Cinco dias no paraíso
9 Hora de dar tchau!
Notas iniciais
POV Maxon
O barulho das ondas me acordou, mas continuei com meus olhos fechados, lembrando dos dias em que eu e minha família estivemos aqui. Pensando nisso cheguei a conclusão de que hoje era o quinto dia, o ultimo. Meu presente estava chegando ao fim.
Abri os olhos, me deitei de lado e simplesmente fiquei admirado as costas nuas da minha esposa, seus cabelos cor de fogo que fazia delicadas curvas em sua pele, que agora tinha finas marcas brancas, onde ficava o nó do biquíni. Nem percebi quando meus lábios percorriam sua pele, aproveitando cada centímetro dela.
– Adoro quando você me acorda assim, sabia? – América se virou, pegando meu rosto com suas mãos, me levando em direção a sua boca. Nos beijamos com calma, como se tivéssemos todo o tempo do mundo. Naquele momento, nós tínhamos. Senti suas mãos percorrerem a extensão das minhas costas, e apertei seu corpo, como se eu pudesse fazê-lo mais próximo do meu, mais do que já estava. Não lembro quanto tempo ficamos apenas nos beijando, e aproveitando o momento, mas ela parou.
– O que foi? – perguntei, enquanto seus olhos capturavam os meus
– Nada, só queria te olhar um pouco – ela passou os dedos delicadamente pelo meu rosto
– Porque? Você me vê todos os dias, há o que... 7 anos? – eu disse
– Sim, faz 7 anos que te vejo todos os dias, mas isso não quer dizer que eu me cansei de te olhar... de apenas admirar você.
– Então por favor, não se canse – eu sorri para ela. Ficamos deitados um de frente para o outro durante um longo tempo, em silencio.
– Eu te amo – ela disse me olhando.
– Eu também te amo – eu peguei a mão dela e depositei um beijo – E obrigado pelo meu presente de aniversário.
– Não foi nada – ela disse sorrindo
– Foi ótimo, pena que esteja acabando – eu disse
– Sim, hoje é o último dia. – América suspirou
– Quando voltamos pra casa? – perguntei
– Amanhã de manhã – América começou a fazer círculos nos poucos pelo do meu peito – É menos cansativo para as crianças.
– Eu concordo – fiz uma pausa – Por falar nas crianças, acredito que logo eles vão acordar e nós temos que levantar!
– Ah... – ela bocejou – É verdade. Vou descer para preparar o café, e você os acorda e os veste.
– Tudo bem, vamos lá! – me levantei e logo a puxei para fora da cama. Depois de me vestir segui para o quarto de Ambe, e América foi para a cozinha.
Cheguei no quarto da minha filha, e ela dormia como um anjo, abraçada ao seu unicórnio cor de rosa. Me aproximei com cuidado mesmo sabendo que eu iria acordá-la em alguns instantes.
– Bom dia princesa, está na hora de acordar – eu tirei uma mecha de cabelo de seus olhos.
– Posso dormir, só mais 5 minutos? – ela disse de olhos fechados.
– Tudo bem, vou acordar o Harry e logo volto. Pode ser? – como resposta obtive apenas um dedão para cima, me levantei e fui sorrindo para o quarto do meu filho.
Harry estava deitado de barriga para cima, e para a minha surpresa, acordado.
– Bom dia, campeão! – disse me sentando na beirada da cama
– Bom dia, papai! – Harry me estendeu os bracinhos e o puxei da cama o colocando no meu colo
– Dormiu bem? – perguntei
– Sim e você? – ele perguntou passando uma mão no meu cabelo
– Eu dormi bem, também. Está com fome, Harry?
– Estou sim pai! – Harry respondeu passando a mão na barriga
– Então, vem comigo, tirar esse pijama e descer, porque a mamãe está preparando um café da manhã delicioso para nós!
– EBAA!!! Café da mamãe! – Harry se levantou com um pulo – Levanta, papai!
Me levantei diante da empolgação do meu filho, o vesti e deixei que ele escovasse os dentes e se penteasse sozinho, claro que a espuma da pasta de dente caiu na sua roupa e o troquei de novo, mas ele se sentia muito satisfeito consigo, e isso é muito bom.
– Mamãe, mamãe, mamãe! – Harry dizia se balançando querendo descer do meu colo, enquanto descíamos as escadas
– Bom dia, meu amor – América vem em nossa direção e pega Harry dos meus braços
– Mãe, eu escovei os dentes e penteei meu cabelo sozinho! – meu filho sorria animado
– É verdade? – ela pergunta sorrindo
– Sim, o papai me ensinou!
