comigo as vezes, mas logo depois da bronca ela melhora. Amberly é muito geniosa

– Sim, parece alguém que eu conheço – pisquei para América e voltei a morder a maçã

– Bom dia, mamãe. – Amberly chegou a cozinha e logo veio se sentou ao meu lado.

– Bom dia, Ambe. – América deu um beijo nela – Você não queria acordar hoje?

– Não é que eu não queria acordar – ela suspirou – É que eu sei que nós vamos passar o dia na praia, e achei que pudesse ficar mais um tempo na cama, afinal amanhã vamos na praia de novo.

– Entendo você querida, mas nós não vamos a praia amanhã – América disse, colocando leite na caneca de Amberly

– Porque não? – ela perguntou

– Porque amanhã de manhã nós vamos voltar para casa. – América disse com um sorriso

– Mas já? – Amberly perguntou

– Sim, meu amor. Lembre-se que seu pai é rei e que Illéa precisa de nós.

– É verdade, eu tinha me esquecido – Amberly mordeu um pedaço de pão – Eu me acostumei a passar os dias assim, tinha me esquecido de Illéa, de que nossa casa é o castelo, e todas essas coisas.

– Sim, e por isso temos que aproveitar bem o dia porque vamos embora amanhã de manhã. – América finalizou o assunto, e eu? Bom, eu fiquei quieto admirando as mulheres da minha vida conversarem durante o café.

POV América

Sim, Amberly estava certa, de fato passamos quase o dia todo na praia. Recolhemos conchas, fizemos castelos, nadamos, fizemos tudo o que fizemos nos outros dias, mas fizemos tudo como uma forma de das tchau e agradecer por aquele lugar maravilhoso e os dias incríveis que passamos lá.

Depois que voltamos para casa, após uma sessão de fotos ao por do sol, fui arrumar nossas malas para a viagem de volta. Nem sei quanto tempo passei arrumando as roupas, organizando bichos de pelúcia e alguns brinquedos, arrumando as conchas em algum lugar das malas...

– Oi! – Maxon disse entrando no quarto de Harry, e se sentou no chão ao meu lado

– Oi! – eu o beijei

– E aí, tudo pronto? – ele perguntou

– Sim, só preciso fechar a mala do Harry, e está tudo pronto – eu disse já fechando o zíper daquela mala

– Que bom, porque o jantar está pronto – ele disse sorrindo

– Sério? – ele acenou com a cabeça – E o que temos hoje, chef? – eu ri

– Hoje temos, macarrão com molho de tomate e bastante queijo ralado – ele riu.

– Parece bom, achou a receita onde? – perguntei me levantando

– Vi em um programa para pessoas que não sabem cozinhar – estendi as mãos para levantar meu marido

– Ah sim... então vamos descer, porque Ambe e Harry estão sozinhos La embaixo, e não gosto deles sozinhos. – eu disse

– Tudo bem, se a rainha está dizendo, eu obedeço! – Maxon me deu um beijo e riu

Enquanto descia as escadas, o cheiro estava muito bom. Só pelo cheiro eu já devia dar crédito ao meu marido. Amberly e Harry estavam vendo desenho na sala, e logo nos aocmodamos para jantar.

– Pai, isso está uma delicia! – Amberly disse

– Verdade, Maxon! Está muito bom, parabéns! – Eu disse e logo tomei um gole de vinho

– Eu gostei porque tem bastante queijo – Harry estava com a boca toda vermelha do molho, uma graça.

– Muito obrigado, fico feliz que vocês tenham gostado. Quando voltarmos para casa, vou tentar cozinhar mais vezes, o que vocês acham?

– Legal! – disse Harry

– Eu acho uma excelente idéia, querido. – eu respondi e beijei sua mão.

Como meu marido cozinhou, nada mais justo do que lavar a louça do jantar, enquanto ele ficava com nossos filhos assistindo um filho sobre um cachorro super herói, e algo dentro de mim dizia que esse filme ainda daria assunto.

– Deixa, por favor!! – ouvi a voz de Amberly implorando algo para Maxon

– Sim pai, vai ser legal – Harry dando força para algo que Amberly queria? Ok, isso estava realmente estranha.

– Não sei, quando voltarmos para casa nós conversamos sobre o assunto. – ouvi meu marido responder

– Você vai esquecer, pai! Eu sei que vai – Amberly estava argumentando com Maxon, e nessa hora, resolvi intervir

– O que está acontecendo aqui? – perguntei

– Mãe, podemos ter um cachorro? – Amberly foi direta

– Não sei querida, o que o seu pai disse?

– Que vai conversar quando a gente voltar para casa – minha filha cruzou os braços, fuzilando Maxon com o olhar. Se eu pudesse, eu iria rir naquele momento.

– Então nós vamos conversar quando estivermos em casa – eu disse

– Não vamos não, vocês vão esquecer. – ela argumentou

– Nós não vamos esquecer, Amberly. Sua mãe vai nos lembrar, não é? – Maxon me olhou, e eu respondi seu olhar, agradecendo por ele me colocar numa fria, naquele momento

– Vou, mas porque essa vontade de ter um cachorro agora? Você sabe que ter um cão traz muita responsabilidade?

– Sim, eu sei – ela respondeu, olhando de forma mais simpática para mim

– Você teria que alimentá-lo, dar água, ensinar ir no banheiro do lado de fora do castelo, para que não suje o castelo, você esta disposta a fazer essas coisas? – eu me abaixei, ficando na altura da minha filha.

– Sim, mãe eu sei. Harry disse que vai me ajudar. – Amberly disse apertando minhas bochechas com as mãos

– Verdade mãe, eu posso ajudar a Ambe – ele olhou para mim e para Maxon com um olhar pidão, daqueles difíceis de resistir.

– Bom, vamos fazer um acordo? – eu disse e todos prestaram atenção em mim – Eu vou conversar com seu pai, e nós vamos pensar com calma e conversar, e depois que tomarmos uma decisão, nós informamos vocês sobre a decisão.

– Mas e se vocês esquecerem? – Amberly perguntou

– Você pode nos lembrar, o que acha? – sugeri, e Amberly pensou por alguns instantes.

– Tudo bem, pode ser! – ela estendeu a mão para mim, e eu apertei

– Combinado! – respondi. Ela se virou para Maxon, com a mão estendida

– Combinado – Maxon disse sorrindo.

Fomos dormir logo depois disso, sendo cobrados pelo o acordo. Na manhã seguinte, foi difícil me despedir desse lugar maravilhoso e de todas as lembranças incríveis que minha família e eu teríamos para o resto de nossas vidas. Incluindo um discussão sobre nomes de cachorro no avião!

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.