– Parabéns, Harry! – América o beijou – Meu bebê está se tornando um homem
– Eu não sou um bebê – Harry protestou.
– Mas é claro que não, me desculpe – América disse rindo – Querido, onde está a Ambe?
– Dormindo – América abriu a boca para dizer algo, mas eu a interrompi – Ela pediu mais cinco minutos e fui acordar o Harry e já vou acordá-la.
– Tudo bem – minha esposa fez uma careta e eu subi as escadas novamente. Logo cheguei no quarto de Ambe, e ela estava exatamente como a deixei, dormindo abraçada a seu unicórnio.
– Ambe, querida, você precisa acordar agora – eu disse abrindo as cortinas, permitindo que o sol invadisse todo o cômodo.
– Ah, pai! Não quero acordar agora. – ela choramingou
– Mas você precisa. – me coloquei ao lado da sua cama – Vai levantar sozinha ou eu vou precisar puxar seus lençóis?
– Mas pai! – ela abriu os olhos – Me deixa aqui, dormindo...
– Não, querida – disse com a voz um pouco mais firme. Amberly as vezes não quer levantar de forma alguma, exatamente como uma pessoa que eu sou casado há 7 maravilhosos anos.
– Mas pai! – Ambe, se senta na cama e me olha profundamente nos olhos
– Amberly Rose
– Ta bom – ela se levanta com um pulo – Me levantei! – me responde irônica e amarra a cara para mim. As vezes é assustador como ela é parecida com América.
– Amberly – me abaixo a sua altura – não gostei do tom que você usou comigo, quero que me pela desculpas agora.
Ela olha para baixo, com os braços cruzados e sussurra:
– Desculpa
– O que você disse? – Eu detesto brigar com meus filhos, mas isso faz parte da parternidade
– Desculpa, pai! – ela me respondeu com clareza
– Eu desculpo você, Ambe. – a abracei por um tempo – Mas agora quero que você se troque, o café já está pronto.
– Tudo bem, eu desço logo. – ela me disse ainda falando baixo, porém com clareza.
– Porque demorou? – América me perguntou, enquanto colocava cereais para que Harry comesse.
– Amberly não queria se levantar, de forma alguma. – peguei uma maçã, e dei uma mordida. Assim que engoli, continuei – Ela protestou de uma forma não muito educada e o resto você já sabe.
– Ah sim, eu sei – ela se sentou á mesa, do meu lado – Ela faz isso comigo as vezes, mas logo depois da bronca ela melhora. Amberly é muito geniosa
– Sim, parece alguém que eu conheço – pisquei para América e voltei a morder a maçã
– Bom dia, mamãe. – Amberly chegou a cozinha e logo veio se sentou ao meu lado.
– Bom dia, Ambe. – América deu um beijo nela – Você não queria acordar hoje?
– Não é que eu não queria acordar – ela suspirou – É que eu sei que nós vamos passar o dia na praia, e achei que pudesse ficar mais um tempo na cama, afinal amanhã vamos na praia de novo.
– Entendo você querida, mas nós não vamos a praia amanhã – América disse, colocando leite na caneca de Amberly
– Porque não? – ela perguntou
– Porque amanhã de manhã nós vamos voltar para casa. – América disse com um sorriso
– Mas já? – Amberly perguntou
– Sim, meu amor. Lembre-se que seu pai é rei e que Illéa precisa de nós.
– É verdade, eu tinha me esquecido – Amberly mordeu um pedaço de pão – Eu me acostumei a passar os dias assim, tinha me esquecido de Illéa, de que nossa casa é o castelo, e todas essas coisas.
– Sim, e por isso temos que aproveitar bem o dia porque vamos embora amanhã de manhã. – América finalizou o assunto, e eu? Bom, eu fiquei quieto admirando as mulheres da minha vida conversarem durante o café.
POV América
Sim, Amberly estava certa, de fato passamos quase o dia todo na praia. Recolhemos conchas, fizemos castelos, nadamos, fizemos tudo o que fizemos nos outros dias, mas fizemos tudo como uma forma de das tchau e agradecer por aquele lugar maravilhoso e os dias incríveis que passamos lá.
Depois que voltamos para casa, após uma sessão de fotos ao por do sol, fui arrumar nossas malas para a viagem de volta. Nem sei quanto tempo passei arrumando as roupas, organizando bichos de pelúcia e alguns brinquedos, arrumando as conchas em algum lugar das malas...
– Oi! – Maxon disse entrando no quarto de Harry, e se sentou no chão ao meu lado
– Oi! – eu o beijei
– E aí, tudo pronto? – ele perguntou
– Sim, só preciso fechar a mala do Harry, e está tudo pronto – eu disse já fechando o zíper daquela mala
– Que bom, porque o jantar está pronto – ele disse sorrindo
– Sério? – ele acenou com a cabeça – E o que temos hoje, chef? – eu ri
– Hoje temos, macarrão com molho de tomate e bastante queijo ralado – ele riu.
– Parece bom, achou a receita onde? – perguntei me levantando
– Vi em um programa para pessoas que não sabem cozinhar – estendi as mãos para levantar meu marido
– Ah sim... então vamos descer, porque Ambe e Harry estão sozinhos La embaixo, e não gosto deles sozinhos. – eu disse
– Tudo bem, se a rainha está dizendo, eu obedeço! – Maxon me deu um beijo e riu
Enquanto descia as escadas, o cheiro estava muito bom. Só pelo cheiro eu já devia dar crédito ao meu marido. Amberly e Harry estavam vendo desenho na sala, e logo nos aocmodamos para jantar.
– Pai, isso está uma delicia! – Amberly disse
– Verdade, Maxon! Está muito bom, parabéns! – Eu disse e logo tomei um gole de vinho
– Eu gostei porque tem bastante queijo – Harry estava com a boca toda vermelha do molho, uma graça.
– Muito obrigado, fico feliz que vocês tenham gostado. Quando voltarmos para casa, vou tentar cozinhar mais vezes, o que vocês acham?
– Legal! – disse Harry
– Eu acho uma excelente idéia, querido. – eu respondi e beijei sua mão.
Como meu marido cozinhou, nada mais justo do que lavar a louça do jantar, enquanto ele ficava com nossos filhos assistindo um filho sobre um cachorro super herói, e algo dentro de mim dizia que esse filme ainda daria assunto.
– Deixa, por favor!! – ouvi a voz de Amberly implorando algo para Maxon
– Sim pai, vai ser legal – Harry dando força para algo que Amberly queria? Ok, isso estava realmente estranha.
– Não sei, quando voltarmos para casa nós conversamos sobre o assunto. – ouvi meu marido responder
– Você vai esquecer, pai! Eu sei que vai – Amberly estava argumentando com Maxon, e nessa hora, resolvi intervir
– O que está acontecendo aqui? – perguntei
– Mãe, podemos ter um cachorro? – Amberly foi direta
– Não sei querida, o que o seu pai disse?
– Que vai conversar quando a gente voltar para casa – minha filha cruzou os braços, fuzilando Maxon com o olhar. Se eu pudesse, eu iria rir naquele momento.
– Então nós vamos conversar quando estivermos em casa – eu disse
– Não vamos não, vocês vão esquecer. – ela argumentou
– Nós não vamos esquecer, Amberly. Sua mãe vai nos lembrar, não é? – Maxon me olhou, e eu respondi seu olhar, agradecendo por ele me colocar numa fria, naquele momento
– Vou, mas porque essa vontade de ter um cachorro agora? Você sabe que ter um cão traz muita responsabilidade?
– Sim, eu sei – ela respondeu, olhando de forma mais simpática para mim
– Você teria que alimentá-lo, dar água, ensinar ir no banheiro do lado de fora do castelo, para que não suje o castelo, você esta disposta a fazer essas coisas? – eu me abaixei, ficando na altura da minha filha.
– Sim, mãe eu sei. Harry disse que vai me ajudar. – Amberly disse apertando minhas bochechas com as mãos
– Verdade mãe, eu posso ajudar a Ambe – ele olhou para mim e para Maxon com um olhar pidão, daqueles difíceis de resistir.
– Bom, vamos fazer um acordo? – eu disse e todos prestaram atenção em mim – Eu vou conversar com seu pai, e nós vamos pensar com calma e conversar, e depois que tomarmos uma decisão, nós informamos vocês sobre a decisão.
– Mas e se vocês esquecerem? – Amberly perguntou
– Você pode nos lembrar, o que acha? – sugeri, e Amberly pensou por alguns instantes.
– Tudo bem, pode ser! – ela estendeu a mão para mim, e eu apertei
– Combinado! – respondi. Ela se virou para Maxon, com a mão estendida
– Combinado – Maxon disse sorrindo.
Fomos dormir logo depois disso, sendo cobrados pelo o acordo. Na manhã seguinte, foi difícil me despedir desse lugar maravilhoso e de todas as lembranças incríveis que minha família e eu teríamos para o resto de nossas vidas. Incluindo um discussão sobre nomes de cachorro no avião!
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